No vale das sombras, entre Caim e Abel
Não há ninguém, nem no PSD extra-governamental, capaz de perceber que o país está num ponto de inflexão. Nos outros partidos ninguém o entende e no PS só se procura forma de voltar ao pântano. O que aborrece em António José Seguro não é a sua aparente inaptidão para hip to be square, é sim a forma como, sem o filtro da tradicional destreza para nada dizer, afronta o próprio princípio partidário nacional, chamando-lhe, algo desajeitadamente, promiscuidade entre política e negócios.
O ponto de inflexão é mesmo esse: estamos na zona que definirá se Portugal se tornará um país de negócios ou se regressará ao país da política que sempre foi, com os negócios como parte definidora da essência partidária.
Como optimista no meu pessimismo, reconheço demasiada inércia para que esta seja afectada significativamente pelo momento. Em Portugal, sozinho, a coisa não vai lá. Resta saber se os credores estão dispostos a financiar a sua própria autofagia ou, se como aparenta ser a realidade a julgar pelo caso BES, dispostos a financiar a sua própria sobrevivência através das purgas necessárias aos sorvedouros nacionais.
O lado mais interessante: nada disto é dependente dos vossos insultos seja a quem for.

Estamos na zona que definirá se Portugal se tornará um país minimamente decente ou se continuará a viver na corrupção, hipocrisia e cinismo em que sempre esteve, com o Estado a servir de vida para quem usando as suas teias sociais se desenrascar melhor a viver do IRS dos outros. Já não dá mais para protelar nem fingir. Está na hora do que resta: culpar os outros, o exterior, a senhora Merkel, o aquecimento global. Como povo europeu estamos mortos e enterrados.
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“Não há ninguèm”? Chamemos-lhe cegueira, chamemos-lhe “excesso de auto-confiança”, ou simples teimosia, tudo isso acaba num momento de solidão (ou acto solitário). Credores? Nenhum problema com Ferreiras Leite, P. Pereira, Jerónimo de Sousa ou Seguro. A ameaça chama-se BANCA!
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demasiados ricos à porta dum pobre
… alguém fica sem esmola
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Só insultará quem não tiver esta percepção da crua e nua realidade. Subscrevo também os comentários acima. E o meu pessimismo optimista diz ainda que sem ajuda externa não vamos lá. Nem que tenhamos de passar mais uma geração: a actual, herdeira do passadismo soarista, está visto que não descola.
Recuaria a 1975 e ao velho camarada Vasco para lembrar: “Esta política é uma merda, esta política é uma merda!”.
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Finalmente um post seu que vale a pena ler.
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Concordo que estamos num ponto de inflexão e, contrariamente ao que diz, Seguro e o governo sabem bem o que nos vai acontecer; considerando que a democracia sobrevirá, o empobrecimento será inexorável e as contas são fáceis de fazer, é só pegar no pib da Roménia e da Bulgária ,escolher um deles e dividir por 10,5 milhões. A função da elite corrupta dirigente é conduzir o processo sem turbulência mas, como as coisas se estão a acelerar, é sempre seguro alguns responsáveis terem a mala feita.
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JORNAL I: “BdP congela contas de administradores executivos e não executivos do BES”
ASSIM, (isto é um suponhamos…) EM CÊNTIMOS – QUANTO DARÁ?… 🙂
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Chão toduch da terra duch inocheintezzz…
E diz que é du pai, k num veinde…
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Chão toduch da terra duch inocheintezzz…
E diz que é du pai, que num veinde…
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Não vamos conseguir sair daqui deste labirinto.!Os imensamente ricos feitos com os imensamente corruptos não vão deixar.!Está na massa so sangue como se diz na minha terra.São biliões a fazer trabalho escravo para sustentar um rebanho de pachás.Política na minha terra?Oh gente da minha terra há muito que percebi (sic). Corrijo na massa do sangue
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