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O lugar do morto

15 Setembro, 2019

Uma campa rasa no cemitério da sua terra – esta terá sido a única disposição de Salazar sobre o seu funeral. E com esta decisão criou um monumento fúnebre impressionante, com uma leitura política não só óbvia mas constante através dos tempos. Como logo repetiram os jornais portugueses aquando da sua morte, era o pobre filhos de pobres que regressava à sua terra.
Face à mensagem política gerada pelo despojamento daquela campa não deixa de ser curiosa a polémica em torno da construção de um museu dedicado a Salazar, em Santa Comba, sendo que afinal o museu não se pode chamar museu mas sim “Centro de Interpretação” e apesar de ser ali construído por causa de Salazar ali ter nascido, também não se pode dizer ser sobre Salazar mas sim sobre o Estado Novo.

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  1. MJRB permalink
    15 Setembro, 2019 16:46

    Há muitos meses surgiu a hipótese Museu Salazar. Então, no Blas coloquei o bitaite que tamanha oposição devia-se a uma democracia e liberdade imaturas, para além de imbecilizante, estúpida incultura e inesperado cerceamento/autoritarismo.
    Agora ressurgiu e parece que vai ser criado o tal Museu sobre o Estado Novo-Centro interpretativo — qual o probela-mor para para o regime ? Um susto ?
    Nunca fui nem serei salazarista, mas reconheço-lhe alguns e fundamentais méritos, entre os quais estes: para além da honestidade pessoal, intelectual, cultural e politicamente a léguas de distância da maioria dos PM’s post 25 de Abril.
    Não me sentiria livre se “proibisse” tal espaço. Portanto e por tanto, abram as portas.

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  2. Leunam permalink
    15 Setembro, 2019 18:48

    Os Homens dividem-se em três grandes grupos:
    Os que constroem.
    Os que destroem.
    E os parasitas que nem constroem nem destroem, vivem à custa dos outros.

    Ora o Dr Oliveira Salazar foi um dos que construiu porque, nacionalista, amou a sua Pátria e quis que ela saísse do caos e da miséria moral e material.
    Quis que a Nação tomasse o rumo das pátrias do progresso e do bem-estar do Povo e tudo fez para atingir esse grande objectivo a pesar de ter de iniciar a sua obra a partir do quase nada.

    A Ingratidão, a inveja, o espírito internacionalista e a incapacidade de fazer melhor que ele, levaram os seus opositores a terem que esperar que ele morresse para começarem a única obra que sabem fazer:
    Destruir, destruir, destruir.

    Estão todos satisfeitos, porque depois do famigerado 25 A ficaram livres de conduzir o Povo português de novo à miséria, ao descalabro económico, à ignorância profunda e em último caso à escravidão e subserviência das próximas gerações.

    Tempos virão de profunda agonia para essas novas gerações; escaparão apenas os escolhidos, filhos das oligarquias e, colectivamente, voltaremos aos começos do século XIX, ou ainda muito pior, porque a invasão actual já não é de franceses…

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