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Dois gráficos sobre educação

9 Maio, 2013

A-educacao-em-grafico

(fonte: Pordata)

Adenda: alguns leitores repararam que o segundo gráfico mostra alunos do básico e número de docentes total, incluindo secundário. Excluindo secundário, obtemos o seguinte gráfico, que melhor demonstra o contra-ciclo.

Profs-excluindo-secundario

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74 comentários leave one →
  1. Castrol permalink
    9 Maio, 2013 18:14

    Contra gráficos (factos) não há argumentos…
    O resultado seria ainda mais escandaloso, se a estes dois dados juntassemos o do (in)sucesso escolar.

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    • 9 Maio, 2013 20:01

      Gráficos com dados de 1961 mas sem dados de 2009-2013? Patético.

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  2. Tiro ao Alvo permalink
    9 Maio, 2013 18:22

    Muito gostaria de saber o que tem a dizer a isto aquele prof. de uma das fábricas de fazer professores, que escreve no Público e que esta semana contestou o significado dos gráficos rudimentares, que o Marques Mendes apresentou na TV.

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    • Portela Menos 1 permalink
      9 Maio, 2013 19:09

      Consolida!
      .
      (…) Na mesma linha, tivemos também esta semana Marques Mendes, de gráficos em punho, defendendo em prime time os cortes do seu Governo e intoxicando a opinião pública com manipulações grosseiras. A determinada altura, são mostrados dois gráficos. Um que indicava que, entre 1980 e 2010, perdemos 51% dos alunos do 1.º ciclo. E outro que mostrava que, durante o mesmo período, o número de professores tinha crescido 53%. A apresentação destes gráficos visava demonstrar como o número de professores é excessivo para os alunos que temos. O problema? Os gráficos referiam-se a realidades diferentes. O que mostrava a quebra do número de alunos referia-se apenas ao 1.º ciclo e o que representava a subida do número de professores referia-se a todos os níveis de ensino, excepto o Superior. O que se chama a isto? Manipulação, mentir em público para defender uma política. Na verdade, entre 1980 e 2010 houve uma quebra do número de professores do 1.º ciclo, passando de 39926 para 31293. (…)

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      • Tiro ao Alvo permalink
        9 Maio, 2013 20:56

        Portela, quando conseguir tirar alguma coisa da sua cabeça, escreva. Copiar o que outros escrevem, não, obrigado.

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      • Portela Menos 1 permalink
        10 Maio, 2013 00:31

        A mensagem, Tiro, a mensagem!
        esquece lá o mensageiro, és pobre e mal agradecido 🙂

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  3. JCardoso permalink
    9 Maio, 2013 18:26

    A Helena se já viu a capa da revista Visão de hoje, vai compreender melhor a decadência dos jornais e revistas e da quebra acentuada das vendas da Visão que se diz uma revista séria.

    O desespero leva a isto. Nem a Gaiola faria uma capa destas.

    http://noticias.sapo.pt/banca/nacional/#4104

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    • Elmano permalink
      9 Maio, 2013 19:26

      Na verdade a capa da Visão é uma vergonha. A malta dessa revista deve andar de pernas para o ar.

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  4. Fincapé permalink
    9 Maio, 2013 18:33

    E estes dados?

    “Média da UE é de 5,5% do PIB. A média da OCDE dos gastos com a Educação em percentagem do PIB é de 5,9%”. “Portugal gasta com a Educação 5,2% do PIB”. Era assim em 2011.
    – O primeiro gráfico prova ainda os baixíssimos gastos com Educação antes do 25 de abril e as dificuldades em aproximar-se dos gastos médios da EU e OCDE. As despesas com a guerra e a necessidade de, a seguir a 1974, reintegrar os portugueses que regressaram, talvez ajudem a compreender.
    ——–
    O rácio alunos/professores é mais do que justificado pelo atraso que tínhamos em educação e o aumento da escolaridade obrigatória, comparados com a EU e a OCDE. Apesar disso, e dos grandes investimentos em estruturas escolares, ainda gastamos abaixo da média.
    ———
    O segundo gráfico está incorreto. Não se pode comparar o número total de professores com o número de alunos no básico. Ainda mais, quando a escolaridade obrigatória já é o 12.º ano, fazendo aumentar o número de professores. Provavelmente, este aumento ainda não vem traduzido no gráfico, mas também lá não vem a enorme redução do abandono escolar e medidas de combate ao insucesso que levaram ao aumento do número de professores.
    ———
    Haverá mais “pormenores a acrescentar. Ficam para especialistas. Só lembro o que se diz à boca cheia: os professores nas escolas têm de fazer os papéis de psicólogos, pais, mães, aconchegadores de carinho, às vezes matadores de fomes, organizadores de processos de toda a ordem, enfim, paus para toda a colher. Ao contrário, diz-se também, do que acontece noutras latitudes e longitudes.
    ———-
    Mesmo assim, repito, os gastos com Educação em percentagem do PIB são inferiores à média do nosso mundo “dito” civilizado.

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    • vitorcunha permalink*
      9 Maio, 2013 18:42

      É o número de alunos no básico e o número de professores no básico. Não há secundário aqui. O ponto dos gráficos não é se está “no ponto de caramelo”, é que o número de docentes terá que acompanhar a demografia.

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      • Fincapé permalink
        9 Maio, 2013 19:02

        Se assim for, peço desculpa. Anulo essa parte da “indignação”.

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      • vitorcunha permalink*
        9 Maio, 2013 19:09

        Não é, Fincapé, erro meu, como disse ao Trinta e três. Actualizei com um terceiro gráfico que melhor evidencia o contra-ciclo.

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      • Fincapé permalink
        9 Maio, 2013 19:07

        “…o número de docentes terá que acompanhar a demografia.” Pode não ser assim. Se aumentar a escolaridade ou se reduzir significativamente o abandono, poderá haver aumento. Não me lembro o ano em que a escolaridade subiu para o 9.º E suponho que durante bastantes anos o não cumprimento, através do abandono, por exemplo, era enorme. De qualquer maneira os gráficos não traduzem isso.

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      • Fincapé permalink
        9 Maio, 2013 19:15

        Ok. Já tinha refilado abaixo. 😛

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  5. Trinta e três permalink
    9 Maio, 2013 18:43

    Já agora, só um pequeno “refresco” da memória da malta do Excel, a acrescentar às informações do Fincapé. No final dos anos 80, quando Roberto Carneiro lançou a sua famosa reforma, um estudo da equipa dirigida pelo Prof. Fraústo da Silva alertava para o facto de, até ao ano 2000, Portugal ir perder 500 mil alunos no ensino básico. De que modo é que os governos (todos) usaram estes dados?

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  6. 9 Maio, 2013 18:44

    Pela evolução do segundo gráfico, a partir de 2009 haverá mais profs que alunos.
    Isso quer dizer que cada prof tem zero vírgula tal aluno.

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    • vitorcunha permalink*
      9 Maio, 2013 18:45

      São diferentes escalas, Piscoiso. Ambas lineares. A intenção é ver tendências, não intersecções, que não têm significado.

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      • 9 Maio, 2013 19:05

        Eu sei que 0,8626 é diferente de 0,9596. Dois em um (gráficos).
        Até podia misturar com a variação das cervejas bebidas na Queima desses anos.

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      • YHWH permalink
        9 Maio, 2013 19:27

        Rácios, meu caro, rácios. Isto trata-se com rácios e não com grafismos infantis e com ambiguidades de leitura por simultaneidade de métricas diferentes.

        E sobre rácios, importa não alienar ou obscurecer a sua optimização em função da sua evolução ou variação.

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      • vitorcunha permalink*
        9 Maio, 2013 19:30

        Gráficos, com escalas lineares, diferentes ou iguais, ilustram visualmente rácio. Não ver isso é… infantil.

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  7. Churchill permalink
    9 Maio, 2013 18:48

    Sem chegar ao exagero do Fincapé que atribui aos professores inúmeras tarefas (pelo menos psicólogos há nas escolas aos montes), também me parece que a apresentação é viciada.
    Se colocar os mesmos gráficos com regressões para o período 2000-2011 (ou 2013 se arranjar informação) vai ter declives ao contrário.
    O ensino básico era a 4ª classe e agora o 6ºano, se não percebe a diferença suponho que tenha feito o ciclo preparatório “à Relvas” com um único professor.
    Comparar 2013 nas escolas básicas com as primárias de 1961 é o mesmo que fazer um exercício similar com Toyota Prius e um Ford T.
    .
    Agora se quiser continuar a ter esta conversa de forma séria, veja os testes de português desta semana e os de matemática da próxima, e compare-os com os exames da 4ª classe dos anos 60.

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    • vitorcunha permalink*
      9 Maio, 2013 18:50

      Ensino básico: do 1º ao 9º ano. Se é obrigatório ou não, para o caso não interessa. São os dados do 1º ao 9º ano no período considerado.

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    • Fincapé permalink
      9 Maio, 2013 19:12

      “Sem chegar ao exagero do Fincapé… pelo menos psicólogos há nas escolas aos montes”.
      Conheço várias escolas na minha região e não é assim. Quando há um psicólogo não chega para as tarefas necessárias. Eu não sei onde vive, mas cada vez se encontram mais famílias desestruturadas e miúdos semi-abandonados. E eu não conheço uma única assistente social a trabalhar em escolas.

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  8. Trinta e três permalink
    9 Maio, 2013 18:50

    Correção ao vitorcunha: o número de professores do segundo gráfico, é o total, incluindo o secundário (http://www.pordata.pt/Portugal/Docentes+em+exercicio+nos+ensinos+pre+escolar++basico+e+secundario+total+e+por+nivel+de+ensino-240)

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    • vitorcunha permalink*
      9 Maio, 2013 18:55

      Correcção efectuada.
      Porém, não muda a essência: não terá mais alunos no secundário se o número de alunos no básico diminui.

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      • Fincapé permalink
        9 Maio, 2013 19:14

        Então, caro Vítor, retiro as desculpas. Não é necessário: eram condicionais. 😉

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      • 9 Junho, 2013 20:38

        poderá ter mais alunos na secundaria, mesmo que no básico desçam…basta que o abandono escolar desça…não é para sempre mas ainda durará alguns anos…

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      • vitorcunha permalink*
        9 Junho, 2013 20:39

        E os professores do básico passam para o secundário?

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  9. trill permalink
    9 Maio, 2013 18:51

    “o número de docentes terá que acompanhar a demografia”
    .
    os salários dos gestores de topo tugas (e todos por aí abaixo) terão de acompanhar a produtividade real do país em vez de andarem pendurados nas injecções de $$$ através de “apoios” e encomendas do Estado; todos os preços de bens essenciais, incluindo a electricidade, têm de ser regulados em função da conjugação do salário mínimo nacional com o salário médio de cada região; e o investimento na educação tem de aumentar para os níveis em relação PIB dos países avançados da UE, dada a diferença de alfabetização funcional de Portugal em relação a esses países.

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  10. Portela Menos 1 permalink
    9 Maio, 2013 18:56

    CONTRA A MENTIRA HÁ SEMPRE ARGUMENTOS
    .
    (…) Helena Matos, na sua última crónica para o Diário Económico, ensaia uma catilinária – a enésima – contra o Ensino Público. Nada de novo, mas lendo com atenção o seu textículo, as marcas do costume saltam à vista. Começa por falar dos exames para o 4.º ano, surpreendendo-se com a “infantilização das crianças” (SIC) levada a cabo pelas associações de pais que protestaram contra o inenarrável exame introduzido por Nuno Crato. A sua opinião sobre a medida (que, de resto, nos equipara apenas a Malta no universo da UE), assim como sobre o termo de responsabilidade que as crianças tiveram de assinar, caracteriza o que Helena Matos é na perfeição, mas não deixa de ser uma opinião, tem direito a ela. Mas quando, para validar o que escreve, fala da qualidade do ensino que existe em Portugal e recorre à mentira, estamos noutro nível (…)Portanto, o investimento na educação, apesar de estar abaixo da média da OCDE, consegue resultados que nos colocam bastante acima da média, o que demonstra não só que as políticas prosseguidas têm sido bastante eficazes, como evidencia a competência dos profissionais do ensino, em geral maltratados pela opinião pública, e que conseguem fazer omeletes com poucos ovos. Isto é a realidade. Mas quando é o próprio ministro Crato que a desvaloriza, como poderemos nós esperar que Helena Matos, simples publicista, lhe dê o mínimo de atenção? E tenho a certeza de que não se trata de ignorância – que ainda poderia ter desculpa -, mas de má fé: a Helena Matos interessa passar a mensagem de que o nosso ensino é “caro e medíocre”. (…)
    .
    https://www.facebook.com/notes/santana-castilho/marques-mendes-errou-grosseiramente-na-sic/548032958580353
    .
    http://arrastao.org/2809851.html#comentarios

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    • trill permalink
      9 Maio, 2013 19:19

      para quem não tem feicebuke o de cima iria provavelmente dar a algo assim:

      http://psicanalises.blogspot.pt/2013/05/porque-mentes-o-mendes.html

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      • Portela Menos 1 permalink
        9 Maio, 2013 19:28

        exactamente!
        quanto a MMendes, tem a vantagem de ter mentido na SIC enquanto o texto que o desmascara no Público tem cerca de 30.000 unidades …
        Mas o Blasfémias ajuda a divulgar a verdade 🙂

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      • Fincapé permalink
        9 Maio, 2013 19:32

        “Mas o Blasfémias ajuda a divulgar a verdade”.
        Está logo a vir um subsidiozito pelo serviço público.

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      • trill permalink
        9 Maio, 2013 19:37

        é curioso como se apresentam números daqueles com ar de sério… eu sei, as PPP para o ensino obrigatório garantiriam centenas de milhões aos grupos privados nas próximas décadas, agora que as PPP das “autopistas” estão em vias de darem para o torto. Seria uma negociata brilhante. A 30, 40, ou mesmo 50 anos…

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  11. trill permalink
    9 Maio, 2013 19:15

    ó Portela: obrigadinho pelo link de baixo… o cima é para quem anda pelo feicebuke.

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  12. trill permalink
    9 Maio, 2013 19:17

    estes gráficos apresentados assim são poderosos… causam efeito… próprios de um dr spin…

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  13. Trinta e três permalink
    9 Maio, 2013 19:31

    vitorcunha:
    Continuando a usar os dados da PORDATA, os alunos matriculados em 2011 no secundário, eram 440895 (total). O máximo de matrículas nesse nível de ensino, foi conseguido em 2009, com 498327. Por sua vez, no ensino básico estavam matriculados, em 2011, 1206716. Tendo em conta que, depois da grande quebra do ano 2000, a redução tem sido de cerca de 30 mil por ano, é evidente que o secundário vai “encher” como nunca até agora.

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  14. Portela Menos 1 permalink
    9 Maio, 2013 19:34

    O “comunismo de mercado” e o turismo religioso …
    .
    http://www.lr21.com.uy/mundo/1101078-china-instalan-jaulas-en-la-calle-para-que-mendigos-no-molesten-al-turismo

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    • trill permalink
      9 Maio, 2013 19:40

      a édêpê/3 gargantas (fundas) deve estar a seguir com interesse essa “técnica”, agora que a Deco lhe anda a dar as voltas…

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  15. Trinta e três permalink
    9 Maio, 2013 19:38

    Até esvaziar, ainda vai precisar de aumentar os professores no secundário.

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    • vitorcunha permalink*
      9 Maio, 2013 19:41

      Portanto, concorda comigo que o número de docentes tem que acompanhar o número de alunos, seja qual for o rácio dourado.

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  16. Trinta e três permalink
    9 Maio, 2013 19:47

    Vou mais longe: os governos tiveram mais do que tempo para o fazer, evitando situações extremas. Não são os professores que têm culpa. São os governantes.

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    • vitorcunha permalink*
      9 Maio, 2013 19:49

      Tenho todo o gosto em concordar. Como uma telha que nunca substituiu, agora vai o telhado todo.

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  17. permalink
    9 Maio, 2013 19:54

    Portugal, se calhar, gasta pouco com a educação em percentagem do PIB. Mas, por outro lado, gasta cada vez mais com os juros da dívida. Quando se andaram a endividar como se não houvesse amanhã deviam ter pensado nisto – o dinheiro não chega para tudo.

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    • Fincapé permalink
      9 Maio, 2013 19:57

      Portugal gastou sempre abaixo da média europeia com a Educação.

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      • trill permalink
        9 Maio, 2013 20:04

        o truque é velho: faz-se as PPP, com lucros mínimos garantidos que noutro país seriam crime com prisão efectiva, fazem-se as swaps para proteger juros numa altura em que era previsível que os juros baixassem (a investigação dará em nada, como habitualmente), enche-se o buraco BPN (e os tipos andam aí no negócio de centenas de milhões da saúde e nos palops mas a tuga “justiça” não os penhora), agora como é preciso cortar corta-se nos profs e outros que estejam a jeito… é a táctica simplex do rouba (milhões) e vê lá se me agarras…

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      • vitorcunha permalink*
        9 Maio, 2013 20:06

        “Altura em que era previsível que os juros baixassem”. Está a prever hoje? Isso funciona com apostas desportivas?

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      • Fincapé permalink
        9 Maio, 2013 20:51

        Antes dos juros descerem, há muita gente que sabe que eles vão descer. É como o valor das ações. Os “sabichões” ganham, os tansos perdem. Ao menos nos casinos sabe-se que perdem (quase) todos.
        Daqui a pouco, vou ver uma entrevista na RTP1 com um “antigo” neoliberal que agora até dá razão ao PCP nas questões da saúde e do SNS: Miguel Esteves Cardoso. 😉

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      • trill permalink
        9 Maio, 2013 23:38

        “Antes dos juros descerem, há muita gente que sabe que eles vão descer. ”

        e os que prepararam os contratos swap eram desses “especialistas” informadíssimos… por isso têm os honorários que têm no governú-cúelho.

        Ó VC não goze com as pessoas, pf.

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    • trill permalink
      9 Maio, 2013 23:40

      moral da história: 22 horas lectivas em algumas escolas correspondem a uma centena (ou mais!) de horas em outras.

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  18. @!@ permalink
    9 Maio, 2013 21:26

    Isto de gráficos deveria ser exclusivo do me randa apesar destes até se parecerem com as tácticas do Benfica/Porto/Sproting, ou até com os perfis do Giro, Vuelta ou Tour. E o que é que estes gráficos mostram? Que temos cada vez menos alunos, demasiados professores, que se gasta demasiado em educação? Parece ser essa a intenção mas será mesmo assim? Vivo numa zona fronteiriça num concelho extenso com uma densidade populacional baixissima e taxa de natalidade residual sendo um dos graves problemas a educação. Como assegurar o acesso ao ensino a todas as crianças e jovens, como assegurar o nº de alunos nos poucos estabelecimentos de ensino, como segurar o secundário? E como motivar jovens a persistir no ensino numa área com desemprego tremendo, familias disfuncionais, alta percentagem de alcoolismo e drogas, interesse pela leitura insignificante? São estas realidades que os gráficos não mostram apesar de mostrarem um facto.

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    • vitorcunha permalink*
      9 Maio, 2013 21:30

      Ainda bem que está de acordo com a mobilidade geográfica, coisa que muitos considerariam uma grave violação do direito a ser feliz no Bairro Alto.

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      • @!@ permalink
        9 Maio, 2013 23:16

        Lá está, a mobilidade é espectacular se garantir a base e a estabilidade familiar não se alterar substancialmente. Também é preciso ter estomago.

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      • trill permalink
        9 Maio, 2013 23:32

        Sim, sim, pois seguramente que sim… no bairro alto só há a escola do conservatório e está lotada porque todos querem ir para lá. O presidente do spgl dá lá aulas, de filosofia… Não sei se dá bem ou dá mal… Quando os sindicalistas só pensam em não dar aulas isso revela o grande estilo da escola do conservatório que leva até o sindicalista-môr do spgl a desejar ensinar. Óbvio q vc sabe e eu tb sei que não é o filho do zé das chelas que anda por lá… Como comunista, ainda que reformardor, o presidente do spgl devia era ir para chelas, lidar com a “classe operária”, e deixar a vaga para alguém que não se importe de fazer o tremendo sacrifício de dar aulas ás criancinhas “burguesas” e disciplinadas que andam a aprender música “retrógrada” e essencialmente germânica…

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      • trill permalink
        9 Maio, 2013 23:41

        (era neste post não no de cima…) Moral da história: 22 horas lectivas em algumas escolas correspondem a uma centena (ou mais!) de horas em outras.

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  19. 9 Maio, 2013 21:45

    Se me puder o autor esclarecer uma pequenina coisa, agradeço:
    Os professores do secundário também são… do básico!
    Pois é, não sabia?!
    Então, como foi feita essa exclusão referida no gráfico 3?
    Porque não apresentou a comparação entre total de alunos e total de professores?
    O meu obrigado antecipado pelo esclarecimento.

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    • vitorcunha permalink*
      9 Maio, 2013 21:49

      Nomenclatura. Quando estuda uma série que começa nos anos 60, quer que lhe chame o quê? Básico pré-Coiso? Vá à fonte (ou apresente uma queixa ao INE, que não é de fiar).

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      • 9 Maio, 2013 21:59

        Quando se estuda uma série que começa nos anos 60, ignorando todas as alterações sociais que ocorreram em Portugal desde então, e quando se reaje desse forma perante uma crítica mais que válida, tudo se torna claro.

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  20. 9 Maio, 2013 21:59

    Quando se estuda uma série que começa nos anos 60, ignorando todas as alterações sociais que ocorreram em Portugal desde então, e quando se reaje desse forma perante uma crítica mais que válida, tudo se torna claro.

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  21. 9 Maio, 2013 22:02

    E porque não faz um estudo com a última década como série ou, por exemplo, a partir de 2000, quando os 15 anos de escolaridade obrigatória se começaram a fazer sentir em toda a sua plenitude?

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    • vitorcunha permalink*
      9 Maio, 2013 22:07

      Uma geração não são 13 anos. Isso seria para pessoas que analisam variações do PIB num trimestre, como se fosse relevante.

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  22. 9 Maio, 2013 22:27

    Então vamos a números.
    Entre 1980 e 2011:
    O n.º de alunos do 1.º ciclo teve um decréscimo de 22%, o número de professores do 1.º ciclo teve um decréscimo de… 22% !
    O n.º de alunos dos 2.º ciclo, 3.º ciclo e secundário teve um acréscimo de 160%, o número de professores do 2.º ciclo, 3.º ciclo e secundário teve um acréscimo de… 100% !
    Fonte: Pordata, cálculo meus. Pode confirmar.
    .

    A série ainda não chega?!
    Ou vai-me dizer que não se pode comparar assim?!?

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    • vitorcunha permalink*
      9 Maio, 2013 22:28

      “Ou vai-me dizer que não se pode comparar assim”

      Não vou porque já sabe.

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      • 10 Maio, 2013 00:13

        Não, não sei.
        Mas desconfiei que esse seria o seu único argumento, sem dizer porquê.
        E, previsível, confirmou.

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      • vitorcunha permalink*
        10 Maio, 2013 00:17

        Isso é perfeitamente normal quando se fazem perguntas para as quais se sabem as respostas.

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      • 10 Maio, 2013 00:25

        Sim, apresentar dados em que mistura tudo e demonstra não saber sobre o que está a falar dá-lhe muito mais credibilidade.

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  23. Albano Silva permalink
    9 Maio, 2013 23:14

    Estes gráficos dão razão a Marques Mendes, ou a Santana Castilho?!

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  24. 9 Maio, 2013 23:29

    Há aqui qualquer coisa que não bate certo…
    Pode-se calcular, por exemplo, que no ano de 1993 haviam 18 alunos por professor, em 2005 eram cerca de 12 alunos por professor, e em 2009 passam a 15 alunos por professor. É pacífico.

    Então, onde está o problema ? O problema é que a **** da realidade não bate certo com os dados. Olhemos um bocadinho para baixo, e perguntemos aos nossos rebentos quantos colegas tem/tiveram eles na turma. A resposta, na maioria dos casos, será: mais que 20!

    Claro que é sempre possível fazer como o Gaspar e tentar ajustar a realidade à folha de cálculo.

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  25. deluci permalink
    10 Maio, 2013 00:12

    Hi, vocês aceitam esses riscos do Vitor Cunha Rego, sem mais?
    E ainda assim não lhe perguntam quanto mudou no ensino dessas classes desses anos de que fala Cunha Rego, sem mais?
    Pois digo-lhe eu, ó homem, os alunos, hoje, têm o dobro dos tempos na escola, para que usted y sua mogle, à falta de outra coisa, se refresquem à vontade a fazer filhos, pois que anda a nascer poucos, e tem mais que os ditos pimpolhos hoje estudam mais, muito mais disciplinas, actividades e trabalhos de casa, com o Inglês já na conta e assim Espanhol, além de umas primícias de Mandarim, ó Cunha Regho além do mais .

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  26. Paulo permalink
    11 Maio, 2013 00:17

    Confesso que me custa acreditar no R2 (coeficiente de Pearson) dos primeiros gráficos, a dispersão parece ser mas elevada. Onde posso obter os dados em bruto?

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