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Os subalternos

20 Março, 2017

Esta é a lição que Sampaio nos deu em 2004: em Portugal existe quem mande – a esquerda que para o efeito obedece ao PS – e depois temos os subalternos que não vale a pena dizer que são de direita porque na verdade eles vivem num não lugar que, por prudência, definem como “não ser de esquerda”, A mesma não esquerda que viveu com fatalismo o afastamento de Santana foi incapaz de fazer uma verdadeira oposição a Sócrates e até vivia no temor de que lhe ouvissem uma palavra menos própria sobre os comportamentos impróprios do primeiro-ministro. A isto junta-se que passavam a vida a lastimarem-se por não terem um líder tão dotado quanto José Sócrates.

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20 comentários leave one →
  1. Artista Português permalink
    20 Março, 2017 09:52

    O que é que quer? São ambos sportinguistas! Entre os dois, até o JJ não destoava…

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  2. licas permalink
    20 Março, 2017 10:08

    A Esquerda está sempre em concorrencia com a Liberdade do Cidadão; subverte o Princípio de que Estado decorre direta e livremente da sua vontade. Querem sempre mais Estadoe menos controle, mais dependência, mais miséria, tanto material como moral. O estágio ideal é reduzir as Populações a gado encurralado a que se ministra a ração estritamente suficiente para que não morra de inanição. Tudo o que elas, mesmo nessa condição, possam produzir será conduzido para proveito dos “alfa”: Ceausescu, Fidel, Chávez, os Kirchner, . . .

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  3. licas permalink
    20 Março, 2017 10:18

    Quando somos reduzidos a “animais” tudo lhe, ao Estado, é permitido.

    Lembro a frase (Salazar) : Somos demasiadamente pobres para sermos uma Democracia
    (assim, sem tirar , nem pôr)

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    • 20 Março, 2017 11:49

      E o actual ministro Santos Silva que recentemente a propósito dumas negociações com sindicatos tratou o pessoal como “feira de gado” !?

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      • 20 Março, 2017 11:55

        Salazar nunca teve a mínima ideia para permitir eleições livres. Um déspota ! Com essa frase considerou-nos como…”gado”.
        Aliás, a pobreza de então, melhor, as muitas pobrezas (económica, financeira, cultural, civilizacional, social entre outras) foi por ele estimulada para se manter no poder.
        Nesses anos já se tinha uma noção das pobrezas mantidas por ele; a esta distância comprova-se e lamenta-se o atraso imposto.

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      • lucklucky permalink
        20 Março, 2017 20:34

        Não diga asneiras MJRB , foi com o Estado Novo, a Ditadura que os Portugueses ficaram proporcionalmente menos pobres. Vá ver as taxas de crescimento..

        E o Regime do 25 de Abril serviu-se da baixa dívida da Ditadura para “crescer” com base na Dívida.
        Ou seja não sustentável nem representativo.

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  4. licas permalink
    20 Março, 2017 11:27

    ipsis verbis.

    ___Somos um país pequeno, com problemas sérios, e não podemos aderir a frentes débeis, só com o fim de proclamar que – brincamos às democracias._____

    Para ele tamb+em foi uma brincadeira” conter os Democratas enquanto “reinou”
    (5 Décadas!)

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    • licas permalink
      20 Março, 2017 13:26

      Nessa não-disposição de largar o Poder em consequência
      do resultado de Eleições Livres, Salazar está bem na linha
      dos Déspotas de Esquerda na atual América Latina em
      que promovem, sem qualquer indício de pudor, mandatos sucessivos.
      (claro que é “para bem do Povo” como proclamam).

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  5. oscar maximo permalink
    20 Março, 2017 11:52

    Há algo não esclarecido. Sampaio cumpriu as condições combinadas com Barroso, para este pôr-se ao fresco ? Se sim, fartou-se depressa, tem razão em dizê-lo (não em fazê-lo).

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  6. Rão Arques permalink
    20 Março, 2017 11:58

    A chave: O poder,
    não para beneficio do país mas para serviço de interesses pessoais e de caserna.
    Desde o engodo de prendas e promessas, passando pelo assalto fraudulento e selvagem, e culminando na prática pela descarada negação do discurso, de tudo consomem para se atirarem ao bodo.
    Entre Santana, Marcelo, Passos e Costa em vez de entregar ao Diabo a escolha, é preferível tirar-lhes o retrato bem pincelado.
    Os dois primeiros fazem lembrar petizes em brincadeiras de recreio, capazes de fazer trapeira dos meotes novos da avó.
    Prefiro a legitima irritação de Passos, ao jogo fraudulento e matreiro do batoteiro Costa.
    Sampaio muito institucional como César virados para a família, que a caridade bem exercida começa com os seus dentro da própria casa.

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  7. Anónimo permalink
    20 Março, 2017 12:02

    Apenas mais um dos episódios gerados por este sistema político, dito representativo.
    Só resta saber quem realmente representa.

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  8. Monti permalink
    20 Março, 2017 12:21

    «Naturalmente a mesma não esquerda que viveu com fatalismo o afastamento de Santana foi incapaz de fazer uma verdadeira oposição a Sócrates»
    Nó Górdio, este comportamento da não-esquerda, quando os disparates criminosos de Sócrates se multiplicavam.
    Razões:
    a) Limitar-se ao seu papel de metade do Bloco Central dos negócios e corrupção instalados;
    b) Ocupados no circo S. Bento em part-time, sem tempo para estudar e analisar os dossiê dos projectos & megalomanias do regime:
    Como poderia o PSD-CDS, ‘opor-se’ a disparates como os do Beja Airport, Ota* Airport, Auto-routes sem carros? E com isso arriscar perder votos e autarcas do centro-direita?
    Ou chamar ao catedrático ministro do TGV-praia de Madrid, um idiota chapado?
    Ou questionar o ‘perfil’ Great de Mr Vara na CGD?
    *Ota: Alternativa? perguntava um jornalista a um alto dirigente PSD. É ao governo que compete mostrar alternativas!!!
    Não dá, assim não dá.
    Ou talvez dê, um vida fácil na oposição. Desgraçadamente, para os contribuintes de ontem, de hoje e do futuro.

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  9. Prova Indirecta permalink
    20 Março, 2017 12:30

    Assino por baixo o raciocínio do Monti.

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  10. Arlindo da Costa permalink
    20 Março, 2017 18:52

    Quem apoiou a ascenção de Sócrates foi a direita, o Cavaco, a banca e até o Soares dos Santos!

    Quem combateu Sócrates durante 6 anos foi o BE e o PCP.

    Tanto assim é que se aliaram ao PSD para derrubarem Sócrates.

    Alguém está precisando de memofante 🙂

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  11. Manuel A permalink
    20 Março, 2017 23:46

    O Sr que se intitula MJRB, escreve barbaridades sobre Salazar e o Estado Novo que demonstram uma tremenda ignorância e má fé dignas de nota. Já em tempos aqui publiquei um texto que escrevi em 2014 e que tenho vindo a ampliar sempre que algo de importante e verdadeiro possa ser acrescentado. Se quiser aprender tem aqui matéria suficiente para abrir essa mente que se encontra entulhada de mentiras.

    Quatro décadas para construir e quatro décadas para destruir Portugal
    (Duas Listas para comparar e meditar)

    O presente texto tem como propósito confrontar, de forma muito aligeirada, as realizações efectuadas pelos dois últimos Sistemas de Governação que ocorreram em Portugal: O Estado Novo e a Democracia, cada um em actividade durante, aproximadamente, quatro décadas.

    Durante o tempo do Estado Novo, houve uma Geração de Portugueses competentes, respeitadores da Lei e da Ordem e dos interesses do Bem Público que, em pouco mais de quatro décadas de trabalho árduo, deixaram a Nação portuguesa praticamente íntegra de seu território e nela implantada uma Obra imponente onde antes, pouco ou nada de semelhante existia. Acrescente-se ainda que toda essa Obra foi integralmente paga com dinheiro português.

    Ao recordar apenas algumas das muitas realizações dessa época ímpar, presta-se uma singelíssima homenagem àqueles que, sob a égide e determinação do Doutor António de Oliveira Salazar, souberam erguer essa Obra tão positivamente valiosa, vasta e profunda que se destaca, pelo contraste, daquela que imediatamente a antecedera e da que lhe sucedeu, em períodos de tempo comparáveis.

    Para dar testemunho desse contraste apresenta-se, em primeiro lugar, uma “reduzida” Lista de algumas parcelas da Obra do Estado Novo, concebidas, erigidas e totalmente apetrechadas, nesse período. Tais Obras, verdadeiros motores de Progresso e Bem–estar do Povo Português, foram executadas recorrendo, sempre que possível, a materiais, mão-de-obra e “saber fazer” de origem nacional, por pessoas responsáveis que não pactuaram com esbanjamentos criminosos nem graves omissões e, uma vez terminadas, prestavam publicamente contas de todas as despesas feitas.

    Em seguida, com desprazer, apresenta-se uma outra “pequena” Lista de “Obras” e situações que têm vindo a ocorrer, nas quatro décadas posteriores ao fim do regime do Estado Novo.
    Do confronto desta Lista com a anterior, fácil se torna ajuizar das consequências dos actos de gestão daqueles que tiveram e têm a responsabilidade de governar Portugal, durante ambos os períodos.

    De 1930 a 1974 , Obra efectuada na Região de Lisboa:

    1) Construção de Bairros Sociais.
    (Arco do Cego (conclusão); Madre de Deus; Encarnação; Caselas; Alvalade; Olivais; Bairros para Polícias).

    2) Construção do Aeroporto Internacional da Portela.

    3) Construção do Aeroporto Marítimo de Lisboa.
    (Hoje extinto. Na Doca dos Olivais está actualmente instalado o Oceanário de Lisboa).

    4) Construção do Instituto Superior Técnico.

    5) Construção da Cidade Universitária de Lisboa.
    (Faculdades de Direito e Letras, Reitoria, Cantina e o Complexo do Estádio Universitário).

    6) Construção do novo Edifício da Escola Técnica Industrial Marquês de Pombal.

    7) Construção do Liceu Filipa de Lencastre, no Arco do Cego.

    8) Construção da Escola Técnica elementar Francisco de Arruda e mais oito similares.

    9) Construção da Escola Comercial Patrício Prazeres.

    10) Construção da Biblioteca Nacional
    (Incluindo a trasladação correcta de todo o Acervo das antigas para as novas instalações).

    11) Construção do Instituto Nacional de Estatística.

    12) Construção do Laboratório Nacional de Engenharia Civil.

    13) Construção do Edifício do Ministério das Corporações e Previdência Social.
    (Hoje Ministério do Trabalho).

    14) Construção do Metropolitano de Lisboa.
    (As primeiras 20 Estações).

    15) Construção da Ponte Salazar.
    (Incluindo os respectivos acessos).

    16) Captação e condução, para Lisboa, das águas do vale do Tejo.
    (Comemorada com a construção da Fonte Luminosa na Alameda Afonso Henriques).

    17) Plantação do Parque Florestal de Monsanto.

    18) Construção do Estádio Nacional (no Jamor) e alguns dos seus Anexos.

    19) Construção do Estádio 28 de Maio.

    20) Construção do Laboratório Químico Central do Instituto Superior de Agronomia.

    21) Construção do primeiro troço da Auto-estrada da Costa do Estoril.

    22) Construção do troço de Auto-estrada Lisboa a Vila Franca de Xira.

    23) Construção do Hospital Escolar de Santa Maria.

    24) Construção do actual Edifício do Instituto Ricardo Jorge.
    (Incluindo o arranjo paisagístico da área envolvente).

    25) Construção da maior parte dos edifícios do Instituto Português de Oncologia (IPO).

    26) Criação da Escola Superior de Enfermagem.
    (Instalada, quatro anos após a sua criação, no perímetro do IPO, embora com gestão independente quer administrativa quer financeira quer pedagogicamente; fonte: Blogue Restos de Colecção)

    27) Construção da maior parte do Hospital Júlio de Matos (mais de 30 pavilhões)

    28) Construção do Hospital Egas Moniz.

    29) Assistência Nacional aos Tuberculosos.
    (Criada ainda na época da Monarquia e com sede em Lisboa foi, durante o Estado Novo muito ampliada, pela instalação de vários Sanatórios e criação de dezenas de Postos de atendimento espalhados por todo o território; alguns feitos de raiz e todos equipados com os meios humanos e materiais adequados; tornaram assim possível, a obrigatoriedade do rastreio anual às populações do Comércio, da Função Pública e Estudantil. Daqui resultou uma forte e efectiva regressão, para valores mínimos, do número de pessoas infectadas pelo bacilo).

    30) Electrificação da linha do Estoril.

    31) Exposição do Mundo Português.
    (Permitiu a criação da Praça do Império, hoje a Sala de Visitas de Lisboa. Nela se destacam as zonas ajardinadas, a Fonte Luminosa, o Museu de Arte Popular, o Espelho de Água e o Monumento aos Descobrimentos).

    32) Construção e regularização da Estrada Marginal, Lisboa – Cascais.

    33) Criação da Emissora Nacional de Radiodifusão.
    (Incluindo a criação da unidade de Porto Alto e o Centro de Preparação de Artistas da Rádio, de onde saíram muitos dos Cantores e Apresentadores portugueses de renome).

    34) Criação da Radiotelevisão Portuguesa.
    (Incluindo montagem das antenas retransmissoras necessárias à cobertura de todo o Território).

    35) Criação da Companhia Aérea de bandeira (TAP).
    (Incluindo a criação das Oficinas de Manutenção de Aeronaves, famosas em todo o Mundo).

    36) Construção da Nova Casa da Moeda.

    37) Construção do Edifício Pedro Álvares Cabral.
    (Destinado à Comissão Reguladora do Comércio do Bacalhau. Hoje abriga o Museu do Oriente).

    38) Criação da Junta Nacional do Vinho e construção do respectivo Edifício.
    (Hoje sede do Instituto da Vinha e do Vinho, IP).

    39) Construção do Palácio da Justiça de Lisboa.

    40) Construção do Edifício da Polícia Judiciária.

    41) Construção das Gares Marítimas de Alcântara e da Rocha do Conde Óbidos.

    42) Regularização integral do Parque Eduardo VII e construção da Estufa Fria.

    43) Construção do Teatro Monumental. (Excelente edifício com duas salas, hoje já demolido)

    44) Construção de vários Mercados Municipais.
    (Dois exemplos apenas: Campo de Ourique e Arroios, este, na altura da sua construção, foi considerado o melhor de Portugal).

    45) Construção da Feira das Indústrias.
    (Na Junqueira; hoje Centro de Congressos).

    46) Construção do Palácio das Comunicações.
    (Praça D. Luiz. Hoje nomeado “Central Station”, destinado ao Empreendedorismo e à Criatividade).

    47) Construção das piscinas dos Olivais.
    (Primeiras Piscinas Olímpicas de Portugal)

    Obra efectuada por toda a área Continental e Ilhas Adjacentes:

    48) Criação de várias Escolas do Magistério Primário.

    49) Construção das Escolas Primárias (Plano dos Centenários) e recuperação das já existentes. (Em quase todas as Freguesias do País. Criação das Cantinas Escolares, adstritas a muitas delas.
    Em duas décadas, 1930/1950, passou a taxa de analfabetismo, em valores aproximados, de 62% para 40%). (Veja-se o apêndice nº 4).

    50) Criação dos Liceus Nacionais e dos Liceus Normais (Masculinos e Femininos), em todas as capitais de Distrito e dezenas de outros Liceus e Escolas Secundárias, espalhados por todo o País.

    51) Criação, ampliação e apetrechamento de cerca de quarenta Escolas Comerciais e Industriais, Escolas de Artes Decorativas e Escolas de Regentes Agrícolas.

    52) Criação de Escolas de Enfermagem (Curso Geral, Curso complementar e Curso de Auxiliares)
    (Em Lisboa, Porto, Coimbra, Castelo Branco, Évora, etc.)

    53) Construção da Escola Náutica Infante D. Henrique.
    (Em Paço de Arcos – Oeiras).

    54) Construção da Cidade Universitária de Coimbra.
    (Novos edifícios: Faculdade de Medicina, Faculdade de Letras, Faculdade de Ciências, Biblioteca Geral, Observatório Astronómico, Estádio Universitário, Complexo da Cantina onde, para além de uma excelente e moderna Cantina, se inclui a Escadaria Monumental, o Teatro Gil Vicente e as instalações da Associação Académica e ainda todo o reordenamento urbano da “Alta” de Coimbra).

    55) Construção do Hospital Escolar de S. João.
    (No Porto; Edifício idêntico ao do Hospital Escolar de Santa Maria, em Lisboa).

    56) Criação da Estação Agronómica Nacional.
    (Sacavém/Oeiras).

    57) Criação da Estação Nacional de Melhoramento de Plantas.
    (Em Elvas).

    58) Criação do Laboratório de Física e Engenharia Nuclear.
    (Na Bobadela – Sacavém, para onde se adquiriu e instalou um reactor atómico de investigação. Portugal tornou-se, então, o 35º País do Mundo, a dispor de tão moderno equipamento científico).

    59) Construção dos Aeroportos de Pedras Rubras, de Faro e de Ponta Delgada.
    (O primeiro e o último, hoje denominados respectivamente: Francisco Sá Carneiro e João Paulo II).

    60) Construção da Ponte da Arrábida (no Porto).

    61) Construção da Ponte Marechal Carmona.
    (Em Vila Franca de Xira).

    62) Construção dos Aeroportos das Lajes e de Santa Maria.
    (Nos Açores; com comparticipação estrangeira).

    63) Construção do Aeroporto do Funchal (primeira fase).

    64) Construção dos principais aproveitamentos hidroeléctricos nacionais, concretizados em dezenas de Grandes Barragens.
    (Por exemplo os sistemas do Rabagão, Cávado, Douro, Mondego, Zêzere, Tejo e Ilha da Madeira, incluindo a construção e ampliação, por todo o território, de Subestações e da Rede Nacional de distribuição de electricidade, em todos os escalões).

    65) Construção de inúmeras Obras de Hidráulica onde se incluíram dezenas de Barragens de médio porte para regadio e, nalguns casos, também para a produção hidroeléctrica.
    (Centenas de km de canais de regadio, (p.ex. as levadas na Ilha da Madeira), secagem de pântanos, protecção das margens e correcção de alguns cursos de rios, em todo o Território Nacional).

    66) Construção de mais de 240 Pontes e Viadutos e ainda maior número de Pontões.
    (Já mencionadas três pontes, itens 15, 60 e 61, mas podemos acrescentar ainda, só a título de exemplo, o Viaduto Duarte Pacheco em Lisboa, o Viaduto sobre o rio Trancão na A1, a Ponte de Santa Clara em Coimbra; a Ponte sobre o Douro em Barca d’Alva; Pontes de Entre-os Rios, de Chaves, de Santa Clara–a-Velha no Concelho de Odemira, da foz do Dão – hoje submersa, etc., etc.).

    67) Melhoria geral da rede Rodoviária Nacional.
    (Em 30 anos apenas, entre Estradas Nacionais, Municipais e Caminhos em construção integral – com terraplanagens, pavimentações e reparações – o País foi enriquecido com mais de 21 600 km de Vias de Comunicação).

    68) Construção do troço de Auto-estrada Porto – Carvalhos.

    69) Melhoria geral de toda a Rede Ferroviária Nacional.
    (Renovação parcial da via e das viaturas de passageiros e mercadorias; melhoria das passagens de nível, da sinalização, das comunicações telegráfica e telefónica entre Estações e completa modernização de todas as Estações de Caminho de Ferro).

    70) Ampliação e renovação, em todo o território, da Rede Telefónica Nacional.
    (Incluindo também a melhoria geral de outros serviços de Telecomunicações: Telegrafia e TSF).

    71) Construção de cerca de duzentas Estações de Correios.

    72) Construção generalizada, por todo o País, de Redes públicas de abastecimento de água potável e Redes de saneamento.
    (Iniciou-se nesta época, a construção das primeiras ETAR, em alguns Concelhos).

    73) Execução de inúmeras Obras Portuárias por todo o Litoral português.
    (Leixões, Aveiro, Figueira da Foz, Lisboa, Sesimbra, Sines, Algarve, Madeira e Açores; menciona-se, por exemplo a construção de alguns esporões de protecção da costa, a construção e apetrechamento dos Portos de mar e Molhes, incluindo dragagens; construção de Cais, Docas, edifícios para as Capitanias, Lotas e ainda o apetrechamento dessas instalações com toda a espécie de equipamentos nomeadamente os usados na movimentação e armazenagem portuária).

    74) Criação das Bases aéreas.
    (Ota, Montijo, Monte Real, Beja, etc. incluindo a aquisição no Estrangeiro de um vasto conjunto de aeronaves e equipamentos afins e a criação das OGMA, verdadeira escola de Mecânica fina de elevada qualidade, totalmente dedicadas à Construção e Manutenção de Aeronaves militares).

    75) Renovação da Base naval da Marinha.
    (No Alfeite; simultaneamente Escola Naval e Estaleiro de construção e reparação Naval onde se construíram e repararam várias dezenas de vasos de guerra de toda a espécie).

    76) Aquisição do Navio Hospital “Gil Eanes”.
    (O segundo deste nome, o qual constituiu um apoio inestimável à Frota Bacalhoeira).

    77) Criação das Casas do Povo e das Casas dos Pescadores.
    (Incluindo a construção de centenas dos edifícios respectivos).

    78) Construção de novos Hospitais e Sanatórios e beneficiação dos antigos.
    (Apenas dois exemplos, dos muitos construídos por todo o País: a construção do Hospital Rovisco Pais – Leprosaria – na Tocha com dezenas de edificações espalhadas por uma área total de 110 ha, aproveitando integralmente uma doação do grande benemérito e a construção do Hospital Psiquiátrico de Sobral Cid – próximo de Coimbra – com 15 edifícios espalhados por uma área de 10 ha).

    79) Criação e implantação do Plano de colonização interna.
    (Permitiu grandes desenvolvimentos agrários em várias zonas do País, quase desabitadas e improdutivas. Um exemplo: Pegões, onde se aproveitou também uma doação do benemérito Rovisco Pais. Todos os colonos recebiam grátis, para além de uma casa de habitação, terreno para cultivar, sementes, algumas alfaias agrícolas e apoio pecuniário nos primeiros anos de instalação).

    80) Construção de dezenas de Palácios da Justiça, de Casas dos Magistrados e remodelação de muitos Tribunais. (Destaca-se aqui o Palácio da Justiça da Cidade do Porto).

    81) Construção de diversos Edifícios Prisionais, Prisões–escola e Residências de Guardas Prisionais.

    82) Construção das Centrais Termoeléctricas do Carregado e do Funchal.

    83) Contam-se por muitas centenas as obras de restauro efectuadas em Castelos, Igrejas e Catedrais, Museus e outros Edifícios e Monumentos Nacionais, Parques e Jardins do País.
    (Um pouco por toda a parte incluindo, geralmente, também as respectivas áreas envolventes.
    De referir ainda a construção de dezenas de Estátuas, Bustos e outros Monumentos evocativos de Ilustres Portugueses e Assuntos Pátrios notáveis, que hoje adornam muitos locais públicos).

    84) Construção e guarnição dos Postos de Controlo Fronteiriço e Alfandegário
    (Ao longo de toda a Fronteira terrestre e junto aos Portos de mar e Aeroportos, a maioria actualmente votados ao abandono e ao vandalismo).

    85) Construção de diversos Silos, de grande capacidade, para o armazenamento de cereais.

    86) Construção de diversos Quartéis de Bombeiros.

    87) Construção de muitas dezenas de Mercados Municipais.

    88) Construção de mais de uma centena de Bairros Sociais por todo o território.

    89) Construção de mais de uma dezena de Edifícios dos Paços do Concelho e construção do edifício da Junta Geral do Distrito Autónomo do Funchal.
    (Complementarmente, quase todos os edifícios dos Paços do Concelho, existentes no País, foram remodelados ou ampliados).

    90) Criação dos “Livros únicos” para os Ensinos Primário e Secundário.
    (Esta medida proporcionou grandes economias às Famílias portuguesas da época. Mais de 60 anos passados, após a primeira edição dos três primeiros Livros de Leitura do Ensino Primário, eles continuam a ser procurados nas sucessivas edições que o mercado reclama, porque a sua inegável qualidade, os mantêm valiosos e úteis).

    91) Criação das Pousadas de Portugal.
    (Disseminadas por todo o território e implantadas em locais de bela panorâmica)

    92) Criação da FNAT.
    (Hoje INATEL).

    93) Construção do Estádio 28 de Maio em Braga.

    94) Construção de diversas Colónias Balneares de Férias para crianças, em diversas praias.
    (Em Viana do Castelo e na Gala – Figueira da Foz , para só citar duas).

    95) Construção do “Portugal dos Pequenitos”.
    (Em Coimbra; uma obra muito apoiada pelo Dr. Bissaya Barreto).

    96) Construção da Creche/Infantário Ninho dos Pequeninos.
    (Em Coimbra; uma obra muito apoiada pelo Dr. Bissaya Barreto).

    97) Construção de diversas Casas da Criança.
    (Espalhadas pela Região Centro e também sugeridas e apoiadas pelo Dr. Bissaya Barreto).

    98) Instituição do ABONO DE FAMÍLIA, para os filhos de todos os pais assalariados.
    (Em 1944, Portugal era o décimo primeiro país, a nível mundial, a instituir o Abono de Família e o sétimo no conjunto dos países europeus que hoje constituem a União Europeia; fonte: Blogue Restos de Colecção).

    99) Instituição da ADSE.

    100) Aplicação efectiva e geral da Semana de Trabalho de 48 horas.

    101) Construção de vários Quartéis militares.
    (Por exemplo, Adidos da Força Aérea no Lumiar, Lisboa – hoje Hospital da Força Aérea, Comandos na Amadora, Caldas da Rainha, Viseu, Braga, etc.). De salientar também a ampliação e remodelação dos edifícios e apetrechamento de todos os Quartéis já existentes incluindo até, em alguns casos, a construção de habitações para Oficiais e Sargentos e suas Famílias).

    102) Desenvolvimento e apetrechamento sofisticado da Manutenção Militar, dos Hospitais Militares, do Laboratório e Farmácia Militar e também das Fábricas de Armas, Munições e Explosivos militares.
    (O fabrico nacional de variado material de guerra, de veículos específicos, navios para a Armada e até de aeronaves, veio permitir o desenvolvimento de capacidades e tecnologias muito avançadas para a época tornando assim possível a exportação de produtos de alto valor acrescentado: Fábricas em Braço de Prata, Moscavide, Bracarena, Oeiras, Tramagal, Alverca, etc.
    De referir aqui, igualmente, o esforço continuado, ao longo dessas quatro décadas, para melhorar e modernizar o Ensino e o Treino militar: Academia Militar, Escola Naval, Academia da Força Aérea, Navio Escola Sagres, Escolas de Pilotagem de Aviões – Aveiro, Sintra, Ota – Escolas de Fuzileiros Navais, Marinheiros, Pára-quedistas, Infantaria, Artilharia, Comandos, etc.: Vale de Zebro, Vila Franca de Xira, Mafra, Tancos, St.ª Margarida, Lamego).

    103) Acolhimento fraterno e seguro, prestado pelo Estado Português a inúmeros refugiados de guerra.
    (Entre os quais se destaca o Sr. Caloust Gulbenkian que, em agradecimento desse bom acolhimento e segura protecção, dotou adequadamente a Fundação que tem o seu nome, a qual tanto tem ajudado e cultivado sucessivas gerações de Portugueses, há mais de cinco décadas a esta parte, nos mais diversos ramos do Saber, da Arte e da Cultura).

    104) Concessão, pelo Estado Português, de apoios diversificados a muitos dos investidores privados nacionais e estrangeiros (grandes e pequenos) que, pelas suas iniciativas, criaram ou desenvolveram empreendimentos de vulto e dos quais resultou Pão, Trabalho, Formação, Segurança e Apoio a milhares de famílias portuguesas, apoio traduzido na criação de Bairros operários, Escolas, Creches, Cantinas, Postos Médicos, Colónias de Férias, Clubes de Futebol, Serões para Trabalhadores, etc.
    (Exemplos de Organizações e Indústrias então criadas, desenvolvidas ou introduzidas em Portugal: Siderurgia Nacional, Cuf, Lisnave, Setenave, Estaleiros Navais de Viana do Castelo, Mague, Sorefame, Cometna, Fundições, Carris, Duarte Ferreira – Tramagal, Indústrias de Camionagem, de Montagem de Automóveis, Autocarros e Camions, Fabrico de Pneumáticos e Componentes mecânicos para Automóveis, Motociclos e Bicicletas, Sacor, Cimenteiras, Cerâmicas, Construtoras Civis de grande dimensão, Casa do Douro, Têxteis da lã e do algodão, Confecções, Tapeçarias artísticas de Portalegre, Fabrico de Fardamento Militar, Curtumes, Calçado e Chapelaria, Fósforos, Cordoaria, Indústria Agro-Alimentar (Compal, por exemplo), Indústria Conserveira, Moagem de cereais, Nestlé, Indústria Vidreira, Indústria Cerâmica, Philips Portuguesa, Standard Eléctrica, Siemens, Efacec, Indústrias de Cabos Eléctricos e de Motores eléctricos, Indústrias do Papel, Exploração Mineira, Indústria Farmacêutica, Companhias de Navegação, grandes empreendimentos Hoteleiros de categoria internacional e tantas mais).

    Quando alguém diz que tudo isto foi feito à custa da exploração ultramarina, esta é a resposta:

    E os Povos de lá, não ficaram a dispor de uma Língua Universal, um bem inestimável?

    Não ficaram milhões de indivíduos autóctones com Cursos escolares primários, Cursos médios e Cursos universitários ministrados não só na Metrópole mas também por todo o Ultramar, pagos pelo Erário Público Português?

    E o que lá ficou edificado?

    Não ficaram todas as Províncias Ultramarinas, nomeadamente Angola e Moçambique, dotados de dezenas de CIDADES COMPLETAS, onde se incluíam toda a espécie de Edifícios habitacionais, Edifícios administrativos e Edifícios religiosos, Mercados Municipais, Redes completas de abastecimento de águas e electricidade, Redes de efluentes, Escolas primárias, Liceus, duas Universidades, Hospitais, Quartéis e várias outras instalações militares e até Estádios de Futebol e unidades completas de Radiodifusão, pagos pelo Erário Público Português?
    (Tudo isto feito com Qualidade, convenientemente apetrechado e a funcionar regularmente).

    Não ficaram disseminadas pelos territórios ultramarinos, muitas Pontes e Viadutos, Barragens grandiosas e grandiosas redes de distribuição eléctrica (Cambambe e Cabora Bassa, por exemplo), inúmeras Estradas (só em Angola, mais de 5000 Km terraplanados e asfaltados de 1961 a 1970), Linhas de Caminhos de Ferro, incluindo todo o material circulante, Portos de mar e modernos (à época) Aeroportos e Aeródromos, pagos pelo Erário Público Português? (Tudo isto feito com Qualidade, convenientemente apetrechado e a funcionar regularmente).

    Para quem recebeu um País rural, quase analfabeto, na Bancarrota e numa agitação política e social tremenda, que atravessou (durante nove anos) as épocas difíceis da Guerra Civil espanhola e da 2ª Guerra Mundial, que teve de enfrentar a Guerra do Ultramar em três frentes; que após a sua governação deixou o País sem dívidas, A CRESCER, EM MÉDIA, A MAIS DE 6% AO ANO, na última década da sua governação, que até devolveu integralmente o dinheiro recebido de empréstimo do Plano Marshal, que deixou em cofre 50* milhões de contos de réis em divisas e quase 866** toneladas de ouro nas reservas do Estado, é Obra! (fontes: * Blogue: “O Adamastor”; **Blogue: The Bests”).

    Comparemos agora a Lista anterior com a Lista de algumas das realizações do período posterior de outros 40 anos, dito da LIBERDADE e da DEMOCRACIA, que a seguir expomos:

    De 1974 e 2014, os Governantes deste período de tempo, conseguiram de forma infame e vergonhosa, entregar ao inimigo, a maior parte do Território português e ainda:

    1) Levar o País a TRÊS (3) Bancarrotas.
    Como consequência de desgovernos. Atente-se, por exemplo, às excessivas despesas feitas por todos os Órgãos de Soberania, acrescidas das vultosas Subvenções concedidas, quer aos Partidos Políticos representados na Assembleia da República, quer às centenas de Fundações (“nascidas como cogumelos”…).
    Acrescentem-se também, os custos da Gestão das inúmeras Empresas Públicas e Organismos afins entretanto criados.
    Todas estas despesas deviam ser sempre um exemplo de contenção e parcimónia mas, afinal, consomem quantias fabulosas, impensáveis num País de poucos recursos como é Portugal.

    2) A destruição massiva do emprego.
    Actualmente há, oficialmente, 700 000 portugueses desempregados ou seja uma taxa de desemprego acima dos 16% (em 2013) e muitos mais haveria se não tivessem emigrado aos milhares!
    Isto é o resultado da progressiva destruição do tecido empresarial nacional.
    Vamos assistindo, por todo o País, ao definhar:
    – Da Agricultura: pela importação de bens alimentares que antigamente se produziam internamente, pelo abandono das terras e das explorações pecuárias por falta de rentabilidade, pelos pavorosos incêndios florestais anuais e até já houve incentivos para arrancar árvores e para não semear, etc.
    – Das Pescas: com incentivos à venda e abate de embarcações e de licenças de pesca.
    – Da Indústria e do Pequeno Comércio em geral, com falências e encerramentos de Empresas, às centenas, devido a diversos e graves factores; destes destacamos alguns pelos quais o Estado Português é responsável: a Justiça cara e morosa, a Legislação em constante mudança, a Burocracia imensa e complexa, o forte aumento dos Impostos e das Rendas de casa, a redução da procura interna e, recentemente, a importação massiva dos mais diversos artigos de origem oriental.
    Mais de 85% das famílias portuguesas têm hoje, um ou mais elementos desempregados, pois as leis entretanto promulgadas facilitam o despedimento rápido, quase sob qualquer pretexto e com encargos reduzidos para a entidade patronal. E mesmo assim, nem sempre se respeita a lei.
    Hoje 434 800 jovens, dos 15 aos 32 anos, nem estudam nem trabalham – são a chamada Geração “nem-nem”; (fonte: Público “on-line” 24/11/2013). (ver Apêndice nº 3).

    Porém, em 1974, existiam SETENTA E UMA (71) empresas portuguesas com mais de 1000 empregados e hoje contam-se apenas DUAS (2); (fonte: INE).

    3) A destruição do Ensino em geral.
    É confrangedora a média negativa das classificações obtidas actualmente nos Exames Nacionais para o Ensino Médio e confrangedora é a ignorância evidenciada por muitos licenciados e estudantes universitários, em questões simples de Cultura Geral, nomeadamente na Língua Portuguesa escrita e falada, História e Geografia de Portugal e na História e Geografia Universais. (Vejam-se, por exemplo, os concursos sobre Cultura Geral, na RTP).

    O encerramento de inúmeras Escolas, a introdução de métodos pedagógicos de qualidade duvidosa (ensino da Matemática por processos “inovadores”, uso de Computadores no Ensino Básico, etc.) e a concentração dos alunos em colmeias escolares afastando-os do seu ambiente familiar, tudo isto tem originado a diminuição da qualidade do Ensino, o aumento do abandono escolar e constitui mais um factor que contribui para a desertificação do território interior nacional, já de si bastante acentuada.

    Cabe ainda aqui referir, o enorme desinvestimento feito no ensino da Língua Portuguesa que se estende até aos descendentes dos nossos Emigrantes, pelo despedimento de dezenas de professores contratados para dar aulas aos seus filhos.

    Em contraponto, está em curso o projecto de ensinar em Portugal o idioma inglês, nas escolas oficiais do Ensino Básico, às crianças portuguesas que ainda mal conhecem a Língua Mãe e a sua Gramática. (Escolas oficiais há, onde até já se ensina Mandarim (!) a crianças de 8-10 anos…).

    Igualmente grave é o facto de nada ser feito pelas Autoridades para reduzir a péssima influência a que a Juventude está hoje sujeita, não só pelo abuso da Diversão Nocturna, mas também dos frequentes Eventos “culturais” alienantes, fontes de graves licenciosidades e dos piores vícios.
    Daqui resulta que, muitos dos Homens e Mulheres de Amanhã, não adquirem hábitos de trabalho e não praticam o respeito por si próprios nem pelo seu semelhante.
    Além disso estão completamente alheios ao sentimento do amor à Pátria, por desconhecimento do que é e foi Portugal e tão-pouco têm ideia do papel que pretendem desempenhar na futura Sociedade que os espera.

    Atente-se, por exemplo, ao que dizem e fazem muitos Jovens em eventos tais como: Festivais musicais, Jogos de Futebol, Praxes académicas e na praga dos omnipresentes “Grafitti” em paredes, no mobiliário urbano, nos Autocarros de transportes públicos, no Metro, nos Comboios, etc.

    Contrariar as más tendências dessa parte significativa da Juventude, deveria ser tarefa não só das respectivas Famílias mas também dos Governos que realmente quisessem preparar o Futuro; como isso parece não acontecer entre nós, está gravemente posta em causa a Nação portuguesa enquanto nação livre, próspera e perene.

    4) Mandar efectuar a remodelação de Escolas.
    Esta decisão (considerada publicamente por uma Ministra da Educação, como tendo sido “uma grande festa!”) fez despesas enormíssimas mas, em muitos casos, as Obras ficaram suspensas a meio, por falta de verbas. (Como, por exemplo, na Escola António Arroio em Lisboa, onde não existe, há mais de um ano, um Refeitório; isto obriga a que os Alunos e as Alunas tomem as suas refeições diárias tendo por mesas e cadeiras o chão da calçada, nas Ruas e nos Passeios fronteiros à Escola ou em Cafés e esplanadas das redondezas, sujeitas a uma alimentação muito desequilibrada).
    Consta que as despesas na recuperação dos edifícios das escolas “derraparam” para mais do triplo – de 940 milhões de euros para 3.168 milhões – e a requalificação de algumas das 205 escolas que então tinham sido intervencionadas custou 30 mil euros, por aluno!.
    Escolas há, cujas Obras recentes de remodelação foram executadas com tão fraca qualidade, que deram origem a muitas reclamações e à necessidade de despesas adicionais avultadas, para efectuar as respectivas correcções – mais de Trinta Milhões de euros (!) – segundo os Jornais.

    Entretanto, noutros Estabelecimentos de Ensino, permitiram-se gastos exorbitantes, não só com a aquisição de Obras de Arte, mas também com o uso de materiais de construção muito nobres, tudo perfeitamente desnecessário e despropositado.

    A par destes desconcertos assiste-se, por todo o território nacional, ao encerramento de diversos Serviços, indispensáveis às populações envelhecidas e isoladas.
    Tais Serviços foram criados para benefício e comodidade do Povo e, muitas vezes, instalados em edifícios próprios feitos de raiz e noutros casos em edifícios melhorados com obras recentes; citamos, por exemplo: alguns Hospitais em Lisboa, Centros de Saúde, Correios, Escolas, Repartições de Finanças e Tribunais (previsivelmente), Meios de transporte ferroviário, Postos da GNR, etc. (ver Apêndice nº 1, no final).
    Tudo isto vem causando os mais diversos prejuízos e incómodos às populações, extensivos até aos Emigrantes portugueses, com o encerramento de vários Consulados de Portugal no Estrangeiro.

    5) Dotar o País com diversas Auto-estradas.
    Algumas são redundantes (!) e outras de interesse muito duvidoso (visto registarem tão reduzido tráfego que nem sequer geram receita para custear a respectiva manutenção).
    Tanto as Auto-estradas como outras obras, nomeadamente Pontes diversas, foram parcialmente construídas com dinheiro de empréstimos avalizados pelo Estado, ficando muitíssimo onerosos para a presente e futuras Gerações de Portugueses.
    Portugal tem hoje, quatro vezes mais quilómetros de Auto-estrada, por habitante, do que o Reino Unido e mais 60% do que a Alemanha! (fonte: Semanário “O Diabo”).
    Ainda a referir que se construíram, durante as últimas quatro décadas, uma quantidade inimaginável de Rotundas Rodoviárias, disseminadas por toda a parte, sendo que, só no Município de Viseu (507 km quadrados) atingem o número de 197 (!). Pergunta-se: todas necessárias?

    6) Dotar o País com Dez (10) Estádios de Futebol.
    Vários destes Estádios estão economicamente insolventes e um deles, pelo menos, com dívidas por saldar que se arrastam desde a sua construção (2004); outros estão inacabados e quase todos com fraca utilização ao longo do ano.
    O mesmo se passou com a construção do Pavilhão de Portugal na Expo 98 e, por todo o País onde se levantaram Pavilhões gimno-desportivos, Bibliotecas e Piscinas, muitas destas unidades tem reduzido uso e algumas estão encerradas e em degradação.

    Construíram-se também dezenas de Parques Industriais, um pouco por todo o País, muitos deles pouco produtivos e com edifícios encerrados.

    Dotar o País de inúmeras “Obras Artísticas”, pagas pelo Erário Público “a peso de ouro”, quase todas desnecessárias e de gosto muito duvidoso. (Apenas três exemplos: uma no topo Norte do Parque Eduardo VII em Lisboa, outra junto às Portagens da Ponte Vasco da Gama e até um “filme” que deixa os espectadores sem imagens, durante quase todo o tempo da sua exibição (!). Só nestes três exemplos, no seu conjunto, o custo final terá rondado, pelo que foi escrito nos jornais da época, na moeda actual, o equivalente a 1 Milhão e quatrocentos mil euros!).

    Dotar a cidade de Beja com um Aeroporto Internacional, que funciona nalguns fins-de-semana!

    Dotar o País de variadas Construções e Equipamentos, cujos orçamentos foram sempre largamente excedidos, tendo desaparecido dinheiros que até, nalguns casos, originaram Processos-crime em Tribunal. (Exemplos: Expo 98, Metropolitano de Lisboa, Casa da Música e Casa do Cinema no Porto, Centro Cultural de Belém em Lisboa, etc.).

    Também o Estado Português encomendou inúmeros pareceres jurídicos e estudos, com custos elevadíssimos e utilidade duvidosa, como os efectuados para o novo Aeroporto de Lisboa e para o TGV. Relativamente a este último, as obras foram iniciadas e, em seguida, mandadas suspender pelo Estado; as empresas envolvidas reclamam agora grandes indemnizações pelos prejuízos decorrentes.

    7) A destruição progressiva da Família portuguesa
    Concretizada na promoção (real ou velada) do Divórcio, do Aborto, da homossexualidade e na Emigração dos Jovens, a maioria deles, profissionalmente qualificados e em início de carreira. Esta emigração foi incentivada pelo próprio Primeiro-ministro actual, dada a sua incapacidade de criar condições para esses jovens trabalharem no País que os viu nascer, os criou e qualificou.
    O desemprego tem forçado a Emigração de Portugueses em geral e atinge, actualmente, cotas das mais elevadas de sempre, com a fuga de mais de 10 mil pessoas por mês.
    Portugal tem hoje, uma das mais baixas Taxas de Natalidade do Mundo mas, o Estado Português autorizou e pagou, cerca de 300 abortos, por semana, nos últimos 6 anos e meio. (fonte Pordata; ver também Apêndice nº 2, no final).

    A desavença conjugal cresce de dia para dia e cifrou-se em 40 homicídios (a maioria do sexo feminino) no ano de 2012 e 36 homicídios em 2013, segundo dados transmitidos nos telejornais.

    A instabilidade social resultante do regresso, após 25 de Abril de 1974, de cerca de meio milhão de Portugueses vindos do Ultramar, só com muita dificuldade e enorme despesa se minorou; mas a instabilidade social tem-se agravado ultimamente e Portugal é já o 3º país da Europa onde o suicídio mais cresceu nos últimos 15 anos. Estima-se que, por esta via, morram mais de cinco (5) pessoas por dia, em Portugal. (Relatório europeu de 3/2013, citado pelo Jornal Sol “on line”).

    Entretanto, o Estado Português continua a subvencionar um conjunto de párias (que de portugueses pouco ou nada terão), que não pagam impostos directos nem jamais fizeram descontos significativos para a Segurança Social, mas que votam, em quem os subvenciona!

    Até a Maternidade Alfredo da Costa, concluída e apetrechada no anterior Regime, um Hospital de referência a nível europeu na especialidade, pretendeu o actual Governo encerrar, sem primeiro dotar o País de uma outra unidade equivalente ou melhor.
    E por carências diversas e diversas alterações, passou a ser banal e frequente efectuarem-se partos nas bermas das estradas portuguesas, assistidos pelos Bombeiros dentro das suas Ambulâncias (!).

    A Fome, de que foi acusado, por vezes injustamente, o Regime do Estado Novo, aí está, já há mais de 20 anos, a exigir a necessidade absoluta da existência do Banco Alimentar contra a Fome com as suas 20 Delegações espalhadas por todo o País (!).
    Esta instituição distribui, anualmente, milhares de toneladas de alimentos, doados pelo Povo Português (que ainda pode doar), para suprir a miséria crescente nas famílias portuguesas.

    Escandalosamente, estes bens alimentares doados, não só deram enormes lucros às Grandes Superfícies comerciais que os venderam, mas também ao Estado Português, através da cobrança do IVA, correspondente à transacção desses mesmos bens (!).

    Escandalosamente também, criaram-se muitas dezenas (178) (!) de Instituições Particulares de Solidariedade Social a fazer trabalho no apoio social, paralelamente ao que é produzido pelo Estado, e nas quais ele desperdiça, em subvenções, muitos milhões de euros. (Instituições destas há onde os dirigentes ganham mais que o Primeiro Ministro!).
    Muitas destas instituições, apesar de tudo, são indispensáveis no apoio diário (alimentos, roupa, calçado, etc.), a milhares de famílias necessitadas e também aos “Sem-abrigo”; estes, às centenas, espalhados pelas ruas das cidades (só na cidade de Lisboa são mais de 800) dão uma imagem clara da Sociedade portuguesa actual, de miséria e abandono, fruto do regime que actualmente vigora. Esta calamidade era quase inexistente, durante a vigência do Regime anterior.

    8) A destruição generalizada da qualidade e tranquilidade da vida nacional.
    Assiste-se à “promoção” de uma sociedade multicultural, que nos avilta todos os dias, pela permissão, sem grande controlo, da estadia de estrangeiros indocumentados ou de qualquer forma ilegais, que por cá se acoitam, muitos deles vivendo do crime, da prostituição e da vida indigente.

    Também se verifica já a contaminação acentuada dos cidadãos nacionais, cujos actos criminosos são cada vez mais graves e, alguns deles, outrora desconhecidos entre nós.
    Refere-se o uso de armas e engenhos explosivos de guerra, engenhos artesanais especiais, “car jacking”, raptos, sequestros, extorsões, tráfico de crianças, assaltos com violência extrema, bárbaros homicídios, etc.

    Também, o mau exemplo dado pela corrupção criminosa que se adivinha em muitos sectores da Administração Central e Local e até nos Órgãos de Soberania (!), de que a Imprensa e alguns Homens livres têm feito eco, por não ser atempadamente bem averiguada, por não ser reprimida e punida com severidade foi e é, também, um forte meio conducente à ruína nacional dos dias de hoje.

    As prisões portuguesas estão sobrelotadas como nunca, apesar dos inúmeros estratagemas que a Justiça pratica, para não prender e manter presos, os condenados que incorreram em penas de prisão (citam-se, as prisões domiciliárias, as penas suspensas, as prescrições de processos de crimes (5 por dia), as saídas da cadeia por amnistias ou após o cumprimento de 2/3 da pena, etc.).
    A população prisional ultrapassa os 14100 reclusos com uma sobrelotação que atinge já os 16%; (fonte: DN 17/1/2014).

    9) A destruição da Soberania de Portugal.
    Por via da perda de boa parte do nosso território, da perda da nossa moeda, da abolição do controlo fronteiriço, da aceitação oficial acrítica de um Sistema Ortográfico cheio de absurdos que ninguém compreende e, sobretudo, pelo depauperamento económico resultante da nacionalização de uma Casa Bancária falida, da perda de muitas empresas nacionais, umas total ou parcialmente alienadas a favor de estrangeiros, outras extintas pelas mais variadas razões, sem que se veja, da parte de quem governa, qualquer tentativa para evitar, por algum meio, tanta destruição.

    Para cúmulo do que atrás se diz, a Nação Portuguesa está a contrair avultados empréstimos financeiros externos, com elevados juros, os quais dificilmente poderão vir a ser pagos em muitas décadas, mesmo recorrendo ao brutal agravamento geral dos Impostos, à redução dos salários da Função Pública e ao desvio dos dinheiros pertencentes aos Aposentados do Estado e aos Reformados da Segurança Social, desvios esses decretados pelo actual Governo, sob pressão dos credores de Portugal, actuais mandantes das linhas mestras da Política nacional, interna e externa.

    10) Das Forças Armadas quase nem vale a pena falar já que, actualmente, após sucessivos encerramentos e alterações, para pouco mais servem do que para mandar alguns contingentes de mercenários para teatros de guerra, em conflitos que não nos dizem respeito absolutamente nenhum.
    Paralelamente, todas as Forças de Segurança transpiram e manifestam, na RUA, um preocupante mal-estar, por razões que se prendem com uma significativa redução dos direitos que usufruíam e até dos respectivos salários (!). Tudo isto é complementado com uma perda significativa da sua autoridade e com a previsível redução dos meios que lhe estão destinados, os quais são considerados indispensáveis ao seu bom funcionamento.

    CONCLUSÃO

    De 1890 a 1930, os Portugueses viveram um verdadeiro Calvário. Neste período ocorreram o Ultimatum Inglês, uma forte agitação política, o Regicídio e o assassinato do Príncipe Herdeiro, a queda da Monarquia, a implantação da República e o exílio do último Rei e da Família Real.
    Em apenas 16 anos, a República (chamada Primeira República) viu 45 Governos tomarem posse, decretou o massacre de milhares de jovens na calamitosa participação na 1ª Guerra Mundial, para defender causas alheias e assistiu aos assassinatos de um Presidente da República e de um Primeiro-ministro. A terrível Epidemia da Gripe Pneumónica, a miséria, a insegurança, o analfabetismo, a emigração e a Bancarrota, compõem um quadro negro de sofrimento nacional.

    Estas, algumas das principais circunstâncias que antecederam o Regime do Estado Novo.
    Este novo Regime, que perdurou por pouco mais de quatro décadas (1933 – 1974), fez renascer a Esperança aos portugueses, dada a melhoria acentuada que proporcionou ao todo nacional.

    Durante essa época conseguiu o Estado dotar o nosso País (que então se encontrava na penúria de quase tudo) dos Meios Humanos e Materiais essenciais ao seu bom funcionamento, quer pelo incremento dado ao acesso ao Ensino (veja-se o quadro do Apêndice nº 4) e à Cultura (a todos os níveis), quer pela melhoria radical dos serviços de Saúde, da Habitação, dos Meios de Comunicação, da Produção Agrícola e Industrial e da preservação efectiva do Património Nacional.
    Principais consequências: a criação de Emprego e de Riqueza Nacional.
    O cumprimento disciplinado da Lei e da Ordem produziu o esperado equilíbrio das Contas Públicas e o Crescimento Económico e tudo isto foi feito em clima de Paz e Tranquilidade Pública.
    Em resumo: este período trouxe uma notória melhoria das condições de vida ao Povo Português conforme facilmente se pode deduzir da leitura da primeira Lista que se apresentou.

    O golpe de estado de 25 de Abril de 1974 determinou o fim brusco do Regime do Estado Novo e deu início a outro período de quatro décadas que se completa este ano (2014). Neste período, já se contam os assassinatos (presumíveis) de um Primeiro-ministro e de um Ministro.
    Ao longo destas quase quatro décadas tem-se assistido, com espanto, ao desbaratar persistente de grande parte da herança material e mental, proveniente dos Portugueses da Geração anterior.

    A indisciplina e a falta de rigor na forma de governar traduziram-se, simplesmente, em três Bancarrotas e na criação de uma dívida externa astronómica, pela qual se reduziu a Nação Portuguesa a uma espécie de Protectorado.

    A recessão e/ou a estagnação no Crescimento Económico em que Portugal tem vivido, gerou enorme desemprego e a fuga para a emigração de uma grande parte da Geração Jovem (aquela na qual o País maiores esperanças depositava); o seu retorno a Portugal é imprevisível e muito improvável.

    Esta Geração Jovem deixa para trás, uma população envelhecida e empobrecida, 60% da qual vive, monetariamente, na dependência directa do Estado.
    A Taxa de Pobreza ultrapassa os 18,7 % da população e, 28 famílias declararam insolvência, em cada dia só durante o 1º trimestre de 2013.

    Tudo isto em nome duma “Democracia” e duma “Liberdade”, entretanto fictícias.
    Fictícias, porque não há Democracia sem a participação, plena e esclarecida, do Povo na escolha directa de quem o há-de governar e não há Liberdade quando o Povo não tem onde ganhar a vida e passa mal.

    Conforme facilmente se pode depreender da leitura da segunda Lista apresentada, a actual Geração Jovem vê-se arrastada numa vertiginosa descida ao Inferno, onde a Esperança não se vislumbra, situação para a qual ela não contribuiu nem é responsável e muito menos o serão as Gerações que se lhe seguirem.

    PORTUGAL ESTÁ EM VIAS DE DESAPARECER, ENQUANTO NAÇÃO LIVRE E INDEPENDENTE E ALGUÉM TEM DE SER RESPONSABILIZADO POR ISSO!

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    Apêndice nº 1 – (Texto retirado da Revista Visão “on line” em 22 / 3 / 2014)

    Mais de 6.500 serviços e organismos públicos encerrados desde 2000
    Mais de 6.500 serviços públicos encerraram desde 2000, sobretudo no norte e interior de Portugal Continental, e mais de 150 devem encerrar proximamente
    Lusa – Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
    11:00 Sábado, 22 de Março de 2014
    De acordo com um levantamento feito pela agência Lusa junto de entidades oficiais locais, como Câmaras Municipais, foi possível verificar o encerramento de 6.562 organismos e serviços públicos, entre os quais 4.492 escolas, 249 extensões de saúde e 411 estações de correios, além da diminuição de 1.168 juntas de freguesia e do fim dos 18 governos civis.
    Viseu, com 707, Santarém (535), Porto (514) e Aveiro (492) são os distritos onde mais serviços foram encerrados, seguidos de Viana do Castelo (460), Braga (452), Vila Real (439), Coimbra (435) e Bragança (420).
    As escolas foram os serviços que mais encerraram, um fenómeno que foi acentuado entre 2005 e 2011, e Viseu, com 555 escolas encerradas, foi o distrito onde mais estabelecimentos fecharam, seguido de Santarém (413), de Aveiro (361) e de Viana do Castelo (354).
    Por outro lado, abriram ou foram construídas nos últimos anos 122 novas escolas e 439 centros escolares, principalmente no norte do país, embora a abertura destas infraestruturas não tenha, em muitos municípios, correspondência direta e proporcional ao número de escolas encerradas, devendo-se antes a um fenómeno de modernização do parque escolar.
    As câmaras e também administrações regionais de saúde referiram o fim de 249 extensões de saúde, nove blocos de parto e de 104 outros serviços, incluindo-se aqui o fim de atendimento de urgências e a diminuição de valências e de horários de funcionamento.
    Quanto aos CTT, empresa entretanto privatizada, começou a perder estações sobretudo a partir de 2002, mas muitas autarquias relataram que ao encerramento têm correspondido acordos com juntas de freguesia e entidades privadas para manter junto das populações alguns dos serviços que eram prestados.
    Foram ainda referidos os encerramentos de 13 entidades de turismo neste período, 22 centros de segurança social, nomeadamente tesourarias e 20 postos de GNR.
    Encerraram ainda 41 outros serviços públicos considerados pelas entidades locais como tendo especial importância para aquela população específica. Entre estes foram referidos o fim da ligação aérea entre Bragança e Lisboa, de Zonas Agrárias (delegações do Ministério da Agricultura) e de cartórios notariais públicos.
    No Alentejo, Marvão perdeu o comboio de passageiros, Beja perdeu a ligação ferroviária à Funcheira, no Algarve, e em Silves foi referido como importante o fim da paragem dos comboios no apeadeiro de São Marcos da Serra, população isolada de 1.500 habitantes que fica assim apenas com dois autocarros diários de segunda a sexta-feira ou sujeita ao transporte particular para se deslocar.
    Entre os 155 serviços que estão previstos encerrarem nos próximos tempos destaca-se a extinção de 20 tribunais e a redução dos serviços em outros 27, que passam a Secções de Proximidade.
    No entanto, também aqui há escolas: as autarquias relataram terem 59 escolas para encerrar proximamente, prevendo, em contrapartida, a abertura de mais cinco novos centros escolares e 35 novas escolas.
    Nestas contas não foi incluído o previsível encerramento de repartições de Finanças, por não existir ainda uma proposta concreta do atual Governo neste sentido.
    No entanto, de acordo com uma projeção do Sindicato dos Trabalhadores do Impostos, 154 destas repartições, cerca de metade das atualmente existentes, podem encerrar, sobretudo no interior norte e sul.
    Não foi possível obter dados diretamente das câmaras do Porto, de Gondomar, de Viseu, de Penedono, Odivelas, Castanheira de Pêra e Pedrógão Grande, tendo nestes casos os dados sido obtidos a partir do Ministério da Educação quanto ao encerramento de escolas em 2010 e 2011, das administrações de saúde e do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações. A Lusa tentou obter comentários a este levantamento por parte do Governo, mas fonte governamental disse que ainda não é oportuno falar do assunto.

    Apêndice nº 2 – (Texto retirado do Jornal “Público on-line” em 20 / 11 /2013):

    Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) comparando a evolução das famílias entre 1960 e 2011 quantificam transformações e mostram a que ritmo estão a ocorrer mudanças com as quais nos deparamos no nosso quotidiano. Somos um país no qual há mais pessoas sós, mais famílias monoparentais, mais casais recompostos e menos famílias numerosas.

    Muitos destes dados reflectem a erosão da família tradicional e a adopção de novas formas de vida. Outros traduzem a inexistência de uma política de família que contrarie a tendência para a quebra da natalidade que em Portugal há muito atingiu dimensões gravíssimas.

    Os dados do Eurostat mostram que temos a segunda taxa de natalidade mais baixa da União Europeia. Os números do INE, por seu turno, indicam que a percentagem de casais com filhos baixou de 41,1% para 35,2%, entre 2001 e 2011. Estes dados evidenciam os efeitos da ausência de uma política real de apoio às famílias. Os dados do Observatório das Famílias e das Políticas de Família revelam que Portugal gasta apenas 1,5% do PIB em apoios económicos às famílias e que nos últimos três anos meio milhão de crianças perderam o direito ao abono de família.

    Num país em austeridade acentuada, travam-se os gastos que poderiam conduzir a um aumento da natalidade. Poupa-se nos que ainda não nasceram. E, por essa via, perde-se a possibilidade de contrariar o défice demográfico e torna-se mais difícil combater os problemas que decorrem do envelhecimento das populações, ao nível da Segurança Social ou dos custos de saúde.

    Um país que convida os jovens a emigrar e não dá aos que ficam condições para constituir famílias está a condenar-se a prazo. Somos um país em recessão demográfica e que desistiu do futuro, aceitando o declínio a prazo como preço para sobreviver no presente. É preciso inverter essa recessão demográfica. E isso implica que o país passe a ter uma política efectiva de família.

    ————————————————————————————————————————-

    Extra – texto Adicionado em 13 / 04 /2015

    Apêndice nº 3 – (Texto do sítio da Internet, Dinheiro Vivo em 13/04/2015):

    13/04/2015 | 00:10 | Dinheiro Vivo
    A falta de emprego e de capacidade para continuar a pagar um empréstimo de 50 mil euros, feito em 2009 contra uma hipoteca da casa da mãe, colocou António (nome fictício) na mira do banco e da fúria da família. O seu caso é apenas um dos 7354 que chegaram à Deco através do Gabinete de Apoio ao Sobre-endividado (GAS) no primeiro trimestre de 2015. O número manteve-se estável face a 2014, mas as razões para os pedidos de ajuda é que mudaram: há cada vez mais pessoas que entram em rutura financeira na sequência de penhoras e do regresso a casa de filhos desempregados.
    Dois em cada dez casos de sobre-endividamento que começaram neste ano a ser acompanhados pelo GAS foram provocados por alterações do agregado familiar e por penhoras decretadas por tribunais devido a créditos em incumprimento. A subida destas situações foi tal que o divórcio deixou de ser a terceira maior causa de endividamento, cedendo lugar a estas duas situações.
    E quando se fala em alterações do agregado familiar não se estão a incluir falecimentos de alguém ou o nascimento de mais um filho, mas sobretudo de pais, já idosos, que se veem confrontados com a necessidade de acolher nas suas casas os filhos desempregados e que já perderam ou deixaram de ter condições para manter a sua própria casa. “São pessoas que tiveram de receber os filhos e veem o seu rendimento ser afetado”, salienta Natália Nunes, coordenadora do Gabinete de Apoio ao Sobre–endividado.
    Os dados do GAS do primeiro trimestre deste ano facultados ao Dinheiro Vivo mostram que o desemprego e a deterioração das condições de trabalho (associadas a reduções salariais e de horas extraordinárias) continuam a ser o motivo que origina mais casos de rutura, apesar de estarem a descer. Há dois anos, 35% dos processos abertos pelo GAS foram motivados pelo desemprego e 34% pela deterioração das condições laborais. Neste ano baixaram ambos para 30%.
    Inversamente, as penhoras duplicaram, passando de 6% em 2013 para 12% neste ano. Ou seja, são 80 entre os 663 processos abertos entre janeiro e março. E a alteração do agregado familiar aumentou de 8% para 10%. O avolumar de dívidas por parte de pessoas que aceitaram ser fiadores de um empréstimo passou também de 2% para 3%.
    A diferença entre o número de pedidos que chegam à Deco e os processos abertos deve-se ao facto de, salienta Natália Nunes, muitos recorrerem ao GAS quando já não há possibilidade de os ajudar na negociação com as instituições de crédito. Seja porque os processos estão já a correr em tribunal (o que sucedia com 26,2% das situações) seja porque se está perante uma situação próxima da insolvência (25,6%).
    Estes casos extremos ganham cada vez mais peso e ajudam a explicar por que motivo, no ano passado, foram abertos perto de 800 processos, apesar de o número de pedidos (cerca de 7 mil) ter sido idêntico.
    Dos pedidos deste ano, 13,1% foram feitos por desempregados, 25,2% por reformados e 41,4% por trabalhadores do setor privado. O número surpreende, mas tem uma explicação: “Trata-se de pessoas que já estiveram desempregadas e conseguiram voltar a trabalhar, mas que ganham o salário mínimo nacional”, refere Natália Nunes. Os dados comprovam que 32,5% dos que pedem ajuda ganham até 505 euros por mês e que 36,6% não vão além dos 1010 euros.
    Extra – texto Adicionado em 08 / 01 /2017
    Apêndice nº 4 (encontrado neste endereço: https://s23.postimg.org/i1et5pz7v/alfabetiza_o.png)

    Manuel Alves

    Lisboa, Janeiro / Março de 2014; revisto e ampliado em 15/8/2015 e 08/01/2017

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    • 21 Março, 2017 09:31

      Reconheço ao sr. Manuel A. a gentileza (e não “barbaridades”) por postar tudo isso, mas sobre AOSalazar tive a dose suficiente. Com prejuízos vários…por culpa do salazarismo e duma fase do caetanismo. Prejuizos também para a população portuguesa.
      Reconheço-lhe méritos (foi sim senhor, um estadista) até meados de 1940’s. Mas posteriormente…
      Óbvio que durante quatro décadas algo fez…
      Manuel A. tem uma opinião favorável; eu desfavorável. Nada a fazer contra.
      Note: sou a favor da existência dum museu sobre Salazar.

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  12. Manuel A permalink
    21 Março, 2017 13:01

    Sr. MJRB

    Um Museu sobre Salazar seria alguma coisa mas, decididamente, muito pouco para aquilo que ele merecia.

    Salazar devia ser ensinado e estudado em todas as Escolas portuguesas como grande exemplo de Homem probo, de gestor prudente e sagaz no que à “coisa pública” diz respeito, de estadista de dimensão internacional, repito, como um exemplo a seguir sempre que se queira falar do Bem Comum.

    Defeitos, quem os não tem? perseguiu os comunistas!
    E estes o que têm construído ou produzido, nestes últimos 43 anos, que contrarie a opinião de Salazar?
    Fizeram a Reforma Agrária que consistiu em proporcionar o roubo e a destruição do património de gente que dava pão a ganhar.
    Com as comissões de trabalhadores destruíram a maior parte das Indústrias; o resultado está à vista de todos. Campos maninhos, fábricas em ruínas!

    Defendeu o Ultramar de quem no-lo queria ROUBAR.
    Para isso teve o apoio do Povo português (branco e negro) que lhe pôs nas mãos os seus próprios filhos sabendo o risco que isso comportava; e nunca se revoltou.

    A memória de Salazar devia ser recordada com gratidão por todos nós.

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    • 21 Março, 2017 13:18

      Sr. Manuel A.,

      Salazar mandou perseguir e prender também muitos opositores que não eram comunistas. Ponto.

      Salazar (e depois Caetano), porque teimoso e sem horizontes para um futuro-outro que não a guerra colonial, teve uma quota parte de culpa pela descolonização que se sabe. Repudiou conselhos internos e externos (ONU, Inglaterra, por exemplo), e, “o povo português (branco e negro)” estava farto da guerra colonial, que no início da década de 1970 estava já praticamente perdida — estive lá, como militar, no duro, apercebi-me do que acontecia — aliás, já me tinha apercebido antes, por leituras não-comunistas.

      Que façam o museu, em Santa Comba Dão ou noutro local. Pelo que sei, a casa onde nasceu está em ruinas e na que chegou a viver está recuperada. Constou-me hoje, por informação de amigo, que os sobrinhos querem negociar património local para o museu, mas não há massaroca para o comprar. Com sobrinhos destes…

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      • Antonio Cardoso permalink
        22 Março, 2017 15:58

        Coitados dos sobrinhos….Se fosse hoje (em democracia) e com politicos em bons poleiros, os sobrinhos e outros parentes nao ficariam sem bons “tachos” e uns bons “carcanhois” (acaso nome D.Barroso e Cesar lhe dizem como a “famelga” arranjou bons empregos?).
        Salazar nao deixou grande fortuna para os sobrinhos comprarem um museu ou fundacao a la Soares.

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  13. 23 Março, 2017 08:14

    António Cardoso,

    Por o que me disseram, os sobrinhos do Salazar não têm facilitado a compra.

    Não é v. que me dá pela primeira vez a nova das benesses da família Soares& mais.

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