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Nada como ver claramente visto

13 Abril, 2014

A propósito da polémica sobre a escola antes e depois do 25 de Abril (tirando a doideira ideológica que colocou umas crianças portuguesas a cantar loas à economia cubana a degradação do ensino em Portugal pouco tem a ver com o 25 de Abril em si mesmo mas sim com um fenómeno comum a outros e muito demoráticos países chamado eduquês, modas pedagógicas, igualitarismos nivelados pela mediocridade …) não há melhor teste que a comparação dos enunciados de exame.
Compare-se por exemplo este exame de Português de 1972 de Português para os alunos do antigo 5º ano (actual 9º) com a prova que foi efectuada em 2002 para o mesmo nível (link corrigido)

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71 comentários leave one →
  1. 13 Abril, 2014 10:57

    O 2º ciclo do ensino liceal correspondia a quê?

    Não me lembro. Acha que era o antigo 5º ano ou o 7º?

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  2. 13 Abril, 2014 10:59

    Devia ser do 5º porque no 7ª ano era muitíssimo mais difícil. Sem a menor comparação.

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  3. tony permalink
    13 Abril, 2014 11:00

    agora percebo a incompetência dos governos atuais

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  4. Luís Marques permalink
    13 Abril, 2014 11:11

    O 2º ciclo ia do terceiro ao quinto ano inclusivé.

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    • 13 Abril, 2014 11:17

      Sim, sim. Era isso.

      Depois havia o 3º ciclo do com 6º e 7º ano, antes de provas para entrada na faculdade.

      Só se dispensava à prova interna com média superior a 15 valores na prova geral.

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      • 13 Abril, 2014 12:26

        Não esquecer que no meu tempo, havia exame de 3ª classe, 4ª classe, admissão ao Liceu, 2º ano, 5º ano e 7º ano.
        Imaginem o que não se podia poupar se tudo aquilo tivesse sido eliminado e dispensadas todas aquelas centenas de toneladas de papel.
        E ainda tinham que saber a Linha da Beira Baixa.
        Felizmente que agora só funciona a Linha do Norte que vai ser modernizada por 400 milhões em cinco anos e quinze minutos de diminuição de tempo de viagem.
        Os meninos de agora tem cá uma sorte.

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      • 13 Abril, 2014 12:32

        Sim. No meu também. E havia até 2 exames diferentes, para quem queria ir para o ensino comercial/industiral, logo no 2 ano do liceu.

        Para se entrar para a faculdade era preciso fazer-se uma prova geral (quem estudava no particular nunca tinha dispensa de provas gerais) e só com mais de 15 valores se conseguia dispensa da segunda prova de acesso à faculdade, feita pelas próprias universidades e realizada lá, com escrita e oral feita por profs universitários.

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      • 13 Abril, 2014 12:34

        Isso das linhas dos comboios era acessório. Mas, com a 4º classe ficava-se a saber História, Geografia, Ciências, Aritmética, como agora muitos nem na faculdade.

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      • JCA permalink
        13 Abril, 2014 16:03

        Zazie era 14 para a dispensa, não 15. e no 7º com 14 ou mais dispensava-se do exame de admissão à Universidade. E quem passase por dispensa ou exame de admissão tinha garantido lugar no curso que escolhesse. Por exemplo com mais de 10 entrava em Medicina se escolhesse. E grande classe médica produziu. Hoje é com 19 virgulas decimas e tal e tal.
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        A qualidade profissional aumentou nas Medicinas, Engenharias, Direitos, Linguisticas, Economias etc além das novas ‘tools’ informaticas etc ? Creio bem que não. Mas dizem que sim, afinal o que se impinge pela Comunicação Social é que passa a ser verdade, não interessa se se sabe mais ou menos, se se é mais competente ou não. (So) Cratize-se a coisa com questões por exemplo de programas de matematica ou de português no atual basico tão tão evoluidos .. que os putos saiem da Primária sem saber fazer contas, sem saberem escrever sem erros de português, sem saber redigir minimamente um texto ou uma redação, sequer perceberem interpretar aquilo que lhes dão para ler…. Por vezes estende-se até ao antigo 7º ano ora 12º. Tive, e tenho, casos de licenceados acabados de formar que não percebiam o que uma simples carta queria dizer, confundiam tudo e preparar a resposta certa tá bem tá ….. Alguns até de Letras.
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        Se o anterior estava bem, não estava. Se o atual está bem, não está. Vou mais pela 3ª via, aperfeiçoar o anterior onde era preciso aperfeiçoar ainda mais eliminando o ‘entulho’. Como se preferiu o bota abaixo dos ciclos atuais todo aperaltado com grandes ‘efeitos luminosos de festivais de rock’ de grandes sumidades deu no que deu. Não sei nem me interessa se é marxismo ou não marxismo, isto ou aquilo quando depois da 4ª classe não sabem fazer contas, não sabem ler, não sabem interpretar, não sabem redigir, situação que se estende pôdre até ao fim de muitas licenciaturas.
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        Se a Educação é o Futuro, o gande Investimento com o que concordo, com esta não vamos nem para o Futuro nem para o Investimento. Há excepções muitas à custa dos pais em casa a substituirem-se ao Ensino. Mas as excepções não chegam para o tanto que precisamos para criar mais riqueza. Sequer em ‘termos empresariais’ o resultado final dos enormissimos investimentos feitos na Escola dão ‘mexa para osebo’. Estão muito aquém. E a culpa ‘global’ não é da ‘malandragem’ dos Professores e da ‘rufiagem’ dos Contratados hoje proibidos de serem Professores, perderam a Profissão (só nós, em Portugal é que fazemos merdas destas9 . A culpa é de quem tem mandado. E estão lá ‘elites’ de todos os Partidos nessa coisa que chamam de consenso nacional, uma manta de retalhos remendada por tudo quanto é buraco.
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        Como saimos disto ????? Alguém quere sair ????
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      • JCA permalink
        13 Abril, 2014 16:09

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        Detalho melhor a disoensa de exames orais ou de admissão à Universidade nem era 14, bastavem 13,50 valores que eram arredondados para 14. Hoje …….
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      • JCA permalink
        13 Abril, 2014 16:21

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        Embora, salvo melhor opinião, Barroso tal qual Santana muita gente na Justiça e demais femininos ou masculinos não sejam o melhor exemplo porque segundo se diz por aí triam inventado aquela coisa das ‘passagens admnistrativas de braço no ar’ embora tanto repudiem (com razão) o PREC de ue bem se teriam servido.
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        No lavar dos cestos muitos estão na Governança onde se decide o País o que contradiz o que dizem que deve ser o rigor de estudo para os outros tal qual no antes 25 de Abril.
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        E há uma coisa curiosa que não explicar: com turmas de 40 e 50 alunos (detestaveis) mas parece que não havia dinheiro para mais, os alunos sem explicadores ou pais universitarios, conseguiam tirar não só notas positivas como muitos dispensarem. Era o trabalho de Ensinar, exercitar e treinar os alunos que hoje não é feito. De novo a culpa não é dos Pofessores e dos que foram Professores e o Ministerio da Educação diz que é mentira.
        .
        A culpa unica é de quem manda e tem mandado, tanta teoria e ciencia meteram à pressão para o Profs darem que as aulas são praticamente para despejar teorias e matéria. O resto os pais que arranjem e paguem a explicadores se não tiverem ou não souberem serem professores em casa. E chamam a isto tronituanamente Educação para todos, Igualdade de Educação … só mesmo de ‘politicamente corretos’ que vivem de fantasias ou em Marte.
        .

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      • 13 Abril, 2014 16:35

        Pois quanto á média não posso garantir. Eu tive média de 17 e dispensei desse exame de acesso à faculdade.

        E, para entrada em Filosofia tinha de se fazer exame de grego e latim. Fora o português, a organização política e mais filosofia. No mínimo.

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      • 13 Abril, 2014 16:39

        A média era apenas feita com as notas da prova geral. Quem andava no oficial podia dispensar de exame (no 7º creio que não) mas no particular toda a gente tinha de ir a exame e as notas internas não contavam para a média.

        Foi o meu caso. Fiz sempre exames por ter estudado mais no particular que no estatal.

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  5. Luís Marques permalink
    13 Abril, 2014 11:16

    Imagino que a geração mais bem preparada de sempre tenha feito exames na linha do de 2012, o futuro de Portugal é negro.

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  6. 13 Abril, 2014 11:19

    Mas isto não mostram os jornalistas. Ainda pegam nas palavras do Barroso para lhe chamar “saudosista” (do facismo, claro).

    Cambada.

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  7. JorgeGabinete permalink
    13 Abril, 2014 11:41

    A prova será de 1970 e não 1972, parece…

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  8. 13 Abril, 2014 11:49

    O link deixado é para provas do 2.º ciclo (actual 6.º ano) e não 3.º (actual 9.º ano). Se quer atirar areia para os olhos das pessoas, pelo menos que seja intelectualmente honesta. O link correcto é este: http://bi.gave.min-edu.pt/exames/exames/eBasico/646/?listProvas

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    • Alexandre Carvalho da Silveira permalink
      13 Abril, 2014 15:11

      Sérgio Lavos is back. Para não atirar areia para os olhos das pessoas, de que ciclos é que estamos a falar? O 2º ciclo “do antigamente”, ou seja o antigo 5º ano do liceu, tem actualmente como equivalente o 9º ano do secundário, ou não?
      A comparação que se faz no post é exactamente essa. “No antigamente” os míudos de 15 anos tinham acesso a uma bagagem intelectual exigente e agora tratam os míudos de 15 anos como se fossem atrasados mentais. A prova de português do secundário actual, e isto não tem nada a ver com o texto do Saramago, é feita para míudos com uma idade mental de oito anos. Estamos a investir milhões todos os anos para criar gerações de asnos e ignorantes.
      E não fale de honestidade intelectual, porque você não sabe o que isso é.

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      • 13 Abril, 2014 16:04

        Analfabetos funcionais também devem ser produto da exigência do antigo sistema de ensino. A comparação é com o actual 9.º ano, mas a Helena Matos deixa link para as provas do actual 6.º ano, fim do 2.º ciclo. Agora vou explicar muito lentamente, a ver se percebe: a Helena Matos deixa imagem no post de uma prova de português do antigo 5.º ano (actual 9.º), pedindo que seja comparada com uma prova do actual 9.º ano. No entanto, o link que aparece no post é das provas do actual 6.º ano, fim do 2.º ciclo do ensino básico. O analfabetismo funcional também deve ser produto da exigência do antigo sistema de ensino. Só pode.

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      • 13 Abril, 2014 16:06

        Já agora. Se é para comparar, compare-se a prova deixada na imagem do post com as que eu deixei no meu link: http://bi.gave.min-edu.pt/exames/exames/eBasico/646/?listProvas

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      • JCA permalink
        13 Abril, 2014 16:35

        .
        Isto da Educação atual é um grande molho de broculos. Só ‘cientistas’ em Ciencias Educativas. Por exemplo citou bem, aos 11 anos provas de Português que deveriam ser para miudos de 8 anos. E ao mesmo tempo os mais ‘exigentes’ enfiam para os miudos de 11 anos um texto copy and past dum Decreto de Lei com capitulos, artigos e alineas para responderem como alunos de ‘Direito’ ….
        No lavar dos cestos as notas nacionais são uma grande treta. Os que com textos de Portugues aos 11 anos lhes sai na roleta um texto para 8 anos, notas de 4 e 5. Os que lhes sairam decretos de lei e similares notas de 1, 2 e 3. Tenho provas disso.
        .
        E no fim da coisa toda o que conta para ser MELHOR EM ADULTOS, são as notas que estão escarrapachadas nos diplomas. O resto é conversa fiada e disparates de alto a baixo na Educação que a So) Cratozização foram apenas a continuidade mas a dizer sepre mal dos oredecessores, quando surge tudo mais do mesmo, para inglês ver. E custa milhares de milhões esta brincadeira toda.
        .

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      • Alexandre Carvalho da Silveira permalink
        13 Abril, 2014 18:57

        É um facto que a Helena Matos por razões que desconheço, resolveu pôr aqui um link que se refere a um exame de português do actual 6º ano como se fosse do 9º. É isso, não é?
        Se for, e pela parte que me toca, não me custa assumir o erro que cometi por ter confiado
        no que HM aqui escreveu sem ter feito a respectiva confirmação.
        Posto isto, e presumo que o link que o Sérgio Lavos pôs no seu 1º comentário se refere aos exames do actual 9º ano, que corresponde ao antigo 5º ano do liceu, fui ver o respectivo exame, e continuo a afirmar o que afirmei no meu comentário anterior: míudos de 15 anos deviam ser confrontados com exames mais exigentes.
        Quanto ao resto, ficamos como estávamos.

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  9. Almeida permalink
    13 Abril, 2014 12:06

    Nessas comparações, não nós podemos esquecer duma coisa: os nossos professores também nos acusavam de excessiva falta de maturidade. Se comparássemos os nossos exames com os de duas gerações anteriores, provavelmente chegávamos às mesmas conclusões.

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    • 13 Abril, 2014 12:12

      Se calhar sim. No ´séc XVIII e XIX as pessoas letradas eram-no muito mais do que daí para a frente.

      É um aspecto onde se pode aferir a mentira dessa linha ascendente de progresso universal

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      • Almeida permalink
        13 Abril, 2014 12:54

        Não percebeu o que eu quis dizer. No século XVIII, nem sequer existia a noção de infância. No início da Revolução Industrial, havia crianças de 8 anos a trabalhar nos altos-fornos. Na geração dos nossos pais, era normal começar a trabalhar aos 12, 13 anos. Quer isto dizer que as condições de “amadurecimento” mudaram ao longo do tempo. Também sabemos que, no mundo animal, as espécies mais desenvolvidas, são as que têm períodos maiores do que chamamos infância. Percebeu agora que falar de educação, não se limita à preguiça dos alunos e aos devaneios dos políticos?

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      • 13 Abril, 2014 12:59

        Percebi, pois. Percebi e percebe sempre o que o Aires de Almeida (suponho) queria dizer.

        V. é que não percebeu que a massificação não é positiva se com ela vier degradação de qualidade e impossibilidade de alternativas.

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      • 13 Abril, 2014 13:00

        A idade de entrada para a escola no tempo do Estado Novo, era a mesmíssima que ainda é hoje.

        Escusa de vir com evoluções das espécies que não se aplica.

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      • Almeida permalink
        13 Abril, 2014 13:06

        A massificação do ensino deu sempre resultados medíocres em toda a parte. O problema é que Portugal a aplicou com um atraso de quase um século em relação à maioria dos países de cultura protestante.
        No Estado Novo, houve várias fases. Quando, finalmente, se aplicaram os 4 anos (depois do período dos regentes escolares), a 4 classe era entendida como ano terminal. Com a reforma Veiga Simão ( que já previa o fim das escolas técnicas) foi quando tudo começou a mudar.

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      • 13 Abril, 2014 16:42

        Eu até devia ter antecipado o seus argumentos porque a k7 é sempre a mesma.

        Ateu militante é assim- quadrado. O facto de ser universitário apenas acentua a quadratura.

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      • 13 Abril, 2014 16:58

        O facto de ser Campos em vez de Aires em nada altera a questão.

        Vinha todo pimpão a querer fazer passar a vigarice que o atraso do ensino em Portugal se devia à Igreja Católica.

        Desmontei-lhe o chavão e deixei aí informação para quem queira.

        Se não quer, azar. Viva lá com os seus preconceitos apavalhados que estou-me nas tintas.

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    • 13 Abril, 2014 12:13

      Mas, neste caso, não se trata de acusações a alunos mas de um sistema de ensino que era bom e que foi deitado para o caixote do lixo.

      Tal como o sistema económico. Deitou-se tudo fora em nome dessa patranha do socialismo igualitário.

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      • 13 Abril, 2014 13:01

        Tirar vírgula entre sujeito e predicado.

        O Aires de Almeida, para este caso, devia antes utilizar a regressão das espécies.

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      • 13 Abril, 2014 13:11

        Quanto ao Veiga Simão é verdade.

        Quanto à tradição protestante é mentira. V.s dizem sempre essa boutade para atacarem a Igreja Católica.

        O nosso atraso deve-se à perseguição que o Marquês de Pombal fez aos jesuítas. Isso sim.

        Há trabalhos publicados por pessoas insuspeitas. Mas v.s debitam sempre os mesmos chavões jacobinos e assim não entendem nada.

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      • 13 Abril, 2014 13:14

        O Henrique Leitão tem investigado e com isso o mito do atraso português a dever-se ao “obscurantismo religioso” cai por terra.

        Foi o inverso- os jacobinos é que o destruíram:

        http://webpages.fc.ul.pt/~fmromeiras/Broteria_/Artigos_files/Jesuítas%20e%20Ciência%20em%20Portugal%20V.pdf

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      • Almeida permalink
        13 Abril, 2014 16:36

        Vejo que tem muita preocupação com a defesa de trincheiras. Eu limito-me a estudá-las. O acesso universal ao ensino, está amplamente documentada. Quanto ao ensino pré Pombal, aconselho Verney.

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      • 13 Abril, 2014 16:41

        Almeida- cheirou-me a enxofre mal v. comentou e acertei em cheio- é o Aires de Almeida, não é?

        Sou bruxa, varejo-os à distância. “:OP

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      • Almeida permalink
        13 Abril, 2014 16:56

        Almeida Campos, ao seu dispor. Vejo que os preconceitos determinam os seus conceitos. É pena.

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      • Almeida permalink
        13 Abril, 2014 18:23

        Zanzei:
        Faça um esforço para ler o que os outros escrevem e não o que as suas guerrinhas de arlequim e manjericão imaginam. Eu falava em escolaridade obrigatória ou se quiser em massificação do ensino.

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      • Almeida permalink
        13 Abril, 2014 18:24

        Zazie e manjerona. O corrector automático dá coisas destas.

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      • 14 Abril, 2014 00:43

        No índice de alfabetização, a Espanha está 19 lugares à frente de Portugal. O fosso vem de longe.
        Será que a Espanha é protestante?

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  10. @!@ permalink
    13 Abril, 2014 13:03

    Concorreram aos exames nacionais de 1970 (não de 72 como referido) 9000 alunos. A Maria Helena Oliveira da Silva já ensinava no ensino primário, e a Fernandinha Conceição Santos de 18 anos só fazia exame a Francês porque a matéria era muito extensa e complexa. Que tempos maravilhosos esses.

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  11. 13 Abril, 2014 14:54

    Comparações destas fazem lembrar a teoria da relatividade explicada assim:

    -se se estiver com um parceiro muito bom na cama, o tempo passa a correr; se se estiver com um parceiro aborrecido, nunca mais a coisa acaba.

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    • Alexandre Carvalho da Silveira permalink
      13 Abril, 2014 15:20

      Também se chama a isso a teoria dos “dois prazeres”. No entanto o parceiro de cama só é aborrecido se houver guito envolvido, não é Fernandinha? de outro modo ninguém a obriga a ir prá cama com “um parceiro aborrecido”.
      Escolher os parceiros “muito bons de cama” também carece de um certo jeito. Até porque quem vê caras, não vê corações…

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      • 13 Abril, 2014 19:56

        quem vê caras, não vê corações…
        LOL(ada)
        Já lhe ouvi chamar muita coisa.
        Fez-me lembrar a usual frase que a Fernandinha deve conhecer.
        “Abre as pernas coração”

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      • 14 Abril, 2014 01:02

        Alex, estragaste a explicação da teoria da relatividade, tornando-a aborrecida. Assim não, coração!

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  12. 13 Abril, 2014 15:27

    …e “o saber de experiência feito” – para ver o antes, o agora, antevendo o depois (cruzes, credo, canhoto!)…

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  13. EMS permalink
    13 Abril, 2014 16:53

    Helena, o link do seu post aponta para os exames de português do 2º ciclo, aquilo que antigamente se chamava ciclo preparatório. Já a imagem do jornal refere-se a um exame do 5º ano, aquilo que chamamos 9º ano, ou seja, o ano final do 3º ciclo do ensino básico.
    Entendo que mudar o link para o dos exames do 3º ciclo lhe possa estragar um bocadinho o post. Mas parece-me algo inútil e injusto tentar comparar as capacidades dos miúdos de 12 anos de 2012 com as dos miúdos de 15 anos de 1972.

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  14. JCA permalink
    13 Abril, 2014 16:57

    .
    Resumindo alem dos ‘romances’ em curso vamos às conclusões,
    .
    não confirmo nem desminto nunca me servi nem estive envolvido por seriedade no que este que surgiu conhecedor do ramo descreveu: E se certo nunca desmentido, anda por aí tanto paraquedista até ao mais alto nivel com Educação adquirida, supostamente hoje com curriculos de Ministros, Secretarios de Estado, 1º Ministros, grandes Gestores, grandes talentos, auto elites etc e tal e tal:
    .
    “O título do meu Pós-Doutoramento — em primeira-mão — é “Analogias e Discrepâncias sobre o Método Geológico de Concessão de Diplomas em Portugal, durante a segunda metade do Séc. XX”.
    Aqui ficam as linhas gerais, já que se trata, sobretudo, de tratamento de dados em “S.P.S.S.”, embora com uma matriz estrutural que obedece aos princípios da Organização e Classificação correntes:
    § Licenciaturas do Pré-Câmbrico (anteriores ao 25 de Abril, e sempre na posse, salvo raras excepções, de filhos de “Alguém”).
    §
    § Licenciaturas Administrativas, resultado do saneamento de Docentes, durante o 25 de Abril. A nota era declarada de um lado do balcão da Secretaria, e logo anotada no Livro de Termos, do outro. Denominado “Período Valetudinense”.
    §
    § Licenciaturas do “P.R.E.C.”, com lançamento, em pauta, não de nota, mas de resultados de votação, de braço no ar, de “Apto”, ou “Não-Apto”. Os mais aguerridos passavam primeiro, os menos, ficavam para o fim (Nota: este tipo de Diplomas deu lugar aos mais altos Cargos, nomeadamente Presidências de Comissões Europeias). É o chamado “Período Cherne-Maoense”.
    §
    § Licenciaturas compradas no balcão da Secretaria da Escola Secundária da Cidade Universitária (defronte do I.S.C.T.E., e, hoje, já extinta e demolida, por causa das tosses…) Este Período, chamado “Manequense”, com Licenciaturas, lançamento de nome em pauta e Diplomas a 20 “contos”, divide-se em três sub-períodos:
    §
    § “Manequense Inferior”, em que o “Manecas” ainda não tinha SIDA, e portanto gozava dos lucros.
    §
    § “Manequense Médio”, em que, já contaminado, era o irmão que beneficiava dos lucros. É o chamado Período Áureo, em que o maralhal, pela mão do “Tonico”, frequentava o Clã de Isabel Câncio, e havia homens, dinheiro, e tudo aquilo que o dinheiro podia comprar, em fartazana, para todos/as. À porta da Escola da Cidade Universitária, os Ciganos vendiam os Exames que iam depois sair na Faculdade de Medicina.
    §
    § “Manequense Final”, em que a coisa estoirou, o “Manecas” morreu, o irmão teve de fugir para o Brasil, e as festas abrandaram.
    §
    § Período Intermédio “Campo Santanense”, em que os pais faziam bicha, defronte da Secretaria da Escola de Ciências Médias, para comprarem o Diploma de Médico para os filhos.
    §
    § “Período Pulidense”, em que houve Diplomados contemporâneos da passagem, pela Política, de Vasco Pulido Valente . Licenciaturas do “Gin-Tónico”.
    §
    § “Período Normalense”, em que as pessoas foram MESMO obrigadas a frequentar e a concluir os Cursos.
    §
    § “Período das Privadas”, com todos os seus sub-períodos intermédios, em que o Dinheiro era forte aliado da Massa Cinzenta. Também conhecido pelo “Período das Omeletes sem Ovos”.
    §
    § Período da “Independente”, lançada por Manuela Ferreira Leite , em que toda a gente que tinha pequenos defeitos académicos os podia ali corrigir. “Período Diamantense Angolar”, na minha proposta terminológica.
    §
    § “Período Opus Deiense “, com Diplomas vindos da Complutense e de Navarra, e imediatamente acreditados em Portugal.
    §
    § “Período Americanense”, das Pós-Graduações “Light” , em território americano.
    §
    § Período “Pós-Moderno”, das lavagens e branqueamentos da Universidade “Moderna ” (“Coisas horríveis, que metiam Mulheres, Droga e Armas…”, nas palavras do Reitor Xexé)
    §
    § “Período Lusófono “, da Catedrática, Vice-Reitora, Clara Pinto-Correia, onde, os que já tinham o diploma de trás, resolveram abalançar-se aos Mestrados e Doutoramentos.
    §
    § “Período Actual “, ou “Corruptense Generalizado”, em que tudo isto funcionava em perfeito silêncio e harmonia, até ter estoirado o Escândalo Sócrates, Passos e tantos outros.”
    .
    .
    Nada disto concluo. Cada um faça o seu juizo sobre se bom ou mal. Sugere no entanto que a discussão supra leva-a o vento. Mais romances do romantismo tuga. Falam falam mas não resolvem nada. Basta falar para tudo ficar resolvido na mesma.
    .
    Triste sina, fados ‘maridos de fadas’. Hoje tudo lautamente pago por cargas fiscais nunca vistas em Portugal (mesmo em periodos de guerra), por reduções de vencimentos, falencias de familias e empresas, salarios minimos inferiores ao a seguir imediato ao salazarismo donde originado no dele, milhares de pensões abaixo do limiar da pobreza no dito Estado Social, diferenciais de maximos e minimos salariais não europeus por coreanos do norte ou congoleses etc. Um sem Futuro até proximo, um Rumo para Jupiter ou Alfa Centaurus …..
    .
    Se querem assim que assim seja enquanto pode.
    .

    .

    .

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    • 14 Abril, 2014 00:48

      “§ Licenciaturas do Pré-Câmbrico (anteriores ao 25 de Abril, e sempre na posse, salvo raras excepções, de filhos de “Alguém”).”

      Dizia-me um dia um jurista de valor, de esquerda, filho de gente bastante pobre, a viver longe de tudo nos anos 60 e depois de contar as dificuldades que tivera para fazer liceu e, depois, a faculdade: “só não se formava quem não queria”.

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  15. carlos reis permalink
    13 Abril, 2014 19:13

    Assim , também eu podia ter sido doutor !
    Pensando melhor, não podia…o meu pai não tinha dinheiro para excessos.
    Ah , é verdade tal como eu, faltava-lhe ambição… e lata, muita lata.

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  16. Euro2cent permalink
    13 Abril, 2014 19:59

    A massificação do ensino é uma consequência da mudança de estrutura ocupacional – com 80% da população na agricultura fazia sentido permitir o analfabetismo e aconselhar 3 anos de educação básica, porque “o trabalho do menino é pouco mas quem o despreza é louco”. Com 80% da população em serviços, a miudagem não serve para nada de útil e tem de ser entretida algures; toca a ter 9 ou 12 anos de ensino obrigatório.

    Depois há as consequências. Há uns anos, ouvi um comentário penetrante acerca das admissões universitárias: “Dantes entravam cem, agora entram mil. A qualidade média é pior, mas os melhores cem de agora são melhores que os cem de antes”.

    As pirâmides sociais democráticas são mais camufladas do que as aristocráticas, mas suspeito que não menos pontiagudas. Deve haver uns estudos sobre isso, cá ou lá fora, onde se deixam de lado a profissões de fé na igualdade e se olha friamente para os números da riqueza detida. Claro que isso não interessa.

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  17. Castrol permalink
    13 Abril, 2014 22:16

    Desisto! Não dá para comparar… Parecem a sorte grande e a terminação!

    40 anos de Revolução dos Cravos!
    40 anos a sustentarmos esta corja de oportunistas!

    E nem nos sai na rifa uma terminação???!!!

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  18. 14 Abril, 2014 00:14

    Ahahahah. Agora mudou o link para uma prova de 2004 (do 9.º ano), quando se sabe que Maria de Lurdes Rodrigues (ministra do vilão Sócrates) mudou os programas e tornou o ensino muito mais exigente. Muito bom, Helena, estamos lá.

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    • EMS permalink
      14 Abril, 2014 10:34

      Pior ainda, mudou para uma prova de aferição.
      A Helena evita a todo o custo comparar maçãs com maçãs e laranjas com laranjas. Sabe que se o fizer estraga o post.

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  19. 14 Abril, 2014 00:34

    Os comunas agora são todos assim?
    histéricos e rabetas…

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  20. Alexandre Carvalho da Silveira permalink
    14 Abril, 2014 02:10

    Que se saiba, a Maria de Lurdes Rodrigues é especialista em promover “festas para arquitectos e empreiteiros de construção civil e obras públicas”. Se tornou o ensino muito mais exigente, não se nota nada comparando, desta vez dos mesmos anos, as provas de 2004 e 2012.
    Há uns anos descobri que a minha Mãe tinha guardados muitos livros da instrução primária e do liceu, tanto meus, como dos meus irmãos. Levei para casa os que eram meus, e os meus filhos, especialmente um deles que estava nessa época no 11º ano, teve a curiosidade de ver “o que é se estudava na primária e no liceu, no tempo do pai”. Lembro-me a título de exemplo, que depois de ler o meu livrinho de História com uma capa azul, o meu filho chegou à conclusão de que o que eu tinha estudado com 10 anos na 4ª classe, ele tinha estudado com 14-15 no 9º ano, mais coisa, menos coisa.

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    • 14 Abril, 2014 10:49

      Exactamente é .mesmo isso.

      Mas todos estes palermas que por aqui andam a negá-lo falam de cor. Por mera ideologia. Porque nem sequer se deram ao trabalho de comparar.

      Podiam ser expulsos do partido ou sentirem-se contagiados com o “facismo”.

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    • Luís permalink
      14 Abril, 2014 12:41

      Ainda apanhei a transição para os novos programas. Quem os criou não foi Maria de Lurdes Rodrigues. Foi o Governo de Durão Barroso.

      E foi um desastre no ensino científico. Acabaram as disciplinas técnicas que davam uma excelente preparação para quem se queria licenciar em Química, Ciências Farmacêuticas, Medicina, Biologia ou Engenharias.

      Os alunos agora chegam ao Superior e não sabem Química Orgânica.

      Os programas de Matemática nos anos 90 também preparavam melhor para o Superior mas mesmo assim ficavam atrás dos espanhóis. Os nossos vizinhos chegam ao Superior com as bases do cálcul matricial, das primitivas e do cálculo diferencial e integral.

      O ensino das línguas está uma desgraça e os alunos progridem muito pouco. Nos anos 70 liam-se obras de Camus no liceu nas aulas de Francês…

      O programa de Português e uma fantochada: a literatura, paulatinamente, tem desaparecido, e actualmente estudam-se pouquíssimos autores da nossa língua. Há muito mais para além de Saramago ou Eça, mas pelos vistos já não interessa. E tiraram Vergílio Ferreira para pôr Saramago no seu lugar? Que estupidez!

      E os alunos vão para o Superior sem saber o nome dos principais ossos do rosto ou dos principais músculos do corpo. Não se ensina as bases da anatomia humana em Portugal até ao 12.º ano.

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      • Alexandre Carvalho da Silveira permalink
        14 Abril, 2014 15:05

        O problema chama-se “estatísticas”, não é? quando se massificou o ensino propalando a estúpidez que é a “igualdade de oportunidades”, criou-se verdadeiramente o que se criticava no ensino antes da reforma do Veiga Simão no marcelismo: o elistismo. O ensino actual, com as diversas reformas que foram sendo introduzidas de há trinta e tal anos para cá, no sentido do facilitismo, favorece os intelectualmente mais capazes e os filhos das familias com mais rendimentos.
        Enquanto tive filhos no secundário, o que aconteceu durante práticamente 25 anos, levei, ou melhor, levaram eles, com não sei quantas reformas em cima. Um martírio: as jovens gerações do pós revolução têm sido verdadeiras cobáias nas mãos de gente totalmente incapaz de decidir o que são politicas escolares com qualidade. E aqui não há inocentes: todos os partidos têm culpas no cartório.

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  21. 14 Abril, 2014 09:26

    Mais coisa, menos coisa…

    ?

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  22. Luís permalink
    14 Abril, 2014 12:31

    A redução da exigência no Ensino não afecta só Portugal. Talvez noutros países ainda seja pior: penso por exemplo em alguns estados americanos. O problema discute-se no Reino Unido, Espanha ou Nova Zelândia. Zapatero reduziu o grau de dificuldade dos programas: no Secundário eram mais exigentes que os nossos, e salvo algumas excepções, muito melhores.

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  23. Surprese permalink
    15 Abril, 2014 10:35

    Solicito ajuda: não entendi o texto nem os comentários (deve ser por ter frequentado a escola primária após o 25 de Abril).

    O exame de 2002 parece-me muito mais interessante e correcto do que o de 1972.

    O de 1972 tem as habituais questões de memorização que eu tanto odiei, de puro marranço e zero inteligência, sem qualquer questão que obrigasse a raciocínio crítico. Típico de um ensino que se preocupava em lavar o cérebro aos jovens, para ter uma geração dócil e preparada para ser bem mandada,

    O de 2002, para além do texto ser muito mais interessante, apresenta questões de análise crítica, que exigem ao aluno o correcto entendimento do texto, sem necessidade de memorização. Ou seja, treino mental puro, ao estilo do exame internacional GMAT (Graduate Management Admission Test).

    Sou eu que estou a ver mal?

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  24. Luís permalink
    15 Abril, 2014 21:50

    «O de 1972 tem as habituais questões de memorização que eu tanto odiei, de puro marranço e zero inteligência, sem qualquer questão que obrigasse a raciocínio crítico. Típico de um ensino que se preocupava em lavar o cérebro aos jovens, para ter uma geração dócil e preparada para ser bem mandada,»

    Mas a memorização é fundamental! Alguém consegue, por exemplo, tirar Medicina sem memorizar? Ou Medicina Veterinária? Mesmo em Química, Física ou Matemática é necessário memorizar! E se esta faculdade não se desenvolve na infância ou adolescência, quando o Sistema Nervoso Central ainda está em desenvolvimento, já não se desenvolverá mais tarde. É importante que haja exercícios que estimulem o raciocínio individual e em algumas áreas do conhecimento a exposição das opiniões do aluno, com a devida fundamentação, mas não se deverá jamais desprezar a memorização e a repetição, isso é um erro grave!

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  25. Surprese permalink
    15 Abril, 2014 23:11

    Luís, de acordo, mas o principal deverá ser o treino do raciocínio abstracto.

    Ainda agora, nos testes de PISA, os portugueses são bons a executar rotinas, mas maus em raciocínios abstractos.

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