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Portugal tem impostos a mais?

13 Outubro, 2014

É comum dizer-se que em Portugal existem impostos a mais. No entanto essa alegação é bastante dúbia, uma vez que haver algo a mais requer que se especifique em relação a quê. Vamos por partes:

Portugal tem impostos a mais em relação à despesa do Estado?

Não. A despesa pública é 10% superior às receitas. Para cobrir as actuais despesas, o Estado teria que cobrar mais 6 a 8 mil milhões de euros por ano em impostos.

Portugal tem impostos a mais ao ponto de estes penalizarem o consume interno?

Não. Implícito na pergunta está a ideia de que os impostos penalizam as empresas portuguesas porque penalizam os consumidores dos produtos que elas vendem. Acontece que o consumo interno está empolado pela despesa do Estado, o que gera pressão sobre a balança externa e sobre o endividamento externo. Portanto, o balanço entre o que o Estado tira via impostos e injecta na economia via pagamentos é favorável ao consumo interno. Para o efeito do Estado no consumo interno ser neutro, como devia, os impostos teriam que ser maiores.

Portugal tem impostos a mais em comparação com os que vai ter no futuro?

Não. É evidente que com défices de 5% e dívidas de 130%, os impostos terão que aumentar no futuro.

Portugal tem impostos a mais em comparação com a dívida pública?

Não. Impostos actuais são insuficientes para pagar a dívida pública.

Portugal tem impostos a mais em comparação com o que o Tribunal Constitucional recomenda?

Não. O TC recomenda mais impostos e exige menos cortes.

Portugal tem impostos a mais em comparação com o que os portugueses gostariam que o Estado gastasse?

Não. Os portugueses gostariam que o Estado gastasse muito mais do que gasta agora, logo Portugal precisa de impostos mais altos para satisfazer os portugueses.

Portugal tem impostos a mais em comparação com o que o valor dos serviços prestados pelo Estado?

Sim, tem. Os mesmos serviços comprados ao sector privado sairiam melhores e mais baratos que os impostos que são pagos.

Portugal tem impostos a mais em comparação com as condições que cria para a actividade económica?

Sim, tem.

Portugal tem impostos a mais em comparação com os seus concorrentes directos na UE?

Sim, tem. Polónia, Checa, Hungria, Eslováquia e Bálticos têm todos impostos mais baixos.

Portugal tem impostos a mais em comparação com os que seriam necessários para atrair capital estrangeiro?

Sim, óbvio.

Portugal tem impostos a mais ao ponto de impedirem as empresas portuguesas de acumular capital?

Sim.

Portugal tem impostos a mais para a maioria da população?

Não. A maioria da população não paga IRS.

Portugal tem impostos a mais para os funcionários públicos?

Não. Parte da distorção fiscal em Portugal foi criada para compensar a excessiva massa salarial do Estado. Enquanto não for possível cortar essa massa salarial os impostos sobre esses salários não são a mais.

Portugal tem impostos a mais em relação à Segurança Social que oferece?

Não. Impostos são insuficientes para assegurar os compromissos da Segurança Social.

Portugal tem impostos a mais em relação ao SNS que tem?

Não. Envelhecimento da população garante que serão necessários mais impostos para manter os actuais serviços de SNS.

Portugal tem impostos acima daqueles que maximizam a receita fiscal?

Não. Aumento continuo da receita fiscal mostra que continuamos à esquerda da curva de Laffer.

Portugal tem impostos a mais em comparação com a despesa que o Paulo Portas gostaria que existisse?

Não. Paulo Portas durante estes 3 anos defendeu sempre mais despesa que a actual, logo mais impostos.

Portugal tem impostos a mais em comparação com a despesa pública após eliminação de X (em que X pode ser institutos, PPPs, RTP, fundações etc)?

Não, excepto se X for massa salarial da FP e pensões num valor total de 8 mil milhões de euros.

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147 comentários leave one →
  1. 13 Outubro, 2014 20:55

    “Não”-“Sim”-“Não”-“Sim”. O preclaro João Miranda para o governo “já” !

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  2. numiloses permalink
    13 Outubro, 2014 21:09

    Concluio que so me resta 2 alternativas.. fugir do país ou fugir ao fisco..

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  3. manuel permalink
    13 Outubro, 2014 21:16

    Temos impostos e despesa do estado em excesso ,ambos deviam ser corrigidos num processo a 10 anos e estudado por gente que sabe. Não é com” os especialistas” e assessores do governo ,conforme se constata pela brilhante ajuda dos mesmos, no ministério da justiça e educação. É fácil de ver que não podemos ter gastos de despesa pública em quase 50% do PIB e digo-lhe que a empreender com honestidade e com a carga fiscal atual ,assistiremos à derrocada de quase todas as empresas e por arrastamento a banca.

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  4. Churchill permalink
    13 Outubro, 2014 21:37

    Meia dúzia de banalidades e lá descobre que a massa salarial dos funcionários públicos é excessiva, assim sem mais nem menos.
    É indiferente se fazem alguma coisa ou não, é demais e está tudo dito.
    Só não se percebe como tantos adiantados mentais depois está como está!

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  5. 13 Outubro, 2014 21:39

    Gostei muito deste artigo irónico, todavia algumas correções:

    1. Não adianta quaisquer dados para atestar que os “serviços prestado pelo sector privado” ficariam mais baratos para os contribuintes/consumidores; e como se viu pela energia ou como se verá em breve estou em crer pelos serviços postais, nada me parece que assim seja. A empresa privatizada por certo é comprada em regime de nepotismo como muito bem explica aqui o caro JM para o caso da PT, logo nada garantido que as privatizações resultem em ganhos para os contribuintes.

    2. Portugal não tem uma carga fiscal em % do PIB mais pesada que muitos outros países da UE, como os países nórdicos. Creio que nesta matéria estamos a meio da tabela. É, é mais ineficiente na devolução desses dinheiros de volta ao cidadão em benefícios públicos e sociais.

    3. Portugal tem gastos em saúde em % do PIB dentro da média da UE.

    4. Estamos muito perto do máximo da curva de Laffer, senão mesmo no topo (o Dr. Medina Carreira tem gráficos sobre isso), só conseguimos aumentar receita essencialmente devido ao combate à evasão fiscal e ao saque fiscal a quem paga sempre, como os trabalhadores.

    5. Muita gente não paga IRS mas paga muitos outros impostos, por exemplo IVA. Aqui foi extremamente injusto com os mais desfavorecidos.

    Refiro ainda que o caro João Miranda, alinha com a elite económica que singra pelo espaço público sem dedicar uma única palavra séria ao nosso défice crónico na balança de pagamentos. Na década de 2000-2010 as importações de carros mais combustíveis representaram mais de 100 mil milhões de euros, 60% do PIB.

    Em três anos de troika, aumentaram-se todos e mais alguns impostos e nada ficou ileso da voragem fiscal do Estado – trabalho, saúde, casa, alimentação, transportes públicos, pensões, apoios sociais – mas estranhamente os únicos impostos que ficaram praticamente incólumes foi o ISV, IUC e o ISP; exatamente os impostos que taxam a posse e utilização do carro, esse bem que todos os anos provoca cerca de 20% de défice na nossa balança de pagamentos em importações de automóveis e combustíveis.

    Concluindo, temos impostos em valores absolutos mais que suficientes para a dinamização da nossa economia e para suprir as despesas do Estado, estão é alocados a sectores que não geram qualquer riqueza e só provocam despesa pública como autoestradas sobre-dimensionadas.

    Exemplo prático:
    a. Quero vender o meu carro velho e ir de autocarro para o trabalho, contribuindo para a melhoria da nossa balança de pagamentos, usando o dinheiro que tinha poupado para comprar produtos nacionais e ir jantar fora mais vezes. O estado oferece-me o dedo do meio!

    b. Quero vender o meu carro velho e comprar um novinho em folha aos alemães, usando o crédito da COFIDIS. O Estado oferece-me 1500€ em benefícios fiscais para incentivo ao abate!

    Artigo que peço encarecidamente ao caro João Miranda que dedique 15 minutos do seu tempo para ler:
    http://pedais.pt/os-dados-que-os-economistas-nao-publicam/

    Atentamente

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    • anónimo permalink
      14 Outubro, 2014 16:06

      “Concluindo, temos impostos em valores absolutos mais que suficientes para a dinamização da nossa economia”

      Está a falar dos nossos impostos e na dinamização da economia dos outros, dos concorrentes da nossa economia, certo ?

      Ou então, explique lá como é que os impostos, que retiram dinheiro à nossa economia, servem para a dinamizar.

      Responder pelo lado do consumo privado não vale, pois que até a Apolónia sabe que não é sustentável. E só agrava a balança de transações correntes.

      O Costa, por exemplo, vai agradecer imenso que Vc deslinde o embróglio do crescimento económico – que ele prometeu – com a manutenção da carga fiscal – que ele vai manter.

      Capriche na resposta que até lhe pode merecer um lugar no próximo governo e um Nobel de economia.

      E a nossa admiração eterna.

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      • 14 Outubro, 2014 21:16

        Não sei se percebeu o que escrevi! O que disse é que tínhamos de taxar automóveis e combustíveis, para diminuir o consumo de bens que são todos importados e representam 1/5 das nossas importações. Com o dinheiro arrecadado e num clima de neutralidade fiscal, podíamos diminuir IRS, IRC e TSU. Foi esta metodologia que adotou com sucesso a Holanda ou a Dinamarca. Os países da UE que passam por mais dificuldades financeiras, são também os que têm maiores taxas de motorização e maior dependência automóvel e energética e maior rede de autoestradas, e acredite que não é coincidência.

        Estes são os dados das importações de bens, que obtive do INE:

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      • anónimo permalink
        14 Outubro, 2014 22:36

        Vc, se calhar é que não percebeu o que escreveu.
        Explique-se lá na parte em que “temos impostos” “para “dinamizar a economia”.
        Dinamize lá a economia com os impostos, porra.
        Deixe de disfarçar a banalidade redundante de frases politicamente correctas apresentadas por atacado e concretize uma das suas ideias num exemplo concreto.

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      • 15 Outubro, 2014 00:49

        Já escrevi sobre isso, lamento não me repetirei. As contas estão aqui:
        http://goo.gl/jesQw9
        Mas resumindo, significa aumentar substancialmente IUC, ISV e ISP, e num regime de neutralidade fiscal, baixar IRS, IRC e TSU

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      • anónimo permalink
        15 Outubro, 2014 10:00

        Vc inventa factos e estatísticas para ilustrar as conclusões a que quer chegar.

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      • 15 Outubro, 2014 10:47

        E o caro anónimo nem se dá ao trabalho de ler as minhas fontes e fica-se pelos lugares comuns

        João Pimentel Ferreira

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    • Costa permalink
      15 Outubro, 2014 15:05

      Ou seja, a culpa disto tudo é dos desvairados que querem – ou têm que ter, desde logo porque a rede de transportes públicos é um absurdo de insuficiência e ineficácia e sê-lo-á cada vez mais – aceder a essa bizarria inaceitável que é ter um automóvel, ou que, estando o seu a envelhecer, querem essa outra ousadia de trocar o seu automóvel por outro mais recente (e como tal, em regra pelo menos, mais seguro, menos dispendioso de manutenção e menos poluente).

      Aumente-se a fiscalidade então sobre o automóvel e os combustíveis, como se ela não fosse já em Portugal um exemplo do mais desavergonhado saque. E, numa brilhante linha de pensamento socialista, culpe-se, como você faz, quem possui automóvel pelo dolosíssimo e impune delírio entre nós consumado em matéria de auto-estradas para lado nenhum.

      Belíssimo exercício de demagógica desresponsabilização e transferência de culpas. E de obtenção de receita, claro. Ódios de estimação, enfim, que cegam.

      Se o carro é a fonte de todos – ou tantos e tão inaceitáveis – males e um desproporcionado factor de dano na economia e finanças nacionais, então a coerência mandaria proibir o automóvel privado, ou todo o automóvel, acabando com o “mal”, em lugar de – como você advoga – mantê-lo mas apenas na medida em que, saqueado, renda generosamente para sustentar a impune incompetência pública.

      Costa

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      • 15 Outubro, 2014 15:56

        As suas palavras podem ser emotivas e percebo a sua indignação, enquadra-se na banal sacralização que o português médio faz ao automóvel, qual Nossa Senhora das Quatro Rodas, padroeira de Portugal; ou quem sabe, a vaca que Vasco da Gama trouxe da Índia. Todavia os factos falam por si.

        Em 1983, cada agregado familiar em Portugal, termo técnico para família, tinha em média 3,3 pessoas. Na altura o país tinha um quarto dos automóveis que tem hoje (ver relatório da ACAP, página 206). Hoje, passados cerca de 30 anos, com quatro vezes mais carros que em 1983, cada família tem apenas 2,6 pessoas. Ou seja, Portugal passados trinta anos, tem quatro vezes mais automóveis mas uma família 20% mais pequena.

        O português médio trabalha metade do ano (370€ por mês, em 711€ que é o salário médio líquido) para pagar as despesas totais do seu carro. Elas são o seguro, o combustível, as revisões, reparações, possível crédito automóvel, desvalorização do veículo, lavagens, eventuais multas, IUC, portagens e parqueamento. Esse custo total ultrapassa muitas vezes os 500€ por mês, mas as pessoas não fazem essa contabilidade porque as contas que se pagam aparecem distribuídas pelo ano em diferentes parcelas. Faça você mesmo as suas contas em AUTOCUSTOS.COM e poderá ficar surpreso com o resultado final! Pense depois quanto ganha por mês e quantos meses tem de trabalhar para suster o seu carro! Para mais, há as externalidades. Cada km percorrido de automóvel tem em média externalidades negativas, ou seja custa a todos nós, cerca de €0,15.

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      • 15 Outubro, 2014 19:33

        O governo para que ouviu as minhas preces:
        http://www.publico.pt/economia/noticia/condutores-vao-pagar-mais-160-milhoes-em-taxas-rodoviarias-1673011
        O valor em causa já dava para fazer um belo abate na sobretaxa do IRS, mas vão canalizar para as PPP. Discordo!

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  6. 13 Outubro, 2014 21:45

    Porque é que este não anda a pé?

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    • PiErre permalink
      13 Outubro, 2014 22:25

      Porque é o corrector do João Miranda.

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    • 13 Outubro, 2014 23:41

      Andar a pé faz muito bem, é a forma mais antiga de locomoção e é a melhor receita para evitar doenças cardiovasculares, a maior causa de morte em Portugal ceifando a vida a 120 mil pessoas por ano. Ajuda também a revelar muitas o vezes, o quão idiota e irracional é usar o carro para pequenas distâncias até 1 km, como para ir ao pão por exemplo. É também, dizem os cientistas, um excelente momento para reflexão, tranquilidade e relaxação, aliviando o estresse e evitando por conseguinte comentários jocosos e indecorosos a familiares, vizinhos e até mesmo a outros membros de um espaço público.

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      • 14 Outubro, 2014 09:57

        Nisso já lhe disse que estamos a cordo.
        Mas eu ando a pé calada.
        eehehe

        Mas é verdade. Em toda a parte se anda de transporte público menos em Portugal. Por cá transporte público é como machimbombo em África.

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      • 14 Outubro, 2014 10:01

        Quanto a evitar comentários indecorosos não evita. A puta da calçada portuguesa é mesmo um apelo aos comentários indecorosos ao presidente da Câmara.
        E as cavalgaduras do asfalto completam o panorama e são suficientes para estragar uma boa caminhada numa cidade ou vila (ou aldeia) de Portugal.

        Esta moda das bicicletas só veio agravar a coisa. Peão tem que apanhar com cavalgadura de asfalto e com sátiro ciclista, ainda que os primeiros também já vão dando desbaste nos segundos.

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      • 14 Outubro, 2014 19:33

        Para aliviares o estrógeno, vai-te a eles:
        http://www.passeiolivre.org/p/autocolantes.html

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      • 14 Outubro, 2014 21:13

        Estrogéneos há-de ter a tua mãezinha.
        Zazie dans le metro. Sabes tanto e não sabes quem foi o Raymond Queneau

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      • Costa permalink
        15 Outubro, 2014 22:52

        Meu caro senhor Pimentel Ferreira,

        Creia que dispenso o seu paternalismo. Não sacralizo automóveis. Ainda há em mim uma réstia de inteligência. Sucede que residindo em Lisboa, com família em Vila do Bispo, Leiria (no caso idosos que crescentemente necessitarão da minha presença), Aveiro e Porto, com uma profissão sem horários definidos – há disso, talvez você o não soubesse – que tanto me faz sair – ou chegar – a casa a meio da madrugada como a meio da tarde, ou seja a que horas for, preciso de um automóvel.

        Sei muito bem o que custa o meu carro, todos os que até hoje tive, e o peso que tem nos meus rendimentos. Sei que esse peso é brutalmente aumentado por uma carga fiscal, sobre o automóvel e o que com ele é conexo, que representa um verdadeiro assalto com força de lei, um crime impune e repetido descaradamente, alicerçado em argumentos de demagogia mal disfarçada e que, na verdade apenas buscam receita a todo o custo (com o apoio de gente como você, está visto). Receita depois esbulhada como se sabe.

        Sei o que custa o meu carro e sei que nunca comprei carros fascinado pelo estatuto que um emblema no “capot” alegadamente possa dar. O que quis e quero num carro é segurança e fiabilidade. Capacidade de acumular centenas de milhares de quilómetros com a razoável certeza de que não falhará quando for necessário. E espaço, por razões que me parecem já evidentes, o que fará de mim, está visto – ao pretender algo mais do que um pequeno utilitário – um egoísta burguês, idólatra de divindades sobre rodas – fiquei a sabê-lo por si – e exemplarmente condenado a pagar o que tenha e não tenha para poder exercer com tranquilidade a minha profissão e dar a assistência que me compete à minha família.

        Mas felizmente para o país há gente como você, dotada da Verdade, manifestamente imune há doença da modéstia, e superiormente ungida da vocação para nos pastorear.

        Costa

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      • 16 Outubro, 2014 00:09

        Caro Costa, não não sabe quanto custa o seu carro e se os tiver seguros naquele local bem definido, partilhe aqui os resultados de autocustos.com com a comunidade. Os impostos que paga são insuficientes; só as Estradas de Portugal recebe do OE 1,7 mil milhões de euros e o IUC rende 300 milhões de euros aos cofres do Estado, quase seis vezes menos. Instrua-se: http://goo.gl/Zb2vFg

        João Pimentel Ferreira

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  7. 13 Outubro, 2014 21:50

    Não. Envelhecimento da população garante que serão necessários mais impostos para manter os actuais serviços de SNS.

    Parcialmente verdade.
    Actualmente uma grande parte da população (eu reformado incluído) tenho um plano de saúde privado e só gasto ao SNS a comparticipação nos remédios.

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    • PiErre permalink
      14 Outubro, 2014 08:53

      “Actualmente uma grande parte da população (eu reformado incluído) tenho um plano de saúde privado e só gasto ao SNS a comparticipação nos remédios.”
      .
      Estou na mesma situação e conheço muitas pessoas assim.

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      • 14 Outubro, 2014 10:03

        Na minha família as pessoas mais velhas não tomam um único remédio.

        A estupidez é ganhar esse vício.

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    • Costa permalink
      16 Outubro, 2014 23:49

      Pimentel Ferreira,

      Quem é você, para me mandar instruir? Para me apodar sem mais de ignorante. Quem se julga você: um semideus? Um iluminado?

      É certamente um deslumbrado, com as certezas e a soberba de um comissário político que nos quer abnegadamente poupar à maçada de pensar. E se apesar disso insistirmos em pensar, em não o seguir caninamente – ingratos! -, seremos logo desconsiderados como ignorantes. É, aliás, uma consagrada forma de agir de certa esquerda. Ah! A falta de um gulaguezito…

      Costa

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  8. Hawk permalink
    13 Outubro, 2014 21:56

    Uma boa prestidigitação com os números. O problema, porém, só se resolverá com transferências de recursos entre os estados-membros da UE. Terá que se criar como que um imposto progressivo em que os estados mais ricos descontam a favor dos mais carecidos.

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    • lucklucky permalink
      14 Outubro, 2014 13:49

      Que tal começares a “descontar” para a Grécia.

      Vais nessa? Ninguém te obriga a esperar.

      Ainda não vi nenhum “solidário” da esquerda a propor a ideia da solidariedade entre Portugal e Grécia.

      Porque será?

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    • Tiro ao Alvo permalink
      14 Outubro, 2014 16:48

      Também podias cantar essa treta aos habitantes da Catalunha. E do País Basco. E aos nossos presidentes de Câmara que não estão endividadas para além do razoável e que não querem colaborar na constituição de um fundo para ajudar as Câmaras em situação financeira difícil. A seara é grande.

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      • 14 Outubro, 2014 19:37

        Ou podíamos voltar todas à nossa redoma individual e recusar de vez o coletivismo natural do Homem. Ventas nos olhos, habitar bunkers fechados e eliminar o Estado, porque o vizinho da frente é mamão e só quer comer à minha conta. E Deus é Grande, mas Obama é Maior!

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  9. Hawk permalink
    13 Outubro, 2014 21:59

    Creio, aliás, que JPFerreira estará de acordo comigo, pelo menos em teoria.

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    • 14 Outubro, 2014 19:42

      Sim, estou! Mas com a solidariedade tem de existir Responsabilidade. Se é para os alemães nos ajudarem e o regabofe orçamental continuar, não obrigado. Por isso, sempre defendi a Regra de Oiro, ou seja, o limite ao défice inserido na Constituição.

      Os burgueses do capital que por aqui opinam, ainda não perceberam, que quem mais lucrou com o regabofe das contas públicas e défices sucessivos foi na realidade o grande Capital, que suja e suga impostos e recursos dos países através de juros e dívida.

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  10. marrazes permalink
    13 Outubro, 2014 22:13

    Portugal também não sequer um slogan que motive a população. Muito diferente de antigamente. Vejam este lançado por Alfredo da Silva, no seu jornal o Século: ” O que o país não tem, a CUF cria”.
    .
    Hoje, com um homem destes até o ouro voltava à mina de Jales..

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    • marrazes permalink
      13 Outubro, 2014 22:17

      Este não era o “dono disto tudo”. Era o “senhor faz tudo”. Era um cheiro a suor!

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    • Luis Marques permalink
      13 Outubro, 2014 23:56

      Adorei!

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    • marrazes permalink
      14 Outubro, 2014 16:37

      “Deve ser o Estado tão forte que não precise de ser violento”.
      .
      Esta é do Ti Tóino das Botas.

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  11. Manuel permalink
    13 Outubro, 2014 22:28

    Pagamos é impostos a mais para os ladrões que temos.

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  12. JCA permalink
    13 Outubro, 2014 23:44

    .
    .
    Tem impostos a mais ou vencimentos caros de mais em certos escalões relativamente à semelhantes médias nacionais ? OU esbajamento a mais em edificios e equipamentos ? ..
    Ou escalas de consumos substituiveis por outras mais baratas que resolvem o mesmo ?
    O saber dos eleitores sabe bem a resposta relativamente ao valor monetário retirado do mercado para tal, daí mais raquitico ou mais sustentado para competir no MUndo. A partir dessa certeza dos eleitores agem no dia a dia indiferentes às alcunhas que os fazedores dessa coisa lhes ponham.
    .
    Quanto à quantidade de impostos e ao labirinto legalês que até atrapalham os proprios serviços publicos cuja profissão exclusiva é impostos, A dificuldade é total quer para quem informa quer para quem precisa da informação. Muitos dizem que é a pior legislação, a mais retrograda e a verdadeiramente atentatória contra a Liberdade e a Democracia que mantendo-se as derrubarão.
    .
    Para não citar más linguas ditas mais informadas que afirmam sem hesitações que o objetivo politico não é cobrar impostos mas criar montanhas de dificuldades para depois surgirem como gajos porreiros a venderem facilidades (não sei se é assim que o ‘contribuinte’, nesta apeado do supremo ‘eleitor’, reconhece ou se identica nesse jogo)
    .
    mas continuando e por fóra da temática, é certo que com este sistema fiscal e os biliões injetados pela União Europeia Portugal não se resolveu,
    .
    será a catastrofe total e o abandono de Portugal pelos eleitores nesta fase final em que os milhões gratuitos dados a Portugal escasseiam e são os ultimos.
    .
    O lema é preciso dar confiança, criar a segurança etc e tal não funciona. É preciso ousadia e coragem para REFORMAR Portugal o que está longe dos panegiricos acabar com umas fundaçõezitas, umas coisitas daqui e dacolá ditas gorduras,
    .
    e nesta perspetiva hà Impostos a mais, excessivamente a mais, o que alvitra sem duvidas que é preciso limpar as banhas todas e resumir a questão ao objetivo o objetivo unico e ultimo da Fiscalidade é que entre anualmente nos cofres do Estado uma quantia X, o resto são fantasias de ‘notaveis’ a inventarem legos, fantasias, jogos florais etc gordura com custos milionarios fabulosos de empobrecimento, falencias, depressão e falhanço de Portugal na Europa e no Mundo por conta de labirintos e trapalhadas que uns quantos chamam de ‘ciência’ a uma Ciência que até tem cátedras.
    .

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  13. JCA permalink
    13 Outubro, 2014 23:45

    .
    .
    Enquanto não se for por aqui nunca Portugal levantará cabeça nem os Portugueses terão a sua vida pessoal pessoal e garantica, sejam funcionários publicos ou não, comunistas socialistas trotkistas maoistas sociais democratas democratas cristaos extremas direitas ou fascistas ou nazis, e nada tem a ver nos campeonatos Costa, Passos, Portas, Jeronimo, Semedo, Marinho, Louçã etc por acima do mais do mesmo, quiçá tacanho mas florido:
    .
    .
    ”-IMPOSTOS E FISCALIDADE:
    .
    5) ABOLIÇÃO de todos os Impostos substituindo-os por um único: INU – Imposto Nacional Único colectado sobre tudo o comprado e facturado dentro de Portugal (**)
    .
    (**) Pagamento dos Ordenados Brutos aos Empregados pelas Entidades Patronais.
    .
    6) AMNISTIA Fiscal para estancar o estado de falência do Tecido Económico Nacional e a insolvência dos Cidadãos, já praticado antes e depois do 25 de Abril.
    .
    .
    -SEGURANÇA SOCIAL:
    .
    7) ABOLIÇÃO dos Descontos mensais de Empregadores e Empregados substituindo-os pelo IUSS – Imposto Único de Segurança Social colectado sobre tudo o comprado e facturado dentro de Portugal (***)
    .
    (***) Pagamento dos Ordenado Brutos a todos os Empregados pelas Entidades Patronais.
    .
    8) Instauração da PENSAO NACIONAL UNICA, igual a 2 ou 3 vezes o SMN-Salario Mínimo Nacional, universal e igual para todos os Reformados Portugueses (****)
    .
    9) Criação do Fundo Nacional de REFORÇO DA PENSÃO NACIONAL UNICA, gerido pelo Estado, para quem queira depositar mensalmente um valor incerto a qualquer momento para assegurar um reforço publico do valor mensal da Pensão Nacional Única atingida a idade de reforma até ao falecimento (****)
    .
    (****) Na transição do velho para o novo Sistema, passariam para o Fundo de Reforço da Pensão Única, os valores já descontados por Empregados e Empregadores correspondentes à diferença entre o valor da Pensão Única e a Pensão em vigor no momento da Inscrição na Segurança Social”
    ..
    Sem estas ‘tools’ essenciais ninguém fará sair Portugal do atoleiro em que se encontra porque estes dois cortiços fazem sempre o mesmo mel mas as abelhas morrem anualmente, os zangões é no momento e as rainha coitada já fenece à fome. Não nascem flores, mingua o polen. E assim é.
    .

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    • 13 Outubro, 2014 23:52

      Devia ser linda a evasão fiscal nesse caso. Se assim já é o que é! Recomendo meu caro que em vez de “imposto” fosse “voluntário”! Cada um no final do ano, ia ao Ministério das Finanças e deixava lá as meodinhas que quisesse, tipo esmola de missa. Nunca se sabe, talvez o Belmiro fizesse uns donativos generosos que dariam para pagar umas estradas até aos centros comerciais da Sonae. Mas depois não se lembrem de pedir mais dinheiro para estádios e autoestradas para Bragança no “desígnio imperativo de evitar a desertificação do interior”

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      • Pedro Oliveira permalink
        14 Outubro, 2014 00:32

        Ora bem! Até que era uma boa… Se o pessoal de Bragança não quer desertificação, que pague ele as autoestradas.

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      • 14 Outubro, 2014 09:11

        Não tinham €€€, mas nem de perto nem de longe. Cada metro do túnel do Marão teve um cústo de 800 euros por centímetro
        http://www.veraveritas.eu/2014/07/A4-custa-3000-euros-por-passo.html

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      • 14 Outubro, 2014 09:42

        Só dico bacoradas 🙂
        Cada cm=800€
        Cada metro=80.000€

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      • lucklucky permalink
        14 Outubro, 2014 13:54

        Nada como apoiar o uso de violência contra quem não concorda pagar imposto
        Deve fazer parte do lobby do armamento ligeiro.

        Já que as teorias da conspiração são norma também posso construir a minha.

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      • JCA permalink
        15 Outubro, 2014 06:27

        .
        Sobre JPF em “Devia ser linda a evasão fiscal nesse caso. Se assim já é o que é! “.rcomentando a implantação dum Imposto Unico Nacional
        .
        É exatamente o contrário.
        .
        1)
        Reduzia o numero de contribuintes ao numero de empresas existentes (parece que cerca de 300.000 versus milhões de contribuintes atuais).
        .
        Calcule a poupança de meios estatais mais a enorme despesa de tempo pago ou perdido pelos atuais contribuintes individuais e coletivos, milhões de horas mais todo o universo burocratico carissimo que circula à volta do atual modelo que o obriga, cria e justifica.
        .
        É mais outro caso de centenas de milhões de euros anuais obrigados a desperdiçar aos contribuintes e que tanta falta também fazem se realmente o objetivo nacional for o reacendimento rapido da Economia e a recuperação imediata do poder de compra de cada eleitor (parece que agora já abstencionista que eleitor);
        .
        2)
        Muitos mais funcionarios publicos disponiveis para tarefas de controle em vez de burocraticas podendo-se até aligeirar a máquina permitindo reformas antecipadas. Quiçá mesmo transformando em gestor do contribuinte (tipo os gestores de conta nos Bancos etc)
        .
        3)
        Fuga como ? Não conhece os sistemas mais avançados de cobrança do imposto creditando o seu valor na conta bancária do Estado no proprio momento em que acontece o facto fiscal (a compra etc) ?
        .
        A simplicidade é a sofisticação máxima do Pensamento, já dizia o Leonardo da Vinci.
        .

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      • 15 Outubro, 2014 08:13

        E o Belmiro passaria a pagar os mesmos impostos sobre o rendimento pessoal que a peixeira do Bolhão

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  14. Pinto permalink
    13 Outubro, 2014 23:49

    João Pimentel Ferreira, se deixássemos de andar de carro e andássemos todos de transportes públicos e de bicicletas, se deixássemos de comprar telemóveis, smartphones e computadores, se deixássemos de beber Coca-Cola e Red Bull, se deixássemos de comer Nutela, e Ferreros, se deixássemos de vestir Levis, se deixássemos de calçar Adidas, se deixássemos de fumar Marlboro, se deixássemos de ver filmes norte-americanos (e víssemos exclusivamente Rosa de Alfama e pérolas do género), se deixássemos de ver séries norte-americanas (e víssemos exclusivamente o Rex o Cão Polícia e pérolas do género), se deixássemos de andar de avião e andássemos de comboios, certamente que a nossa balança comercial ficaria mais arranjadinha. O problema é que a nossa qualidade de vida ficaria equivalente ao da dos cubanos. E, parecendo que não, nós não vivemos em função da balança comercial e das contas públicas. Nós não somos instrumentos da ciência económica. A ciência económica, as finanças, é que são instrumentos para regular a nossa vida.
    Devemos procurar soluções para equilibrar as contas públicas? Claro que sim. Mas que isso não passe pela abdicação total de bens.
    .
    A redução de funcionários públicos através de um congelamento de admissões (que requer tempo), o abandono das grandes obras públicas, a redução de 3.5% a 10% dos salários mais elevados da função pública e a extinção de serviços inúteis ou dispendiosos (v.g. união de municípios – que nunca irá para a frente – encerramento de escolas, hospitais, tribunais, esquadras, postos, quartéis, com pouquíssima utilidade), parecem-me soluções boas e equilibradas.

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    • 14 Outubro, 2014 00:04

      O embuste típico da pequeno-burguesia motorizada e nova-rica nascida do 25 de abril, que tem aversão a colocar o rabiosque em transportes públicos, quando há 50 anos não passava de população rural e provinciana que quanto muito se deslocava de burro! Quem falou em filmes, telemóveis, ferreros, pipocas ou vibradores? Falei apenas das duas primeiras e maiores rubricas das importações, que representam no total cerca de 22% das importações de bens: carros e combustíveis! Exatamente aquilo que não temos nem produzimos (a autoeuropa não é portuguesa e envia tudo para fora). Visite a Amesterdão, Bruxelas ou Copenhaga e encontrará, estou esperançado, muitas semelhanças com Havana.

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      • 14 Outubro, 2014 00:11

        Isso é verdade .Mesmo assim prefiro andar a pé que ser chateada pelos carteiristas.

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      • 14 Outubro, 2014 00:12

        Mas é coisa bling-bling. Os tugas deram em novos-ricos a imitarem os americanos.

        As donas vão de jipe ao cabeleireiro e café da esquina.

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      • Fássista permalink
        14 Outubro, 2014 00:31

        A única coisa que tirei daqui é que a comunagem quer tirar os carros à malta. Ó camarada, interrogue-se lá por que é que ninguém gosta de andar na merda dos autocarros (quando andam, que os cabrões estão sempre em greve) e das bicicletas (a escolha de eleição em Lisboa. A ver se dá uns fanicos à malta). Raios partam gajos como o camarada que retiram um prazer mesquinho em ditar a maneira como os outros vivem.

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      • 14 Outubro, 2014 09:56

        Claro meu caro Fássista, que pagar taxas de IRS que tangem o assalto fiscal, em nada contribui para “ditar a maneira como os outros vivem”!

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      • Pinto permalink
        14 Outubro, 2014 12:02

        Sr João Pimentel Ferreira, confesso que desprezo por completo se gosta de andar a pé, de transportes, de avião ou a cavalo. Eu gosto de andar de carro. Vou repetir: eu gosto de andar de carro.
        Não quero saber o que você acha de quem goste de andar de carro pois também não faço considerações depressiativas às pessoas que gostam de andar a pé ou de transportes. Acredito que goste, acredito que acredita que está a fazer um bem essencial ao ambiente, acredito nisso tudo. Mas ponho de parte e não lhe chamo o que me vem à cabeça em relação a pessoas que pensam assim.
        .
        Já vi que por baixo dessa fina capa de pessoa bem formada está uma pessoa intolerante que não é capaz de levar com respeito opiniões contrárias. O verniz estala com facilidade.

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      • lucklucky permalink
        14 Outubro, 2014 14:00

        E tivemos o esperado ódio Esquerdista à liberdade individual, à possibilidade de uma pessoa decidir ir aqui, ali.

        Nada mais odeiam que as pessoas possam fugir do rebanho.
        De cada pessoa ir para seu lado.

        O seu medo irreprimível de serem abandonados.
        Por isso é que depois constroem Muros de Berlim por todo o mundo.

        Temos ainda o absoluto desprezo ao tempo gasto.

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      • 14 Outubro, 2014 14:16

        Caro Pinto, aprecio muito a liberdade individual e defendo economias de mercado e não sou favorável à coletivização de tudo, nem muito menos à imposição de hábitos. Na União Soviética, para se ter carro era preciso uma autorização especial do governo, exatamente para evitar tráfego, poluição, atropelamentos, dependência energética, etc. Nas economias de mercado, a regulação de hábitos faz-se através do custo e da carga fiscal. É por isso que o caro Pinto, por certo, come mais pão que caviar, verá que não é pelo sabor, é mesmo pelo custo. É por isso que tanta gente deixou de fumar nos últimos anos com a subida constante do preço do tabaco, com claros ganhos para a saúde pública, mas fumar não foi ilegalizado. Conluo que defendo a liberdade total e individual de cada um em adotar os meios de transporte que bem enteder, cabe todavia ao Estado taxar aquilo que é prejudicial, e incentivar o que é benéfico.
        Cumprimentos

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      • 14 Outubro, 2014 21:04

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    • 14 Outubro, 2014 00:08

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      • Pedro Oliveira permalink
        14 Outubro, 2014 00:35

        OK, os casais não dão quequas por causa dos carros… Cada dia uma novidade…

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      • 14 Outubro, 2014 08:43

        É verdade.
        Não dá jeito nenhum dar uma pinocada no carro, excepto os Mercedes e mesmo esses apenas para o blowjob.
        Antigamente, ficava-se mais tempo em casa, não havia o prós & prós, o CR7 ainda andava aos saltos lá nos coisos do pai, o que é que havia para fazer?
        Isso mesmo, fazer garotos que depois iam fazer mais garotos.
        Quer saudades !

        Oportunamente colocarei um gráfico onde se vê e relação entre o número de fumados e os remates que não acertaram na baliza do Raul Meireles.

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      • 14 Outubro, 2014 10:10

        Caros Pedro a Alexandrino, a resposta às vossas inquiteções sobre a suposta inexistência estatística entre conceção e as viaturas automóveis, está neste pequeno texto:
        http://www.veraveritas.eu/2014/08/o-automovel-familia-e-os-filhos.html
        Atentamente

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    • Pinto permalink
      14 Outubro, 2014 20:08

      Sr João Pimentel Ferreira, Portugal tem, de longe, a mais elevada taxa sobre viaturas (IA) e combustíveis (ISPP). Aumentar ainda mais essas taxas não é razoável à luz de um mercado livre. É uma quase-proibição camuflada em impostos.

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      • 14 Outubro, 2014 21:02

        É totalmente falso o que diz! ISPP não existe, existe ISP e o IA já acabou, agora existe ISV. Um exemplo:

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      • anónimo permalink
        14 Outubro, 2014 23:41

        JPF,
        Vc é irritantemente falacioso.
        A questão tem a ver com a carga fiscal sobre os veículos no seu conjunto.
        Vc muda o nome aos impostos e finta a questão material.
        Considere a fiscalidade automóvel no seu conjunto, incluindo, por exemplo, o IVA duplicado. Só com o resultado global pode comparar realidades parcelarmente diversas. Não pode escolher parcelas á la carte para provar as suas teses.
        Na Holanda também se paga IVA a duplicar ?
        Que pantomineiro !

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      • 15 Outubro, 2014 00:44

        Espero que esta ligação sane as minhas falácias, mas rogo-lhe para que não se irrite
        http://goo.gl/M6Blpj

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      • Pinto permalink
        15 Outubro, 2014 20:17

        Sr João Pimentel Ferreira, falei dos impostos sobre automóveis e sobre os combustíveis (o nome dos impostos parece-me irrelevante para a discussão). O imposto sobre os automóveis é o mais elevado da Europa. Idem para o imposto sobre os combustíveis. Quanto ao imposto anual dos automóveis deve-se ter em conta que em certos países as auto-estradas não têm portagens (essa é outra).
        Para além destes impostos ainda cai o IVA que é igualmente dos mais elevados da Europa. Tudo isto num país com um ordenado médio bastante modesto.
        Nós importamos tanta coisa que não percebo a implicância com os automóveis. E que tal triplicar o imposto sobre o arroz, já que é a quarta maior importação do país (ao contrário dos automóveis que são a quadragésima segunda – dados de 2011)?

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      • 16 Outubro, 2014 00:03

        Caro Pinto, é falso! Se comparar o nosso ISV com países como a Holanda ou Dinamarca estamos bem abaixo (não me venha com a tanga da Paridade de Poder de Compra, porque não a evoca quando compra ananás). O nosso IUC é ridiculamente baixo, ronda em média 50€ por veículo por ano; temos o ISP mais ou menos dentro da média da UE. Investigo estas matérias há algum tempo, por isso sei do que falo. A sua emoção não distorce os factos.

        João Pimentel Ferreira

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  15. JCA permalink
    13 Outubro, 2014 23:50

    .
    Bm apreciaria que Costa não fosse esperança nem confiança nem segurança esperançada por oratórias, mas sim SOLUÇÃO.
    .
    O mesmo gosto para qualquer outro chame-se Passos, Portas, Jeronimo, Rio, Semedo, Marinho, Louçã ou qualquer embuçado ainda não aparecido desde que houvera tal ousadia, estadismo e coragem politica para tanto. E o Povo aceita. Mas parece que não surge nem tal esperança nem tal confiança nem tal segurança.
    .
    E claro esse ‘esmagador acontecimento nacional’ que seria reduzir em IRC 20 € em 1000, ou 200 em 10.0000, ou 2000 em 100.000 ou 2.000 num milhão qualquer empreendedor privado parte o coco a rir em termos de reacendimento da criação de riqueza e das exportações,
    .
    para não falar no tal abaixamento de 1% na taxa não sei quê do IRS que são, ou seriam, miseraveis euros de redução que nada alavancam para acender o miserrimo poder de compra interno, ou o investimento de poupanças em criação de riqueza,
    .
    De facto bem mais inteligente não mexer nisso para evitar o ridiculo e o gaudio da populaça a gozar que nem coloridos.
    .
    Alguém lhe chamou numa alegoria com a Saude e a Morte:
    .
    -politicos fiscalistas e finaceiros ebola
    – impostos nova gripe asiatica.
    .
    Epidemias ambas ainda sem vacina encontrada. E abstenções nas proximas vão ser mato, rebentarão a corda. Com minha pena e tristeza. Tanta oportunidade perdida esbanjadas à mão cheia. Para quê ? Porquê ? Absurdo.
    .

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  16. 14 Outubro, 2014 09:12

    Parece claro é que para sustentar o actual sistema político partidos e vacas e bois nem carga fiscal de 100% chega , vamos ter sempre de pedir emprestado :). Ou isso ou cortamos a dito nos ditos..

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  17. Alexandre Carvalho da Silveira permalink
    14 Outubro, 2014 11:29

    Possivelmente Portugal tem impostos a mais, se calhar não precisava de ter tantos, é impostos sobre isto, impostos sobre aquilo, é um ror de dinheiro atirado para os sempre gulosos e nunca saciados cofres do estado.
    Coisa diferente é saber se tem uma arrecadação fiscal suficiente, e na minha modesta opinião não tem; para o nivel de despesa que tem, o estado precisa de arrecadar mais cerca de 7-8000 milhões por ano, uma vez que como sabemos é inconstitucional baixar a despesa do estado, que é consumida em mais de 70% em salários, pensões e apoios sociais.
    Não é possivel fugir disto, e está à vista, até para mim que sei pouco, que mais ano, menos ano, vem aí outro desastre, mas desta vez vai ser mesmo a sério.
    As notícias que vêm da Europa não são nada animadoras:

    http://economico.sapo.pt/noticias/confianca-na-alemanha-derrapa-para-minimos-de-quase-dois-anos_203653.html

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    • 14 Outubro, 2014 11:36

      Onde é que diz na Constituição que não se poder dar o calote aos juros que nos consomem exatamente esses 7-8000 milhões por ano, considerando até que já nem precisamos de crédito porque já temos saldo primário positivo? Onde é que diz na Constituição que não se pode simplemsnente anular contractos de PPP e swaps? Onde é que diz na Constituição que o Estado tem de salvar bancos falidos, injetando 7000 milhões no BPN mais 5000 milhões no BES? Ou o caro Alexandre só lê os livros de economia do Prof. João César das Neves?

      João Pimentel Ferreira

      No dia 14 de Outubro de 2014 às 12:29, “BLASFÉMIAS” escreveu:

      > Alexandre Carvalho da Silveira commented: “Possivelmente Portugal tem > impostos a mais, se calhar não precisava de ter tantos, é impostos sobre > isto, impostos sobre aquilo, é um ror de dinheiro atirado para os sempre > gulosos e nunca saciados cofres do estado. Coisa diferente é saber se tem > um”

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      • JoaoMiranda permalink*
        14 Outubro, 2014 11:39

        João Pimentel,

        Empreste-me aí 1000 euros.

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      • 14 Outubro, 2014 11:48

        A ti não empresto, mas já emprestei 1000€ ao Estado, e não quero juros desse empréstimo que fiz ao país e às pessoas. Quero apenas os meus 1000€ mais o valor da inflação.
        http://www.veraveritas.eu/2013/10/perdoai-me-portugueses-nao-quero-ser.html
        Não é nada contra ti, mas o Estado dá-me mais garantias de me pagar o que pedi. Porque consta que o Estado é pessoa de bem, o Dr. Ricardo Salgado e o Dr. Oliveira e Costa podem confirmá-lo!

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      • Alexandre Carvalho da Silveira permalink
        14 Outubro, 2014 11:50

        O Pimentel acredita que os bébés vêm de Paris pendurados no bico de uma cegonha, que o dinheiro cai do céu e que os dias têm 36 horas. Coitado dele…

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      • 14 Outubro, 2014 11:52

        Caro Alexandre, se o país desse o calote aos juros, considerando que já tem saldo primário positivo, quais seriam as consequências? Uma pergunta de um pueril.

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      • lucklucky permalink
        14 Outubro, 2014 14:03

        Não é pergunta de um pueril é a pergunta de uma pessoa fundamentalmente desonesta.

        Só pode ser de Esquerda, são os únicos que o podem fazer.

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      • 14 Outubro, 2014 14:06

        Mas ainda não me respondeu!

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  18. Alexandre Carvalho da Silveira permalink
    14 Outubro, 2014 12:02

    Se o Pimentel não sabe quais seriam as consequências se o país desse o calote aos juros, apesar do saldo primário positivo, não sou eu que lhe vou explicar; não “tenho estudos” para isso.

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    • 14 Outubro, 2014 14:04

      E eu que estava esperançado que me elucidasse de onde vêm os bebés

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      • Alexandre Carvalho da Silveira permalink
        14 Outubro, 2014 15:03

        Se eu me quisesse armar em engraçadinho como o Pimentel, respondia-lhe que se ele quisesse eu poderia elucidar a irmã dele de onde vêm os bébés; mas como sou um tipo bem educado, não o faço.

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    • Alexandre Carvalho da Silveira permalink
      14 Outubro, 2014 14:27

      O João Miranda é mais paciente do que eu, e em poucas palavras explicou no seu comentário às 14:17 ao pueril Pimentel o que ele já sabia, qualquer pessoa sabe qual é o resultado de ferrar um calote, mas como anda aqui armado em xicoesperto sonsinho gosta de fazer perguntas parvas.

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  19. Luís permalink
    14 Outubro, 2014 12:13

    «O embuste típico da pequeno-burguesia motorizada e nova-rica nascida do 25 de abril, que tem aversão a colocar o rabiosque em transportes públicos, quando há 50 anos não passava de população rural e provinciana que quanto muito se deslocava de burro! Quem falou em filmes, telemóveis, ferreros, pipocas ou vibradores? Falei apenas das duas primeiras e maiores rubricas das importações, que representam no total cerca de 22% das importações de bens: carros e combustíveis! Exatamente aquilo que não temos nem produzimos (a autoeuropa não é portuguesa e envia tudo para fora). Visite a Amesterdão, Bruxelas ou Copenhaga e encontrará, estou esperançado, muitas semelhanças com Havana.»

    O povo abandonou as aldeias, os centros das vilas e das cidades, para viver disperso por subúrbios e à beira de estradas municipais e nacionais. Nasceu uma aberração chamada povoamento disperso. E enquanto o Estado Central não matar o povoamento disperso não há grande solução para os transportes públicos.

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    • Luís permalink
      14 Outubro, 2014 12:14

      Um primeiro passo seria voltar ao planeamento urbanístico do Estado Novo, dos tempos de Salazar. Só o Estado Central é que poderá urbanizar e as mais valias imobiliárias passam a ser públicas. O imobiliário em Portugal é cancro antigo que vem dos tempos de Marcelo Caetano.

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      • Luís permalink
        14 Outubro, 2014 12:15

        O dinheiro que fazia falta para a modernização da agricultura, da indústria ou do turismo foi para casinhas, mamarrachos, rotundas. Isto é ridículo.

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    • 14 Outubro, 2014 13:40

      As pessoas, com o crédito barato aquando da entrada na UE, compram durante anos o chamado kit completo: “casa com salão com lareira+automóvel” a “apenas meia-hora da cidade” e claro, tudo a crédito. O Estado central foi ajudando alocando fundos públicos astronómicos em vias rápidas e afins com um custo médio de 5 milhões de euros por km. Agradeceram os patos bravos, os alemães e a banca! Basta ver a maior aberração urbanística da Europa: Massamá, o local perfeito para constituir família e ser feliz, terra que tem orgulho de já ter dado à nação um primeiro-ministro. Apesar de ser de esquerda, dou-lhe total razão. Das coisas boas que o Estado Novo teve foi um razoável planeamento urbano, basta olhar para o bairro dos Olivais em Lisboa. Com a entrada da pequeno-burguesia motorizada e pró-banca no poder, estes modelos urbanos foram sendo substituídos por pérloas urbanísticas como Alcochete ou a Rinchoa, a Terra Prometida dos pombinhos recém-casados, onde “o campo e as vaquinhas se aliam à cidade”! Não admira pois, que agora o tuga médio trabalhe meio ano, para pagar as despesas totais do seu automóvel, num país que tem das dívidas externas maiores do mundo (230% do PIB, não confundir com dívida pública).

      PS: Uso o sarcasmo e a blasfémia porque tenho de ler bacoradas constantemente neste espaço de gente ignorante e desinformada, não querendo dizer que não tenha bases científicas para demonstrar o que escrevo. Recomendo, sobre a temática que levantou, a leitura destas fontes:
      http://en.wikipedia.org/wiki/Urban_sprawl
      http://autocustos.com/reports/pt-jan-may-2014.html

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      • lucklucky permalink
        14 Outubro, 2014 14:10

        “Apesar de ser de esquerda,….”

        Não sei porquê. A maior parte da Esquerda concorda com o Poder que Salazar tinha e várias das suas políticas se tirarmos a igreja e o colonialismo da equação.

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      • Alexandre Carvalho da Silveira permalink
        14 Outubro, 2014 14:17

        Em 1986 quando Portugal entrou na CEE, os “juros baratos” custavam mais de 30% e pagos à cabeça.
        Quando a CEE passou a ser UE por força do Tratado de Maastricht em 1993, os juros ainda estavam nos dois digitos; a bagunça começou com o governo de Guterres no final dos anos 90, época em que os juros já estavam mais baixos devido à adesão ao Euro.
        O governo Guterres tinha até um secretário de estado do consumo, um pachola chamado Acácio Barreiros e infelizmente já falecido, que tinha sido deputado pela UDP nos idos dos 70’s e que o amigo João Soares recuperou para o chamado “socialismo democrático”.
        A propósito do crédito mal-parado das familias que começou então a surgir, o camarada Acácio chegou a dizer em publico à boa maneira socialista que não havia problema: se as pessoas não tinham dinheiro para pagar, o governo pagava!

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      • 14 Outubro, 2014 14:22

        Eu sou de esquerda e sou democrata, por isso jamais podia concordar com “o poder que Salazar tinha”! Concordo todavia com algumas políticas do Estado Novo, como contas públicas em ordem, ordenamento do território ou a proibição das greves nos setores públicos fundamentais, como Educação, Saúde e Transportes.

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      • 14 Outubro, 2014 14:27

        Caro Alexandre, não está a ser honesto, porque a inflação na altura também andava pelos dois dígitos. O “grande salto” do endividamento do país, do Estado e das empresas deu-se após a entrada no Euro, com o crédito mesmo muito barato. Foi nessa altura que se compraram carros novos como nunca e que se enterrou milhares de milhões em autoestradas e estádios.

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      • Alexandre Carvalho da Silveira permalink
        14 Outubro, 2014 15:14

        O Pimental anda baralhado: primeiro diz que o endividamento começou depois da “entrada na UE” (já ouviu falar em CEE?). Agora diz que foi depois da entrada no euro. Uma foi em 1993, a outra foi em 2002. Afinal em que ficamos?

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      • lucklucky permalink
        14 Outubro, 2014 16:40

        “e sou democrata, por isso jamais podia concordar com “o poder que Salazar tinha”

        O Poder do Poder não Diminui necessariamente com Democracia. Até pode aumentar.

        Você concorda ou não com o poder que Salazar tinha se tivesse sido obtido por métodos democráticos e com eleições de 4 em 4 anos?

        Esta é a questão essencial.

        A Democracia pode dar muito mais poder ao poder que uma Ditadura que esteja numa fase em prefira a estabilidade. Hoje a Democracia – ou seja a Política -interfere em coisas que a Ditadura nunca sonharia.

        P.S: Pelas suas outras opiniões vejo que não é da esquerda convencional.
        ————————

        O grande alto de endividamento do País, foi no consulado Sócrates.
        Não foi por causa do Euro, foi por causa de Sócrates e do modo que decidiu combater o rebentar da bolha de crédito.

        Foi com mais crédito.

        E se estiver atento à história financeira do País chegará a duas conclusões.
        Ter Escudo, desvalorizações não evitaram endividamento galopante e quase bancarrota com chegada do FMI
        O combate chegou sempre com austeridade – via inflação( salários aumentam 10% custo de vida aumenta 30%) e via cortes.

        Ter escudo forte e estável sem desvalorizações foi possível durante décadas. Não permite é comprar votos sem custo aparente, ou seja com crédito.

        Por isso só existiu em Ditadura.

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      • 14 Outubro, 2014 20:07

        A ideia que na esquerda estão os arruaceiros e os aldrabões e na direita os “homens de Estado” precisa de ser reformulada. Hoje em dia na realidade, com a quase bancarrota do Estado, não há muito espaço para variantes ideológicas. Todavia na questão da mobilidade, sou o mais à esquerda que possa imaginar pois investigo estas matérias há alguns anos. Os automóveis em Portugal deviam ter uma taxação o dobro que têm hoje e a gasolina devia ter o triplo do preço. Mas se quiser saber porque sou de esquerda aqui tem:
        http://goo.gl/dVkLV0

        Já apresentei gráficos sobre o endividamento. No reinado Sócrates, fiz as contas, a dívida pública cresceu a uma média de 460€ por segundo. Mas foi a estabilidade que nos ofereceu a zona Euro que nos permitiu ter crédito barato, ou seja juros relativamente baixos. As outras intervenções do FMI foram mais fáceis de sanar porque o estado teve apenas de emitir moeda e as pessoas apesar de terem perdido muito mais rendimentos em termos reais, piaram menos porque a inflação não se sente de imediato.

        Mas insisto, o caminho é muito curto, considerando que estamos no Euro e na UE, só vejo poucas soluções, não mexendo muito na despesa: fazer o que fizeram os Dinamarqueses, melhorar bastante os transportes públicos e desincentivar o uso do carro para tornar a nossa balança de pagamentos o mais saudável possível. Temos uma patológica dependência energética nos transportes. Claro que há outros problemas, como a demografia, que colocam uma pressão enorme na despesa, por via das pensões.

        Para existir uma Democracia saudável precisa de existir Cidadania. Um povo que vota sempre com a carteira, com as vísceras, a olhar para o próprio umbigo e só liga a circo, está a pedir ditaduras. Repare onde existem mais ditaduras, África e América Latina, e onde existem Democracias mais saudáveis, Europa central e do Norte. Por isso partilho da paixão de Guterres: a Educação, e não apenas em Português ou Matemática, a Educação Cívica. Recomendo sobre esta temática a leitura da República de Platão.

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      • JCA permalink
        15 Outubro, 2014 07:46

        .
        JPF reli melhor o que escreveu entre bicicletas, automoveis, andar a pé dá saude e faz crescer, transportes publicos, dinamarcas ou na União Soviética, para se ter carro era preciso uma autorização especial do governo, exatamente para evitar tráfego, poluição, atropelamentos, dependência energética, mapas, estatistica, links etc etc.parecendo tudo sugerir a arvore escondida por essa floresta oratória:
        .
        mais aumentos fiscais e mais Impostos embrulhados em novilingua e não só:
        .
        Fiscalidade Verde (a moda technicolor substituta do ‘branco e preto” que nesta ordem de ideias daria qualquer assim, Fiscalidade Vermelha a sobre os Rendimentos (IRS/IRC), a Azul a sobre o Consumo (IVA), a Lilás sobre os Automoveis e Combustiveis (IUC etc) etc; tudo technicolor.
        .
        Implementação duma futura Taxa de IRS de geometria variavel, se em 2015 sobrar devolvemos no IRS em 2016 e por esta ordem de ideias o passo a seguir para os anos seguintes sugere ser se faltar pagam no IRS do ano seguinte. Automaticamente a funcionar assim. Será a arvore escondida pela floresta neste Orçamento de Estado 2015 ?
        .
        No seu silencio fica se é a intenção que não sei se é ou não é; mas lá que sugere sugere.
        .

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  20. manuel permalink
    14 Outubro, 2014 12:23

    João Pimental: O estado continua a fazer dívida para os juros (+- 8000milhões),nova dívida (uns 7000 milhões para os buracos que vão aparecendo ,BES,CP, Fundações , campos de golfe ,etc.) e ainda a renovação da dívida velha ,que não se paga e se renova com novos empréstimos , esta é variável, e, às vezes, a maturidade tem sido adiada para netos. Se não pagar os juros, o carrocel da dívida é desligado e aí teremos um ajustamento à Cubana ou como no Bangladesh. Se não houvesse renovação de dívida velha , as nossas necessidades de financiamento devem andar perto dos 30000 milhões /ano. Chama-se pré-bancarrota crónica e diga lá como resolve? Com Sócrates os credores duvidaram da capacidade para honrarmos os compromissos e veio o resgate e com fantasias podemos ter em 2016 novo resgate , em alternativa, podemos ter um ajustamento à bruta e vá ver os vencimentos na Bulgária ,Roménia ,Polónia , Ucrânia e num cenário mais dramático, a referida Cuba e Bangladesh.

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    • Luís permalink
      14 Outubro, 2014 12:27

      Pergunto. Qual é o PIB per capita na República Checa?

      Não têm os checos um salário mínimo inferior a 400 euros?

      E agora.

      Se somos o país mais pobre da Europa Ocidental, por que motivo temos preços europeus? Mas cabe na cabeça de alguém os valores das rendas em Portugal? De habitação e de comércio! Das telecomunicações e da energia? A carga fiscal?

      Então e o Estado Social paralelo? Ai as Misericórdias, que tanto comem do Orçamento…

      O ajustamento está todo por fazer…

      Que seja a seco porque merecem.

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    • 14 Outubro, 2014 13:56

      @Manuel.
      As suas contas contrariam o Orçamento de Estado que demonstra que o país tem saldo primário positivo, ou seja, se desconsiderarmos juros, já temos mais receitas que despesas. Se o país em teoria desse o calote aos juros, não tinha crédito nas próximas décadas ou mesmo séculos, mas continuando a máquina fiscal a funcionar, não havia nenhum ajustamento à cubana, pelo contrário, deixaríamos de ter de fazer mais cortes em salários, pensões e benefícios sociais. É um cenário que não consta que seja mencionado no Diário Económico, nem aparece nos almanaques de economia da Católica ou do ISEG.

      @Luís
      Nos produtos e serviços importados ou que estão muito dependentes do exterior, a paridade do poder de compra (PPP) vale praticamente zero. É por isso que os portugueses pagam pelos abacaxis e pelos automóveis, o mesmo que pagam os dinamarqueses. A única forma de sanar isso, é usando “de forma inteligente” a carga fiscal. É o que se faz na Holanda por exemplo. Devíamos taxar severamente carros e combustíveis que representam 1/5 das importações e aliviar impostos sobre o trabalho (IRS) e sobre ao que se faz cá dentro, que gera emprego e que exporta, como por exemplo a restauração ou turismo. Por isso o turismo paga IVA mínimo e a restauração não paga IVA mínimo, porque somos governados por idiotas.

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      • manuel permalink
        14 Outubro, 2014 14:10

        Nada disso, o défice deste ano devia ser 4% ,mas já vai em 8% com os buracos do BES ,CP, etc. Atenção, que até aqui, só falei de dívida pública , a privada(pessoas) anda nos 100% do PIB(160000 milhões)e das empresas (EDP,PT e outra empresas) anda por mais do dobro desta à volta dos 300000 milhões ,ou seja, se fechar a torneira do crédito isto para tudo e lá vem o cenário da pobreza 3º mundo. Ninguém conta a verdade aos portugueses e este governo tem um mérito , não é tão irresponsável como o do inimputável.

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    • 14 Outubro, 2014 20:18

      Achar que com esta dívida pública vamos conseguir pagar o que quer que seja, é acreditar no Pai Natal. Como digo, sou um homem pragmático, se fosse eu, repudiava toda a dívida e juros, e começávamos do zero. Ninguém nos emprestava dinheiro durante um século e ficávamos mal vistos para muitos agiotas, mas também não precisávamos deles. O mundo de hoje considera o crédito como oxigénio, e é todo esse paradigma que tem de ser reformulado de raiz. Daí ser favorável, por paradoxal que pareça, às políticas da Alemanha, da chamada economia real e de austeridade, e não da economia “expansionista e especulativa” responsável por todas estas flutuações económicas. Isto é como dar um cartão de crédito a um mendigo, que arranjou um trabalhito.

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  21. Jorge permalink
    14 Outubro, 2014 13:51

    Excelente posta do João MIranda. O número de portugueses pendurados na teta do Estado é superior aos outros; logo, o socialismo é invencível. Estando historicamente provado que o socialismo é empobrecimento e que o único sistema económico capaz de criar riqueza é o capitalismo resta ao país a via do empobrecimento. O futuro vai trazer mais aumento de impostos, mais desemprego e mais pobres. O conselho que eu dou aos meus alunos adolescentes e jovens adultos é este: fujam do socialismo enquanto é tempo.

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    • 14 Outubro, 2014 20:30

      O “socialismo” (eu sou social-democrata, mas não confundir com PSD) coloca as pessoas à frente da “riqueza” e por muito estranho que possa parecer a banalidade que lhe direi mas “o dinheiro não é tudo”. No capitalismo, as pessoas são “ativos”, os agiotas e os jogadores de casino são “investidores”, os extorsionários são “empresários”, o clero foi substituído pelos “engravatados”, o novo Deus são os mercados e Cristo foi Adam Smith. No mundo moderno mais de metade da riqueza do mundial está nas mãos de menos de 5% da população. Nos EUA e RU, dos países mais capitalistas, é onde existe menos mobilidade social, ou seja, menor probabilidade de alguém nascer pobre e ficar rico em adulto, por muito que Oprah Winfrey seja uma deusa
      http://en.wikipedia.org/wiki/Socio-economic_mobility_in_the_United_States#Comparisons_with_other_countries

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  22. JoaoMiranda permalink*
    14 Outubro, 2014 14:17

    João Pimentel,

    Num post sugere que o Estado não deve pagar o que deve, no seguinte assegura que emprestar ao Estado é seguro porque este paga sempre. Acho que não está a perceber bem as consequências do que defende.

    Note que superavit primário não permite que o Estado deixe de pagar juros. Primeiro porque se não os pagar continua a devê-los e os credores não esquecem. Segundo porque Portugal tem que refinanciar dívida todos os anos e para isso tem que ir ao mercado de dívida. Terceiro porque um default do estado fecharia os mercados não só ao Estado como à banca e aos privados. A economia entraria em colapso e lá se ia o superavit primário.

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    • 14 Outubro, 2014 20:42

      Como digo, o paradigma de crédito como oxigénio para a economia tem de ser completamente reformulado. E o crédito e os juros, trouxeram apenas desigualdades entre povos e acumulação obscena de riquezas, porque quem tem mais dinheiro absorve sempre cada vez mais dinheiro, devido aos juros. Não sei se é letrado em Física, mas eu costumo comparar os juros à gravidade em termos astrofísicos. É por isso que se formam grandes concentrações de massa no espaço remoto como buracos negros, porque a gravidade atrai as massas, que por sua vez atraem mais massa porque a gravidade depende da massa. Os juros funcionam para o capital, como a gravidade funciona para as massas. Há teóricos matemáticos que fizeram essa analogia. Por isso insisto, eu repudiaria os juros, e se possível a dívida. Os gregos tiveram uma parte da sua dívida cortada a metade. E não me venham com Moral e Ética para com os credores, porque o Estado não evocou esses princípios filosóficos quando cortou pensões e salários. Eu pessoalmente, não guardo nenhuma consideração moral perante agiotas!
      http://goo.gl/hBalAE

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  23. 14 Outubro, 2014 14:27

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  24. o padrasto do gugu lopes permalink
    14 Outubro, 2014 16:04

    JPF
    Ter muita informação não significa saber usá-la com bom senso.
    Uma coisa é o “as coisas deveriam ser assim ou assado”.
    Coisa diferente é como as coisas são e como temos que lidar com elas.
    Já pensou experimentar a poesia ?

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  25. anónimo permalink
    14 Outubro, 2014 16:11

    JPR,

    Ter acesso a muita informação não significa compreendê-la ou usá-la com bom senso.

    É infantil – e muito de esquerda – estar sempre a dizer “como é que as coisas deveriam ser”

    Infelizmente as coisas são como são e é nesse estado que temos que lidar com elas.

    Com a idade Vc vai chegar lá. Aparenta ser um promissor fala-barato.

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    • 14 Outubro, 2014 20:48

      Mas eu sou pragmático! Colocar as contas públicas em ordem é o que temos da fazer! Défice zero amanhã se for preciso! Cortem-me o salário a meio e vão-me às poupanças, mas expulsemos de vez os crápulas da banca e do capital. Os maiores amigos dos agiotas e dos capitalistas, da banca e da seita de engravatados, foi o PS/PCP/BE pois pressionaram constantemente a despesa pública. Já Passos & Portas são uns vigaristas pois andaram a dizer aos sete ventos que seria possível fazer alguma coisa sem tocar em impostos e pensões!

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      • anónimo permalink
        14 Outubro, 2014 22:40

        É exactamente o que antes lhe tinha dito: Vc é um promissor fala-barato.

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  26. Hawk permalink
    14 Outubro, 2014 16:38

    Em teoria até concordo com o Pimentel Ferreira. Deixar de pagar os juros da dívida (quem dá aquilo que tem a mais não é obrigado) seria uma de entre várias saídas, vide Argentina que lá se vai amaranhando. Claro que, à la Lampeduza, mudaria algo e tudo ficaria na mesma. O Lenine dizia que a política era a continuação da guerra por outros meios e eu diria que este “calote” seria a continuação da austeridade por outros meios, mas teria um grande efeito pedagógico na população portuguesa pois finalmente iria abrir os olhos. Durante a minha vida de emigrante tive uma pequena empresa que até deu bons resultados, embora fosse necessário um constante jogo no trapézio. Não vejo nos empresários portugueses (não todos felizmente) esse jogo de cintura. Querem segurança, rendas garantidas, pouco esforço o que, não sendo um mal em si, não chega para empreender, produzir e competir num momento de grande recessão.

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    • lucklucky permalink
      14 Outubro, 2014 17:33

      Então os aspectos morais e éticos de um acordo feito livremente entre pessoas não conta para nada.

      E você fala depois de ser empresário em que a palavra conta para tudo.

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      • Hawk permalink
        14 Outubro, 2014 18:06

        Não vejo que se possa censurar excessivamente uma pessoa que se mostra disposta a pagar as suas dívidas de acordo com as suas possibilidades, se e quando dispuser dessas possibilidades, naturalmente.

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      • Fernando S permalink
        14 Outubro, 2014 18:38

        Os mais irresponsaveis e desonestos arranjam sempre “boas” “impossibilidades” para não pagarem a totalidade ou parte do que devem.
        O problema é que a calotice apenas passa à primeira … quem “caiu” uma vez não cai noutras …

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      • Carlos III permalink
        15 Outubro, 2014 09:26

        Não creio que se possa generalizar esse juízo de intenções. Vc. lá sabe.

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      • 15 Outubro, 2014 09:46

        Caro *lucklucky. *E a palavra dada pelos políticos às pessoas, é menos importante que a palavra dada aos empresários ou aos credores?

        João Pimentel Ferreira

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    • 14 Outubro, 2014 20:51

      Falar em “aspetos morais e éticos” perante agiotas, num país que corta todos os anos pensões, salários e benefícios sociais a milhões de pessoas, é um belo sofisma.

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    • Fernando S permalink
      15 Outubro, 2014 11:19

      O João Pimentel Ferreira mistura alhos com bugalhos, como é seu timbre habitual.
      Se o João me emprestar dinheiro e eu não lhe devolver sou um caloteiro. É imoral. E é também estupido, contra os meus proprios interesses bem compreendidos, na medida em que nem o João nem quem estiver ao corrente me volta a emprestar mais dinheiro no futuro.
      Claro que há situações limite. Se eu for vitima de um incendio e perder tudo é natural que lhe peça comprensão e me comprometa a ir-lhe pagando aos poucos à medida que for restabelecendo a minha situação. Mas, não sendo este o caso, a minha obrigação e o meu interesse é fazer desde já os sacrificios necessários para lhe pagar o que devo dentro dos prazos acordados.
      Passando para o caso do nosso pais, não estamos de modo nenhum numa situação limite. Não saimos de nenhuma guerra nem de nenhum tsunami. Antes pelo contrario, desde há décadas, antes e depois do 25 de Abril de 1974, que as condições de vida do portugueses melhoraram consideravelmente. De resto, também graças ao aumento do endividamento externo do Estado e dos privados. No seu conjunto, o pais tem condições para mudar alguma coisa e pagar o que deve. Tem é que, naturalmente, fazer agora alguns sacrificios. O modo como esses sacrificios são feitos já é uma questão colectiva nacional, a ser resolvida através da politica interna.
      Os cortes nas pensões, salários e beneficios sociais são precisamente uma parte importante dos sacrificios que o pais tem de fazer para deixar de se endividar mais e começar a pagar o que deve. Os que pretendem que as economias necessarias poderiam ser encontradas de outro modo são pura e simplesmente ignorantes (no sentido técnico da palavra). Os que esperam que a salvação venha de um maná que a Europa nos dará um belo dia de Santo Hollande são uns liricos. Os que falam em “restruturar” a divida querem dizer que não a devemos pagar e entram naturalmente na categoria dos caloteiros e irresponsaveis. De resto, curiosamente ou talvez não, no final, uma boa parte dos mesmos acaba por defender alternadamente ou simultaneamente cada uma destas 3 “soluções” conforme a orientação do vento ao nascer do dia.
      Se internamente houve politicos que prometeram resolver os problemas do pais sem sacrificios então esses politicos foram ignorantes e irresponsaveis. O minimo que se pode esperar deles é que corrijam o que disseram e assumam agoras as suas responsabilidades no esforço colectivo para que o pais faça as mudanças necessárias para por as suas contas em ordem, respeitar os seus compromissos, voltar a ganhar credibilidade e competitividade, e poder oportunamente voltar a inverter alguns ou todos dos sacrificios entretanto feitos.

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      • 15 Outubro, 2014 11:47

        Se eu emprestar dinheiro ao Fernando e o caro Fernando me devolver o que lhe emprestei sem juros mais a inflação, o Fernando não é caloteiro e isso não é imoral; se todavia eu lhe cobrar juros acima da inflação, eu sou agiota e isso sim é imoral, pois aproveito-me para lucrar com sua aflição financeira. O facto de as coisas estarem lavradas num contracto não as torna moralmente aceitáveis. Os juros serviam inicialmente apenas para cobrir o risco de não pagamento; hoje servem somente para o sustento das elites financeiras, que não produzem nada de tangível, e ganham dinheiro como ganham os apostadores de corridas de cavalos ou os jogadores de casino. Convém regressarmos à raiz das coisas para vermos que caminho tomámos, ou quem sabe observar as questões com uma visão mais holística. Atá há alguns séculos julgávamos que a Terra era plana, mas quando a observamos de fora, no espaço remoto longe de tudo e de todos, confirmamos que é redonda.

        João Pimentel Ferreira

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    • Fernando S permalink
      15 Outubro, 2014 13:15

      JPF : “Se eu emprestar dinheiro ao Fernando e o caro Fernando me devolver o que lhe emprestei sem juros mais a inflação, o Fernando não é caloteiro e isso não é imoral;”

      Em que mundo é que o João vive ?…
      Um empréstimo é um contrato, mesmo que seja na base da confiança, e, se preve o pagamento de juros, estes são devidos. Não os pagar é calotice e imoral em qualquer parte do mundo.
      Se porventura o João precisar de pedir dinheiro emprestado, aconselho-o a não abordar o seu potencial credor com este tipo de discurso : o mais certo é ninguém lhe emprestar um tosto !!

      JPF : “se todavia eu lhe cobrar juros acima da inflação, eu sou agiota e isso sim é imoral, pois aproveito-me para lucrar com sua aflição financeira.”

      A não ser que se trate de um jeito de um familiar, de um amigo, de uma instituição de caridade, ou um beneficio concedido pelo Estado, qualquer empréstimo preve um juro que é forçosamente superior à inflacção estimada. De outro modo, o credor sai a perder e o devedor a ganhar. Isto mesmo para além do risco do não pagamento, que um juro também deve servir para minorar (depende do periodo em que for sendo pago). Quando alguém empresta dinheiro está a privar-se da utilização imediata desse dinheiro, seja para consumo seja para investimento nalgo que lhe possa dar algum rendimento. Um empréstimo tem sempre um custo de oportunidade, isto é, o valor dos bens que eu deixo de poder consumir ou o valor do ganho que eu deixo de poder tentar obter com um investimento desse dinheiro.

      JPF : “Os juros serviam inicialmente apenas para cobrir o risco de não pagamento; hoje servem somente para o sustento das elites financeiras, que não produzem nada de tangível,”

      Os juros mais elevados são precisamente para cobrir um risco de não pagamento mais elevado.
      Foi e é precisamente o que aconteceu com as dividas publicas de paises em situação de quase bancarrota.
      Felizmente que ainda há quem tenha disponibilidades financeiras e ainda esteja disposto a correr riscos elevadissimos. A historia financeira do mundo está repleta de exemplos de dividas que não foram pagas e de gente que perdeu tudo ou quase (e não é apenas a dita “elite financeira” … a divida publica sempre foi uma aplicação de economias de pessoas perfeitamente normais e até apenas remediadas). Sem estes empréstimos os paises ja endividados ficariam sem um centimo para poderem funcionar minimamente, deixariam de pagar funcionarios, pensões, subsidios, fornecimentos, obras, etc, etc. Seria a verdadeira e total bancarrota, com todas as consequencias que são faceis de imaginar.
      Para não serem paises de risco elevado e passarem a poder ter acesso a empréstimos a juros mais baixos, teem é de fazer o necessario para conseguirem convencer os respectivos credores potenciais de que vão mesmo pagar o que devem com os respectivos juros.
      Vale para paises como para pessoas.

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      • 15 Outubro, 2014 13:33

        Caro Fernando, sobre essa temática filosófico-financeira, já me pronunciei:

        *O elemento do neo-clero, que possui capital, mais não precisa que ter uma carteira variada de “investimentos” e colocar os seus “ativos” em vários países, empresas ou instituições. A todo o rendimento que não tiver um retorno, menor que um certo valor de juro por ano, por sinal bastante superior à inflação, o elemento do neo-clero imputa-lhe um custo, o chamado “custo de capital”. Para que o comum dos mortais perceba o que é o custo de capital para o elemento do neo-clero, é como se você fosse um profissional liberal que ganhasse 20€/h através do seu trabalho, e certo dia, um amigo convida-lhe para um café às três da tarde, encontro esse que dura uma hora. No final, você perdeu 20€, pois ao estar com o seu amigo, não esteve a trabalhar, e assim não ganhou os ditos 20€, tendo assim um custo de capital de 20€. Mas como você é generoso, e como se trata de um amigo, imputa-lhe apenas 50% dos custos, tendo assim o seu amigo de lhe pagar 10€ por ter estado consigo, havendo justamente uma diluição de custos por todos os intervenientes no encontro.in: http://www.veraveritas.eu/2013/11/neo-clero.html *

        João Pimentel Ferreira

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      • Fernando S permalink
        15 Outubro, 2014 14:54

        Caro João,
        Se um amigo o convida para um café e voce aceita não se trata de nenhum investimento de capital e nada justica imputar ao seu amigo qualquer custo relativo ao que voce teria perdido por não estar a trabalhar durante aquele tempo.
        Se quizer mesmo aplicar à força a linguagem financeira pode quando muito dizer que faz um “investimento” do seu tempo na amizade e o “custo/beneficio” é todo seu.
        O seu “exemplo” é completamente descabido e não tem absolutamente nada a ver com o assunto !

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      • 15 Outubro, 2014 15:59

        Lá está, os membros do sistema financeiro mensura tudo em capital: amor, amizade, desejo, tempo, etc. São descendentes das profissionais liberais mais antigas do mundo.

        João Pimentel Ferreira

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      • Fernando S permalink
        15 Outubro, 2014 16:29

        Não percebo este seu comentário ….
        Começando por não poder sequer saber se eu sou ou não “membro do sistema financeiro”, seja o que for que entende por isto !…
        Na verdade, o João é que veio com um exemplo de “um café com um amigo” para tentar explicar ao “comum dos mortais” o que é o custo do capital !…
        Claro que “um café com um amigo” não tem nada a ver com as questões financeiras em discussão, com empréstimos, juros, dividas, etc.
        Foi exactamente o que eu disse.
        O que acrescentei, para não o frustar completamente, é que mesmo que o João, como parece ser o caso, quizer mesmo utilizar alguma linguagem economica e financeira, apenas por analogia, obviamente, então teria de alterar completamente os termos e as ilacções do seu exemplo : o “investimento” de tempo na amizade não é capital e os eventuais custos e beneficios são de quem “investe” e não teem qualquer natureza ou medida financeira.
        Agora, pelo contrário, já quando se trata de questões verdadeiramente financeiras, de financiamento, de empréstimos, juros, dividas, etc, então sim, aqui é inevitável passar pelo capital e pelo seu custo. De resto, isto vale para “o sistema financeiro” como vale para qualquer “comum dos mortais”.
        E aqui, se o João não tiver verdadeiramente em conta o que é o capital e qual é o seu custo, pode ter a certeza que não encontrará ninguém que lhe empreste um centimo, ou se começar a conceder empréstimos sem a devida remuneração acabará na bancarrota pessoal, ou não ficará muito tempo a trabalhar em qualquer serviço de crédito duma empresa ou de um Banco, ou etc, ou etc.

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      • 15 Outubro, 2014 17:12

        O custo de capital é algo que pode ser tão arbitrário que posso afirmar que neste momento estou a perder milhares de euros por ano, porque as minhas poupanças não estão investidas algures num BPN pelas Caraíbas. Regresse atrás no tempo, reformule as ideias de raiz. Vivemos num mundo em que o crédito é o único balão de oxigénio da economia. Alguma coisa vai muito mal num sistema assim. O resultado está à vista: dívida abismal, que se vai pagando apenas com mais dívida. Se estudar sistemas dinâmicos, como eu fiz, percebe que se trata de um sistema complexo e não linear, mas instável, com os pólos à direita do eixo imaginário; em que a dívida, não havendo o mínimo cuidado, tende para +inf. Do ponto de vista físico-dinâmico, é como tentar equilibrar uma vassoura invertida na ponta do indicador.

        João Pimentel Ferreira

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    • Fernando S permalink
      15 Outubro, 2014 19:46

      O custo do capital não é naturalmente um valor unico e universal. De resto, cada detentor de fundos tem a sua ideia e os seus referenciais. Mas para a esmagadora maioria existem referencias médias relativamente aproximadas e prudenciais. O que é certo é que não é uma hipotética aplicação “num BPN pelas Caraibas. Se fosse assim as taxas de juro não seriam hoje das mais baixas de todos os tempos. Claro que também não pode ser equivalente a ter dinheiro parado num pais com inflacção zero, como o João sugere. Se assim fosse deixaria de haver financiamento.
      Não é verdade que o crédito seja hoje “o unico balão de oxigénio da economia”. O crédito não basta nem resolve todos os problemas. Mas é verdade que o financiamento é uma condição indispensável para uma economia dinamica e produtiva. Desde há muito que a historia do progresso economico das nossas sociedades vai de par com o aumento e a sofisticação dos meios de financiamento. “Regressar atrás no tempo”, como propõe o João, é regredir para o mundo das cavernas.
      O problema não é a existencia de crédito. Antes pelo contrario. De resto, a diminuição do crédito é precisamente um dos factores determinantes da estagnação, da recessão, das crises economicas.
      Agora, é verdade que o endividamento excessivo é um problema. Por isso é que é indispensável que os devedores excessivos alterem os seus comportamentos e utilizem o crédito apenas na exacta medida em que o podem custear e reembolsar. Decidir unilateralmente não pagar parece uma solução simples mas é antes e certamente um passo acelarado para deixar de ter financiamento e para o retrocesso economico.
      Tal como a esmagadora maioria das familias endividadas podem adoptar os comportamentos adequados para corrigir os excessos e tornar sustentáveis as suas economias domésticas, também os Estados e os paises podem fazer o mesmo. Como, de resto, se tem vindo a ver com a evolução dos paises europeus, incluindo Portugal, que ainda há pouco estiveram às portas da bancarrota e que hoje, embora progresivamente, com dificuldades e com avanços e recuos, já o estão a fazer. O regresso aos mercados e a descida acentuada dos juros da divida para minimos historicos são a prova disso. Por sinal o Orçamento do Estado português para 2015 já preve uma primeira descida do peso da divida publica no produto.
      A divida portuguesa, apesar de ser ainda preocupante, não é “abismal” e, se não se voltarem a cometer os graves erros do passado, se se mantiver e consolidar uma governação rigorosa das contas publicas (há ainda muito por fazer), “a vassoura” ainda vai poder ser equilibrada !

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      • 16 Outubro, 2014 00:26

        Caro Fernando, eu não disse que o crédito não gerava riqueza e crescimento económico, gera, mas também gera dívida e bolhas, flutuações e por conseguinte desemprego, pobreza e grande desigualdade, enfim risco com todas as suas consequências. Não associe modernidade a casino, é um embuste filosófico-moral que pode ser generalizado a muitas outras coisas. Eu não acho que a criação da bomba atómica ou dos campos de concentração seja um passo civilizacional, são todavia excelentes engenhos em termos de complexidade.

        Como digo o sistema atual de dividendos em juros que dependem de forma não linear com a massa de capital (mais capital, mais juros, ainda mais capital, ainda mais juros) provoca apenas desigualdades e grandes acumulações de riqueza. O sistema do ponto de vista dinâmico é instável e tende apenas para a criação abissal de dívida e de grandes concentrações de capital. Tende também a enriquecer quem lida com as regras do sistema, e não quem traz real valor acrescentado à economia, como os trabalhadores.

        Já escrevi sobre isso, não me alongarei muito mais lamento, pois já conheço a dialética de ambas as partes: http://www.veraveritas.eu/2013/03/o-marxismo-e-neoburguesia.html

        pense ainda que num empréstimo convencional aplicam-se os juros compostos, cuja acumulação de capital obedece a uma função exponencial, que demonstra bem o que quero demonstrar

        Cumprimentos

        João Pimentel Ferreira

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      • Fernando S permalink
        16 Outubro, 2014 01:04

        João,
        Vc replica muito simplesmente a velha tese marxista da pauperização absoluta das massas trabalhadoras no capitalismo.
        A realidade foi e é completamente diferente.
        O capitalismo permitiu o maior aumento de riqueza e bem estar de todos os tempos.
        Os trabalhadores de todos os continentes nunca viveram tão bem como hoje.
        A desigualdade de riqueza é aparente. Os mais ricos não comem os respectivos patrimonios : investem-nos, criam riqueza, pagam salarios e fazem funcionar empresas. Nunca a diferença de consumos efectivos entre os mais ricos e os mais pobres foi tão esbatida e irrelevante.
        Os problemas e as crises são inerentes a sistemas fortemente descentralizados e evolutivos. Mas, globalmente e a prazo, nunca a economia mundo esteve tão consolidada e estabilizada.
        Os “velhos do restelo” como o João são apenas anti-corpos de resistencia à mudança e os ultimos moicanos de um mundo desaparecido.
        Boa noite !

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      • 16 Outubro, 2014 10:29

        Fernando, eu não disse que o capitalismo não gerava riqueza. Gera! Mas a riqueza que gera, por inerência das regras do sistema, é muito heterógena, e iniquamente mal distribuída. Sendo assim, também gera pobreza extrema e graves problemas em vários domínios, pois muitos dos países que lucram com o sistema externalizam custos para os países subdesenvolvidos, como custos ambientais, de saúde ou sociais.

        Metade das mortes do mundo por doenças respiratórias, de acordo com a OMS, está na China (1/5 da população mundial), porque a China precisa de produção de energia barata, essencialmente obtida através de centrais a carvão, para que assim forneça energia barata às fábricas, que por sua vez exportam os produtos baratos para o ocidente.

        O sistema capitalista, como demonstrei em tempos através de sistemas dinâmicos, provoca também grandes acumulações de capital em pequenas entidades, porque o endividamento é algo sistémico e por conseguinte o respetivo pagamento de juros. Além disso, contrariamente ao que possa parecer, as sociedades mais capitalistas não promovem nem a mobilidade social, nem a inovação, tendem sim a promover o *status quo* de algumas camadas sociais ou a cartelização comercial. Compare dados de mobilidade social e inovação entre países como EUA, RU, Alemanha, Dinamarca ou Noruega.

        Eu não sou marxista-leninista, porque Marx escreveu a sua obra, num tempo que não existe, quando grande fatia da população europeia trabalhava em fábricas. Se a obra de Marx se aplicar hoje, é a países como a China ou Bangladesh, não à Europa. Todavia repudio veemente o sistema capitalista pelos motivos já largamente abordados.

        cumprimentos

        João Pimentel Ferreira

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  27. atom permalink
    14 Outubro, 2014 19:26

    Eu percebo que a vossa função é criar teorias que demonstrem que os impostos são baixos e perfeitamente suportáveis e fazem bem à saúde. Mas o que vai contar no momento em que o eleitor for depositar o seu voto é a perceção que tem que tem acerca da carga fiscal. As teorias são importantes no apoia a candidatos, quando estes não tem atrás de si um período de governação de quatro anos. Se quisermos retirar lições das autárquicas no Porto entre o Dr. Menezes e o atual presidente, vemos que nenhumas das teorias em defesa do ex. autarca de Gaia, algumas laboriosamente construídas aqui, foram capazes de apagar a perceção dos eleitores. A carga fiscal também vai ser julgada por quatro anos em que os eleitores a ela estiveram sujeitos. E não há escrita criativa que o evite. Porém… parabéns pela criatividade

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    • 14 Outubro, 2014 20:59

      A par com o TConstitucional que tem direito de veto nas leis, precisávamos que o TContas tivesse direito de veto nos orçamentos. Orçamentos de Estado despesistas deviam ser vetados à nascença. Na vida pública como na vida particular precisamos de encontrar mecanismos para não nos deixarmos cair em dívidas excessivas ou despesismos. Só aos 34 anos é que tenho um cartão de crédito porque por exemplo sei que sou impulsivo no consumo; mandei sempre educadamente para o ca***** os srs do Barclaycard que me abordavam e sempre recusei contas ordenando. Não deixei de fazer crédito à habitação, cujo montante de pagamento total daria para comprar duas casas. Precisamos de regrar o Estado, educando as pessoas. A Matemática é uma excelente ferramenta, e a nossa iliteracia numérica explica muita coisa.

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      • 14 Outubro, 2014 21:08

        JPF (re)cita-se demais, não?
        E, com o devido respeito – em modo “galambista”?

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  28. 14 Outubro, 2014 20:05

    Imparcial, João Pimentel “Apesar de ser de esquerda” Ferreira – afinal, também usa sabão de enxofre.
    Sendo a esquerda o diabo – o sabão azul cheira muito a direita neo-liberal… 🙂

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  29. Luís permalink
    14 Outubro, 2014 21:54

    Isto é tudo muito bonito porque as autarquias metem iluminação pública, esgotos e água canalizada até no cú de Judas. Se em Portugal me apetecer morar no meio de um monte a 20 kms da povoação mais próxima a autarquia dá-me uma estrada, iluminação, esgotos, recolha de lixo, quem sabe água, e pago os mesmos impostos que aqueles que vivem no centro da povoação.

    A tendência natural é para o crescimento em raio e para a centralização dos serviços nas cidades.

    Temos povoamento disperso porque o Estado paga o custo deste modelo desastroso.

    Metam quem quer morar no meio dos montes a pagar o custo real da abertura e manutenção do acesso, da iluminação nocturna, da água, esgotos ou recolha de lixo!

    Conheço em Espanha quem more em povoamento disperso sem direito a nada! Sem electricidade! O Ayuntamiento não paga!

    Não é normal que uma cidade como o Porto tenha qualquer dia menos de 200 mil habitantes, com ruas e ruas cheias de edifícios devolutos e zonas ao abandono como Campanhã e parte substancial do extremo oriental da cidade, enquanto o povo se dispersa pelos mamarrachos dos arredores. E claro, durante o dia caem os carros na cidade…

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    • 14 Outubro, 2014 22:03

      Chama-se a isso espalhamento urbano e é um modelo de desenvolvimento altamente ineficiente. No futuro as cidades ficarão mais compactas e mais eficientes, mas estranhamente cidades mais compactas têm mais espaços verdes e zonas de lazer, porque não são cortadas a meio por grandes vias rápidas por exemplo.

      João Pimentel Ferreira

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      • anónimo permalink
        15 Outubro, 2014 08:16

        JPF,
        Pelos vistos Vc reclama-se autor de inúmeros artigos da wikipédia.
        Porém, o pedantismo dos seus comentários, a arrogancia intelectual que não disfarça a sua “tenrice” e falta de experiencia de vida – que não o inibe, até, de discutir factos da história recente com quem os tenha vivido, apesar de Vc ainda não ser nascido – , o seu amarramento a estatísticas de duvidosa proveniencia para, com exclusiva base nelas, firmar verdades apodíticas, o seu ar de puto com remela de acordar, o seu malabarismo de mudar o nome ao imposto para não discutir a taxa, basta para ilustrar o actual perigo da internet.
        O espaço é de quem o ocupa. E Vc ocupa espaço. A qualidade da ocupação é que é deprimente.
        Mas que grande pantomineiro !

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  30. JCA permalink
    15 Outubro, 2014 12:30

    .
    É confortavel constatar a forma educada como estão a ser discutidas abordagens diferentes sobre vários componentes do absoluto, Troika&Crise&Governança&Austeridades,
    .
    e neste macro a verdade indiscutivel é que 3 paises, Portugal Irlanda e Grecia, foram sujeitos à mesma Troika praticamente em simultaneo e pela mesma razão, endividamento externo exagerado,
    .
    pressupõe que as soluções aprovadas pela Troika sejam no essencial iguais para Portugal, Irlanda e Grecia (a Espanha safou-se com um esquema tipo PEC’s).
    .
    Quais os resultados hoje para cada um destes 3 Países.
    .
    Grecia perdão parece que de 70% de toda a divida; está a arrancar forte baixa de impostos. Irlanda declarou ocialmente o fim da austeridade e arranca para 2015 com forte baixa de impostos, investimento publico, recuperação de pensões e ordenados.
    .
    O 3º País, Portugal, nem perdão de divida, nem em 2015 baixa de impostos (aumenta-os), nem investimento, nem recuperação de pensões nem aumentos de ordenados. Alguma coisa está a falhar estrondosamente, se a memória não me falha o ‘pai’ da inmplementação das medidas troikanas de austeridade, Senhor Dr Vitor Gaspar, garantiu que passados 2 anos estava tudo resolvido.
    .
    Para se resolver esta baralhada toda que pelos vistos nenhum interveniente afinal resolveu qualquer coisa, é apenas efeméride se o culpado foi fulano ou sicrano. Sequer chorar sobre o leite derramado. De facto não éramos nem somos a Grecia nem como a Irlanda. Ainda estamos enterrados em Austeridades & Cª Lda.
    .
    Os resultados de Portugal sugerem que são bem piores que os negociadores gregos e irlandeses. É preciso retificar muita coisa, ou praticamente quase tudo, os resultados são arrasadores quer comparativamente com a Grecia e Irlanda quer na demolição incontrolada de Portugal.
    .

    .

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  31. 15 Outubro, 2014 19:51

    Os do BE e do Livre, também são de esqquerda, mas sociais democratas.

    Não são do psd – são “especiais”…e pantomineiros.

    Esquerda pandeireta!

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  32. 15 Outubro, 2014 19:58

    Camarada, Prof Doutor, Artur Baptista da Silva – ele anda por aí?… 🙂

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  33. APC permalink
    16 Outubro, 2014 15:31

    O João Pimentel Ferreira é o Piketty aqui da zona, acho que devia ver rapidamente o vídeo do Juan Ramón Rallo abaixo;

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    • 16 Outubro, 2014 18:36

      Excelente vídeo! Já tinha idealizada essas fórmulas através de sistemas dinâmicos que estudei na faculdade, mas não escrevi um livro de 300 páginas 🙂

      Obrigado pela referência!

      João Pimentel Ferreira

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  34. Vaz , The Stampede permalink
    25 Março, 2015 23:15

    Haviam de ver a confusão que é tirar uma factura de exportação nos dias de hoje. REPITO-> EXPORTAÇÃO. Devia ser simples e rápida. De forma, a garantir entrada de capital em Portugal. Na minha empresa tivemos que alterar o sistema fiscal 5 vezes porque as regras que se aplicam a facturação doméstica são as mesmas para exportação. Mas alguns paises dependem de Moradas e não existe NIF. Exemplo Índia, Malásia e Argentina.

    O Sistema não está montado de forma a garantir produtividade. Policiamento, controlo são tarefas que requerem tempo dos cidadãos. Ora os bloqueios fiscais montados e os incentivos são todos a pensar em apertar o mercado doméstico. A estratégia montada não está delineada para exportação.

    A exportação foi conseguida , apenas com a desigualdade de sociedades como a diferença Norte Sul na Europa e o facilitismo de Angola(modo chico-experto)

    Não esquecer o ataque as dívidas, multas e ao dobramento de impostos com essas operações. A mão pesada existiu e arruinou muita gente.

    Memória curta de ver as pessoas a lançarem-se no douro na ponte D. Luís. Ou o meu merceeiro a enforcar-se porque apenas os fiscais foram perguntar pela máquina.

    Adoro estes blogs que falam de sistemas e pessoas perfeitas.

    Leiam Kant -> “Um governo, um povo, um território”.

    Não vejo lá Dinheiro, impostos, dívida , custos e orçamentos. Mas vejo povo , governo e território….

    Está tudo mal dos cidadãos políticos e aos não políticos . Está tudo errado. Desistam… há coisas que não valem a pena. Agradeço ao mundo por os meus filhos já terem outra nacionalidade. Mas, não puxem por mim porque eu nunca fui interessante para essa sociedade, só vi sempre caminho descendente.

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    • 26 Março, 2015 10:15

      Nos dias de hoje não se governa um povo ou um território sem pensar em dinheiro. A história da política portuguesa recente mostra-nos que os idílicos que não gostam de pensar em dinheiro são os mesmos despesistas que o idolatram endividando-se. Kant, que já li, levava uma vida altamente regrada e austera, tendo aversão a dívidas.

      João Pimentel Ferreira http://www.joaopimentel.eu Enviado do meu Nokia

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