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Ouviu falar de Stephanie? Ou não se pode falar de Stephanie porque quem a matou está no lado fofinho das notícias?

25 Abril, 2021

Chamava-se Stephanie. Tinha 49 anos. Acabava de chegar ao seu local de trabalho: o comissariado de polícia de Rambouillet, uma localidade a 60 quilómetros de Paris. Um homem empunhando uma faca e gritando “Allah Akbar” dirige-se para Stephanie. Faz-lhe dois golpes no pescoço. Ela cai. Morre pouco depois. Aconteceu esta sexta-feira. A partir daí cumpriu-se o guião para este tipo de ataques: o ministro francês do Interior, Gèrald Darmanin, declarou a sua solidariedade às forças policiais que diz defenderem os valores republicanos. Na véspera do atentado que vitimou Stephanie, o mesmo ministro declarara a sua solidariedade republicana para com os bombeiros atacados em Lille quando combatiam as chamas de origem criminosa que consumiam uma creche.

O fundamentalismo islâmico existe e mata. Em França os números dos mortos são estes. Os mortos acabam a impor que se fale desses atentados. Porque da violência do quotidiano, aquela que mina a convivência, que impôs regras próprias nos bairros, aquela que transformou a França num país doente dessa não se fala.

2012: 3 attaques mortelles (7 morts)
2015: 6 attaques mortelles (150 morts)
2016: 3 attaques mortelles (89 morts)
2017: 2 attaques mortelles (3 morts)
2018: 3 attaques mortelles (10 morts)
2019: 1 attaque mortelle (4 morts)
2020: 4 attaques mortelles (7 morts)
2021: 1 attaque mortelle (1 mort)

J

22 comentários leave one →
  1. Weltenbummler permalink
    25 Abril, 2021 13:34

    ‘vive la Fraaaaance, vive la republiiiiiqu’

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  2. Prova Indirecta permalink
    25 Abril, 2021 15:17

    Já agora – e pirque falou de terrorismo islâmico – também podia enumerar os números de fogos postos em igrejas …

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  3. Albino manuel permalink
    25 Abril, 2021 15:47

    Calaram o pio à D. Cristina?

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  4. lucklucky permalink
    25 Abril, 2021 16:06

    O Publico, o Expresso, a RTP, a SIC, a TVI… como representantes do Jornalismo Marxista preferem falar do Floyd e censurar a Stephanie.

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  5. 25 Abril, 2021 17:17

    Os emigrantes que afluíram a França, Reino Unido, Alemanha no pós-guerra do século XX, foram os grandes obreiros do milagre económico / industrial destes países.
    Esses emigrantes ao permanecerem nos países de acolhimento constituíram como que ovos de serpente. Tiveram filhos que não se consideram emigrantes e querem usufruir da abastança que vêm os franceses de gema usufruir. Consideram que os prédios de habitação social que habitam são um direito adquirido por terem nascido nesses países. A pesar de serem prédios em betão, com águas quentes e frias correntes e com eletricidade e gás à disposição dentro dos apartamentos. Luxos que seus pais não tiveram nos países aonde nasceram, e os quais nunca sonharam vir a beneficiar.
    Não querem ser tratados como emigrantes porque genuinamente não são emigrantes.

    Italianos, espanhois, portugueses, argelinos, marroquinos, tunisinos, turcos.

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    • Zé Manel Tonto permalink
      25 Abril, 2021 17:40

      “Os emigrantes que afluíram a França, Reino Unido, Alemanha no pós-guerra do século XX, foram os grandes obreiros do milagre económico”

      Bullshit.
      Reino Unido, censos 1991, 95% de população branca.

      5% de população não branca, a maioria dela de baixas qualificações, não fez milagre económico nenhum.

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      • 25 Abril, 2021 18:42

        Quem anda pelas ruas de Londres e de outras grandes cidades inglesas não se cruza só com 5% de pessoas, Indianas, africanas chinesas… não sei de aonde vêm esses números estatísticos.
        Nas cessões de esclarecimento político de algumas cidades separam-se os homens das mulheres, na plateia, dada a percentagem enorme de muçulmanos. Ele assim o desejam.

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      • chipamanine permalink
        25 Abril, 2021 21:48

        Os emigrantes que afluiram ao Reino Unido e a França no século XX muitos deles tugas das berças semi-analfabetos integraram-se na sociedade de acolhimento trabalhando que nem cavalos e todos está agradecidos ao país de acolhimento.
        A “emigrancia” do final do século XX e do XXI já vem com os direitos adquiridos, o racismo na ponta da lingua e acha que o país de acolhimento é que se tem de integrar neles. Muito desta atitude deriva do facto de nos países de acolhimento existir hoje em dia nacionais que desejam com isso destruir as próprias sociedades,, sobretudo pessoal de esquerda que vê no disturbio social, no crime e até no atentado uma mais valia para os seus propósitos.

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      • Zé Manel Tonto permalink
        26 Abril, 2021 11:57

        De onde vieram esses números? Dei-lhe a fonte: census de 1991.

        Em 1991 a população não branca do Reino Unido era 5%. Percebe o que isso quer dizer? Que a prosperidade do país teve ZERO a ver com imigração.

        Se se cruza com milhares de africanos e pakis, hoje em dia, é porque o traidor Blair abriu as portas da imigração em massa, pouco qualificada, no final dos anos 90.

        Nos censos de 2011 a população não branca eram 13%. Quase o triplo, em menos de 20 anos. Quando o país já era rico. Não foi a imigração que tornou o Reino Unido próspero.

        “Nas cessões de esclarecimento político de algumas cidades separam-se os homens das mulheres, na plateia, dada a percentagem enorme de muçulmanos. Ele assim o desejam”

        O desejo deles é irrelevante. Ou se comportam de acordo com os costumes de cá, ou voltam para a esterqueira terceiro mundista, de onde nunca deviam ter saído.

        Deveria ser condição essencial para receberem visto abandonarem os seus costumes e religião terceiro mundistas à chegada.

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    • Francisco Miguel Colaço permalink
      25 Abril, 2021 20:01

      O último atentado de portugueses em França foi extremamente mortal. Matou-me de riso.

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  6. 25 Abril, 2021 17:26

    Os atentados são somente os infortúnios da virtude capitalista…

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    • Francisco Miguel Colaço permalink
      25 Abril, 2021 20:02

      E o pequeno-almoço, o almoço e o jantar as três grandes vítimas de toda e qualquer deriva socialista.

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  7. José Monteiro permalink
    25 Abril, 2021 18:54

    En Francia algo se mueve

    20 GENERALES FRANCESES FIRMAN UNA CARTA PARA ADVERTIR DE LA LLEGADA DE LA GUERRA CIVIL RACIAL

    👉🏻 Veinte generales franceses de alto rango firmaron una carta el 22 de abril de 2021 para alertar a la población sobre la situación catastrófica del país.

    🔎 Señalan varios problemas: “antirracismo”, islamismo, bandas de inmigrantes, enclaves de inmigrantes y zonas prohibidas.

    💥 Culpan al gobierno de permanecer pasivo y utilizar su fuerza para aplastar a los franceses, especialmente a los chalecos amarillos.

    💣 Advierten que si no se hace nada, Francia se hundirá con toda seguridad en una guerra civil, causando miles de muertos.

    📌 Los generales, especialmente encabezados por el general Piquemal (jefe de la Legión Extranjera) piden una acción inmediata y dicen estar dispuestos a servir a cualquiera que “defienda el interés de la nación”

    Y aquí extractos del texto de la carta

    EXTRACTOS DE LA CARTA DE 20 GENERALES FRANCESES ADVIRTIENDO DE LA PRÓXIMA GUERRA CIVIL RACIAL

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    • FreakOnALeash permalink
      26 Abril, 2021 09:36

      É do c@r@lho, falece um POC nos EUA (do outro la do atlântico só nos deveria interessar quanto muito política externa) – reacção da CS portuguesa: notícia, se não fosse a peste até seria de abertura. Acontecem vítimas do jihadismo na União Europeia, e nomeadamente o que o José Monteiro está a relatar, que parece-me de uma extrema importância, e a nossa CS …cri…cri…cri…!? É raro assistir a um telejornal, metam a vossa propaganda no buraco no fundo das costas!

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  8. Vasco Silveira permalink
    25 Abril, 2021 18:55

    Caro Senhor BZ; blog Insurgente
    Antes de abordar o conteúdo do seu post não posso deixar de protestar quanto à forma, em que se insinua que ( os outros ) são ovelhas, pois não se insurgem contra o que determina seja o procedimento correcto.
    Infelizmente esse desrespeito por quem o lê começa a divulgar-se, neste e noutros blogs que aprecio ( vg Blasfémias), e considero um lamentável retrocesso de civilidade.
    Quanto ao censo propriamente dito, ou melhor, quanto ao seu posicionamento, recordo que quando do anterior censo , no Blasfémias, Helena Matos, que muito admiro e respeito, indicou a resposta legal indicada para quem sente a sua vida indevidamente devassada pelo mesmo.
    Façamos apologia das nossas convicçõe, mas sem criticarmos quem discorda ou não tem convicções.

    Melhores cumprimentos

    Vasco Silveira

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  9. João Brandão permalink
    25 Abril, 2021 21:04

    Mais uma vida perdida, lamentar!
    Mais uma vida ceifada graças à promoção do falhado estado francês e do idiota que o chefia!

    Apesar do meu comentário em post anterior lamento muito a perda de vida de um elemento da polícia francesa às mãos de um assassino estrangeiro.

    Ainda assim e apesar do lamento, deve ser dito que a polícia francesa é hoje objecto de rejeição por parte de alguma opinião pública francesa, e continua a pôr-se a jeito para isso.
    Mas essa situação não desculpa a negligência do estado fracês relativamente à segurança dos seus polícias.

    E eles mesmos podem ser questionados sobre a própria contribuição para este estado de coisas.
    Em que partido(s) teria votado esta senhora?
    Qual será a reacção dos sindicatos da polícia locais?

    Os militares franceses parece que já começam a despertar do torpor em que os marxistas locais os mergulharam.
    Seria bom que os polícias de lá não ficassem a dormir muito tempo mais!

    Por cá, aguardo ainda a reacção do bispo Linda, do Porto, a este assassínio, para ver se esse indivíduo vem outra vez com a cristã declaração de que se tratou de mais um caso resultante do preconceito que os europeus mantêm relativamente aos ‘pacíficos’ mmadus …

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    • Marta Saraiva permalink
      25 Abril, 2021 21:45

      Já não me lembrava do Dom Linda e das suas declarações iluminadas…

      Sim, a polícia é bastante contestada aqui e, em muitos casos, justamente, qdo carrega vai tudo à frente. Há que ter em conta que os franceses não são mansos, especialmente nas manifestações, mas isso não justifica a brutalidade policial.
      Sim, é ver como é que a polícia reage – os atentados de 2019 deixaram mta mossa – mas tb como se orientam os serviços de informação para identificar estes casos mais cedo, e obviamente ver qdo é que o Estado francês deixa de ter medo das chantagem de islamofobia e faz o que tem a fazer com mtos destes assassinos que estão ilegalmente em França (não são só os coitadinhos de segunda geração) , que é deportá-los e mandar às malvas as acusações de violação de direitos humanos e de dizer o óbvio: o Estado francês não tem obrigação de legalizar toda a gente que cá entra. Isto para não falar na questãp dos guetos, das no-go zones e das escolas… Não invejo o Macron, se é demasiado duro tem os islamogauchistes aos guinchos, se não é, a Le Pen nem precisa de dizer nada…

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      • Zé Manel Tonto permalink
        26 Abril, 2021 12:01

        Já dei o que tinha a dar para o peditório Francês.

        Quando a escumalha dos banlieus parte tudo, e mete tudo a arder, é panilnhos quentes. Quando franceses que pagam impostos protestam contra aumentos de impostos, é polícia de choque, e balas de borracha.

        Pode ser que da próxima elejam Le Pen.

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  10. Mário Marques permalink
    25 Abril, 2021 21:17

    Aqui vai o link para a notícia: https://areamilitarof.com/?p=2860

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  11. FreakOnALeash permalink
    26 Abril, 2021 09:46

    Por estes dias lembro-me muito das palavras da personagem do Conde Steinbroken, diplomata finlandês que frequentava regulamente o Ramalhete em os Maias.
    A nossa CS olha para estas notícia e no meio da jogatina solta um: “C’est très grave, c’est excessivement grave!” e volta à jogatina escolhendo passar a propaganda e o merd@bol de costume como ponto áureos das suas montagem jornaleiras.

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  12. marta permalink
    26 Abril, 2021 10:28

    Sinceramente, se é para ser noticiado como o foi no Públixo – Policia trata homicídio em esquadra como ataque “terrorista”, ou qualquer indecência semelhante – quase prefiro que não se fale. É uma questão de higiene moral, coisa que aquele pasquim não tem há muito tempo.

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