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Mais direito ao esquecimento: agora sem olhos

6 Junho, 2014

O texto de Francisco Teixeira da Mota agora divulgado no Malomil sobre a deliberação 681/2014 da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD).

5 comentários leave one →
  1. jorgegabinete's avatar
    6 Junho, 2014 23:26

    Falo por experiência pessoal:
    – faz anos que tentei actualizar os meus dados pessoais junto do centro de saúde e tentei que o meu contacto telefónico fixo fosse actualizado para 3** *** *** e não consegui porque o sistema informático não permitia a inserção de dados de telefone fixo não iniciados por 2. Entendi que essa impossibilidade fazia sentido até esse momento. Mas mediante a minha queixa algo teria de ser alterado e deparei-me, claro está, com a impossibilidade total, desde a inexistência de vontade de resolver de qualquer das partes intercedidas até ao imobilismo da indiferença e concluí que a melhor forma de fazer o sistema “pular e avançar” seria uma queixa à CNPD. Fiz-lo após estudar as competências do organismo e as formas de o interpelar e concretizei. Passado umas penosas semanas (ou nem tanto) recebi uma irrepetível resposta de uma sra. secretária do dito organismo que relatava algo como: a sua questão é meramente administrativa e deve ser tratada junto de entidade visada e, se necessário, por reclamação. O que se segue (senão o que vinha) é paradigmático do serviço que espero de organismo e da FP em geral: respondi a esse orgão que por a) uma questão meramente administrativa correspondia à definição de quase 100% das competências da CNPD pelo que a resposta da sra ou do organismo, se nela se revisse, era inaceitável e ignorante; por b) se não lhes cabia competência de resolução era incompetentes e exorbitavam na indicação de outra via.
    Quase escusado é dizer que passado alguns dias recebi resposta dada por responsável a informar que tinham “citado” o ministério da saúde para promover alterações necessárias a permitir a um utente a correcção de dados pessoais.
    A CNPD ainda actualmente cumpre duas funções primordiais: permitir afirmação de que existe tal orgão com supostas competências e o numerus clausus para a nomenklatura…
    Fiz nova reclamação há semanas ( e pela segunda vez desde sempre) sobre uma situação óbvia de incumprimento da lei por uma entidade com autorização prévia (da CNPD) e até agora recebi o mesmo registo, género “queremos perceber se quer mesmo dar-nos o trabalho de analisar a sua reclamação”…
    Com os anos o meu conhecimento sobre direitos e como recorrer à sua salvaguarda aumentou, pelo visto a forma como a CNPD transige nas suas competências e obrigações pouco ou nada evoluiu.

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  2. Monti's avatar
    Monti permalink
    7 Junho, 2014 07:56

    A “COMISSÃO”, os seus “MEMBROS”, têm de comprovar ou justificar a sua existência. Tal qual 90% das Fundações ou as SAD continuarem como entidades de “utilidade pública”.

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  3. JDGF's avatar
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    7 Junho, 2014 12:07

    A CNPD se quisesse trabalhar a sério bastava para isso começar a entreter-se com os dados que o sistema bancário nacional armazena à custa de situações de dificuldades ou emergências que assolam (ou já assolaram) alguns ( muitos) cidadãos.
    Todavia, no que diz respeito às fotos e a outros dados biométricos obtidos (adquiridos) no exercício de funções policiais ou na instrução de inquéritos judiciais o direito de reserva quanto ao seu acesso global parece justo e será um assunto respeitante à privacidade dos dados pessoais. Nesta área só será admissível que sentenças na fase final do seu trânsito em julgado estejam disponíveis ou publicitadas.

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  4. JCA's avatar
    JCA permalink
    7 Junho, 2014 17:03

    .
    Essa coisa da proteção surge como a proteção da desproreção. O senso comum, a rua, não passa cartão a esta narrativa cheia de ‘tecnologias’ e ‘espertizes’. Isto disse.me um analfabeto tuga, mas com aquilo que desola os académicos e se chama ‘manha e ronha tuga’ quie vem em 1000 anos de ‘genes’ que aperfeiçoaram o Hoje de manha e ronha,
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    o que chamam os mais livrescos para não ficarem mal no filme Inteletualidades&Cª Lda de ‘divorcio dos portugueses com os politicos’
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    pois é, isto é um ‘raio dum povo’ que nem os estranjas o percebem. Mas sobreviveu sempre. Tranquilamente. Resume numa que vem já desde antes das guerras coloniais ‘estou farto deles’ e por isso manda-os para ….. (descubra a palavra)
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    mas que percevem esta geringonça tida de trás para a frente e da frente para trás, lá isso é verdade.
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    É um show de musica o Passos, ao Portas, ao Seguro, ao Costa, ao Jeronimo, ao Louçã, a Cavaco, ao salazar, ao marcelo, e antecessores mais velhadas que em Vida acreditam, acreditaram,
    .que são, eram, os salvadores duma terra com rinha e manha de 1000 anos. Andam a dormir, o que se julgava o 25 de Abril ter metido no Cemitério dos PRAZERES.
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    Pois é. E o pior é quaando esta gente decide acabar com o filme. É raro, mas quando o faz deste cantito 10 milhoes sai terramoto para o mundo todo, começando aqui com os do lado que nem bom tempo nem bom casamento; mas como cordeirinhos seguem o que se decide aqui na fronha (popular que significa ‘cara rosto’) da Europa; e esta também leva por tabela.
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    Surgirão vários a contestar agarrados a,livritos tão excecionais que já todos lemos …. Não foi assim na historia universal. É só lê-la fora das versões tugo-inteletuais de trazer por casa.
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    E assim é hoje o que se está a passar. Com o pouco tempo que resta para o será ser.
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    Estou como o outro “chamem-me os nomes que quiserem”
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