A propósito
do destaque do PÚBLICO de ontem Francisco José Viegas escreveu o seguinte Esclarecimento
Toda a imprensa reproduziu a notícia (num espaço de 6-páginas-6, o meu nome aparece em dois pequenos parágrafos) durante o dia de ontem e parte de hoje. No entanto, à excepção da Antena 1,nenhum jornal me pediu, sequer, para comentar o assunto ou dar a minha explicação, o que diz bem do processo de intenções que decorre. Adiante.
O caso é que — e para encerrar a questão — todos os procedimentos legais foram respeitados e cumpridos. Em resumo:
1) o quadro, ao contrário do que se escreveu no Público, nunca esteve nem “classificado”(só assim legalmente protegido até ao fim do necessário processo de “desclassificação”) nem em vias de ser “classificado”.
2) ao fim de três anos de duração do processo (o habitual é prolongar estes assuntos até uma das partes cair de inanição e a outra esquecer o assunto), era preciso dar uma resposta: ou ficar com o quadro, pagando-o, o que significava, na prática, dispor de aproximadamente €2,9 milhões; ou autorizar a sua saída para Paris. Escuso-me de comentar a hipótese de ter €2,9 milhões disponíveis (anos antes, o Estado português não tinha disponibilizado €50,000 para ficar com a arca de Fernando Pessoa que, aliás, é exposta sempre que o proprietário é solicitado). Confesso, também, que gostaria de pedir o NIB de algumas das pessoas que — com a habitual arrogância — ontem tinham redescoberto Crivelli, a fim de custear as obras de restauro dos carrilhões de Mafra (€2M), da torre da Sé de Lisboa, do Convento de Cristo, de S. Bento de Castris, do Forte da Graça, etc. Dinheiro há sempre, suponho.
3) não querendo comentar a qualidade, a singularidade e até o relevo deste Crivelli (esta obra do veneziano foi exposta uma vez em Lisboa, em 1972), a autorização foi dada com base num parecer técnico e legal devidamente elaborado por organismos da SEC.

Trapalhada, mais uma, protagonizada por FJViegas enquanto esteve (para “encorpar” CV !?) a “desempenhar” (mal e sem projecto para o país) o cargo de Secretário de Estado da Cultura.
Um indivíduo que aceita –e/ou propõe-se…– para SECultura num país com uma História, património e contemporaneidade como Portugal, em vez de reivindicar dum então futuro PM um Ministério, é porque qualquer lugar como governante lhe serve e, repito, não possui categoria, conhecimento nem programa para ocupar o gabinete no Palácio da Ajuda.
FJViegas-secretário de estado, positivamente nada fez, decidiu, legislou em prol da Cultura. Deixou os dias correrem pensando que bastaria uma decisãosinha para aguentar mais uma semana, mais um mês… Foi certamente um dos piores, mais laxistas e colaboracionistas secretários de estado da Cultura, quase sempre submisso face a poderes privados e a lobbys.
————————————–
O proprietário do tal quadro é o principal dono da TVI ? Estação na qual FJV foi durante algum tempo comentador político antes de rumar para a Ajuda ?
GostarGostar
Ontem ouvi um programa na RTPI com Rui Rangel, Marinho Pinto e o convidado (e blasfemo) Paulo Morais.
Aterrador o que PMorais disse (já se sabia algo do que sem constrangimentos desvendou) sobre conivências, corrupção, favores, seitas, roubos, em Portugal, corroborado por RRangel e por MPinto.
Realmente este país poderia ser outro, extraordinariamente exemplar, se no ADN de muitos tugas (os que têm passado pelos diversificados poderes e os que deles se servem) não estivesse já inserido o “bichinho”…
E há quem defenda a canalhada (claro, dela depende !), que com ar sério e pose de competente, discute o país económico, social, cultural…
————————————–
Ontem, PPCoelho disse na Amadora que “agora” os portugueses “são vistos lá fora” como trabalhadores, competentes, honestos”…. “Agora” !??
(Faltou “uma enxadinha” a PPC antes de ser eleito presidente do PSD…).
GostarGostar
“Não deixes que a verdade estrague uma boa história”.
O quadro não estava classificado?
Nem estava em vias de poder ser classificado?
Mas podia perfeitamente um dia acontecer uma destas duas coisas.
Portanto não sendo uma verdade também não é uma mentira.
GostarGostar
Atente-se no início e até metade do “resumo” 2).
FJV não consegue “lapidar” o caso.
GostarGostar
E agora invoca-se um despacho de 1970. Havia um despacho, senhores, um despacho!…
Decididamente a silly season este ano começou mais cedo.
GostarGostar
CARTA ABERTA
Ao mui Ilustre Pai de Pedro Passos Coelho
Como o devido e maior respeito por V. Exa.
como Médico tinha a obrigação de saber o que estava a fazer … Mas quando estava a praticar o respectivo acto sexual
não hesitou em alternativa em masturbar-se ? (vulgo “bater uma punheta”)
GostarGostar