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Fugir da Roménia para cair noutra Roménia?

8 Maio, 2021

Isabel Milu: «Quando caiu o muro de Berlim, eu era uma adolescente num país dominado pela figura paternalista de um Estado comunista. Um Estado que detinha e controlava todos os recursos e os distribuía de acordo com a sua (falta de) visão ideológica e económica. No mundo em que cresci, todos tinham casa e emprego garantidos, acesso a educação e saúde. Mas as casas eram todas iguais (igualmente más), os salários nada tinham a ver com o valor profissional, e a saúde era gratuita apenas em teoria porque, na prática, os serviços eram prestados a troco de “ofertas” em dinheiro ou bens e primava pela falta de medicamentos básicos e equipamentos. Iniciativa individual? Desencorajada. “Eles fingem que nos pagam, nós fingimos que trabalhamos”, era o ditado daqueles tempos. Consequência: baixa produtividade, bens de má qualidade, oferta inadequada à procura existente e colapso económico. Mas o dinheiro nem era assim tão importante, porque o Estado nos DAVA tudo o que nós precisávamos para (sobre)viver. E foi essa palavra que passei a detestar: DAR poucas vezes tem a ver com a pessoa que recebe. Nada era conquistado através de esforço individual, excelência ou profissionalismo. O Estado simplesmente dava. O que quer dizer que também podia deixar de DAR.»

23 comentários leave one →
  1. 8 Maio, 2021 10:17

    Já no Litoral Alentejano, os patrões dão os ordenados aos paquistaneses se eles se esforçarem e forem capazes de colher 50 kg de morangos por dia…
    Assim dá gosto receber…

    A diferença entre o comunismo e o liberalismo é o nome do patrão. Em ambos os casos há um desprezo total pelos valores humanos. As pessoas são gado.

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    • André Miguel permalink
      8 Maio, 2021 12:25

      Ainda assim preferem o litoral alentejano ao Paquistao.
      E a diferença entre libertade e comunismo é tão pequena que há hordas de americanos a emigrar para Cuba e japoneses para a Coreia do Norte…

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    • chipamanine permalink
      8 Maio, 2021 12:28

      Nenhum ordenado é dado. O ordenado é uma retribuição/pagamento ao trabalho/esforço dispendido pelo trabalhador na tarefa. Se o objectivo é de 50 kg, não sei. Parece-me invenção sua (fake) . Ou vc gostaria de andar a coçar os tomates (vegetal) e receber na mesma? Aí sim já seria DAR. Um liberalismo doador-comunismo mas os tomates já estariam estragados.
      Sintomático é que seja o ordenado em questão e os objectivos do trabalho a sua preocupação mas não a exploração dos ditos trabalhadores pelos traficantes de mão de obra no Nepal , Índia e Paquistão e seus adjuntos por aqui que lhes levam o ordenado todo.
      Continue assim que vai longe.

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      • 9 Maio, 2021 08:45

        Pagam 900 euros p 10 horas de trabalho, coisa que os hippies não recebiam quando a esquerda estudantil adorava fazer estes trabalhos de campo até em kibutzs e eram tratados a pontapé e dormiam em palheiros, na melhor das hipóteses

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    • carlos rosa permalink
      8 Maio, 2021 13:40

      E ninguém fala em ilegalizar o partido do Jerónimo de Sousa que quer instalar em Portugal a ditadura que afundou a Roménia…..
      É mais uma singularidade portuguesa.

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    • carlos rosa permalink
      8 Maio, 2021 13:49

      É vê-los por esse país fora a apresentar-se a eleições autárquicas democráticas.
      Com milhares de parvoinhos a aceitar pertencer às listas dos comunistas, na esperança de conseguirem um tachinho na junta a varrer as ruas e a lamber o cú ao presidente.
      Já CHEGA de aturar esta política degradante que só tem servido para evitar investimentos e provocar a debandada geral das terras ricas do Alentejo e não só.

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    • lucklucky permalink
      8 Maio, 2021 16:30

      “Já no Litoral Alentejano, os patrões dão os ordenados aos paquistaneses se eles se esforçarem e forem capazes de colher 50 kg de morangos por dia…
      Assim dá gosto receber…”

      Quem diria receber por trabalho. Uma coisa extraordinária.

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      • chipamanine permalink
        8 Maio, 2021 17:18

        A mentalidade de funcionário público “progressista” está inculcada no cérebro desta gente. Eles acham que só pelo simples facto de se dirigirem ao local de trabalho já fazem um favor ao patrão que no caso deles é o estado pago pelos outros contribuintes. Trabalho? aquele que ele quer e quando quer e não o chateiem muito pois recebe da mesma forma.
        E projectam aquilo que são para a vida dos outros.

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    • Atento permalink
      8 Maio, 2021 17:46

      O seu post pertinente recebeu as respostas esperáveis da carneirada residente:
      — há sítios piores no mundo;
      — até há, veja bem, quem fuja de ditaduras para não-ditaduras;
      — “nenhum ordenado é dado”;
      — direitos afugentam investidores;
      — v. é um “funcionário público progressista” que quer viver à conta dos contribuintes.

      Assim é a mentalidade cá da casa: a exploração é boa, desde que os não afecte. Há pior no mundo, logo os explorados devem é ficar agradecidos. E a única alternativa a uma ditadura comuna é desigualdade obscena e lamber o cu a mamões.

      Deviam pô-los a alombar como os imigrantes para aprenderem; mas duvido que alguns aprendessem. A histeria anti-comuna e a ânsia de lamber cus são mais fortes.

      Basta ver o chupaminha: quase rebenta de tanto fel.

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      • carlos rosa permalink
        8 Maio, 2021 21:27

        Oh Atento e se tu experimentasses alombar? Assim ficavas a saber o que é isso de alombar.
        Um dia tu ou os que te sucederem no parasitismo de Esquerda vão sentir na pele como o alombar morde no lombo.
        Um dia quando houver mais luz sobre estas trevas que a Esquerda espalhou. Um dia quando os que trabalham e arriscam na vida se revoltarem contra os parasitas e tomem o poder com Justiça.

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      • A. R permalink
        8 Maio, 2021 22:13

        É dura a realidade do socialismo sempre falhar e de nenhum trabalhador rumar a esses paraísos! Habitua-te e abre os olhos antes que seja tarde

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      • 9 Maio, 2021 01:33

        Não há exploração nenhuma … Recebem o que o mercado de trabalho determina como uma retribuição que corresponde ao tipo de trabalho que executam. Que, por sinal, até é mais do que o salário médio noutros sectores, como o textil e a restauração.
        Ninguém os obriga a trabalhar por aquele salário e naquelas condições
        Ninguém os retém em Odemira e nem sequer em Portugal .
        São livres de procurar outros empregos, em Portugal ou algures.
        Convém lembrar o óbvio porque há quem tenha inclusivamente o desplante de falar em … “escravatura” !…
        Também ninguém os obriga a viverem nas condições que foram relatadas. Condições que não sendo famosas, sobretudo no que respeita à sobrelotação das instalações, também não são necessáriamente piores do que aquelas que têm muitos outros portugueses e daquelas que teriam noutros paises, sobretudo nos seus paises de origem.
        Com o que ganham poderiam eventualmente, tal como fazem muitos portugueses e outros imigrantes com baixos rendimentos, viver em condições menos más.
        Mas, como toda a gente sabe (incluindo aqueles que hipócritamente e demagógicamente choram lágrimas de crocodilo pelos “desgraçadinhos”), preferem gastar o menos possivel em Portugal para mandarem o máximo de dinheiro para as suas terras de origem, para o sustento das respectivas familias.
        É verdade que muitos deles têm de destinar uma parte do que ganham para pagar aos intermediários, normalmente outros compatriotas, que os trouxeram para Portugal. E sabe-se que há por detrás um sistema ilegal e mais ou menos mafioso. Se alguma exploração existe é precisamente nesta dimensão. Sendo o caso, compete às autoridades fiscalizar e reprimir este tipo de práticas. Começando pelo combate à imigração descontrolada e clandestina que é o terreno que propicia este tipo de abusos.

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      • Atento permalink
        9 Maio, 2021 03:09

        Claro, Fernando: não há exploração nenhuma.

        As partes têm igual poder; ninguém é obrigado a nada. Todos escolhem livremente.

        Alguns escolhem nascer ricos, outros pobres. Alguns escolhem ter bons contactos e fartas heranças, outros não. Alguns escolhem ser bonitos e inteligentes, outros preferem ser feios, escuros ou ter baixo QI. Alguns escolhem ser banqueiros, outros apanhadores de fruta, outros desempregados (são preguiçosos).

        Alguns escolhem escritórios no 12º andar com ar condicionado, outros trabalhar 12 horas ao sol e à chuva. Alguns escolhem mansões em Cascais e casas de férias na Comporta, outros quartos partilhados por dez pessoas. Alguns escolhem ir esquiar na Suíça, outros coser ténis numa sweatshop no Bangladesh, outros passar fome na Somália.

        No que eles não escolham, o sábio e infalível mercado escolhe por eles, não é assim?

        Aqui entre nós, Fernando, espero que tenha uns bons milhões no banco, seja como for que os obteve: tacho, herança, ou o misto de ambição, sorte e mama que os direitalhas costumam confundir com mérito.

        Mal por mal, estará só a defender a sua mama; como lhe correu bem tornou-se um devoto.

        Porque se for um pé-rapado, ou um remediado armado em ‘milionário temporariamente embaraçado’, como quase todos os carneiros que falam assim, é duplamente ridículo.

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      • 9 Maio, 2021 06:17

        Atento,
        Ninguém escolhe onde nasce, se rico se pobre, se bonito ou feio, se inteligente ou burro, etc, etc.
        Mas há sociedades que, mais do que outras, proporcionam melhores condições ao maior número de pessoas, incluindo as menos favorecidas à partida, as menos bem nascidas, as mais pobres, as mais feias, as menos inteligentes, etc, para poderem viver melhor.
        Essas sociedades são as que têm economias de mercado mais livres, onde cada um é livre de escolher as melhores oportunidades disponiveis para a melhoria da sua condição de vida através do exercicio de uma actividade económica remunerada.
        Os imigrantes de Odemira vieram livremente para Portugal e fazem livremente os trabalhos que fazem precisamente porque consideram que deste modo melhoram significativamente os seus rendimentos e as suas condições de vida.
        Se se sentissem explorados não viriam, ficariam nos respectivos paises.
        Estou certo de que, neste momento, o principal receio dos imigrantes de Odemira é o de que todo este alarido à volta deles possa impedi-los, no presente e no futuro, de continuarem a fazer o que faziam nas condições em que o faziam. Ou seja, o de perderem os empregos e rendimentos que tinham até agora e o de poderem ter de voltar aos respectivos paises e às suas situações anteriores de maior miséria.
        As pessoas que, como o Atento, se julgam grandes “humanistas” e defensores dos “explorados” e “oprimidos” do tipo dos imigrantes de Odemira são, ou por inconsciência (têm uma ideia errada da realidade) ou por hipocrisia (no fim de contas, estão-se nas tintas para a sorte dos mais desfavorecidos e defendem antes interêsses e privilégios próprios mais ou menos disfarçados) ou por uma mistura das duas, as que concretamente, pelas suas ideias e acções, mais prejudicam os ditos “explorados e oprimidos” na sua procura e nos seus esforços por uma vida melhor.
        O tipo de sociedade que pessoas como o Atento promovem e defendem, iliberal e anti-capitalista, é o que menos serve os reais interêsses e o efectivo bem-estar de todos aqueles “explorados e oprimidos”.
        Quando podem verdadeiramente e livremente escolher, os “explorados e oprimidos” escolhem emigrar para os paises com economias de mercado mais livres e não para aqueles que decretaram o fim das desigualdades e da “exploração do homem pelo homem”.

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      • chipamanine permalink
        9 Maio, 2021 07:07

        Atenta (do). Conhece algum ordenado dado? Onde? Na antiga Roménia ou em algum funcionalismo público tuga representado nos ditos do Galvao?
        Dizer que essa mentalidade existe em barda em Portugal no funcionalismo público ( e não só) não é uma realidade?
        Não é fel nenhum é apenas constatação. Quanto ao fel nota-se bem o seu confrontado com a realidade. Vc é um lambe cu do despotismo politico-social que pratica inominavelmente muito mais exploração dos povos que nem o capitalismo selvagem se atreveria. Basta ver o que se passa na China.
        Nenhum, que se saiba, dos trabalhadores migrantes é “explorado” pois recebem pelo menos o ordenado mínimo com os respectivos descontos por parte das empresas. A exploração é a montante desde o momento em que recorrem ao traficante na terra deles a quem ficam a dever milhares de dólares, passando pela habitação que eles mesmo “disponibilizam” e outros “encargos” que lhes vão impondo.
        Mais uma vez, tal como o Galvao quer levar a “conversa” para aquilo que não é, pondo o ónus da situação a quem não tem responsabilidades tentando desviar as responsabilidades de quem de facto explora, trafica estes seres humanos. Chama-se cegueira ideológica.
        Quanto ao resto das suas divagações moralistas não me dizem respeito e por isso fico-me por aqui.
        Até porque a sua fixação a chupar não me diz respeito e não estou interessado

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      • 9 Maio, 2021 08:48

        Exacto, Fernando. Eles compram estes trabalhos por uma pipa aos traficantes de carne humana que são dos países de onde vêm.

        Alguns, imagine-se, até fazem parte de ONGs pelos migrantes…

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      • 9 Maio, 2021 11:37

        Nem mais, Zazie. Ou seja, mesmo assim, mesmo tendo de pagar um custo adicional (que os economistas chamariam “de transacção”) aos traficantes para poderem vir trabalhar para os paises ocidentais, muitos e muitos habitantes dos paises pobres consideram que vale a pena. O que significa que estimam que o que lhes é pago pelo trabalho que fazem no pais de destino é suficientemente compensador. Não há “exploração” pelos empregadores. Há um “imposto” abusivo pago pelos migrantes aos traficantes. Efectivamente, muitas ONGs incentivam, favorecem e até colaboram com esta migração organizada de forma mais ou menos ilegal e mafiosa. Este é que é o verdadeiro mal que importa denunciar e combater mas que os “indignados” de serviço não vêm ou fazem de conta não ver. O único modo que os paises de acolhimento têm para combater este mal é terem uma politica de imigração mais apertada e exigente, limitando e controlando o fluxo, reprimindo as redes de traficantes. Algo que os “indignados”, tal como as ONGs e os traficantes, obviamente não querem.

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      • chipamanine permalink
        9 Maio, 2021 12:35

        Diz o presidente da Câmara de Odemira que o “problema” até nem é tanto com os que trabalham mas MAIS COM OS QUE NÃO TRABALHAM. Ou seja , o traficante e o seu intermediário em Portugal além de “colocar” alguns a trabalhar tem outro tanto de “tropa” (escravos) a quem tudo fazem para não trabalhar e que servem de “moeda de troca” ou substituição caso seja necessário.
        É esta gente a montante das empresas e do trabalho em si que os Atentos deste mundo apoiam. Os traficantes de carne humana para a escravidão. Mesmo os que trabalham com dívidas na origem,alojamento alimentação e colocação nas empresas ….até para respirar dependem deles
        É esta gente que é apoiada pelos Atentos que viram os “cornos” para a discussão da “exploração capitalista”.
        Já houve tempo em que achei que para além da cegueira política haveria alguma ingenuidade nesta postura. Hoje acredito mais que os Atentos deste mundo são os promotores (se é que não tiram vantagens) do trafico humano.
        O exemplo disso são as ONGs que vivem por conta de subsídios e “doações” dos grandes chefes do trafico.
        Alguma “vantagem” esta gente tira.

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  2. Weltenbummler permalink
    8 Maio, 2021 10:30

    detesto o estado qualquer que ele seja porque os dirigentes são uma bosta.
    se a condição humano valesse um chavo a Igreja não tinha perdifo o seu tempo a redigir os 10 Mandamentos.
    a anedota ambulante sleep joe devia contratar Peter Villax para lhe explicar que uma patente não descreve o processo de fabrico e que criar uma fábrica e linha de produção leva muitos meses
    a Sra Eng Merkel fez um manguito ao grupo excursionista reunido no Porto

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    • Francisco Miguel Colaço permalink
      10 Maio, 2021 08:06

      A Igreja não perdeu tempo a redigir os Dez Mandamentos. Estes foram revelados a Moisés directamente, muito antes de haver Igreja Católica. E, consta na tradição, escritos pelo próprio dedo de Deus na pedra.

      A chatice é que funcionam. Até podem revirar os olhos aos primeiros quatro. Os últimos seis são verdades genéricas de aplicação universal.

      Percebo porque é que a Escarralhada os detesta: chocam com as suas ambições de roubar a substância aos outros para promover e manter elites de ilumi-tretas.

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  3. JgMenos permalink
    8 Maio, 2021 12:04

    Sobreviver sem esforço, o pensamento mobilizador da esquerdalhada…desde que não haja quem prospere pelo seu trabalho.ou fortuna….

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  4. marão permalink
    8 Maio, 2021 17:46

    Por cá Costa e Marcelo são os que estão a dar. Nada numa mão e com a outra a tirar.

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  5. Leunam permalink
    9 Maio, 2021 13:47

    O culpado da imigração ilegal é o MAI.
    Agiu como agiu antes dos incêndios de 2017.

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