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Os Mistérios de Pedrógão Grande

14 Maio, 2018

Os fogos de Pedrógão Grande nunca foram contados com a verdade. Desde o primeiro dia, 17 de Junho de 2017, que o Estado faz uma ginástica acrobática para suprimir factos, suprimir prova, silenciar bombeiros, silenciar INEM, silenciar as vítimas dos fogos. Porquê? O que esconde de tão grave esta tragédia que não pode ser contada exactamente como ocorreu sem invenções de factos alternativos como por exemplo aquele raio  que caiu numa árvore sem trovoada descoberto imediatamente nos dias a seguir pela PJ e já desmentido?

Volvido quase um ano depois da maior tragédia mortal em fogos jamais vista em Portugal, os mistérios adensam-se. À medida que os relatórios técnicos foram saindo, mais dúvidas, mais incertezas vão surgindo. E curiosamente com a complacência da oposição e dos média que pouco ou nada fazem para desmascarar esta manipulação clara do governo. Não é normal.  Estamos em ditadura?

O primeiro mistério começa com o início do fogo. Disseram que o combate foi desigual devido a uma natureza em fúria – o tal downburst – o fenómeno que “inviabilizou” todos os esforços, da seca extrema e do material combustível em muita quantidade que provocou o inferno e que encurralou tanta gente. Mas, esqueceram-se de referir que o alerta foi dado às 14h45 em Escalos Fundeiros por um cidadão, quando o fogo era apenas um pequeno foco e  que às 15h17, antes de abandonar o local, tira a seguinte foto. Aqui na imagem vemos um fogo perfeitamente dominável mas nenhum bombeiro a apagá-lo. Esses tinham lá estado. Tinham. Porque abandonaram o local? Porque não se juntaram imediatamente reforços sem sair do terreno? No relatório de 6 de Julho da ANPC, diz que foram despachados para o ataque 3 corpos de bombeiros:  VFCI de Pedrogão Grande, VFCI de Castanheiro de Pera e VFCI de Figueiró dos Vinhos e 1 helicóptero ligeiro ( este chegou às 15.05). Que às 14.54 é recebido o primeiro ponto da situação onde são pedidos mais meios. Dizem que foram accionadas mais viaturas do CBV anteriores e do CBV de Ansião. Que às 14.43 foram 75 operacionais e 22 meios –  1 helicóptero ligeiro, 6 operacionais, 61 bombeiros, 17 viaturas, 2 equipas de sapadores com 6 operacionais, 1 patrulha GNR com 2 militares . Que às 15.02 fora accionada brigada de combate ao CODIS de Castelo Branco (3 veículos com 12 bombeiros) e um Heli-bombardeiro pesado,  Kamov (HESA02), às 15.08. Consegue ver este aparato todo de meios no testemunho e foto tirada no local às 15h17???? Pois. Eu também não. O resto da história já sabemos. O fogo lavrou sem oposição tudo o que apanhou pela frente. E cresceu, cresceu, cresceu até ficar incontrolável.

Depois vem o mistério das mortes. Ao segundo dia, sem se saber do paradeiro dos desaparecidos, sem ter ainda contabilizado todos os feridos, com milhares de hectares queimados ainda por investigar, o Governo já sabia que eram 64. Nem mais um nem menos um. O cronómetro dos óbitos trancou. Foi preciso uma cidadã corajosa não se calar e afirmar haver mais, a partir de uma lista de levantamento de óbitos no terreno – que quiseram abafar e descredibilizar –  para o caso dar uma reviravolta e MP ter de actualizar para 67, dando razão à empresária. Afinal havia mesmo mais gente. Mas há mais: em directo na SIC  Júlia Pinheiro e Hernâni Carvalho, juntos a fazer a cobertura do fogo, revelavam que eram muito mais de uma centena. Veja este vídeo. Mas isto não fica por aqui. Ao consultar o site do Ministério da Saúde, nossa equipa do #NaoNosCalamos verificou o seguinte: No quadro abaixo podemos constatar um pico anormal de óbitos registados a 18 de Junho 2017. Com umas contas simples podemos verificar que se formos ao mês de Junho de 2017, e fizermos a soma dos óbitos entre dia 1 e dia 16 e seguidamente dividirmos por 16, temos a média diária.  Podemos fazer o mesmo entre o dia 24 e 31 e dividindo neste caso por 7, veremos que obtemos resultados similares. Vamos multiplicar o número que dá (260) por 7 o que dá 1820 óbitos em média por 7 dias. Agora fazemos a soma do dia 17 a 23. O resultado é 2287. A este resultado vamos retirar os 1820 óbitos de média e obtemos o número de óbitos acima da média (ver folha cálculo anexa). Estas 467 mortes serão em grande parte vítimas de Pedrogão. A este número temos que adicionar os corpos que foram encontrados à posteriori, assim como as pessoas que foram morrendo nos hospitais. Isto com base nos dados oficiais disponíveis para todos que sabemos serem escassos devido ao “blackout” forçado do INEM e funerárias.  Mas serve para reflexão.

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Mas há mais mistérios. De acordo com o  relatório da ANPC, ficamos a saber que: só às 19:55 o comando foi passado do Comandante dos Bombeiros Pedrógão Grande para o Comandante Distrital, quando a situação já estava completamente fora de controlo e várias medidas de combate e coordenação tinham sido atrasadas irrecuperavelmente;   o Plano Municipal de Emergência que  não foi accionado (e estava caducado), mais de 5h depois do primeiro alerta, de facto só o foi às 20:45;   o CODIS esteve somente 2 horas no comando, saindo para outra missão, e transitou-o para o 2º Comando Nacional, conforme explicito no relatório da ANPC;  a  partir das 22h, o 2º CONAC que assumiu funções, até às 20:50 do dia seguinte,  foi quem às 4:56 de dia 18 ordenou o 112 das salas de operações dos CDOS, a deixarem de registar no sistema informático os pedidos de socorro, sendo prejudicial para a percepção posterior na fita do tempo sobre os acontecimentos. Ou seja, mandou destruir prova.  Porquê?

Outros mistérios prendem-se com o SIRESP e os Kamov. Alguém aí no seu perfeito juízo consegue compreender porque não foi imediatamente rescindido o contrato mais absurdo e criminoso com  o sistema de comunicações que matou e feriu gravemente centenas de pessoas? Um sistema que provou falhar SEMPRE em situações de emergência, que é caríssimo, arcaico, e cujas cláusulas protege só quem o criou em vez das vítimas?? E os Kamov, essas “pérolas” do combate aos incêndios que nunca funcionaram em condições, que já antes de os adquirir eram obsoletos, cuja maioria nunca saiu do chão, virem agora usar o regulador aéreo para forçar paragem dos Kamov e justificar a compra de novos, mais três por adjudicação directa?!!! 

Ah! e o mistério dos donativos desaparecidos? Alguém sabe onde param?

Como se isto tudo já não bastasse, junta-se ainda o mistério de, depois das conclusões do Relatório Técnico Independente e denúncia de destruição de prova, o Estado não ter sido ainda constituído arguido quando já não há dúvida alguma de ser o principal culpado da tragédia.

Mistérios e mais mistérios… É o país desgraçado que temos.

 

 

 

 

 

 

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26 comentários leave one →
  1. 14 Maio, 2018 11:51

    Esclarecedor post !

    Perda de tempo se alguém constituísse o Estado como arguido. O Estado (governo + MCThomaz + geringonça) vai RETIRAR a PGR Joana MVidal…

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  2. André Miguel permalink
    14 Maio, 2018 12:15

    Quando o Estado funciona como central de negócios para os amigos, fonte de regalias e benesses para os protegidos, mais tarde ou mais cedo falha nas suas funções principais. Aconteceu. É o resultado de 40 anos de socialismo. Mas o povo continua bovino e acreditar em milagres. Temos o que merecemos.

    Excelente post.

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  3. LTR permalink
    14 Maio, 2018 12:41

    Como é possível um governo fazer uma lei no fim de 2016 para substituir pessoas responsáveis e experientes em fogos por encanudados (vulgos “licenciados” em qualquer coisa) da maneira trágica descrita publicamente no programa Sexta às 9 e do “legislador” desta aberração criminosa não haver qualquer notícia pública da parte do MP? Eu acho isto ainda mais aterrador que as próprias mortes. Eu quero saber quem dos legisladores foi ouvido e porquê. E quero saber exatamente quem foi A PESSOA que ordenou a elaboração desta lei ao legislador, e porquê.

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  4. Petas permalink
    14 Maio, 2018 12:47

    Cristina Miranda,
    Muito bom apanhado dos factos e das aldrabices estatais. Poderá ser tardio mas será sempre benvindo.
    Cumprimenta

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    • Cristina Miranda permalink
      14 Maio, 2018 14:56

      Nunca é tarde.

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    • LTR permalink
      14 Maio, 2018 16:01

      Por falar em aldrabice, o ministro da saúde descaiu-se na sexta-feira e disse que o pedido de demissão do PSD fazia parte da “campanha eleitoral”. Hoje, por qualquer motivo relacionado com algum telefonema de conselho, que nem desconfio de quem terá vindo, aproveitou a primeira oportunidade e corrigiu o tiro enquadrando-o numa pré-“silly season”.

      Onde será que ele ouviu falar de eleições?
      Terá sido numa reunião com a pantera cor-de-rosa?

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  5. José Domingos permalink
    14 Maio, 2018 14:47

    E para quando o protesto na rua, com tomates e ovos podres, para começar……
    Obrigado pelo texto.
    O churrascos, nem quer saber, se der para o torto, vai de férias, de barriga untada na gordura das vitimas, o pastel de belem, nem quer saber, amua.
    Os comunas do mp e tc, limpam a pocilga…..

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  6. Manuel Traquina permalink
    14 Maio, 2018 18:34

    Há palavras apropriadas: incompetência? Incapacidade? Estupidez? Inconsciência? Deixa-andar? À escolha…

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  7. Arlindo da Costa permalink
    14 Maio, 2018 18:37

    Lá vem a Drª Cristina com o seu proverbial Nacional-Miserabilismo.

    Há mais vida – muita Vida! – para além desta tragédia natural!

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    • Mario Figueiredo permalink
      14 Maio, 2018 21:58

      — Arlindo da Costa, in Como Matar 112 Portugueses e Ganhar Eleições — Capitulo III: A vítima disto tudo é o Estado!

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    • Cristina Miranda permalink
      14 Maio, 2018 23:00

      Tanta gente boa q morreu queimada em vão nesta tragédia e tu por aqui… Realmente o mundo é mesmo injusto

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    • Isabel permalink
      15 Maio, 2018 02:16

      Sobretudo ainda há muita vida para impostores deixarem morrer enquanto improvisam umas férias. É bom poder fugir e haver quem defenda esses « corajosos, na ée »?

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  8. Lucklucky permalink
    14 Maio, 2018 19:10

    É também o miserável jornalismo com poucas excepcções que se calhar nem carteira de jornalista têm

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  9. 14 Maio, 2018 19:24

    A verdade oficial é mais simples: sessenta e quatro para o raio que as parta.

    Porque é que vem complicar tudo com folhas de cálculo e factos mensuráveis, Cristina? Não é mais delicodoce pormos a nossa fé no sorriso de palhaço, aliás de peluche, do primeiro dos mentiristos? Quem poderia duvidar da palavra honradamente dada e honradamente contorsionada e honradamente esquecida do António Costa? Ouvi dizer que ele anda estes dias muito escandalizado, tristonho envergonhado por ter sido ludibriado. Ele, o Costa, era afinal um dos quase quarenta membros do governo do Ali Babá.

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  10. Duarte de Aviz permalink
    14 Maio, 2018 20:00

    Será por saber a verdade dos númerous que o Marcelo anda tão incomodado com o aproximar do verão?

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    • Cristina Miranda permalink
      14 Maio, 2018 22:58

      O Marcelo apressou-se em falar com as vítimas e pediu-lhes pra não falarem das mortes porque podia comprometer as ajudas vindas de Bruxelas

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  11. 14 Maio, 2018 21:06

    Cara Cristina concordando com praticamente tudo o que escreve pois são factos evidentes, não posso deixar de fazer alguns reparos: quando refere “um fogo perfeitamente dominavel”… Julgo não estar de todo correta na analise que faz da forca que o incêndio demonstra naquele momento. Ora se se trata de uma foto das 15h17 e pelo que se vê o incêndio tomou logo um perímetro considerável e com projeções numa zona de pinhal adulto ( pelas palavras de quem tirou a foto depreende-se isso mesmo) e admitindo que os 3 VFCIs do ataque inicial estivessem ja a trabalho há cerca de 30 m e como agua nos tanques dos carros não é interna muito provavelmente saíram da frente de fogo para reabastecer. E depois a foto de onde é tirada revela cerca de 40 a 50% do perímetro do fogo, logo quem lhe diz a si que do lado oposto não estariam bombeiros em combate? Alias o testemunho dado pelo fotográfo não diz que os bombeiros foram embora sem voltar…Ele sim viu-se obrigado e bem a ir pra junto dos seus bens. Depois quando fala em aparato logicamente que não se podia exigir a corporações as quais foram solicitados reforços que estão nalguns casos a 30 e 40 minutos daquele local que já la tivessem os carros naquela hora das 15h17. Muito provavelmente terá sido nesses minutos que terão sido acionadas as corporações do distrito de Castelo Branco. Em suma em tudo o resto que escreve não podia estar mais de acordo e também questiono com a mesma indignação mas não se pode apontar o dedo com supostos factos que não conhecemos ou não dominamos. Governantes, politicos, altas estruturas da ANPC, EDPs, Ascendi s etc a esses sim aponte se o dedo e peçam se responsabilidades. Mas lamentavelmente o verão está a porta e já se assiste a vergonha do desgoverno na preparação ou melhor … na impreparacao do costume para lidar com os incêndios. Que Deus nos proteja a todos!

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    • Cristina Miranda permalink
      14 Maio, 2018 22:56

      Obrigada pelo seu comentário. Acho q entendeu mal o q escrevi (ou se calhar não fui tão clara como gostaria). Não atribuo culpas NENHUMAS aos bombeiros, se é q foi o q lhe pareceu. Não! Falo de chefias. De coordenação. De tempos de espera sem justificação. Falei com bombeiro. Sei q deois de carros saírem, muitos ficam à espera de ordens pra actuar, andando com os carros de 1 lado pró outro. Coisas deste género sobre as quais não m vou alongar aqui, hoje. Só lhe peço pra reflectir: se TODO AQUELES meios estivessem na zona como descreve O relatório ANPC a combater EFECTIVAMENTE o fogo, acha mesmo q secteria propagado do jeito q foi? Eu sei q sabe a resposta. Nossos bombeiros, aqui, são os únicos a quem não se pode apontar o dedo porque eles apenas cumprem ordens.

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      • 14 Maio, 2018 23:50

        Cara cristina apenas intervi no seu blog porque no meu entender a primeira parte do seu post dá claramente uma ideia errada aos leitores de que os bombeiros ( pedrogao, castanheira e figueiro) que foram para o terreno na fase inicial nao apagaram um fogo no seu entender dominavel e que abandonam o local quando na realidade as proporções do mesmo ja nao o permitiram e reforço uma vez mais… a agua dentro dos tanques dos carros não é eterna e quando acaba obriga os veículos a deslocarem se para reabastecer. Nao é claramente o caso do seu post mas é triste perceber que os bombeiros estão a ser o bode expiatório e o perde pagas no meio desta tragedia e basta ver o que um Cmdt de bombeiros de uma corporação daquela regiao está a passar perante a opinião publica. lamentável… pois lutou com os meios que tinha e da forma que pode assim como as restantes corporações em redor pois convêm nao esquecer que mesmo ao lado Pampilhosa da Serra e Gois tinham fogo em simultâneo, Oleiros e Fundão tinham fogo, Castelo branco tinha fogo, Nisa tinha fogo etc etc… ou seja fogo a mais para uma ANPC que nao quis perceber e aceitar aquilo que a meteorologia lhe alertou atempadamente deixando o pais a sorte do tempo… fica aqui uma partilha de ideias. Obrigado.

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      • Cristina Miranda permalink
        15 Maio, 2018 09:52

        Olhe que não, olhe que não. Leia com.mais atenção. Tudo gira à volta das CHEFIAS e do Estado. Não dos bombeiros. Sua interpretação está errada. Mas vou rever. Nunca, nunca pode ser culpabilizado bombeiros se o q falhou firam os comandos. Até referi o relatório da ANPC e suas conclusões!

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      • JPC permalink
        15 Maio, 2018 01:01

        Pois eu além dos organismos do Estado, coloco também a culpa na Câmara de Pedrógão e no comando dos bombeiros de Pedrógão. Vão ler o relatório da ANPC que saiu há 2 semanas. Vão ver as conclusões, e depois comentem… http://www.ministeriopublico.pt/sites/default/files/documentos/pdf/relatorio_anpc.pdf

        1) O comando dos bombeiros foi alertado com antecedencia do risco acrescido, e COM CONHECIMENTO, decidiu não aumentar o dispositivo.
        2) O combate inicial foi pouco musculado e ao fim de algumas horas, quando o fogo ganhou alguma dimensão e o vento lhes deu de costas, perderam todas as hipoteses do segurar.
        3) A Câmara Municipal de PG não activou diligentemente o Plano de Emergência municipal (se calhar, como sabia que estava caducado, estava a ver se não era preciso para não apanhar com uma multa ou não-conformidades), e só DEPOIS da ANPC pedir, é que o activou, mas, mesmo quando foram activados os meios câmarários, não houve diferença a nivel de recurso humanos ou maquinas, o que revela que o plano ou estava desajustado ou estava mal elaborado (algo que se tivessem trabalhado para o ter em vigor, provavelmente não aconteceria).
        4) Quando a ANPC chegou ao local, houve demasiada preocupação com relações publicas, reuniões e o comando foi trocado várias vezes no espaço de 2-3h, sendo uma dessas transferencias de comando bastante criticada, pelo relatório “feita de forma insustentada”
        5) o comandante em operações da ANPC, que tem formação em segurança informática, a meio da madrugada de 18, ordenou para o 112 deixar de registar no sistema os pedidos de auxilio e actividades das forças de resgate. Essa ordem é completamente contra qualquer tipo de intenção de querer de futuro encontrar os erros para poder fazer melhor ou responsabilizar quem de direito, nada diferente de esconder prova dos crimes. E até ao dia, continuam por registar no sistema.
        6) os registos de actividades nas viaturas de combate foram inexplicavelmente praticamente todos destruidos.

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      • Cristina Miranda permalink
        15 Maio, 2018 09:48

        Caro leitor, eu faço menção a isso no texto, com base no relatório da ANPC onde deixei link. Está resumido, mas está lá isso tudo q refere.Não m esqueci.

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  12. JPM permalink
    15 Maio, 2018 11:10

    A atribuição, ao incêndio de Pedrogão, das anomalias estatísticas verificadas nos dados do Ministério da Saúde na semana de 17 a 23, merecia algumas considerações adicionais.

    Os dados disponíveis também permitem distinguir as mortes por tipo de causa (três possibilidades: morte natural, causa externa e sujeito a investigação). Brinquei também um pouco com o Excel e verifiquei que as mortes atribuídas a causa externa são muito poucas e não há praticamente anomalia na média dessa semana. As mortes classificadas como sujeitas a investigação mostram, de 17 a 23, uma anomalia em relação à média dos outros dias da ordem dos 100 mortos. Julgo que é razoável afirmar que uma boa parte destes poderão ser as vítimas de Pedrógão. Mas a grande maioria das 467 pessoas referidas no artigo (cerca de 350 a mais, nessa semana) têm a morte classificada como “causa natural”. Medicamente falando, qual será a possibilidade de uma pessoa que morra por complicações derivadas de um incêndio (suponho que maioritariamente por queimaduras – graves – ou complicações respiratórias ??) tenha a sua morte mal classificada como “natural”? Seria interessante a opinião de um médico.

    Outra coisa que se pode fazer com os dados é olhar para os números por distrito. Comecei pelo de Leiria, por razões óbvias e fui acrescentando os distritos com maior proximidade geográfica (Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Portalegre, Santarém) e por fim, considerei também Lisboa e Porto, de grande capacidade, por poderem ter recebido algumas vítimas em estado mais crítico que necessitassem de recursos urgentes e especializados. Mesmo incluindo todos estes distritos mencionados, há ainda 150 mortes a mais do que a média. Ou seja, a hipótese de a maioria das 467 mortes ter tido o incêndio de Pedrógão como causa, só é razoável se imaginarmos que houve uma enorme operação de transporte e diluição das vítimas (feridos graves que vieram a morrer nos dias seguintes à tragédia) por praticamente todos os distritos/hospitais do país.

    Não é fácil compatibilizar a teoria de que a maioria das 467 mortes são devidas a Pedrogão com os dados disponíveis, se estes forem rigorosos. Mas também é estranho o número anormal de “mortes naturais” ocorrida na semana fatídica de 17 a 23 de Junho de 2017.

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  13. Arlindo da Costa permalink
    15 Maio, 2018 21:33

    Tanta gente apostada em mais uma vaga de incêndios dantescos.

    Já esfregam as mãos para poderem culpar o nosso PM, o honorável António Costa.

    Ó frustrados! Ó vencidos da vida! Ó falidos de inteligência e de cacau!!!!!

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