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Sai uma lei para o leilão da liga da noiva

4 Fevereiro, 2014

Tema do meu artigo hoje no DE: » Alguém que põe a vida dos outros em risco é isso mesmo que faz, seja numa praxe académica, num desfile de Carnaval ou numa despedida de solteiros. E muitos dos mais indignados com os desmandos a que se chega nestes acontecimentos, eles mesmos, quando jovens, humilharam e foram humilhados em rituais como as sessões de auto-crítica nos partidos comunistas em que militavam. (…) Não é necessária muita imaginação para perceber que este caminho nos levará a produzir legislação específica para criminalizar os jejuns das ordens religiosas, os rituais maçónicos e da opus dei, os passeios pelos bosques dos frequentadores do curso de bardo, ovates e druidas (sim, existe!) ou o leilão da liga da noiva. E que naturalmente com tanto particularismo acabaremos incapazes de condenar a violência em si mesma.»

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13 comentários leave one →
  1. 4 Fevereiro, 2014 12:19

    Rituais modernos não faltam, atirar-se da varanda para a piscina em Lloret del Mar, cocktails explosivos de sexo, drogas e péssima musica no Meo Summer Spot, trocar saldo de telemovel por fotografias ou webcams marotas…

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  2. Joaquim Carreira Tapadinhas permalink
    4 Fevereiro, 2014 12:42

    Este pessoal, tanto o que legisla, como o que é legislado, o que precisa é de ter juízo, coisa que se perdeu há muito tempo e que é urgente encontrar. Alguns foram internados no Júlio por actuações menos estúpidas.

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  3. alberto permalink
    4 Fevereiro, 2014 12:44

    Assisti ao prós-e-contras. Será aquilo a “melhor preparação de sempre da juventude”? Aparecem profissionais do estudo que botam bitaites e candidatos a tachos com politiquês correcto. Acrescendo o psicólogo chefe de qualquer coisa da privada (não confundir com WC) com a habitual conclusão: é preciso mais dinheiro (escarafunchando bem, a culpa está na crise).
    E que personagem o Dux (imagino que se deve escrever com maiúscula inicial) de Coimbra… não será de cortar o financiamento e fechar aquilo? Para obras, evidentemente.
    PS. Tenho consciência que tais personagens de opereta não são a maioria, mas são, de certeza, os mais activos.
    E estou de acordo sobre as desnecessárias leis. Concordaria mais por começar por umas boas estaladas. Para açoites, são muito grandinhos

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  4. 4 Fevereiro, 2014 13:08

    Em termos económicos, ficará mais barato não legislar.

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  5. 4 Fevereiro, 2014 13:15

    Outra a confundir tudo.

    Basta que as faculdades não financiem estas trampas de Comissões de Praxe.

    Mais nada. Se não financiassem não era com dinheiro próprio que andavam em merdas destas nem tinham exclusividade para as poderem replicar nas outras anormalidades de recepão ao caloiro.

    Ainda que sejam coisas demasiado distintas e nem o finalista de arquitectura da Lusíada de Famalicão morreu em praxe ao caloiro. Morreu dentro da seita patrocinada pela faculdade.

    Essa tara de ter de vir sempre a ideologia neotonta para extremar tudo é resquício de treino maoísta.

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  6. 4 Fevereiro, 2014 13:21

    O artigo apenas confirma o que eu constanto há 40 anos.

    Um fanático nunca deixa de ser fanático, por muito mal-arrependido que pareça.

    Muda o nome da estupidez que elege a ideologia.

    A sua agora é neotonta mas a estupidez há-de ser a mesma e exige sempre exclusividade de fé.

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  7. RCAS permalink
    4 Fevereiro, 2014 13:36

    Leis e legislação especifica, existe em barda neste País, o problema é que pouco ou nada é cumprida…

    Um especialista em Planeamento Hurbano, com mestrado concluído na Faculdade de Engenharia do Porto, ficou tetraplégico numa cadeira de rodas para o resto da vida ao mergulhar de cabeça numa piscina, cheia de trampa!

    Argumentou:
    Azar, foi um acidente…
    No hospital informou diretor, que era contra a proibição da praxe, mas… sem especificar que “tipo de praxe”!!!

    OS ” BICHOS” DEVEM ACEITAR A PRAXE EXERCIDA POR TODOS AQUELES DE GRAU HIERÁRQUICO SUPERIOR…

    Ou seja: Hierarquia, submissão, humilhação!!!
    A autoridade do Dux sobre as bestas!!!

    Numa incursão pelo mundo das “Praxis”, o realizador Bruno Morais Cabral:
    ” Dava para entender que este sistema assenta numa lógica de humilhação pura”!,
    Houve episódios em que nem sequer foi autorizado a filmar,( imagino) e sei que à vitimas caladas porque se falassem as levaria ao isolamento!

    Não me admira nada, mas mesmo nada, que grande parte das elites sejam “Pagões Vaidosos”!de mentalidade merdosa… deve ser dos efeitos das práxis!!!

    Resumindo: À “PRAXIS e PRAXIS”…

    PS – SONS DE ABRIL, de mais um “mentiroso compulsivo” deste TEA PARTY!!!

    “NÃO QUERO SER POLITICO”…

    MAS DEPOIS…

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  8. 4 Fevereiro, 2014 13:40

    E sempre de olhos em alvo- “condenar a violência em si mesma”.

    Lindo- condenar, mas sustentar as seitas.

    E nem se dão conta da contradição- são muito liberais para tudo mas lá acham que o dinheiro deve pingar da instituição mais respeitável.

    Se é particular, paga o avental; se é estatal, pagamos nós estas castas de inúteis e as consequências desta dedicação imbecil com a capa de doutor.

    Retirem poder a comissões de praxes e deixem a bestialidade por conta dos pais ou de um polícia, caso alguém veja e denuncie.

    O resto é a eterna necessidade da cama de Procusto ter de arrumar e encaixar a realidade na cartilha fosca com que filtram o mundo.

    A cartilha neotonta é um maoismo às avessas.

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  9. RCAS permalink
    4 Fevereiro, 2014 14:45

    EXEMPLO: ” A PRAXE DE COIMBRA É BUE VOLUNTÁRIA”… E DEMOCRÁTICA!!!

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    • ocni permalink
      4 Fevereiro, 2014 17:54

      Eu ia colocar isto.
      bem, noutros lados ainda é pior, isto foi a filmar, sem filmar ocorrem coisas piores. Isto é apenas uma amostra da coação que existe nestas ocasiões. Mas achavam que os sádicos deixariam as potencias vitimas escapar sem luta?

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  10. Fincapé permalink
    4 Fevereiro, 2014 15:03

    Por amor de Deus, Helena, uma lei para regulamentar o leilão da liga da noiva, NÃO! Só se for para aumentar o tempo de exposição da perna enquanto dura o dito!
    Já a humilhação das bestas assumidas, tudo bem. Concordo com a regulamentação. A par da matrícula deveria haver uma inscrição para “besta”. As “bestas” mais antigas deveriam ter lugar assegurado como trolhas-carregadores na construção civil. E a sociedade poderia assim ser dividida em duas classes: as “bestas” e os outros. Isto é a prova de que aceito uma sociedade de classes. 😉

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    • RCAS permalink
      4 Fevereiro, 2014 15:50

      “Só se for para aumentar o tempo de exposição da perna enquanto dura o dito!”
      assino já o “referendo”!…

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Trackbacks

  1. Há vícios que nunca mudam // cocanha

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