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Segregação entre escolas públicas

11 Novembro, 2013

Os defensores da escola pública têm como principal argumento o facto da escola pública não ser segregadora (abdicando de ser professores e abraçando a profissão de assistentes sociais). Mas a verdade é que nem isso a escola pública consegue. Foi fácil à equipa da Universidade Católica que fez os rankings do público dividir as escolas públicas em 3 níveis sócio-económicos.  É também evidente que quanto melhor o nível sócio-económico melhores são os resultados e maior é a estabilidade do corpo docente. Nota-se ainda que as escolas públicas que explicitamente seleccionam alunos (as escolas de ensino artístico) têm melhores resultados. Mais difícil de detectar é o efeito de selecção encapotada de alunos que muitas escolas fazem. Mas não adianta fingir que a escola pública não segrega. Segrega e muito.

14 comentários leave one →
  1. YHWH's avatar
    YHWH permalink
    11 Novembro, 2013 12:40

    Nada contra a escola privada desde que não sugue os recursos da escola pública, que é o que verdadeiramente acontece com o modelo do privado pago por todos.

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    • JoaoMiranda's avatar
      JoaoMiranda permalink*
      11 Novembro, 2013 12:45

      A escola pública não suga recursos?

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      • Esquerdalha da Erva's avatar
        Esquerdalha da Erva permalink
        11 Novembro, 2013 13:10

        Não 🙂 É tendencialmente gratuita com o dinheiro dos outros….

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      • YHWH's avatar
        YHWH permalink
        11 Novembro, 2013 13:27

        A escola pública é uma obrigação de lei no mundo civilizado.

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      • JoaoMiranda's avatar
        JoaoMiranda permalink*
        11 Novembro, 2013 13:31

        O que é obrigação é a existência de oferta de ensino. O dono da escola não tem que ser o Estado,

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  2. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    11 Novembro, 2013 13:15

    João Miranda,
    Eu provavelmente sou um terrível mal-informado. Nunca ouvi tal coisa, nem sequer parecida, sobre o papel dos professores na escola pública: “…abdicando de ser professores e abraçando a profissão de assistentes sociais…”.
    Abdicando de ser professores?
    Outro erro que me parece cometer é medir as coisas em função de Lisboa… ou Porto… ou talvez mais uma ou outra cidade.
    E a Católica se calhar só conhece meios urbanos. É natural. Qualquer escola de vila ou pequena cidade é totalmente integradora. Por vezes até só existe uma escola, como acontece em muitos concelhos que são vilas.
    Por outro lado, quando há mais do que uma escola, pode acontecer que uma delas tenha uma maior vocação para cursos profissionais, enquanto outra seja mais virada para cursos gerais.
    Quanto à acusação de que a escola pública “Segrega e muito”, seria interessante concretizar, uma vez que foi quase a única razão para o post. A mim quer-me parecer que o João Miranda continua a medir tudo por Lisboa… e Porto. É que nas grandes cidades é natural que uma escola inserida num bairro de classe média alta tenha mais alunos da classe média alta, e se calhar até alguns da classe alta e muito alta, que também os há que vão para as escolas públicas para aprenderem um pouco da vida.
    Uma escola inserida num meio mais degradado terá tendência para ter mais alunos das classes baixas.
    É que a história do cheque-ensino anda a ser muito, mas mesmo muito, mal contada. Para além de muitos concelhos não terem opção, sabe-se muito bem que os alunos frequentam as escolas que lhes der jeito em termos de transportes. Não pela sua suposta qualidade.

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    • neotonto's avatar
      neotonto permalink
      11 Novembro, 2013 14:58

      quem foi que fez os rankings?
      E eu que pensava que era Vitor Cunha dai que estava disposto até a darlhe um plus enquanto a objetividade…:)

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  3. Rafael Ortega's avatar
    Rafael Ortega permalink
    11 Novembro, 2013 13:48

    A escola onde andei do 5º ao 9º ano selecionava os alunos.
    No 5º e 6º tinha que aceitar todos.
    Do 7º ao 9º só lá ficava quem a direcção quisesse, os outros iam para outras escolas da zona.

    A diferença de qualidade de ensino do 6º para o 7º era uma coisa notória.

    Depois quando fui para o 10º, onde só ia quem queria estudar e aprender, a diferença foi ainda maior.

    Claro que se deve separar os alunos. Por notas e comportamento. Os maus não devem ser lastro para os bons.

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    • Helena's avatar
      Helena permalink
      11 Novembro, 2013 17:26

      E o que fazemos aos maus? Enviamos para campos de concentração??? E já agora, os ruivos (de quem eu desconfio) também podem ir?? Juntamente com os loiros de olhos azuis (de quem o meu marido não gosta)?? E posso ainda mandar os que têm pronúncia do norte???

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  4. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    11 Novembro, 2013 15:17

    Falta aí um gráfico com a segregação público-privado.
    De preferência um gráfico bonito como os do Vitinho.

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  5. J:S:'s avatar
    J:S: permalink
    11 Novembro, 2013 20:05

    Escrito a 5 de novembro, mas penso que ainda atual.

    A Demagogia, ausência da verdade e hipocrisia no sistema de ensino
    Ontem à noite assisti a mais uma daquelas reportagens hipócritas, sensacionalista, tendenciosa e de uma pobreza Franciscana no que ao conhecimento, investigação e análise cultural, cientifica e correta diz respeito.
    Da autoria de uma jornalista da velha guarda que faz do arremesso, sensacionalismo e ofensa, profissão de fé para a afirmação e sobrevivência no difícil meio profissional a reportagem assentava que nem uma luva no primeiro capítulo da contra reforma a uma das poucas ideias onde a proposta de reforma do estado de Paulo Portas tem pernas para andar.
    Aqui há perto de um ano, a mesma jornalista numa reportagem sobre o mesmo tema ofendeu, alarmou e acusou um grupo privado de ensino de uma série de irregularidades cujo apuramento da verdade nem um ratinho fez parir.
    Após a reportagem de ontem uma série de comentários nas redes sociais apresentavam indignação pelo panorama que supostamente, como dizia a mesma, permitia o esbanjar de dinheiros públicos, privatizava a escola pública e só permitiria o acesso aos privilegiados. Claro que a maioria eram professores da escola de propriedade do estado.
    Assusta-me a facilidade com que os que têm acesso aos órgãos de informação tratam os ouvintes e telespectadores. Armados em educadores da classe operária, condição da qual nunca se libertaram, opinam sobre o que os portugueses pensam, tentam condicionar e conduzir o pensamento como se fosse seu e único, tratando como estúpidos e ignorantes os ouvintes. Nem sequer se lembram que se dirigem, como eles próprios dizem, à geração mais bem formada de sempre da população portuguesa.
    Vamos aos factos, para não me perder e deixando para mais tarde uma análise profunda ao assunto.
    Perguntas que a reportagem não respondeu:
    1- Porque é que é desperdício dos nossos impostos quando a escola paga é privada e não é desperdício de dinheiros públicos quando a escola que tende a ficar às moscas é de propriedade estatal?
    2- Porque é que a escola privada com contrato de associação, por isso grátis tal como a pública, é prioritariamente escolhida pelos pais, tendo assim mais “clientes”?
    3- Será que os pais, como dão a entender os tais educadores, não querem o melhor para os seus filhos e perante as imensas virtudes de uma escola pública vão escolher a privada ali ao lado cheia de defeitos.
    4- Porque é que, estando a oferta em excesso, se deverá encerrar a privada que a maioria dos pais escolhe e manter a pública?
    5- Porque é que não se responde porque é o desemprego dos professores do privado a encerrar é aceitável e o desemprego dos professores da escola pública é um crime? Será pela competência? Já provaram isso? Será porque a seleção dos professores no público é mais exigente que no privado?
    6- Finalmente respondam por favor a esta simples pergunta: em média os ditos impostos que criam a tal despesa pública são mais racionalmente gastos numa situação ou noutra? Isto é quanto custa o ensino anual por aluno na escola pública e na privada com contrato de associação? Mas por favor metam lá tudo neste cálculo incluindo evidentemente as instalações, a manutenção das mesmas e despesas de organização. Não só os professores.
    Continuarei a abordagem. Mas por favor preparem já uma reportagem que responda a estas simples perguntas.
    Jorge Santos

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  6. joao Fernandes's avatar
    joao Fernandes permalink
    11 Novembro, 2013 20:57

    Segregação é isso mesmo. Mas quais melhores alunos na escola privada? Como Relvas, entre outros, ou querem dizer que não existem pressões, financeiras como no antigo regime? Ora então aqueles alunos onde o nivel social é extremamente pobre, onde principios de educação e respeito, tem como origem a falta de educação por parte de muitos pais, sem terem qualquer tipo de responsabilidade, devendo sim nas escola recuperarem essas crianças? Ou será que crianças com este tipo de comportamento deveriam ser excluidos do bom ensino? de ter boas condições de estudo? Pergunto será assim que um País democratico e justo quer tratar os seus cidadãos? O problema não está nos alunos acreditem, o problema está nas leis, nas escolas e acima de tudo nos partidos, ai de acordo, nomeadamente de esquerda, onde por tudo e por nada apelam aos direitos deste ou daquele, não metendo todos no mesmo saco, pois só quando se tratat de pessoas sem recursos se houve o manifesto edefesa. Pois um aluno que tenha atitudes de agressões, má educação com ofensas, ou mesmo que não respeite tudo o que um professor imponha a fazer, esse aluno deveria ser enviado para um outro tipo de ensino corretivo, no bom sentido, com acompanhamento de gente qualificada. Isso sim seria um ensino adequado e justo. Agora como os milionários, aumentaram, como as suas riquezas, tambem irá aumentar o regresso ao antigo regime, com a desculpa de haver cheque ensino, ou um melhor ensino. Mentira, pois quando todos pagamos para uma escola privada, estamos sim a aumentar os ordenados dos professores, onde o estimulo para ensinar e condições é muito maior e preferivel a miséria do publico. É isso que pretendem com o ensino privado, os meninos do papá que podem pagar, e não pagam o que deviam, porque a maioria são uns unhas de fome, egoistas, ganaciosos, e se puderem ter do estado dinheiro para complementar o bom ensino então é ouro sobre azul. Pois não venham com a conversa do ser para quem quiser, pois a maioria das pessoas sabem e tentaram pôr um filho em escolas não publicas, e uma das coisas requeridas. é IRS, nome , e depois claro, as cunhas, amigos, nome de familias, favores etc etc. Por isso das duas uma ou quem esta a favor do privado, tem um objectivo dentro deste contexto ou então não tem filhos, ou vive na lua. Senão é facil basta ler os jornais desde o 25 de Abril no que diz respeito ao privado, ver nas escolas se conseguem colocar o vosso filho, mas de pessoas sem recursos financeiros, etc etc. Por amor de Deus privado não é sinonimo de bom ou melhor, é sinonimo sim de discriminação, de ditadura e de má desculpa, com aquela maxima de um regime comunistas, que para mim é uma ditadura igual ao fascismo. Para mim o ensino publico é direito a educação igual para todos, onde os professores recebem bem, mas com avaliações, sem duvida, ou formação profissional de forma a prepararem.se para esta nova era, enfim as melhores condições, mas do Estado. Pode sim e deve haver é uma outra escola para crianças especiais, onde a inteligencia tem de ser aproveitada e colocada ao nivel das exigencia dessas crianças, e outras do esnsino especial, para crianças com defice , mas em contacto com as ciranças normais, e as CRECIS entre outras para crianças deficientes. Agora privado NUNCA para mim e na minha opinião. Isso é estarem a preparar um futuro de fascistas, com portugueses de 1º e de 5º categoria, onde a unica função é trabalho fisico, como na China entre outros Paises. Duvidam? Esperem para ver

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  7. Aryan's avatar
    11 Novembro, 2013 21:12

    Você realmente anda alienado com o embuste de um estudo feito por uma Universidade Privada onde se paga uma fortuna para uma licenciatura; a Católica! Do seu ressabiado post retira-se que você estratifica a população portuguesa por classes bem definidas, seja no trabalho ou, como é o caso, no ensino.
    Semelhante a castas indianas.
    Confesso, bastante sentido que tanta infâmia e maldade jamais pensei assistir após o 25 de Abril.
    Ao menos devia saber que é graças a essa efeméride que você possui a suficiente liberdade para escrever as atoardas que escreve, poder venerar os seus amaldiçoados deuses e apresentar os discutíveis e até duvidosos gráficos que apresenta com descaramento, displicência e total desrespeito pelo que desde essa data até agora foi feito de bom neste País!.

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  8. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    12 Novembro, 2013 14:56

    Se a Escola Publica Segrega não devemos esquecer que a Educação Publica é muito pior, Discrimina.
    O Regime Soci@lista não deixa existir Liberdade para currículos diferentes, ideias diferentes.

    É muito pior a Discriminação da Escola Publica, que se estende às semi-privadas, não existem privadas em Portugal pois estão obrigadas a seguir o currículo único – O currículo totalitário do regime soci@lista. Que quer ainda mais poder que o Estado Novo.

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