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Jovem, já andaste a brincar com os genitais dos teus amigos?

10 Outubro, 2018

Não há um único contexto em que se possa perguntar a uma criança de 9 anos se se sente mais atraída por rapazes, por raparigas ou por ambos. Tentei encontrar algumas possibilidades legítimas para a questão, mas acabei sempre com a imagem de um indivíduo de gabardina ou de uma mulher gorda tatuada a analisar os resultados com um esgar mefítico, e bloqueei o resto do filme mental antes que o cérebro acabasse apreendido pela polícia por obscenidade.

Numa era em que um mamilo pode despertar a ira do Instagram ou uma sobrevivente de cancro da mama pode ser acusada de obscenidade no Facebook por sugerir mamografias regulares, estou condicionado para esperar o pior quando alguém acredita que não gerará qualquer sururu ao perguntar a pré-púberes se se conseguem imaginar na cama com alguém.

Eu sou pai de pré-púberes e nunca me ocorreu fazer uma pergunta tão estúpida, apesar da quantidade de perguntas estúpidas que faço, como “o que estás a fazer?”. Agora que falo nisto, estou a ter um desejo incontrolável de me ir lavar. Vou ignorar porque, decerto, amanhã já o assunto estará esquecido. Tenho mesmo que me habituar a não me deixar afectar pela modernidade da escola pública. Graças a Deus não foi uma pergunta grave, como “acreditas no Pai Natal?” ou “um crucifixo ali na parede ofende-te?”

Até porque se tu, jovem, já andaste a brincar com os genitais dos teus amigos, nós aqui, na escolinha, queremos que saibas que não estás a fazer nada de errado e deves até experimentar com meninos do(s) sexo(s) contrário(s) ao que já experimentaste. Isto da escola servir para o método científico, por via do incentivo à experimentação, é outra fruta.

 

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5 comentários leave one →
  1. Procópio permalink
    10 Outubro, 2018 23:15

    A homossexualidade está em voga. Infiltra-se em sociedades rotas das mais variadas e subtis formas. Já no fim do Império Romano decadente propiciou a derrocada.
    A auto-gratificação individual sucumbe perante os bárbaros e os poderosos
    O hedonismo coletivo leva à dependência, ao vício e inevitavelmente ao colapso social.
    Heliogábalos desesperados, apaixonados por Hierocles, irrompem em sociedades débeis, enganadas por trapaceiros auto apelidados de políticos, filósofos e tudólogos.
    A mão de tanatos paira no ar e acena dos esgotos. Brinquem, meninos e meninas!
    O sopro islâmico sopra forte na glória carnal. Poderoso credo de submissão dos que já entraram e se preparam para conquistar a cidade.

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  2. Procópio permalink
    10 Outubro, 2018 23:21

    Perguntas como “Sinto-me atraído por homens, mulheres ou ambos?” são, na opinião de Isabel Abreu-Lima, especialista em psicologia educacional, “invasivas, inócuas” e “uma invasão de privacidade”. Já se ouve da banda dos progressistas:
    “Ora, ora, então se o chiquinho deseja brincar com o pipi do nelinho que mal tem”?

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  3. Arlindo da Costa permalink
    10 Outubro, 2018 23:46

    Isto é que interessa ao nosso país!

    Enquanto falais nisso a esta hora , alguém deve estar a roubar armas nos paióis ou a arrendar para alojamento local casas da tropa…

    Nisso não interessa falar! É o interesse nacional que está em causa!

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  4. Rui Henrique Levira permalink
    15 Outubro, 2018 02:04

    Aquilo que terminantemente qualquer pessoa sã de espírito tem que fazer é recusar-se a entrar no campo minado dos neologismos da actuais ciências da treta.
    Quando alguém cai na trapaça de, por dá cá aquela palha, disparar a palavra “género” em todas as direcções, não sei se se aperceberá de que está a utilizar erroneamente um termo abusivamente emprestado dos estudos linguísticos: aí, existem, no que ao género diz respeito, o masculino, o feminino e (no Latim, por exemplo) o neutro. No que à Biologia diz respeito, o que nós temos é sexo: masculino ou feminino.
    Passar do “sexo” para o “género” é já aceitar todo um conjunto de insanas teorias que, a título de exemplo, advogam a utilização da casa de banho das meninas por alguém que tem pénis (sendo do sexo masculino, portanto), mas que, em questões de “género”, se sente “feminina”. Loucura? Não, meus amigos, é só o género de “progressismo” que, vindo dos EUA, um dia cá chegará pela mão de algum profeta ou alguma profetisa do Reino da Celestial Desbunda na Terra.
    Se uma pessoa adulta mexe nas partes sexuais de uma outra pessoa adulta, isso é lá com essas duas pessoas, se consentido for; se alguém adulto pensa que uma criancinha de nove anos de idade deve ter por saudável hábito manipular os genitais de outro petiz da mesma idade, esse alguém devia ser internado num manicómio. É só a opinião deste pobre de Deus que, considerando-se de esquerda, cada vez se vê mais recorrentemente apodado de misógino, de homófobo e de outras coisas que tais por gente de uma esquerda muito mais “à frente” e que surfa maravilhosamente bem toda e qualquer onda que vá a favor da maré.
    Só um aviso amigo aqui deixo a esses magníficos surfistas: cuidado que as ondas, geralmente, embatem nas rochas e, quando tal coisa acontece, o surfista lixa-se tanto ou mais do que o mexilhão.

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