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Nascidos numa civilização, morreremos numa tribo?

11 Novembro, 2018

Paris, Garges-lès-Gonesse 29 de Setembro. Um rapaz de 17 anos é linchado por um grupo que as autoridades dizem rival. Mais uma vez as testemunhas filmaram, gritaram e não fizeram nada.

Agressões semelhantes tinham tido lugar a 27 e 18. Em Outubro mais três casos de grave violência. As agendas identitárias fraccionaram as sociedades: onde antes tínhamos projectos para países temos agora agendas antagónicas e particulares de comunidades que se subdividem em comunidades mais específicas que por sua vez se segmentam noutras ainda mais minoritárias…

Porque não se fala disto que está a acontecer no meio de nós? : não se fala porque se tem medo. Não de se ser fisicamente agredido como aconteceu e acontece com as pessoas que em  Garges-lès-Gonesse filmaram este ataque mas sim o medo de se ser classificado reaccionário. Fascista. Racista. Populista… Nesta fase do texto é suposto que para que o Observador não seja considerado uma espécie de pasquim da reacção da direita rufia, da direita que era culta e liberal e agora é reaccionária e ignorante, eu trate de explicar que ou o centro começa a abordar estes assuntos ou a extrema-direita os tratará. Não o farei.

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21 comentários leave one →
  1. Procópio permalink
    11 Novembro, 2018 13:33

    Não é só em Paris.
    https://www.theguardian.com/uk/knifecrime
    Os sites isis fazem constantes apelos para o ataque indiscriminado à facada.
    Quando chegar cá são os fascistas os culpados.
    Quem os convida a vir até indiscriminadamente são os progressistas.
    Não há referência ao fato de muitos sírios serem cristãos e educados.
    Essas famílias estão a ser dizimadas em todo o médio oriemte e paquistão, integram-se com facilidade com povos civilizados, são pacíficas e empreendedoras.
    A geringonça não aprecia esses atributos.

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    • 11 Novembro, 2018 18:20

      Alguns dos nossos jornalistas “politicamente corretos”, ansiosos para que o Trump cai da cadeira, regozijaram com a eleição de congressistas muçulmanos para a Câmara dos representantes dos EEUU.
      Enfim, foram formados na Democracia, filhos de socialistas e netos de republicanos.
      As voltas que a vida dá!

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  2. Carlos Gonçalves permalink
    11 Novembro, 2018 13:56

    Tribalizar tudo, raça, religião, intimidade, nacionalidade, é a política do “socialismo moderno” do bloco. De todas as minorias, de todas as causas minoritárias até a uma imensa maioria representada por um qualquer politburo.
    Até lá, vão proibindo. Um livro aqui, um orador ali, tudo na mais absoluta complacência geral. A gentalha do bloco já se sente perfeitamente autorizada a proibir tudo aquilo que mexa sem que o faça a seu gosto. Sem ser confrontada com a natureza fascista e totalitária das suas acções, Sem ninguém que se lhes oponha e na mais absoluta complacência.
    O partido estruturalmente antidemocrático dos órfãos de Enver Hoxha, do político homossexual que perseguia os homossexuais, continua impune nesse processo de erodir tudo o que remotamente se possa aparentar com nação e identidade colectiva. Em nome da sua “internacional”.

    Se não fizermos nada para defender o que ainda valha a pena defender, vamos acordar um dia com a cabeça sob o tacão desta gente.

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    • Mario Figueiredo permalink
      11 Novembro, 2018 17:33

      Não meu caro. O marxismo já perdeu. E sabe-o muito bem. É em Portugal e na Grécia que ele ainda vomita a sua diarreia verbal. E é na América do Sul onde ele ainda sobrevive à custa da sua presença ditatorial.

      Mas em Portugal, falta só morrerem as gerações de Abril, para o Abrilismo começar rapidamente a ser esquecido e o regime mudar de aparência. E na América do Sul, quando os seus povos acordarem para a revolta (na história dos povos, eles sempre o fizeram), o marxismo será banido daqueles países com a mesma violência ideológica com que o foi dos países do Leste Europeu onde à semelhança do Nazismo é ideologia política proibida por lei.

      Não é debaixo da bota de marxista que a sua cabeça vai parar. Lhe garanto. Ela tem estado debaixo da bota dos oligarcas socialistas e de lá não vai sair até esta história toda do politicamente correcto rebentar na cara deles.

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      • 11 Novembro, 2018 18:59

        Eles reproduzem-se que nem coelhos. Aquilo é como os filhos, os tios, os primos das choças- uma maleita endogâmica.

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  3. 11 Novembro, 2018 14:50

    Também é problema do internacionalismo dos progressistas neotontos que alimentaram tudo isto.

    A agenda ancap só é diferente do gramscismo trotskista por não querer o mesmo por dentro do Estado. Mas promove-o na mesma pelos lobbies limítrofes das ONGs.

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  4. 11 Novembro, 2018 14:51

    Serviço militar obrigatório para toda esta malta que precisa de bandeira e não a tem por cartão de cidadão.

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  5. Mario Figueiredo permalink
    11 Novembro, 2018 17:20

    Será mesmo o perigoso populismo xenofóbico a dar resposta a tudo isto. É o único capaz de o fazer. E já está a fazê-lo, como bem temos observado. A queda progressiva do centralismo democrático, envenenado que está pelo politicamente correcto, é já um facto na Europa e não uma previsão. Está a aumentar sistematicamente e, independentemente dos esforços do establishment, assumirá o seu lugar também nas grandes nações europeias como a França ou a Alemanha.

    E muitos de nós que de outra forma não nos identificamos com esse tipo de pensamento, agradecemos e sentimos-nos mais seguros por isso. Sabendo muito bem o preço que isso traz. Só um tolo acredita que a liberdade vale todo o sacrifício.

    Assistimos ao longo dos últimos 70 anos de paz (feito raras vezes alcançado na história da Europa) à progressiva corrupção das nossas sociedades. Somos o Império Romano nos seus últimos momentos antes da Queda, onde o entretenimento das massas, as estrelas mediáticas e o fait-diver público, e a sua politização, tomaram o lugar da cultura, da ciência e da educação como motores da sociedade.

    Não tenho dúvidas que estamos a caminhar a passos largos para dias negros de grande convulsão social e, tal como antes da 1ª Grande Guerra quando se acreditava que o interesse comum na estabilidade e progresso económico impediriam qualquer conflito armado entre as nações europeias, temos aqui precisamente muitos dos mesmos prenúncios de guerra do início do Sec. XX.

    Convulsões estas que são muito provavelmente necessárias, porque têm sido elas — e não a paz e a convivência entre os povos — que têm moldado a Europa. Essa é a nossa verdadeira cultura. Esses são os nossos verdadeiros valores. Doa a quem doer, mas esse é o verdadeiro metal negro e sangrento do qual fomos sempre forjados. E não esta ideia louca e historicamente falsa que os valores europeus são os da solidariedade e acreditação dos povos.

    O caminho parece-me inevitável, tal como foi a Queda do Império Romano, tal como foi a Queda da Europa bem no início do século XX. E é bem vindo. O preço que vamos ter que pagar que será muito provavelmente facturado já na próxima geração ou a seguinte, é o mesmo que a humanidade sempre pagou pelo progresso.

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    • 12 Novembro, 2018 01:25

      Não me parece que seja isso que vai acontecer.
      Hoje não há luta entre nações, há luta entre partidos.
      Parece-me que a política maioritária ainda na Europa está a perder terreno porque é fraca, não sabe evoluir e não tem sabedoria. É conservadora afirmando-se progressista.
      Macron e Costa, a mesma luta para segurar os seus tachos e os das suas clientelas. A Merkel já anunciou saída; Olhá a passarona!
      Mas esses conservadores socialistas vão perder sem grande alarido. Vejam como reagiram os húngaros, os americanos ou os brasileiros. Nem piam!
      Portugueses em frente!

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  6. Seth Quinn permalink
    11 Novembro, 2018 18:04

    A informação que se segue pode ser considerada “Fake News”, ou talvez não :
    Hoje, um avião em dificuldades foi escoltado por F16 até Beja, mas há quem diga que pretendia tentar o “milagre do rio Hudson”, mas neste caso no Tejo, onde por acaso está estacionado o USS Harry Truman …
    Não acredito em bruxas, pero que las hay las hay …

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  7. Velho do Restelo permalink
    11 Novembro, 2018 18:57

    Uma activista em topless tentou atacar a viatura do Trump durante as comemorações do armistício.
    Se tivesse usado gelamonite em vez de silicone …

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    • 11 Novembro, 2018 19:18

      Essa de “activista” é outra bacorada dos nossos jornaleiros.
      O que é essa merda de activista?
      Muito gostam os jornaleiros de dar nomes às pessoas e aos partidos.
      Com toda a impunidade chamam aos outros o que lhes apetece.
      Isto está mesmo nas últimas.

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    • A. R permalink
      11 Novembro, 2018 22:26

      Estamos habituados à tua tribo: a paz dos cemitérios!

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  8. 11 Novembro, 2018 19:38

    Não estraguem a festa. O Macron ainda há pouco tempo disse que não há rapazes maus, o que há é racismo e xenofobia. Ele está mais preocupado em criar um exército europeu para fazer frente aos EUA. Ele e mais uns quantos que ainda hoje saíram a rua em Paris para protestar contra o Trump. Vive lá France multicultural.

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  9. Zé Manel Tonto permalink
    11 Novembro, 2018 21:26

    Há um motivo por várias zonas do mundo terem sido SEMPRE uma esterqueira.

    Não é por África e a maioria da Ásia terem sido colonizadas que se tornaram esterqueiras. Já eram 1000 anos atrasadas relativamente à Europa quando o primeiro branco lá chegou.

    Deixar entrar no Ocidente milhões de pessoas de raças e culturas atrasadas, e sem capacidade ou preparação para a vida numa sociedade moderna, só podia dar barraca.

    Exército europeu quando a França e Alemanha caminham a passos largos para serem repúblicas islâmicas? Não, obrigado.

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    • Os corruptos que se cuidem permalink
      12 Novembro, 2018 00:45

      Zé Manel, assinei por baixo.

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      • Velho do Restelo permalink
        12 Novembro, 2018 09:07

        Quanta ignorância … uma questão é a balda da imigração dita “refugiada” após Schengen, outra é justificar a sua recusa com falsos argumentos que só vão dar força aos esquerdelhos!
        No século X a pólvora era qualquer coisa como as NUCs de agora.
        Quem inventou a pólvora ? (googleit).

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      • Zé Manel Tonto permalink
        12 Novembro, 2018 09:33

        Quais falsos argumentos?

        Uma pessoa com um QI de 90 consegue ler e seguir uma lista de instruções. Abaixo disso não consegue.

        Abaixo de 85 é recusada pelas forças armadas americanas, que consideram que é esforço para ensinar uma tarefa a essa pessoa é maior que o valor acrescentado da execução dessa tarefa.

        Abaixo de 65 e a pessoa é, por padrões ocidentais, atrasada mental.

        A África subsaariana tem QI médio inferior a 75. Alguns países como a Somália estão em 64. O somali médio é um atrasado mental para os nossos padrões.
        O subcontinente indiano tem uma média inferior a 85 (Índia) e abaixo de 80 para Paquistão e Bangladesh.

        Por isso é que a maioria destas pessoas são fardos para os sistemas de segurança social da Europa. Porque não conseguem, mesmo quando querem (e a maioria não quer), trabalhar numa sociedade em que é preciso mais do que força para pegar numa enchada.

        Candidatos a imigração para sociedades modernas têm que ser sujeitos a testes de inteligência e ser recusados caso não atinjam um nível SUPERIOR ao do país para onde pretendem imigrar. Pessoas de inteligência limitada já temos as nossas, não precisamos de mais.

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  10. Luis Lavoura permalink
    12 Novembro, 2018 09:34

    Mas dantes, no tempo em que as pessoas se identificavam com países e não com tribos, também havia muita violência. Veja-se por exemplo a Guerra Civil em Espanha, a violência política em Portugal na 1ª República, ou a violência política na Alemanha no período entre as Grandes Guerras.
    O facto é que hoje em dia vivemos na era menos violenta da história da Humanidade. Todo o pasado foi mais violento do que a atualidade.

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  11. José Ramos permalink
    12 Novembro, 2018 21:44

    Ando, há anos, a dizer isso…
    Os sinais de regressão civilizacional notam-se nas coisas mais pequenas, algumas privadas, às quais não damos importância. E isso não se deve a nenhuma conspiração secreta, a nenhuma “nova ordem mundial”, aos “illuminati” ou a qualquer imbecilidade do mesmo falsíssimo quilate. Creio que acontece simplesmente com as civilizações tenderem a coleccionar e a potenciar comportamentos ilógicos, insanos e regressivos por cópia e por impulso.
    Isto pode ir desde o hábito da tatuagem e do piercing, nalguns casos avantajadamente dentro da auto-mutilação grave, até a tendência para desaparecerem as braguilhas dos boxers, das calças de pijama, etc. ou da “luta” pelas instalações sanitárias unissexo.
    Isto pode parecer um disparate ou uma brincadeira, mas não é. É um fenómeno que talvez devesse interessar um matemático ou dois.

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  12. Leunam permalink
    13 Novembro, 2018 01:35

    “É um fenómeno que talvez devesse interessar um matemático ou dois”

    Sr. José Ramos:

    As civilizações evoluem em ciclos sinusoidais.

    As gerações seguem mais ou menos o mesmo padrão.

    Veja-se a História de Portugal ao longo de quase nove séculos.

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