Micro-ensaio sobre a certeza
O politicamente correcto é a metralhadora da esquerda não-revolucionária; esta classe privilegiada bem-pensante, excitada com a engenharia social – disciplina que substitui o vazio de transcendência, esse espaço disponível pela rejeição dos padrões históricos de identidade cultural – e que, paradoxalmente, não se identifica como classe. Numa senda da abolição de normas, exigindo a igualdade identitária-despadronizada (o próprio conceito de multiculturalismo), o propósito final é que nenhum conceito seja melhor ou pior que outro, nenhuma norma aplicável pela ausência de barómetro histórico-cultural do que é padrão. A certeza substitui a dúvida, invalidando o específico através da generalização absurda de escolha não implicar custo.
Esta tendência progressista, causada pela adesão à causa dos despojados de pertença a algo maior que eles próprios, tornada possível com o declínio das religiões judaico-cristãs e o (eventualmente não descorrelacionado) embalofamento da academia ocidental, é um dos sintomas de esvaziamento da Europa da sua própria história. No fundo, a Europa rejeita-se a si própria.
Com o politicamente correcto, tudo é igual a tudo, nada é superior ou inferior, portanto, nada vale mais que nada; daqui decorre que nada tem valor. Usando uma terminologia económica, não há equilíbrio na intersecção entre oferta e procura porque as curvas não se tocam: a oferta é infinita (limitada apenas pelo número de indivíduos da população) e a procura é nula (tirando os activistas, o assunto não interessa aos restantes indivíduos, cada um o seu próprio mundo). Isto tem consequências sérias: limitando a retórica ao politicamente correcto, tudo é justificável (“é proibido proibir“) excepto o discurso epistemológico, não complacente com condição prévia de igualdade entre suposições. Esta igualdade originaria, de forma absurda, a deriva de postulado automático a partir de qualquer hipótese. O politicamente correcto é a abolição suprema do generation gap pela adolescencialização das responsabilidades individuais. A dependência de instituições, particularmente da instituição estatal, é o vício que degrada, passo-a-passo, a própria noção de responsabilidade individual.
Por outro lado, a proibição de proibições é, em si mesmo, um paradoxo. Trata-se da substituição de uma série de regras padronizadas ao longo de séculos pela regra única da abolição obrigatória das regras de comportamento por força de Lei. Não deixará de ser relevante comprovar que a moda do crescimento económico em países onde o casamento homossexual é reconhecido por Lei é inferior à moda nos países onde a secularização não existe ou é incipiente: à medida que a dependência institucional aumenta, diminui o incentivo para superar o nivelamento igualitário. Curioso serem os mesmos secularistas a anunciarem promessas de perspectivas espectaculares de crescimento económico como saída da crise. Qual o grau de secularização da Líbia, Serra Leoa, Niger, Mongólia, Afeganistão, Libéria, Laos?…
É possível conjecturar que o crescimento económico é a consequência da procura dos indivíduos pela diferenciação. A prosperidade, medida de comparação com os outros, é o próprio anti-progressismo, o reconhecimento da diferença e a rejeição do igualitário pela superação de limitações decorrentes do padrão cultural, mutando-o, pouco a pouco, de forma descentralizada e meramente evolutiva. Nenhum governo decidiu que as suas populações se sentariam no metro acompanhadas de smartphones. Tal seria impossível ou, no mínimo, muito menos eficaz que a mutação progressiva dos hábitos e, consequentemente, de padrões culturais. Isto não é passível de acontecer por decreto.
Todos terem opinião não implica que estas sejam igualmente verdadeiras, ao contrário do que este novo doutrinamento pretende evidenciar pela concessão à dicotomia “quem reconhece o que digo está correcto, quem não reconhece é uma besta“. Também isto é o politicamente correcto: ou aceita enquadrar-se no bullying da “razão progressista” ou é vítima do próprio bullying. Por exemplo, a forma que um progressista-politicamente-correcto tem para criticar este artigo é: insultar o autor, rir do conteúdo (sem o tentar contrariar) e/ou desvalorizar o seu teor com um pedante “nem vale a pena“. Curiosamente, todas são reconhecidas falácias retóricas, acrescidas da homem-de-palha; nada que impeça o progressista, cujo propósito é esvaziar qualquer discussão ao seu auto-peer-reviewed postulado, demonstrando a impossibilidade de validação ser tão universal como deseja.
A forma como, numa sociedade conservadora, o balão-de-ar da gritante trupe lisboeta nós-é-que-somos-a-elite-e-verdadeiros-democratas impõe isto ao país é um fenómeno que merece estudo. Presumo que este acontecerá automática e obrigatoriamente quando batermos definitivamente contra a parede. Se tiramos conclusões ou não, aí inclino-me para o lado pessimista.

Obviamente também não estudou compreensivamente Filosofia…
Que lástima…
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Isto vindo de Yahweh tem particular significado. Perdoa-me, Senhor.
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Quem és tu, pá? O Vítor Cunha não escrevia isto:
“Por exemplo, a forma que um progressista-politicamente-correcto tem para criticar este artigo é: insultar o autor, rir do conteúdo (sem o tentar contrariar) e/ou desvalorizar o seu teor com um pedante “nem vale a pena“.
Ora, isto é gozar com o Vítor Cunha!
Deixaram mas é a porta aberta no blasfémias e entrou um pós-neo-estruturalista, caraças. O autor está a falar de quê? Perdi-me. Isto está cheio de conceitos, referências, intertextualidades, desestruturações, curvas e curvinhas, porrete, é obra. Aposto que usas boné e sandálias.
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Rhaatid! Mi a go a bashment now.
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Mas que mente perversa consegue inventar, por exemplo, o “(eventualmente não descorrelacionado) enbalofamento da academia ocidental?” Isto é uma doideira.
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“Estes saudosos liberais – pior:cegos e servos,” fazem-me lembrar aqueles naufragos, que após o naufrágio, procuram à tona da água fragmentos onde se possam agarrar tentando sobreviver já demais a todo o custo!
Victor, “um dos”graves problemas das elites, é terem um discurso complicado, redondo, em circuito fechado. Aos comentadores associo na sua grande maioria,a desonestidade intelectual e politica.
Se mo permite não vá por aí, já basta os invertebrados da Helena e do João Miranda!
Para se inspirar reveja algumas intervenções politicas, de um saudoso politico que não pertencendo à minha area ideológica, nutria por ele grande respeito intelectual.
Conseguia em cinco ou dez minutos de conversa, fazer-se compreender “claramente” o que tantos outros nem em horas suycessivas de conversa conseguiam.
Fixe o nome: FRANCISCO LUCAS PIRES…
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?
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!
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x
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“..excitada com a engenharia social – disciplina que substitui o vazio de transcendência, esse espaço disponível pela rejeição dos padrões históricos de identidade cultural – e que, paradoxalmente, não se identifica como classe.”
E se trocasse isto em miudos?
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Trocado por miúdos: “…adesão à causa dos despojados de pertença a algo maior que eles próprios, tornada possível com o declínio das religiões judaico-cristãs e o (eventualmente não descorrelacionado) enbalofamento da academia ocidental…”
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Que diz o Almirante Silva, sobre o tema ?
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“Todos a bordo”.
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Não acredito que desse uma ordem, sem consultar a Mª.
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“…a forma que um progressista-politicamente-correcto tem para criticar este artigo é: insultar o autor, rir do conteúdo (sem o tentar contrariar) e/ou desvalorizar o seu teor com um pedante “nem vale a pena“. Curiosamente, todas são reconhecidas falácias retóricas, acrescidas da homem-de-palha; nada que impeça o progressista, cujo propósito é esvaziar qualquer discussão ao seu auto-peer-reviewed postulado, demonstrando a impossibilidade de validação ser tão universal como deseja.”
Com este parágrafo o vítor cunha já esvaziou qualquer forma de contestação ao que escreveu. Em resumo, assume-se tal e qual um “progressista-politicamente-correcto”, segundo as suas próprias palavras. Eis como um texto que até poderia ser interessante como base de discussão se volta contra o próprio autor.
Com um tiro tão certeiro no próprio pé não vale mesmo a pena.
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Pois.. pois,
mas na minha opinião o autor tem razão e vc 1berto tenta desacreditar VC de forma “espertalhona” mas sem o conseguir….
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JFB, está enganado. Apenas chamei a atenção para uma gritante contradição nos argumentos. E já agora aponto outra: “quem reconhece o que digo está correcto, quem não reconhece é uma besta“. Vítor Cunha serve-se desta frase para caricaturar o “progressismo” e o “politicamente correcto” mas a conclusão final do texto vai exactamente no sentido dessa frase. Quanto à forma “espertalhona” de desacreditar o texto é bom que veja que não insultei o autor, não me ri nem desvalorizei o seu conteúdo. Apenas chamei a atenção para o que considero ser contraditório na argumentação. Quanto a concordar ou não com o que está escrito é outra coisa. Mas fica desde já bem explícito que não concordo.
Aceito com humildade a minha condição de besta.
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Não insultou o autor, não se riu, não desvalorizou o conteúdo e não o criticou, porventura porque não encontrou por onde o criticar.
E é precisamente esse o sentido da parte do texto que citou antes. Insultar o autor, rir-se ou desvalorizar o conteúdo não é contestação, é ruído, Se todos os autores conseguissem silenciar esse ruído logo à partida as discussões seriam muitíssimo mais interessantes e produtivas mas isso não é possível. Haverá sempre Piscoisos e Portelas, mais interessados em sabotar as discussões do que em participar nelas.
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O texto parece ter sido construído sob os efeitos de um laxativo.
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A malta de esquerda (?) está à rasca, não entendem o que está escrito, eh, eh.
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Mais 500 caracteres é sempre um texto que pode dar para rir 🙂
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Parece um dos seus comentários a outros posts, Portela Menos 1.
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Vce tambem nao muda !
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Espera mais um bocadinho que uma das tias já traduz para ele. O outro não lê nem os discursos de um dos seus grandes líderes revolucionários ilhéu.
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O problema do vazio da transcendência é que não está perfeitamente contido numa consciência de classe, que históricamente sempre foi considerado, na terminologia da esquerda anti-classista, embora não-revolucionária, como um discurso epistemológico ( aqui foi copy-paste. Não sei escrever epistemológico) tendente a despadronizar (isto já sei escrever) uma matriz identitária vista pelas sociedades que, enfim, não crescem porque, para usar uma linguagem economicista, a curva do crescimento do PIB é inversamente proporcional, no seu sentido progressista, à curva de crescimento de paneleiragem.
Dito isto, e cedendo à dicotomia (copy-paste) és uma besta. Lindo texto. Try harder.
Abraço
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O Valupi sabe que lês estas coisas? Antevejo purga.
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Só pode ficar chateado se souber. E se souber, é porque ele também lê, e não pode ficar chateado. Gosto muito de como o meu avatar ficou.
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Ele que não perca o sono senão perde o “Rex, o cão polícia” no próximo domingo.
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VCunha está reinadio…Um post para aligeirar o peso da (i)responsabilidade da “direita”.
A “direita” e o P”S” atiraram os tugas “contra a parede”, mas VC quer mais e com maior impacto…PPCoelho-a-quem-faltou-uma-enchadinha também ameaçou de novo…
No último parágrafo, “gritante trupe-lisboeta” é muito motivante para mais uma vez tentar entender e debater as intenções de alguns regionalistas…
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Se faz favor: gritante trupe lisboeta nós-é-que-somos-a-elite-e-verdadeiros-democratas.
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VC continua reinadio ao frisar esse seu lirismo…
Promete ! Vai longe !
Se ler na íntegra o texto deste post perante apoiantes dos desesperados CAbreu Amorim e de LFMenezes, contribuirá para que vençam as eleições. Se colocar junto ao microfone ou sobre a mesa o urso Teddy Blasfemo com umas luzes cintilantes sobre as orelhinhas, vencem “de caras” !
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A minha tia Rosemary, que é de direita, leu a primeira frase, tirou os óculos e começou a limpá-los num ritual só dela. Tem um pequeno spray com que pulveriza cada uma das lentes, primeiro de um lado e depois do outro. Pega depois num paninho especial da Essilor e limpa vagarosa mas firmemente cada uma das lentes, verificando depois em contra-luz se ainda existe algum grão de pó. Acabada a operação dá um berro para a cozinha: “Ó JOANA TRAZ-ME UM CHÁ”. Entretanto no écrã já havia uma bela imagem de um screen-saver com o mar a espreguiçar-se sobre as areias de uma praia deserta. Agarrou no tricot e continuou a fazer uma camisola para o sobrinho.
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As elites “progressistas e bempensantes” que refere, gostam de pensar “à esquerda” e viver “à direita”, quase sempre penduradas das tetas do OGE. Falam dos direitos adquiridos e do estado social, como se tudo isso tivesse caído do céu. Como nunca investiram um tostão, nem criaram um posto de trabalho a não ser as empregadas domésticas lá de casa, quantas vezes emigrantes clandestinas, é muito fácil para eles arvorarem-se em donos da verdade, e insistirem em “meter o Rossio na Betesga”.
Há dois ou três dias gostei de ver num canal de tv um deputado europeu do BE, cujo nome não recordo, mas é irmão do Daniel Oliveira, dizer que este governo “quer destruir o estado social construido nos anos oitenta e noventa”, quer dizer durante os governos do Cavaco; isto depois do BE passar a vida a dizer que o Cavaco é que destruíu a economia indigena: a industria, a agricultura e as pescas. Ou seja, Cavaco, num acesso de loucura, enquanto se entretinha a construir o estado-social, ia ao mesmo tempo destruindo a economia… e o PSD, sado-masoquista, quer agora destruir o que construiu há 20-25 anos atrás. Brilhante…
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– Cavaco é que destruíu a economia indigena: a industria, a agricultura e as pescas. CERTO!
– Estado social construido nos anos oitenta e noventa
ERRADO!
Simples…
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Simples: em 1985, depois de dez anos de PREC, duas intervenções do FMI, em 1978 e 1983, a actividade económica praticamente toda nacionalizada, com uma inflação na casa dos 30%, a banca ao “serviço do povo e da economia nacional”, cobrava juros de 35-38% pagos à cabeça, 500 mil trabalhadores com salários em atraso, etc, etc, diga lá o caro RCAS, o que é que havia para destruir na industria, agricultura e pescas, que não estivesse já destruído.
Por outro lado, é um feito destruir uma economia com um crescimento médio entre 1985 e 1990 de 6,2%, e nos dez anos de governação cavaquista a média do crescimento económico foi de 4%. Estranha maneira de destruir uma economia com tal crescimento económico, não acha?
Além disso quem diz que o estado social foi construido nos anos 80 e 90, é o BE.
Simples…
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AC Silveira, a coisa é que,apesar desses problemas todos, ainda tinhamos alguma actividade agricola e piscicola.O que aconteceu? Houve um mal planeamento dos fundos da PAC, e mandou-se destruir a frota pesqueira, pagando aos pescadores para ficarem em terra.
E quanto ao crescimento económico de Cavaco, outra explicação muito simples:esse periodo foi o simples viver de uma boa herança que o anterior governo do Bloco Central deixou.Digamos que Cavaco comeu a papa que outros antes cozinharam.
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rr,
Actividade piscicola: o abate da frota pesqueira foi negociada durante o governo do bloco central, por um sec de estado das Pescas que era do PS, para permitir a entrada dos arrastões espanhóis nas nossas águas: uma verdadeira vergonha, lembro-me bem da polémica à volta do assunto nessa época! Como é evidente, tudo isso caíu em cima dos governos do Cavaco, mas já estava negociado. E teve de ser feito à pressa no principio dos anos 90, porque estava em causa a vinda dos fundos estruturais.
Agricultura: no Alentejo em 1985 ainda se estava na ressaca da reforma agrária, e no centro e no norte , a agricultura era baseada em pequenos e micro agricultores, que exploravam uma média de dois hectares, onde apascentavam três ou quatro vacas, e cultivavam umas batatas e uma couves para se alimentarem a eles e às familias.
Nesses tempos de “economia pujante” viviam quase 30% dos portugueses da agricultura, estatistica digna do 3º mundo.
Quanto à industria, era residual depois do PCP e do dos seus lacaios da Inter terem destruido as maiores empresas, como foi o caso da CUF da Siderurgia Nacional, da Lisnave e da Setenave, e das maiores empresas texteis do Norte como a Manuel Gonçalves e outras de igual dimensão. Nunca mais recuperámos desse crime!
Era isto a “alguma actividade agricola e piscicola” daqueles tempos.
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Amigo, o Silveira tem razão, não foi o Cavaco quem destruiu a economia, pelo contrário, foi durante os seus governos que Portugal, em democracia, mais progrediu, mais se desenvolveu.
E não foi no tempo dele que mais fundos de CEE chegaram a Portugal, não. Esses fundos começaram a chegar quando ele chegou ao governo, é certo, mas a quantidade desses fundos foi sempre a crescer até ao governo do Santana Lopes.
Pelo meio e depois disso, muitos desses fundos foram pelo cano abaixo, sob diversas rubricas: falsa Formação Profissional, Estádios de Futebol desnecessários, Pavilhões multiusos, piscinas e mais piscinas, rotundas e mais rotundas, tachos e mais tachos, aumentos e mais aumentos para os funcionários públicos, etc., etc..
Só nega isto quem não quer ver.
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Óbvio : “a esquerda” é que tem governado o país, destruindo-o como se constata…
“A esquerda” é que protagoniza e tem usufruto de roubos descarados, tráficos de influências, off shores e tantos mais males que por exemlo ontem à noite na RTPI Paulo Morais divulgou (sem constrangimentos e com alguns nomes) a matilha que se sustenta na manjedoura do poder…
“A esquerda”, “não trabalha” ; “a direita” é um modelo ou um pingo doce, como quiserem…
Perigosos “esquerdalhos” como Freitas do Amaral, Bagão Félix, António Capucho, Medina Carreira, e tantos mais, são imberbes e as suas opiniões inconsistentes porque lidas na cartilha quiçá dum BE ou dum PC…
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Porreiro, pá!
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Essa, não me “encaixa” !
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Se isto hoje é so para rir, entao lá vai:
Porreiro pá, nao vai haver aumento de impostos 🙂
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Esta gente está a ensaiar velozmente a privatização não só da assistência à doença, do ensino, etc., mas também do que resta como direitos (não confundir depreciativamente com “regalias”) e património públicos. Está a aquilatar reacções dos tugas.
Pois bem : se conseguirem todas essas privatizações, doravante não nos peçam, não nos imponham mais taxas nem impostos ! Pagamos sómente os custos da renovação dos passaportes, do cartão de cidadão. E chega. Esse tipo de Estado não merece mais um cêntimo !
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É fascinante como o português está mais interessado em financiar edifícios (escolas, hospitais) do que financiar a educação dos filhos ou o tratamento do doente.
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VCunha continua reinadio…
Com que então, “o português está mais interessado em financiar edifícios (escolas, hospitais) do que financiar a educação dos filhos ou o tratamento do doente” ???
Esse “português”-modelo-seu deve ser o espírito santo ou tais, que participam (na sala ao lado ?) numa reunião do Conselho de Ministros…
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Seria mais giro e educativo refutar o argumento.
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Pá… tanta coisa.
Bastava isto: “quem reconhece o que digo está correcto, quem não reconhece é uma besta“.
E pronto, já estava.
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Pode correr o risco de interpretar exactamente o oposto do que está escrito. Parece que é um risco que está disposto a correr.
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Interpretar o quê?
Não há nada a interpretar. Claro como água.
A não ser que ao invés de um PC tenhas uma “Enigma”.
Aí já não cá está que falou… ou melhor… escreveu.
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Vocês, para além do desprezo pela vida humana, pelos patrimónios pessoais e abruptos, injustos cerceamentos de projectos pessoais e de vidas tranquilas, estão cada vez mais descaradamente a gozar com os tugas ! Com a já desgraçada vida de milhões !
CuidadeX ! A “pieguice” um dia acaba…
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Entre a sua (quasi-?) ameaça e a realidade, vou ponderar.
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Não, não tome como minha ameaça a si ou a outrem perante a realidade.
Só que, a realidade em Portugal é tal, que constato uma crescente revolta, desespero e ânsia de tugas (muitos, acredite, votaram no P”SD” e no C”DS”) recuperarem os seus direitos, reaverem os descarados e injustos roubos e recomporem as suas vidas — nem que para isso se revoltem.
“isto”, já nada tem a ver com “esquerdas” nem reuniõpes na Aula magna É muito mais vasto(!), transversal e provavelmente incontrolável !
Quem não sabe o que está a acontecer, é mau político ou péssimo apoiante destes políticos a quem lhes faltou “uma enxadinha”…
CuidadeX !
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Note o mea-culpa, ontem, do FMI/Troika em relação à Grécia. Se o mesmo acontecer em relação a Portugal, ou reescrevem novo e ajustado memmorandum e recolocam os roubos, ou então…
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…ou então, nada. Chama-se falácia da janela partida: fica sem a montra (eventualmente alguns carros e talvez alguns dentes) e sem “os direitos” na mesma.
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chapéus há muitos
http://expresso.sapo.pt/sondagem-governo-deixou-o-pais-pior=f812030?sid=ex.sections/25630
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VCunha, 16:31
Não é nada “mais giro” nem “educativo” refutar o que já está por de mais esclarecido.
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Já vi textos escritos por gente de esquerda da área das ciências sociais, menos auto-celebratórios, redondos e vazios do que este. O Vítor Cunha “ensaísta” tem mais piada do que o Vítor Cunha “piadista”, mas julgo que ainda não percebeu. O Alan Sokal iria adorar um tão livre uso de terminologia e conceitos que claramente não domina. As ideias, por outro lado, ostentam a sofisticação intelectual de um aluno de filosofia do 10..º ano. Das “Novas Oportunidades”, claro. Ayn Rand, eat your heart out!
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Obrigado, Sérgio, por se dar ao trabalho de validar o texto.
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Novo conceito dum autor, pela não-aceitação dum texto, duma opinião sua : o discordante “valida-o” !, bastará lê-lo…
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VC, 16:54
Não será necessária a violência. Espere, de pé, para ver muito mais longe do que tem alcançado.
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Mudança por segundos, de “matèria”, o meu minimal-ensaio sobre uma quase certeza : sendo Paulo Fonseca o próximo treinador do FCPorto, consumadas as saídas de JMoutinho, James e, tudo indica, de Mangala e de Jackson, o SLBenfica vencerá a Liga 2013/2014.
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Até se pode entregar já a taça. Porque não regular já pela justiça social et al?
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VCunha,
Creia que foi tão-só uma brincadeira minha, para provocar portistas — não confunda, sff, provocação dum “magrebino”…
(Óbvio que o seu FCPorto pode vencer, ou não).
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Parabéns !, pelo comportamento do público portista na final da Liga em Hóquei. Portou-se muito bem para connosco, os vencedores.
Não conhecia por dentro o pavilhão do Dragão, é atractivo, bem projectado.
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Vou tentar comentar o post. Há direitolas e esquerdalhos. Os direitolas são mais sérios que os esquerdalhos que se acham cheios de razão. Mas debaixo da sua seriedade os direitolas são os que têm a verdadeira razão, a da bayer. De outro modo, ou concordam comigo ou estão contra mim. Se estão contra mim é porque estão a gozar, a desvalorizar, a ridicularizar e, quiçá, a insultar. Portanto se rebatem as minhas idéias, as tais boas, as da bayer, é porque são uma cambada de esquerdalhos malcheirosos. O interessante disto é que a coisa também pode ser vista ao contrário. Se for um esquerdalho a argumentar deste modo, logo quem não concorda não pode ser um direitolas imundo: é um cidadão exemplar, esclarecido e não elitista. Esta é a posição que Vítor Cunha defende neste rebuscado texto. Se analisarmos bem a coisa o texto é autofágico, anula-se ou devora-se a si próprio.
Como é que é possível contrariar isto?
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Não se esforce mais, 1berto. Tome lá um ponto de exclamação grátis: !
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Pode-se contrariar : se este texto fosse um memmorandum para o Conselho de Ministros, este, ao não percebê-lo após muitas tentativas de VCunha-ministro, encomendaria um parecer a um dos “tais e habituais” escritórios de advogados, com ajuste directo, à partida 100 mil euros. Se novamente não-entendido, encomenda-se novo parecer. Mais 100 mil nossos. Resultado (inconclusivo) : “arquive-se”.
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“Memorandum”, óbvio.
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Lido no SAPO, mais um “bom exemplo” de políticos de “centro-esquerda” ou de “centro-direita” , de “bons gestores” : Nuno Cardoso, hoje autoanunciado (a pedido de várias famílias) candidato à Câmara do Porto, “recebeu mais de 90 mil euros da Câmara de Gaia por dois ajustes directos e de um concurso limitado”.
(A Câmara de Gaia é a mais endividade do país ; o líder do P”S”-Porto afirmou esta manhã que NCardoso-candidato está à mercê de LFMenezes-candidato…; do que CAAmorim se livrou por não ser eleito presidente…).
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Ops !…
Não se pode tocar levemente que seja nas imaculadas gestões de certa gente…E se a Norte de Aveiro, muito menos…
(Os “sulistas, elitistas e liberais” é que são culpados, né, VCunha ?)
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Ainda estamos a falar da dogmatização do discurso pela redução ao absurdo do politicamente correcto?
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Ou politicamente conveniente !? para um pretendido novo estado zero do discurso ?
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Claramente não estamos.
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Como eu gostaria de escrever ou pensar tão bem como o VC. Mas, falta-me talento, ou outra coisa qualquer. Não será por falta de “notas”, pois acabei o meu curso com 19 valores, numa universidade daquelas…
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Pois “claramente nâo estamos”, VCunha.
Eu quero “estar” no Blas sómente leve-levemente…Não sou autor de posts, propositadamente “assim” (o brilho é vosso), e um blog é um blog é um blog…
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VC.,
Sobre “exemplares” políticos, gestores, administradores, banqueiros a Norte de Aveiro VS “malfeitores” a Sul dos ovos moles, não há uma palavrinha sequer, para distinguir “os bons e patriotas” dos “sulistas, elitistas e liberais” ?
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Os discos pedidos são às 16h30. Já passou a hora, MJRB.
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Terminado o programa, está VCunha às 18:33 na cabine da rádio Blas, a tentar colar os discos partidos, tanta a raiva pelos pedidos incomodativos.
—————————–
Jorge Moreira da Silva (ler no SAPO) interrogado sobre o erro assumido pelo FMI em relação à Grécia (…) afirma que no tempo de Sócrates, os sacrifícios eram maiores e seriam mais violentos se… Eu, opositor do “menino de ouro do P”S”, sou obrigado a concluir que é preciso ter lata para desempenhar certas funções…
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A propósito de umas partes do post, ler Jabor:
http://oglobo.globo.com/cultura/o-militante-imaginario-8581519
vão gostar.
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Há gente que invoca Medina Carreira para se auto-desculpar ou pelo menos equiparar os estragos feitos no nosso país entre aquilo que eles ( e só provavelmente eles) vêem com direita e esquerda.
Mas Medina Carreira ( tal como José Gomes Ferreira) tem uma única classificação para os últimos anos de governação antes do convite da troika que se define por eles como sendo:
“UMA POLÍTICA ECONÓMICA CRIMINOSA”
Esquerda?
Direita?
Escolha você mesmo mas não invoque Medina Carreira que foi achincalhado por Guterres quando no início deste século apresentou um estudo e programa de reformas e lhe chamavam e chamaram os piores nomes que se podiam usar.
O problema maior deste “povo” é não ter memória ou se a tem ela é apenas selectiva. Por outro lado só consegue pensar de forma clubistica ( só vê os erros do árbitro com as equipas adversárias), roçando mesmo o tribalismo mais retrógrado.
Por outro lado portuga que se preze só está bem enquanto mete ao bolso, riqueza,produtividade, vantagem, dos outros, não querendo saber donde nem como ela é obtida, considerando até isso um acto de inteligência designada por esperteza ou chico-espertice. Caso lhe tirem esses “rendimentos” ( os que ele sacava dos outros) ele considera isso um roubo.
( Os dois últimos parágrafos são sobre a história de Portugal)
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Lamentavelmente para nós, o Tiradentes está carregado de razão!
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