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O sistema de ensino cura

23 Março, 2014

Um blogue convidado do Público1 publicou o seguinte quadro, demonstrando que alunos com necessidades educativas especiais frequentam o ensino público e não o privado:

alunosnee

O que aqui se vê é bastante interessante: no ano 2012/2013 o sistema tinha 60.756 alunos com necessidades educativas especiais; 86% no ensino básico e menos de 9% no ensino secundário.

nee-dist

Duas hipóteses:

  • ou o sistema é tão tão tão bom, que faz com que as necessidades educativas especiais desapareçam mal se termina o 9º ano ou;
  • o sistema é tão tão tão mau que não consegue fazer com que alunos com necessidades educativas especiais consigam chegar a frequentar o ensino secundário.

Aposto na primeira.


1 O blogue em questão não quer ser linkado por mim e eu sou uma pessoa que respeita muito a vontade dos outros.
Nota adicional: vou ser insultado, não vou?
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83 comentários leave one →
  1. Fincapé permalink
    23 Março, 2014 18:48

    Ou então vão para as escolas privadas. 😉
    Ou, ainda, talvez no ensino secundário este assunto não seja tratado do mesmo modo.

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  2. 23 Março, 2014 18:53

    90% das escolas em Portugal são públicas e 10% são privadas. Como todas as escolas têm a sua procura satisfeita (caso contrário, fecham) e a capacidade em número de alunos é igual para ambos os casos, podemos inferir que 90% dos alunos estão no ensino público e 10% no privado (e é assim, de facto). Ora, se assim o é, é absolutamente normal que nas necessidades educativas especiais a tendência convirja para a média.

    Excepto, claro, se as famílias das crianças com necessidades educativas especiais fossem outliers no rendimento ou em qualquer outro factor que influencie a escolha do local de ensino. Como não o são (a priori), espero sinceramente que esse fenomenal estudo não tenha custado dinheiro aos contribuintes. Porque para concluir isso, não é preciso estudo nenhum.

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    • vitorcunha permalink*
      23 Março, 2014 18:58

      É óbvio. Quando muito a questão deve ser sobre o que são necessidades educativas especiais nos diferentes graus de ensino. Não é suposto que alguém com dificuldades motoras, por exemplo, as perca ao chegar ao secundário.

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      • M. S. permalink
        23 Março, 2014 23:16

        Você é mesmo totó. Não sabe que os que têm dificuldades não frequentam o ensino secundário, que não é obrigatório.
        Deixam de estudar ou vão para escolas profissionais.

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      • vitorcunha permalink*
        23 Março, 2014 23:20

        Não sei se conseguiu perceber o post. Sugiro NEE.

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      • M. S. permalink
        24 Março, 2014 10:03

        Sr. Vítor Cunha:
        Só para não ser seu colega preferia ser internado num manicómio.

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  3. JoaoMiranda permalink*
    23 Março, 2014 19:08

    Isto é um indício claro de abuso da classificação de NEE para alunos que a única característica especial que têm é reprovarem nas provas de avaliação.

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    • Sílvia permalink
      26 Março, 2014 17:28

      Acho que abuso é a ilação que retira dos dados. Concluir que poucos alunos com NEE frequentam o ensino secundário é correcto. Daí a inferir que há abuso nessa classificação em graus de ensino inferior é excessivo, ainda para mais quando essa referenciação pode até ser iniciada pela escola mas obriga, até ao momento, a ser concluida por médicos. Por ventura acha que os pais têm prazer em andar de especialista em especialista, em sessões de avaliação, terapia, etc. apenas para justificar o insucesso escolar dos filhos?Há muitas razões para meninos com NEE não frequentarem o ensino secundário.

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  4. Atento permalink
    23 Março, 2014 20:00

    É claro que é a primeira…. Se colocarmos o ecrã de pernas para o ar….

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  5. 23 Março, 2014 22:11

    Este assunto deve ser tratado com pinças.
    Ter um filho com NEE deve ser um drama, diria mais uma tragédia.
    O Estado (não confundir com Governo) deve dar a esta família absolutamente todo o apoio que ele necessita.
    Mas como, se nem sequer tem dinheiro para fazer uma rampa para um deficiente motor aceder a um Tribunal?
    Por vezes, muitas vezes, tenho vergonha de ser português e acima de tudo nada fazer para mudar tudo isto.
    Boa noite e boa sorte ( a frase não é minha, como sabem).

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    • JorgeGabinete permalink
      23 Março, 2014 23:12

      “Sendo verdade que o aspecto mais complexo da escola inclusiva é o que se refere
      à integração de crianças e alunos deficientes nas escolas regulares, importa
      sublinhar que estes são uma minoria no conjunto dos alunos com NEE. Dessa
      minoria, só uma escassa percentagem apresenta deficiências graves”

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  6. JorgeGabinete permalink
    23 Março, 2014 22:20

    O meu contributo é uma citação:

    “A maior parte dos docentes de apoio educativo concentram-se no 1º ciclo, 60%,
    seguido dos 2º e 3º ciclos, com 18%, e dos jardins de infância, com 17% e,
    finalmente, o ensino secundário com 5% apenas. ”

    talvez isto explique alguma coisa…

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    • JorgeGabinete permalink
      23 Março, 2014 22:27

      Claro está que não se trata da distribuição de docentes actual mas dá uma pista para o apagamento do secundário…

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      • JorgeGabinete permalink
        23 Março, 2014 23:09

        Quanto à disparidade para o Particular, a definição de abrangência de NEE:
        “(…)
        Neste conceito, devem incluir-se crianças com deficiência ou sobredotadas,
        crianças da rua ou crianças que trabalham, crianças de populações remotas ou nómadas, crianças de minorias linguísticas, étnicas ou culturais e crianças de áreas ou grupos desfavorecidos e marginais”

        deste conceito decorrerá que alguns dos factores acima são de ocorrência menor no ensino particular, além da distribuição global Público/Particular

        Por outro lado, e como a helenafmatos aludiu: “(…)A própria concepção de NEE levou a que a dado momento dificilmente alguma criança não fosse NEE(…)”
        o que joga com parecer oficial:
        “(…)existem dados que permitem concluir que o processo de
        identificação de crianças e alunos como sendo detentores de deficiência nem sempre se reveste do rigor necessário. A falta de interiorização do conceito de NEE, a insuficiência de técnicos adequados, o contexto escolar onde, com frequência, o professor se sente impotente perante as dificuldades de aprendizagem dos alunos, constróem o quadro propício a uma sinalização de crianças em que estas, por vezes, são apressadamente rotuladas de deficientes. Não raro, abre-se, desta forma, a porta para o ensino especial.
        Quando assim é, estamos perante uma escola que exclui.”

        Pessoalmente choca-me mais ainda a existência de retenções no pré-escolar à luz de “cuidados pedagógicos inclusivos”

        Para mim, definitivamente, este sistema de acompanhamento à criança/jovem com NEE não demonstra, para já, capacidade inclusiva, quiçá ajude a engrossar o desemprego jovem,notando que, julgo, já leva perto de uma década de existência.

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  7. 23 Março, 2014 23:23

    O ensino obrigatório era, à data a que ser reportam esses dados, os nove anos de escolaridade.
    Está explicado.

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    • vitorcunha permalink*
      23 Março, 2014 23:25

      Entendo. O objectivo das NEE é acabarem o obrigatório e desampararem a loja. É isso, não é?

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      • 23 Março, 2014 23:33

        Não, é uma opção dos pais.

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      • vitorcunha permalink*
        23 Março, 2014 23:55

        Então não está a funcionar? Os pais preferem que os filhos com necessidades especiais saiam do sistema no 9º ano apesar de terem mais 3 anos obrigatórios tendencialmente gratuitos pela frente?

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      • Sílvia permalink
        26 Março, 2014 15:17

        Antes que me insultem começo por me identificar por professora do ensino secundário do sistema público e mãe de uma criança autista, logo com NEE.
        É claro que, em teoria, o objectivo traçado para os meninos com NEE não será que esses alunos sejam excluídos assim que terminem a escolaridade obrigatória mas para quem tem défice cognitivo a frequência de cursos de caráter geral é de facto muito difícil. Assim, muitos meninos (ou os seus pais por eles) com NEE optam por frequentar cursos profissionais ou deixam mesmo de estudar quando terminam a escolaridade obrigatória (até há pouco o 9º ano)
        Com a obrigatoriedade dos 12 anos de escolaridade é natural que passem a existir mais alunos com NEE nas escolas secundárias.
        Por outro lado, para um aluno poder usufruir de apoio do ensino especial, pago pelo estado, terá obrigatoriamente de frequentar o ensino público. Só no pré-escolar é que um aluno de uma escola privada usufrui de apoio especializado às custas do erário público.
        Para um menino com NEE ter apoio de um professor do ensino especial no privado terá de depender da vondade da instituição a frequentar em o ter como aluno. Como o rácio custo/beneficio de ter alunos com NEE normalmente é muito baixo pois os custos são de facto muito elevados, a maioria das instituições privadas não os quer. Até há pouco diziam que já não tinham vagas. Agora já nem precisam mentir. O novo estatuto aprovado por este governo retirou-lhes a obrigatoriedade de pareerem inclusivos. Nem as escolas com contrato de associação são obrigadas a recebe-los.
        Neste contexto, para onde vão estes meninos? Na escola pública têm sempre lugar.

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      • vitorcunha permalink*
        26 Março, 2014 15:21

        Não está em discussão sequer o caso pessoal que aponta, Sílvia. Pelo contrário, está em causa a alocação de recursos que são escassos a crianças que deles não necessitem.

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      • vitorcunha permalink*
        26 Março, 2014 15:57

        Reparei que não respondi completamente à sua questão. É suposto privadas discriminarem e escolherem os alunos que querem ter. Como ninguém quer abolir escolas públicas, espera-se que estas consigam gerir da melhor forma, atribuindo NEE a quem deles necessita.

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  8. JorgeGabinete permalink
    24 Março, 2014 00:08

    bom, bom,
    este regime de educação especial foi promulgado na mesma edição DR que o acordo ortográfico 😉 explica muita coisa.
    Mas o que diz o Decreto-Lei nº 319/91 é que se aplica aos níveis de ensino básico e secundário. O que se pergunta (em jeito de reflexão) é se levamos tão a sério a declaração de Salamanca? Isto porque era suposto um ensino inclusivo não despejar crianças/jovens com NEE no mundo adulto sem completarem uma formação, isto porque o projecto de educação especial não é ocupacional, é formativo, ou estamos a falar de mais um fito social do estado educador em que o mais visível resultado prático é um numerus clausus acrescido para educadores?

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    • JorgeGabinete permalink
      24 Março, 2014 00:13

      Não promulgado, publicado

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    • Carlos Plágio permalink
      27 Março, 2014 15:18

      Decreto-Lei 319/91? Se por “este regime de educação especial” se entender o que vigora atualmente, temos de reportar-nos ao Decreto-Lei 3/2008, um pouco diferente…

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      • JorgeGabinete permalink
        27 Março, 2014 15:28

        É verdade, esse decreto revoga o anterior, assim como o anterior é que institui pela primeira vez o regime actual que não foi substancialmente alterado, nomeadamente quanto aos princípios orientadores da declaração, estarei errado?

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  9. 24 Março, 2014 01:39

    A maioria das escolas privadas recusa os alunos NEE pois estes alunos além de necessitarem de mais meios, e darem menos lucro, comprometem as médias e os rankings e da escola.
    Experimente tentar colocar num colégio um aluno que já tenha reprovado vários anos ou que tenha problemas comportamentais e depois conte qual é a resposta que lhe deram.
    Espantoso que tenha descoberto que as pessoas com NEE tenham tendência para abandonar o ensino cedo ou fiquem muitas vezes retidas nos primeiros anos.

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    • Churchill permalink
      24 Março, 2014 07:38

      Um aluno com problemas comportamentos e tri-repetente só é um NEE neste conceito que se critica.
      Provavelmente é um gandulo que precisa de uma picareta e um capataz a dar-lhe nas orelhas para acordar para a vida.
      Se s colégios privados impedem a entrada destes elementos é porque estão a funcionar bem.

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      • 24 Março, 2014 11:32

        Portanto se o aluno tem dificuldade em integrar-se na escola não tem necessidades educativas especiais, é só gandulo. Se tiver problemas mentais é só burro. Se tiver problemas sociais ou familiares graves é só degenerado.
        A pensar assim não há NEE.
        Claro que a maioria das escolas privadas escolhem os alunos, assim podem afirmar a superioridade do ensino privado em relação ao público. Mas se os dois tipos de ensino estão na mesma situação, então o ensino público também poderia recusar alunos, o que faria com que algumas crianças de pouca idade fossem excluídas à partida do ensino.
        Para ser o maravilhoso mundo novo neoliberal só falta o cheque-ensino, para por os privados a escolherem os alunos e serem pagos pelo erário público.

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      • vitorcunha permalink*
        24 Março, 2014 11:46

        Acho que não percebeu o post.

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  10. 24 Março, 2014 07:43

    Conheci pessoalmente duas professores deste ensino especial.
    Ambas dedicavam-se ao trabalho de alma e coração.
    Uma chegou a levar a turma dela, a expensas próprias num passeio de comboio ao Estoril.
    A escola fica na Rua Don Fernando II em Queluz.
    Eu não faria aquele trabalho nem pelo ordenado do Jardim Gonçalves mais todas as benesses que ele teve, tem e terá.
    Elas, e outras e outros, fazem.

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  11. Pedro permalink
    24 Março, 2014 13:55

    Vitor, se são NEE, é natural que tenham mais dificuldades em avançar na escolaridade. Se o sistema é mau e não os ajuda, salvo algumas almas excêntricas, ficam para trás e abandonam o ensino. É o que acontece.
    Vitor, sobre a nota adicional, eu estou aqui para ajudar, não para o insultar. Os que o insultam são estúpidos e insensíveis.

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    • vitorcunha permalink*
      24 Março, 2014 13:58

      Isso é o que diz o post. A outra hipótese, de NEE excessivos também não é boa.

      Pessoas que comentam aqui não insultam (temos um botão de delete).

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      • Pedro permalink
        24 Março, 2014 15:01

        hm, isso é o que diz o post? O post coloca duas hipóteses e o Vitor não sabe bem o que fazer com elas. Eu estava a dizer-lhe que o sistema é mau. É essa a razão para essa coisa do gráfico. É só a minha opinião. O que é mau para mim, pode ser bom para outros. O Vitor, ou outra pessoa, pode responder-me. “ó camarada, mas para que é que o estado tem de gastar dinheiro com miúdos preguiçosos?” Bem, de facto pouco gasta com os preguiçosos, lá está. Portanto, não ligue a isso dos “NEE excessivos”. A lista dos NEE funciona atualmente como uma lista de miúdos preguiçosos, os menos empreendedores, pouco mais do que isso. Posso perguntar ao Vitor se tem crianças em idade escolar e se sabe como funcionam estas coisas?

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      • vitorcunha permalink*
        24 Março, 2014 15:16

        Tenho crianças em idade escolar e não faço a mínima ideia de como funcionam estas coisas. O gráfico mostra duas hipóteses: o mau (que é a versão que o Pedro elege) e a cura. As pessoas que decidam o que pensar das duas hipóteses (coisa que o Pedro fez, não o estou a criticar).

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      • Pedro permalink
        24 Março, 2014 15:47

        Vitor, um gráfico, por definição, não mostra hipóteses. Adelante. Se o Vitor não faz ideia nenhuma, e eu acredito plenamente nisso, pode confiar em mim: aquela coluninha mais baixa no gráfico não revela cura nenhuma. Isto não foi uma revelação que me chegou através da meditação ou do pensamento. É mesmo por saber. Portanto, aviso aqui os seus leitores: podem estar a pensar na coisa durante três meses sem parar, que, se também não fizerem a minima ideia de como funcionam estas coisas, não adianta.
        Admito que cheguem a uma outra conclusão pela via ontológica: os seres são naturalmente livres e responsáveis e todos têm as mesmas oportunidades. Ergo, cidadãos com necessidades educativas especiais é um contrasenso. É apenas um resquicio de eduquês que importa exterminar.
        De nada.

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  12. ocni permalink
    24 Março, 2014 14:31

    e por sexo, conseguem-se arranjar dados?
    é que acho que há falhas na deteção e isto por sexo era útil para perceber se estas existem ou não.

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  13. 24 Março, 2014 22:55

    Este post é demasiado mau para ser verdade…
    Não olha para as datas dos dados, baralha números, a lástima habitual num blogue que já teve bons tempos e menos postadores de ocasião.

    A verdade é que o número de alunos com NEE no privado é 3 vezes menor ao peso relativo dos alunos que o frequentam (cerca de 15% do total) no contexto do nosso sistema educativo.

    O “desaparecimento” dos NEE no Secundário poderia ser percebido colocando o resto dos dados do relatório (houvesse capacidade de pesquisa).

    E, já agora, percebendo que o que se passa é comum em termos relativos ao ensino público e privado, algo que só é perceptível para quem consegue calcular percentagens.

    Mas não é maravilhoso que no ensino privado só existam menos de 300 alunos com NEE?
    Fantástico, não é?

    Haveria mais a explicar, mas é inútil.
    E nem vale a pena polemizar porque este Cunha tem o nome consigo.

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  14. 24 Março, 2014 22:57

    Detalhe adicional… o autor do post mente (será isto um insulto?) de forma desnecessária para não linkar o post original onde várias coisas poderiam ser percebidas.
    Porque mente?
    Não discuto modos de vida.

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  15. Fafe permalink
    24 Março, 2014 23:55

    Eu acho que o autor plagia o medo.

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  16. 25 Março, 2014 00:50

    Ah, já sei, não percebi o texto (o que me deixa sempre na dúvida sobre quem terá necessidades educativas naturais), mas pelo menos tentei:
    [VC: Link para spam removido]

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    • JorgeGabinete permalink
      25 Março, 2014 01:39

      Este João, chamemos-lhe João, resolve caridosamente revelar a Maria ao mundo, invisual de Penela (na altura ficava noutro sítio), vivia “sozinha com uma avó, pai embarcadiço, mãe algures por aí”; a Maria personifica o resultado da luta de uns poucos que remam contra o sistema (o das NEE) e depois de a bem sucederem perdem-a de vista, até hoje que a assinalam a todo o Mundo, presumindo-se a anuência da própria a tão desbragado desvelar da sua (julgava ela) quietude do anonimato. O João, chamemos-lhe João,distingue claramente quem sabe distinguir um aluno com NEE porque é uma pessoa que gosta de pessoas, por oposição a pessoas que gostam de números, diz ele.
      O João, chamemos-lhe, do alto da sua sobranceria (que isto de discutir assuntos destes é para pessoas que gostam de pessoas e as trazem aos olhos do Mundo – para bem delas é certo, verdade Maria?!) diz desconhecer-mos que muitas vezes:

      “quando completam o 9º ano quantos desses alunos não coleccionaram já repetências? que idade têm? e fizerem-no por múltiplas razões, daquelas práticas que qualquer professor conhece: falta de psicólogos e professores do ensino especial, provocando por exemplo atrasos irremediáveis no diagnóstico, sucessivas políticas de poupança que retiraram por exemplo as horas de redução lectiva que cada professor tinha e fazem da constituição de uma turma com menos de 21 alunos um calvário para qualquer dirigente escolar, ou muito simplesmente porque, outro exemplo, a escola inclusiva é para eles apenas o direito à vida social mínima, toda a gente o sabe e aceita.”

      O João, chamemos-lhe,repara então que tanto discurso NEE até ao 9º ano serve para dizer que por isto e por aquilo sem política NEE os resultados seriam os mesmos, mas não era a mesma coisa. Porque não gosta de números, o João, chamemos-lhe, fala da percentagem de alunos com NEE no privado mas não fala da percentagem de alunos totais no privado, que isto dos números é para quem não gosta de pessoas e ele, para o caso, pode não perceber nada de NEE mas na anatomia do seu insucesso é um expert (não sei como é, mas assim está mal!).
      Peço desculpa se dei demasiadas pistas sobre quem poderá ser este chamado João e por isso o expus involuntariamente.
      Se o João, talvez seja mesmo, consultar a orientação da declaração de Salamanca e delimitação de abrangência:
      “(…)Neste conceito, devem incluir-se crianças com deficiência ou sobredotadas,
      crianças da rua ou crianças que trabalham, crianças de populações remotas ou nómadas, crianças de minorias linguísticas, étnicas ou culturais e crianças de áreas ou grupos desfavorecidos e marginais”
      dizia, quando e se a consultar encontra motivos intrínsecos para a menor prevalência de alunos com NEE no privado, ,mas isso seriam números, e o dito João gosta de pessoas, é pena é que goste tanto de tão poucas e se borrife para as outras, que deveriam poder opinar, ou não.
      Este comentário foi escrito resistindo à tentação de citar HerbertoH ou o fiilho.

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      • vitorcunha permalink*
        25 Março, 2014 02:10

        O João e o Paulo da TV querem comparar isto mas não querem ouvir falar de rankings.

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      • 25 Março, 2014 07:48

        Ó Jorge, não lhe vou chamar Gabinete, se tiver um bocadinho e não for muito o incómodo, traduza para português, sff, com percentagens e tudo.

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  17. Surprese permalink
    25 Março, 2014 18:03

    Vitorcunha, eu de facto não percebi o post. Sei que ironia é uma figura de estilo para inteligentes, pelo que enfio a carapuça.

    Os meus filhos têm NEEs nas suas turmas, em escola privada, e não me espanta que exista abandono escolar precoce. Até fico surpreendido que terminem o 1º ciclo.

    É um drama familiar, e não me parece que seja algo relacionado com o facto da escola ser pública ou privada, a não ser que a classificação em NEE seja feita pela própria escola, o que não me parece ser o caso (junta médica?).

    Poderia explicar?

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    • vitorcunha permalink*
      25 Março, 2014 18:26

      Posso. Ninguém falou de público ou privado no âmbito de NEE porque é preciso ser muito socialista (ou funcionário€ para se comparar 10% de 10% com 10% de 90%. Notou-de sim que as NEE acabam subitamente no 9º ano indiciando que 1) não funcionaram nos anos anteriores ao ponto de os convencer a continuar a estudar ou; 2) ficaram subitamente curados e não precisam de apoio no 10º ano.

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      • Surprese permalink
        25 Março, 2014 20:32

        Vitor, costumo ir à sala dos meus filhos, e falo com os NEE. Acredite, é impossível sequer fazerem o 9º ano com aproveitamento. Ficam no sistema enquanto for obrigatório, e depois tenderão a procurar um ofício simples, ao abrigo da lei das quotas de emprego para pessoas com deficiência.
        Nos NEE incluem-se pessoas com trissomia 21, atrasos mentais de moderado a profundo, casos que eu pensei deverem estar em turmas/escolas segregadas, mas devido a decisões no passado, estão obrigatoriamente em turmas regulares, muitas das vezes sem acompanhamento de qualquer espécie.

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      • vitorcunha permalink*
        25 Março, 2014 20:37

        Não questiono o que diz nem o quão decisões no passado de não segregação afectam estas crianças e turmas em que se inserem. A questão que isso levanta é, então, o porquê da obrigatoriedade de ensino até ao 12º ano ou idade equiparada. Usar escolas como depósito de crianças enquadra-se perfeitamente no conceito de NEE para todos os casos não funcionarem.

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  18. JorgeGabinete permalink
    25 Março, 2014 21:07

    Voltando ao início, o post propriamente dito, existe quase unanimidade que os dados plasmados e outros que sejam acrescentados nada dizem de bom sobre o Ensino Especial e de Inclusão e concomitantemente sobre a nomenclatura NEE. O meu pasmo, na condição de pai que acompanha uma realidade específica, é ter alguns daqueles que deveriam ser educadores uma reacção virulenta para com quem questiona um sistema que tem objectivos de inclusão. Já habitual é a quase total polarização de comentários que não permite discussão ou confrontação de experiências e pontos de vista.
    Pessoalmente, não vejo coincidência entre crianças/jovens com NEE e a deficiência, vejo sim que, tal como se encontra, o sistema aparenta segregar de modo negativo aqueles que era suposto auxiliar. (Até nos comentários) temos o caso de profissionais que falam de casos de NEE como sinónimo de casos perdidos e isso por si é sintoma de fracasso (não o fosse de modo evidente nos números). Vivenciei a sinalização de NEE de modo subjectivo e segregador em prejuízo claro de crianças, presencio diariamente a falência do pilar inclusivo que seria a disponibilidade de professores e outro pessoal para integrar, porque cada criança com NEE tem uma envolvente familiar e o que vejo é o determinismo de se substituir ao pai/tutor na escolha de caminhos e soluções e não o chamar dos mesmos para concorrer para um futuro sem condescendência para essas crianças e jovens. Está o problema na legislação e no “sistema”? Nunca saberei, porque antes de conseguirmos de facto colocar em prática o que ele prevê/previa já temos tribos profissionais a alcandorar-se e determinadas em sabotar tudo o que não é feito à imagem e semelhança do seus saberes profissionais, como se percebe lendo a dinâmica deste post por exemplo.
    Enquanto estas tribos não perceberam que são profissionais especializados (ou supostamente) e como tal deles se espera um desempenho rigoroso e não militância na divergência, continuaremos a ser inglórios em qualquer medida a aplicar, nunca chega a sê-lo de facto.

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    • Pedro permalink
      26 Março, 2014 14:07

      Jorge, eu não sei o que é esse tal “sistema”, nem de que “tribos” fala. Se quer uma conversa serena sobre o assunto, sem polarizações nem insultos, não é falando em “tribos” que lá vai. O seu texto é confuso e eu sou um tipo prático. Não há “tribos” a boicotar. Há pessoas, há escolas, há professores, há alunos, programas para dar, uma estrutura e, acima disto tudo, uma politica definida pelo ministério. É estranho que diga que não sabe e nunca saberá o que se passa, dizendo ao mesmo tempo que tem experiência direta no assunto. Ou sabe, ou não sabe e se não sabe, porque não fala com as pessoas, incluindo professores, (se calhar porque serão eles a tal “tribo”, não faço ideia) eu digo-lhe. Sou pai, frequento a escola, falo com professores e outros encarregados de educação e isso basta-me. O que se passa, simplificando, é que as crianças com necessidade educativas especiais não são acompanhadas como deviam ser. Não há estruturas para isso, não há horários, não há psicólogos, o pessoal é cada vez menos, incluindo professores e auxiliares, as turmas são grandes, existe um programa extenso para dar, e quem sabe, sabe, quem não sabe, fica para trás. Está a síntese bem feita? Está percebido?
      Diz o Jorge, “cada criança com NEE tem uma envolvente familiar e o que vejo é o determinismo de se substituir ao pai/tutor na escolha de caminhos e soluções e não o chamar dos mesmos para concorrer para um futuro sem condescendência para essas crianças e jovens.” Que é isto? Não percebi nada, é um texto um bocado para o pós-moderno, diz tudo e coisa nenhuma. Quem é que deve chamar os pais e onde e para dizer o quê? Os professores devem chamar os pais à escola? É isso? E dizer-lhes o quê? Que têm muita pena mas não conseguem fazer um acompanhamento individualizado aos seus filhos, como eles merecem? Importa-se de explicar qual é, concretamente (sublinho concretamente) a sua sugestão, se é que tem alguma?

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      • JorgeGabinete permalink
        26 Março, 2014 14:50

        Caro Pedro, li atentamente a sua resposta e tem razão. Desculpe-me o tempo que lhe tomei ao ler o meu comentário e escrever o seu.

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      • Pedro permalink
        26 Março, 2014 16:10

        Está desculpado e vá em paz.

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  19. 26 Março, 2014 13:00

    O Fafe é um professor que tem a sua identidade, nome, cargo e lugar.
    Já deu a cara quando necessário.
    Não preciso de duplos nicks para demonstrar que o cunha é imbecil.
    Isto não é um insulto.
    É uma onstatação.

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  20. A Firmino permalink
    26 Março, 2014 13:34

    Desculpem lá, mas alguém sabe, por acaso, do que está a falar?

    P.S. Sou pai de um aluno autista.

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    • Carlos Plágio permalink
      27 Março, 2014 15:26

      Já se percebeu que não…

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      • vitorcunha permalink*
        27 Março, 2014 15:33

        Excelente comentário para colocar nos posts sobre economia nos blogues de professores.

        Peço desculpa. O professor sabe sempre do que fala, os outros é que, coitadinhos, como foram alunos, não sabem nada de nada.

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      • Carlos Plágio permalink
        28 Março, 2014 15:37

        Obrigado. E, tendo sido a minha primeira intervenção neste blogue, apreciei sobremaneira a indução (podemos falar de fogões?!) do raciocínio implícito no “sabe sempre”…

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      • vitorcunha permalink*
        28 Março, 2014 15:40

        Ou podemos nem falar de nada. E fica uma aula autêntica de Facebook.

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  21. 26 Março, 2014 15:24

    Caro Cunha: antes que se enterre mais, apague este post e finja que nunca existiu. E não fale do que não sabe, não percebe ou não quer perceber.
    PS- sou professor de uma Escola pública com alunos NEE’s, numa cidade onde não há alunos NEE’s em escolas privadas. Este ano não tivemos ainda terapeutas da fala, terapeutas de motricidade e temos 3 alunos NEE’s que “terminaram” o 3º Ciclo e, como a Escola Secundária para onde iam não sabia o que lhes fazer, colocaram-nos na minha Escola (que só vai até ao 3º Ciclo)…

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    • vitorcunha permalink*
      26 Março, 2014 15:26

      Sindicalismo II.

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      • Sílvia permalink
        26 Março, 2014 17:59

        Desculpe Vítor mas está a ser injusto. Não é sindicalismo. É a realidade. O descrito pelo Fernando é a realidade de muitas escolas. Imagine agora a angústia dos pais destes meninos que não raramente têm o duplo azar de terem poucos recursos económicos e só poderem contar com aquilo que o estado, através da escola, lhes dá. Já agora, os meninos referidos pelo Fernando constam como estando a frequentar o ensino secundário nos dados oficiais. A escola (pública e privada) não é inclusiva porque a sociedade também não o é. E os dados acima postados, quando muito, refletem isso mesmo. O que provavelmente ofendeu o Fernando, porque a mim também não me caiu muito bem, é a ironia desnecessária. Obviamente que a primeira hipótese não é possível. Resta a segunda. O sistema não permite que os alunos com NEE cheguem ao secundário. E quando chegam (porque é agora que eles estão a chegar em maior número), a ter sucesso. Sim, o sistema é péssimo. É muito mau! E está cada vez pior. Basta ver a percentagem de cortes na despeza relativa ao ensino e dentro desta ver quanto foi cortado ao ensino especial.
        Faço minhas as palavras de um comentador acima: nestes assuntos, por favor usar pinças.

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      • vitorcunha permalink*
        26 Março, 2014 18:29

        Entendo que a ironia lhe tenha caído mal. Vem como resposta ao professor que compara NEE na privada com NEE na pública, como se demonstrando que por privadas não incluírem crianças com problemas seja condição suficiente para justificar a bonomia do sistema público que, como diz, lá porque endereça o problema não significa que tenha vocação para o resolver.

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      • Florêncio Nightingale permalink
        26 Março, 2014 19:35

        Eu, depois de ler os comentários do autor do «post», não sei bem o que pense.

        Atente-se neste último, por exemplo, reflita-se um pouco e olhe-se para a história e para o que alguns famigerados do século passado pensaram, publicaram e executaram.

        Honestamente, eu fico um pouco assustado com gente desta. O tom, o ideário que se lê e se pressente mais profundo ainda, a ambivalência… deixem-se ficar pela enxovia, pelo menos assim se acabará com a bonomia.

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      • vitorcunha permalink*
        26 Março, 2014 19:38

        Não tem que temer: não sou comunista nem socialista, algo que exclui tudo que o assusta do século passado.
        Na realidade só escrevo posts.

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      • 8 Abril, 2014 10:34

        Caro Vitor: não sou sindicalizado, nunca fui e tenho a certeza que vou votar igual a si nas próximas eleições. Enxerge-se, antes que faça mais estragos… Sou professor mas também sou encarregado de educação. No 1º Ciclo o meu filho frequentou uma privada que paguei a preço de ouro e que por sinal é muito bem gerida, por um maçon que trabalha no Ministério da Educação e tanto faz o trabalho do PS como o do PSD (estou a falar do bisneto do poeta e pedagogo João de Deus). Recebe dos pais e do estado e não precisa de se chatear com NEE’s, elevadores nos Jardins Escolas, terapeutas da fala, psicólogos, etc., e todos os anos pode comprar novos carros, fazer melhoramentos nos Jardins Escola e fazer de raiz novos Jardins (que só edifica, pois os terrenos são privados e não sei se pagará IMI…). Agora o meu filho está no 6º Ano, numa escola pública, com 15% de estrangeiros (europeus de leste mais africanos e brasileiros) mais alunos de etnia cigana, com 30% de alunos subsidiados, com a fina flor das CERCIS integrada e sem os meios para fazer face a estes casos. Num raio de 20 km há sete colégios (sem contar com os de 1º ciclo) que não têm um único NEEP, mas têm dinheiro para o Diretor mudar, três vezes por ano, de carro topo de gama e de amante, comprar autocarros e pôr os alunos a fazer hipismo, ténis, natação, etc…
        E depois fale em sindicalismo…

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  22. Diogo Pereira permalink
    26 Março, 2014 23:50

    A mim assusta-me a ignorância. O posto revela um profundo desconhecimento da realidade. Do século passado não é só o comunismo que assusta, também o fascismo. Quem diz o o contrário do que senhor Cunha pensa, não é automaticamente comunista, socialista ou sindicalista. Mais uma vez está a ser ignorante. Desculpa, mas o senhor Cunha é um susto. Não o quero em lugares de decisão. Escreva só posts.

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    • vitorcunha permalink*
      27 Março, 2014 00:07

      Fascismo e comunismo são filhos de socialismo.

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      • 27 Março, 2014 14:49

        E o Rei Leopoldo do congo (que acumulava funções com a de rei da Bélgica), um dos governantes mais sanguinários do século XX (apesar de só ter governando 8 anos)?

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  23. Pedro Martins permalink
    27 Março, 2014 13:04

    Tanta discussão sobre tabelas e gráficos quando, para a Esquerda: AS PESSOAS NÃO SÃO NÚMEROS!!

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  24. JorgeGabinete permalink
    28 Março, 2014 16:22

    Estou consigo Carlos Plágio, vamos destruir esses pensamentos malignos que por aqui passam, devem decorrer de NEE não satisfeitas por vossa senhoria e correlegionários. Vamos juntar-mo-nos para denegrir sem pejo o VC ou outro que apareça só porque sim. Viva o pensamento unitário do estromatólito! Assim fica dispensado de evidenciar o seu supremacismo. Ficou claramente demonstrado que as NEE não são um problema para vossa senhoria, como o desemprego não o é nem a dívida, nem o crescimento, o governo é que é o problema (e alguns bloggers), certo?

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    • 28 Março, 2014 17:03

      Juntar-mo-nos inclui a malta da ortografia Viana, para sempre? boa ideia.

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      • JorgeGabinete permalink
        28 Março, 2014 17:12

        Pois…
        Daí não virá polémica, certamente.
        Esta de falar com o Carlos e aparece o João, falo com o João e aparece o Paulo, e dou por mim no jogo da corda, e três rapazinhos a saltar…
        Se está numa de corrector, sujeito e predicado e demais aspectos, construções frásicas, etc tem muito comentário meu por onde pegar, dividem-se as tarefas, o João com a forma e só falta quem assegure a validação de conteúdo, será o Paulo ou o Carlos, todos a saltar à corda…
        Não me assinalaram NEE em devido tempo, percebe-se, não!?

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      • 28 Março, 2014 17:15

        Ó Gabinete, eu não sou corrector ortográfico de ninguém, faltam-me competências. Foi só uma sugestão unitária.

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      • JorgeGabinete permalink
        28 Março, 2014 17:17

        Entendo. É pois validador de competências. Já percebo o que fazem o Carlos e o Paulo, três rapazinhos a saltar…

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      • vitorcunha permalink*
        28 Março, 2014 17:23

        Estão em expansão? Precisam de mais comentadores para demonstrar a supremacia da escola pública? (Em anaclês, “the supremacy of the school of the people”)

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  25. joao lopes permalink
    31 Janeiro, 2015 14:44

    vitor cunha,faça censura a este comentário se quiser, mas você esta a destruir o blog.da helena.la esta,o problema é vosso

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