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Também quero quotas “raciais”para gente como eu

12 Julho, 2019

Desde que me conheço que luto arduamente para ter alguma coisa na vida. E quando digo arduamente é mesmo isso. Nada me foi facilitado. Se quis “independência” cedo,  tive de me agarrar ainda com 16 anos a um trabalho nas férias da escola numa fábrica. Se quis seguir estudos, tive de concluir o secundário à noite enquanto de dia “comia pó” a carregar camiões. Se quis depois entrar para o superior tive de estudar como o caraças para ter boa média. Se quis depois concluir o curso, tive de trabalhar até às 17h/18h e seguir directo de Ponte de Lima até ao Porto para assistir às aulas que podia, ficar muitos fins de semana fechada em casa a “marrar”  para as frequências e mesmo assim aguentar com as frustrações de não passar a inglês (apesar do meu 16 no secundário) só porque era uma cadeira que não podia frequentar por chegar sempre tarde. Mesmo assim, não desisti e com mais um ano  em cima pelas dificuldades criadas por certos professores, lá concluí o curso.

Mas a saga não acabou aqui. Se quis dar aulas tive de ter boa média para ficar bem colocada. Se quis mudar para gestão de empresas tive de sobreviver a um mundo maioritariamente de homens que por ser novinha (com 25 anos) e mulher, punham em causa as minhas capacidades  dificultando todos os meus passos, obrigando a uma maior afirmação que qualquer outro mortal para conseguir objectivos. Se quis depois empreender tive de ir buscar coragem ao diabo para fazer frente a todos os lobbys que se atravessaram no meu caminho para me atirar borda fora daquele ramo de actividade. Se quis recomeçar tudo de novo e renascer das cinzas,  depois de uma luta desigual contra interesses instalados, tive de vestir uma bata para limpar casas, passar a ferro para fora, guardar crianças e idosos porque aos 40 somos velhos demais  para trabalhar e ninguém nos quer.

Porque ser branco, mulher/homem, de meia idade, de estrato social baixo, sem grandes apelidos, sem conhecidos em lugares importantes, heterossexual, com carro de baixa cilindrada com cerca de 20 anos,  não dá quotas de borla e impede que consigamos sequer um lugar na política – onde prospera gente sem competências nem conhecimentos do  país real apenas dotados de currículos académicos extensos e pomposos – cujo o status quo é mais importante do que qualquer experiência  profissional comprovada no terreno.

Se é para estabelecer quotas raciais por que motivo nós os remediados deste país que contam tostões ao fim do mês por não ter “amigos” influentes, sem cor na pele nem tendências sexuais da moda, não podemos também ter o privilégio de deixar de ter de lutar como mouros  por aquilo que desejamos?

Diz o artigo 13 da nossa Constituição:

Artigo 13.º – (Princípio da igualdade)

1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica ou condição social.

Como podem estes pseudo-políticos atropelar os direitos previstos na nossa Constituição sobre igualdade? Quando impomos quotas estamos claramente a colocar grupos em situação privilegiada em detrimento de outros sem qualquer respeito pelo mérito. E isto é  racismo.

Não há lei nenhuma neste país que impeça que qualquer indivíduo alcance o que quer que seja pela sua condição.  Por isso cabe a cada um lutar por conseguir o que deseja na vida. Se não for bem sucedido não é por causa cor da pele porque se assim fosse, António Costa não era ministro de Portugal; Van Dunem não era ministra da Justiça; Mamadou Ba não se sentava no Parlamento a viver do erário público; Narana Coissoró não tinha sido deputado; a candidata negra do LIVRE não se tinha formado na universidade; não haveria pessoas de todas raças e etnias a estudar no superior;  Hirondina Costa, uma  habitante do Jamaica que tenho a honra de conhecer, não seria uma profissional de sucesso completamente integrada na sociedade com dois estabelecimentos comerciais. Algum destes precisou de quotas para chegar mais longe do que muitos de nós? Não. O que impede realmente alguém de subir na vida é sua determinação, sua vontade e para voos mais altos, seu estrato social (infelizmente). Mais nada.

Anda-se a inventar um país racista que nunca o foi só para legitimar a acção de associações pouco transparentes e com legalidade dúbia, agremiações de antifas (anti-fascistas) perigosos debaixo de uma capa partidária que faz perseguição criminosa por divergência de opinião. Eles alimentam-se destas agendas e não perdem uma oportunidade para as intensificar. Porque é disso que vivem. (Veja aqui neste vídeo o próprio Mamadou a afirmá-lo.) 

Foi o caso do artigo de opinião Fátima Bonifácio. Por que razão a primeira não pode ter liberdade de expressão e tem de ser crucificada na praça e  em relação à instigação ao ódio   e violência – clara e inequívoca –  de Mamadou e as Mortáguas contra os bófias, os tugas, os nazis imaginários e pedido de  morte ao Bolsonaro, já pode ao abrigo da liberdade de… expressão? Mas voltamos ao fascismo, é isso?

Sobre liberdade de expressão diz nossa Constituição:

Artigo 37.º – (Liberdade de expressão e informação)

1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de se informar, sem impedimentos nem discriminações.
2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.
3. As infracções cometidas no exercício destes direitos ficarão submetidas ao regime de punição da lei geral, sendo a sua apreciação da competência dos tribunais judiciais.
4. A todas as pessoas, singulares ou colectivas, é assegurado, em condições de igualdade e eficácia, o direito de resposta.

Quando tentamos silenciar opositores e não olhamos a meios para o conseguir, não restam quaisquer dúvidas que não se trata de um Estado de Direito mas sim o princípio claro  de  instauração de uma ditadura.  Com as quotas raciais  o princípio é exactamente o mesmo.

 

 

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15 comentários leave one →
  1. trio permalink
    12 Julho, 2019 11:37

    mais um pra apagar

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  2. joaquim permalink
    12 Julho, 2019 12:05

    O Mamadou é um intelectual de 1ª agua . Vale a pena dar-lhe importância Cristina , ele agradece

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  3. Maria da Luz Moutinho permalink
    12 Julho, 2019 14:21

    Gostei do que escreveu …concordo com o que disse e até me revejo na sua história!
    …Até ao artigo de Fátima que borrou a escrita toda! O que se há-de dizer que momentos Fátima são estigmas pré concebidos e isso não é bom!
    Desculpe mas não gostei do artigo dela é Xenófobo …simplesmente é! Não gostei do momento Fátima Bonifácio …Sabe porquê?… Liberdade neste país algo oco persiste com ecos que remexem…onde as vozes de Homens numa “Cultura” popular se levantam em uníssono ..acções Intolerantes…Cheias de frustrações aliadas a acção …numa ética de difícil compreensão …nas quais deixa de haver razão, abundando a ignorância e a maledicência em abusos de Liberdade…um certo chauvinismo, onde e de quem exagera sem objectividade!!
    Isto para dizer que a liberdade de expressão não se deve limitar a ser mera informação, mas sim possibilitar e garantir a dinâmica necessária quer de determinados grupos ou socialmente… para discussão de assunto de interesse Nacional… de importância vital para denunciar, alertar, fazer serviço público… e neste caso ficou aquém e não tem estas componentes… A liberdade de expressão …não pode estar sujeita à a manipulação, mas esta existe e não se pode negar de determinados grupo ou social…
    Racismo /Xenofobia … uma realidade a que não podemos estar indiferentes, porque são ameaças mui reais…
    Ontem … Incas … Indianos … Alemães … hoje …continua-se de uma forma ou de outra a incrementar a superioridade de uma raça perante as restantes…Cada vez mais latente em certos conflitos étnicos … aqui e em diversas partes do Mundo, bem como no relacionamento com os emigrantes em vários países do nosso globo …

    A valentia dos “fortes” perante os mais “fracos” só revela … cobardia … as armas utilizadas são desiguais… e que sujam e condicionam toda a dignidade humana …

    A humanidade desumanizada na sua formação enquanto Homem nas suas relações …Apenas lamento que num mundo onde se descobre a cada minuto mais pistas para a evolução da nossa espécie, continue a ser “governado” e no modo de actuar, pela falta de inteligência e pelo instinto de desprezar e matar!

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    • Cristina Miranda permalink
      12 Julho, 2019 15:14

      Se reparar bem só me referi ao texto dela por causa da defesa do direito à liberdade de expressão. Mais nada. Esse parágrafo é clarissmo: se a esquerda pode do outro lado da barricada, também se pode. Simples.

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    • SRG permalink
      12 Julho, 2019 17:28

      A Sra Maria da Luz certamente não leu tudo o que a Sra Cristina escreveu. Então a liberdade de expressão não está consagrada na lei ? No caso da Sra Bonifácio, teríamos “pano para mangas”, já que o seu artigo na minha modesta opinião não é racista como muita gente quer fazer crer. Simplesmente há pessoas que por motivos meramente políticos, distorcem fanaticamente quem tem opiniões divergentes. A esquerda pode destratar quem quer, desde que não seja da sua cor, já a direita ou quem tenha ideias diferentes, são logo apelidados de racistas ou adeptos do racismo. Neste país já existe gente de cor mais racista do que o contrário. Provavelmente até terão as suas razões, já que nada os impede de ter liberdade de expressão.

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    • 12 Julho, 2019 21:01

      Senhora Maria Monteiro, para além de ter notado em si uma certa humana pancada humanista para com os incas??.
      Devo dizer que as pessoas de que a Senhora acusa de xenofóbos também são pessoas humanas com direito ao seu bom nome, dignidade, e protecção da difamação de chauvinistas anti-xenofóbos. Inquisidores ignorantes como a senhora que se levantam em unissono em acções intolerantes populares de histeria , que arrogam de superioridade moral humanista e protetores da humanidade. Numa ética pouco compreensivel de quem exagera da liberdade de expressão sem objetividade no seu chauvinismo intolerante anti-xenofóbico e de caça às bruxas racistas. Com o objetivo de as desumanizar e de lhes retirar a legitimidade de se exprimirem .
      Apenas lamento que num mundo onde se descobre a cada minuto mais pistas para a evolução da nossa espécie, continue a ser “governado” e no modo de actuar, pela falta de inteligência e pelo instinto de , difamação na perseguição inquisitorialmente para desumanizar e mandar matar na fogueira todos aqueles que não partilham com a sua pancada com os Incas.

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  4. Jornaleco permalink
    12 Julho, 2019 15:16

    À autora do artigo.

    Parabens e muito bom trabalho e esforço. Os justos vencerão e aqueles com respeito e educação perante e com o próximo.
    Segundo a catequese da esquerda fascista não existe justiça nenhuma e é o chefe que manda sózinho. O ateísmo não oferece justiça, é tudo um papagaio, um truque, para os deixar entrar no poder. Uma vez no poder, eles de lá só querem sair mortos. Eles não o largam de livre vontade. Jamais!!

    E todos aqueles que caíram na armadilha da história falsa da esquerda fascista pagam agora bem caro.

    Justiça? Os asnos a quererem justiça? Desde quando é que os criminosos vão querer justiça não-forçada?

    Eles querem roubar, foder a eito, viver a infidelidade, trair o próximo, encher os bolsos à custa do próximo.

    A carroça quer andar à frente dos bois, e nunca justiça.

    A nossa constituição e igualdade?
    Hahahahhahahahahahhahaaha. E desde quando é que a mentira deixou de existir?

    Essa é boa. Os juizes já podem ir com quarenta anos ou assim para a reforma, se o quiserem, aquela canalha malandra e corrupta. Isto é um crime!! Eu a pagar para alimentar chulos desses, sem colhões? Qual igualdade? A nossa constituição não vale um corno.

    E a ponte de Salazar vai sobreviver todos esses idiotas e ladrões. Todos!!

    Viva Salazar. Viva!!
    MAGA!
    MPGA!!

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    • 12 Julho, 2019 16:55

      Viva Salazar! Viva o Estado Novo! Viva Portugal!

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      • Carlos Rosa permalink
        12 Julho, 2019 21:40

        A pessoa de Salazar não vai viver. Morreu. Mas o exemplo que deixou persiste e muitos irão abraçar os seus ideais mesmo sem sabarem o que pensava Salazar. Os esquerdolas encarregaram-se de tentar apagar as ideias de Salazar. Nunca o conseguiram porque Salazar era um gigante de pensamento e acção. Aliás, se Salazar vivesse hoje sem a sua imagem do passado, com a maior das facilidades já governava Portugal. Porque Salazar, com a sua superior inteligência, sabia claramente o que fazer para engrandecer Portugal e melhorar a vida dos portugueses. Ele percebia tudo o que se passava em Portugal e tudo o que no mundo inteiro tinha influência em Portugal. Era um homem com um grande conhecimento da História de Portugal e por conseguinte interpretava corretamente o seu presente. Um estadista tem que ser assim.
        Quem não conhece o terreno que pisa não sabe o que fazer com ele.
        E Salazar sabia. Sabia nos anos vinte do Sec. XX e com mais um Séc. de História em cima, saberia na mesma interpretar o seu querido Portugal de hoje.
        A quem desconheça o pensamento do Dr. Salazar aconselho a que procure textos que escreveu os relatos de quem com ele privou.
        Leiam e vão ver.
        Salazar já não vive, mas os seus ideais são como uma seara que todos os anos nasce, cresce e dá fruto.

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  5. 12 Julho, 2019 19:05

    Excelente artigo. Parabéns

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  6. 12 Julho, 2019 19:41

    A Bonifácio foi interpretada com cada um quiz ler, ou não, porque há muita gente que nem leu. Dou um exemplo, quando ela escreve:

    “Ora isto não se aplica a africanos nem a ciganos. Nem uns nem outros descendem dos Direitos Universais do Homem decretados pela Grande Revolução Francesa de 1789”

    Eu interpreto isto pelo facto de não estar escrito na Declaração “preto” ou “cigano”, não está, é universal mesmo, quem se auto-exclui de algo que não menciona raças são eles mesmos.

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  7. 13 Julho, 2019 00:01

    Totalmente de acordo e solidário com a D. Fátima Bonifácio

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  8. pvnam permalink
    13 Julho, 2019 01:24

    Os maiores criminosos de ódio da História – os economic-nazis – ainda vão passando pelos pingos da chuva… já faltou mais para a sua lavagem/branqueamento acabar; adiante.
    .
    .
    .
    URGE TRABALHAR PARA O SEPARATISMO-50-50: O PLANETA É UM LUGAR PERIGOSO PARA POVOS AUTÓCTONES QUE PROCURAM SOBREVIVER PACATAMENTE NO PLANETA!
    { urge mobilizar aqueles nativos que se interessam pelo sobrevivência da sua Identidade para o separatismo-50-50 }
    .
    .
    –»» Interesses Económicos (economic-nazis) destilam ódio/intolerância para com intenções Identitárias… pois… Intenções Identitárias prejudicam investimentos!…
    –»» Migrantes de elevada demografia destilam ódio/intolerância para com intenções Identitárias… pois… Intenções Identitárias prejudicam a sua ambição de serem «donos disto tudo».
    .
    .
    1. No passado povos autóctones da América do Norte, da América do Sul, da Austrália foram alvo de holocaustos massivos…
    2. Em pleno século XXI tribos da Amazónia têm estado a ser massacradas por madeireiros, garimpeiros, fazendeiros com o intuito de lhes roubarem as terras…
    3. etc,etc,etc…
    .
    .
    .
    MOVIMENTO-50-50:
    – por um planeta aonde sejam Todos Diferentes, Todos Iguais… isto é: todas as Identidades Autóctones devem possuir o Direito de ter o seu espaço no planeta –»» INCLUSIVE as de rendimento demográfico mais baixo, INCLUSIVE as economicamente menos rentáveis.
    .
    .
    Nota 1: Os ‘globalization-lovers’, UE-lovers. smartphone-lovers (i.e., os indiferentes para com as questões políticas), etc, que fiquem na sua… desde que respeitem os Direitos dos outros… e vice-versa.
    -»»» blog http://separatismo–50–50.blogspot.com/
    .
    Nota 2: Os Separatistas-50-50 não são fundamentalistas: leia-se, para os separatistas-50-50 devem ser considerados nativos todas as pessoas que valorizam mais a sua condição ‘nativo’, do que a sua condição ‘globalization-lover’.
    .
    Nota 3: É preciso dizer NÃO à democracia-nazi! Isto é, ou seja, é preciso dizer não àqueles… que pretendem democraticamente determinar o Direito (ou não) à Sobrevivência de outros! [obs: não foi por acaso que a elite do sistema adulterou a lei das naturalizações]

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  9. JgMenos permalink
    13 Julho, 2019 20:43

    Vindo de outro lugar:
    A invenção das raças não pode assacar-se a ninguém em particular, nem há suspeitas de que alguma ideologia esteja envolvida no processo.
    O mesmo se diga das múltiplas circunstâncias que originaram famílias, clãs, tribos e nações.
    De todos esses processos vêm desde há milénios cuidando as religiões no seu ministério de relacionar o indivíduo com Deus e por essa via reconciliar os homens de todas as taças e de todas as nações impondo-lhes valores que a todos subordinam e a todos iguala na percepção de que tais valores a todos pertencem enquanto indivíduos.
    Mas a ciência e a crescente auto-suficiência logo haveria de descrer no divino e desprezar tudo que lembre um Todo transcendente; e daí a reiniciar o processo da decomposição desse todo foi um passo.
    Começaram por criar as classes, dizendo-as a mais simples e mensurável divisão; ensaiaram uma mais radical simplificação entre opressores e oprimidos e, deslumbrados com a simplicidade que trazia ao processo de decomposição do todo humano, criaram tabelas de adesão desenterrando todos os agrupamentos conhecidos com destaque para os mais notórios – raça, etnia, nacionalidade – para os classificar,
    Reservam para si próprios uma classe especial: os cuidadores dos coitadinhos, assegurando a estes, obviamente, uma muito ampla maioria.

    Os valores pessoais tomaram o rumo das religiões: um engano em uso num tempo obscuro no passado.

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