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O mundo não está assim tão mal, e Portugal também não

3 Janeiro, 2014
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Houve um debate na blogosfera que não chegou às páginas dos jornais. Foi sobre as consequências sociais da austeridade, suscitado por um post de Pedro Magalhães. Parto desse tema para a minha crónica desta semana no Público: 

Em causa estiveram várias análises comparadas envolvendo seis países (Portugal, Espanha, Grécia, Irlanda, Itália e Chipre): a evolução do risco de pobreza e de exclusão social, a evolução do número de pessoas a viverem em condições de grave privação material e a evolução da desigualdade social. Todos os gráficos apontaram para uma mesma conclusão: enquanto na generalidade dos outros países todos os indicadores sociais se degradaram muito depressa e de forma muito acentuada, isso não estava a acontecer em Portugal pelo menos até 2012, o último ano com dados estatísticos publicados. Daí a perplexidade de Pedro Magalhães: “O que explica que Portugal tenha, pelo menos à luz destes indicadores, escapado ao mesmo grau de aumento da pobreza e da privação material que se verificou nos restantes países, ou que as consequências em termos de desigualdade de rendimentos tenham sido mais graves em Espanha, Grécia ou até Itália?” Será que “as nossas políticas de austeridade foram mais ‘targeted’ de forma não afectar tanto os segmentos mais desfavorecidos, em comparação com os outros países da ‘austeridade’?”

 

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52 comentários leave one →
  1. JgMenos permalink
    3 Janeiro, 2014 14:08

    É evidente que a classe ‘média’ é que está a pagar a crise, o que é bem natural uma vez que foi expandida à custa de políticas expansionistas e sustentadas em dívida, numa engenharia de sustentação da democracia.
    A direita e a dita social-democracia, em vez de combaterem os comunas com ideias, denunciando o seu construcionismo preverso, optaram por comprar votos a crédito com um imenso custo para as gerações fururas.
    Aceitaram a diabolização do regime anterior e deixaram-se arrastar para um discurso crípto-comuna que empesta toda a racionalidade até hoje!
    Basta rever o jornal das 9 da SIC de ontem.

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    • und permalink
      3 Janeiro, 2014 18:42

      É evidente que é a classe média que vive nas barracas desde 1971….

      O mundo não está assim tão mal, está um pouco achatado nos polos e barrigudo no equador e Portugal velho rectângulo irregular que se separou da América do Norte algures no tempo em que todos os políticos eram dinossáurios…. também não
      3 do mês do deus de duas caras Janus que abre todos os annus horribilis ou mais ó menos,
      2014 É UM BOM ANO
      por sputnik 1957
      Houve um debate na blogosfera que por acaso é plana ou sem formA definida mas parece um ecrã de computa computador computa….aparentemente o debate não chegou às páginas dos jornais.

      Foi de consumo rápido da dita b-log ó espera…e orçou sobre as consequências sociais da austeridade, suscitado por um poste de um b-louko qualquer.
      Sputnik nik nike Parte desse tema austeridade ou consequências ou sociais para a crónica ou se calhar aguda doença desta semana no Público que por acaso alguns dizem ser um jornal:

      mas como o debate não chegou às páginas dos jornais a crónica ou aguda deve ter sido suprimida
      por pelotão de fuzilamento norte-coreano

      A tal crónica de uma terra feliz e sem amos rezava assis ou assad:

      Em causa de quê?
      não se sabe, mas aparentemente estiveram várias análises comparadas ou se calhar comparativas, faz ligeiramente mais sentido ou mais nexus ou mesmo mais sexus neste triste trópico dum capricórnio qualquer…
      envolvendo seis países (Portugal, Espanha, Grécia, Irlanda, Itália e Chipre):
      Tudo países com dívidas internas e externas colossais
      Com empresas, famílias e bancos super-endividados e o estado também padecendo da mesma moléstia….
      aparentemente analisaram umas merdas quaisquer em que a concentração da riqueza e a fraca distribuição de um PIB per capita muito desigual mas muito uniforme em média mas não em moda jogava ao bilhar ou à sueca com a evolução do risco de pobreza e de exclusão social,
      já o fisco jogava ao euromilhões com a evolução do número de pessoas a viverem em condições de grave privação material e a evolução da desigualdade social…..que benzodeus está quase na mesma
      pois sempre fomos muito desiguaizinhos
      õu em simplex como diz Arnaut não é mação quem quer….
      ou em simplex como diz Soares devia ser julgado…devia quem? quem tem algo a dever obviamente

      Todos os gráficos apontaram para uma mesma conclusão, coisa miraculosa pois em geral os gráficos como o al khoran não apontam para lado nenhum, as pessoas é que acham que devem apontar os cornos para Meca e empinar o cu para os lados donde a Alemanha perdeu todas as guerras, mas adiante ou mas avante : enquanto na generalidade dos outros países todos os indicadores sociais se degradaram muito depressa e de forma muito acentuada, isso não estava a acontecer em Portugal pelo menos até 2012, o último ano com dados estatísticos publicados…..apesar de os caixotes de lixo estarem cheios de gente a morfar neles….

      Daí a perplexidade de Magalhães: “O Mundo afinal é plano, o que explica que Portugal jangada de pedra que se afunda no mar das dívidas e das dúvidas há séculos tenha miraculosamente , pelo menos à luz destes indicadores da Cova da Iria onde o Papa Francisco assegura ir em demanda do Santo Graal em 2017 , escapado ao mesmo grau de aumento da pobreza e da privação material que se verificou nos restantes países, ou que as consequências em termos de desigualdade de rendimentos tenham sido mais graves em Espanha, Grécia ou até Itália…onde as despesas do estado baixaram mais do que aumentaram os impostos…por milagre de outra deusa económica talvez Ceres talvez Deméter ou uma divindade celtibera ou celta qualquer pela graça de shamain….
      Será que “as nossas políticas de austeridade, também chamadas aumento brutal de impostos para alguns mas não para todas as fundações foram mais ‘targeted’ de forma não afectar tanto os segmentos mais desfavorecidos, em comparação com os outros países da ‘austeridade’?”
      Provavelmente não…
      Daí os segmentos mais desfavorecidos andarem de carroça ou à pata ou de bicicleta para maior glória do ciclismo nacional e comerem mais IVA do que pão e batatas e bolsarem mais desemprego que IRS….

      POIS o governo que nos chefia mas não comanda e manda ainda menos ainda não percebeu que tributar aleatoriamente não é austeridade

      daí que os vencedores do Euromilhões paguem 20% de imposto de selo ou parecê-lo…..

      e quem empresta 500 euros ao estado seja tributado em 28% à taxa liberatória que a banca internacional que compra as Lusobond’s não paga

      estamos a 4,??% a 5 anos? o Morgan Stanley espera nova emissão

      para lucrar 22% até 2019?

      o Banif que transferiu o risco para os clientes em obrigações de dívida soberana de alto risco sobe com dívidas de milhares de milhões e depósitos a desvanerem-se?

      o Imobiliário em Portugal dá para alojar 15 milhões mas mesmo assim cada vez temos menos a viverem nelas

      sim de facto portugal está óptimo e afasta-se da dívida americana uns centímetros todos os anos

      o mundo está como o futebol e tem dias bons e dias em que o árbitro roubou o jogo

      nos dias bons morrem uns 3000 em acidentes de trabalho

      e os restantes morrem de balas, estilhaços ou de outras causas naturais

      nos dias maus morre um seabra qualquer deixando o país mais pobre ….
      DUAS PORTUGUESAS MILAGROSAMENTE CHEGARAM A ESPANHA COM UMA PLANTAÇÃO DE COCA NA CABEÇA, DE FACTO EM TERMOS DE MILAGRES TUDO VAI BEM NO MUNDO E OBVIAMENTE ADMITO-O PORTUGAL ESTÁ NO TAL MUNDO A QUEM DEU OUTROS NOVOS…..SE OS TIVESSE AO MENOS VENDIDO

      ESTÁVAMOS FINOS

      é realidade virtual bom amo….

      saiba vossa excelência que aqui debaixo de vossos pés estamos quentinhos
      Posted by JgMenos Capacidade de análise…cu sputnik 1957

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      • Eleutério Viegas permalink
        3 Janeiro, 2014 22:41

        Obviamente, não li isto… Seca!!!!!

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      • 3 Janeiro, 2014 22:51

        Ai filha és molhadinha é?

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      • und permalink
        3 Janeiro, 2014 23:05

        obviamente, li isto…felizmente ainda consigo ler, seca são os pontos de exclamação…ex-clã mação?
        é uma obrigação ritual da loja de b-loukos que te aloja?

        obviamente também não leste o texto do sputnik1957

        é que é praticamente o mesmo

        logo deve ser seca mesmo….

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  2. PiErre permalink
    3 Janeiro, 2014 14:41

    Tout va très bien, Madame la Marquise. Oh,la la!

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  3. @!@ permalink
    3 Janeiro, 2014 14:45

    Francamente não consigo ler ou tirar qualquer ilação sobre o programa de ajustamento português por o periodo em análise apanhar muito pouco tempo do mesmo. O que os gráficos mostram relativamente a Portugal é o periodo de governação socrática.
    Tentar mostrar que o nosso programa é mais brando do que o dos outros acho que é um pouco prematuro. Estranho é nenhum dos gráficos expor o desemprego, que disparou, o que pode determinar uma ideia da qualidade do estudo.

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  4. PiErre permalink
    3 Janeiro, 2014 14:53

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  5. murphy permalink
    3 Janeiro, 2014 15:08

    Um dos mitos que se instalou na Comunicação social foi mais ou menos isto: “a austeridade transformou Portugal num “dos países mais desiguais do mundo”. Isto é falso!

    Aqui, podemos constatar que “antes da austeridade” – em 2008 -, Portugal já era o país mais desigual da União Europeia a 27!
    http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/09/austeridade-causa-ou-consequencia.html

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    • Trinta e três permalink
      3 Janeiro, 2014 15:14

      Isso é verdade. A austeridade apenas consolidou a posição.

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      • murphy permalink
        3 Janeiro, 2014 16:18

        Certo. Nem poderia ser de outra forma, i.e., um programa de resgate vir por cobro à pobreza!

        O “ponto”, é sermos constantemente bombardeados por uma narrativa mediática onde os assuntos são discutidos com os PRESSUPOSTOS errados: as “políticas de crescimento boazinhas” Vs “políticas maléficas de austeridade”.

        Para quando uma avaliação da seguinte questão: porque razão, as políticas socialistas “de crescimento” – que dominaram a governação do país quase ininterruptamente entre 1995 e 2011 -, não só colocaram Portugal no top dos países com maiores desigualdades entre ricos e pobres, mas também culminaram na 3ª bancarrota em pouco mais de 30 anos.
        Para iniciarmos uma saída sustentável da crise em que nos afundamos – isso, sim -, é que deveria ser discutido.
        http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/05/fc-porto-e-benfica-nas-ultimas-2.html

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    • francisco cruz permalink
      3 Janeiro, 2014 16:16

      Um dos mitos que se instalou… NÃO!| mas um dos mitos que se INSTALARAM, sim. Apre, que não aprendem nem o bê-á-bá!

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      • murphy permalink
        3 Janeiro, 2014 17:15

        🙂 rem razão! tem razão!

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  6. 3 Janeiro, 2014 15:25


    BIRÓDISKUITOCÁMESMA

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  7. Fincapé permalink
    3 Janeiro, 2014 15:26

    Eu já estava para aqui a inventar hipóteses (veja-se lá que até o famoso Joaquim que os liberais detestam me veio à memória!) quando me apercebi do comentário do JgMenos.
    Ele tem razão: temos de destruir a classe média para acabar com a desigualdade. A classe dele (que parece pouca) não sei qual é. Mas, seja qual, o importante é continuarmos o ataque aos privilegiados da classe média, de forma irrevogável.
    ———-
    Mas gostaria ainda de frisar algumas frases de José Manuel Fernandes, como “Em 2013 a riqueza média por habitante deste planeta atingiu o seu valor mais elevado de sempre, 12,7 mil dólares. Essa riqueza ficou menos mal repartida do que estava antes, pois o crescimento foi maior nos países mais pobres, o que lhes permitiu aproximarem-se dos países mais ricos.”
    Ora, o rendimento crescer nos países pobres não significa que os pobres desses países vivam melhor. Ou mesmo que vivam, as desigualdades internas poderão ser ainda maiores.
    É aqui que sugiro a JMF a leitura do livro “O Preço da Desigualdade”, de Stiglitz. Nem necessita de ler mais de 50 páginas para perceber que a média que refere é como a história da média de frangos comidos.
    Compreenderá também JMF, como pessoa inteligente que é, as razões que levam PPC a teimar na destruição da classe média, seja procurando aniquilar os trabalhadores do setor privado (com a tróica a fazer o jeito e alguns governantes a fazerem de conta que se opõem), seja liquidando FP e reformados.
    E é este primarismo copista daquilo que há de pior que custa um pedacinho a engolir. 😉

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    • 4 Janeiro, 2014 02:32

      E o Fincapé,como pessoa inteligente que considero que seja,compreenderá que as alternativas que existrem,ora são impossíveis de aplicar(contexto europeu em que Portugal estrá inserido,e contra o qual nada podemos fazer, a realidade é dura mas esta),ora passam pela saída do euro,que é um caminho que transformaria a atual politica económica uma coisinha leve.
      Por isso é que a esquerda portuguesa está com dificuldades nas sondagens

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  8. André permalink
    3 Janeiro, 2014 16:05

    «Será que “as nossas políticas de austeridade foram mais ‘targeted’ de forma não afectar tanto os segmentos mais desfavorecidos, em comparação com os outros países da ‘austeridade’?”» Provavelmente, para mim o problema é que o alvo da austeridade foi a classe média, tendo o governo sido relativamente esquecido em relação às grandes fortunas nacionais. Já sei que vou ser atacado pelo coro do costume a dizer que os ricos já pagam demasiados impostos, mas tendo em conta que pessoas como Américo Amorim e Soares dos Santos continuam a aumentar as suas fortunas a um ritmo bastante elevado e que o mercado de luxo no nosso país não pára de crescer (não deve ser só baseado nos angolanos e nessas duas personagens), não compreendo de que forma os impostos estão demasiado elevados para a classe alta e como é que com a existência de mais impostos iria impedir que eles fizessem novos investimentos, tendo em conta que o capital acumulado continua a aumentar.
    Parece-me que se conseguiu deixar uma parte da classe baixa menos mal do que geralmente se deixa (o que não implica que os níveis de vida não tenham piorado), mas isso não implica que a austeridade tenha sido direcionada corretamente, principalmente quando o desenvolvimento económico dum país terciarizado, com grande parte dos postos de trabalho alicerçados na prestação de serviços, se baseia na classe média que este governo está a destruir através de medidas que sistematicamente têm apenas visado essa classe.
    Para além da privatização de empresas (em que bastantes davam lucro ao Estado e outras são essenciais, segundo os cânones da ciência política, a um Estado independente), acho que foi principalmente na direção da austeridade que este governo falhou.

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  9. Juromenha permalink
    3 Janeiro, 2014 17:07

    Resumindo : opiniâo pública versus opinião publicada…

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  10. RCAS permalink
    3 Janeiro, 2014 17:08

    Meu caro murphy, você consegue ser pior que o Passos Pá!…

    PASSOS! ” El Brilhante”!!!

    2010 – Em 2010, na oposição, Passos “chora baba e ranho” devido à crise, lá em casa só haverá presente para “a mais nova”. Tadinha!

    O IVA aumenta um ponto percentual nos três escalões, e o IRS sobe para todos com um novo escalão de 45% acima dos 150 mil euros, o ano fecha com desemprego de 10,8%, dívida pública de 92,4%, e PIB a crescer 1,9%.

    2011- Mensagem natalícia é já de PM. Cortou meio subsídio a toda a gente e anuncia que em 2012 funcionários públicos e pensionistas ficarão sem os dois (Natal e férias).

    Ano fecha com défice de 4,2% (abaixo do previsto), dívida pública 107,2%, desemprego 12,7%. PIB contrai 1,6!

    Tadinha da “mais nova”, que não tem culpa do pai que tem!

    2012 O ano do anúncio do aumento da TSU para trabalhadores! “Enorme aumento de impostos” para 2013, desemprego alcança 15,7%!

    Tanto sacrifício e o ano a fecha com défice subir aos 6,4%, muito acima do acordado, dívida pública atingir 124,1% e PIB contrair 3,2%.

    Tadinha, não há bifes para a “mais nova”!

    2013, Eis Passos cheio de Viagra: “Começámos a” vergar” a dívida externa e pública!
    Prevê-se 17,4% de desemprego!
    Dívida vai a 127,8%, PIB contrai 1,5% e défice deverá ficar em 5,9%, 1,4 pontos acima do acordado em 2012.

    Depois dois anos 18000 milhões de euros de AUSTERIDADE, 9000milhões de retração do PIB, o que é que os neoliberais dizem?
    ” NO PASSA NADA”

    -e o Murphy? nega a “sua própria” lei … “Qualquer coisa que possa correr mal, então vai correr mal”.

    Foi na verdade o que se passou!

    Neste Natal…tadinha da “mais nova”… nem sequer uma teve direito a uma arvorezinha de Natal!…

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    • Alexandre Carvalho da Silveira permalink
      3 Janeiro, 2014 17:14

      Hoje deves estar farto de chorar, nif, nif:

      http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=96022

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      • RCAS permalink
        3 Janeiro, 2014 19:49

        Se não sabes eu explico-te, porque é que tu e a tua direita fica azeda e odeia tanto o Sócratico.
        Experimenta introduzir um cavalo num curral cheio de burros assim como tu e vais ver que todos o mordem e escoiçam.
        A inveja e a frustração de saber que nunca chegarão a cavalos provoca ódios e raivas.
        Enquanto uns ficam frustrados e raivosos, há outros que ainda dizem que aquele burro é esquisito, pois nem percebem que se trata não de um burro, mas dum cavalo!…

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      • Alexandre Carvalho da Silveira permalink
        4 Janeiro, 2014 00:04

        Rcas, o teu querido nem burro chega a ser; é apenas um pobre jerico que usa albardas de 10 mil euros, apenas apreciado por outros jericos como ele, como é o teu caso.

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    • Alexandre Carvalho da Silveira permalink
      3 Janeiro, 2014 18:53

      Já gastei uma caixa de klinexes com o desgosto, snif, snif:

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      • RCAS permalink
        3 Janeiro, 2014 20:16

        Agora junta todos os simpatizantes e militantes BEs, PCPs, PPDs, PPs, e os cinzentos dos Tozés, e faz contas, se é que as sabes fazer…
        Para além disso Pató são poucos mas BONS!…

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  11. Alexandre Carvalho da Silveira permalink
    3 Janeiro, 2014 17:10

    AS familias portuguesas devem cerca de 165 mil milhões de euros; o estado deve um pouco mais de 200 mil milhões. Parece-me evidente que tanto as familias como o estado tinham e têm de continuar a fazer uma cura de emagrecimento.
    Quem são as familias mais endividadas? as da classe média, é claro, porque as familias ricas não precisam de se endividar, e a grande maioria das familias pobres não tinha nem tem acesso ao crédito. Portanto qual é a dúvida de que o esforço do ajustamento está a atingir a classe média?
    Anda muita gente preocupada com as grandes fortunas; a mim preocupam-me muito mais os que têm muito pouco.
    Austeridade é sinónimo de rigor; se calhar é por isso que os portugueses em geral abominam tanto a palavra.

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    • André permalink
      3 Janeiro, 2014 17:32

      “Quem são as familias mais endividadas? as da classe média, é claro, porque as familias ricas não precisam de se endividar, e a grande maioria das familias pobres não tinha nem tem acesso ao crédito. Portanto qual é a dúvida de que o esforço do ajustamento está a atingir a classe média?”
      Então qual a melhor forma de evitar que as pessoas não consigam pagar as dívidas? Segundo o Alexandre da Silveira a melhor forma será tirar-lhes grande parte do dinheiro que possuem. É simplesmente um contra-senso. Para se evitar o crédito mal parado e a falência dos bancos e das famílias (algo que está a acontecer, não fosse o Estado emprestar dinheiro aos bancos para eles terem financiamento), seria mais prático que as famílias tivessem dinheiro para pagar as dívidas (fosse através da redução da carga fiscal na classe média, do aumento dos salários ou da diminuição do desemprego e consequente aumento do rendimento das famílias), ao mesmo tempo que se obrigasse os bancos a ter condições bastante mais duras no acesso ao crédito (o tal rigor de que fala) e eliminando aquelas empresas de concessão de crédito rápido que apenas acabam por criar ativos tóxicos (que depois se vedem nos mercados e causaram uma bolha em 2008).
      É claro que vigiar as condições de acesso ao crédito implicaria que o Estado interviesse diretamente na economia, coisa que os nossos augures da libertinagem económica não apreciam (já intervir de modo a reduzir o rendimento da população em geral, sem incomodar as grandes empresas, isso é perfeitamente aceitável).
      Já agora, como membro de uma família da classe média, não me revejo nada nesse panorama de famílias que estão demasiado endividadas, o único empréstimo que tínhamos foi para as obras da casa e foi pago há pouco tempo (o ano passado, se não me engano). Claro que se os membros do agregado familiar deixassem de ter rendimentos passaríamos a não ter condições para pagar o empréstimo, ou seja, se tivéssemos sido afetados pelas políticas governamentais (como foram muitas famílias) não teríamos conseguido pagar. E parece ser isso que o Alexandre propõe, que o Estado retire cada vez mais às famílias a sua possibilidade de pagar os empréstimos contraídos, em nome de um falso rigor (imaginado nas cabecinhas lunáticas dos nossos ministros), enquanto se deixa de parte a acumulação de capital (num país que tem cada vez mais dificuldades em pagar as contas). Faz sentido!

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      • Alexandre Carvalho da Silveira permalink
        3 Janeiro, 2014 18:10

        O mais facil de tudo seria endividarmos cada vez mais o estado, para manter niveis de vida que as pessoas só conseguem ter se o estado contribuir para lhes pagar as dividas. Ou então a outra milagrosa solução que o Tozé defendia antes das eleições na Alemanha, que consiste em os contribuintes dos outros paises pagarem as dividas do nosso estado acima dos 60% do PIB, para que este possa continuar a ajudar a classe média a pagar as suas dividas. Tudo milagres. Porque é que não assentam os pézinhos no chão e fazem como o Mário Soares dizia, quando o que ele dizia fazia sentido, e vivem com aquilo que têm.

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      • André permalink
        3 Janeiro, 2014 19:34

        E em que é que isso contraria a tese de que o Estado não deve sufocar a classe média (o motor de qualquer economia ocidental) e deve aumentar a carga fiscal a quem tem manifestamente capacidade para a suportar, a classe alta? Ainda não percebi e o Alexandre não me está a conseguir/querer explicar, está apenas a dizer que só se deve ter rigor com uns, enquanto que com outros, à revelia de um país que não tem uma economia sustentável, continuam a conseguir acumular capital, deve-se continuar a fazer vista grossa. É um Estado com dois pesos e duas medidas para continuar a proteger os interesses daqueles que financiam o partido. A corrupção no seu esplendor e também a causa dos problemas estruturais e falta de capacidade de resposta do Estado Português às necessidades de tomar medidas para aumentar a receita sem destruir a economia.

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    • RCAS permalink
      3 Janeiro, 2014 20:43

      Ó Silveira
      Tirando o bla bla bla pardais ao ninho, acabe-se com os malandros da classe média, bla bla bla, cambada de sacanas a “viver acima das suas possibilidades” bla bla bla à que sacar nestes gajos bla bla bla , o que é que mais sabes argumentar? NADA!

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      • Alexandre Carvalho da Silveira permalink
        4 Janeiro, 2014 00:05

        Snif, snif, faz o jerico…

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  12. licas permalink
    3 Janeiro, 2014 17:19

    André HIPERLIGAÇÃO PERMANENTE
    3 Janeiro, 2014 16:05

    . . . que este governo está a destruir através de medidas que sistematicamente têm apenas visado essa classe. . . .
    _____________________

    Veja como ele, o PPC, é diabólico, como se decidiu a eliminar a Classe Média:
    nem os Imperadores Romanos mais criminosos ousaram tal execrável objectivo.
    E depois, escarnece nos Portugueses, afirmando: que se LIXEM AS ELEIÇÕES . . .
    (ainda bem que há Andrés para *toparem* os golpes . . .)

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    • André permalink
      3 Janeiro, 2014 17:40

      Como eu digo, cada vez mais se estão a eliminar os pilares da democracia em nome de uma ditadura dos mercados. No século XX (e até agora) a liberdade baseou-se na capacidade financeira das pessoas, que não era assegurada na classe baixa, mas sim na classe média. Ao eliminar-se a classe média grande parte do caminho para o fim da democracia está dado.
      Se Passos Coelho é diabólico ou não, é algo que não me interessa (pessoalmente considero-o utópico e ligeiramente burro), o que me interessa é que em nome de uma ideologia neoliberal (que supostamente um social-democrata não deveria defender) está a destruir a capacidade das pessoas de terem uma vida digna e, como tal, de terem liberdade.

      PS: Os imperadores romanos não tinham de se preocupar com classe média, ela não existia, tinham a nobilitas e a plebe urbana (pobre). Se é assim tão pouco informado que não sabe História, não admira por que motivo ainda defende este governo.
      PPS: Apesar de não terem classe média, os romanos tiveram, no tempo da república, graves conflitos devido à distribição do ager publicus, arrebanhado pela classe alta devido à fraqueza do Estado.

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  13. gastão permalink
    3 Janeiro, 2014 17:31

    O capanga-mor que nunca se cansou de exigir “sangue,suor e lágrimas” nos editoriais de um jornal que nunca deu lucro, que acha que o discurso de empobrecimento do seu querido líder é uma “lufada de ar fresco”, que depois encontrou conforto no regaço de outro merceeiro e que com os seus artigos semanais de propaganda consegue arrecadar mais dinheiro do que um pai de família que trabalha de sol a sol um mês inteiro, nunca terá um pingo de vergonha na cara.
    E já agora não quer comentar essa notícia “tout va très bien no Iraque”?
    http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,ala-da-al-qaeda-ativa-na-guerra-siria-controla-parte-de-2-cidades-no-iraque,1114446,0.htm

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    • und permalink
      3 Janeiro, 2014 17:41

      não filha isso são peanuts

      300 pessoas controlam uma riqueza equivalente a 2% do PIB mundial

      300 pessoas têm riqueza acumulada de mais de 2 milhões de milhões de euros

      mais do que 10 dívidas impagáveis portuguesas

      além disso todos os dias nascem 300 mil pobres de pedir mesmo…..muito miseráveis

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  14. licas permalink
    3 Janeiro, 2014 21:34

    História . . .
    Pois havia classe média, até de ex-escravos forros.
    VÁ ESTUDAR HISTÓRIA e deixe-se de dividir a
    Humanidade de ante-Marx, e pós-Marx . . .

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  15. licas permalink
    3 Janeiro, 2014 22:00

    Origens[editar | editar código-fonte]
    A plebe, cuja origem é muito obscura, possivelmente se constituía dos vencidos que ficavam sobre a proteção do Estado, dos clientes que se extinguiram, e dos estrangeiros (Peregrinus) aos quais o Estado protegia.
    ________________________________________________
    Os plebeus eram homens e mulheres livres que praticavam o comércio, faziam artesanato e trabalhos agrícolas. Compunham a maioria da população, mas, durante a Monarquia, não eram considerados cidadãos.
    ________________________________________________________________

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    • 3 Janeiro, 2014 22:50

      DURANTE QUAL MONARQUIA Ó LICK AS…

      UM BLOGUE PARA PEREGRINOS COM DÉFICES EM CABEDAIS E COM OS CABEDAIS CARECAS
      2014 m. sausis 3 d., penktadienis
      APARENTEMENTE O ANO TEM CURVAS LOGO OS ANOS CURVAM-SE SOBRE SI PRÓPRIOS E NUM NOVELO DE SÉCULOS TUDO SE EXPLICA E SIMPLIFICA
      BOM SE O ANO TEM CURVAS ISSO EXPLICA TUDO

      QUE A GREVE COLHEU A EMPRESA DE IMPROVISO?

      POIS A EMPRESA SABIA LÁ QUE ELES SOUBESSEM PEDIR

      QUE ÊLES SOUBESSEM FALAR

      QUE ÊLES TINHAM DIREITOS

      A EMPRÊSA EXPLORA-OS ?

      OS CAPATAZES ESBOFETEIAM?

      OH FILANTRÓPICA EMPRÊSA

      POIS ÊLES SÓ ESBOFETEIAM?

      PODIAM MUITO BEM CRUCIFICÁ-LOS AÇOITÁ-LOS

      E ESFOLÁ-LOS

      QUE ÊLES TINHAM ESTÔMAGO?

      QUE SE IMPORTA A EMPRESA COM ISSO

      SÃO DOMINGOS É UMA FEITORIA INGLESA

      TEM POLÍCIA PRÓPRIA

      ARMADA DE BELAS CARABINAS

      PARA QUANDO OS MINEIROS SE ESTORCEM DE FOME

      ELA PATRULHAR NA SOTURNIDADE DAS NOITES

      DE DEDO NO GATILHO, O SONO DOS SENHORES…

      O MINEIRO NÃO TEM DESEJOS, NÃO TEM AMBIÇÕES

      É UM ANIMAL DE CARGA, POBRE BÊSTA

      SUADA E INDEFESA

      A CANALHA REVOLTA-SE?

      MUITO BEM.ESPINGARDEIA-SE.

      ACUTILA-SE

      A CANALHA NÃO TEM NOME, NÃO TEM VOZ

      GIOLLITTI INSPIRA UM VERO TERROR

      O SEU COLEGA O MINISTRO MAJORAMA SUICIDOU-SE

      REUMATISMO…

      O SEU OLHAR FANTÁSMICO E FIXATIVO É UMA CORNUCÓPIA DE DESGRAÇAS

      FAZEM GREVE?

      MAS A GREVE TERMINA ONDE A FOME PRINCIPIA..

      QUEM FICARÁ POR BAIXO?

      O MAIS FRACO

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    • André permalink
      4 Janeiro, 2014 14:40

      Sim, vá estudar História.
      Primeiro, a plebe da monarquia e a plebe urbana da república e do império são duas coisas bastante distintas.
      A plebe dos tempos da monarquia era constituída por famílias etruscas (apesar de continuar a manter as classes baixas), famílias etruscas essas que tinham bastante poder durante os três reis da monarquia etrusca e mantiveram as suas fortunas após a queda da monarquia etrusca e consequente entrada em vigência da república (controlado pelo patriciado, as famílias de origem romana). Após a primeira e a segunda secessões da plebe os plebeus (que nesta fase, aqueles a quem interessava a participação na política romana, eram ricos) conquistaram o acesso às magistraturas. Mais tarde, com o desenvolvimento da república formou-se uma nova classe, a nobilitas, que incluía patrícios e plebeus ricos.
      Com o desenvolvimento de Roma, começou-se a formar a plebe urbana, pobre, cujas condições de vida acabaram por causar bastantes conflitos entre optimates (apoiantes da nobilitas) e populares (apoiantes dos plebeus). Esta plebe urbana era pobre e, sendo romanos, eram considerados cidadãos, mas com o direito de voto muito limitado, sendo que os votos de toda a plebe junta (apesar de ser muito mais numerosa que a nobilitas) não conseguia vencer os votos da nobilitas. A organização das centúrias (uma vez que o voto era feito nos comícios centúrios, a assembleia do povo romano em armas) estava a cargo do censor, cujas funções incluíam certificar-se que o peso dos votos da plebe não podia passar o peso dos votos da nobilitas. Ainda assim, a determinada altura os tribunos da plebe têm direito de veto, mas a política romana era tão instável que apesar das oscilações no poder entre optimates e populares, o poder está sempre concentrado nas mais importantes famílias patrícias (a partir de certa altura misturadas com aquela plebe rica de que falei primeiro).

      Fonte: BORDET, Marcel, Síntese de História Romana, Edições ASA.

      Espero que o esclarecimento tenha sido útil.

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      • licas permalink
        4 Janeiro, 2014 19:41

        O que não impede haja um *comuna* que escreva História, para
        gáudio do *proletariado*.
        O que afirmei é que houve um início de classe média (alguns ex-escravos)
        e que como marchantes, importadores (ainda estava para aparecer a
        apropriação pelo Estado do que é do particular: Nacionalizações de seu
        nome), mesmo artífices vários, construtores civis, não eram nem escravos, nem a plebe miserável de que gosta tanto de invocar, por vezes até tendo amealhado colossais fortunas em terras e em numerário.
        E ESTA *PLEBE* era tão forte (e necessária à RES PUBLICA) que conquistaram lugares de relevo na Governação, Senado, tendo finalmente
        (durou séculos) obtido o pleno direito Cidadania.
        É claro que os Andrés deste mundo preferem ver as sociedades pré-Marx
        dividida entre oprimidos e opressores: dá-lhes cá uma certeza de que são
        cultos, esclarecidos, e que o resto do maralhal é burro, obstinado, fadista,
        futebol e fátima, fascista até . . .

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      • André permalink
        5 Janeiro, 2014 15:41

        Pelo contrário, sou daqueles que acha que Marx aplica-se à sua época (pós-revolução industrial) e que extrapolações da luta de classes para épocas anteriores são impossíveis (e olhe que já li algumas coisas bastante interessantes sobre isso, como a análise de Álvaro Cunhal à crise de 1383-85). Quanto a oprimidos e opressores, já Adam Smith (duvido que este seja um autor marxista, mas adiante) assegurava que numa sociedade capitalista (e o capitalismo mercantilista era capitalismo, tal como era a economia de iniciativa quase inteiramente privada na Roma Antiga, que durante a república teve quase sempre um estado fraco) tinha de haver desigualdades e mais, tinha de haver aqueles que viviam através da sua força (a única mercadoria que tinham para vender) e os que tinham arriscado partes substanciais do seu capital e que mereciam beneficiar do trabalho dos outros. Espero que ter usado um autor anterior ao marxismo não tenha sido mau…

        Quanto a esses de que fala, o tal “início de classe média”, eram de facto, da plebe urbana. Não da largamente maioritária plebe urbana pobre, mas pertencente aos publicani (que em muitos casos, viviam à custa de negócios com o próprio Estado Romano, sendo considerados os mais corruptos durante a república) e os negotiatores (uma espécie de gestores de finanças privadas, aquilo a que hoje chamamos de homens de negócios, e que podiam ter um poder económico em maior ou menor grau). Eles acabaram, a certa altura, por formar uma nova ordem, os equite (cavaleiros), mas sempre associados à plebe e aos populares, assenhoriando-se até dos cargos reservados à plebe e da força política dos populares, o que dava aos publicani, a determinado ponto, um grande controlo sobre a república e principalmente, sobre as instituições que concessionavam a cobrança da dízima da Ásia (um dos impostos que eram cobrados e, como a cobrança de impostos era realizada pelos privados, uma das maiores fontes de lucro dos publicani) e que concessionavam o abastecimento aos exércitos.
        Quanto a pertencerem à plebe, obviamente que sim, a nobilitas não se associava aos negócios, eram latifundiários, já os negotiatores e os publicani eram pertencentes às estruturas urbanas, estando sempre associados aos negócios da urbe, como o comércio e as atividades dependentes do Estado.
        Apesar de isto existir (no feudalismo também havia burgueses, mas todos sabemos que a generalidade do terceiro estado vivia mal e porcamente), não significa que houvesse um início de classe média, está a cometer um erro gravíssimo que é o estabelecimento de paralelos com a atualidade (com um bocado de sorte, ainda o vejo a dizer, como o Noah Kramer, que a Suméria tinha um estado de matriz social-democrata), em vez de tentar perceber as coisas como elas funcionavam e eram vistas no seu tempo.

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  16. Eleutério Viegas permalink
    3 Janeiro, 2014 22:46

    É por estas (e por outras) que a Nela, o Bagão e aquela setora de Coimbra (que se reformou aos 59 anos com o último “vencimento” por inteiro) andam muito revoltados… Só pensam nos pobrezinhos das pensões mínimas e nos tipos que ganham o ordenado mínimo, que não foram minimamente beliscados com taxas ou impostos. A alguns destes bateu à porta o desemprego, mas isso é outra conversa de que estes “velhotes” não falam. A eles só interessa as pensões que levaram com a CES e mais impostos em cima, nomeadamente as deles…

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    • 3 Janeiro, 2014 22:55

      mas ó cabrão eu por acaso escrevi que tens um raciocínio de merda

      ainda mais simplex que as narrativas do socras?

      nã escrevi né

      a economia depende dos salários da classe média ó filha

      não são os salários mínimos que pagam impostos…além do IVA

      logo sede menos simplexe

      a tua opinião interessa-me poucochinho

      mas é a opinião de um eleitorado de fanáticos logo há que tomar os malucos em conta

      Eleutério Viegas leva no Viegas HIPERLIGAÇÃO PERMANENTE
      3 Janeiro, 2014 22:41
      Obviamente, não li isto… Seca!!!!!

      Maria cachucha HIPERLIGAÇÃO PERMANENTE
      3 Janeiro, 2014 22:51
      Ai filha és molhadinha é?

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      • und permalink
        3 Janeiro, 2014 23:11

        é egomaníaco pra egomaníaco e meio né…

        o gajo nem leu o texto do sputnik…

        era uma seca segundo ele….

        ou terceiro ele…

        estes viegas…são uns asshole’s né

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    • Fincapé permalink
      4 Janeiro, 2014 01:17

      Cheira-me a um grande boato, Eleutério. 😉

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      • ora permalink
        4 Janeiro, 2014 21:02

        o boato é a arma da reação seu skin….

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  17. licas permalink
    5 Janeiro, 2014 16:14

    André
    Pois era, uma merda de organização social a de Roma Clássica.
    O que me parece óbvio é que a classe média não nasceu espontâneamente
    como querem alguns Marxistas, da Revolução Francesa, nem mesmo o que
    se designou posteriormente de Estado Social: lembre-se das Mesericórdias . . .
    Ah, já me esquecia, sob a designação de latifundiários está o André a pô-los
    na categoria de assassinos. No entanto . . . eram produtores eficientes de
    bens de consumo (comestíveis).
    Da minha experiência em aturar Marxistas (desde a Escola) retirei de que
    cegos pela Ideologia, não têm o sentido da *intensidade* dos fenómenos
    sociais: por exemplo comparam como iguais, mesmo a desfavor do capitalismo,
    o sistema prisional dos USA com o da ex-URSS, por exemplo.
    E ASSIM POR DIANTE . . .

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    • André permalink
      5 Janeiro, 2014 18:41

      Não, sob a designação de latifundiários estou a colocá-los no sentido mais literal e imparcial possível: senhor de grande propriedade rural (retirado ipsis verbis do priberam). Se eram produtores eficientes? Para os padrões da época, grande parte deles eram, sendo que uma classe que dependia do aproveitamento das terras não as ia deixar incultas.
      Quanto à classe média não ter nascido espontaneamente, obviamente que não. No século XIX já se fala da existência de classes médias, sendo principalmente os trabalhadores liberais, nos séculos XVII e XVIII começava a haver alguma coisa, mas a classe média é uma criação da modernidade (entenda-se a periodização histórica clássica) e tentar aplicar o conceito de classe (sim, o próprio conceito de classe é marxista e refere-se a sociedades capitalistas modernas e contemporâneas) a uma época histórica como a Roma Antiga é certamente um erro que ninguém comete na historiografia contemporânea, Curiosamente, os historiadores da ex-URSS e algumas correntes muito marxistas da historiografia europeia tentaram aplicar os conceitos de “classe” e “guerra de classes” a épocas históricas anteriores à modernidade, mas isso chama-se historiografia marxista e sinceramente, apesar de ter algumas coisas interessantes, não me parece uma grande opção.

      O Licas não me diga que está a confundir conceitos e a utilizar a historiografia marxista, a tentar dizer a quem com ela não concorda que essa corrente historiográfica está errada? Não me diga que está a fazer isso!? Sinceramente, não me parece que o Licas saiba o que quer que seja de História, para além de uns poucos factos que possa ler na wikipedia.
      Deixo-lhe alguns excertos do que escreveu para não pensar que estou a gozar consigo:
      “O que não impede haja um *comuna* que escreva História” – Os historiadores marxistas frequentemente acusam a “historiografia burguesa de reescrever a História, Álvaro Cnhal acusa repetidamente os “historiadores burgueses” de o fazerem quando escreve sobre “as lutas de classes na crise de 1383-85”.
      “E ESTA *PLEBE* era tão forte (e necessária à RES PUBLICA) que conquistaram lugares de relevo na Governação, Senado, tendo finalmente (durou séculos) obtido o pleno direito Cidadania.” Uma luta prolongada (dura séculos) para que uma classe importante (” ESTA *PLEBE* era tão forte (e necessária à RES PUBLICA)”) conquistasse o seu lugar no poder (“tendo finalmente (durou séculos) obtido o pleno direito Cidadania.”). É impressão minha ou o Licas está a colocar o conceito de luta de classes (apenas aplicável às sociedades capitalistas do pós-revolução francesa porque só aí passam a existir classes, uma vez que a sociedade do Antigo Regime era estratificada por ordens, clero, nobreza e terceiro estado, não tendo qualquer importância o rendimento) na Roma Antiga!? Vá-se tratar…

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  18. licas permalink
    5 Janeiro, 2014 20:11

    Quem considera o nascimento de classes só a partir do sec. XIX,
    nem tratamento para a paranóia se consegue encontrar.
    O *inventor * dessa coisa* foi Karl Marx? Internem no manicómio o gajo!

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    • André permalink
      6 Janeiro, 2014 07:48

      Não, o inventor das classes foi Karl Marx. Não me diga que não sabia!? Antes da Revolução Francesa havia uma estratificação por ordens (uma vez que não dependia do poder económico, na mesma ordem estavam os grandes burgueses e os pobres trabalhadores numa situação de quase escravatura). Parece-me que o Licas tem graves problemas em reconhecer que aquele que acusa todos os outros de serem sanguinários marxistas, não sabe sequer analisar a História sem usar conceitos marxistas, totalmente inadequados a certas épocas históricas (tudo antes da Modernidade).
      O Licas em História consegue ser mais comuna que os próprios comunistas, pode ser que depois de se ter apercebido disso comece a pensar duas vezes antes de dizer aos outros que não percebem nada de História e que ele é que sabe, e que eles são uns extremistas de esquerda, etc.

      PS: O seu desespero a nível de capacidade de argumentação nota-se quando no fim, sem nada para dizer, utiliza uma falácia de ataque pessoal ou mesmo durante a discussão em que tenta dizer (quando se fala de Roma) que os comunistas comparam os sistemas prisionais americanos e soviéticos (desculpe, mas é verdade).

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      • 6 Janeiro, 2014 19:27

        ó filha e o que é a história senão interpretações pessoais

        já suetónio andava com 12 césares loucos antes de estrabão ficar mesmo bão….sabia mesmo a sabão

        classes castas fratrias clubes lojas….são simples estratificações do poder económico e social

        a humanidade não se estratifica em níveis

        isola-se em bolsas….de Mariano Feio……o autor das castas em goa….

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      • und permalink
        6 Janeiro, 2014 19:56

        ou dito de outra forma:

        Noli Me Tángere (Touch me Not / Don’t touch me) is a novel written by José Rizal, the national hero of the Philippines, during the colonization of the country by Spain to expose the inequities of the Spanish Catholic priests and the ruling government. The title, in Latin meaning Touch me not, refers to John 20:17 in the Bible (King James Version) as Mary Magdalene tried to touch the newly risen Jesus, He said “Touch me not; for I am not yet ascended to my Father.” Early English translations of the novel used titles like An Eagle Flight (1900) and The Social Cancer (1912), disregarding the symbolism of the title, but the more recent translations were published using the original Latin title. It has also been noted by French writer D. Blumentritt that “Noli me tangere” was a name used by ophthalmologists for cancer of the eyelids. That as an ophthalmologist himself Rizal was influenced by this fact is suggested in his dedication, “To My Country”.

        Originally written in Spanish, the book is more commonly published and read in the Philippines in either Filipino or English. Together with its sequel, El Filibusterismo, the reading of Noli is obligatory for high school students throughout the archipelago.

        References for the novel[edit]

        José Rizal, a Filipino nationalist and medical doctor, conceived the idea of writing a novel that would expose the ills of Philippine society after reading Harriet Beecher Stowe’s Uncle Tom’s Cabin. He preferred that the prospective novel express the way Filipino culture was backward, anti-progress, anti-intellectual, and not conducive to the ideals of the Age of Enlightenment. He was then a student of medicine in the Universidad Central de Madrid.

        In a reunion of Filipinos at the house of his friend Pedro A. Paterno in Madrid on 2 January 1884, Rizal proposed the writing of a novel about the Philippines written by a group of Filipinos. His proposal was unanimously approved by the Filipinos present at the party, among whom were Pedro, Maximino and Antonio Paterno, Graciano López Jaena, Evaristo Aguirre, Eduardo de Lete, Julio Llorente and Valentin Ventura. However, this project did not materialize. The people who agreed to help Rizal with the novel did not write anything. Initially, the novel was planned to cover and describe all phases of Filipino life, but almost everybody wanted to write about women. Rizal even saw his companions spend more time gambling and flirting with Spanish women. Because of this, he pulled out of the plan of co-writing with others and decided to draft the novel alone.

        Plot[edit]

        Having completed his studies in Europe, young Juan Crisóstomo Ibarra y Magsalin came back to the Philippines after a 7-year absence. In his honor, Don Santiago de los Santos “Captain Tiago” a family friend, threw a welcome home party, attended by friars and other prominent figures. One of the guests, former San Diego curate Fray Dámaso Vardolagas, belittled and slandered Ibarra.

        The next day, Ibarra visits María Clara, his betrothed, the beautiful daughter of Captain Tiago and affluent resident of Binondo. Their long-standing love was clearly manifested in this meeting, and María Clara cannot help but reread the letters her sweetheart had written her before he went to Europe. Before Ibarra left for San Diego, Lieutenant Guevara, a Civil Guard, reveals to him the incidents preceding the death of his father, Don Rafael Ibarra, a rich hacendero of the town.

        According to Guevara, Don Rafael was unjustly accused of being a heretic, in addition to being a subversive — an allegation brought forth by Dámaso because of Don Rafael’s non-participation in the Sacraments, such as Confession and Mass. Fr. Dámaso’s animosity towards Ibarra’s father is aggravated by another incident when Don Rafael helped out in a fight between a tax collector and a child, with the former’s death being blamed on him, although it was not deliberate. Suddenly, all those who thought ill of him surfaced with additional complaints. He was imprisoned, and just when the matter was almost settled, he died of sickness in jail.

        Revenge was not in Ibarra’s plans, instead he carried through his father’s plan of putting up a school, since he believed education would pave the way to his country’s progress (all throughout the novel, the author refers to both Spain and the Philippines as two different countries but part of the same nation or family, with Spain seen as the mother and the Philippines as the daughter). During the inauguration of the school, Ibarra would have been killed in a sabotage had Elías — a mysterious man who had warned Ibarra earlier of a plot to assassinate him — not saved him. Instead the hired killer met an unfortunate incident and died.

        After the inauguration, Ibarra hosted a luncheon during which Fr. Dámaso, gate-crashing the luncheon, again insulted him. Ibarra ignored the priest’s insolence, but when the latter slandered the memory of his dead father, he was no longer able to restrain himself and he lunged at Dámaso, prepared to stab him for his impudence. Consequently, Dámaso excommunicated Ibarra, taking this opportunity to persuade the already-hesitant Tiago to forbid his daughter from marrying Ibarra. The friar wanted María Clara to marry Linares, a Peninsular who just arrived from Spain.

        With the help of the Governor-General, Ibarra’s excommunication was nullified and the Archbishop decided to accept him as a member of the Church once again.

        Soon, a revolt happened and the Spanish officials and friars implicated Ibarra as its mastermind. Thus, he was arrested and detained. As a result, he was disdained by those who became his friends.

        Meanwhile, in Capitán Tiago’s residence, a party was being held to announce the upcoming wedding of María Clara and Linares. Ibarra, with the help of Elías, took this opportunity to escape from prison. Before leaving, Ibarra spoke to María Clara and accused her of betraying him, thinking she gave the letter he wrote her to the jury. María Clara explained that she would never conspire against him, but that she was forced to surrender Ibarra’s letter to Father Salvi, in exchange for the letters written by her mother even before she, María Clara, was born.

        María Clara, thinking Ibarra had been killed in the shooting incident, was greatly overcome with grief. Robbed of hope and severely disillusioned, she asked Dámaso to confine her to a nunnery. Dámaso reluctantly agreed when she threatened to take her own life, demanding, “the nunnery or death!” Unbeknownst to her, Ibarra was still alive and able to escape. It was Elías who had taken the shots.

        It was Christmas Eve when Elías woke up in the forest fatally wounded. It is here where he instructed Ibarra to meet him. Instead, Elías found the altar boy Basilio cradling his already-dead mother, Sisa. The latter lost her mind when she learned that her two sons, Crispín and Basilio, were chased out of the convent by the sacristan mayor on suspicions of stealing sacred objects.

        Elías, convinced he would die soon, instructs Basilio to build a funeral pyre and burn his and Sisa’s bodies to ashes. He tells Basilio that, if nobody reaches the place, he was to return later and dig as he would find gold. Elías further tells Basilio to take the gold he finds and go to school. In his dying breath, he instructed Basilio to continue dreaming about freedom for his motherland with the words:

        “ I shall die without seeing the dawn break upon my homeland. You, who shall see it, salute it! Do not forget those who have fallen during the night. ”
        Elías died thereafter.

        In the epilogue, it was explained that Tiago became addicted to opium and was seen to frequent the opium house in Binondo to satiate his addiction. María Clara became a nun when Salví, who had lusted after her from the beginning of the novel, regularly used her to fulfill his lust. One stormy evening, a beautiful insane woman was seen at the top of the convent crying and cursing the heavens for the fate it had handed her. While the woman was never identified, it is insinuated that the said woman was María Clara.

        Publication history[edit]

        Rizal finished the novel in December 1886. At first, according to one of Rizal’s biographers, Rizal feared the novel might not be printed, and that it would remain unread. He was struggling with financial constraints at the time and thought it would be hard to pursue printing the novel. A financial aid came from a friend named Máximo Viola which helped him print his book at a fine print media in Berlin named Berliner Buchdruckerei-Aktiengesellschaft. Rizal at first, however, hesitated but Viola insisted and ended up lending Rizal ₱300 for 2,000 copies; Noli was eventually printed in Berlin, Germany. The printing was finished earlier than the estimated five months. Viola arrived in Berlin in December 1886, and by March 21, 1887, Rizal had sent a copy of the novel to his friend Blumentritt.

        On August 21, 2007, a 480-page then-latest English version of Noli Me Tángere was released to major Australian book stores. The Australian edition of the novel was published by Penguin Books Classics, to represent the publication’s “commitment to publish the major literary classics of the world.” American writer Harold Augenbraum, who first read the Noli in 1992, translated the novel. A writer well-acquainted with translating other Hispanophone literary works, Augenbraum proposed to translate the novel after being asked for his next assignment in the publishing company. Intrigued by the novel and knowing more about it, Penguin nixed their plan of adapting existing English versions and instead translated it on their own.

        Reaction and legacy[edit]

        This novel and its sequel, El filibusterismo (nicknamed El Fili), were banned in some parts of the Philippines because of their portrayal of corruption and abuse by the country’s Spanish government and clergy. Copies of the book were smuggled in nevertheless, and when Rizal returned to the Philippines after completing medical studies, he quickly ran afoul of the local government. A few days after his arrival, Governor-General Emilio Terrero summoned Rizal to the Malacañan Palace and told him of the charge that Noli Me Tángere contained subversive statements. After a discussion, the Governor General was appeased but still unable to offer resistance against the pressure of the Church against the book. The persecution can be discerned from Rizal’s letter to Leitmeritz:

        “ My book made a lot of noise; everywhere, I am asked about it. They wanted to anathematize me [‘to excommunicate me’] because of it… I am considered a German spy, an agent of Bismarck, they say I am a Protestant, a freemason, a sorcerer, a damned soul and evil. It is whispered that I want to draw plans, that I have a foreign passport and that I wander through the streets by night… ”
        Rizal was exiled to Dapitan, then later arrested for “inciting rebellion” based largely on his writings. Rizal was executed in Manila on December 30, 1896 at the age of thirty-five.

        Rizal depicted nationality by emphasizing the qualities of Filipinos: the devotion of a Filipina and her influence on a man’s life, the deep sense of gratitude, and the solid common sense of the Filipinos under the Spanish regime.

        The work was instrumental in creating a unified Filipino national identity and consciousness, as many natives previously identified with their respective regions. It lampooned, caricatured and exposed various elements in colonial society. Two characters in particular have become classics in Filipino culture: Maria Clara, who has become a personification of the ideal Filipina woman, loving and unwavering in her loyalty to her spouse; and the priest Father Dámaso, who reflects the covert fathering of illegitimate children by members of the Spanish clergy.

        The book indirectly influenced a revolution, even though the author actually advocated direct representation to the Spanish government and a larger role for the Philippines within Spain’s political affairs. In 1956, the Congress of the Philippines passed the Republic Act 1425, more popularly known as the Rizal Law, which requires all levels of Philippine schools to teach the novel as part of their curriculum. Noli Me Tángere is being taught to third year secondary school students, while its sequel El filibusterismo is being taught for fourth year secondary school students. The novels are incorporated to their study and survey of Philippine literature.

        Major characters[edit]

        Crisostomo Ibarra[edit]
        Juan Crisóstomo Ibarra y Magsalin, commonly referred to the novel as Ibarra or Crisóstomo, is the protagonist in the story. Son of a Filipino businessman, Don Rafael Ibarra, he studied in Europe for seven years. Ibarra is also María Clara’s fiancé. Several sources claim that Ibarra is also Rizal’s reflection: both studied in Europe and both persons believe in the same ideas. Upon his return, Ibarra requested the local government of San Diego to construct a public school to promote education in the town.

        María Clara[edit]
        Main article: María Clara

        A crayon sketch of Leonor Rivera–Kipping by Rizal.
        María Clara de los Santos y Alba, commonly referred to as María Clara, is Ibarra’s fiancée. She was raised by Capitán Tiago, San Diego’s cabeza de barangay and is the most beautiful and widely celebrated girl in San Diego. In the later parts of the novel, María Clara’s identity was revealed as an illegitimate daughter of Father Dámaso, former parish curate of the town, and Doña Pía Alba, wife of Capitán Tiago. In the end she entered local convent for nuns Beaterio de Santa Clara. In the epilogue dealing with the fate of the characters, Rizal stated that it is unknown if María Clara is still living within the walls of the convent or she is already dead.

        Capitán Tiago[edit]
        Don Santiago de los Santos, known by his nickname Tiago and political title Capitán Tiago is a Filipino businessman and the cabeza de barangay or head of barangay of the town of San Diego. He is also the known father of María Clara.

        In the novel, it is said that Capitán Tiago is the richest man in the region of Binondo and he possessed real properties in Pampanga and Laguna de Bay. He is also said to be a good Catholic, friend of the Spanish government and was considered as a Spanish by colonialists. Capitán Tiago never attended school, so he became a domestic helper of a Dominican friar who taught him informal education. He married Pía Alba from Santa Cruz.

        Padre Dámaso[edit]
        Main article: Father Dámaso
        Dámaso Verdolagas, or Padre Dámaso is a Franciscan friar and the former parish curate of San Diego. He is best known as a notorious character who speaks with harsh words and has been a cruel priest during his stay in the town. He is the real father of María Clara and an enemy of Crisóstomo’s father, Rafael Ibarra. Later, he and María Clara had bitter arguments whether she would marry Alfonso Linares or go to a convent. At the end of the novel, he is again re-assigned to a distant town and is found dead one day.

        Elías[edit]
        Elías is Ibarra’s mysterious friend and ally. Elías made his first appearance as a pilot during a picnic of Ibarra and María Clara and her friends. He wants to revolutionize the country and to be freed from Spanish oppression.

        The 50th chapter of the novel explores the past of Elías and history of his family. In the past, Ibarra’s great-grandfather condemned Elías’ grandfather of burning a warehouse which led into misfortune for Elías’ family. His father was refused to be married by her mother because his father’s past and family lineage was discovered by his mother’s family. In the long run, Elías and his twin sister were raised by their maternal grandfather. When they were teenagers, their distant relatives called them hijos de bastardo or illegitimate children. One day, his sister disappeared which led him to search for her. His search led him into different places, and finally, he became a fugitive and subversive.

        Pilosopong Tacio[edit]
        Filosofo Tacio, known by his Filipinized name Pilosopo Tasyo, is another major character in the story. Seeking for reforms from the government, he expresses his ideals in paper written in a cryptographic alphabet similar from hieroglyphs and Coptic figures hoping “that the future generations may be able to decipher it” and realized the abuse and oppression done by the conquerors.

        His full name is only known as Don Anastasio. The educated inhabitants of San Diego labeled him as Filosofo Tacio (Tacio the Sage) while others called him as Tacio el Loco (Insane Tacio) due to his exceptional talent for reasoning.

        Doña Victorina[edit]
        Doña Victorina de los Reyes de Espadaña, commonly known as Doña Victorina, is an ambitious Filipina who classifies herself as a Spanish and mimics Spanish ladies by putting on heavy make-up. The novel narrates Doña Victorina’s younger days: she had lots of admirers, but she did not choose any of them because nobody was a Spaniard. Later on, she met and married Don Tiburcio de Espadaña, an official of the customs bureau who is about ten years her junior. However, their marriage is childless.

        Her husband assumes the title of medical doctor even though he never attended medical school; using fake documents and certificates, Tiburcio practices illegal medicine. Tiburcio’s usage of the title Dr. consequently makes Victorina assume the title Dra. (doctora, female doctor). Apparently, she uses the whole name Doña Victorina de los Reyes de de Espadaña, with double de to emphasize her marriage surname. She seems to feel that this awkward titling makes her more “sophisticated.”

        Sisa, Crispín, and Basilio[edit]
        Sisa, Crispín, and Basilio represent a Filipino family persecuted by the Spanish authorities:

        Narcisa or Sisa is the deranged mother of Basilio and Crispín. Described as beautiful and young, although she loves her children very much, she can not protect them from the beatings of her husband, Pedro.
        Crispín is Sisa’s 7-year-old son. An altar boy, he was unjustly accused of stealing money from the church. After failing to force Crispín to return the money he allegedly stole, Father Salví and the head sacristan killed him. It is not directly stated that he was killed, but the dream of Basilio suggests that Crispín died during his encounter with Padre Salvi and his minion.
        Basilio is Sisa’s 10-year-old son. An acolyte tasked to ring the church bells for the Angelus, he faced the dread of losing his younger brother and the descent of his mother into insanity. At the end of the novel, Elías wished Basilio to bury him by burning in exchange of chest of gold located on his death ground. He will later play a major role in El Filibusterismo.
        Due to their tragic but endearing story, these characters are often parodied in modern Filipino popular culture.

        Note: The Franciscan Order was shown by Rizal as hypocrites not because they were such during his time but because they are the most loved, and had significant numbers. Strategically, if one must attack the Spanish friars, the best is to attack the most popular during that time.
        Other characters[edit]

        There are a number of secondary and minor characters in Noli Me Tángere. Items indicated inside the parenthesis are the standard Filipinization of the Spanish names in the novel.

        Padre Hernando de la Sibyla – a Dominican friar. He is described as short and has fair skin. He is instructed by an old priest in his order to watch Crisóstomo Ibarra.
        Padre Bernardo Salví – the Franciscan curate of San Diego, secretly harboring lust for María Clara. He is described to be very thin and sickly. It is also hinted that his last name, “Salvi” is the shorter form of “Salvi” meaning Salvation, or “Salvi” is short for “Salvaje” meaning bad hinting to the fact that he is willing to kill an innocent child, Crispin, just to get his money back, though there was not enough evidence that it was Crispin who has stolen his 2 onzas.
        El Alférez or Alperes – chief of the Guardia Civil. Mortal enemy of the priests for power in San Diego and husband of Doña Consolacion.
        Doña Consolacíon – wife of the Alférez, nicknamed as la musa de los guardias civiles (The muse of the Civil Guards) or la Alféreza, was a former laundrywoman who passes herself as a Peninsular; best remembered for her abusive treatment of Sisa.
        Don Tiburcio de Espadaña – Spanish Quack Doctor who is limp and submissive to his wife, Doña Victorina.
        Teniente Guevara – a close friend of Don Rafael Ibarra.

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  19. 8 Janeiro, 2014 15:49

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