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Os sindicatos servem para ficar calados

4 Abril, 2016

quando a Segurança Social é descapitalizada

1400 milhões da Segurança Social para recuperar património

Governo põe Segurança Social a pagar parte de apoios a empresas

A Segurança Social está a funcionar como um saco azul. O silêncio que rodeia esta aventura criminosa é sintomático de um país capturado pelas suas corporações

35 comentários leave one →
  1. JMS's avatar
    JMS permalink
    4 Abril, 2016 20:21

    Por onde andam os comentadeiros das tv’s sempre tão indignados?

    Ah!… é um governo de esquerda, tinha-me esquecido. Tá tudo bem…

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  2. Manuel's avatar
    Manuel permalink
    4 Abril, 2016 20:33

    Não esquecer que este mesmo dinheiro também serviu para comprar dívida pública portuguesa, ordem do ministro Gaspar. O problema não é investir na recuperação urbana/habitação para rendas controladas ou emprestar ao estado, o drama vai ser se surge nova bancarrota e os reformados do “tempo novo”vão sentir na pele como viviam os portugueses nos tempos velhos, uns caldos de couve com conduto e a lenha para aquecimento.

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  3. procópio's avatar
    procópio permalink
    4 Abril, 2016 20:43

    É gamar enquanto é tempo. O tempo é cada vez mais curto.
    O arménio vai gozando do estatuto de primeiro ministro durante o seu tempo.
    Até assenta melhor que no kosta labrego, agora que já degravata.
    O problema é outro.
    A brecha na “omertá” rima com Panama.
    O provinciano e seus “amigos” estão em pânico.
    Só falta prender os juízes e a PGR
    O kosta, antigo amigo, terá muito que explicar quando chegar o dia.
    O PP sistematiza – http://doportugalprofundo.blogspot.pt/

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  4. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    4 Abril, 2016 20:50

    Se isto fosse a direita a fazer, o barulho que não seria.

    Imagine-se agora se o dinheiro dos contribuintes da Segurança Social em vez de ser Investido em imobiliário fosse para famílias investirem na educação dos filhos em escolas privadas.

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  5. manuel branco's avatar
    manuel branco permalink
    4 Abril, 2016 21:45

    depois de tanto dinheiro empatado na dívida pública portuguesa, tão segura, tão AAA, correrem um risco destes…

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    • antónio's avatar
      antónio permalink
      4 Abril, 2016 21:52

      Deixe de ser parvalhão e não brinque com coisas sérias !!

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      • lucklucky's avatar
        lucklucky permalink
        4 Abril, 2016 23:09

        Manuel tem razão. Aquilo que Gaspar fez não é muito diferente do que Costa está fazer.
        É arrogância da Democracia Totalitária a mandar nos outros.

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      • Fernando S's avatar
        Fernando S permalink
        5 Abril, 2016 09:13

        O que é que o Gaspar fez de pouco diferente do que está agora o Costa a fazer ??!…

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      • Fernando S's avatar
        Fernando S permalink
        5 Abril, 2016 09:20

        Tanto quanto sei, no tempo de Vitor Gaspar houve apenas a transferência de fundos de pensões de certas categorias para o sistema geral mas ficando este com todos os compromissos futuros.
        Foi um modo de financiar no imediato necessidades de tesouraria do sistema geral.
        Compreendo que tenha dado jeito na situação de emergência das contas públicas mas também reconheço que, a prazo, não foi o melhor, nem para os pensionistas nem para o Estado.
        Já o que António Costa está a fazer é, a jusante, gerir o dinheiro dos fundos de forma desastrosa.

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      • lucklucky's avatar
        lucklucky permalink
        5 Abril, 2016 20:46

        Se não pagar em qualquer dos casos o resultado é o mesmo.

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      • Fernando S's avatar
        Fernando S permalink
        6 Abril, 2016 00:32

        O fundo está hoje melhor aplicado em divida publica portuguesa do que vai ficar com o dinheiro posto num projecto politico e sem retorno suficiente (financiar a recuperação e comprar casas com rendas baixas e fixas).

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  6. Baptista da Silva's avatar
    Baptista da Silva permalink
    4 Abril, 2016 21:50

    Isto é de chorar a rir, estourem lá isso, ainda há guito, estoure-se isso.

    O PS continua a querer criar emprego de topo: Trolhas e empregados de mesa.

    Siga para bingo.

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  7. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    5 Abril, 2016 01:26

    Muito melhor do que aplicar o dinheiro em fundos de investimento ou em acções da bolsa.
    Vocês não percebem nada disso.
    A ideia é comprar terra pois é coisa que já não se fabrica.

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    • JgMenos's avatar
      JgMenos permalink
      5 Abril, 2016 02:38

      Terra? com pedra e cimento em cima, para tornar mais inútil a que já existe de sobra.

      Como cretinos socialistas e políticos desonestos, querem é atirar dinheiro para recuperar a construção, para crescermos e assim cairmos de mais alto …mas mais tarde.

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      • Arlindo da Costa's avatar
        Arlindo da Costa permalink
        5 Abril, 2016 04:12

        Cretino, desonesto e cabrão, és tu, ó meu minorca!

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    • ameliapoulain's avatar
      5 Abril, 2016 08:45

      Era bom saber qual a lista de imóveis a “recuperar”… será que iremos encontrar gente conhecida como sendo o “pobre” proprietário a precisar de um “empréstimo de amigo” para assim conseguir alugar a casa a um valor também “de amigo”?…. Dúvidas….

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    • Fernando S's avatar
      Fernando S permalink
      5 Abril, 2016 09:08

      Arlindo da Costa : “A ideia é comprar terra pois é coisa que já não se fabrica.”

      Por sinal não é terra mas sim pedra em cima de terra …
      Mas, pouco importa, o que é preocupante é que se trata de aplicar dinheiro num péssimo negócio, o de casas com rendas regulamentadas, baixas e desligadas do mercado.
      É uma aplicação “tóxica” do dinheiro dos futuros pensionistas !!!
      Antes fosse em fundos de investimento não especulativos (com capital garantido e remunerações moderadas mas certas e regulares) e até mesmo directamente em obrigações e acções de grandes empresas ciclicas (que distribuem dividendos e têm uma valorização assegurada no longo prazo).

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      • Almeida's avatar
        Almeida permalink
        5 Abril, 2016 11:29

        Por acaso, até podia ter razão, mas não tem. Há países em que a propriedade do solo não está directamente dependente do que nele está construído. Em Portugal não é assim, o que tem permitido os mais variados abusos ao longo dos anos.

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      • Fernando S's avatar
        Fernando S permalink
        5 Abril, 2016 12:34

        Por acaso eu até conheço paises onde a propriedade do solo é do Estado e em que a casa construida em cima pode ser propriedade de privados.
        É uma sistema péssimo.
        O Estado, melhor dizendo, os politicos, a nomenklatura e os burocratas do aparelho, podem, de um momento para o outro, aumentar taxas ou até retirar a concessão do terreno obrigando o propiétarios da casa a desfazerem-se dela por muito pouco ou nada.
        Como não há uma propriedade completa do bem integral, terreno e casa, é dificil utilizar estes bens como garantias para a obtenço de empréstimos, por exemplo para investir numa actividade profissional ou empresarial.
        Aqui é que os abusos e as restrições prejudicam muitas vezes os propriétários das casas e os contribuintes do Estado, e, deste modo, a economia no seu conjunto.

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      • Almeida's avatar
        Almeida permalink
        6 Abril, 2016 00:02

        Ou seja, a casa limita-se a ser a satisfação de uma necessidade e não um negócio com consequências péssimas no território como aconteceu entre nós. Óptimo sistema.

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      • Fernando S's avatar
        Fernando S permalink
        6 Abril, 2016 00:53

        O sistema “optimo” é o de paises onde a esmagadora maioria da população vive em bairros periféricos de casas de lata e tijolos de baixa qualidade porque não existe um verdadeiro mercado imobiliario, porque não há crédito para a recuperação e compra de casas de habitação que não sejam de luxo, porque não há práticamente construção de novas casas de tipo popular (a que existe é quase exclusivamente de casas de standing para as nomenklaturas e elites urbanas).
        Basta visitar uma capital de um desses paises africanos (por exemplo, Luanda, Maputo, etc) para perceber como o sistema é “optimo” para alojar a massa da população com um minimo de condições.
        Pelo menos entre nós, com mais ou menos especulação e com mais ou menos “consequências péssimas para o território”, o sistema de propriedade privada dos terrenos em que são construidas as casas, mesmo ainda com entraves, criou condições para que o parque actual,em grande parte construido nas ultimas décadas, possa alojar a maioria população em condições que não têm qualquer comparação com o que se passa naqueles paises “optimos” (inclusivamente até atingiu temporáriamente e localmente pontos de excedente da oferta realtivamente à procura).

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      • Almeida's avatar
        Almeida permalink
        6 Abril, 2016 15:57

        Ó Fernando S., não invente. O nosso país é o exemplo NEGATIVO. Países como a Áustria, a Holanda ou a Suécia, onde existe condicionamento ao mercado imobiliário, é o POSITIVO. Não invente.

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      • Fernando S's avatar
        Fernando S permalink
        6 Abril, 2016 16:27

        Almeida,
        Condicionamentos nos mercados imobiliários existem em todos os paises, nuns mais noutros menos.
        Alguns condicionamentos até são razoáveis, podem ser aceitáveis, e não impedem um normal funcionamento do mercado imobiliário.
        Não conheço no concreto a legislação sobre o mercado imobiliário nos paises que indica.
        Mas não creio que os condicionamentos que ai possam existir excluam a propriedade privada dos terrenos de construção ou que limitem significativamente a liberdade de contratualização de rendas, como acontece noutros paises ex-comunistas e do terceiro mundo que herdaram e conservaram regras do tempo de regimes mais estatalistas.
        Infelizmente, estes condicionamentos são extremamente NEGATIVOS e contraproducentes relativamente ao objectivo de um mercado imobiliário que permita satisfazer o melhor possivel as necessidades e expectativas da maioria da população.
        De resto, mesmo em Portugal, os problemas habitacionais foram muito mais sérios quando a legislação das rendas era bem mais restritiva.
        O Almeida deveria olhar mais atentamente para estas realidades NEGATIVAS em vez de se apoquentar com a minha suposta “inventividade” !!

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  8. Tiro ao Alvo's avatar
    Tiro ao Alvo permalink
    5 Abril, 2016 08:09

    Se o Estado utilizar os dinheiros do Fundo de Estabilidade Financeira da Segurança Social para reabilitar imóveis, é evidente que essas utilizações aumentam o valor da dívida pública.
    Não haverá quem chame a atenção do homem?

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  9. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    5 Abril, 2016 08:58

    Recuperam-se e melhoram-se imóveis privados com dinheiros “públicos” (na verdade é dinheiro dos futuros pensionistas, que deveria servir para pagar pelo menos uma parte das respectivas pensões, mas que corre o risco de se tornar num crédito mal parado) em Lisboa e Porto, o que tende naturalmente a valorizá-los (o que, mantendo-se as actuais regras e taxas do IMI, será no futuro uma fonte de maiores receitas para estas duas autarquias), mas, em contrapartida, deixando as periferias e cidades mais pequenas de fora, contribui para a desvalorização relativa do respectivo parque imobiliário (com eventuais efeitos negativos em termos de receitas do IMI).
    Além de que vai quebrar a dinâmica actual no mercado imobiliário.
    É do pior que se tem visto !!

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    • Manuel's avatar
      Manuel permalink
      5 Abril, 2016 09:39

      Podes estar esquecido, mas o Ministro Gaspar mandou comprar dívida pública com o dinheiro do FESS. na altura da pré-bancarrota, 2011, este fundo era de 10000 milhões e parte dele estava em depósitos no BPN e foi retirado à pressa aquando da falência do BPN. Como a nossa dívida pública não é AAA, o risco é semelhante ao investir no imobiliário, ressalvo, como já disse um comentador no post anterior, que teremos de estar atentos para constatar se o PS não volta a repetir os métodos do 44.

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      • Manuel's avatar
        Manuel permalink
        5 Abril, 2016 09:44

        O comentador a que me referia era o” Castanheira Amigo” que não concorda com o investimento, mas argumenta como problemas idiossincráticos da natureza do PS, que também me preocupam.

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      • Fernando S's avatar
        Fernando S permalink
        5 Abril, 2016 13:10

        Manuel,
        Se é como dizes então eu estava efectivamente esquecido….
        Embora suponha que a totalidade do fundo não fosse então colocada em divida publica e que nem toda esta era apenas portuguesa (haveria alguma diversificação).
        Seja como for, importa também vêr o momento e o contexto.
        Em 2011, no caso do Gaspar, era preciso tirar o dinheiro à pressa de um banco falido e colocá-lo em algum lado.
        O Gaspar, que era então o Ministro das Finanças de um governo claramente empenhado na implementação de um programa destinado a retirar Portugal da emergência financeira, sem passar pelo calote da divida mas apostando antes na recuperação da qualidade da divida, lá tinha as suas razões de que era menos arriscado aplicar em divida portuguesa do que noutras obrigações e acções.
        E o Gaspar até viu bem porque a divida publica portuguesa até recuperou qualidade depois disso.
        Já no caso do Costa, num contexto diferente, sem nenhuma situação de urgência, com o fundo aplicado em titulos agora mais seguros, a mudança do tipo de aplicação de uma parte do fundo por ele decidida é das mais extemporâneas e arriscadas que se possam imaginar. Não se trata de investir no mercado imobiliário normal, que neste momento até está numa fase de valorização, trata-se de utilizar o dinheiro para levar a cabo uma operação que se tem alguma racionalidade é politica (recuperação de património dos centros das cidades obrigando a rendas baixas e fixas) e não económica (investimento em casas para alugar aos preços de mercado).
        De resto, também pareces ter alguma consciência deste risco quando falas “problemas idiossincráticos da natureza do PS, que também te preocupam”.
        Eu preferiria de longe entregar a gestão do meu dinheiro, como do meu pais, a um Gaspar “economicista” do que a um Costa “socialista” !! 🙂

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  10. Marques Mendes's avatar
    5 Abril, 2016 09:51

    O socialismo acaba quando acabar o dinheiro…

    Embora o dito fundo de capitalização seja um mito e um instrumento para interesses inconfessáveis. Basta referir que é o único fundo que raramente divulga contas, e quando o faz estão anos atrazadas, perante o silêncio culpice dos reguladores…

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  11. Almeida's avatar
    Almeida permalink
    5 Abril, 2016 11:26

    Os fundos da Segurança Social sempre funcionaram como “saco azul” para os mais variados fins. Só agora é que ficaram escandalizados?

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    • Tiro ao Alvo's avatar
      Tiro ao Alvo permalink
      5 Abril, 2016 17:56

      Sempre? Quem quer acreditar, acredita. Mas quem andou a descontar 50 anos e vê, agora, isto acontecer, tem medo.
      Se fosse como diz, não chegavam, até hoje, tantos milhões de euros elegíveis para os nossos actuais governantes asneirarem, como acontecerá, se a coisa for avante.

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      • Almeida's avatar
        Almeida permalink
        6 Abril, 2016 00:04

        Caro Tiro ao Alvo:
        O uso de fundos da Segurança Social para os mais variados fins, é notícia de jornal há mais de 30 anos!

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      • Tiro ao Alvo's avatar
        Tiro ao Alvo permalink
        6 Abril, 2016 19:59

        Para os mais variados fins? Há mais de 30 anos? Não exagere, Almeida. O que este governo quer fazer é um abuso, mais nada.

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  12. Manuel's avatar
    Manuel permalink
    5 Abril, 2016 14:07

    Fernando S, totalmente de acordo com o teu comentário das 13:10. Mas ou entendes o contexto de emergência em que estamos, ou não. O aumento da carga fiscal feito por este governo (incidindo nos impostos indirectos) não garante que a receita fiscal seja superior à do ano passado, existem sinais que este ano teremos menos receita fiscal no global. Por outro lado, o crescimento do PIB pelo consumo não está a funcionar e pelo investimento (FBCP) também não e ronda os 0%(zero), logo só resta o investimento público. Recuperação de edifícios é bom, temos excedente de oferta em construção nova e era também desejável investimento em portos e ferrovia para mercadorias a caminho do nosso principal mercado. O PàF faria diferente? Penso que não. O drama do PS começou quando o Banco de Portugal passou as obrigações seniores do Novo Banco para o BES e nesse momento foi-se a confiança e ninguém investe um cêntimo neste “sítio”, resta o investimento público e sendo assim, que o PS opte pelo menos mau. Como deves compreender a mim não me interessa muito o gato nem a cor do gato.

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  13. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    5 Abril, 2016 15:36

    Manuel,
    Concordo plenamente com a primeira parte do teu comentário anterior.
    Mas não concordo quando dizes que o que resta é o investimento publico.
    Por varias razões.
    A primeira é porque não temos sequer dinheiro para fazer investimento publico suficiente para pôr a economia a crescer significativamente.
    A segunda é que, mesmo que tivéssemos, com a situação financeira delicada que é a nossa, em particular do Estado, esse esforço, bem antes de começar a ter algum efeito positivo sobre o crescimento economico, começaria no imediato e muito curto prazo por desequilibrar fortemente as nossas contas públicas obrigando de novo a planos financeiros muito restritivos, quase certamente a um novo pedido de resgate (se ainda houver quem nos queira ajudar depois de mais uma calinada), o que, por sua vez, passaria necessáriamente por cortes fortes nos gastos do Estado, quer nas despesas, reduzindo o consumo publico directamente e o privado por arrasto, quer nos …… investimentos públicos (e privados, sobretudo na construção, por arrastamento) !…
    O investimento publico teria ainda um outro inconveniente ao nivel macro e micro, que é o de estimular directamente um sector de bens não-transaccionáveis, o da construção, virado para o mercado interno, e por arrastamento outros sectores não-tansacionáveis, retirando assim recursos financeiros e humanos aos sectores transaccionáveis, sobretudo as exportações. Este processo voltaria a desequilibrar as nossas contas externas, aumentando importações e travando exportações. Este foi exactamente um dos aspectos do modelo que falhou antes de 2011.
    No fim de contas, a aposta no investimento público não resultaria pela mesma razão pela qual o estimulo do consumo privado pelo aumento dos rendimentos não está nem vai resultar agora, antes pelo contrário, como muito bem assinalas.
    O único caminho que nos resta é efectivamente o do aumento do investimento … mas privado !
    Para isto precisamos efectivamente de conquistar a confiança dos investidores e dos agentes económicos, empresas e familias, internos e externos.
    Precisamos de poupar (incluindo o Estado) e investir mais internamente (mas os privados, que se consigam financiar e não o Estado já sobre-endividado) e precisamos de atrair mais investimento externo, muito mais.
    Uma componente importante da confiança é prescisamente a consciência por parte dos agentes económicos, incluindo os investidores nacionais e estrangeiros, de que as nossas contas públicas não se vão desequilibrar ainda mais de novo e de que a consolidação orçamental vai continuar.
    Naturalmente, a confiança depende também de vários outros factores.
    Por exemplo, compreendo o que dizes sobre os efeitos negativos sobre a confiança que podem resultar da decisão do BdP de passar as obrigações séniores do Novo Banco para o BES.
    Mas considero muito mais importantes os efeitos negativos sobre a confiança que já começaram a fazer-se sentir da politica económica do governo actual, das “reversões”, das “devoluções” de rendimentos, dos aumentos de certos impostos indirectos, dos esboços e Planos B dos orçamentos, etc, etc.
    Medidas como esta que o António Costa anunciou, de utilização de fundos à responsabilidade do Estado, para recuperação de edificios existentes, que tu vês com simpatia, e que eu também percebo que seria uma boa coisa para as nossas cidades e para a nossa economia, se o nosso pais estivesse numa situação financeira e económica mais equilibrada e estável, acabam antes por ser um mais sinais no mau sentido (para mais concebida como está (nem sequer são financiamentos bonificados pelo Estado para estimular um mercado imobiliário livre e dinâmico, sem restriçoes no direito de propriedade e nas rendas).
    Perguntas se o PàF faria diferente ?…
    Parece-me claro que sim. Não digo que faria tudo bem mas que faria certamente diferente.
    De resto, o problema não é mesmo o PàF mas sim o PS aliado aos partidos à esquerda na famigerada “geringonça”, que está a fazer diferente daquilo que deveria continuar a ser feito.
    Isto não exclui que um governo do PàF não pudesse também ir utilizando progressivamente alguma margem finaceira, sobretudo se resultante de um maior crescimento da economia e de uma ainda maior consolidação das contas públicas, para adoptar algumas medidas de aumento de investimento publico (nomeadamente como as que referes ; penso nomeadamente ao corredor ferroviário a partir do porto de Sines).
    Mas tudo isto teria de ser feito de forma muito prudente e apenas à medida que a economia o fosse permitindo (e não o inverso).
    Ou seja, continuar a consolidar as contas do Estado, reduzir o endividamento público (e não o contrário), continuar a favorecer as exportações, dar confinça aos agentes económicos internos e externos para investirem, devolver alguns rendimentos, retomar a baixa do IRC e começar lentamente a aliviar a pressão fiscal sobre as familias, etc, etc..
    Deste modo, também seria possivel continuar a aumentar a procura interna mas sem aumentar o endividamento publico e privado e sem desequilibrar as contas externas.
    As exportações têm de continuar a crescer. Temos de ir dos actuais 40% do Pib para pelo menos metade do Pib (a Holanda tem mais de 60%).
    Para as exportações crescerem a este ritmo precismos de atrair investimento estrangeiro (veja-se o que fez a Irlanda).
    O aumento do investimento e das exportações vai então, por via do emprego de recursos nacionais, humanos e materiais, e através da distribuição dos respectivos rendimentos, estimular a procura interna e o consumo privado. E também vai permitir um aumento de receitas fiscais mas sem mais impostos, antes pelo contrario.
    Nesta altura podemos então voltar a falar de planos mais ambiciosos e estruturantes apoiados por algum investimento publico (e, naturalmente, articulados com os planos europeus, tipo Junker).
    Para concluir por agora, porque já vai aqui um enorme “lençol” ( 🙂 ), e quanto ao “gato”, a mim interessa-me sobretudo aquilo que o gato quer fazer, seja qual for o seu nome e a sua côr.
    Ou seja, interessa-me saber em que modelo global de desenvolvimento do nosso pais se enquadram as medidas a vulço que se avançam e interessa-me avaliar o grau de sustentabilidade desse modelo.
    Não acredito que o “gato” António Costa e seus companheiros seja de confiança para não voltar a fazer aquilo que não deve ser feito e para fazer aquilo que deve agora ser feito !!

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