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Combustíveis simples aditivados

6 Junho, 2015

Combustíveis Combustível da BP é pouco simples e regulador não gosta

Deve uma empresa ser impedida de melhorar um produto que vende aos clientes? A Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis acha que sim. Se é simples, tem que ser simples, sem possíveis melhorias.

Uma solução para as gasolineiras é venderem o combustível e o aditivo em separado. O cliente selecciona na bomba se deseja aditivo e se seleccionar “sim” o aditivo é injectado no combustível à medida que ele sai.

Podem até desenvolver uma forma artesanal desta solução: vender frasquinhos de aditivo. Podem até fazer promoções. Por cada 20 litros de gasolina o cliente recebe um frasquinho grátis de aditivo.

(Via Insugente)

11 comentários leave one →
  1. fado alexandrino's avatar
    6 Junho, 2015 09:25

    Por casualidade estive a ler o Top Gear 45 e o Mercedes Classe S 300 Blue TEC Hybrid para além do biocal do combustível tem outro bocal para o aditivo.

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    • Valinho!!!'s avatar
      Valinho!!! permalink
      6 Junho, 2015 12:15

      Parece que as VW Sharan a gasoleo produzidas em Palmela tb tem o segundo bocal…..

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  2. Nuno's avatar
    Nuno permalink
    6 Junho, 2015 10:14

    O produto não tem que ser todo igual, tem que cumprir as normas e ser vendido como simples.

    Ao lado podem vender o que quiserem, com mais ou menos aditivos, mais ou menos marketing, mais caro ou mais barato. Podem ainda diferenciar-se pela qualidade de serviço, horário de abertura, etc.

    Os combustíveis sempre foram basicamente uma commodity. Se o João tem algum estudo técnico capaz de demonstrar o contrário, sugiro que o apresente (estamos há anos há espera disso). Tentar vender a mesma merda, com a mesma ficha técnica, sem qualquer compromisso mensurável qualidade, com nada além de argumentos dúbios de marketing, é vender banha da cobra.

    A ideia de que os vendedores têm o direito de andar a enganar o consumidor com a sua banha da cobra parece muito liberal mas só o descredibiliza. A assimetria de informação entre o produtor e o consumidor é demasiado grande para se aceitarem os argumentos dúbios do vendedor.

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    • JoaoMiranda's avatar
      JoaoMiranda permalink*
      6 Junho, 2015 11:39

      Liberdade empresarial implica ninguém ser obrigado a vender o que não quer vender.

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      • Nuno's avatar
        Nuno permalink
        6 Junho, 2015 20:22

        O produto é o mesmo. Sempre foi e continua a ser. Se tem alguma indicação em contrário, demonstre-o. Até lá é legítimo assumir que é tudo igual.

        E se é tudo igual e se metade dos distribuidores dizem que o deles tem “pó mágico”, é perfeitamente legitimo por cobro a isso.

        A liberdade pressupõe ética, inexistente neste caso.

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    • Joaquim Amado Lopes's avatar
      Joaquim Amado Lopes permalink
      6 Junho, 2015 13:56

      Nuno,
      “Ao lado podem vender o que quiserem”
      E que tal apenas “podem vender o que quiserem”?
      Por que razão devem empresas privadas ser obrigadas a vender “commodities” que não querem vender e que nem sequer podem ser consideradas como necessárias?

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      • Nuno's avatar
        Nuno permalink
        6 Junho, 2015 23:07

        Não podem vender o que quiserem, nunca puderam. O que vendem tem que cumprir as normas.

        Sendo dada a oportunidade aos revendedores de vender produtos de qualidade diferenciada, o que acontece?

        A Galp diz do seu diesel Gforce que “foram reforçados, em particular, os seguintes componentes: cetano, (…)”. Ficha técnica do produto? Indice de cetano igual ao mínimo exigido pela norma.

        O BP Ultimate diz que tem “maior qualidade de cetanos”, o Repsol e+10 que tem “um número de cetano superior” e o TOP da Prio que tem “um índice de cetano superior”. O que é comum a estes todos? Nas fichas técnicas de todos os produtos o índice de cetano é rigorosamente igual ao diesel vendido pelo Jumbo.

        Os revendedores publicitam o seu produto como sendo de qualidade superior, mas nunca assumem essa responsabilidade na ficha técnica do produto.

        Se eu disser que vendo natas para bater, têm que ter 30% de gordura. Se vendo natas light, têm que ter menos de 22%. Não posso só querer vender natas light com 25% de gordura na descrição do produto, nem natas magras para bater com 25% (nem leite gordo com menos de 3.6%, meio gordo sem ter 1.6%, ou magro com mais que 0.1%). Nem posso chamar leite à bebida de soja, nem vender qualquer um deles sem ficha nutricional ou sem a cumprir.

        Qualquer combustível que cumpra a norma e seja vendido como tal, é simples. Querem vender Gforce como simples, nada os impede. Mas se é simples, não podem dizer que tem melhores cetanos que os outros, muito menos quando não garantem qualquer melhoria na ficha técnica.

        A isso chama-se aldrabice continuada, que independentemente da lei é o que estão a defender: que possam continuar a aldrabar os consumidores.

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      • Joaquim Amado Lopes's avatar
        Joaquim Amado Lopes permalink
        7 Junho, 2015 19:14

        Nuno,
        Como é mais do que evidente neste contexto, “venderem o que quiserem” significa não serem obrigados a vender o que não querem vender.
        Quanto ao resto do que escreveu, o assunto em discussão não tem rigorosamente nada a ver com publicidade enganosa.

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  3. insider's avatar
    insider permalink
    6 Junho, 2015 12:25

    o que é facto éque o silva não acerta uma:
    a taxinha dos sacos plásticos…
    ou os combustíveis simples…ou as “obras” re “recuperação” da costa…

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  4. Piscoiso's avatar
    6 Junho, 2015 16:44

    Falta saber a definição de “combustível simples” pela lei.
    Às vezes nem é preciso lei para definir o que é simples.
    Como um café, por exemplo. Se leva leite é um garoto.
    Não vão chamar café a um garoto.

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  5. Sebastião Durão's avatar
    8 Junho, 2015 10:39

    Não estou a ver como seja possivel ser a favor da lei que obriga á venda de combustiveis simples e ser contra estas objecções do regulador. Estas objecções parecem-me que decorrem logicamente da lei. Se é para as gazolineiras poderem vender á vontade, então elimine-se a lei. Se é para cumprir a lei, então as gazolineiras não são livres de “melhorar” o seu producto; só podem “melhorar” o combustivel que não vendem como simples. Porque a ideia da lei é obrigar as gazolineiras a disponibilizar o combustivel mais barato possivel (“low cost”) em todas as bombas de gazolina. A estrategia da BP equivale a violar a lei.

    (Escripto com orthographia etymologica.)

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