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Batuques e pandeiros

11 Fevereiro, 2018

Eu gosto imenso do Carnaval. Uns vestem-se com coisas divertidas, outros despem-se como as brasileiras numa demonstração do cosmopolitismo lusófono multicultural, eu observo. No caso particular das que se despem, em Fevereiro, mamilos enregelados com as alterações climatéricas que são arrefecimento global no Inverno e esgotamento do SIRESP no Verão, só desejo que a bênção da Graça Divina as mantenha ignorantes para a heresia das quotas de género e da emancipação da mulher que uma linda burca permite.

Está bem, o Carnaval brasileiro não é da tradição portuguesa, mas somos progressistas ou não? Um progressista que se preze não se torna naqueles chatos, um conservador dos que acha que nada disto tem algum jeito. Continuemos, que, em nome da ciência, ainda está por determinar se é morena que mexe o chocalho ou se é o chocalho que mexe com ela, seja de Angola ou seja do Brasil.

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12 comentários leave one →
  1. weltenbummler permalink
    11 Fevereiro, 2018 22:27

    histórias a preto e branco

    «Na fazenda Gado Brabo
    Num casamento que havia
    Comeu tanto nesse dia
    Mocotó, feijão, quiabo
    Meia noite abriu do rabo
    Defecando o que comeu
    Toda prega se rompeu
    Na porteira do baú
    Quase não cabe no cu
    O peido que a nêga deu »

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  2. Procópio permalink
    11 Fevereiro, 2018 23:12

    É mais provável que seja o chocalho a mexer com ela.
    “A boi velho, chocalho novo”.

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  3. 11 Fevereiro, 2018 23:20

    Em Portugal abunda a estupidez.
    Salazar trazia o povo mais na ordem. E ensinava-lhe coisas boas. Até o Carnaval, ou melhor, o Entrudo, tinha muito mais pinta e era muito mais adaptado ao nosso clima. Em vez de a xungaria se despir para apanhar gripes, o povo carregava-se de panos e era engraçado de ver.
    Mas a estupidez manifesta-se em muitas mais coisas. Vejam-se os valentões modernaços tipo operário da Auto-Europa, em manhãs de 5º C. a pedalar pelas estradas.
    Aquilo é que vai ser reumatismo daqui a uns anos…
    Haja estupidez e viva a Liberdade para fazer asneiras. É a Democracia à la Sócrates ou Costa que é tudo a mesma Merda.

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  4. Procópio permalink
    11 Fevereiro, 2018 23:27

    O batuque e o pandeiro descontrai as moças e apaga complexos próprios de sociedades retrágradas.

    http://www.bbc.com/news/av/health-43012404/why-you-should-love-your-saggy-boobs

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  5. 11 Fevereiro, 2018 23:36

    O que poderia ser um peculiar Carnaval no território tuga se “importado”, adaptado, recriado, dos magníficos e genuínos caretos e outros diabos do Norte !
    Para mim, há só dois grandes e icónicos carnavais: Rio de Janeiro e Veneza.

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  6. Procópio permalink
    11 Fevereiro, 2018 23:38

    sociedades retrógradas queria dizer.

    Já agora, o batuque não é só no Carnaval.
    Não há só chocalhoe e pandeiros, também há o pilão.

    A MULHER E O PILÃO
    A velha sertaneja bate o pilão no compasso incisivo.
    O baque do toco de madeira batendo, soa como um batuque seco de uma
    canção sem ressonância.
    O milho triturado é o despedaçamento da semente que a terra fez explodir em
    flores e espigas douradas.
    Ao agredir os grãos na luta gestual, desabafa um grito mudo encharcado
    de penitência.
    Sua expressão é imobilizada pela paciência, lençol que lhe esconde os
    tremores.
    Durante intermináveis dias, seu tempo foi a repetição do sacrifício.
    A velha mulher cumpre seu desígnio, socando o milho no pilão.
    Seus braços esquálidos sobem e descem com mãos e dedos
    agarrados ao tronco liso que bate num ritmo de asas cansadas.
    A passagem do tempo extrai-lhe o vigor, preparando seu corpo para
    a véspera do Grande Sono.
    Possivelmente, o ritmo das horas lhe desvela o ritmo da decorrência onde se
    cronifica a imensidão ou a graça do acontecer.
    O farelo esmigalhado será a quirela que proverá o moço-homem ou a menina
    mulher.
    Seus braços trêmulos sacodem-lhe a carne magra, enquanto o pilão pesado
    lhe situa a rigidez da tarefa-ritual.
    De seus lábios delicados desliza tão baixinho uma canção
    – o siriri – como a impulsionar o esforço de seus braços.
    Sua alegria sedosa e clara é ali a fenda que lhe entreabre o instante do
    servir, mesmo sendo ela a impossibilidade de uma ruptura no ossificado
    âmago do cotidiano…
    Para ela, talvez, o dia e a noite compõem o ciclo do fôlego do mundo…

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  7. Procópio permalink
    11 Fevereiro, 2018 23:59

    Neymar já tem onde batucar.

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  8. carlos alberto ilharco permalink
    12 Fevereiro, 2018 07:11

    Tudo o que pode ser transformado em negócio,tarde ou cedo é.
    Aqui querem lá saber e chove ou se as animadoras estão quase nuas a tremelicar de frio.
    Dá dinheiro, faça-se.
    A Bem da Nação.

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  9. Procópio permalink
    12 Fevereiro, 2018 12:21

    ….das que se despem, em Fevereiro, mamilos enregelados

    Vejo-as passar, fico a remoer

    se eu tiritasse
    se tu tiritasses
    se ele/ela tiritasse
    se nós tiritássemos
    se vós tiritásseis
    se eles/elas tiritassem

    O cortejo é lindo mas…

    não tirites tu
    não tirite ele/ela
    não tiritemos nós
    não tiriteis vós
    não tiritem eles/elas

    Afinal sempre me serviu de alguma coisa passar pelas antigas oportunidades

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  10. Procópio permalink
    12 Fevereiro, 2018 12:40

    E já agora vai uma narrativa interessante sobre Mozambique independente, com o antigo (?) ddt e o pais do amaral para aquecer.
    O processo de descolonização afinal ainda não acabou!
    https://www.grain.org/article/entries/5136-os-usurpadores-de-terras-do-corredor-de-nacala

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  11. Arlindo da Costa permalink
    13 Fevereiro, 2018 04:03

    Este Carnaval deve ser mais uma consequência do «marxismo cultural» que tanto preocupa meia dúzia de tansos….que continuam a viver no PREC…

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  12. Castrol permalink
    13 Fevereiro, 2018 17:59

    E viva o Carnaval Brasileiro, que este por cá é uma tristeza.

    Parece que do Brasil só copiamos mesmo bem a corrupção…

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