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FAQ: Salário Mínimo

9 Abril, 2014

O que é o salário mínimo?
É um valor arbitrário determinado por pessoas com capacidade financeira para o gastar numa noite de copos.

Para que serve?
Para os seus proponentes se sentirem bem e mostrarem que não só pensam a sociedade como se preocupam com pessoas concretas.

Quais pessoas concretas?
Os pobrezinhos que não têm a sorte de poder gastar um salário mínimo numa noite de copos a discutir o valor do salário mínimo. Aquilo a que a malta fixe chama um “momento world press photo”.

Mas o salário mínimo protege os trabalhadores não qualificados, não?
Não. Fomenta a sua substituição, sempre que possível, por automatismos tão ou mais eficientes e com custos fixos determinados não sujeitos a uma noite de copos onde se decide qual o custo que terá daí para a frente.

As pessoas são números?
Para os proponentes do salário mínimo, são. Quer dizer, são desempregados em potência, mas isso só é trágico quando nos bate à porta e começamos a fazer biscates ilegalmente abaixo do salário mínimo.

Sem salário mínimo haveria escravatura.
Errado. Com salário mínimo há trabalhadores no mercado informal impedidos de realizar contratos que os protegem. É a coisa mais próxima da escravatura porque presume que uma lei impede pessoas de realizarem transacções por serviços abaixo de determinado valor. Não só é irrealista como pensar que se impede tal coisa por decreto é simplesmente parvo.

Porque tem que haver salário mínimo?
Porque os socialistas que levam países à falência acham que é uma boa ideia e o seu eleitorado é composto de pessoas susceptíveis de acreditar em qualquer treta múltiplas vezes. É o efeito messiânico que promessas de milagres origina.

Porque recebemos menos que os luxemburgueses?
Porque produzimos menos valor que os luxemburgueses. Ou dito de outra forma, quanto paga à sua empregada doméstica para ter tempo para se queixar que isto não se aguenta? Ou ainda melhor, quanto lhe paga para “pensar na sociedade” em vez de lavar a louça?

Eu pago à empregada doméstica o mesmo que as outras pessoas, de outra forma não conseguiria contratar uma no mercado informal.
Eu sei. Chama-se lei da oferta e da procura e não tem nada a ver com salário mínimo. Experimente contratar um soldador subaquático por 500€.

Isso é uma ideia fascista.
Só seria uma ideia fascista se tivesse como objectivo “pensar a sociedade” e criar igualdade artificialmente onde ela não existe, fechando os olhos aos efeitos colaterais. Se estamos no domínio do “pensar a sociedade”, só existem socialistas: uns mais autoritários, outros mais homo-sensíveis no seu “pensar da sociedade”. São todos iguais e acham que são mais espertos do que você, que faz uns biscates por fora.

Receber abaixo de determinado valor é indigno
Então não receba. Ninguém o obriga. Pode sempre dedicar-se a comentar posts em blogues.

Quanto recebes para escrever estas coisas que fazem doer na alma dos portugueses com bom coração?
Nada. Infinitamente abaixo do salário mínimo.

Quero deixar um comentário a este post.
OK. Sem problemas. Acrescente no fim o valor que paga à empregada doméstica e o que o impede de aumentar esse valor.

70 comentários leave one →
  1. joão viegas permalink
    9 Abril, 2014 15:18

    Ola,

    Vivo num pais razoavelmente desenvolvido (mais do que Portugal, em todo o caso) e pago à mulher a dias que emprego um salario superior ao salario minimo (que, no pais em causa, é considerado como elevado). Ainda que quisesse pagar menos, não teria como, porque o que pago é perfeitamente concorrencial.

    Como se vê, o salario minimo não é necessariamente para “mulheres a dias”. Em contrapartida acredito que o salario minimo beneficie a pessoas desprovidas, não apenas de qualificações minimas (por exemplo não sabem que infinito por cento da zero), mas também de noções basicas que lhes permitam compreender o mundo em que vivem.

    Por exemplo, acredito que o salario minimo aproveite a pessoas como o autor do post…

    O problema é que, como se vê no post, algumas dessas pessoas são as primeiras a critica-lo e a pugnar pelo seu abandono. Devemos fazer-lhes a vontade ? Moralmente, penso que não. Seria aproveitar-se de uma grave deficiência mental.

    Mas posso perceber que haja quem se deixe tentar…

    Boas

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    • 9 Abril, 2014 15:23

      Não sei em que país vive. Mas, se é em Inglaterra, asseguro-lhe já que fica muito mais barato lá pagar a mulher-a-dias por agência que cá directamente a uma qualquer.

      Estranhei o facto mas é mesmo assim.

      Por outro lado, cá só paga a empregada doméstica quem é parvo ou gosta de se armar em beta.

      Porque, se alguém precisar mesmo de trabalho em casa que requeria força, para além da limpeza, fica mil vezes mais barato pagar a homem-das-obras.

      É isso que eu faço, quando tenho trabalho mais pesado, incluindo impermeabilizações e outras tarefas de carpintaria no quintal.

      Um tipo das obras leva 50 euros ao dia e faz tudo isso nas calmas. Uma mulher-a-dias, estraga electrodomésticos e passeia-se com o pano do pó.
      Mais nada. Não têm o menor préstimo.

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      • 9 Abril, 2014 15:26

        Este ano precisei de raspar todo o chão de madeira da casa para fazer tratamento a térmites.

        Não encontrei uma única mulher a dias ou a horas que soubesse sequer decapar cera.

        Nem uma. Acho que para encerar já levam quase tanto como um tipo das obras para envernizar.

        Fiz eu tudo sozinha porque há coisas que me complicam com os nervos.

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    • vitorcunha permalink*
      9 Abril, 2014 15:29

      (por exemplo não sabem que infinito por cento da zero)

      Mudei a piada porque haveria sempre um tonto incapaz de a perceber.

      Paga mais que 8€ por hora à empregada em França? Fascinante.

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      • 9 Abril, 2014 15:31

        É mentira. O tipo é aldrabão.

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      • joão viegas permalink
        9 Abril, 2014 15:59

        Pago, como toda a gente (em Paris, pelo menos) :

        http://www.prestadomicile.com/tarifs-femme-de-menage

        Boas

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      • vitorcunha permalink*
        9 Abril, 2014 16:01

        Esse “em Paris, pelo menos” estraga o conceito de salário mínimo nacional.

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      • joão viegas permalink
        9 Abril, 2014 16:15

        O salario minimo é nacional, não existe salario minimo legal para a cidade de Paris (diferente do nacional). No entanto a média do salario de uma mulher a dias em Paris é superior ao salario minimo nacional…

        Boas

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  2. 9 Abril, 2014 15:27

    Ah, e pergunte à sua mulher-a-dias se sabe fazer cimento. Era giro, era. Não sabem nada. Vivem da dondoquice de quem também gosta de esnobar e chame fascista a quem tinha criada antes do 25 de Abril.

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  3. 9 Abril, 2014 15:30

    O João Viegas mentiu.
    Por acaso estou a par dos custos com mulheres-a-dias quer em França, Holanda, Bélgica e Inglaterra e são inferiores aos de cá.

    E é tudo por agência que ainda lhes fica com uma percentagem.

    Ele mentiu.

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    • 9 Abril, 2014 15:50

      Pois mentiu. É típico…
      Eu, depois de várias mulheres a dias a destruirem-me a casa – a ultima das quais partiu-me um azulejo da cozinha depois de, no dia anterior, eu ter contratado um pedreiro para me substituir outro que ela já tinha partido anteriormente – dispensei-a e passei eu e a minha consorte a fazer as lides domésticas.
      Dá trabalho?
      Dá.
      Sai-me do coiro?
      Sai.
      Gozam comigo quando eu conto isto?
      Gozam.
      Mas com o que poupo em salários e em despesas para reparar os estragos das mulheres da limpeza viajo pela europa nas férias de Verão.

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      • 9 Abril, 2014 15:52

        Ah… e tenho a casa mais limpa e as camisas mais bem passadas do que tinha antes.

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      • 9 Abril, 2014 15:56

        Pode crer. Eu mato-me a rir com os vizinhos de cima. Têm uma empregada que atira com o aspirador pelo ar que aquilo até abana.

        Não faz nada, aposto. Já precisei de uma coisa e bem que se podia tocar à campaínha que ela e a amiga que leva para lá estavam ao telemóvel e nem ouviam.

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      • 9 Abril, 2014 15:59

        Eu só chamo alguém para fazer aquilo que não podemos de todo fazer. Mas, mesmo assim, trabalho com eles.

        Não deixo um tipo das obras sozinho porque, já se sabe que vai fazer sorna.
        Agora essa dondoquice das empregas para limpar o pó é uma moda que até comunas adoram.

        Faz-me confusão e em miúda sempre tive criadas em casa. Mas era diferente- eram famílias grandes. Agora é casal, ou até mulher sozinha, apenas com animal doméstico e já ouvi uma a dizer que nem se podia tomar banho porque a empregada tinha faltado e a banheira estava por lavar.

        Essa palerma vota PCP.

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      • Atento permalink
        9 Abril, 2014 16:18

        Zazie, tem toda a razão em tudo o que diz.
        «Lá fora» (declaração de interesses, eu não resido actualmente em Portugal) a hora de trabalho é hora de trabalho; [pelo menos no que diz respeito a empregadas-a-dias] se o que está contratado é uma hora (por exemplo), elas chegam antes da hora, arranjam-se, preparam os instrumentos de trabalho e a horinha de trabalho é de trabalho à séria. Cá (leia-se, aí), chegam sempre epois da hora, arranjam-se com calma, entretanto já decorreram 20 minutoas, e quando faltam 15 minutos para sair, arrumam as «embambas» e à horinha certa, saem pela porta fora antes que nós nos apercebamos.
        Já vivi em muito lado: Hong Kong, Macau, Londres, Nova York, Johanesburgo, Madrid, Frankfurt, São Paulo, Luanda, etc, é escolherem. Como em Portugal, nunca vi.
        Mas estamos a sair do foco.
        A «provocação» do Vítor Cunha tem uma razão de ser: o desvirtuamento que se assiste em Portugal relativamente aos chamados direitos sociais, de uma maneira geral. Não se usa; abusa-se.

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    • joão viegas permalink
      9 Abril, 2014 16:09

      Zazie,

      Veja as informações neste site, que correspondem ao que vejo praticado à minha volta (os valores estão dados em custos reais, com encargos, mas correspondem de facto a um salario superior ao minimo nacional, tido como elevado em relação a outros paises europeus, como sabe).

      http://www.prestadomicile.com/tarifs-femme-de-menage

      Boas

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  4. Portela Menos 1 permalink
    9 Abril, 2014 15:48

    O que é que leva (praticamente) todos os países europeus a terem definido um Salário Mínimo?

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  5. Luís Marques permalink
    9 Abril, 2014 15:54

    O VC só devia permitir comentários a quem declarar o que paga à empregada e dizer o que o impede de a aumentar. Eu pago 6,00 € / hora por baixo da mesa, dinheiro negro. E se ela quiser aumento, duvido que o queira pois não arranjava patrão igual, não pago!
    Até parece que gosto de censura, mas se você me conhecesse saberia que não é o caso.

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    • vitorcunha permalink*
      9 Abril, 2014 15:58

      Trabalha 20 horas por semana?

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      • Luís Marques permalink
        10 Abril, 2014 00:06

        Credo, somos duas pessoas cá em casa, é certo que é grande, 180 m2, mas as 12 horas semanais chegam e sobram.

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  6. Portela Menos 1 permalink
    9 Abril, 2014 16:01

    se a resposta é esta, “Porque os socialistas que levam países à falência acham que é uma boa ideia”, há alguma coisa por explicar e podíamos começar pela nossa querida Alemanha.

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    • vitorcunha permalink*
      9 Abril, 2014 16:02

      Então comece e explique lá a sua querida Alemanha. Querem a papinha toda além de cheques em branco, estes marcianos.

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      • Portela Menos 1 permalink
        9 Abril, 2014 16:26

        Em alguns países, não existe salário mínimo definido. Os salários são calculados através de sistemas de acordo colectivo em países como a Alemanha, Finlândia e Dinamarca, entre outros.
        Ora aqui está um bom exemplo, mas como a contratação colectiva em Portugal está parada há meses e a existência de sindicatos é uma questão soviética …

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      • vitorcunha permalink*
        9 Abril, 2014 16:28

        Des-sovietize o seu sindicato. Afinal, para que serve? Parece ser você a afirmar que para nada de útil.

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      • Portela Menos 1 permalink
        9 Abril, 2014 16:47

        Des-sovietize o meu sindicato? tão errado como ser o seu.
        o que eu digo é que o exemplo da Alemanha na definição do SM é através de sindicatos/contratação; não havendo negociação colectiva neste momento em Portugal não se pode seguir o exemplo alemão.

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      • vitorcunha permalink*
        9 Abril, 2014 17:34

        Se não há negociação colectiva por via sindical, os sindicatos são inúteis.

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      • Portela Menos 1 permalink
        9 Abril, 2014 17:41

        Errado. Não existe negociação por via sindical porque o governo posiciona-se ideologicamente numa posição revanchista contra a existência de sindicatos.

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      • vitorcunha permalink*
        9 Abril, 2014 17:45

        Então havia sindicatos em 2008 e 2009 que negociavam acordos colectivos. Infelizmente o governo actual acabou com isso. Pronto, no próximo governo já voltam em força.

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  7. @!@ permalink
    9 Abril, 2014 16:31

    Acho que há um minimo para tudo.
    Para evitar aquelas confusões nas contas do tipo de se ter arranjado um gajo “jeitoso” que faz uns biscates por bom preço e quando estamos habituados ao tipo e ele nos prestas mais um serviço pensando que vai custar o minimo da 1ª vez ele dobra, resmungamos e ele nos fixa com aquele ar sério de mão estendida com um até sempre
    Mas por que carga de água há-de alguém precisar de mulher a dias? Então não sabem fazer o serviço delas? E ainda se queixam que são mal servidos, exigem os máximos quando não querem dar os minimos. Outra coisa, quando se quer enganar engana-se mesmo e o mais desafiante é quando há um “chato” que está sempre em cima e aí é um prazer engana-lo mesmo debaixo das barbas. Ele fica todo satisfeito pensar que fez de mauzão e poupou dinheiro: vai gastar mais cedo do que pensava. Uma dica: para decapar cera nada melhor que soda caustica.

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    • vitorcunha permalink*
      9 Abril, 2014 16:33

      Você está a criar desemprego nos licenciados em química.

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  8. Escatota Biribó permalink
    9 Abril, 2014 17:06

    O autor do post, expõe 13 opiniões, de forma até bem articulada, mesmo que não se concorde com o que disse, sem duvida que o homem dá luta

    a Zazie só percebeu a parte da mulher a dias

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  9. 9 Abril, 2014 17:13

    “Quero deixar um comentário a este post”
    Não tendo empregada doméstica, posso comentar?
    Comentando, será que é publicado?
    Os últimos não foram, mas é o que se espera de uma pessoa que acha que o mundo começa e acaba no espelho da casa de banho. Enfim, eu sou paciente e insisto.
    “Receber abaixo de determinado valor é indigno”
    Eu não acho. Recebo por aquilo que faço, um valor muito abaixo do salário mínimo. Faço-o é muitas vezes num mês e no total ganho muito, muito, acima do salário mínimo. Não pago é porra nenhuma de impostos. Felizmente ainda há gente inteligente neste país. Não eu. Mas os que me compram o meu trabalho.
    Também, e em contrapartida, não peço ao estado que me pague a pomada para as hemorróidas. Pago eu.
    Por último, quero vincar que nunca leio os comentários ( a não ser para ver se são publicados), a parte divertida deste blog são mesmo os posts.

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    • vitorcunha permalink*
      9 Abril, 2014 17:38

      Aproveito a oportunidade para dizer que não é o meu mundo que começa e acaba no WC, é o seu *direito* a comentar e achar que há dever de ser publicado.

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  10. Escatota Biribó permalink
    9 Abril, 2014 17:17

    “É um valor arbitrário determinado por pessoas com capacidade financeira para o gastar numa noite de copos.”

    caramba, esta parte até abala…. é irrefutável

    com esta a seguir “Para os seus proponentes se sentirem bem e mostrarem que não só pensam a sociedade como se preocupam com pessoas concretas.” quase desarma qualquer futuro oponente, tentar contrariar isto é como diz o Bazz, é esperar conseguir resolver uma equação de álgebra pelo simples facto de mastigar pastilha elástica

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  11. 7anaz permalink
    9 Abril, 2014 17:33

    Pago uma vez por semana 20€ (na candonga) a uma pessoa para me limpar a casa das duas às seis da tarde. No dia em que ela eventualmente me pedir aumento, dir-lhe-ei que acima desse preço farei eu o serviço, pois tenho uma cunhada especialista em medicina interna que trabalha em pós-laboral numa clínica a 5€ à hora. Podem acreditar mas é verdade.

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    • Pinto permalink
      9 Abril, 2014 21:07

      pois tenho uma cunhada especialista em medicina interna que trabalha em pós-laboral numa clínica a 5€ à hora

      Foi o equilíbrio encontrado entre a oferta que o empregador tinha e a procura da sua cunhada e colegas do ramo. Parece-me justo.

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    • 10 Abril, 2014 11:22

      A sua cunhada vai lá limpar a clínica?
      Leva 5€/hr? Passa recibo?
      Está caro. Uma neurologista Ucraniana, leva menos.

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  12. 1berto permalink
    9 Abril, 2014 17:46

    Cá por mim empregada doméstica, ou melhor, criada de servir, só à borla. Come e dorme cá em casa, lava, esfrega, encera, cozinha, leva os putos à escola e o cão à rua, e ainda faz servicinho de cama. Usa farda e não é permitido namorar. Se algum dia exigir salário, por mínimo que seja, vai para o olho da rua. Há por aí 700.000 desempregados, e alguns de entre eles hão-de aceitar este emprego. De preferência mulheres, solteiras, com tudo no sítio, e poucos neurónios. O salário mínimo não serve para nada.

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    • sem norte permalink
      9 Abril, 2014 20:54

      Camarada,
      o que é que a festa do avante tem a haver com o post?

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  13. povão permalink
    9 Abril, 2014 17:46

    e são estas bestas que querem aumentar o salario minimo a meio do ano , que pretendem cativar o investimento estrangeiro …

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  14. 9 Abril, 2014 17:51

    Este homem (vitorcunha) desconstrói tudo de uma maneira que torna extremamente difícil a réplica e ainda mais ganhar-lhe.
    Só vou à cautela deixar dois apontamentos.
    Amigo meu trabalhava numa grande empresa e é um grande técnico (não coloco nomes porque pode ser referenciado). Foi despedido, está a tirar a última especialização para começar a trabalhar como mergulhador.
    Amiga minha queixava-se á Mãe (não é brincadeira é mesmo verdade) que não tinha jeito para a cozinha, a Mãe respondeu-lhe “estuda que alguém cozinhará para ti”.
    Ela assim fez.
    Acontece que estudou para médica e não para especialista de relações internacionais.
    Encontrar uma mulher a dias, como todos sabemos é cada vez mais difícil.
    Aqui, Massamá, as micro empresas de lavar, passar e secar a roupa desenvolvem-se como cogumelos.
    Até apareceu agora um self-service tipo americano de lavar roupa.
    Também há dezenas todos os dias a apanhar o comboio com o Código Civil e outros tijolos debaixo do braço.

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  15. 9 Abril, 2014 18:07

    Recomendo uma pesquisa no google sobre o debate Keynes vs Pigou. Acho incrível que hajam pessoas que parecem economistas e finjam desconhecer um debate que eu, antropólogo, tive que estudar.

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    • vitorcunha permalink*
      9 Abril, 2014 18:10

      Ainda bem que não precisa de perceber o debate para ser antropólogo. Se tivesse que o perceber passaria a ser apenas equiparado a sociólogo.

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      • 9 Abril, 2014 18:50

        Até podia ser assistente social!

        O que não podia é teimar num erro que devia estar superado há quase um século.

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      • vitorcunha permalink*
        9 Abril, 2014 18:54

        Permita-me tornar isto mais claro: eu teria usado o exemplo de um antropólogo no post se este tivesse mais utilidade que uma mulher de limpeza. Optei pelo segundo caso porque há mesmo um mercado para mulheres de limpeza.

        Porém, um antropólogo também tem utilidade: lembra-nos que pagamos impostos por motivos superiores, uma espécie de banco alimentar contra os condenados pelas “ciências” sociais.

        Deve ser duro uma pessoa sentir-se sobredotada para depender de uma estrutura social de contribuições para validar a sua utilidade ou, em alternativa, ver que no mundo real não subsidiado a caixa do Continente é um excelente veículo para o nosso brilhantismo incompreendido.

        Felizmente há escolas públicas onde se pode despejar o Guevarismo em mentes predispostas. Claro, o Guevara era médico, algo que bate no mercado até a mulher de limpeza.

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      • Portela Menos 1 permalink
        9 Abril, 2014 19:12

        se alguém se atrevesse a responder a vitorcunha como zazie responde a outros comentadores – sem lhe fazerem nenhuma pergunta 🙂 – teria dificuldade em ver o comentário publicado.

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      • vitorcunha permalink*
        9 Abril, 2014 19:37

        Ainda com essa?

        E-U–A-P-A-G-O–O–Q-U-E–E-U–Q-U-E-R-O.

        Bem sei que há dificuldade socialista na compreensão básica mas começa a ser aborrecido explicar o que é uma letra a quem não quer aprender a ler.

        (muito provavelmente apagarei a próxima, nem vale a pena tentar).

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  16. Joao Pereira permalink
    9 Abril, 2014 18:31

    Vitor,

    O salário mínimo é a mão invisível do Estado a impedir que existam abusos. Numa relação laboral trabalhador e empresa estão, as mais das vezes, em posições de força diferentes. Se não houvesse salário mínimo a industria texteil de Vale do Ave pagaria 200€ às suas funcionárias. É assim que funciona, nega-lo com uma teoria económica é negar a realidade.

    Considero-me liberal e concordo quase sempre com os seus textos e posições. Neste assunto estou longe sequer de compreende-lo. O argumento comum é falar no aumento do desemprego. Pois bem, parece-me um mal necessário. Como alguém escrevia num blogue de esquerda, uma empresa que não consegue aumentar o seu trabalhador em 50€ não é uma empresa, é um lastro na economia. Não podia estar mais de acordo.

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    • vitorcunha permalink*
      9 Abril, 2014 19:02

      Se 200€ é o valor de mercado das funcionárias da indústria têxtil no Vale do Ave, porque haveria alguém de pagar mais que isso e, no outro plano, alguém pensar que poderia receber mais que isso?

      Isto sem entrar no aspecto qualificado; uma senhora que trabalhe numa empresa têxtil não passa para a construção de moldes para a indústria automóvel.

      O que o salário mínimo faz – caso o valor de mercado seja 200€ – é obrigar as pessoas a trabalharem à peça, como empresárias em nome individual, de forma a receberem… 200€.

      A realidade é que nem sequer existe um salário mínimo: quando muito existem salários mínimos regionais informais que são os valores pelos quais as pessoas trabalham e se intitulam precárias.

      No dia em que puder fazer um contrato com alguém para, por exemplo, traduzir todos os meus manifestos e emails para académicos para a língua inglesa por 100€ mensais estando sempre disponível para o fazer, escuso de recorrer a prestação de serviços.

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    • Tácio Viriato permalink
      9 Abril, 2014 20:24

      João Pereira,
      você jamais empreendeu a ponta de um corno; você não faz a mais pálida ideia como é a realidade económica do Vale do Ave… mas comenta.

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    • Pinto permalink
      9 Abril, 2014 21:23

      Se não houvesse salário mínimo a industria texteil de Vale do Ave pagaria 200€ às suas funcionárias

      Não vou falar do caso em concreto porque não conheço mas posso pegar num exemplo clássico: o salário dos funcionários da caixa do Continente e Pingo Doce. O salário destes funcionários que trabalham a tempo inteiro é superior ao salário mínimo. Conclusão: a determinação do salário mínimo para estes casos (tão embandeirados) não serve para rigorosamente nada. Agora um exemplo oposto com conclusão semelhante: nenhuma empresa celebra um contrato de trabalho a termo certo com um advogado para lhe dar assistência jurídica pois seria demasiado caro. Então inventou-se uma coisa que contorna a questão do salário mínimo: a avença*.

      * Definição dos requisitos retirada do site economias: “Apenas se admite recorrer a este tipo de contrato quando não existem funcionários com as qualificações propícias para o exercício das funções da tarefa e quando a celebração de contrato de trabalho a termo certo é desadequada”

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  17. 9 Abril, 2014 18:58

    E quem não tem empregada domestica que devem ser 99% dos que por aqui dão ar de serem, ricos ??

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  18. Alexandre Carvalho da Silveira permalink
    9 Abril, 2014 19:17

    A discussão sobre o SMN é importante, e vai ser aumentado segundo os media para 500 euros. Mas muito mais importante é isto que segue, porque se nãso for feito o que nos espera a (quase) todos é mesmo o SMN:

    http://economico.sapo.pt/noticias/fmi-recomenda-reforma-estrutural-dos-salarios-no-estado_190851.html

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    • neotonton permalink
      9 Abril, 2014 19:32

      Definitivmente constatado que o que parece ser assim e’. Europa continua estando mais alem dos Pirineus…:)

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      • alarbs permalink
        9 Abril, 2014 20:19

        alguem sabe quantos funcionarios publicos recebem o salario minimo?

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  19. 9 Abril, 2014 20:13

    Salários minimos, rendimento mínimo.

    E: desemprego mínimo? produtividade e qualidade mínima? Racionalidade minima?

    Fantasia minima vs. treta máxima.

    O problema, pá, são os outros, pá: eu cá sou um gajo porreiro que acha que ninguém devia passar fome e que devia de haver uma lei que… 🙂
    Agora, não me peçam nada que eu não sou rico – peçam aqui ao meu vizinho do lado que até tem um audi. Se o gajo tem um audi (matricula março 2014 é porque ganha mais do que eu…o estupor do gajo 🙂

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  20. 9 Abril, 2014 20:17

    Enfim, o que é preciso é saudinha e que ninguém diga que está bem…senão ainda lhe dá uma sulipanta ou lhe arrranjam alguma carrapata, ai credo, jesus, maria, josé!!!… 🙂

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  21. Miguel Silva permalink
    9 Abril, 2014 21:00

    olá senhor Cunha!

    gostava de lhe colocar algumas perguntas, caso seja possível:

    1. Que benefícios tira da exploração populista de conceitos como, neste caso específico, associar aqueles que precisam/defendem o salário mínimo ao consumidores compulsivos de alcool? Trata-se apenas de necessidade propagandista ou coloca de lado o conceito de coerência quando a sua missão o impõe?

    2. Não acredita na importância do mercado interno?

    3. Porque motivo aponta os socialistas como “origem de todos os males” quando, por exemplo, os sociais-democratas ou os fascistas foram tão ou mais responsáveis pelo actual estado do país? É uma questão ideológica ou será o senhor Cunha mais um daqueles chamados “bloggers da corda” que vão jantar com o Relvas?

    4. Que loja maçónica frequenta?

    5. Porque troça daqueles que se dedicam a fazer posts em blogues quando o senhor passa o dia a fazê-lo?

    6. É produtivo no trabalho com tanto tempo dispendido em blogues diariamente?

    Finalmente, e como contribuinte que sou, gostava de lhe dizer que, visto ser o senhor Cunha um funcionário público que defende abertamente a elite deste país em detrimento dos restantes portugueses, ainda por cima em horário de trabalho, que o senhor Cunha é um mau investimento do Estado português. Dinheiro muito mal gasto.

    Obrigado

    Atentamente,

    Miguel

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    • vitorcunha permalink*
      9 Abril, 2014 21:08

      Olá senhor Miguel

      gostava de lhe colocar algumas perguntas, caso seja possível:

      Vamos tentar.

      1. Que benefícios tira da exploração populista de conceitos como, neste caso específico, associar aqueles que precisam/defendem o salário mínimo ao consumidores compulsivos de alcool? Trata-se apenas de necessidade propagandista ou coloca de lado o conceito de coerência quando a sua missão o impõe?

      Não sei do que está a falar. Bebeu?

      2. Não acredita na importância do mercado interno?

      Muito. Por isso é bom que os empresários possam continuar a ter dinheiro para a casa de alterne.

      3. Porque motivo aponta os socialistas como “origem de todos os males” quando, por exemplo, os sociais-democratas ou os fascistas foram tão ou mais responsáveis pelo actual estado do país? É uma questão ideológica ou será o senhor Cunha mais um daqueles chamados “bloggers da corda” que vão jantar com o Relvas?

      Só quem pergunta com quem alguém janta fala de fascistas em Portugal.
      Com quem jantou hoje?

      4. Que loja maçónica frequenta?

      Kika’s bar.
      E o senhor Miguel?

      5. Porque troça daqueles que se dedicam a fazer posts em blogues quando o senhor passa o dia a fazê-lo?

      Porque posso.

      6. É produtivo no trabalho com tanto tempo dispendido em blogues diariamente?

      Não. É uma desgraça. Recebo muito abaixo do meu verdadeiro valor, um verdadeiro serviço público de antropologia. Tenho ali umas camisas para passar a ferro: quer ser solidário?

      Finalmente, e como contribuinte que sou

      É ou julga que é?

      gostava de lhe dizer que, visto ser o senhor Cunha um funcionário público que defende abertamente a elite deste país em detrimento dos restantes portugueses, ainda por cima em horário de trabalho, que o senhor Cunha é um mau investimento do Estado português. Dinheiro muito mal gasto.

      Não sou funcionário público. Está a confundir com o Alberto Semedo.

      Obrigado

      De nada.

      Atentamente,

      Nem por isso

      Miguel

      Abrantes?

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      • Luís Marques permalink
        10 Abril, 2014 00:17

        Ah, ah, ah, acho que vou dormir, bela gargalhada.

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  22. 9 Abril, 2014 21:31

    Vitor Cunha: confesse, seu silva esmagou-o?
    Ele sabe que é um fassista.:-)
    Possivelmente, até, social-fassista…(cruzes, canhoto!)

    Não negueeeee….com que cara vai aparecer diante dos outros fassistas e dos gajos do benfica, hein? 🙂

    Não, responda!
    Não ouse esconder-se atrás de respostas ou perguntas capciosas, farisaicas, tergiversantes… 🙂

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  23. Duarte permalink
    10 Abril, 2014 13:01

    Epa, GENIAL!!!

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