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O herói e o vilão

28 Dezembro, 2013

A indústria do entretenimento da crise tem o vilão, o primeiro-ministro, mas, para construir a sua narrativa, necessita de um herói. A Merkel, o BCE, o euro… tudo personagens secundárias demasiado distantes. O herói é um durão capaz de livrar as criancinhas do terror e os suores frios das mães envoltas nos trapos que envergam enquanto amamentam as crianças da vizinha subnutridas pela putrefação da austeridade. A imagem é só ligeiramente apimentada em relação ao que por aí se diz.

tumblr_m13sgo6EEL1rnseozo1_1280 Alguém tem que fazer alguma coisa. Isto é um trabalho para um politólogo.

O herói é o previsivelmente improvável burguês, atirado para uma situação moral além do seu controlo, uma espécie de Gandhi que abraça a sua condição de salvador com as suas petições e os seus movimentos com nomes oriundos do marketing. O gajo bom, o herói pelas circunstâncias que, apesar dos seus defeitos pessoais, é charmoso na sua arrogância boçal. O herói assume diferentes formas, sob a máscara de comentador da desgraça, a que não se aguenta. Está todos os dias nas televisões que transmitem 24 horas por dia, 7 dias por semana; conhece sempre alguém a passar pela pior das misérias mas nunca troca o seu tempo de antena pelo testemunho de um destes desgraçados que lhe ofuscaria a ribalta. O herói olha-se ao espelho e prepara o seu desempenho heróico perante o segundo espelho, o da câmera de televisão, reflectido nos ecrãs das vítimas, as que o herói vai salvar, via manifesto, pela televisão. O herói pode ter dois ou três nomes, sendo que no último caso indica uma proveniência mais deliberadamente aristocrática na hierarquia do entretenimento da crise.

O vilão é também o eleitor que parece ter votado no governo. É o traidor, o “não-povo”. É facilmente personificado em pessoas que dizem coisas óbvias, fazem trabalho meritório com quem precisa, empregam milhares e facultam variedade na escolha de bens de consumo… Qualquer um que estrague a narrativa do entretenimento da crise, do “isto não se aguenta”, efectivamente aguentando em vez de mostrar (também aguentando mas isso não importa) que isto não aguenta.

A indústria do entretenimento da crise faz crer que “o povo” é governado por déspotas que, apesar de todos os esforços e milhares de mártires, não podem ser vencidos sem a intervenção do herói, via manifesto, que gerará a indignação tal que transformará a sociedade como a conhecemos. Nada disto é novo; a única novidade é que alguém descobriu ser mais barato produzir informação em canais 24/7 que filmes de acção.

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52 comentários leave one →
  1. Luís Marques permalink
    28 Dezembro, 2013 17:59

    O que não se vai aguentar são os comentários cretinos que vão chover, poupe-nos e feche os ditos.

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    • 28 Dezembro, 2013 21:38

      SÓ FAÇO DOIS PÁ…

      1º O herói começa a questionar-se

      é promovido para ser enterrado vivo?

      O HERÓI É PROMOVIDO A MAJOR PARA IR PARA O FUNDO

      A 1200 METROS DE PROFUNDIDADE NUM BOMB SHELTER

      1881 U.S oF A…eleven permanent gun-platforms and breast-height walls, bonnets on the traverses, a portion of the masonry and all the earth covering of the bomb-proof shelter, the postern gallery, a part of the earth covering of the magazines, and an earthen cover face on the channel front.

      The shortening of this phrase to the conventional “bomb shelter”

      appears in print at least as early as 1895

      O GAJO LEVA ORDENS PARA NÃO LEVAR NADA

      DEIXANDO PARA TRÁS OS PERTENCES E A ESCOVA DE DENTES

      MOSTRA ( SABE-SE LÁ A QUEM) QUE A SUA PARTIDA É CASUAL

      E NADA TEVE A VER COM ORDENS MILITARES

      POIS SE ASSIM FOSSE TERIA LEVADO OS OBJECTOS DE HIGIENE PESSOAL…

      (SEM SOBRESSELENTES NESTA AMÉRICA DE ESCASSEZ….) O HERÓI SAI DO ELEVADOR E PASSA POR PORTA GIRATÓRIA UNIDIRECCIONAL????

      A SAÍDA É BLOQUEADA…MAS CONTINUA A GIRAR APARENTEMENTE….

      E ESCADAS ROLANTES QUE SÓ ANDAM PARA BAIXO ATÉ UMA MESA ONDE SERVEM

      178 REFEIÇÕES ALIMENTO VERMELHO E 3 COMPRIMIDOS
      ENGOLIDOS COM MEIO LITRO DE LÍQUIDO AMARELO…

      SÃO PSICOLOGICAMENTE INDEPENDENTES, O BEM ESTAR NÃO DEPENDE DA PRESENÇA DE MAIS ALGUÉM…LOGO PSICOPATAS EREMITÕES SERVEM BEM…

      SÃO TRATADOS POR NÚMEROS POIS OS NOMES TERIAM ASSOCIAÇÕES NOSTÁLGICAS COM A VIDA NA SUPERFÍCIE

      O PLANO MAIS SEGURO PARA O POVO EM GERAL É DESTINADO AOS ELEMENTOS DUVIDOSOS E SUBVERSIVOS : VENDILHÕES DA PAZ, EXTREMISTAS DA OPOSIÇÃO, CRÍTICOS DA SOCIEDADE E OUTROS MANÍACOS….

      DANDO-LHES O PLANO 2 A 30 METROS DE PROFUNDIDADE
      E PROVISÕES PARA 4 MESES

      O PLANO ZERO DA AUSTERIDADE NUCLEAR É À SUPERFÍCIE

      NA CRISE O DIREITO A ENTERRAR-SE É FICAR PROTEGIDO DOS SEUS EFEITOS

      HÁ UM PARALELISMO COM A ACTUAL CRISE

      RECEBEM PLACAS E O DIREITO DE SEREM ENTERRADOS EM VIDA….

      …aqui nem placas nos dão é muito triste

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      • colono permalink
        30 Dezembro, 2013 00:13

        SO FAÇO DOIS PÁ!

        O meu quero-o bem feito!

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      • und permalink
        30 Dezembro, 2013 00:38

        ESCREVE-SE SÓ….OLHA LÊ ISTO QUE O SNS MATA-TE DE CERTEZINHA….

        diumenge 29 de desembre de 2013

        AVIS AU PEUPLE SUR SA SANTÉ- PAR MESSIEUR TISSOT DOCT ET PROF EN MÉDICINE QUATRIÈME ÉDITION MDCCLXIX A LYON CHEZ BENOIT DUPLAIN

        DE LA DIARRHÉE

        CHACUN CONNOÎT LA DIARRHÉE, QUE LE PEUPLE APPELE COURS DE VENTRE & MÊME SOUVENT COLIQUE

        LUI DONNERAIT LA POUDRE Nº35

        TRENTE CINQUE GRAMMES D’YPECUANHA

        ON PEUT JUSQUE ALLER JUSQU’À QUARANTE-CINQ & CINQUANTE….

        SE NÃO CHEIRA MAL DA BOCA POUDRE Nº51…DO SNS

        UNE DRAGME OU DRACHMA DE RUIBARBO EN POUDRE

        QUATRE LAVEMENTS Nº6…

        mélange de parties égales d’eau & de

        vinaigre , qu’on change dès qu’ils com-

        Biencenc à êcre fecs , & qu’on quitte

        dès que la pert^ commence à diminuer,

        §. 370. L’inflammation de matrice

        fc manifefte par les douleurs dans tout

        k bas du ventre , la tenfion de tout le

        ventre , l’augmentation des douleurs

        quand on le touche , une efpece de

        tache rouge , qui monte au milieu A\x

        ventre julqu’au nombril, & qui, quand

        le mal empire , devient noire , ce qui

        e[t toujours mortel ; une foibleflè

        étonnante , le vifage prodigieufemenc

        changé , un léger délire , une fièvre

        continue avec un pouls foible & dur ,

        quelquefois àts vomillements continuels

        5 fouvent le hoquet , une perte

        t^rès-peu abondante d’une eau roulïe >

        puante , acre ; des envies fréquentes

        d’aller à la felle 5 dés ardeurs & quelquefois

        une fuppreffion d’urine.

        §. 371. Ce mal très -grave & fouvent

        mortel , doit être traité comme

        les maladies inflammatoires. Il faut

        fur-tout 5 après les faignées , ( i ) donner

        f i) On ne fe décidera à la faignée f fuîvant notre

        avis j qu€ dans le cas où l’accouchée a perdu peu de

        fréquemment

        D E Cô U C H E s, 355

        irequemmentdes lavements d’eau tiède,,

        en m)e6ler dans la matrice , en appliquer

        contmuellement fur le ventre, &

        boire abondamment , ou de la tifane

        d’orge toute (impie , fur chaqu-e pot de

        laquelle on met un demi-quart d’once

        de nitre , ou des laits d’amandes N’^.4.

        §. 371. La fuppreilion totale des

        lochies , qui occaiîonne les maladies

        les plus violentes, Te traite précifémeni:.

        de la même façon j &: fi malheureufement

        l’on donne quelques remèdes,

        chauds 5 pour en forcer la fortie , l’on

        ôte dans le moment , toute efpérance

        de guérifon.

        §. 373. Si la fièvre de lait eft très*

        forte , la tifane d’orge du §. 371 , &c

        les lavements, avec une diète très- lé”

        gère, uniquement de panades ou de

        quelqu’autres farineux très-clairs , laf.

        diilipent..

        §. 374. Les femmes délicates’, quine

        font pas foignées comme il feroi?:

        iâng , lorfqu’elîe eft pléthorique, -^ue la ftippreffion eft’

        îDtak , ôcllnflammstran ‘eu matrice bien démoritréepar

        l’clcvation & la vivacité <ie la rement.

        L’on y remédie, i^ . En le privant

        de ce lait gâté , jufqu’à ce que la nourrice

        foit rem-ile dans fon écat de fanté

        6c de tianquilliié dont on hâte le retour

        par quelques lavements , des calmants,

        une entière privation de ce qui

        lui a fait du mal , & en faifant tirer

        exactement tout le lait qui a fouffert.

        2 E s En F ArTT s, 47/

        que de panades ou d’autres loupes fans

        kir.

        3^ . En le purgeant y fi ces preaiiers

        fecours ne iliftilencpas, avec une once

        ou une CHice & demie de iirop de chicorée

        conipofé , ou aurant de manne.

        Ces médecines douces entraînent les

        reftes de ce lait empoifonné , & diiïipent

        les défordres qu^il occafîonnoit.

        §. 35) 3. Une troilîeme cauie qui produit

        aufïi des convuliions, ce font les

        maladies fiévreufes-dont les enfants ionc

        attaqués , fur-tout la petite vérole ou

        la rougeole; mais ordmairement elles

        ne demandent point d’autres fecour-s

        que ceux qu’exige la maladie dont ellesdépendent.

        §. 394. L’on voit par tout ce chapitre

        , èc il eft important qu’on y fallg

        beaucoup d’attention ^ que lesconvulfions

        font ordinairement un fymptome

        de quelqu’autre maladie , plutôt qu’unemaladie

        primitive ; qu’elles dépendent

        d’un grand nombre de caufes différentes

        i qu’il ne peut pas par-là même y

        avoir de remède général pour les arrêter,

        Des accidents produits par la vapeur

        du charbon & par cdU du vin,

        §. 514. Il n’y a point d’année qu’il

        ne péride un grand nombre de perfonnes

        par la vapeur du charbon ou

        de la braife , & par celle du vhi.

        Ces accidents produits par le charbon

        ont lieu quand on brûle de la braife

        & fur-tout du charbon dans une chambre

        fermée , ce qui eft exadement

        s’empoifonner foi-même. L’huile fulfureufe^

        développée en biûlant^ fe répand

        dans

        Du Charbon, Gt.^

        dans la chambre , ^ ceux qui y font: ,

        fentent un embarras de tête , des vertiges,

        des maux de coeur , une foiblefîe

        & un en^ourdiilement fin^ulier , un

        délire , des convulfions , un tremblement,

        & s’ils n’ont pas la préfence d’efpricou

        la force de fe retirer , ils périffent

        aiïèz promptement.

        J’ai vu une femme qui eut pendant

        deux jours des tournoiements de tête

        &des vomiflements prefque continuels,

        pour avoir été moins de fix minutes

        dans une chambre où il y avoit cependant

        une fenêtre &une porte ouvertes

        ,

        avec un réchaud dans lequel il n’y

        avolt que quelques charbonsj elle auroit

        péri 11 tout eût été fermé.

        Cette vapeur eft narcotique , » &

        » elle tue en produifant une affection

        » foporeufe ou apoplectique , mêlée

        » cependant de quelque chofe de con-

        » vulfîf 5 comme le prouve alTez la

        » clôture de la bouche & le ferrement

        » des mâchoires.

        L’état du cerveau dans les cadavres

        démontre que c’ell d’apoplexie que l’on

        meurt \ il efl cependant vraifemblable

        que quelquefois la fufFocation a auill

        & que les feuls remèdes convenables

        FAZES DOIS QUÊ? BROCHES?

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      • und permalink
        30 Dezembro, 2013 00:42

        FAZES DOIS NUM CAIXÃO? BOLAS PÁ ÉS MAIS GORDO CUS SOARES….

        NUM T’ISPILICAS PÁ

        Ó CÓLON….

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  2. YHWH permalink
    28 Dezembro, 2013 18:18

    A evidencia da falta de uma erudição clássica suficiente para relacionar narrativa com mito…

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  3. Juromenha permalink
    28 Dezembro, 2013 18:29

    Certeira e irónica descrição dessa récua, paradoxalmente de psitacídeos, que tem tudo de ignorante, hipócrita e cobarde – mas nada , mesmo nada de “heróico”…

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  4. Expatriado permalink
    28 Dezembro, 2013 18:33

    Entretanto, os “viloes” dos hoteis na Serra da Estrela estao a facturar com 100% de ocupaçao, e preços que começam a partir de quase 400 Euros por pessoa, para a noite da passagem do ano.

    Os marcianos vao-se atirar a estes “viloes” como caes a bofe pela falta de “equidade”….. constitucional, claro!!!

    Esperemos para ver o que vao dizer as raqueis do burgo.

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    • Aladdin Sane permalink
      29 Dezembro, 2013 14:05

      Menos um argumento a favor das autoestradas “gratuitas”, portanto.

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    • Abre-latas permalink
      29 Dezembro, 2013 17:25

      Esperemos que lá apareça alguém a exigir o seu cabazito de Natal!

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  5. 28 Dezembro, 2013 18:56

    O Governo, o PSD e o CDS, e todos os apoiantes do “ajustamento” na versãotroika-Gaspar-Passos, obtiveram uma importante vitória política ao levarem o PS a assinar um acordo a pretexto do IRC. Foi um dia grande. “Rejubilai”, dizem os anjos do “ajustamento”. Dizem bem.

    Nesse mesmo dia, os professores contratados foram abandonados pelo PS, que apenas pediu uma pífia “suspensão” da prova, e os trabalhadores dos Estaleiros de Viana, que marcharam pelas ruas de Lisboa com as suas famílias, a caminho da miséria, não merecem nem um levantar de sobrancelhas dos doutos conselheiros económicos do “líder” Seguro. O PS, que tinha já enormes responsabilidades na situação actual de ambos os sectores profissionais, agora mostrou de novo por que razão não é confiável como partido de oposição, mas, pelo contrário, é confiável, pela mão de Seguro, para lá de muitas encenações, para os que mandam em Portugal, sempre os mesmos.

    É que o acordo sobre o IRC não é sobre o IRC. O IRC, repito, foi o pretexto. Aliás, a pergunta mais simples a fazer, a óbvia, aquela que a comunicação social, se não estivesse subjugada à agenda e aos termos dessa agenda do poder político dominante, faria é esta: por que razão é que um acordo deste tipo não veio da Concertação Social, mas de conversações entre os dois partidos? Por que razão é que o Governo nunca esteve disposto a fazer este tipo de cedências diante da CCP ou da UGT, já para não dizer da CIP e da CGTP, mas está disposto a fazê-lo com o PS? Ou, dito de outra maneira, que vantagem tem o Governo em fazer este acordo com um partido da oposição e não com os parceiros sociais? Ou ainda melhor: o que é que o PSD e o CDS obtiveram do PS que justificou este remendo, aliás, pequeno e de pouca consequência, na sua política? É que, convém lembrar, o Governo não precisava do voto do PS para passar esta legislação, e é por isso que o único ganho de causa é o do Governo.

    O acordo foi um acordo político de fundo que amarra o PS a sistemáticas pressões governamentais e outras, para que passe a ser parte do “consenso” que legitime a actual política. O que está em causa é algo que seria, se as classificações ideológicas tivessem alguma correspondência com a realidade, inaceitável por um partido socialista, como o é para um social-democrata, moderado que seja. O sentido de fundo do “ajustamento” está muito para além do resolver os problemas mais imediatos do défice ou da dívida, mas traduz-se numa significativa alteração das relações sociais a favor dos senhores da economia financeira, em detrimento daquilo que a maioria da população, classe média e trabalhadores, remediados e pobres, tinham conseguido nos últimos 40 anos.

    O que marcará com um rastro profundo Portugal para muitos anos é acima de tudo essa transferência de poder, recursos e riqueza na sociedade. Ela faz-se pela mudança de fundo no terreno laboral, com a aquiescência do PS – recorde-se que aceitou sem críticas o acordo assinado pela UGT –, com a fragilização das relações entre trabalhadores, o elo mais fraco, e o patronato, o esmagamento da classe média pelo assalto à função pública, aos salários, reformas e pensões. A destruição unilateral dos “direitos adquiridos” destinou-se não apenas a garantir essa enorme transferência de recursos, mas acima de tudo a enfraquecer o poder social dos trabalhadores, dos funcionários públicos, dos detentores de direitos sociais.

     No passado podia haver pobres, estes tinham, porém, a possibilidade de ter uma dinâmica social e política para saírem da pobreza, uma capacidade de inverterem as relações sociais que lhes eram desfavoráveis. Eram pobres, mas não estavam condenados à pobreza. Era isso a que se chamava “a melhoria social”, num contexto de mobilidade e num contrato social que permitia haver adquiridos. Agora tudo isso aparece como um esbanjamento inaceitável, e o que hoje se pretende é que os pobres, cada vez mais engrossados pela antiga classe média, sejam condenados à sua condição de pobreza em nome de uma crítica moral ao facto de “viverem acima das suas posses”, perdendo ou tornando inútil os instrumentos que tinham para a sua ascensão social, a começar pela educação, pela casa própria, e a acabar nas manifestações e protestos cívicos, as greves e outras formas de resistência social. É um conflito de poder social que atravessa toda a sociedade e que se trava também nas ideias e nas palavras, em que a comunicação social é um palco determinante, com a manipulação das notícias, a substituição da informação pelo marketing e pela propaganda. E o PS escolheu estar ao lado dos “ajustadores”.

    Pode-se argumentar que a “cedência” do PS permitiu algum alívio às pequenas e médias empresas, e que por isso há um ganho de causa. Talvez, e isso seria bom, se fosse apenas isso. Mas o que o PS cedeu é muito mais do que isso: é um contributo decisivo para manter a actual política em tudo o que é fundamental, a começar pela prioridade do alívio às empresas e aos negócios em detrimento das pessoas e do consumo. O PS enfileirou no núcleo duro do discurso governamental, mais sensível às empresas do que às pessoas, aceitando que, a haver abaixamento dos impostos, ele deve começar pelas empresas e não pelos indivíduos e as famílias, pelo IRC e não pelo IRS e pelo IVA.

    Eu conheço a lengalenga de que os benefícios às empresas, à “economia”, são a melhor maneira de beneficiar as pessoas, e que é a “vitalidade” da economia que pode permitir todos saírem da crise. Em abstracto, poderia ser assim, no nosso concreto, não é. Chamo-lhe “lengalenga” porque no actual contexto a inversão muito significativa dos poderes sociais torna muito desigual a distribuição de benesses oriundas deste tipo de medidas, reforça os mais fortes como um rio caudaloso e chega tardiamente e sem mudar nada, como um fio de água, aos que mais precisam. E a outra verdade que tem que ser dita é que este tipo de acordo no IRC vai tornar mais difícil que haja uma diminuição significativa do IRS ou do IVA, ou seja, quem vai pagar os benefícios a algumas empresas são outras empresas mais em risco e as pessoas e as famílias.

    Numa altura em que a campanha eleitoral para as europeias e a, mais distante, das legislativas são já um elemento central das preocupações partidárias do PSD e do CDS, o PS deu-lhes um importante trunfo político, e um sinal de que não confia nas suas próprias forças para ganhar as eleições e muito menos governar sozinho. Um acordo PS-PSD feito pela fraqueza e assente na continuidade da política actual prenuncia apenas que, seja o PS, seja o PSD, a governarem em 2015, cada um procurará no outro um seu aliado natural, não para uma política de reformas, mas para garantir a política que interessa ao sector financeiro, que capturou de há muito a decisão política em Portugal.  

    O PS de Seguro mostrou que não é confiável como partido da oposição e que ou não percebe o sentido de fundo da actual política de “ajustamento”, de que este abaixamento do IRC é um mero epifenómeno, ou, pelo contrário, percebe bem de mais e quer ser parte dela. Inclino-me, há muito, para a segunda versão. Seguro e os seus criaditos diligentes estão ali para servirem as refeições aos que mandam, convencidos que as librés que vestem são fardas de gala num palanque imaginário. Vão ter muitas palmas e responder com muitos salamaleques.

    Estamos assim.

    JPP à(s) 10:21
    Hoje é este o meu heroi

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    • Expatriado permalink
      28 Dezembro, 2013 19:19

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    • RCAS permalink
      28 Dezembro, 2013 22:45

      Uma futura coligação PS- PPD, só teria um “mínimo” de hipóteses, com o varrimento total destes neoliberais Passistas do respectivo partido! Não estou a ver como!
      Uma coligação à esquerda, é quase impossível enquanto esta estiver entrincheirada nas suas cavernas ideológicas, confortávelmente instaladas em acções de protesto, sem um pingo de pragamatismo!
      Coligação PS- CDS com o cínico do irrevogável? não estou a ver!
      A única hipótese viável seria forte votação no Partido Livre! também não estou a ver!
      Maioria absoluta com o Seguro? impossível!!!
      Então?

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      • 28 Dezembro, 2013 22:53

        cu-ligação? atão do PS partido socratico socrates o grego e o Paulo Ponderoso….e do PSD? vai quem

        maioria absoluta com o costa das lixaradas?

        bolas nã tou a cheirar

        maioria absoluta por aqui vai ser a do PCP para as próximas duas legislaturas….bom à terceira toma são bento com os militares à arreata

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    • Alexandre Carvalho da Silveira permalink
      28 Dezembro, 2013 23:30

      JPP é mais cretino do que é permitido por lei. E tem seguidores à altura como os adelinos45.

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      • 29 Dezembro, 2013 02:00

        Alexandre Carvalho da Silveira
        Eu sou do tempo em que nos WC dos cafés, os “poetas” davam largas à sua imaginação (deles).Houve uma frase que memorizar que se adapta bem a quem chama cretino a JPP: ELEVE O SEU NÍVEL CAGUE DE PÉ. 😎

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      • Alexandre Carvalho da Silveira permalink
        29 Dezembro, 2013 02:41

        A sua resposta está ao nivel dos WCs que você costuma frequentar, para elevar o seu nivel intelectual, e sabe-se lá para quê mais.

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    • Abre-latas permalink
      29 Dezembro, 2013 17:35

      É óbvio que o seu herói ainda não percebeu que o Seguro só assinou aquilo para, quando a recuperação econômica aparecer, estar dentro do barco (ainda o vamos ouvir dizer que foi tudo graças a ele!). Ele (e JPP também) tem apanhado grandes sustos com os indicadores do ultimo semestre de 2013. Já nem fala da célebre espiral.

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  6. 28 Dezembro, 2013 18:58

    A imagem do “herói” escolhida para o post é a do “Taxi Driver”
    que decidiu eliminar os chulos.
    Quererá dizer que o primeiro ministro é um chulo?

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    • Expatriado permalink
      28 Dezembro, 2013 19:07

      As tias vao ficar furiosas com a eliminaçao dos chulos……

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    • licas permalink
      28 Dezembro, 2013 22:00

      Piscoiso HIPERLIGAÇÃO PERMANENTE
      28 Dezembro, 2013 18:58
      A imagem do “herói” escolhida para o post é a do “Taxi Driver”
      que decidiu eliminar os chulos.
      Quererá dizer que o primeiro ministro é um chulo?
      _________________

      Não sei responder . . .
      Quanto ao Piscoiso é-o e há neste Blogg prova de tal condição.
      FOI APANHADO EN CONTRA-CURVA em relação a Sócrates e às Eleições JÁ . . .

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  7. javitudo permalink
    28 Dezembro, 2013 20:35

    Para que o picoiso possa dispôr de informação mais detalhada.
    http://www.slideshare.net/joao5907/top-15-da-ladroagem-em-portugal
    Faltam lá dois.
    Um é o rei, não interessa de quem foi a prosa. Desmentidos não se conhecem.
    http://idiossincrasias.org/2012/10/sua-alteza-real-d-mario-soares-o-chulo-de-portugal/

    O outro o picoiso sabe bem quem é. A tia Adozinda, por acaso boa como o milho, (o picoiso põe as tias a filosofar mas nada diz das suas qualidades e nunca as apresenta em público, o manganão), dizia eu a tia Adozinda a meio do chá das 5 perguntou de chofre: “Ó filho, e a mãezinha dele ainda o sustenta nos estudos? Logo agora com a vida tão cara em Portugal, que será no estrangeiro !”. Ouve-se um suspiro. “Andou a senhora a passar tantas dificuldades e ainda acaba por ter que sair do Heron Castilho e ir parar às galinheiras”.
    Ouviu-se uma cadeira a arrastar, uma passada tensa em direcção à porta batida com estrondo. “Ó filho olha que ainda falta comer a torta!”.
    Entortado anda ele e sem remédio.
    Não vai sózinho.

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    • Fincapé permalink
      28 Dezembro, 2013 21:11

      O Javitudo é um perfeito ficcionista. 🙂

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      • 28 Dezembro, 2013 21:44

        o jávitude é um gama gama épsilon épsilon

        por acaso nã queres acrescentar mais uns cruzados virtuais na tua cruzada contra o capitalimo selvage

        o troikos o por tela de melckels como dilia o cevolinha
        old from the first person perspective (diary) of a modern soldier X-127 living in the underground military complex Level 7, where he is expected to reside permanently, fulfilling the role of commanding his nation’s nuclear weapons.

        Plot summary[edit]

        During his forced residence in a deep underground offensive-warfare complex, X-127 is ordered to push the bomb buttons to begin World War III (which lasts a total of 2 hours and 58 minutes). From that point, humanity’s few civilian survivors move from the surface of the earth to a collection of underground shelter complexes on Levels 1 through 5, while military personnel already occupy the deepest and safest Levels 6 and 7. It later emerges that the orders given have been wholly automatic due to a launch on warning strategy, and the war has taken place as a series of electronic responses to an initial accident.

        X-127 and his fellow shelter inhabitants belatedly learn the criteria that had determined admission to the shelters: Civilians were granted only an illusion of protection, while government officials and military personnel were granted significantly more security. Those who were assigned to launch the nuclear missiles, and their support staff, were selected for their ability to behave like machines, yet are counted upon to preserve the human spirit and rebuild the human race. X-127 and his colleagues attempt to carry on human life, but discover that institutions such as marriage and preparations for child-rearing have been hollowed out by conditions and attitudes in the antiseptic underground.

        Toward the end of the novel, the inhabitants of the surviving shelters gradually find their deaths, as radioactive surface contamination makes its way down past air filters and into ground water sources. As the Level 7’s safety falls into question, its inhabitants confront their isolation, overconfidence in technology, loneliness below a dead world, and the sanity of a society whose momentum toward annihilation exceeded its collective will to live.

        At last, the inhabitants of “Level 7” are exterminated through a malfunction in their nuclear power pile.
        Structure[edit]

        The book is apparently written in such a way to discourage the reader from determining which side is which. References to democracy are structured as to be just as applicable to Soviet democracy as to British or American democracy. The book contains no geographical references or individual names, but does use non-metric measurements. It is left to the individual reader to determine if this indeed identifies a Western setting or merely reflects the author’s background. In any case, specific national identities are arguably irrelevant to the book’s themes of dehumanization, the abstraction of nuclear warfare, and the danger that this leads to when combined with the destructive potential of the weapons involved. The novel thus acts as a warning against the nuclear arms race, as the original (but removed) postscript makes clear:

        This book is neutral – in the sense that it does not defend either the East or the West. It is not neutral in the sense that it accuses both. It is submitted for the benefit of the West and the East, as well as anybody caught in between.

        The Diary of Push-Button Officer X-127 is intended as a preventative anti-radioactive medicine, good for consumption in any place in the world. It is especially offered to button-pushers, rocket constructors, nuclear physicists, megaton bomb manufacturers, “small” atomic bomb producers, and last but not least, statesmen and politicians. It is ‘not’ (!) effective against buttons, robots, rockets, and the bombs themselves.

        Originally, the manuscript contained a preface by Martian archaeologists, who discover the diary amongst the ruins of a destroyed Earth. However, this was removed in editions earlier than 2003, because it was felt that it spoiled the ending of the book.

        Level 7 was adapted by J. B. Priestley for a 1966 episode of the BBC2 television science-fiction drama programme Out of the Unknown.
        References[edit]

        ^ Roshwald, Mordecai (1959). Level 7. Madison, Wisconsin: University of Wisc

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  8. Fincapé permalink
    28 Dezembro, 2013 21:10

    Não me diga, Vítor, que está a mandar vir com o comentador Martim Avillez Figueiredo!? “O herói é o previsivelmente improvável burguês…”, “…é charmoso na sua arrogância…” (retiro o boçal), “O herói pode ter dois ou três nomes…”.
    O “herói” também tem letras dobradas no nome? 😉

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  9. tamal permalink
    28 Dezembro, 2013 22:27

    “o povo” é governado por déspotas que, apesar de todos os esforços e milhares de mártires, não podem ser vencidos sem a intervenção do herói, algum exterminador de coragem, denodado, altruista .

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  10. 28 Dezembro, 2013 22:40

    Curioso.
    Li o post e não sei porquê lembrei-me que as queridas televisões ainda não tiveram tempo de perguntar ao senhor Presidente da Câmara da Capital do Império, o que tenciona fazer (além de estar sentado) para acabar com a greve dos fulanos que recolhem o lixo.
    Mesmo os sindicalistas que são ouvidos dez vezes desta vez foram praticamente suprimidos.
    Será este um assunto tabu?

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    • 28 Dezembro, 2013 22:55

      império?

      capital?

      lixo? fulanos que o recolhem?

      bossa excelença deve andar perdido no tempo….

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      • 29 Dezembro, 2013 09:58

        Sindicalistas? (Esqueceu-se?)
        Peço-lhe muta desculpa, julguei que tinha escrito umas linhas com ironia, mas afinal ou não soube escrevê-las ou o senhor não soube lê-las.

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      • und permalink
        29 Dezembro, 2013 19:57

        que nos interessa que Lisboa se afogue em lixo

        chamem o exército

        cá por mim nem m’importava que lisboa tivesse outro 1755 mas tectonicamente o deserto também ia ao fundo

        logo o lixo é uma melhor solução

        até mata mais lisboetas

        e diminui a dívida…

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  11. A. R permalink
    28 Dezembro, 2013 23:49

    Estes rambos sentados à secretária, com Judites e Anas Lourenços que serão o prémio feminino e final de tanta fanfarronada antes do fatal “The End”, que desafiam com coragem os malvados que com eles não concordam, são heróis de Domingo a Domingo: cheiram a suor e pólvora de ricos salários e prémios. Prémios de presença de parcos 500 euros para bolsar barbaridades que até veneráveis sindicalistas como o carvalho da silva levavam para casa com alguma sensação de saber a pouco.

    O império é marxista .. agora. Que se lixe quem trabalha … esta malta paira etérea sobre o vulgar mortal.

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  12. @!@ permalink
    29 Dezembro, 2013 00:12

    “A indústria do entretenimento da crise”
    Candidato ao oscar???

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  13. javitudo permalink
    29 Dezembro, 2013 00:35

    Fado Alexandrino, o lixo é a coisa mais linda que existe! A cidade de lisboa só tem que se orgulhar do seu lixo, se há gente com olfacto sensivel é porque o neoliberalismo lhe infiltra os neurónios, que se lixem, quantos menos houver dessa corja melhor. O nosso povo não deixará de nutrir a maior dedicação por esse homem com H grande, esse costa de costas curvas e sem mácula que, pelo sim pelo não, abraçou efusivamente o outro quando o vieram buscar à central de negócios por vezes muito sujos, esse costa “intiligente” como poucos, um real candidato a PM e a PR em simultâneo, já que é difícil decidir-se em tão pouco tempo, até 2015, vai ser a cereja no bolo camaradas, como pode ele ter tempo para se preocupar com ninharias, lisboa assim até fica diferente, há que elogiar as diferenças, olha o beauté que os penteia com ardor e já com dois pimpolhos sem ter sequer que os de parir, diz ele para os amigos que tem a casa cheia de Risos e Amor, com dois filhos que lhes enchem o coração e a Vida de Gargalhadas, Sorrisos e muitas Travessuras, muitas travessuras sim senhor que a vida são dois dias e a merda de lisboa há-de passar com as chuvadas se as sarjetas não estiverem entupidas. E se não passar ? Paciência que é o que os lisboetas têm de mais, a ditosa urbe pode mesmo ir para o guiness, sim senhor, porque não, como a cidade mais merdosa da UE que também é merdosa que chegue e que não haja recalcitrantes, obstinados, renitentes, torturadores (depoide de ter a classificação de 20 valores, estudei num livro recente que a tortura é um método de retribuição e justiça aleatória, sou muito intiligente não sou?), teimosos, quiçá reaccionários, a impedir a ascenção irreprimível dessa cidade feita de logros e ciosa da sua trampa.
    É verdade que a concorrência é feroz e que deixamos bons exemplos em África lugares 22 e 23, vejamos então por ordem as mais sujas do mundo: 1- Baku, Azerbaijão 2 -Dhaka, Bangladesh 3 – Antananarivo, Madagáscar 4 – Port au Prince, Haiti 5 – México, México 6 – Adis Abeba, Etiópia 7 – Bombaim, Índia 8 – Baghdad, Iraque 9 – Almaty, Kazaquistão 10 – Brazaville, Congo 11 – Ndjamena, Chade 12 – Dar es Salaam, Tanzânia 13 – Bangui, República Centro Africana 14 – Moscovo, Rússia 15 – Ouagadougou, Burkina Faso 16 – Bamako, Mali 17 – Ponta Negra, Congo 18 – Lome, Togo 19 – Conakry, Guiné 20 – Nouakchot, Mauritânia 21 – Niamey, Niger 22 – Luanda, Angola 23 – Maputo, Moçambique 24 – Nova Deli, Índia 25 – Port Harcourt, Nigéria
    Perdoem ao costa, ele tem a enorme desvantagem de estar na UE, não é? Não se chega a primeiro de um dia para o outro, é preciso sofrer, ter um ideal, se bem que cada dia mais fede o que dá muita esperança.
    A esperança é a última a morrer, se bem que o che e o chavez já lá estão e o maduro até já ouviu o passarinho cantar e de seguida lhe respondeu com um assobio que fez toda a esquerda ajoelhar com assombro porque milagres afinal não são monopólio da EDP, da PT e da BRISA, desculpem, quero dizer da direita que compete desesperadamente com a outra.
    Não tenham medo, se tal acontecer a merda é sempre a mesma!

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  14. javitudo permalink
    29 Dezembro, 2013 00:47

    Os vinte valores, esquecia-me de dizer, foi nas novas oportunidades, tive que escrever o meu currículo eram tantas palavras ía dando em doido, os professores em boa hora me mostraram as gravatas vermelhas e com a promessa que o meu irmão mais novo já ia para o parque escolar poque a lurdinhas não falhou. E foi mesmo. Ele e eu somos hoje homens diferentes, homens de amanhã, não tenham inveja, inscrevam-se no nosso partido, é melhor começar pelas Jota, com tempo lá iremos cantando e chorando pela mama sempre à espera dos mais lúcidos e desembaraçados como nós.

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  15. Expatriado permalink
    29 Dezembro, 2013 02:11

    Alguem se lembra de um greve com tao pouca cobertura dos midia?

    Noticia noticia seria os lisboetas irem depositar os sacos do lixo a’ porta da sede da CGTP.

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  16. tric0001 permalink
    29 Dezembro, 2013 03:05

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  17. 29 Dezembro, 2013 03:47

    Alexandre Carvalho da Silveira
    A única originalidade que lhe conheço é o “quiZ”

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  18. JDGF permalink
    29 Dezembro, 2013 10:14

    Será ainda muito cedo (e precipitado) para contar histórias sobre heróis e vilões.
    Ao aproximar-nos daquela rábula do ‘fim do protectorado’ (lá para meados do ano que se aproxima) a narrativa será mais fácil…
    O bom senso (na escrita e na política) será, pois, a primeira ‘medida cautelar’ a adoptar (e não carece do beneplácito do BCE ou do FMI).

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  19. lucklucky permalink
    29 Dezembro, 2013 10:15

    Não há austeridade alguma quando se continua a pedir dinheiro emprestado.

    Austeridade só quando começarmos a reduzir a dívida.

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  20. Juromenha permalink
    29 Dezembro, 2013 15:35

    Qualquer edil do Partido Sarjeta coexiste perfeitamente com o lixo…

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  21. Fincapé permalink
    29 Dezembro, 2013 17:03

    Apesar de eu reconhecer que António Costa tem feito excelente trabalho (por incrível que pareça, até a histórica Fonte Luminosa teve de ser posta a funcionar por ele), Lisboa nunca foi um exemplo de limpeza. Está um pouco mais suja agora, com a greve, mas as priscas de cigarros nos passeios à frente dos prédios, e outra sujidade propositada, é própria de muitos lisboetas e, enfim, de muitos portugueses. E parece-me que o Porto e demais cidades não são muito diferentes. E foi assim também com presidentes dos partidos de direita. Ou talvez pior porque, apesar de tudo, têm-se notado melhorias.
    Mas a preocupação continua a ir quase toda para os automóveis.
    Talvez seja por isso que os órgãos de comunicação social não dão assim tanta importância, como é dito num comentário acima.

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    • Expatriado permalink
      29 Dezembro, 2013 17:39

      Ja’ li textos desculpabilizantes de muita coisa ma’ mas este leva o 1º premio……

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      • Fincapé permalink
        29 Dezembro, 2013 17:43

        Porquê. Expatriado? Doeu-lhe nalgum lado? 😉

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      • Fincapé permalink
        29 Dezembro, 2013 17:48

        Porquê vírgula Expatriado, obviamente.

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      • Expatriado permalink
        29 Dezembro, 2013 18:01

        Deixo-o com o seu texto…….

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      • Fincapé permalink
        29 Dezembro, 2013 19:01

        Bigadinho, Expatriado. 😉

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    • vitorcunha permalink*
      29 Dezembro, 2013 17:47

      Ainda bem que a greve dos lixeiros não está a prejudicar a cidade. Feitas as contas, talvez sejam uma despesa desnecessária.

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      • Fincapé permalink
        29 Dezembro, 2013 17:52

        Claro que está, Vítor. O que eu quis dizer é que, quando lá vou, também não gosto de ver a sujidade propositada habitual.
        Aliás, mesmo que eu alguma vez tivesse pensado tal coisa, ao ler a descrição ficcionada do Javitudo ter-me-ia (re)convertido. 😉

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      • und permalink
        29 Dezembro, 2013 20:00

        sujidade? ó filha aquilo é comida

        há uns anos íamos até buscá-la pra adubar as hortas da quinta do conde

        e devolver o lixo reciclado em verduras aos alfacinhas

        agora mijamos directamente nas alfaces

        é mai rápido

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  22. 29 Dezembro, 2013 21:43

    Se querem lixo a sério e merda de cão por tudo o que é passeio, visitem amsterdam.
    Alguns holandeses caolhos dizem que são os turcos e marroquinos que cagam no chão.

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  23. von permalink
    30 Dezembro, 2013 09:20

    Ó Vitor, mantenha-se junto ao telefone, que o convite deve chegar ainda hoje.

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