O preço da independência
Pacheco Pereira, hoje no Público, considera que o referendo à independência da Escócia é uma espécie de pedrada no charco contra o pensamento europeu dominante, uma prova de que existem vias alternativas à autoridade imposta pela Europa etc etc.
Curiosamente, os escoceses votaram maioritariamente no NÃO. Os factores que mais pesaram a favor do NÃO foram o risco de não conseguirem pagar por eles próprios o estado social e o risco de terem que sair da união monetária com Inglaterra, e consequente fuga de capitais. O principal argumento do SIM para memorizar estes riscos foi o petróleo no Mar do Norte. E apesar do petróleo, os partidários do SIM defendiam uma independência mas mantendo a Escócia na libra. O seja, prevaleceu a realidadezinha. E note-se que a realidade é o que é. Não é imposta pela Europa.
Ou seja, a independência é hoje em dia um privilégio bastante caro, pouco compatível com malta que não tem petróleo e está sempre a dizer que não aguenta.

Mentalidade do escravo que pensa que é melhor ser alimentado à mão pelo seu senhor e, se for um bom servo, talvez lhe calhem as migalhas maiores.
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Explica lá ó “jo”, para nós percebermos. A sua tese é então que há pessoas com “mentalidade” para serem “escravos”. Deduzo, portanto que, essa condição legitima a escravatura. E isso aplicar-se-ia a 55% do eleitores da Escócia. Percebi mal? Essa é forte! Muito forte. E daria um belo filme.
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Há gente que põe um preço em tudo. Assim pode dizer que a independência, a democracia, o estado social, seja lá o que for é caro e não se justifica.
Quem faz uma análise custo-benefício e chega à conclusão que é muito caro ser livre, tem mentalidade para ser servo.
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Boa, Duarte. Já Santo Agostinho, Thomas e os papas defenderam a escravatura, boa para o dono como para o escravo, que hoje está desempregado. No mais, daria um belo filme, é sem dúvida .
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Nunca li Sto agostinho. Tenho pena, mas não sei latim. Contudo, gostei muito da referência ao “estado social”. O actor prtincipal nesse filme foi o Mel Gibson, se bem me lembro. Como ele gritava a plenos pulmões “pelo estado social, morte aos ingleses”. Bom filme, esse.
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Num país como o nosso onde a mentalidade socialista se entranhou até à medula é normal que haja odiozinho e invejazinha de Inglaterra, afinal é das poucas nações onde a liberdade individual ainda é respeitada. Os comunistas e os socialistas queriam a independência da Escócia para ver o Reino Unido destruído e Inglaterra enfraquecida, e não porque desejassem uma melhoria das condições socias, políticas e económicas da Escócia. Eu sei, correu mal. Tomem um banho de água gelada que isso passa. E depois, venceram os interesses geostratégicos de Portugal: interessa-nos um Reino Unido forte!
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O JPP desde que deixou de ser o conselheiro do Príncipe (ou da Princesa) que já não aguenta.
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os escoceses não conhecem os argumentos do ja…
se conhececem, o no teria vencido por 500%…
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E pelo que percebi, os escoceses até têm uma economia mais desenvolvida e mais forte do que a nossa…
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Os escoceses estiveram (relativamente) perto de poderem ser classificados como estúpidos… 56% deles evitaram isso e muitas chatices para todos (por cá, também). Dá Deus nozes a quem não tem dentes… Aquela rainha que o preferia ser por um dia que duquesa toda a vida devia ter levado uma valente surra do marido, em vez do badameco se ter posto a “rei”. Hoje seríamos uma ou duas autonomias de um país muito mais poderoso, a Ibéria.
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Os da Catalunha são os tais desdentados…
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Quem lhe disse que num referendo venceria o «sim» à independência da Catalunha? Quem acompanhava as redes sociais e as caixas de comentários na questão escocesa ficou com a impressão que o «sim» seria muito popular e venceria facilmente… estes grupos nacionalistas gostam de ter visibilidade e são muito activos nas redes sociais e nos mass media mas lá no fundo duvido que a população em geral concorde com o que eles defendem.
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Perante uma mundividência absurda sobre a realidade, o João Miranda argumenta com cinismo. Face ao absurdo, só o cinismo faz algum sentido. Eu não simpatizo com Karl Marx, mas ele tinha razão quando dizia que pessoas como o João Miranda têm uma “moral de merceeiro”.
Não passa pela cabeça do João Miranda que terá havido outras razões, para além das razões de contabilidade de mercearia, para que escoceses votassem sim ou não à independência da Escócia.
A única diferença entre o João Miranda e, por exemplo, a Raquel Varela, é a concepção que os dois têm do Estado; de resto, são iguaizinhos: reduzem toda a realidade à economia. O João Miranda é uma espécie de “comunista do reviralho”.
Tanto um como a outra vêem a realidade de uma forma determinista (mas em nome da “liberdade” !) — uma vez que (toda) a realidade é determinada absolutamente pela economia
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A mim palpita-me que na escócia há mais “merceeiros” que “proletários”, embora concorde consigo. Julgo que os escoceses seguiram bem o conselho da Rainha e pensaram cuidadosamente na pergunta que lhes foi feita. Good luck to them. Not our business.
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Sim, a Catalunha, Homage to Catalonia,
http://www.google.pt/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=4&cad=rja&uact=8&ved=0CD8QFjAD&url=http%3A%2F%2Fwww.goodreads.com%2Fbook%2Fshow%2F9646.Homage_to_Catalonia&ei=j7oeVJ-EHpPUat-hgHg&usg=AFQjCNFYjyH20F3HcaNbbgIvBlmpwNswGQ&bvm=bv.75775273,d.d2s,
não pensa reivindicar a peseta e nem o euro de Espanha, senão o geral, europeu. E depois não será a fraca e vendida, sem caráter, do pacholas de Brown, o Gordon, visto como o é de gente rija, de palavra e não serviçal, adormecida .
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“Os factores que mais pesaram a favor do NÃO foram:” O meu filho tinha os bonecos que “tinham poderes…” Há bruxos que lança, búzios.
Como será que você faz para saber essas coisas? Terá visões? São sonhos? Ou é assim uma espécie de voz interior que vrá dos aléns?
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