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A ler

13 Abril, 2020

Pedro Salvador   «Mas, então se Espanha, Itália e os restantes países do sul podem contar com a solidariedade europeia e até do Eurogrupo pela via do BCE e do MEE, porquê este alarido todo à volta da falta de solidariedade e da ameaça do fim da UE? Por uma razão simples: os países do sul querem endividar-se sem condições. Não querem dívida para resolver uma crise sanitária e depois implementarem medidas de saneamento do Estado. Querem prosseguir as suas políticas de estatização da economia, de aumento dos gastos públicos e ao mesmo tempo beneficiar de uma moeda, da taxa de juro e das garantias que outros assegurarão. Por outras palavras, os países do sul não querem solidariedade do norte, querem o dinheiro do norte para continuarem a gastar á tripa forra, sem fazerem as reformas que os outros fizeram depois da última crise.»

Filipe Brito Bastos  «Que o nosso país não esteja a oferecer a nossa solidariedade aos italianos, na medida do possível dentro das suas humildes possibilidades, é desanimador. Mas é particularmente inexplicável em relação aos espanhóis.»

J. Margalho Carrilho «Coronavírus, o «imperador maoista» Xi Ji Ping e a grande estratégia da China da Rota da Seda: Do passado só sabemos que as crises, o medo, o confinamento social, a disciplina marcial e pobreza acentuada são favoráveis ao emergir de mentes totalitárias, a todos os níveis, à esquerda e à direita.»

André Azevedo Alves e Rodrigo Adão da Fonseca «As informações que recebemos da Europa mostram que, pese embora o otimismo político e as grandes proclamações que compreensivelmente se fazem para consumo interno, dificilmente grande parte das perdas decorrentes da pandemia não terão de ser absorvidas por cada um dos países. Tentar suspender a Morte deixando em suspenso todo um país pode ser um desejo latente, mas é em si uma impossibilidade, um absurdo, e reflete também uma profunda cegueira e desumanização. Podemos aceitar medidas de restrição, inclusive de confinamento, como resposta a necessidades provisórias de reorganização dos serviços de saúde e atraso da propagação do contágio, mas tal não pode transformar-se e escalar – como tem vindo a ocorrer – para se tornar na forma estruturante como encaramos a adversidade e enfrentamos um vírus. Muitos dos que hoje paralisaram e estão disponíveis para capturar ou entregar as liberdades para que se opere este “combate ao vírus” fazem-no a partir de uma posição confortável – em muitos casos, ilusoriamente confortável –, esquecendo que as crises têm impactos assimétricos.»

6 comentários leave one →
  1. JgMenos permalink
    13 Abril, 2020 12:11

    Os tadinhos que cavalgam a despesa pública à menor possibilidade, babam-se pela emissão de euros, de eurobonds, de tudo que se aproxime de dívida a pagar pels outros.

    Entretanto anunciam, com a proa dos imbecis, que não houve nem haverá austeridade estando eles no poder!

    Dá vontade de lhes dar uma moeda e regressar a 75, com umas alterações de metodologia.

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  2. Expatriado permalink
    13 Abril, 2020 13:14

    O que isto está a precisar é daquele momento de 2010 do “SÓ HÁ DINHEIRO PARA PAGAR DOIS MESES DE SALÁRIOS” na função pública. Há-de chegar mas desta vez terão de ser os que lá estão a gerir a situação. Que não apareça um PPC (esqueçam Rio) a pegar o touro pelos cornos.

    A crise do Covid19 está a gerar um aumento enorme do desemprego no sector privado e não vai ficar por aqui. O desespero e até a fome vai aumentar. Crise social sentida por todos quantos dependem e prestam serviços e trabalho em empresas privadas, que pagam os impostos e dinamizam a economia do País. Quantas empresas já fecharam, e vão fechar, por não conseguirem laborar suficientemente para pagar salários, matérias primas e os impostos a que o Estado as obriga num esquema de “paga já porque a gente pensa que vais ter facturação”. E mais a Segurança Social dos trabalhadores, mesmo que parados.

    Esta conversa vem a propósito de uma comparacão que vejo poucas vezes ser feita. Com os funcionários públicos (aqueles com vinculo permanente, não os temporários que, esses, estão feitos ao bife). Quantos vão para o desemprego? Quantos vão para o lay-off? Sim, quantos? Nem um!!

    Eles sabiam o que estavam a fazer quando fizeram a *uta da Constituição. A garantir votos (só um parvo cospe no prato servido por quem manda). E não é o que fazem agora garantindo que não haverão despedimentos na FP (com a desculpa da… CRP) e até, desfaçatez das desfaçatezas, aumentando, já, os salários e prometendo fazêlo nos anos seguintes?

    Isto é mesmo uma grande *erda, não é?

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  3. Weltenbummler permalink
    13 Abril, 2020 13:44

    venham mais putas e vinho tinto

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  4. JPT permalink
    13 Abril, 2020 14:43

    Vejamos: para alguns a economia não pára: “Metro de Lisboa adjudica primeira fase da linha circular. Paga 48,6 milhões à Zagope” (já que não pode ser a Odebrecht, que seja a Andrade Gutierrez). E, depois, lá está, os holandeses é que são repugnantes.

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  5. Albano Silva permalink
    13 Abril, 2020 17:15

    “os países do Sul” querem uma montanha de solidariedade europeia, mas creio que a exigem em forma de CARIDADE, aquela que se recebe “pelas almas”.
    Ficam fulos quando lhes sugerem uma mudançazinha de vida para reduzir a pedincha!

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