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chacun à sa place

6 Outubro, 2019
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O PS perderá, amanhã, a possibilidade da maioria absoluta, porque o Bloco lha tirará. Não serão nem o PSD, nem o CDS, muito menos o moribundo PCP, os responsáveis por isso. O pacto de sangue que António Costa fez com os bloquistas, para ter um governo de legislatura, teve os seus custos: deu palco e poder a uma agremiação política que, de outro modo, penderia, naturalmente, para a irrelevância. O Bloco agradeceu e aproveitou. Amanhã apresentará a conta no Largo do Rato.  O carteiro toca sempre duas vezes.

O PSD ficará condenado a ser o maior partido da oposição. E assim ficará, ad eternum, se não perceber que precisa de 116 deputados para voltar a governar e que, para isso, tem de arrumar a direita e construir um bloco político alternativo ao bloco de esquerda. Qualquer criança é capaz de entender isso. Mas será que Rui Rio, com novo fôlego para se manter mais uns anos como líder, conseguirá aceitar que a vocação do seu partido é liderar um espaço político a que ele nega pertencer?

O CDS poderá entrar num suicídio alucinante se decidir correr com Assunção Cristas. Apesar de estar longe da perfeição, não arranjarão melhor do que ela, nem nada que se lhe chegue. Pelo partido do Dr. Portas já se fala no regresso do Dr. Monteiro, o que nos proporcionaria bons momentos de humor. Pedro Mota Soares e Nuno Melo não acrescentariam nada ao que já existe. O que o CDS precisa é de ter presente que não pode ser apenas um clube de bons amigos do Caldas, que se distribuem, de tempos a tempos, por lugares elegíveis em listas de deputados. O CDS não existe sociológica e ideologicamente. E, ou resolve esses problemas, ou desaparecerá, qualquer que seja o líder.

O Bloco, como grande vitorioso destas eleições, ficará, muito provavelmente, com o futuro do próximo governo nas mãos, como, de resto, já teve o do que cessa funções. É evidente que a próxima legislatura lhe sairá mais cara do que a anterior, e, se quiser credibilizar-se como verdadeiro partido de esquerda e não como um grupo de moças de recados de António Costa, terá de ser mais exigente a viabilizar orçamentos. Isso implicará exigir medidas que colidirão com as exigências e os filtros de Bruxelas, que o PS não poderá aceitar. No limite, chegará o dia em que terá de derrubar o governo, ou ficará sem qualquer utilidade para o eleitorado.

O PCP junta, ao problema gerontocrático das suas elites e, principalmente, das suas bases, o de ter sido o partido mais prejudicado pela geringonça. Foi vampirizado pelo PS e pelo Bloco e, se continuar a viabilizar orçamentos de estado amigos de Bruxelas, levará o destino dos seus antigos congéneres europeus, que, durante anos, o Dr. Cunhal conseguiu evitar, com inteligência e pertinácia. Não será, portanto, com o PCP que António Costa poderá contar para mais quatro anos.

PAN: espera-se que, com o abrandar da moda do holocausto ambiental e dos animaizinhos em restaurantes, se torne numa espécie em vias de extinção.

Iniciativa Liberal: consiga, ou não, eleger um deputado, o Iniciativa Liberal tem de compor uma futura solução política à direita. Tem ideias, pode refrescar o ambiente e provará, amanhã, que tem eleitores. Sá Carneiro foi buscar o PPM, que nunca elegera meio deputado, para integrar a AD. Sabia o que fazia. Depois desta campanha, o IL não poderá deixar de fazer parte da solução.

51 comentários leave one →
  1. 6 Outubro, 2019 08:42

    Adolfo Mesquita Nunes não seria um lider melhor que Assunção Cristas? O IL nestas eleições, estrategicamente renega o PSD, mas o entendimento de direitas não implicaria uma necessária mudança de lideres?

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    • rui a. permalink*
      6 Outubro, 2019 10:27

      Gosto muito do AMN, mas tenho dúvidas de que fosse mais consensual do que a Assunção Cristas. De resto, para ser é preciso querer, e o Adolfo já disse que não quer.

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      • MJRB permalink
        6 Outubro, 2019 11:22

        Há um ainda jovem centrista com qualidades invulgares: Sebastião Bugalho.
        O Melo é muito melhor político do que a ACristas e tem um discurso linear, incisivo, duma direita sem vacilações.
        Mas só um político poderia levantar o CDS-PP, renová-lo e galvanizá-lo: o PPortas. Mas optou pelos negócios, pelo pilim…

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  2. JCA permalink
    6 Outubro, 2019 09:47

    .
    À margem:
    .
    .
    =Paris police worker who stabbed four colleagues to death followed ‘radical vision of Islam and agreed with terror attacks including Charlie Hebdo massacre says prosecutor
    .
    • Michael Harpon, 45, ‘agreed with atrocities’ including the Charlie Hebdo attacks
    • The killer also stopped having ‘certain kinds of contact with women’ recently
    • He knifed four colleagues with a 33cm ceramic knife on Thursday at police HQ
    • He has also been linked to a hate preacher known to French intelligence agency
    • Investigators have found texts between Harpon and his wife about the attack
    • .
    https://www.dailymail.co.uk/news/article-7540717/French-police-worker-slaughtered-four-colleagues-supported-2015-terror-attacks.html?ns_mchannel=rss&ico=taboola_feed

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    • Os corruptos que se cuidem permalink
      6 Outubro, 2019 10:05

      Não deve haver um único deles que não concorde com estas “acções”. Uns não o demonstram por razões tácticas, outros nunca se atreveriam a cometê-las eles próprios por cobardia, mas todos rejubilam interiormente com elas. E praticam activamente a arte da dissimulação (taqqyia). Salmon Rushdie alertou há pouco tempo para a cegueira do Ocidente e avisou que o Islão radicalizou-se irremediavelmente nos últimos 50 anos. Só lamento que não atinjam os políticos que permitem tudo isto e nos estão a levar para o matadouro como borregos.

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      • Zé Manel Tonto permalink
        6 Outubro, 2019 11:12

        “Só lamento que não atinjam os políticos que permitem tudo isto”

        Para quê atacar quem os ajuda? São bestas, mas não são completamente estúpidos.

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  3. Weltenbummler permalink
    6 Outubro, 2019 10:59

    poe ser o pior dos males voto PSD, m<s não me Rio

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  4. MJRB permalink
    6 Outubro, 2019 11:28

    Óbvio, o BE provou, gostou, usufruiu do poder, precisa continuar a lambe-lo.
    Mentiu descaradamente na campanha, teve um leve arrufo de namorados com o AC-DC para parvos acreditarem. Vai mais uma vez suportar um governo do P”S”.

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  5. 6 Outubro, 2019 11:35

    O Costa com o PAN e eventualmente a CDU deve conseguir, penso que não quer o BE. Ainda governa só e vai aos acordos de ocasião, pode ser que ainda dure 2 anitos.

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    • MJRB permalink
      6 Outubro, 2019 12:03

      O maior suporte do AC-DC para continuar até 2023 é o MCThomaz. Por omissão de opinião e serenas, hipnotizantes palavras para iludir a populaça, vai sempre desculpá-lo de tudo o que o habilidoso fizer mal. Precisam um do outro.
      Nas reuniões semanais é que poderá puxar as orelhas ao afilhado e não mais do que isso.
      O MCThomaz é um mole institucionalista, entende o regime pacificado, quer paz, sossego, estar bem com Deus e com o diabo, ser reeleito com a maior percentagem de sempre.

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  6. 6 Outubro, 2019 11:52

    Uma solução governativa sem participação do PCP e dos sindicatos? Este PS vai continuar a governar em minoria com apoios pontuais de qualquer lado… só não sei quem vai aprovar os orçamentos…

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  7. Jornaleca permalink
    6 Outubro, 2019 12:24

    Exigir de ladrões honestidade é uma coisa pouco inteligente.

    Todos os socialistas são ladrões e asnos perfeitos.

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  8. Expatriado permalink
    6 Outubro, 2019 12:25

    Dizem as TVs que HÁ quase 11 milhões de eleitores inscritos para as eleições. Será mesmo ou anda por ali muito nome de morto?

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    • Comunistik permalink
      6 Outubro, 2019 12:32

      Contando com emigrantes não deve andar longe

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    • André Miguel permalink
      6 Outubro, 2019 12:34

      Pensei o mesmo! Ninguém questiona como temos tantos votantes como habitantes?

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      • Zé Manel Tonto permalink
        6 Outubro, 2019 12:44

        Os emigrantes, ao renovar o cartão do cidadão, são metidos nos cadernos eleitorais, quer queiram, quer não.

        Desses quase 11 milhões, muitos não vivem no país.

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      • Jornaleca permalink
        6 Outubro, 2019 13:21

        15 milhões de portugueses em todo o mundo. Dos quais 10 milhões em Portugal. Este grau de precisão tem que chegar agora. Quem desejar mais rigor, que faça pesquisa própria.

        A esquerda porca discrimina 5 milhões de portugueses. Mas quando esses mandam o dinheirinho para Portugal os mesmos cabrões socialistas já gostam. A esquerda é a coisa mais falsa do mundo.

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      • André Miguel permalink
        6 Outubro, 2019 18:12

        Zé Manuel, no site da Pordata consta que temos pouco mais de 9 milhões de eleitores residentes. Algo aqui não bate certo…

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  9. Perigoso Neoliberal permalink
    6 Outubro, 2019 13:40

    Vamos ver se eu também consigo mandar umas bojardas futuristas misturadas com análise politico-partidária.

    PS: vai ganhar as eleições e o facto de ser com maioria absoluta ou não é perfeitamente secundário porque vai poder continuar aquilo que realmente lhe importa: mamar na teta do Orçamento de Estado alimentado pelos contribuintes presentes (impostos) e futuros (dívida) e alargar a sua posição como DDT. Aturar o BE mais 4 anos é um pequeno incómodo que, como se viu nos últimos 4, supera com facilidade.

    PSD: a versão light do PS continuará a desempenhar o papel que lhe está no sangue, o de suplente que só entra em jogo quando o titular faz uma asneira maior do que o normal e precisa de descansar um bocado. Tiro o chapéu ao Rui Rio por finalmente expôr sem muita margem para dúvidas o sua (dele e do partido) “vocação” de subalterno.
    Num país decente, seria reduzido à sua insignificância. Como o português médio é um analfabeto político sem recuperação à vista, o PSD lá se manterá como principal partido da “oposição”, para nossa desgraça.

    CDS: está para o PSD como o Robin está para o Batman. Teria alguma hipótese de ganhar identidade própria e passar a representar alguma direita se o Adolfo Mesquita Nunes assumisse aquilo e limpasse os socialistas que por lá andam, a começar pela atual líder. Infelizmente o AMN fez-se à vidinha e a agremiação ficou entregue à bicharada de sempre. Resumindo, não aquece nem arrefece e vai continuar a ter o papel patético de muleta da muleta do PS. E não, não vai desaparecer, pelo mesmo motivo que o PSD não vai desaparecer.

    Bloco: independentemente de passar a ser o sócio exclusivo ou não do PS, continuará a ser pragmático e a aproveitar a oportunidade para estender os seus tentáculos e continuar a avançar o domínio cultural da esquerda. Gramsci deve ser leitura de cabeceira das meninas.
    Como não são idiotas, vão ladrar muito, fazer muito teatrinho mas no final das contas não vão atrapalhar a vida do PS porque sabem que se o fizerem correm o risco (ainda que mínimo) de o diabo aparecer e isso seria “um retrocesso civilizacional” do caraças.

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    • Perigoso Neoliberal permalink
      6 Outubro, 2019 13:55

      PCP: tem um núcleo de apoiantes que vai votar PC até morrer e há uma grande quantidade de analfabetos políticos susceptível de se encantar com a utopia comunista. Pensar que podem reduzir-se à votação de um MRPP faz tanto sentido como pensar que o Belenenses vai deixar de ter adeptos do porque não ganha nada e desce de divisão de vez em quando.

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    • Mario Figueiredo permalink
      6 Outubro, 2019 18:22

      No alvo. Muito em particular o CDS. Quando o Rui A considera que tem a melhor líder possível, está tudo dito sobre o completo deserto que é aquele partido.

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      • rui a. permalink*
        6 Outubro, 2019 18:52

        Diga lá o nome de outro que a substitua, em sua opinião, com vantagem.

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      • Mario Figueiredo permalink
        6 Outubro, 2019 18:57

        Não há outro nome. É por isso mesmo que é um completo deserto.Percebeu?

        Não é ideologia que lhe falta. É gente. Porque a gente que lá está, incluindo a dita defensora dos professores, não tem qualquer ideologia. São incapazes de criar um projecto de direita para o país. É por isso que o Rui o tenta ir buscar atirando a responsabilidade para cima do recentemente criado IL. Ao CDS o Rui nem se atreve exigir o mesmo.

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      • rui a. permalink*
        6 Outubro, 2019 19:11

        O seu raciocínio faz pouco sentido. O que escrevi é que, exactamente por falta de ideias políticas (a expressão “ideologia” é inapropriada, num projecto liberal), a IL será imprescindível num eventual futuro bloco de direita, se acontecer, quando acontecer. Há algumas pessoas que entenderam já isto, como o Miguel Morgado. Faça lá, também, um esforço.

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  10. Perigoso Neoliberal permalink
    6 Outubro, 2019 14:15

    IL: se quiser desaparecer tão depressa como apareceu é só seguir o conselho do Rui e associar-se aos socialistas light para fazer parte de uma solução “à direita”.
    Se quiser ter oportunidade de crescer, criar bases mais sólidas e realmente representar uma opção diferente dos tons de socialismo que sempre tivemos, continua sozinha e enfrenta a esquerda na guerra cultural desempenhando um papel que ninguém até agora quis assumir.

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    • rui a. permalink*
      6 Outubro, 2019 16:08

      Mas ela já se associou, ou não deu conta do Mov. 5.7? Sabe quais são os objectivos desse movimento? E sabe quem lá participou activamente? Ora ajude-me lá a rememorar.

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      • Perigoso Neoliberal permalink
        6 Outubro, 2019 16:59

        Conheço o 5.7, aderi no dia 13/3 e não é um movimento partidário, mas sim cívico, de debate de ideias.
        Não foi esse tipo de “associação” a que o seu comentário me pareceu referir-se.
        1) Diz que a IL “tem de compor uma futura solução política à direita” (se tem de compor é porque não compôs ainda, logo o 5.7. não é essa tal solução porque já existe há mais de meio ano) e 2) faz menção ao facto de Sá Carneiro ter ido buscar o PPM para integrar a AD. Destes dois pontos deduzi que se referia a uma coligação do tipo AD como a tal “futura solução política à direita”.
        Uma coisa é participar do debate de ideias, do espaço de reflexão que é o 5.7. Outra coisa muito diferente é apresentar-se a eleições coligado com o entulho social-democrata e o “clube de bons amigos” sem ideologia nem propósito. Se o fizer, é mais de meio caminho andado para nunca ser mais do que um PPM.

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      • Perigoso Neoliberal permalink
        6 Outubro, 2019 17:34

        E já que falamos do 5.7, se a solução política que dele sair no futuro (e por “futuro” não quero dizer “nas próximas legislativas) se materializar simplesmente numa coligação do entulho que já existe (PSD e CDS) com os novos e muito pequenos partidos, uma espécie de PaF alargada, boa sorte com isso.

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      • rui a. permalink*
        6 Outubro, 2019 18:05

        Achei piada à sua tentativa falaciosa de invalidar o que escrevi, mas não é por aí que lá vamos. Repare: o 5.7 não se propôs “compor uma futura solução política à direita” nestas legislativas, mas no futuro, quando for possível e se for possível, sendo certo que, sem isso, a esquerda dificilmente sairá do governo. Donde, o facto dessa solução não existir ainda, não obstante o 5.7 ter mais de meio ano, não é um argumento, é uma graçola. Cumprimentos.

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      • Mario Figueiredo permalink
        6 Outubro, 2019 18:40

        O 5.7 não é um partido, é um grupo de reflexão. O IL não se associou a um partido, mas sim e apenas a um movimento cívico. Existem muitos pela Europa fora, mesmo que em Portugal haja pouca tradição ou exposição mediática. À esquerda, por exemplo, não lembraria a ninguém dizer que o Labor concorre às eleições associado à Fabian Society. A única graçola aqui é você querer transformar o 5.7 naquilo que não é.

        Você disse acima, que o IL tem de compor uma solução política à direita. Tanto mais pela sua própria descrição do CDS, nós sabemos muito bem o que você quer dizer, mesmo que venha agora aqui dar o dito pelo não dito.

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      • Mario Figueiredo permalink
        6 Outubro, 2019 18:50

        Mas CDS e PSD não são a solução à direita que os portuguesas de direita querem. Vá lá perguntar aos absentistas porquê… pode começar por mim.

        O IL não tem nada ou ninguém para “compor soluções de direita”. Não existe nada no seu espaço político partidário em Portugal. Ainda para mais porque é um partido liberal social, económico e politico que não encontra nenhuma cama onde se posse deitar, onde todos os parceiros são partidos de super-estado, ora por ideologia ora por prática governativa durante os vários anos em que estiveram no poder.

        O Perigoso Neliberal tem razão sim senhor! Uma aliança do IL a estes partidos da falsa direita portuguesa é por um fim no partido.

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      • Duarte de Aviz permalink
        7 Outubro, 2019 00:32

        O grande contributo da IL é não ter vergonha de chamar os bois pelos nomes e dizer o que o muitos Portugueses pensam. Só esse contributo é valiosíssimo.

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  11. jppch permalink
    6 Outubro, 2019 17:05

    oui, chacun à sa place … et si l’endroit n’est pas dans le grand Lisbonne ou dans le grand Portot … où est l’endroit, le mien et des milliers? nos votes ne méritent pas le respect … c’est un ethnocentrisme politique …

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  12. castanheira permalink
    6 Outubro, 2019 18:21

    Analise lúcida e realista a do Perigoso neoliberal.
    Apoiado

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  13. Jornaleca permalink
    6 Outubro, 2019 19:02

    As pessoas que eu conheço, e que votam em burros e incompetentes (a tal esquerda completa) só estão interessados em ganhar mais, ou garantir o que recebem, seja pouco ou menos, através do Estado.

    Nenhum deles conhecia os problemas que esta Europa está a enfrentar. E se ouviram, as soluções eram pôr a cabeça na areia, e deixar os governar os mesmos idiotas. Não sabem que fazer.

    Quando uma certa geração desaparecer do palco isto vai ser ainda muito pior.

    E metade do povo, dizem, não paga IRS.

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    • Perigoso Neoliberal permalink
      6 Outubro, 2019 19:14

      Rui, eu posso entender de forma errada o que o Rui quis dizer, mas tento sempre encarar a troca de ideias de forma intelectualmente honesta. Vamos lá:
      1. O Rui diz que a IL “tem de compor uma futura solução política à direita”.
      2. Eu argumento que isso (associar-se aos socialistas light, que, traduzindo para partidos, são PSD e CDS) seria um erro.
      3. O Rui diz que a IL já se associou e cita o 5.7 como prova disso.
      4. Eu respondo dizendo que o 5.7 não é exemplo de a IL se ter associado aos socialistas light porque é um espaço cívico, e acrescento agora, não socialista, de debate de ideias e não uma coligação eleitoral.

      Onde é que está a falácia?

      E no comentário seguinte, quando me refiro a “próximas legislativas” obviamente não me refiro a estas que já estão a decorrer. Refiro-me a 2023. Ou seja, não me parece possível que se faça o debate à direita e se chegue ao ponto de congregar todas as correntes do 5.7 numa solução partidária de direita passível de disputar eleições daqui a 4 anos.

      A IL está no 5.7, como estão libertários e conservadores e com certeza outras correntes políticas não socialistas. Está gente filiada a partidos e gente que jamais estará filiada. Falacioso é dizer que o facto da IL estar no 5.7 prova que se associou ao que eu caracterizo como socialistas light (PSD e CDS) porque o 5.7 é justamente um movimento não socialista onde, sim, estão pessoas do PSD e do CDS mas que não representam correntes maioritárias (muito longe disso) dentro desses partidos.

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      • rui a. permalink*
        6 Outubro, 2019 19:36

        O objectivo do 5.7 é contribuir para a criação de um bloco político semelhante ao que Francisco Sá Carneiro conseguiu fazer em 1979. A IL não se recusou a figurar na fundação desse movimento, o que, de resto, fez muito bem, o que me leva a crer que concorda com o seu objectivo. De resto, é apenas uma questão de bom senso: a esquerda só sairá do poder se for tirada de lá com uma Assembleia com, pelo menos, 116 deputados. O grande valor da IL, numa solução deste tipo, é dar-lhe ideias que não tem e doutro modo não terá. Ainda há poucos anos, se bem que muito timidamente, vimos como isto pode ser importante e fazer a diferença com o Adolfo Mesquita Nunes no governo. É graças a ele e às políticas que conseguiu aplicar que esta chafarica se aguentou nos últimos anos. A IL, por aí, poderá fazer a diferença e uma diferença que nos beneficie a todos. Fora de uma solução dessas, acredito que não imagine que a IL consiga ganhar umas eleições nos próximos 100 anos.

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      • Perigoso Neoliberal permalink
        6 Outubro, 2019 21:26

        De acordo, Rui. Não, não sou de utopias logo não imagino a IL a ganhar eleições em Portugal. Mas imagino a IL a continuar aquilo que começou: combater a esquerda na guerra cultural (algo nunca feito até agora), alargar a janela de Overton para deixar de ser exótico o discurso liberal (quem sabe o libertário) e com isso criar condições para no longo prazo (numa perspetiva muito otimista, daqui a uma geração) a direita ter hipótese de atingir, não digo os 116 deputados, mas um número substancial que lhe permita ter influência significativa nas soluções de governo.

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  14. 6 Outubro, 2019 19:02

    Este é que vos vai estragar todos os esquemas…

    …. Em Setembro de 2019, voltou a filiar-se no CDS[12].

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  15. 6 Outubro, 2019 19:05

    Este é que vai estragar todos os vossos esquemas….

    Em Setembro de 2019, voltou a filiar-se no CDS[12].

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  16. Zé Manel Tonto permalink
    6 Outubro, 2019 19:58

    Ainda agora o Galamba e o Nuno Melo dizem que se abstenção é alta é porque as pessoas não querem saber.

    quando questionado se era pela falta de qualidade das opções (leia-se, políticos e partidos), o Galamba tem a distinta lata de dizer que não, que são pessoas que simplesmente não querem saber.

    Vão pastar!

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  17. 6 Outubro, 2019 20:15

    Também não votei.

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  18. Zé Manel Tonto permalink
    6 Outubro, 2019 20:40

    Alguém está a ver o Pedro Nuno Santos em directo?

    Que bezana que o homem tem em cima, e nem 21:00 são.

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  19. Jornaleca permalink
    6 Outubro, 2019 20:49

    @Perigoso Neoliberal

    Permite-me uma pergunta, se faz favor?
    Você foi votar?
    E em quem?

    Eu estou no estrangeiro e a esquerda totalitária e não-democrática discrimina cinco milhões de votantes. 5.000.000 de seres humanos. Mais ou menos.

    Você é a favor que se mude esta vergonha, do racismo contra os que sabem trabalhar? Porque eles gostam muito do dinheiro do emigrante, lá fora, os criminosos do costume.

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    • Perigoso Neoliberal permalink
      6 Outubro, 2019 22:26

      Jornaleca, não fui votar. Também estou no estrangeiro, no Brasil, mas estou recenseado em Portugal. Contava estar de férias em Portugal nesta altura mas por motivos profissionais tive de adiar e com isso, perdi a oportunidade. Se tivesse votado, votaria IL.

      Quanto aos 5 milhões, algumas observações: 1) Não sei quantos mas muitos desses podem ser estrangeiros que conseguiram a cidadania portuguesa. Conheço vários aqui no Brasil. São brasileiros que têm cartão de cidadão porque o pai/mãe ou avô/avó eram portugueses e nada mais além disso. A política que lhes interessa é a local. Se estes estão nos cadernos eleitorais, é normal que contem para aumentar a abstenção. Não me parece que faça sentido estas pessoas terem direitos políticos em Portugal. Deviam pelo menos ter de manifestar essa vontade e não ser automaticamente adicionados aos cadernos eleitorais.
      2) Não é só a esquerda que se está a marimbar para os expatriados. São todos. Não constituo uma amostra representativa até porque não estou em contacto com a diáspora portuguesa local, mas as únicas mensagens políticas de que tive conhecimento foram um apelo ao voto na IL por parte de um canal libertário brasileiro e um apelo de um deputado federal liberal ao voto no PPM (!!!).

      3) 4 deputados em 230 (1.7% do parlamento) para representar 5 milhões de portugueses fora de Portugal (33% dos portugueses), não parece uma representação minimamente justa. Talvez por isso nenhum partido dê importância a quem está fora de Portugal.

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  20. MJRB permalink
    6 Outubro, 2019 20:54

    Tenho uma conclusão que talvez não ande longe disto: O P”S” ganhou com os votos dos seus militantes, simpatizantes e, dos tugas que ao fim de 4 anos foram aumentados entre os10 e os…700 euros/mês. Os primeiros contentinhos “e assim já é melhor do que nada”, os segundos para servir certo tipo de “justiça” a favor do P”S”.
    Siga a farra !

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    • Mario Figueiredo permalink
      6 Outubro, 2019 21:36

      Por onde anda a percentagem de empregados do estado? Acima dos 70, se não me falha. E a estes é preciso adicionar aqueles que indirectamente fornecem o estado. É isto um país de esquerda.

      Na ausência de uma clara crise, a votação, bem como a abstenção, não pode surpreender.

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      • Jornaleca permalink
        6 Outubro, 2019 22:12

        Um país endividado não consegue crescer. Os ordenados vão ficar baixos, fora aqueles dos corruptos, que mantêm o sistema falido e morto “vivo”.

        Os dias estão contados.

        O António Costa é um escravo também do estrangeiro.

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    • MJRB permalink
      7 Outubro, 2019 00:24

      Nessa percentagem por mim suposta e referida estão funcionários do Estado (activos e reformados, dos com pequenos, médios e grandes ordenados) aumentados dos 10 aos 700 euros. Dos contentinhos aos empanturrados.

      Gostei da reacção, há pouco, do RRio. Também gostei do que disse o CGuimarães Pinto. O AC-DC (se o RRio nunca ceder) vai ter oposição inesperada e fratricida na ARepública.

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