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Só interessa se for lá fora

25 Fevereiro, 2020

Harvey Weinstein foi considerado culpado por tribunal nova-iorquino de dois crimes de abuso sexual. Na mesma altura que a escandaleira MeToo progredia de efectivos casos de violação para um “tenho a impressão que me tocou no joelho há 45 anos”, uma senhora de 49 anos seria pacificamente violada por dois homens perto de uma estação de metro na Maia. Seria, porque dias mais tarde, segundo o noticiado, não conseguiu “sustentar a queixa”, tendo desistido da denúncia.

Terá sido violada? Terá imaginado coisas? Nunca saberemos: estamos mais interessados em dizer que não há denúncias falsas do que em descobrir a verdade. E se a senhora foi mesmo violada, que se lixe, não vamos é arriscar a narrativa de que todas as acusações de violação têm fundamento. Entre prevalecer a justiça ou descobrirem-se falhas na narrativa oficial, mais vale não arriscar. A mulher que se lixe.

11 comentários leave one →
  1. A. R permalink
    25 Fevereiro, 2020 09:43

    Já a senhora que impulsionou o Metoo nos EUA dormia com adolescente de idade inferior à do consentimento. Deram o corpo para conseguirem carreira agora que fizeram carreira lixam quem as catapultou: chama-se femi-nazismo.

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  2. 25 Fevereiro, 2020 10:44

    A eterna parvoeira do pulhiticamente cUrrecto

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  3. Expatriado permalink
    25 Fevereiro, 2020 12:53

    Já os gajos escurinhos que violaram moças no Alentejo e depois no Algarve desapareceram rapidamente das notícias. Será que chegaram a ir a tribunal?

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  4. Dno permalink
    25 Fevereiro, 2020 13:21

    sempre me admirou que as senhoras denunciantes de abusos tenham esperado tanto tempo e também me admiro que a justiça não tenha isso em consideração. Sou mulher e garanto que ninguém me obrigaria a fazer-lhe sexo oral se eu não quisesse

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  5. Filipe Bastos permalink
    25 Fevereiro, 2020 13:24

    Do Me Too não será inteiramente justo dizer, como o A.R acima, que todas deram o corpo para conseguir uma carreira. Algumas terão sido abusadas, outras deixaram-se levar mas não deixou de ser um acto vil.

    Muitas outras sim, terão usado o corpo, e embarcaram no Me Too para lavar a porca e merecida fama que terão no meio.

    A primeira injustiça, porém, é a ‘carreira’: entertainers obscenamente sobrepagas – overpaid, um termo que faz falta em Português – que mamam milhões para vestir umas farpelas e repetir frases escritas por outros. E isso já não incomoda ninguém.

    No mundo em que vivemos, todo o Me Too tresanda a birra da brigada PC: o choradinho das pobres meninas ricas, enquanto incontáveis mulheres são realmente abusadas em casa ou violadas em metros.

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    • André Miguel permalink
      25 Fevereiro, 2020 20:54

      As entertainers são sobrepagas porque alguem consome o seu lixo. O Filipe vai ao cinema? Compra música? Estão está alimentar a mama.
      Já quanto às senhoras “abusadas em metros”, não me preocupa tanto quanto as crianças da Nigéria ou Congo, pois as primeiras têm (teoricamente) um sistema de justiça que as defenda, já as segundas não têm maregas que berrem por elas. Nem sequer existem nos legacy media.

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      • Filipe Bastos permalink
        25 Fevereiro, 2020 22:32

        Faz bem em realçar a responsabilidade de quem consome. Dos entertainers sobrepagos consumo pouco ou nada; mas ainda que se consuma, isso não justifica que sejam tão sobrepagos. Pode e deve haver limites.

        É também louvável a preocupação com a Nigéria, mas, muito antes de lá chegar, o post menciona uma violação na Maia. E na sua rua, agora mesmo, pode bem haver um “chefe de família” cobarde que bate na mulher.

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      • lucklucky permalink
        26 Fevereiro, 2020 01:39

        Filipe Bastos e a sua luta contra a Aritmética….

        Se alguém tocar 1 milhão de pessoas e essas lhe derem 1 euro, são 1 milhão de euros.

        Se todos os portugueses me derem 1 euro, fico com 10 milhões…
        O Filipe Bastos está como Socialista-Totalitário contra a livre vontade dos outros pagarem o que querem a quem querem.

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      • Tiradentes permalink
        26 Fevereiro, 2020 11:08

        Poxa pá e eu a julgar que estes problemas só existiam com os banqueiros.. Afinal é com os artistas sobrepagos ……assim como alguns futebolistas, madeirenses ou não, o são.

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      • Filipe Bastos permalink
        26 Fevereiro, 2020 12:07

        “Se todos os portugueses me derem 1 euro, fico com 10 milhões…”

        Até admira não darem, lucky: o seu charme encanta toda a gente. Deve faltar pouco.

        Para limitar a riqueza basta considerar a riqueza média no país. Ter dez ou vinte vezes mais ainda vá; ter centenas ou milhares de vezes mais é descabido, nocivo, imoral.

        Totalitário? Só vejo um mínimo de decência, de razoabilidade e senso comum. Mas claro, eu não sou um fanático direitalha

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  6. Expatriado permalink
    26 Fevereiro, 2020 12:32

    Porque será que não há programas como este em Portugal?

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