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E já agora na mesma conjugação astral, iguais condições meteorológicas e ambientais

17 Junho, 2013

«Dirigentes escolares pedem anulação dos exames realizados esta segunda-feira. O presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira, sugere ao Ministério da Educação que anule todos os exames de Português para voltar a realizá-los num mesmo dia, em nome da igualdade de circunstâncias.» Os conceitos de igualdade e equidade transformaram-se na apologia do igualitarismo. Agora em nome da igualdade os exames têm de se realizar todos no mesmo dia. Ora sempre houve mais do que uma chamada. Ninguém faz exames iguais e a igualdade de circunstâncias não é sinónimo de igualitarismo.

 

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35 comentários leave one →
  1. Xavier permalink
    17 Junho, 2013 20:43

    Valha-me Deus! Você tem algum tino? Acha possível vir para aqui com essa conversa depois dos testemunhos que foram publicitados sobre irregularidades do tamanho de um paquete que se verificaram durante a prova?

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  2. Fernando Antolin permalink
    17 Junho, 2013 20:47

    Bom, salvo qualquer situação fortuita, ia-se a uma segunda chamada voluntariamente. Aqui houve alunos que são forçados a ir a uma segunda chamada.
    Embora e em relação a toda esta extensa ( de anos ) novela do ensino, todos fizeram a cama em que se deitam.

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    • 17 Junho, 2013 20:50

      Completamente.

      Qualquer bom motivo para o protesto caiu por terra pela imbecilidade da chantagem com a vida dos outros que estes caralhos fizeram.

      Porque só gente que vive a olhar para o umbigo é capaz de ser tão estúpida.

      Foram atrás do PCP pelo corporativismo mais bacoco.

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      • Fincapé permalink
        17 Junho, 2013 21:06

        Não há-de ser fácil para muitos professores verem que, por motivo de alterações no aumento do número de alunos por turma e outras medidas, alguns seus colegas com mais de 30 anos de serviço tenham de abandonar o seu emprego.
        E temos de nos colocar nessa situação para compreender a atitude de muitos. Chama-se solidariedade. Se admitissem que os alunos não teriam mais tarde o seu problema resolvido certamente não fariam greve.
        PS: Fora isso, tenho dificuldade em avaliar a situação.

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  3. 17 Junho, 2013 20:49

    Esta gente é retardada mental.

    Já nem se trata de falta de escrúpulos mas de tamanha estupidez que lhes vai cair em cima.

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    • 17 Junho, 2013 21:11

      Aumento de número de alunos?

      Sabes do que falas? Eu era o nº 31 no primeiro ano do Dona Leonor e havia muitos mais depois de mim. E aprendia-se o que ninguém aprende agora.

      Esse argumento das micro turmas é mais outra imbecilidade.

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      • Fincapé permalink
        17 Junho, 2013 21:14

        Mas o que é que te acontecia se perturbasses as aulas? E que tipo de pessoas estudavam nesse tempo? Todos, como agora?

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      • licas permalink
        17 Junho, 2013 23:19

        Eu era o 34-35 no Liceu Gil Vicente e na turma havia colegas até ao 39-40 (não estou bem certo). Anos 1945-1946 . . .

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  4. 17 Junho, 2013 20:52

    À parte os inteligentes que furaram a granel a greve e são tão profs quantos os imbecis a toque de caixa.

    A diferença está nos motivos mais rasteiros de que o ser humano é capaz.

    O facto de terem mais estudos que a maioria da população só reverte contra os grevistas.

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    • 17 Junho, 2013 21:25

      E quem é que passou a deixar que os alunos mandassem e fossem ordinários?

      Foram os seguranças ou foram eles próprios.

      Pois se agora até numa reunião de profs são eles próprios que passam o tempo na conversa e a interromper meio mundo.

      Quem é que dá aulas com telemóvel ligado?

      Quem é que criou este mundinho onde os de cima imitam os de baixo e vice versa?

      E não me venham com a desculpa que os responsáveis são os pais, como se ser prof tivesse como exigência ser estéril.

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    • 17 Junho, 2013 21:27

      O tipo de pessoas nada tem a ver com a imbecilidade que os comunas vendem- não se trata de luta de classes mas de falta de classe.

      E a falta de educação é como a estupidez- demasiado democrática. Quem criou este mundinho besta foi a escardalhada- sendo prof ou sendo qualquer outra merda- para o caso vai dar ao mesmo- é a ideologia da igualdade e “serem todos colegas”- como as putas.

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      • Fincapé permalink
        17 Junho, 2013 21:35

        Não sei se foi só a esquerda que criou este mundinho. A direita perdeu todas as referências para pensar só no negócio e no dinheiro. Fala de mais em liberalismo e de menos em valores.

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  5. PiErre permalink
    17 Junho, 2013 21:03

    O problema é o Estado querer fazer tudo, querer meter o bedelho em tudo.
    Ora se o Ensino público é assim tão bom, por que é que o Estado não nacionaliza as escolas de condução automóvel, por exemplo?

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    • 17 Junho, 2013 21:42

      Que direita? que é isso?

      Acaso eu sou de Direita?

      Não, não sou, nem sei o que é. E nunca perdi valores. Há coisas que não se perdem- ou se tem, ou não se tem.

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      • 17 Junho, 2013 21:44

        E não nasci para vítima. Não aguentava um décimo que muito prof aguenta.

        Nem um dia. Não entendo sequer como é possível dar aulas com gente aos berros ao ponto de nem a voz deles se ouvir.

        Não entendo. Mas também não entendo como há gente que se diz pai e mãe e mais valia que adoptasse animais domésticos porque nem educar filhos sabe.

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      • 17 Junho, 2013 21:46

        Há uma imagem para esta poltranice e falsa força de prepotência em bando- é da cavalgadura do asfalto.

        Não sei se é por toda a população não conseguir ser gente sem ter carro, se é contágio por cilindrada.

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  6. Trinta e três permalink
    17 Junho, 2013 21:10

    É fácil. Vão aos arquivos do ministério, salvo erro ao tempo da Dra. Manuela Ferreira Leite, em que também houve uma greve aos exames e vejam como o assunto foi resolvido. Se bem me recordo, ninguém morreu. Nem alunos, nem professores.

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    • 17 Junho, 2013 21:13

      Não se trata de haver protestos. Trata-se de uma greve que é tiro no pé e apenas vai servir para distinguir um prof com escrúpulos (o que furou) de um se escrúpulos que não é exemplo para ninguém e que nega em absoluto a figura de “mestre” que devia representar.

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      • Trinta e três permalink
        17 Junho, 2013 21:35

        Permita que discorde. Apesar de apenas saber do que se passa na Educação porque sou pai e pelo que vou lendo, algumas das medidas anunciadas (com as quais o próprio ministro não concorda, tendo chegado a prometer a sua não aplicação), são inadmissíveis. São-no para os professores, como sê-lo-iam para qualquer outro profissional. E é curioso que num blogue tão defensor da retirada do Estado dos diversos setores económicos, ninguém veja que, mais uma vez, estamos perante uma arbitrariedade/privilégio do Estado. Repare: se numa empresa privada alguém quiser transferir um trabalhador para uma dependência longe da sua residência e do seu atual local de trabalho, tem que negociar. Caso o trabalhador não aceite, pode romper o contrato (despedi-lo), mas… para o fazer tem que o indemnizar de acordo com o previsto na lei. Que pretende fazer o governo? Aplicar a medida como coisa normal, fazendo o que não permite (nem deve permitir) a qualquer empresa privada.

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      • 17 Junho, 2013 21:41

        O governo não tem dinheiro e corta onde consegue cortar. Não dá o exemplo, porque este devia vir de cima mas, no caso do ensino, o problema não são os cortes agora mas a mentira que lhes andaram a vender todos estes anos.

        Até foram aumentados para lhes comprarem o voto. E eu nem concordo com muita coisa que o Crato defende. Porque também é um mal arrependido de última hora e lhe deu agora para a neotontice para parecer à moda.

        Mas, é puro realismo- a crise toca a todos, devia era ser moralizada. Quanto ao resto nem se trata de protestos de classe profissional mas de instrumentalização comunista.

        Mais nada. Sem o PCP não tinham sido bestas a este ponto. Porque não ganharam nada. Nem a imbecilidade da chantagem a que chamaram greve “ao ensino”.

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      • Trinta e três permalink
        17 Junho, 2013 21:48

        Zazie:
        Repare que, agora, nem sequer está em causa qualquer reivindicação quanto a vencimentos. Aliás, nesse aspeto, se foram aumentados por tática eleitoral, já pagaram a manobra com juros. O que está em causa, pelo que sei, é a indefinição das consequências das 40 horas na especificidade do horário dos professores e as tais deslocações. Claro que, neste último caso, o problema é agravado por uma rede escolar absurda que não é da responsabilidade do atual governo. Mas também não é dos professores e restantes funcionários que trabalham nas escolas. Como tal, é um assunto melindroso, que deve ser tratado com muito cuidado e que nunca pode ser imposto, até porque é diferente (para pior) do que existe na restante função pública.

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  7. 17 Junho, 2013 21:14

    Quem respeitar a profissão só pode é sentir vergonha.

    Isto não interessa a ninguém e apenas demonstra como o estatismo corrompe tudo.

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  8. 17 Junho, 2013 21:16

    Eu não consigo sequer entender. Quer-se dizer, é assim com os profs como é com o resto da população- está tudo cada vez mais cobarde, mais oportunista e mais besta.

    É da mesmíssima ordem de justificação para meio mundo não cumprir compromissos, não responder a mensagens, nem a telefonemas.

    Quanto mais têm; menos são.

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    • 17 Junho, 2013 21:51

      33: só li o aspeto no espeto e nem consegui ler mais.

      A sério- façam greve contra o acordo que isso sim, merecia a pena.

      É outro exemplo da falta de coluna. A quantidade de profs que eu conheço que diz cobras e lagartos do acordo. E até no facebook tinham para lá targeta contra.

      Foram os primeiros a escrever assim- os aspetos no espeto. Por causa dos alunos, dizia-me uma. Para os alunos não serem penalizados nos exames.

      Hoje fez greve. Já não se lembrou das “penalizações nos exames”.

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      • Trinta e três permalink
        17 Junho, 2013 22:31

        Zazie:
        Que nenhum acordo limite a livre troca de ideias. A sua reação, fez-me lembrar os milhares de estudos que dizem ser o português uma língua machista, porque, por norma, os plurais são no masculino (trabalhadores, professores, médicos, etc.).

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  9. 17 Junho, 2013 21:19

    Mas está aqui o dedo dos comunas.

    É esta a lógica deles. Foi isto que o Allen- o advogado da FENPROF me aconselhou a fazer, há uns anos, por me estarem a dever o ordenado de um ano lectivo.

    Fazer chantagem e não entregar provas nem notas. Tramar os alunos para lutar contra a Direcção.

    E não fiz porque há coisas que não se aprendem na escola. Felizmente tive família que me ensinou que tudo se pode fazer, desde que se saiba como fazer.

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  10. 17 Junho, 2013 21:52

    tarjeta.

    Vou indo que isto não é vida.

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  11. Pseudónimo 1 permalink
    17 Junho, 2013 23:21

    Para quando um dirigente da FenProf que não seja membro destacado do PCP. A agenda política do PCP é que conta o resto vai atrás.
    Vergonhosa a cobertura noticiosa da RTP sobre o assunto, o jornalismo da RTP é
    Muito mau.

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  12. 17 Junho, 2013 23:40

    O problema não é não ser no mesmo dia, mas isto:

    Professores de Português a vigiar o exame de Português, mais de 15 alunos por sala, telemóveis dentro das salas e excertos do exame na Internet ainda este não tinha terminado, alunos que fizeram o exame no refeitório, barulho, salas invadidas, exames vigiados por pessoal não docente …

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  13. 18 Junho, 2013 00:17

    Que grande seca.

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  14. j sequeira permalink
    18 Junho, 2013 00:47

    Havia um tipo que dizia: Nunca fiz greve porque não quero dar ao meu patrão a oportunidade de perceber que afinal não faço falta nenhuma. Se, para ensinar, os professores são imprescindíveis, não será que, para vigiar exames, um bom contínuo à antiga, do género do Gomes do Camões, que, quando entrava na sala, até os cabelinhos dos sítios mais recônditos se encolhiam, é mais do que suficiente?

    O Ministério da Educação é realmente incompetente. Bastava colocar todos os alunos nos ginásios das escolas (eu, no Camões, fiz vários exames assim) que, automaticamente, seria necessária uma quantidade de professores muito mais reduzida para “vigiar”, ficando toda a gente contente: os professores com a sua greve e os alunos com o seu exame.

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  15. Zegna permalink
    18 Junho, 2013 00:50

    Este governo quer destruir a escola publica porque chegou a conclusao que os otarios que la dao aulas e outros que as assistem continuam a vergar-se perante as ideias do idiota do ministro da eduçaçao , hoje que alguns professores marcaram a sua posiçao fazendo greve uns iluminados foram abrir as escolas para os alunos cagoes cheios de medo fazerem os exames. Pensei que professores , pais e alunos estivessem todos na defesa de escola publica digna e de qualidade mas nao anda tudo uns contra aos outros e o governo ri-se……
    Depois dizem que temos a geraçao com mais habilitaçoes de sempre , para que se serve isto ? para nada esta tudo formatado para estarem inertes e prestarem vassalagem ao governo e andarem com bandeiras nas manifestaçoes cheios de energia , no dia das eleiçoes ficam quietinhos em casa porque se calhar pensam que ir votar esta fora de moda……..enfim.

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  16. A C da Silveira permalink
    18 Junho, 2013 02:34

    O que está aqui em causa é a estratégia do PCP, que pretende destruir completamente a época de exames deste ano lectivo, e consequentemente perturbar o inicio do próximo. Recordemos que foi com a balburdia em que o governo do Santana Lopes se deixou enredar com a colocação dos professores para o ano lectivo 2004/05, que começou a sua queda. E o PCP com grandes responsabilidades no que então se passou através das suas toupeiras infiltradas na 5 de outubro, agora quer repetir a dose.
    Nessa altura ninguém teve coragem de chamar os bois pelos nomes; agora está a acontecer exactamente o mesmo. O PSD e o CDS ou se deixam de paninhos quentes, e vêm prá televisão e prós jornais e se necessário prá rua, denunciar o que se está a passar, ou então dificilmente conseguem que o governo chegue ao fim do ano!
    As pessoas andam tão alienadas que nem se dão conta do que se está a passar: os professores deixam-se manipular pelos sindicalistas/funcionários de um partido totalitário e anti-democrático, deixando que ponham em causa direitos sagrados dos alunos que eles ensinaram ao longo dos anos, a troco de um prato de lentilhas, e embarcam na conversa pra parvos de que este governo, como os outros todos nos ultimos 30 anos, “quer destruir a escola publica”.
    A procissão ainda vai no adro, e até ao fim da época ainda vamos assistir a muito exame anulado, porque eles não vão deixar as escolas e os alunos em paz. E os pais através da CONFAP, ao não tomarem uma posição de força, permitem de uma maneira vergonhosa que eles lhes prejudiquem os filhos.

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    • André permalink
      18 Junho, 2013 07:25

      O “prato de lentilhas” é continuar a ter emprego? Para muitos professores é a isso que se resume esta situação. Continuar a ter emprego.

      Com ou sem PCP, o governo vai continuar até ao fim do ano. Não porque tenha as pessoas com ele, mas porque Cavaco sabe que nunca conseguiria colocar no poder um governo cavaquista e, por isso, prefere o menos mau para ele.

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  17. André permalink
    18 Junho, 2013 07:22

    Helena, não concordo que se repita a primeira fase para todos os alunos (fui um dos poucos 14 alunos na minha escola que fizeram exame e não me apetece repeti-lo). Sinceramente, quero lá saber que os da segunda primeira fase tenham mais tempo para estudar. No entanto, a Helena incorre no mesmo argumento inválido que o ministro da educação.
    “Ora sempre houve mais do que uma chamada.” Isso é verdade mas a questão não é essa. Vai continuar a haver duas fases. No entanto, na primeira fase, há dois exames diferentes, espaçados entre si duas semanas. É óbvio que os que fazem a segunda primeira fase saem beneficiados em relação a alunos como eu, que fizeram a primeira primeira fase. No entanto, a solução encontrada é a única solução prática e parece-me que era mais fácil para o governo dizer apenas isso, em vez de se escudar das acusações de que deixa de haver equidade. Não, giga-se abertamente que é a situação mais prática, dentro do possível, para todos os alunos.

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