duas sem três
A três meses de eleições legislativas, agrava-se a contestação, no PS, à liderança de António José Seguro, por causa das posições que o ainda líder socialista tem tomado sobre o Syriza e a Grécia.
Os seus contestatários, em número crescente no partido, segundo se diz, acusam-no de ter tido uma posição inicial de imprudência pelo excessivo triunfalismo com que recebeu a vitória de um partido de extrema esquerda: «É importante que outros países europeus deem força a esses resultados na Grécia, que dão força a essa mudança. É preciso contrariar a vontade do Governo português, que não quer a mudança e procura contrariar a mudança», que, ainda por cima, dizimou o PASOK, colega do PS na Internacional Socialista: «A verdadeira e única lição que temos a retirar das eleições gregas é que o PS em Portugal não é nem será o PASOK, porque não estamos cá para servir as políticas que têm sido seguidas mas, pelo contrário, criar alternativa às políticas que têm sido seguidas».
Depois, as incongruências resultantes da comparação entre Portugal e a Grécia, onde foram seguidas as mesmas políticas de austeridade com resultados diferentes, porque, segundo se depreende das suas declarações, Portugal não está tão mal quanto aquele país: «A Grécia é o trágico exemplo do insucesso da austeridade. Na zona euro nenhum país sofreu tanta austeridade e nenhum está em pior situação».
Mas também a esquerda do PS não se revê nas últimas flexões e piruetas dadas pelo líder, que parece estar agora a tentar afastar-se do Syriza, depois de ter afirmado que esse era o caminho que todos os governos europeus deveriam seguir, a começar pelo português:«Não de uma forma tonta, como o Syriza, mas de uma forma inteligente, construtiva, de uma forma positiva, como um grande partido europeísta como o PS tem legitimidade para fazer.».
Outros dizem que Seguro está de tal forma desorientado que até já chama «velho» ao governo irlandês e que não percebem por que é que o governo do Syriza já não é um bom exemplo: «A verdade é que não é preciso olhar para o novo governo grego, basta olhar para o velho governo irlandês, que perante as oportunidades de mudança aquilo que diz é: esta mudança tem que ser mais vasta, tem que ser mais consistente e tem também que servir os interesses da Irlanda».
Outros reclamam da posição do secretário-geral sobre o referendo de domingo passado, dizendo mesmo que António José Seguro confunde a democracia directa que introduziu no PS, e que há-de ser muito útil quando for para o apear da liderança, com a democracia directa sobre a governação, ideia perigosa que poderá ter consequências nefastas num futuro governo do PS: «Não é a primeira vez que um Estado-membro recorre ao referendo para decidir questões com a União Europeia – e devemos respeitar essa decisão, como sempre respeitámos nos outros Estados-membros. É o povo grego que deve decidir e compete-nos a nós respeitar esse debate que nesta fase lhe pertence, nunca esquecendo, porém, que não há divergências políticas que possam ignorar a solidariedade devida ao povo grego».
Mas o pior de tudo, dizem os seus contestatários, foi não ter entendido que o radicalismo de Atenas vai no sentido contrário dos interesses da União Europeia e que poderá pôr em causa o projecto europeu e não defendê-lo, como Seguro tem dito: «Agora que a Grécia se expressou em liberdade é o momento de agirmos, como sempre, em defesa do projecto europeu. A expressiva vitória do ‘não’ no referendo deve ser aproveitada por todos para uma nova abordagem da crise da zona euro, que respeite a dignidade e a igualdade entre todos os estados-membros».
Por último, há mesmo quem o acuse de imponderação e irresponsabilidade, ao atacar a posição dos negociadores europeus e de defender o extremismo negocial do Syriza: «esta linha de negociação conduziu a uma lógica de confronto entre a Grécia e as instituições que deviam garantir a unidade do projecto europeu, substituindo o diálogo solidário pelo conflito entre credores e devedor, que, numa lamentável escalada, tem promovido a divisão, o radicalismo e o sentimento de humilhação do povo grego». Se Seguro for primeiro-ministro será com estes mesmos «negociadores europeus» que se terá de entender. E depois do tratamento que estão a dar à Grécia, nem é bom pensar no que lhe dirão quando se tiver de sentar com eles à mesa.
Por estas e por outras, o nome de António Costa volta a ser falado pelos corredores do Rato para substituir o actual secretário-geral, mesmo antes das próximas legislativas: «de outra maneira», afirmam os seus contestatários, «haverá duas sem três»…

E o erro de não ter convidado o Seguro para deputado? lol
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o monhé passeou-se por Bruxelas ao lado dos xuxas europeus
sem eles é um zero à esquerda
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Afinal o que comeram ao jantar?
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fizeram muito mal apear o tozero , pq por este andar o ps vai todo preso menos ele.
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…pois, e a seguir só faltam os PPDs do BPN, os PSDs das Tecnoformas e do BES, os PPs dos submarinos, etc., e o país poderá finalmente respirar, livrando-se dos partidos do arco da corrupção…
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E (aqui sou eu a continuar o augusto pensamento do senhor Fernando Fernandes) finalmente experimentar ser governado pelos verdadeiros partidos da esquerda ou seja PCP, BE, LIvre, Tempo de Avançar e mais algum que ainda venha a aparecer.
Não ao mesmo tempo que eles não se entendem e só por uns dias porque de acordo com as votações (infelizmente democráticas) eles também não entendem o povo portugueses.
Há amanhãs que cantam e o sol brilhará (pelo menos em Castelo Branco, hoje).
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“passeou-se por Bruxelas ao lado dos xuxas europeus”
Há pouco apareceu ridiculamente a circular no corredor atrás do Hollande para aparecer junto, agora que acha que ele pode ser uma peça chave e salvar estas negociações. Engraçado, porque há uns tempos tinha descolado, aquando do programa de austeridade. Este José Seguro é um manholas. 🙂
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A minha com fiança neste troca-tintas é igual a com fiança que tenho nos syrisas gregos. Só me admiro que os povos europeus tenham alguma confiança em “ciganos” daqueles
Ciganos vai entre aspas pois sei bem que naquela etnia há gente honrada e muito mais séria que os syrisas gregos e os esquerdistas portugueses, nomeadamente costistas, bloquista e comunistas
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Deu uma entrevista em que diz que vai subir o IRS dos mais ricos mas não explica (e pior ninguém lhe pergunta!) para que percentagem (70, 80%?-é que eles já pagam acima de 50%) e com que ganhos de receita. Isso não interessa porque com essa medida já mostrou que é um homem bom.
Deve ser com medidas como esta que quer fazer regressar a geração mais bem formada de sempre.
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Costa é um grande estadista.
Um estadista não se preocupa com minudências.
Deixa os números (vocês sabem é só fazer contas) para o Ministro das Finanças.
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Seguramente que é lapso mencionar, no 1º parágrafo, o Tózero em vez do Costa Concórdia.
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Partindo do grego, desde o inicio que se percebeu, só não viu quem não quis ver, que se tratou de uma parola e prolongada tentativa de chantagem. Sobram sapos para o almoço e boa digestão para os nossos atrelados com a zorra do rato bem carregada. Ê inútil tentar perceber tanto Tsipras como o nosso Costa.
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Partindo do grego desde o inicio que se percebeu, só não viu quem não quis ver, que se tratou de uma parola e prolongada tentativa de chantagem. Sobram sapos para o almoço e boa digestão para os nossos atrelados com a zorra do rato bem carregada. Ê inútil tentar perceber tanto Tsipras como o nosso Costa.
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cuidado!
os “rosa” são extremamente vingativos…
e por este andar vão fazer parte da composição do próximo governo…
(até porque há coligações que se fazem ou desfazem, de acordo com as necessidades… de encher o mini-bus)
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Para que conste
http://observador.pt/2015/07/13/por-acaso-foi-uma-ideia-minha-que-desbloqueou-o-acordo/
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O Costa é menos inteligente que a austeridade!
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