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Já chegou o aerograma!

10 Junho, 2019

Escrevi para o Observador sobre aerogramas: Postos em fila davam a volta à Terra. Chamaram-lhes “bate-estradas” e “corta-capim”. Escreveram-se centenas de milhões. Os aerogramas foram a face mais conhecida do Serviço Postal Militar.

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23 comentários leave one →
  1. 10 Junho, 2019 18:27

    Escrevi muitos. Eram muito úteis.

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  2. MJRB permalink
    10 Junho, 2019 18:32

    Foram os meus piores anos (nada de útil aprendi e vivi), naquela porcaria de guerra estúpida e teimosamente mantida pelo salazarismo e caetanismo..

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    • José Monteiro permalink
      10 Junho, 2019 20:09

      Uma guerra destinada a ser perdida. Como todas. Esta, para europeus lusos e africanos nativos.

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      • MJRB permalink
        10 Junho, 2019 20:26

        Portugal estava praticamente sem apoios de países. Isolado. E sobejamente avisado que não só perderia as frentes de combate mas também que o resultado final não lhe seria favorável a nível social, patrimonial, político.
        Gastou pipas de massa (muita dela que poderia investir no Continente, Açores e Madeira), atirou para a morte e para desastres físicos e psicológicos muitos milhares, perdeu tudo. Embora perturbada e adaptada a algumas zonas daqueles países, resta a língua portuguesa.
        Salazar devia ter resolvido “a matéria” até meados dos anos 1960. Mas Caetano (homem superiormente inteligente) também não quis, ou não o deixaram…

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  3. MJRB permalink
    10 Junho, 2019 18:42

    Hoje, 10 de Junho, nada de nada vi ou ouvi das comemorações. Preferi de longe ver golfinhos. Sei que o JMTavares falou em desesperanças das gerações mais novas e de corrupção, “matéria” que obteve concordância –e só isso porque não reage– da populaça e de certeza entrou e saíu rapidamente dos ouvidos do MCThomaz, AC-DC, Ferro & tais.

    Precisamente hoje, duas notícias sintomáticas deste regime: Vasco Cordeiro, presidente do GRAçores propõe que quem vote seja beneficiado fiscal e socialmente (caça ao voto) e o Ivo Rosa decidiu excluir dois depoimentos do RSalgado no processo Monte Branco e BES. Não se admirem…se.
    Leiam no SAPO.

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    • José Monteiro permalink
      10 Junho, 2019 20:14

      À procura da Justiça perdida.
      Conforme funções e objectivo das macro-estruturas do Estado.
      À Justiça, proteger o Estado, a saber, Quem o ocupou.
      Aos juristas e apaniguados, cumprir a lei, assegurar a sobrevivência de cada um,
      de acordo com a Lei.
      A bem do Regime.

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      • MJRB permalink
        10 Junho, 2019 20:43

        Parte da justiça em Portugal está perdida ! Não confiável.
        Culpa da “classe” política praticamente toda, e dos tugas que não reagem.
        Aguentem-se e comecem a fazer contas de quanto lhes vão buscar ao bolso para indemnizar bandidos.

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  4. Rão Arques permalink
    10 Junho, 2019 19:40

    Nesse tempo Marcelo não batia estradas, não recebia nem mandava aerogramas.
    Carrega um grande complexo por nunca ter comido a poeira da picada.
    Agora são afetos gravados de um afetado por latentes sombreados

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  5. MJRB permalink
    10 Junho, 2019 20:39

    Quando, muito raramente, certa gente me questiona porque ainda hoje estou indignado por ter estado aqueles anos na malvada guerra, respondo-lhes entre mais, isto:
    A minha vida era muito mais importante do qua a “defesa daquilo”. Logo, quase me acusam de não-patriota, etc. É a acusação que eu quero para liquidar de vez o assunto: “naqueles anos e depois, soube pessoalmente “lá, de dois jovens e “cá” de cinco, cujos papás, unha-com-carne com o regime, os safaram da tropa e da guerra. Se juntar a esses casos dezenas de outros idênticos que me contaram, afinal esses papás e filhos foram mais patriotas do que eu ? Porque não se sujeitaram a consequências graves, defendendo Portugal ?
    E calam-se ou resmungam sem argumentos.

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  6. MJRB permalink
    10 Junho, 2019 20:51

    Lembrei-me há pouco, sobre os aerogramas: havia um gajo de Marvila que cobrava (não me lembro quanto) a soldados que não sabiam ou mal conseguiam escrever aos familiares. Ganhava razoavelmente. Eu e mais dois conseguimos sensibilizá-lo para a sacanice que estava a praticar com camaradas naquela situação de isolamento, ansiedade, contactos com familiares. Desistiu. Eu própri escrevi e li muitos, de soldados que pouco sabiam escrever e ler. Não havia então, analfabetismo em Portugal ? O caraças é que não havia !…

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  7. Expatriado permalink
    10 Junho, 2019 21:25

    Coitadinho do MJ….

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  8. 10 Junho, 2019 21:56

    Rua Furriel Guilherme Dantas-PORTO

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  9. Jornaleco permalink
    10 Junho, 2019 22:31

    Eu sei, que aqueles, que nos roubaram Angola, Moçambique, agora estão a tentar a roubar o resto. Começando pela justiça!

    Nada aprendem?

    E agora vêm a imigração ilegal de bárbaros muçulmanos.

    Quem não lutar, tornara-se em escravo.

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  10. Albano Silva permalink
    10 Junho, 2019 23:04

    Os aerogramas eram um meio de comunicação numa guerra que foi e é vista de duas formas no tempo: nos anos 60 era encarada de uma forma, obviamente diferente daquela com que a julgamos hoje. Porém, é hoje que ficamos com a certeza absoluta de que, sem o entender na altura, estávamos a lutar, então, para assegurar um futuro melhor não só dos portugueses da Metrópole, mas particularmente para os nativos. Que também são gente.
    E quem contesta isto, demonstra que não visitou África na última meia dúzia de anos.
    “Nem nós estamos em condições de as entregar, nem eles em condições de as receber”, disse Marcelo padrinho. E estava certo.

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    • 11 Junho, 2019 12:30

      Exactamente.
      Ainda que também pense que mais valia ter entregue com defesa dos que lá estavam, e a tempo, evitando o 25 de Abril

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    • 11 Junho, 2019 12:32

      Principalmente evitando o 25 de Abril e o PREC que destruiu Portugal.
      Até hoje. Nunca se recuperou a boa economia e o que de bom o regime tinha.

      Ficámos na cauda da Europa. Agora. Não foi no Estado Novo. Aí estávamos a crescer mais que todos os outros e a ultrapassar Espanha.
      Bastava ter-se resolvido África e acabar com a palermice da censura que só servia para alimentar mártires comunistas e toda a Esquerda que ainda hoje vive disso.

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      • LDM permalink
        11 Junho, 2019 14:23

        Tem razão, mas resolver África com honra não teria sido fácil.

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    • 11 Junho, 2019 13:57

      A propósito, quando estive em África ouvi isto: Devíamos ter sido colonizados pelos portugueses! Dito por um engenheiro civil congolês (Kinshasa, RDC), bastante inteligente.

      Ouvi também, em Angola isto: no tempo dos brancos, o preto comia carne de segunda mas comia bem.

      Deixo ao cuidado dos diversos escarralhados a interpretação do que disseram.

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  11. MJRB permalink
    11 Junho, 2019 08:41

    Hoje continuam no Mindelo as comemorações do 10 de Junho. Estão lá o hipnotizador e o ilusionista a dar uma mãozinha política ao PR cabo-verdiano e, a avaliar pelo programa do dia, não necessariamente para estarem com os tugas residentes. Uma espécie de pós colonialismo soft, alegre, divertido, em festança.
    Ora, em Lisboa, hoje temos o “estou-me cagando para a justiça” como substituto ou seja, até ao regresso da parelha, “o mais alto magistrado da nação”. Assim sendo, não há uns gajos que se estejam “a cagar” para o tipo, e com tomates façam um golpe de Estado ou uma uma intentona, uma remoção ou um aviso ?

    O PAN entrou na moda, é invejado. Até o Iniciativa Liberal, pela voz do seu mentor-mor veio ontem afirmar que “quer ser o PAN dos enganados” — ou qualquer coisa parecida.

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  12. Beirao permalink
    11 Junho, 2019 09:14

    Fui dos primeiros a ir para a guerra de Angola. Bastantes covardes da altura desertavam negando-se a defender o que era nosso e, hoje, esses mesmos cabrões covardes batem palmas á nossa tropa que vai para guerras filhas da puta levar nos cornos.
    Cambada de merdas!

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    • MJRB permalink
      11 Junho, 2019 09:46

      Ontem no palanque das comemorações, de certeza estavam alguns que desertaram ou os papás safaram-nos de sujeitarem-se a “incómodos”…

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  13. SRG permalink
    11 Junho, 2019 17:08

    Estive em África na guerra, entre 68/70. Na altura éramos jovens ingénuos com quase nenhuma formação militar, sabendo apenas e mentalizados que íamos cumprir o nosso dever para com a Pátria. Não estou arrependido de ter servido o país. A ÚNICA COISA QUE MAIS ME INDIGNA é saber que alguns que são políticos actuais, desertaram ou tudo fizeram por linhas travessas para escapar ao seu dever. Inclusivamente foram agraciados com comendas. A única coisa que eu peço aos políticos que nos (des)governam é que não se esqueçam de transladar para Portugal todos os Heróis que por lá ficaram abandonados como animais.

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  14. Leunam permalink
    14 Junho, 2019 00:36

    Salazar recebeu, em alto mar, a velha barca “Portugal” desconjuntada, a meter água por todo o lado, tripulada por crápulas e habitada por uma chusma de passageiros ignorantes.
    Como bom Comandante e bom Piloto, conseguiu limitar as avarias, engrandecer e melhorar toda a estrutura da barca, disciplinar a tripulação e educar os passageiros o melhor que pôde, definindo um rumo para ir aportar em porto de abrigo.
    Mas ainda em alto mar foi abordado pelos três maiores PIRATAS do mundo, que tudo fizeram para assaltar a “Barca” no intuito de esventrá-la de tudo o que tinha de melhor nos porões.
    Mas para o conseguir, os Piratas tiveram primeiro que esperar que o Comandante fechasse os olhos para sempre e, entretanto, foram mentalizando a tripulação e os passageiros de que não seriam molestados desde que todos obedecessem às ordens dos Piratas.
    Os tripulantes principais, acreditando nos Piratas, traíram (como verdadeiros traidores) o espírito do antigo Comandante e mudaram para o rumo que os Piratas lhes determinaram.
    Epílogo:
    A barca não chegou a porto seguro, foi esventrada de tudo o que tinha de melhor e por fim anda à deriva, mete água por todo o lado, é pasto de chamas e está a ser consumida por toda a espécie de teredos que, aos poucos, a reduzirão a pó como o caruncho.
    Grande foi o Comandante, fracos e miseráveis foram e são os actuais tripulantes e a maioria dos passageiros que lhe sobreviveram!
    “É a Vida!”

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