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Eu no governo, claro que sim

12 Dezembro, 2013

Anda por aí uma vaga de fundo, uma espécie de “olha que eu sei que tu sabes que eu sei que tu queres” muito divertida na tentativa de identificar o próximo governante oriundo da blogosfera.

Esta espécie de totobola parece indicar que pertencer a um governo é uma espécie de lepra que se apanha em blogues se estes forem “da direita rançosa”, nunca na impoluta e latejante veia desoxigenada dos blogues de esquerda. Por outro lado, esta doença estranha não parece afectar quem escreve em jornais: estes apenas tem uma opinião tão interessante mas politicamente desinteressada que merece ser impressa em papel.

Assim sendo, facilitando as apostas, apresento já a minha disponibilidade para participar num governo composto por Carlos Abreu Amorim, Carlos Loureiro, Gabriel Silva, Helena Matos, João Caetano Dias, José Manuel Fernandes, José Pedro Lopes Nunes, Luís Rocha, Paulo Morais, Pedro Froufe, Rui Albuquerque e Rodrigo Constantino. Para além destas pessoas, é também necessário que o João Miranda seja Presidente do Tribunal Constitucional e Paulo Portas tenha lugar de destaque na oposição.

Boas apostas.

19 comentários leave one →
  1. tamal's avatar
    tamal permalink
    12 Dezembro, 2013 17:55

    E nem eu me daria a adivinhar tamanha borrasca no futuro do País, despois que o mesmo sokras da universidade da beira interior, experimentado político, se fica a léguas do relvas, do portas e do coelho, pelo geral mais novos, à primeira, e porém já os tratantes que sabemos Mas é bem certo, isto, se não há milagre de revolução que aí caia, ainda vai de mal a pior .

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  2. montenegro's avatar
    montenegro permalink
    12 Dezembro, 2013 18:13

    È um governo de “xungas”

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  3. fado alexandrino's avatar
    12 Dezembro, 2013 18:17

    Bem, não seria dos piores.
    Pelo menos Carlos Loureiro como Ministro da Justiça e Helena Lopes como Ministra da Cultura não fariam má figura assessorados por JMF como Ministro da Propaganda.
    Os restantes não sei quem são (*), excepção ao Brylcreem CAA mas esse já lá está e já mostrou que não devia estar.

    (*) Quer dizer alguns sei quem são aqui, mas na vida real não e portanto não voto em branco.
    Apresentem programa.

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  4. josegcmonteiro's avatar
    12 Dezembro, 2013 18:22

    E um tal economista das Neves e o Meneses das novas pontes?…
    Vigaristas pantomineiros mentirosos ficam à espera…

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  5. tamal's avatar
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    12 Dezembro, 2013 18:26

    Nenhum que desmereça o nosso maduro, no jardim das delícias, três vezes negando o aperto de mão a membro de protocolo, eu julgo, lá tipo sem importância, por segurar o casaco, também dito o sobretudo, a lembrar socras, quando outras duas, talvez três, negou o mesmo a amado dos estrangeiros e hoje sofre o seu merecido ódio, desdém e traição .

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  6. von's avatar
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    12 Dezembro, 2013 18:33

    Ó Vítor, é tempo de Natal, deixa os filmes de terror para Janeiro…

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  7. O Raio's avatar
    12 Dezembro, 2013 19:05

    “num governo composto por Carlos Abreu Amorim, Carlos Loureiro, Gabriel Silva, Helena Matos, João Caetano Dias, José Manuel Fernandes, José Pedro Lopes Nunes, Luís Rocha, Paulo Morais, Pedro Froufe, Rui Albuquerque e Rodrigo Constantino. Para além destas pessoas, é também necessário que o João Miranda seja Presidente do Tribunal Constitucional ”

    Livra!
    Lagarto, lagarto, lagarto, o diabo seja cego surdo e mudo…

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  8. @!@'s avatar
    @!@ permalink
    12 Dezembro, 2013 19:10

    Caramba. Se me convidassem para o governo eu aceitava nem que fosse pela minha estima. E escolhia pessoas da minha confiança, independentemente das suas qualificações. Se eu fosse o Vitor também não quereria outra equipa. Está a ver como essa história do favorecimento está mal contada.

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  9. Tiro ao Alvo's avatar
    Tiro ao Alvo permalink
    12 Dezembro, 2013 19:15

    E para os comentadeiros nada? Não é justo!

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  10. Piscoiso's avatar
    12 Dezembro, 2013 19:32

    Well, um governo português não é propriamente uma equipa de futebol onde se mete um brasileiro para dar sotaque.

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  11. gastão's avatar
    gastão permalink
    12 Dezembro, 2013 19:40

    Está muito bem onde está, ou seja, na guarda pretoriana.

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  12. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    12 Dezembro, 2013 21:54

    com esse governo vai ser preciso um visto para sair do país!

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    • ora's avatar
      ora permalink
      13 Dezembro, 2013 00:06

      NON ….SAHIR DO PAÍS É FÁCIL

      INDA A SEMANA PASSADA MAIS UM SE ATIROU À LINHA….NÃ CONSEGUIU FOI AGARRAR-SE AO COMBOIO….

      NÃ CORTES A FAMELGA À CATANADA

      QUELES CORTAM-TE A MESADA

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  13. tamal's avatar
    tamal permalink
    12 Dezembro, 2013 23:21

    Um gajo já se contentava a especialista de qualquer pasta ou secretaria, conquanto levasse máquina, cartão de crédito e respetivo pago devido a boy motorista, algum da secreta ou assim .

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  14. Pietro Säenz's avatar
    Pietro Säenz permalink
    13 Dezembro, 2013 06:23

    Seria a miséria total. O CAA já lá anda e é uma vergonha. As vossas opiniões já comandam e é ver a dívida a aumentar. Se lá estivessem todos só haveria um remédio: sair do país!

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    • tamal's avatar
      tamal permalink
      13 Dezembro, 2013 15:47

      O CAA faz falta,
      mais não seja a passar graxa
      e o sebo devido, dizer quão luzidio
      no discurso foi o primo ministro.
      Há gente assim .

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  15. André's avatar
    André permalink
    13 Dezembro, 2013 07:58

    O Vitor só poderia ocupar um lugar, mas não era no governo, era no recém-restaurado Secretariado da Propaganda Nacional. É claro que suceder ao inteligente António Ferro seria complicado e restaurar um secretariado em tempos de crise (e cortes nas despesas) também seria estranho (embora mais fácil, tendo em conta que o governo até tem aumentado o orçamento para aquelas assessorias dos ministérios). Mesmo assim, antes é preferível o governo que já está.

    PS: Com esse elenco só se esqueceu de um ministro, aquele que seria o chefe de governo, o Gaston Lagaffe.

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  16. YHWH's avatar
    YHWH permalink
    13 Dezembro, 2013 08:16

    «A SEGUNDA MORTE DE SÁ CARNEIRO

    As comemorações pelo PSD do aniversário da morte de Francisco Sá Carneiro nos últimos anos têm-se caracterizado por serem feitas quase por obrigação do calendário, sem autonomia política, e com crescente e acentuada mediocridade.

    São, de um modo geral, realizadas em conjunto com o CDS, a pretexto de homenagearem Adelino Amaro da Costa, o que tem sentido pelo destino comum e efectivos laços mútuos entre os dois homens, mas nada justifica que o PSD não complemente as cerimónias comuns por iniciativas autónomas, acabando assim o partido por servir apenas como instrumento eleitoral que permite ao CDS aceder ao poder. Há diferenças programáticas e políticas entre os dois partidos e é um sinal de um oportunismo táctico que se iludam essas diferenças a favor de uma amálgama sem identidade, nem sentido.

    Na verdade, as comemorações, que a actual direcção do PSD por sua vontade deixaria no esquecimento, servem apenas para usar Sá Carneiro, num único dia do ano, para o transformar num símbolo morto para legitimar quem nada tem a ver com ele, nem como pessoa, nem como político, nem como parte do mesmo movimento político e ideológico, nem no programa escrito, nem na história concreta do PSD que é o seu programa não escrito.

    Uma antologia das frases mais significativas de Passos Coelho, das posições da revisão constitucional que encomendou a Paulo Teixeira Pinto, e dos seus mentores ideológicos que ele levou dos blogues ultraliberais e dos think tanks universitários mais conservadores para o Governo e para os gabinetes, revela a enorme distância entre aquilo que, com muito boa vontade, podemos chamar o seu “pensamento” e o núcleo central do pensamento de Sá Carneiro. Bem pelo contrário, eles representam um dos lados daquilo que Sá Carneiro combateu – o outro era o comunismo – com toda a clareza e sem margem para dúvidas. O PSD foi feito contra o PREC e contra a manutenção de formas de controlo militar da democracia civil, e esse combate assentava num programa positivo de combinação do liberalismo político com a doutrina social da Igreja, e a experiência da social-democracia europeia. Como Sá Carneiro repetiu vezes sem fim toda a sua vida, isso colocava o PSD fora do âmbito da “direita” e é interessante verificar, em múltiplas entrevistas dadas no I Congresso fundacional do PSD, como essa afirmação é repetida. Magalhães Mota afirma explicitamente que o PSD, então PPD, não era um partido de “direita”, nem sequer exclusivamente do “centro”, ou seja, podia ter também (e tinha) parte da “esquerda”. Cavaco Silva repetiu o mesmo mais tarde.

    O revisionismo actual do pensamento de Sá Carneiro faz-se essencialmente valorizando os aspectos coreográficos da sua vida política e, mesmo assim, nem todos, dissociando-os do seu aspecto político e ideológico, considerado “de época” ou “ultrapassado”, ou resultado de uma deslocação “táctica” para a esquerda devido às circunstâncias da época (uma típica projecção do oportunismo ideológico dos dias de hoje…). Repare-se neste texto de Sá Carneiro, que seria certamente considerado ultra-esquerdista, quando não comunista, se fosse lido na Aula Magna sem indicação de autor (e estive para o fazer):

    A democracia económica postula a intervenção de todos na determinação dos modos e dos objectivos de produção, o predomínio do interesse público sobre os interesses privados, a intervenção do Estado na vida económica e a propriedade colectiva de determinados sectores produtivos; pressupõe ainda a intervenção dos trabalhadores na gestão das unidades de produção. A democracia social impõe que sejam assegurados efectivamente os direitos fundamentais de todos à saúde, à habitação, ao bem-estar e à segurança social; exige a abolição das distinções entre classes sociais diversas e a redistribuição dos rendimentos, pela utilização de uma fiscalidade justa e progressiva.

    Sá Carneiro ainda não falava, como falam os actuais dirigentes do PSD, quase obsessivamente de “empresas”, e conceda-se que ele pretendia referir-se-lhes quando falava de “unidades de produção”, mas, fora disso, o que é que está aqui que não seja preciso do ponto de vista político e programático? E que não seja consistente com muitas outras afirmações de Sá Carneiro explícitas sobre o capitalismo e a tecnocracia, “o poder é pertença de minorias compostas pelos detentores do grande capital e por membros da tecno-estrutura”. Todas estas citações estão rigorosamente dentro do contexto. E há muitas mais.

    Considerando obsoleto o seu pensamento explícito, Sá Carneiro fica assim reduzido apenas a um actor político, que combateu o PCP no PREC, combateu Eanes e o Conselho da Revolução, combateu Soares e o PS, foi criador e primeiro-ministro da AD, reduzindo-se os seus actos a uma espécie de gramática da acção, sem o léxico e a semântica das suas ideias políticas. Ora, se há coisa em que Sá Carneiro não queria que existisse nenhuma dúvida, era que actuava baseado em princípios políticos, ideais e tradições, pelo que não pode ser reduzido, como foi por Passos Coelho, a um lutador contra o défice e a dívida, ele que nunca admitiria que Portugal pudesse ser um “protectorado”, ou que o poder do Parlamento e da soberania popular dos portugueses fosse “automaticamente” deslocado para a burocracia europeia. Tirar-lhe esta identidade é matá-lo pela segunda vez.

    A actual direcção do PSD é mais próxima de um Tea Party à portuguesa, burocrático, sem apoio popular, “europeísta” e desligado da comunidade orgânica dos portugueses, que despreza o primado da “pessoa”, a “dignidade do trabalho” e a “justiça social”, que no programa genético do PSD feito por Sá Carneiro não são meras palavras, mas identidades inquestionáveis do partido. Feita de admiradores de Sarah Palin, de gente que quando vai à Grécia vem de lá apodado de “alemão”, de entusiastas do efeito revolucionário do programa da troika e do FMI para pôr em ordem os “piegas”, punir a classe média “que vive acima das suas possibilidades”, colocar os pobres naquilo que eles merecem, uma “assistência aos desvalidos”, oferecer às empresas estrangeiras um país de baixos salários, e falar todos os dias, como se fosse a coisa mais natural do mundo, de despedimentos, cortes de pensões e reformas (desculpem, “poupanças”), como a quinta-essência da acção política. Ainda por cima sorrindo, com empáfia e descaramento, porque estão a fazer uma “revolução” e a “salvar o país”.

    O que é que Sá Carneiro tem a ver com esta gente? Muito: atacou-os toda a vida.» (in Abrupto)

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  17. Pedro Pinheiro's avatar
    Pedro Pinheiro permalink
    13 Dezembro, 2013 09:34

    este alinhamento parecem uma noticia do Inimigo Público.Carlos Alberto Amorim,bastaria este até.

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