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Os imigrantes ilegais

29 Junho, 2018

Certo dia a propósito do meu texto sobre o  caso do pequeno Alfie, deixaram-me um comentário que tomei em consideração. Dizia, em resumo, que a lei pode ser dura mas que era a lei e assim,  os ingleses, sendo cumpridores de leis (ao contrário de nós que só as temos para serem quebradas)  podia-se  contestar pela mudança da lei mas não pela sua execução. Aplicando este princípio que está certíssimo (pese embora o facto de no meu texto estar a criticar o poder exagerado concedido ao Estado e não a aplicação da lei) a  qualquer nação, não podemos entrar em histeria parva só porque os EUA fazem cumprir suas leis fronteiriças. Das duas uma: ou somos sérios naquilo que defendemos ou não o somos.

Todas as nações têm fronteiras e compete a cada um dos países decidir como as quer manter na defesa pela segurança dos seus cidadãos. Ninguém de fora tem o  direito de  impor seja o que for nesta matéria. Na nossa “casa” mandamos nós ou mandam os vizinhos? Não seja hipócrita e responda com verdade. Você, na sua propriedade, só autoriza  a permanência de quem lhe convier e sob regras impostas por si, certo? E também não tem a porta aberta 24 horas por dia  acessível a qualquer um, pois não? Está a fazer discriminação positiva, certo? A questão da imigração ilegal é complexa e é precisamente por isso que não pode ser tratada de forma leviana porque põe em risco a vida das pessoas violando um dos princípios básicos da função do Estado: proteger. Tal como na sua casa em que toma medidas como fechar a porta à chave, vedar a propriedade com muros, para proteger sua família de invasões indesejadas e impedir a exposição aos perigos, as leis das nações servem exactamente o mesmo propósito.

Esta semana atacaram violentamente a Presidência actual dos EUA por fazer cumprir a lei existente criada por Clinton, agravada depois por Obama e aplicada por todos. Para justificar a desumanidade da separação de crianças dos acompanhantes adultos, registada em 2018 socorreram-se de imagens tiradas em 2014 durante a administração de Obama (ups!) e fizeram correr uma estória de uma menina das Honduras que fez capa no Times como tendo sido falsamente arrancada da mãe quando na verdade apenas se tratava de uma mulher retida em 2013, fugida do pai das meninas (tinha três) e que usou a mais nova para conseguir entrar com mais facilidade na fronteira sem nunca terem sido separadas. Mesmo depois de devidamente desmentido pela Reuters a nossa SIC continuou a divulgar essas imagens como sendo de 2018. Porquê?

A verdade é que é preciso promover a todo o custo  as imigrações ilegais  e diabolizar quem se  opõe porque há uma agenda política para cumprir. Mas não se explica, porque claro não convém, que a luta dos EUA não é contra os imigrantes (a sociedade americana só é multi-étnica porque promovem a imigração)  é contra os ilegais (e quem os promove) que assaltam o país pelas suas fronteiras e invadem a sociedade americana de criminosos como o gangue MS-13 responsável por atrocidades indescritíveis espalhando terror e a quem Trump classificou, e muito bem,  de “animais” para “horror” dos democratas. Basta analisar as declarações de Clinton, Obama, Hillary e Trump para verificar que todos estão em sintonia sobre esta matéria. Todos querem que a imigração positiva siga seus trâmites legais. Algum problema nisso? Parece que sim.

Os EUA não querem ser uma Europa que já conta com muitos países a braços com problemas sérios de invasão  em curso onde só em França, por exemplo a população islâmica já representa 15% da população total e    conta com 1500 zonas interditas as “no-go zones”. Dá que pensar.

Devemos aceitar imigração? Claro que sim. Mas sem desrespeito pelos cidadãos que já vivem nesses países.  Dito e muito bem dito, por Obama em 2005: “Aqueles que entram ilegalmente no país e aqueles que os empregam desrespeitam o estado de direito. Eles estão mostrando desrespeito por aqueles que estão seguindo a lei. Nós simplesmente não podemos permitir que pessoas entrem nos Estados Unidos sem serem detectadas, não documentadas, sem controle e contornando a linha de pessoas que pacientemente e legalmente se tornem imigrantes.” Alguém arrisca contestar esta declaração? Claro que não. Porque foi dita por… Obama.

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15 comentários leave one →
  1. JgMenos permalink
    29 Junho, 2018 11:01

    É sempre a esquerdalhada que, não tendo tomates para fazer revoluções, quer que outros anarquizem os sistemas para sua satisfação alternativa.

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  2. Luis Lavoura permalink
    29 Junho, 2018 11:27

    Pois a Cristina diz neste post muitas coisas com as quais concordo mas depois coloca palavras erradas, como “invasão” (a qual é um movimento militar, nada tem a evr com movimentações de pessoas pacíficas) ou “assaltam” (os imigrantes querem imigrar, não são assaltantes, não assaltam nada). Já agora a Cristina poderia saber que na França há liberdade religiosa, qualquer cidadão tem a liberdade de ser “islâmico” sem ser apontado a dedo por isso, e que a imensa maioria dos cidadãos muçulmanos da França são cidadãos franceses desde já já gerações e nada têm a ver com quaisquer imigrantes.

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    • PiErre permalink
      29 Junho, 2018 16:17

      O Luís Lavoura não sabe o que diz.

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      • pitosga permalink
        29 Junho, 2018 21:04

        PiErre, discordo…
        Ele sabe muito bem o que ‘diz’ (escreve). Anda mas é a armar a confusão. Mais um a @b@t€r num futoro próximo.

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  3. Zé Manel Tonto permalink
    29 Junho, 2018 12:11

    “palavras erradas, como “invasão” (a qual é um movimento militar, nada tem a evr com movimentações de pessoas pacíficas) ou “assaltam” (os imigrantes querem imigrar, não são assaltantes, não assaltam nada)”

    Duas mentiras numa frase.

    Mais de 70% dos imigrantes ilegais que chegam à Europa são homens abaixo dos 30 anos. Qual é o tipo de instituição humana que tem mais de 70% de membros nessas condições? Exércitos em tempo de guerra é a primeira que me vem à cabeça.

    Há vastos exemplos de líderes muçulmanos a apelar à imigração e a dizer que esta, em larga escala, tornará a Europa Islâmica. Basta pesquisar Erdogan ou Gadahafi.

    Quanto ao serem pacíficas, não me parece que os ataques de granada em Malmo sejam feitos por suecos brancos, e o Bataclan não foi feito por franceses brancos.

    Quanto ao não quererem assaltar, caro senhor, as comunidades imigrantes estão sobrerepresentadas na população criminal. No UK 5% da população é muçulmana, 13% da população prisional é muçulmana. 33% da população criminal nas cadeias de alta segurança é muçulmana.

    Imigração de África, Médio Oriente (com excepção de não muçulmanos, os verdadeiros refugiados), Bangladesh, Paquistão e outros acabados em ão, é altamente prejudicial para os países ocidentais receptores. Por cada imigrante dessas zonas que é um trabalhador produtivo, há dez que trabalham em trabalhos de pouco valor acrescentado ou não trabalham de todo, acabando por ser um fardo para os cidadãos nacionais.

    O objectivo da esquerda, um pouco por todo o mundo ocidental é: se o eleitorado não escolhe as nossas ideias vamos criar um novo eleitorado.

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  4. JgMenos permalink
    29 Junho, 2018 12:50

    O Islão é uma religião que contém um ideário de conquista e submissão dos não crentes.
    Ignorar isso é estupidez!

    Qualquer associação que se reclamasse de alguns dos seus versículos seria liminarmente declarada ilegal em toda a Europa, e no mínimo apodada de fascista.

    Não há notícia que o repúdio de tais princípios seja proclamado e muito menos exigido a todo o mullah acreditado no cargo.

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  5. PiErre permalink
    29 Junho, 2018 16:20

    “Na nossa “casa” mandamos nós ou mandam os vizinhos?”

    Em Olivença não mandamos nós, mandam os vizinhos.

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    • pitosga permalink
      29 Junho, 2018 21:13

      PiErre, sempre houve sacanices na política. Desde o congresso de Viena que Espanha está obrigada a devolver Olivença. Pedro de Sousa Holstein (1o Duque de Palmela) o nosso representante em Viena, além disto também arrancou aos castelhanos as fronteiras actuais do Brasil. Mais um motivo para ‘os nossos irmãos’ nos odiarem, os cobardes.

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  6. Arlindo da Costa permalink
    29 Junho, 2018 18:11

    Ó Drª Cristina, que moleza de raciocínio.

    E os portugueses quando saíram do país a salto para a Europa, Brasil e América do Norte?

    E quando foi para África «evangelizar», colonizar e roubar as terras e os bens dos pretos?

    E recentemente, quando Passos Coelho mandou o pessoal emigrar (quase meio milhão), os países de destino fecharam as portas????

    Não diga disparates para justificar teses fascistas, nazistas e nacional-bolchevistas!

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    • André Miguel permalink
      29 Junho, 2018 20:44

      Não seja estúpido. Os portugueses emigram desde o tempo do seu querido Sócrates e acha que o fazem sem passaporte e à socapa???

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    • Zé Manel Tonto permalink
      29 Junho, 2018 20:53

      Estúpido.

      Os portugueses que emigram para a América do Norte sem documentação levam um chuto no cú de volta para Portugal.

      Os portugueses que saíram do país a salto se tivessem sido recambiados pelo país receptor, esse país estaria no seu direito e ninguém poderia reclamar.

      Qualnto ao Passos, pelo qual tens uma paixão assolapada, não disse que os portugueses devessem pegar em traineiras e rumar ilegalmente para África, ficando por lá a viver à conta do contribuinte local.

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  7. pitosga permalink
    29 Junho, 2018 21:20

    Cristina Miranda, de acordo com todo um post de alto nível.
    Claro que sentir a esquerdalhada a espreitar por cima do ombro, fez com que finalizasse de modo banal. A frase teria sempre o seu grande valor fosse qual fosse o seu autor.
    Cumprimenta

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  8. 30 Junho, 2018 00:42

    Mais uma vez D. Cristina a falar bom e barato. Só que não espere mudanças no “pensar” de quem não pensa pela própria cebecinha.

    As divertidas esquerdas -nos EUA e nesta dita UE- acham que (1) os migrantes são só uns insignificantes 10% misturados no meio dos milhões de norte-americanos e/ou europeus. Acham ainda que (2) os agradecidos invasores irão votar “à esquerda” prepetuando o seu socialismo/comunismo no poder.
    Azar. Não foi, nem será, bem assim.

    Como se viu, caso de cidades em França e no R.Unido e por aí fora -inclusive em Londres- (1) os 10% juntam-se e (2) elegem os seus. Seguidamente impôem a sua querida Lei Charia como se viu. E quem está mal que se mude.

    Perceberam hó “europeus unidos”. É que a burqa quando nasce é para todas, e podem já guardar as máquinas de fazer a barba bem fundo na gaveta. Tá!.

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