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Podemos ficar fora da rede transeuropeia de terror?

22 Abril, 2017

Na semana em que o Senhor Presidente da República conseguiu o feito de chegar ao local da queda de um avião antes das televisões, diz-se que para oferecer aos portugueses a segurança participativa e emotiva em todos os eventos que caracterizam a vida quotidiana, uma espécie de “dar a mão e o conforto a todos que possam necessitar”, o Senhor Primeiro-Ministro, dotado da sua cândida pose de chavasco que causa pejo a quadrúmanos, veio dizer-nos que “nada pode ser feito” para que não haja novos atentados terroristas. Na realidade, prefiro acreditar que disse que “nada pode ser feito para que não hajam novos atentados”, tendo sido a deslocação da posição das aspas uma pequena cortesia dos jornalistas.

Oferecendo um delicioso corolário para pontuar o estropício, disse-nos que “por cada caso que aconteceu, dez não aconteceram”. Ora, não aconteceram porque, como “nada pode ser feito” para evitar actos de terror, os dez foram contabilizados a olho, com um achismo daqueles em que o número é escolhido para não parecer nem excessivo nem deficitário, ou, porque como até há algo que pode ser feito — e é feito — foram neutralizadas atempadamente — e graças a Shiva1 — as acções que levariam a um fatal acto terrorista?

É curioso que um homem com engenho para salvar a sua própria pele das facas da derrota eleitoral, nem que à custa de sacrifícios por contabilizar, tenha uma atitude tão conformada à inevitabilidade de “danos colaterais” em forma de morte de pessoas inocentes. A alternativa a este pensamento seria considerar que as declarações do Senhor Primeiro-Ministro são um convite à realização de um acto de espectaculosidade activista em território português, para não ficarmos fora da rede transeuropeia de terror, como já ficamos da do comboio de alta-velocidade. Bem, ao menos essa alternativa permitiria resolver a praga dos turistas e, quem sabe, ainda sacar uns fundos de solidariedade lá aos Hunos, mas o Senhor Primeiro-Ministro seria incapaz de sugerir tamanha barbaridade. Ou não seria?


1 Usaria “Deus”, mas tal conceito está démodé na urbanidade que se deslocará ao beija-mão do Papa.

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13 comentários leave one →
  1. 22 Abril, 2017 12:28

    Esta corja que dirige os destinos da europa não tem vontade nem coragem de fazer o que é preciso para impedir o islão militante de ganhar a guerra terrorista . Se em vez da palavra islão, a religião, estivesse cristianismo, os ditos lideres estariam na linha da frente pela erradicação dos crucifixos não só nas escolas ( o que já acontece ), mas no restante espaço publico, pelo fecho das igrejas, mosteiros e catedrais e colocação dos cristãos em escolas laicas para reeducação ( como se fez nos paraísos comunistas durante muitos anos e que hoje a nova religião laica procura fazer ). Assim, não há nada a fazer. Quem quiser encontrar a salvação converta-se ao islão, que é o que os nossos lideres nos propõem..

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  2. Adriana Lima permalink
    22 Abril, 2017 14:09

    O António Costa é o protótipo do líder (e pessoa) actual: fraco, a roçar o cobarde.

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  3. Campus permalink
    22 Abril, 2017 14:17

    Hoje morreu um adepto do Sporting atroplado, não sabemos se Marcelo esteve lá mas que já comentou, comentou.

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  4. Anónimo permalink
    22 Abril, 2017 15:11

    O que nos salvará de certo tipo de fundamentalismo é a cultura gastronómica portuguesa.
    Tudo, desde o caldo verde, o cozido à, a francesinha, a alheira de M., as febras … tudo leva o traço suínico. Sempre bem regado com o baqueano sumo de uva fermentado. Enfim, um eco sistema totalmente adverso.
    Sim, a contar só com os políticos estávamos feitos.

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  5. 22 Abril, 2017 15:36

    Não, quantos mais atentados terroristas houver melhor… Há muito canalha e cobarde e idiota com o sono pesado.

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  6. Antigrunho permalink
    22 Abril, 2017 16:16

    Quando o criaram, esqueceram-se dos neurónios e depois os seus pais tiveram de ir a uma loja dos 300 comprar uns apêndices de plástico próprio para racistas, homofóbicos naõa foi, Vítor? Você gostaria de ser fascista, mas a melhor hipótese que tem de se aproximar deles é limpando as sanitas onde eles defecam o ódio que você traz para esta espelunca onde se masturba através da escrita. Tenho pena de si, Vítor, Você é um falhado ressabiado.

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  7. Arlindo da Costa permalink
    22 Abril, 2017 22:15

    Portugal tem mais terror e terrorismo interno com futebol e violência doméstica do que a puta da Europa toda com o terrorismo «islâmico»….

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  8. oscar maximo permalink
    23 Abril, 2017 10:45

    É muito modesto o 1* ministro. Podia dizer, sem faltar á verdade, que por cada atentado verificado, mil milhões não aconteceram.

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