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Como se pode ser contra o apartheid no país que inventou os retornados?

10 Dezembro, 2013

Tema do meu artigo de hoje no DE:  Mandela, uma vez libertado, pôs em prática aquilo que no hemisfério norte os ditos defensores dos povos africanos mais contestavam: acreditou e lutou por um país onde brancos e negros pudessem viver em paz. Ou seja um país antítese dos desvarios defendidos por muitos líderes negros norte-americanos impropriamente chamados combatentes pelos direitos civis, que entre outras coisas propunham a constituição de um estado exclusivamente para negros nos EUA. Um país donde os brancos que ali vivem e nasceram não tivessem de equacionar uma fuga em massa, para cúmulo sendo designados como retornados, como se a pigmentação da sua pele os impedisse de ser africanos e lhe determinasse um destino biológico de retorno a uma Europa que muitos deles nunca tinham pisado.

4 comentários leave one →
  1. vortex's avatar
    vortex permalink
    10 Dezembro, 2013 09:53

    não tinha outra alternativa. foi mero cálculo político.
    uma guerra civil tinha acabado com ele.
    até o barreirinhas venderia armas FBP

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  2. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    10 Dezembro, 2013 11:59

    Era preciso entregar Angola ao MPLA…

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  3. JSP's avatar
    JSP permalink
    10 Dezembro, 2013 15:34

    Envelheceu bem, era telegénico, empático e teve “uma boa imprensa”…
    E fez as declarações certas nas alturas certas – pelo menos em inglês.
    É que há rumores…

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  4. jpedrop's avatar
    jpedrop permalink
    12 Dezembro, 2013 23:09

    Mais… O Apartheid só era abjecto porque, quer africanos, que o “mundo ocidental” pós-moderno consideram abjecto que brancos tenham poder em África…
    Vivo num país africano em que a constituição diz que só negros (“Negroes” no original) e os seus descendentes podem obter a cidadania “para manter as tradições e valores culturais” assim, aos brancos que lá nascerem, já nem digo aos que lá viverem uma vida inteira, vai estar sempre vedado não só o voto e a actividade política, mas também coisas tão simples e necessárias como comprar uma casa…
    Imaginem o que seria se um país europeu decretasse que só brancos podiam obter cidadania e comprar uma casa para “defender os seus valores culturais”…
    No entanto, aqui não há críticas nem sanções…
    Pior, o país é sustentado quase em exclusividade pelas Nações Unidas e outras ajudas internacionais, que impõem muitas condições à sua ajuda, mas nunca se lembraram de exigir que o racismo fosse retirado da constituição…
    Moral da história: África, no seu todo é e sempre foi, racista, assim como as Nações Unidas e a própria Europa… Mas contra os brancos…

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