Faças o que fizeres, nunca digas a verdade
11 Novembro, 2013
Rui Machete veio dizer que termos um 2º resgate se os juros no mercado secundário não descerem abaixo dos 4,5%. Claro que isto não se deve fazer num país em que as pessoas acreditam que tudo se resolve com um jeitinho, e que ajuda não explicitar o problema em público. Um país em que os responsáveis dizem em público o que as pessoas querem ouvir e a verdade em privado. Um país em que a conversa e a gestão da conversa são mais importantes que os factos.
Note-se que quem mais se indigna com as palavras de Machete são aqueles que dizem que a dívida é impagável. Se é impagável, o segundo resgate é inevitável. Mas embora se possa dizer que a dívida é impagável, não se pode dizer que não vamos conseguir pedir mais dinheiro aos credores.
32 comentários
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O Machete pode dizer o que lhe der na vinheta, até que a dívida só é sustentavel com uma taxa de juro de 2% (no mercado primário, seja como seja)…
Mas se calhar, por esta altura, já deveria saber que o melhorzinho é o Machete ficar caladinho… como um rato…
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aproveito para informar que não é …’o que lhe der na vinheta’, mas sim… ‘o que lhe der na veneta’…
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ou isso… se bem que para a personagem em quastão, vinheta, enquanto quadricula retratando uma cena de um cartoon, parece adequado…
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Esteja descansado ,o sr ministro já corrigiu e disse que se tratava de uma hipótese teórica.Portanto,continua a “narrativa” anterior ,ou seja, eventuamente ,poderemos necessitar de um programa cautelar mas, nada está a ser discutido. Entendo a prudência e a tibieza da entrevista do sr Seguro à TVI.As coisas estão bem e recomendam-se.
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Cá se fazem, cá se pagam…
O PSD quis tanto um 1º resgate que agora anda aflito por ficar com dois a cargo…
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Um governo moribundo ligado à tresloucada máquina de Belém, eis o que o conteúdo da mensagem do guru Machete revela esplendorosamente.
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Aldrabões e ladrões.
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Ainda há milagres!
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João Miranda,
Há matérias que devem ser tratadas “com pinças” e verdades que só devem ser ditas no momento, na forma e pela pessoa certa. Esta “verdade” ou “hipótese teórica”, dita como e por quem foi, cria mais problemas do que resolve.
Talvez Rui Machete tenha sido chamado ao Governo precisamente para ser desbocado mas, se é essa a forma deste Governo funcionar, então Pedro Passos Coelho está mesmo a fazer tudo para dar a maioria absoluta ao “zero absoluto”.
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Joaquim Amado Lopes,
Os critério para se voltar aos mercado são conhecidos de todas as partes. Machete limitou-se a revelar um segredo que qualquer pessoas com um lápis e um papel consegue descobrir. É só fazer as contas.
A classe política portuguesa está habituada a um certo pensamento mágico de acordo com o qual a poítica e a palavra podem mais que os factos e a matemática. Por isso é que depois acreditam que o Contitucional pode tomar qualquer decisão que o dinheiro aparece.
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João Miranda,
Se qualquer pessoa consegue descobrir o que Rui Machete “revelou”, qual o propósito de o “revelar” (o Ministro dos Negócios Estrangeiros, numa deslocação à Índia)?
A única coisa que Rui Machete conseguiu foi gerar ruído. Ruído que só prejudica o Governo, pelo tempo que gasta a lidar com as reacções e porque não ganha nada com mais este fait-diver. Ou será que o objectivo é mesmo esse, o de distraír a oposição, a comunicação social e os portugueses com discussões que nada adiantam seja ao que fôr?
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Além de que o que Rui Machete disse não pode ser entendido como um facto rigoroso. Portugal necessitar de um segundo resgate não depende de um único factor mas sim de uma conjuntura para a qual esse factor contribui.
Se os juros no mercado secundário descerem apenas até aos 4,5% (e não abaixo) Portugal precisa ou não de um segundo resgate? Se se ficarem pelos 4,51% o segundo resgate é inevitável? E de certeza absoluta que se forem até aos 4,49% não será necessário segundo resgate?
Se os juros não baixarem dos 4,6% mas mesmo assim o Governo achar que pode evitar o segundo resgate, a oposição terá mais um argumento (muito fraquinho mas isso nunca incomodou os políticos) para gerar ruído e obrigar o Primeiro-Ministro a desdizer um dos seus Ministros.
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As matérias complexas devem ser discutidas com seriedade e dispensam-se simplificações a la “Galamba School of Economics”.
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Deem as voltas que derem…
Desde que deixamos de sacar as colonias e a EU… nem com o perdão da divida lá íamos… a chulagem sacaca ma massa em menos de um ano!
Isto só lá vai um 3 Salazares!
Eu saquei o meu em devido tempo… agora emigrem …trabalhem malandros!
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Caro João Miranda, hoje estou mesmo do contra, tenha paciência.
Este governo garantia a resolução dos problemas em três penadas. Os opositores garantiam que com as políticas seguidas não seria resolvido qualquer problema. Não acha natural que, perante a constatação da incapacidade total do governo para fazer o que prometeu, aqueles que avisavam que as políticas eram más agora critiquem duramente o governo?
Mas o problema de Rui Machete nem é bem esse. O que parece é que ele já foi contaminado pelos “putos tóxicos”. Ou então pensa que anda a brincar aos governos com os netos. 😉
Aliás, se o João Miranda tivesse razão ao escrever o post já a teria perdido com as tarantices justificativas do senhor ministro.
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o homem só deu um exemplo; poderia ter dito 8% ou 2%.
depois de Relvas temos alguns temas para o Blasfémias 🙂
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… ou 30%… para quem se excede no verbo, tanto faz.
*Nem agradeci a João Miranda os links dos blogues sobre educação. A dos “putos tóxicos” não está nada mal. 🙂
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A parolada está habituada, e gosta, a ser enganada pelos profetas dos amanhãs que cantam, e quando ouvem falar de coisas sérias, estranham, já não estão habituados.
O que Machete disse é apenas uma evidência, e causa tanta turbulência nos mercados como a água que está agora a chover à minha janela. A este chinfriné aluado que os media e a esquerda andam a fazer àcerca deste assunto, eu chamo outra coisa: tentativa de condicionar as declarações do ministro dos negócios estrangeiros, ou até de o calar. Com mais de 4,5%, venha de lá o 2º resgate, porque é sinal de que os zelotas do Ratton voltaram a fazer merda. Ele não disse isto, mas devia ter dito!
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estava a ver que ninguém clarificava, com pertinência, a intervenção de Machete.
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outro perigoso adepto do TC:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=3525165
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Se calhar é comunista. 🙂
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Este perigoso adepto do TC diz umas coisas engraçadas, tipo “se cá nevasse, fazia-se cá ski”. Quem é que se quer unir à Grécia? ou à Itália? agradeço a sugestão, mas pela parte que me toca, não obrigado! O distinto economista belga, sem ironia, também não diz de onde é que viria o dinheiro para resolver os problemas dos “sulistas” insurrectos, e também acha que deveriamos pôr as pernas dos banqueiros alemães a tremer.
Como dizia o espanhol: “Si mi abuelita tubiese cojones, seria mi abuelo”!
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os argumento são os de há 28 meses 🙂
– “não havia dinheiro para pagar salários/pensões”
– “vivemos acima das possibilidades”.
Uma dupla mentira que tem feito caminho, por tantas vezes ser repetida.
Não mudaram nada.
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Portela o que é que era mentira? que não havia dinheiro para pagar salários? vai lá perguntar ao Teixeira dos Santos…
Quanto ao resto, nem tem discussão. Toda a gente diz que não é assim, mas ainda não ouvi ninguém dizer, mas no concreto, como é que deveria ser. O que este belga diz, é o que dizem o prof José Reis e o Galamba, nada de novo portanto. Até escusava de cá ter vindo.
União dos paises do Sul? porra, andam há décadas a receber dinheiro dos contribuintes do norte e ainda se queixam? vão mas é trabalhar.
Não sei se já reparaste, mas o que o belga defende só seria possivel numa União Europeia federal; é disso que estamos a falar?
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Ó Alexandre, são necessários mais ou este do seu “mamarada” chega?
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=693503&tm=6&layout=121&visual=49
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“camarada”, porra. 😉
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Bom, vá lá mais este. 😉
http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=91001
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E também este, que o Alexandre necessita de ler muito para ver se aprende. 😉
http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO246009.html
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Nunca tive inveja do dinheiro que os outros ganham; prefiro noticias como a saída da recessão, que este ano deve ficar abaixo de -1%, da queda do desemprego, da baixa dos juros a 10 anos, do, embora ainda leve, aumento do consumo, do aumento de 5,6% das exportações, da melhoria do ranking do país por parte da Moody’s, etc. Os camelos, salvo seja, preferem continuar a divertir-se com fait-divers como a “história” dos 4,5% do Machete, que anda há três dias e três noites a ocupar as aberturas dos telejornais, estão no vosso direito. Deve ser porque sabem tanto…
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o ALEX é mais tipo Cesar das Neves 🙂
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Já tu és mais tipo Galamba, ó Portela.
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Antes Galamba do que Relvas.Ou Oliveira e Costa.Ou..Joaquim Pais Jorge,esse vendedor de banha de cobra financeira…Só mitralhada e escumalha laranja,que não,não é melhor que a rosa..
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Sabes para que é que recebemos o dinheiro deles? Para comprar-lhes os produtos.E sabes como é que a Alemanha se reconstruiu apos a 2ºguerra mundial? Com o nosso dinheiro…
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As relações internacionais requerem, sobretudo, diplomacia.
Por exemplo: um espião estrangeiro é apelidado de “persona non grata” e não como um cão tinhoso ao serviço do país mandante.
O Dr. Machete disse o que todos pensamos, mas já se esqueceu do que aprendeu na cadeira (ou curso, já não me lembro) de direito internacional público.
O homem não dá uma prá caixa, em termos de diplomacia.
Só lhe falta dizer que os dirigentes angolanos são uns corruptos, coisa que eles serão, mas que a diplomacia e os dólares não permitem verbalizar.
O MNE sofre de incontinência…
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