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A democracia, esse hábito traiçoeiro que a elite europeia detesta

10 Fevereiro, 2014
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Os suíços votaram mal no referendo de domingo passado. Por uma estreita margem, é certo, mas deram o “sim” a uma proposta que pode comprometer a prosperidade económica do país. Mas fizeram-no democraticamente. Cumprindo as regras do jogo. Não há como não respeitar a sua escolha.

Acontece que respeitar a escolha dos eleitorados não é propriamente uma grande tradição na União Europeia. Já vimos, no passado, como a elite de Bruxelas fez repetir referendos até que o povo votasse de acordo com a sua vontade. Como isso será mais difícil de conseguir na Suíça, não só porque esta não faz parte da União Europeia, mas sobretudo porque o povo suíço tem o seu orgulho, as reacções dos líderes europeus foram de uma violência inusitada. Do porta-voz da comissão aos ministros dos Negócios Estrangeiros de países como a França, a Alemanha ou a Bélgica, o tom foi sempre o mesmo: os suíços vão pagar caro a sua ousadia.

Em vez de, com humildade democrática, aceitarem o resultado do referendo suíço e anunciarem que ele implicará a abertura de negociações com a UE, os líderes da EU ameaçaram a Suíça com a denúncia de todos os acordos bilaterais. Formalmente podem fazê-lo – politicamente mostraram a arrogância pan-europeia de sempre.

Há muito que venho defendendo que esta forma de comportamento das elites europeias é uma das razões do crescimento dos sentimentos antieuropeus, que hoje já são dominantes. Há muito também que defendo que modelos de integração que façam desaparecer o princípio da soberania nacional, esquecendo que a democracia só é realmente efectiva a nível nacional, só podem conduzir ao desastre e à implosão. O referendo suíço – para além das suas motivações locais, que eram erradas – vem reforçar esta minha argumentação. A previsível subida dos eurocépticos nas eleições europeias (e nem todos os eurocépticos são de extrema-direita, ao contrário do que é politicamente correcto escrever) vai ser outra manifestação de crescente desintonia entre a elite federalista e a opinião dos cidadãos.

Aqui há uns meses o Parlamento britânico chumbou, de forma surpreendente, a intenção do governo de Cameron de enviar, se necessário, tropas para a Síria. Foi também, na minha opinião, uma decisão errada. Mas nem por um segundo o governo ou a imprensa britânica a contestaram ou conspiraram para tornear a decisão dos representantes do povo. Tudo o contrário do que a Europa está a dizer e a ameaçar fazer com os suíços depois da sua escolha democrática. 

45 comentários leave one →
  1. Samuel Quedas's avatar
    10 Fevereiro, 2014 22:49

    “Mas fizeram-no democraticamente. Cumprindo as regras do jogo. Não há como não respeitar a sua escolha.” – Diz JMF

    Pois… os alemães parece que também elegeram Hitler. Não há como não respeitar… 🙂 🙂 🙂

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    • Abre-latas's avatar
      Abre-latas permalink
      10 Fevereiro, 2014 23:09

      Isso quer dizer que é contra a democracia?
      Ou só quando não gosta dos resultados!

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      • Abre-latas's avatar
        Abre-latas permalink
        10 Fevereiro, 2014 23:25

        Pelos vistos também é contra dar respostas.
        No entanto fala “ex cathedra” de acontecimentos históricos, como diria o outro “prognósticos só no fim do jogo”.

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    • Joaquim Amado Lopes's avatar
      Joaquim Amado Lopes permalink
      10 Fevereiro, 2014 23:30

      Portanto, para o Samuel, respeitar o processo democrático não é os eleitores serem livres para votarem em quem quiserem e depois julgar-se os eleitos pelo que fizerem mas sim o Samuel e quem concordar consigo decidir à priori quem é que pode ir a eleições.

      Pelo seu “argumento” (que neo-ultra-facisto-liberais como eu classificariam como “cretino”), quer-me parecer que o Samuel milita naquele partido que representa o sentir da esmagadora maioria da população (facto confirmado pela adesão esmagadora às greves e manifestações que esse partido convoca) mas que desde há muito não chega a receber sequer 10% dos votos expressos.

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      • samuelquedas's avatar
        samuelquedas permalink
        10 Fevereiro, 2014 23:41

        Dasse… Joaquim Amado Lopes!!!…

        Viu isso tudo na simples “boca” que eu mandei?
        Não concordar (como metade dos próprios suíços) com um resultado de um referendo (que considero xenófobo) é “decidir à priori quem é que pode ir a eleições”, como diz?
        Isso é que é perspicácia! 🙂
        Que tal dedicar-se à prospecção de petróleo e metais preciosos?! 🙂 🙂 🙂

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      • Joaquim Amado Lopes's avatar
        Joaquim Amado Lopes permalink
        11 Fevereiro, 2014 00:45

        Não, Samuel, não é por “não concordar com o resultado de um referendo”. Cada um é livre de concordar ou não com o que quiser mas o Samuel foi muito além disso, ao desvalorizar o resultado de uma consulta *democrática* fazendo a analogia com a “eleição” de Hitler.

        Quando os fascistas de esquerda não gostam do resultado de uma consulta *democrática* normalmente puxam desse “argumento” *cretino* para o desvalorizar.
        Foi por os fascistas de esquerda terem mostrado as suas verdadeiras côres logo a partir de 74-75 que os portugueses *nunca* lhes deram mais de 19% dos votos e há mais de 23 anos que não lhes dão sequer 9%.

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      • Samuel Quedas's avatar
        11 Fevereiro, 2014 12:16

        “Foi por os fascistas de esquerda terem mostrado as suas verdadeiras côres logo a partir de 74-75 que os portugueses *nunca* lhes deram mais de 19% dos votos” – diz.

        A sério?!!! 🙂 E eu a pensar que tinha sido pela campanha de terror e desinformação feita por todo o lado, até (e principalmente) de cima dos altares, orquestrada por trafulhas como Soares e bandidos como o assassino bombista cónego melo (entre tantos outros), assalariados pelo Carlucci e pelas “fundações” alemãs, etc., etc., etc…

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      • Joaquim Amado Lopes's avatar
        Joaquim Amado Lopes permalink
        11 Fevereiro, 2014 18:30

        “campanha de terror e desinformação feita por todo o lado”
        LOL O Samuel é um brincalhão.

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      • Samuel Quedas's avatar
        11 Fevereiro, 2014 19:07

        Pois… então LOL pra si também…
        A traição do trafulha Soares de braço dado com Carlucci e os movimentos bombistas do assassino cónego melo… não existiram, só porque o meu caro está de acordo com a sua acção… ou porque fez parte… quem sabe?
        É tudo um enorme LOL… que deu no que aí está hoje!

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  2. Artista Português's avatar
    Artista Português permalink
    10 Fevereiro, 2014 23:11

    Esperem pelas europeias e pelo resultado em França. Os franceses estão tão contentes com os Iluminati da Europa… Suspeito que ao pé desse resultado, o referendo suiço é brincadeira de meninos. Quem virá a seguir? Um Napoleão? Ou não será antes uma Joana d’Arc?

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  3. licas's avatar
    licas permalink
    10 Fevereiro, 2014 23:14

    Porque será (eu sei bem . . .) que apresenta um exemplo falhado para argumentar o QUÊ?
    1) Que o *jogo* não deve de obedecer a regras?
    2) Que a soberania das decisões do povo deve ser menosprezada se essas decisões deverão ser postergadas se forem contrárias à (sua, pessoal) ideologia?

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  4. licas's avatar
    licas permalink
    10 Fevereiro, 2014 23:18

    Samuel Quedas HIPERLIGAÇÃO PERMANENTE
    10 Fevereiro, 2014 22:49
    “Mas fizeram-no democraticamente. Cumprindo as regras do jogo. Não há como não respeitar a sua escolha.” – Diz JMF
    Pois… os alemães parece que também elegeram Hitler. Não há como não respeitar… 🙂 🙂 🙂
    _______________

    O meu comentário supra responde a Quedas.

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    • samuelquedas's avatar
      samuelquedas permalink
      10 Fevereiro, 2014 23:22

      Licas…

      Detesto o conceito “jogo” associado a eleições e ideias.
      Sim, tenho tendência a não gostar de coisas com que não concordo… 🙂 🙂

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      • sem norte's avatar
        sem norte permalink
        11 Fevereiro, 2014 03:06

        E se puderes impor a tua opinião a todos ainda melhor, nem que ela valha apenas 10%.

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  5. Jean Marie Le Pen's avatar
    Jean Marie Le Pen permalink
    10 Fevereiro, 2014 23:26

    De facto não há nada que a União Europeia tanto desteste como a democracia directa a funcionar. É por aqui, pela promoção da democracia directa, que passa muito do combate politico nos próximos anos. Em França a Frente Nacional já percebeu isso e Marine Le Pen tem como uma das suas principais propostas a implementação de um sistema de democracia directa inspirado no modelo suiço.

    “Il n’y a pas de véritable démocratie sans démocratie directe, nos voisins suisses le savent depuis longtemps, et de plus en plus de citoyens et de peuples à travers le monde commencent à s’en rendre compte.”

    http://www.front-national-savoie.com/wp-wp-adminpost-phppost11351actionedit-new-php-192/

    Isto para terror da esquerda, porque depois, da democracia directa, surgem resultados “politicamente incorrectos”, à luz das doutrinas ditas progressistas. Como este outro resultado recente, também na Suiça:

    http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1434134&seccao=Europa

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  6. licas's avatar
    licas permalink
    10 Fevereiro, 2014 23:36

    Emudeceu, samuelquedas , perdeu a voz,
    Com abre-latas infra:
    ______________________
    Abre-latas HIPERLIGAÇÃO PERMANENTE
    10 Fevereiro, 2014 23:09
    Isso quer dizer que é contra a democracia?
    Ou só quando não gosta dos resultados!
    ________________________

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  7. samuelquedas's avatar
    samuelquedas permalink
    10 Fevereiro, 2014 23:44

    Licas… Ora aí está uma coisa bem mais inteligente que as suas supostas perguntas! 🙂

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    • BELIAL's avatar
      BELIAL permalink
      11 Fevereiro, 2014 22:17

      Não há que escondê-lo: OS SUÍÇOS SÃO MAUS.
      Fonte bem informada, garante: são filhos do “coisa ruim”.

      Já no Astérix se percebia que já os helvécios eram uns gajos chatos…

      Fixe, fixe – era o governador, Gracchus Garovirus:-).
      Linkezinho para os mais esquecidotes… http://www.asterix.com/asterix-de-a-a-z/les-personnages/gracchus-garovirus.html

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    • licas's avatar
      licas permalink
      11 Fevereiro, 2014 22:32

      Perdão, as minhas perguntas têm toda a validade . . .
      O seu problema é que não sabe como responder-me. AÍ É QUE É !!!

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      • Samuel Quedas's avatar
        11 Fevereiro, 2014 23:52

        Or aí está! Têm uma tão grande “validade”… que posso muito bem responder apenas daqui por alguns meses… 🙂

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  8. Juromenha's avatar
    Juromenha permalink
    10 Fevereiro, 2014 23:58

    “Os suíços votaram mal…”
    Há aqui qualquer coisa que me escapa…( e ao autor da frase, português mais que típico, escapa-se-lhe completamente o sentido do ridículo).

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  9. A. R's avatar
    A. R permalink
    10 Fevereiro, 2014 23:59

    Há um enorme divórcio entre a Europa e os europeus. Há um divórcio terrível entre os valores dos que votam nos partidos “menos socialistas” cá no burgo e os valores que eles votam no PE: basta lembrar o Estrela report e o Lunacek Report.

    Não voto nestas cambadas: não tenho ninguém em quem votar. São uns miseráveis marxistas e gramscianos: odeiam a nossa civilização e a nossa herança histórica. Os socialistas nazis mataram 6 milhões de judeus, os seguintes substituíram-nos pelo sucedâneo islamo-nazi: uma troca miserável.

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  10. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    11 Fevereiro, 2014 00:00

    Todas as ideologias soci@listas são xenófobas.

    A igualdade a que Esquerda obriga é por definição Xenofobia.

    A desigualdade é diferença.

    Quando a UE critica os Suíços critica a diferença destes, ou seja a UE é xenofoba.

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    • samuelquedas's avatar
      samuelquedas permalink
      11 Fevereiro, 2014 00:08

      “Quando a UE critica os Suíços critica a diferença destes, ou seja a UE é xenofoba” – diz.

      Brilhante!
      A “diferença” dos nazis era acreditarem no seu direito a exterminar os judeus. Logo, quem critica os nazis… é que é xenófobo.
      Verdadeiramente genial!

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      • lucklucky's avatar
        lucklucky permalink
        11 Fevereiro, 2014 02:16

        Assim se vê o que é a Esquerda.

        Para o Samuel Quedas fechar a porta de sua casa é o mesmo que assassinar parte da sua família.
        Todos têm direito a entrar em sua casa pelos vistos.

        20% da população da Suiça são imigrantes, gostaria de ver o Complexo Esquerdista Politico-Jornalista da Aristocracia do Regime
        Publicos, RTP’s, TVI’s SIC’s etc a tratarem como xenófobos quem não tem 20% de estrangeiros.

        Poderiam começar por eles próprios.

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      • licas's avatar
        licas permalink
        11 Fevereiro, 2014 22:45

        Já vi, salmequedas_______és incontestavelmente estúpido.
        Tão estúpido que vens comparar uma *no admission without permission*
        com a chamada *solução final* dos Nazis.
        Esse trauma de comparar o que é não comparável é um expediente
        típico, e muito utilizado, de uma classe de indivíduos bem caracterizada.
        E SÓ funciona bem para imbecis . . .

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      • samuelquedas's avatar
        samuelquedas permalink
        11 Fevereiro, 2014 23:55

        Ah… bom…

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      • und's avatar
        und permalink
        12 Fevereiro, 2014 00:10

        é tudo uma questão de falta d’edu cação

        The Two Cultures is the title of the first part of an influential 1959 Rede Lecture by British scientist and novelist C. P. Snow. Its thesis was that “the intellectual life of the whole of western society” was split into the titular two cultures — namely the sciences and the humanities — and that this was a major hindrance to solving the world’s problems.

        The lecture[edit]

        The talk was delivered 7 May 1959 in the Senate House, Cambridge, and subsequently published as The Two Cultures and the Scientific Revolution. The lecture and book expanded upon an article by Snow published in the New Statesman of 6 October 1956, also entitled The Two Cultures. Published in book form, Snow’s lecture was widely read and discussed on both sides of the Atlantic, leading him to write a 1963 follow-up, The Two Cultures: And a Second Look: An Expanded Version of The Two Cultures and the Scientific Revolution.

        Snow’s position can be summed up by an often-repeated part of the essay:

        A good many times I have been present at gatherings of people who, by the standards of the traditional culture, are thought highly educated and who have with considerable gusto been expressing their incredulity at the illiteracy of scientists. Once or twice I have been provoked and have asked the company how many of them could describe the Second Law of Thermodynamics. The response was cold: it was also negative. Yet I was asking something which is the scientific equivalent of: Have you read a work of Shakespeare’s?

        I now believe that if I had asked an even simpler question — such as, What do you mean by mass, or acceleration, which is the scientific equivalent of saying, Can you read? — not more than one in ten of the highly educated would have felt that I was speaking the same language. So the great edifice of modern physics goes up, and the majority of the cleverest people in the western world have about as much insight into it as their neolithic ancestors would have had.

        In 2008, The Times Literary Supplement included The Two Cultures and the Scientific Revolution in its list of the 100 books that most influenced Western public discourse since the Second World War.

        Snow’s Rede Lecture condemned the British educational system as having, since the Victorian era, over-rewarded the humanities (especially Latin and Greek) at the expense of scientific and engineering education, despite such achievements having been so decisive in winning the Second World War for the Allies. This in practice deprived British elites (in politics, administration, and industry) of adequate preparation to manage the modern scientific world. By contrast, Snow said, German and American schools sought to prepare their citizens equally in the sciences and humanities, and better scientific teaching enabled these countries’ rulers to compete more effectively in a scientific age. Later discussion of The Two Cultures tended to obscure Snow’s initial focus on differences between British systems (of both schooling and social class) and those of competing countries.

        Implications and influence[edit]

        The term two cultures has become a shorthand in certain academic circles for differences between two attitudes;

        Snow himself, in a reconsideration, backed off some way from his dichotomized declarations. In his 1963 book he talked more optimistically about the potential of a mediating third culture. This concept was later picked up in Brockman, John (1995), The Third Culture: Beyond the Scient`ific Revolution. Introducing the reprinted The Two Cultures, 1993, Stefan Collini has argued that the passage of time has done much to reduce the cultural divide Snow noticed; but has not removed it entirely.

        The literary critic F. R. Leavis called Snow a “public relations man” for the scientific establishment in an essay published in The Spectator, which was widely decried in the British press.

        Gould, Stephen Jay (2003), The Hedgehog, the Fox, and the Magister’s Pox provides a different perspective. Assuming the dialectical interpretation, it argues that Snow’s concept of “two cultures” is not only off the mark, it is a damaging and short-sighted viewpoint; and that it has perhaps led to decades of unnecessary fence-building.

        Simon Critchley, in Continental Philosophy: A Very Short Introduction suggests:

        [Snow] diagnosed the loss of a common culture and the emergence of two distinct cultures: those represented by scientists on the one hand and those Snow termed ‘literary intellectuals’ on the other. If the former are in favour of social reform and progress through science, technology and industry, then intellectuals are what Snow terms ‘natural Luddites’ in their understanding of and sympathy for advanced industrial society. In Mill’s terms, the division is between Benthamites and Coleridgeans.

        —Simon Critchley
        That is, Critchley argues that what Snow said represents a resurfacing of a discussion current in the mid-nineteenth century. Critchley describes the Leavis contribution to the making of a controversy as ‘a vicious ad hominem attack’; going on to describe the debate as a familiar clash in English cultural history citing also T. H. Huxley and Matthew Arnold.

        In his opening address at the Munich Security Conference in January 2014, the Estonian president Toomas Hendrik Ilves said that the current problems related to security and freedom in cyberspace are the culmination of absence of dialogue between “the two cultures”: “Today, bereft of understanding of fundamental issues and writings in the development of liberal democracy, computer geeks devise ever better ways to track people… simply because they can and it’s cool. Humanists on the other hand do not understand the underlying technology and are convinced, for example, that tracking meta-data means the government reads their emails.”

        Antecedents[edit]

        Contrasting scientific and humanistic knowledge is a repetition of the Methodenstreit of 1890 German universities. In the social sciences it is also commonly proposed as the quarrel of positivism versus interpretivism.

        See also[edit]

        Culture war
        The Third Culture
        Science wars
        Aldous Huxley
        Consilience: The Unity of Knowledge, a 1998 book written by biologist Edward Osborne Wilson, as an attempt to bridge the gap between “the two cultures”
        Lyman Briggs College, a college of Michigan State University with a curriculum specifically designed to address the problem of “the two cultures”
        Lewis Mumford
        Michael Crichton
        Gerald Heard
        References[edit]

        ^ Snow, Charles Percy (2001) [1959]. The Two Cultures. London: Cambridge University Press. p. 3. ISBN 0-521-45730-0.
        ^ “The hundred most influential books since the war”. The Times (London). 30 December 2008.
        ^ Snow 2013.
        ^ Snow, Charles Percy (1963). “The Two Cultures: A Second Look”. The Two Cultures: and A Second Look. Cambridge University Press.
        ^ “Across the Great Divide”. Nature Physics 5: 309. 2009. doi:10.1038/nphys1258

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    • zazie's avatar
      11 Fevereiro, 2014 00:50

      Desta vez acertaste

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  11. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    11 Fevereiro, 2014 00:07

    Esta crítica ao estado atual da União Europeia vai direitinha a Durão Barroso. Aposto. 😉

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  12. marrazes's avatar
    marrazes permalink
    11 Fevereiro, 2014 00:24

    Sr Fernandes a Suíça morde a mão que lhe dá comida, dá para entender? Portanto!

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  13. Buiça's avatar
    Buiça permalink
    11 Fevereiro, 2014 00:36

    Se a UE são 500 milhões de pessoas e quase 3 dezenas de países, é muito fácil pegar num bitaite de qualquer um deles e dizer que “a UE reagiu mal”. Até ver o que se sabe é que a UE respeita a decisão do povo Suiço e aguarda propostas do governo daquele país para eventual revisão dos tratados em vigor. O referendo dá-lhes 3 anos para o fazer.
    Não é preciso polémica alguma e mesmo que alguém repita muitas vezes a simples verdade de as liberdades de circulação (de pessoas, mercadorias e capitais) não serem separáveis, isso é apenas uma singela verdade, não é ameaça nenhuma.
    O multiculturalismo não é obrigatório nem deve ser imposto a ninguém, se os Suiços já com 1/4 da população imigrante quiserem colocar um travão e permanecerem um estado-nação é lá com eles. Ficam de fora e passam a pagar tarifas.

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  14. Piscoiso's avatar
    11 Fevereiro, 2014 11:37

    Não creio que haja algum líder da UE que conteste os métodos democráticos da política suíça. No entanto, as consequências de um plebiscito na Suiça, ainda que aceites pelos suíços que votaram, podem não ser aceites por outros países democráticos, nomeadamente da UE.
    Por exemplo: Suponhamos que se fazia um referendo em Portugal do género: “Concorda em exportar jmf1957 para o Iraque?” e ganhava o “Sim”.
    A UE nunca aceitaria o resultado de um tal referendo, por ser economicamente insignificante.

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  15. manuel's avatar
    manuel permalink
    11 Fevereiro, 2014 11:42

    A europa do diretório vai mandar repetir as eleições até dar o resultado desejado! Pode ser que nas europeias os povos acabem com a mama das nomenclaturas instaladas em Bruxelas.

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  16. @!@'s avatar
    @!@ permalink
    11 Fevereiro, 2014 13:02

    Este gajo que mostra respeito por um referendo feito na Suiça proposto por um partido da direita, não consegue respeitar as decisões do tribunal constitucional portugues que existe para defender a constituição da republica portuguesa que o nosso governo insiste em atropelar em prol de umas teorias economicistas bastante polémicas e desestabilizadoras. E não diz uma palavra sobre a intenção do tribunal constitucional alemão por em causa o funcionamento do BCE
    http://www.jornaldenegocios.pt/economia/europa/uniao_europeia/zona_euro/detalhe/constitucional_alemao_envia_programa_que_salvou_o_euro_para_o_tribunal_europeu.html

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  17. Mario Braga's avatar
    11 Fevereiro, 2014 22:25

    Há muito que venho defendendo que esta forma de comportamento das elites europeias é uma das razões do crescimento dos sentimentos antieuropeus, que hoje já são dominantes. Há muito também que defendo que modelos de integração que façam desaparecer o princípio da soberania nacional, esquecendo que a democracia só é realmente efectiva a nível nacional, só podem conduzir ao desastre e à implosão. O referendo suíço – para além das suas motivações locais, que eram erradas – vem reforçar esta minha minha MINHA MINHA EGOTISTA DO CARAGO PÔ argumentaçãoINDA SE FOSSE ARGUMENTAÇÃO DE GÊTO. A previsível subida dos eurocépticos TAMBÉM CHAMADOS NEO-SOVIÉTICOS E NEO-FASCISTAS E NEO-ANARQUISTAS QUE CURIOSAMENTE ERA O QUE ERA O PCP ANTES DE 1921 UM PARTEI ANARCO-SINDICALISTA nas eleições europeias

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    • piscoiso's avatar
      piscoiso permalink
      12 Fevereiro, 2014 03:40

      Nos EUA, os estados de Washington e Arizona liberalizaram a cannabis depois de consulta à população. No entanto, a formação de empresas de produção e comércio tem tido dificuldades em obter créditos bancários pelo facto da lei federal não o permitir.

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  18. licas's avatar
    licas permalink
    11 Fevereiro, 2014 22:29

    Piscoiso HIPERLIGAÇÃO PERMANENTE
    11 Fevereiro, 2014 11:37
    Não creio que haja algum líder da UE que conteste os métodos democráticos da política suíça. No entanto, as consequências de um plebiscito na Suiça, ainda que aceites pelos suíços que votaram, podem não ser aceites por outros países democráticos, nomeadamente da UE.
    Por exemplo: Suponhamos que se fazia um referendo em Portugal do género: “Concorda em exportar jmf1957 para o Iraque?” e ganhava o “Sim”.
    A UE nunca aceitaria o resultado de um tal referendo, por ser economicamente insignificante.

    ___________________

    Terá razão Piscoiso ?
    Suponha que se faz um referendo perguntando:
    ____Todas as pessoas que se revelem nas suas declarações públicas
    não possuírem critério próprio nas suas avaliações políticas/económicas
    mas apenas. sem dúvida , apenas se limitarem a serem veículos consequentes das
    opiniões/objectivos/crenças de um determinado político ou grupo, devem ser posto
    em causa o seu direito à liberdade de expressão por um período a determinar Judicialmente.
    Suponha-se que o referendo alcançava mais de 50% dos votos expressos.
    O QUE FARÍAMOS DO PISCOISO, ALÉM DE O CALAR.

    Aceitam-se sugestões: apenas *pessoas* de carácter admito que se pronunciem.
    Os *telecomandados* estão, *ipso facto*, incapacitados de votarem.

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  19. Mario Braga's avatar
    11 Fevereiro, 2014 22:37

    QUAL É O NÚMERO PRIMO FINAL?

    Vault of the Beast” ESCOLA NUM É SCUOLA

    Beings from another dimension have sent a living plastic “robot” to Earth to find the “greatest mathematical mind in the Solar System,” and get that person to open a vault on Mars, containing one of the race of its creators. It is able to imitate any form of matter, and to tap the thoughts of the being it duplicates. The creature kills its way to one man, Jim Brender, who it believes is the man. The creature, in the form of another man, reveals that the Martian vault was built by the Ancient Martians, made up of an ‘ultimate metal’. The vault is known as the “Tower of the Beast”, located in a buried Martian city. It says that the key to opening it is ‘factoring the ultimate prime number’.

    Brender does not believe the tale and the creature causes a stock market crash, bankrupting Brender to achieve its aim. Brender is forced by his circumstances to take a job as a space pilot. The creature accompanies him to Mars, but is found out. He shoots it and weakens it, allowing its masters to take control of it. They explain that the “Beast” imprisoned in the vault is actually a scientist of their kind, Kalorn, who discovered how to bridge their two spaces. They intend to use the knowledge of Kalorn to conquer all spaces.

    To do this they need to open the lock, a time lock. They get Brender to solve the combination, which is both simple and complex. However, releasing the lock has catastrophic consequences for Kalorn: exposed to the different timeflow of our universe (billions of times faster), Kalorn ages into dust when the vault is opened.

    The opening of the vault also destroys the robot. Brender returns to Earth again wealthy, the finder and thereby partial owner of the contents of the buried city, worth billions.

    Is there really an “ultimate prime number”?[edit]

    No. The concept of an ultimate prime number is mathematically false. Euclid provided the first proof that there is an infinitude of prime numbers. Given any finite number, no matter how large, if we multiply all the primes below that number and then add 1 to the product, the resulting number will be either (1) a prime larger than the original given number, or (2) the product of primes all of which must be larger than the original given number. For example, if the given number is 10, the primes up to that number are 2, 3, 5, and 7; the product of these primes is 210; and adding 1 to this product gives us 211, which is, itself, a prime number larger than the original given number. Thus, there can be no such thing as an “ultimate prime number.”

    However, it should be pointed out that this “ultimate prime number” is in the fictional mathematics of the ancient martians, whose concept of math was radically different from our own.

    QUAL ERA A PRIGUNTA

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  20. licas's avatar
    licas permalink
    11 Fevereiro, 2014 23:18

    Samuel Quedas HIPERLIGAÇÃO PERMANENTE
    11 Fevereiro, 2014 12:16
    “Foi por os fascistas de esquerda terem mostrado as suas verdadeiras côres logo a partir de 74-75 que os portugueses *nunca* lhes deram mais de 19% dos votos” – diz.
    A sério?!!! 🙂 E eu a pensar que tinha sido pela campanha de terror e desinformação feita por todo o lado, até (e principalmente) de cima dos altares, orquestrada por trafulhas como Soares e bandidos como o assassino bombista cónego melo (entre tantos outros), assalariados pelo Carlucci e pelas “fundações” alemãs, etc., etc., etc…

    ________________

    Costumo dizer que afinal 1975 foi o ano da vacina (imunização)
    anti-ML.
    Afinal S. Quedas usa uma táctica Fidelista. O ditador quando
    confrontado com a o descalabro económico da *sua* ilha, remete
    para o embargo comercial dos Estados Unidos e não para a inépcia
    da sua organização estatal. (lembro que J. de Sousa bateu na mesma
    tecla quando da sua recente visita a Habana).
    _____
    Não vale a pena refutar logicamente com fanáticos: eles não funcionam assim . . .
    Se fosse diria que desde então passaram 39 anos e a popularidade
    do PCP nem se manteve mas piorou.

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  21. Mario Braga's avatar
    11 Fevereiro, 2014 23:54

    ESCREVE-SE HORA….OR É METAL DO DIABLO

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