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A Grande Ilusão do PS

1 Julho, 2021

Vimos recentemente uma série de 3 reportagens da SIC sobre o CHEGA a que chamaram de “A Grande Ilusão“. Quem viu este “trabalho jornalístico” pôde verificar o esforço hercúleo com que se tentou colar este partido a tudo quanto é radicalismos, racismos, xenofobias e nazismos, numa clara manipulação de factos usando meias verdades para criar (estes sim) a ilusão de que estamos num perigo eminente de regresso ao fascismo (que eles demonstraram não saberem sequer o que é e de onde nasceu).

Quem foram buscar para fundamentar a teoria? Alguns dissidentes ressabiados e esquerdistas.

Que narrativa utilizaram? A propaganda usada pelos marxistas de chamar aos adversários aquilo que eles são na realidade para colar um rótulo que, depois de repetido incessantemente, provoca a dúvida e o medo nos cidadãos pouco informados.

Porque o fizeram durante a campanha às presidenciais? Porque esta reportagem serviu uma agenda de desacreditação de um partido que ameaça o sistema instituído.

Adiantou alguma coisa? Tudo indica que não porque o CHEGA não pára de crescer o que significa que neste momento, grande parte dos portugueses já não come gelados com a testa e finalmente já percebem que tudo não passa de uma campanha abusiva de difamação.

Se estivéssemos perante um jornalismo de INVESTIGAÇÃO sério e sem agenda política, o PS teria sido o primeiro alvo (por antiguidade) logo seguido do BE e PCP muito muito antes de qualquer escrutínio ao CHEGA. E porquê? Simples: há uns anos um grande escândalo abalou o PS com um dos seus fundadores a denunciar num livro o que o PS realmente era na prática. Viu algum jornalista – além daquele corajoso Joaquim Vieira que ousou fazer uma reportagem sobre isto e foi demitido -, a fazer investigação? Não. Porque não há jornalismo. Só avençados. O livro vendeu 30 mil exemplares no dia em que saiu a público, esgotou mas o PS logo tratou de o retirar de circulação para logo de seguida perseguir o seu autor, Rui Mateus, obrigando-o a fugir do país. Hoje não se sabe do seu paradeiro.

A VERDADEIRA Grande Ilusão nasceu e continua ( não são caves, são catacumbas) no PS de forma assombrosa e com ramificações perigosas. Se ainda não conhece os factos, eu mostro aqui alguns:

  1. O Livro de Rui Mateus “Contos Proibidos – Memórias de um PS Desconhecido” é o mapa que nos leva até às catacumbas de um partido que, de partido não tem nada, só a fachada. Aqui viajamos pela sua fundação, financiamentos obscuros, corrupção activa, nepotismo, maçonaria e tantas outras coisas que envergonham qualquer pessoa de bom senso. Eis algumas passagens retiradas dos resumos do Aventar:

1.1 Sobre a fundação do partido

«Corriam rumores entre os exilados de que Mário Soares só não aceitara o convite do director de campanha de Marcello Caetano, Guilherme de Mello e Castro, para integrar as listas da ANP, em 1969, porque pretendia a garantia de um lugar no governo. O fundador da ASP e primeiro líder do movimento, Mário Soares, reconhece para ele próprio a influência do socialismo humanista e cooperativista de António Sérgio e até o pensamento estalinista do seu antigo professor, Álvaro Cunhal. A verdade é que, contrariamente ao que acontecia pelo resto da Europa, e até na vizinha Espanha com o Partido Socialista Operário fundado por Pablo Iglésias, em Portugal, a Acção Socialista, primeiro, e o Partido Socialista, a partir de 1973, para além dos textos de Mário Soares que iriam sendo «oficializados», nada têm que ver com os grandes movimentos socialistas da classe operária do fim do século dezanove. A precursora do Partido Socialista não tinha qualquer passado histórico. Nascera na década de 60 um pouco como quem regista uma patente por iniciativa de um grupo de conspiradores de «operações», a sua maioria ligados à Maçonaria, e de alguns teóricos influenciados pelo PCP, como foi o caso de Salgado Zenha e do próprio Vitorino Magalhães Godinho. A evolução teórica do movimento, mais de três décadas após a sua constituição, é assim essencialmente caracterizada mais por razões empíricas de conveniência dos seus operacionais do que pelas teses dos seus «ideólogos» ou pelos princípios doutrinários que emanam do socialismo democrático. Esta caracterização, que viria a ficar célebre quando o líder da oposição, Francisco Sá Carneiro, acusou o então primeiro-ministro Mário Soares de «meter o socialismo na gaveta» com a finalidade de se manter no poder através de uma coligação com o partido democrata-cristão, CDS, verifica-se frequentemente na prática seguida desde 1964. Seria mesmo motivo de algum desdém por parte dos sociais-democratas norte-europeus que consideravam verdadeiramente ridícula a constante necessidade de demarcação dos socialistas portugueses em relação à social-democracia, a cuja família queriam pertencer embora afirmassem ser socialistas democratas e não sociais-democratas. Era um maneirismo influenciado por François Mitterrand, que a Internacional Socialista considerava uma expressão de retórica e pura hipocrisia, com o objectivo de parecerem mais progressistas aos olhos do mundo. Era aliás um sintoma típico do Sul da Europa, que um proeminente político norte-americano, anos mais tarde, comentaria com ironia, em termos semelhantes aos de Sá Carneiro. Mas não obstante a «subtil» distinção e a demarcação progressista dos seus principais dirigentes, a verdade é que a adesão dos socialistas portugueses à Internacional Socialista representa o ponto mais alto do movimento no período que antecedeu o 25 de Abril de 1974. Na história do PS, a sua filiação internacional sobressai destacadamente da manifesta «pobreza» do seu passado. O PS, «sobrevivente apagado dos anos 30, que não resistiu, como organização autónoma, à repressão e clandestinidade, que no final da Segunda Grande Guerra era constituído apenas por um pequeno grupo de abencerragens, sem qualquer influência real no País».

1.2 Sobre os financiamentos

“No seguimento da Conferência de Estocolmo, aumentaram as delegações que vieram a Portugal exprimir o seu apoio ao PS, sendo os apoios financeiros normalmente canalizados através da já referida conta na Holanda. Por vezes, contudo, o dinheiro vinha das maneiras mais improvisadas, tendo eu assistido, em casa de Tito de Morais, a uma entrega por parte de uma delegação sueca que acabara de chegar e que, de repente, começou a triar maços de notas dos bolsos de cada um dos membros da delegação. Nessa altura ainda Carlos Carvalho era tesoureiro do Partido, mas era assessorado por José Manuel Duarte. A partir de certa altura, Carvalho, que fora fundador do PS em Bad Munstereifel, desapareceria para sempre da cena política, passando essa tarefa para Fernando Barroso, que acabara de chegar de Moçambique, onde vivera durante muitos anos. A partir de então Fernando Barroso ocupar-se-ia desse cargo, assim como da administração financeira das Fundações ligadas ao Partido, até ao IV Congresso em 1981. O secretário-geral tinha entretanto saído do Governo e ao ocupar-se do dia-a-dia do PS, compreendera a importância das finanças, que controlaria rigorosamente através do seu cunhado. Uma das medidas adoptadas nesta área seria a progressiva descapitalização da conta na Holanda, movimentada por José Neves e a abertura de uma conta pelo próprio secretário-geral no Bank fur Gemeinwirtschalf em Frankfurt. Esta conta a que Gunter Grunwald chamaria «contas especial do Mário»  só seria encerrada anos mais tarde e, pelo que consegui apurar, movimentaria somas consideráveis. (…)

Naquele período, a resistência ao PCP representava um verdadeiro sorvedouro de dinheiro, que Mário Soares ia mandando entregar  por intermédio dos seus colaboradores. E bem melhor do que a minha memória, os meus registos mostram as seguintes entregas em dinheiro para acções de resistência ao PCP: a 23 de Setembro, 300 contos depositados na conta da Associação António Sérgio e, nesse mesmo dia, 1000 contos entregues a Gustavo Soromenho para o jornal «A Luta». No dia 27 de Setembro, 1000 contos entregues ao cunhado de Mário Soares, José Manuel Duarte. Depois, ao tesoureiro do PS entregaria 1000 contos a 30 de Setembro, 2000 contos a 28 de Outubro e 500 contos a 11 de Novembro. A 20 de Novembro, seriam entregues quinhentos mil escudos mais. No rescaldo do 25 de Novembro, certamente para pagar despesas pendentes, seriam entregues a 1 de Dezembro 1800 contos à Administração Financeira do PS e, a 4 de Dezembro, mais 500 contos ao tesoureiro Carlos Carvalho.

Evidentemente que não conheço a totalidade do conteúdo das caixas de biscoitos, nem os movimentos das contas de Frankfurt e da Holanda, nem, tão-pouco, outras verbas relacionadas com este período, oriundas dos americanos ou as que o ex-presidente Carlos Andres Perez disse ter entregue a Mário Soares.  Consegui, contudo, apurar que antes da reunião de EStocolmo Rolf Theorin mandaria transferir para a conta na Holanda mais meio milhão de coroas suecas. Também o PSD da Dinamarca enviaria mais 304 690$00 em Março e 29 734 coroas em Setembro.”

1.3 sobre transparência

«Para além da ausência de regras que permitam, pela via individual, o acesso do cidadão à actividade política, não existem regras idóneas de financiamento dos partidos nem de transparência para os políticos. Um pouco à semelhança dos «pilares morais» do regime, a Maçonaria e a Opus Dei, tudo se decide às escondidas, como se o direito dos cidadãos à informação completa e rigorosa de como são financiadas as suas instituições e dos rendimentos dos seus governantes e dos seus magistrados se tratasse de algo grave, de algo subversivo.»

1.4 sobre corrupção e tráfico de influências

“O chamado caso do «fax de Macau» ou caso «Emaudio» dar-me-ia o último argumento de peso para escrever este livro. A propósito de um conflito, em nada diferente dos conflitos que devassam o interior dos partidos políticos portugueses e que se prendem com situações de poder; a propósito de um financiamento político relativamente «insignificante» e em nada, a não ser no montante, diferente dos que têm sido feitos ao longo dos últimos vinte anos a partidos políticos e organizações afins, confundiu-se a árvore com a floresta e iniciou-se a investigação à corrupção em Portugal de tal forma que, ao contrário do que tem acontecido noutros países europeus, se inviabilizaria o conhecimento da verdade e, como tal, o combate à corrupção. Em vez de se optar por um esclarecimento idóneo e completo, a que os Portugueses têm direito, sobre o estado da Nação em matéria de tráfico de influências e de corrupção, cortando o mal pela raiz ou, caso se verificasse que a verdade poderia ser fatal, a Assembleia da República em acto público entendesse fazer um acto de contrição para bem da democracia, criando moratórias e regras novas, o Ministério Público parece ter assumido a responsabilidade de definir o interesse nacional. Produzindo uma acusação sem provas numa total inversão de valores e, mesmo admitindo a convicção do investigador em relação a um crime que não existiu, ignorando a máxima de Séneca: «quem, podendo, não manda que o delito se não faça, manda que se faça».

1.5 Sobre ignorância financeira, nepotismo e outras coisas…

“No dia em que chegara ao governo, Soares «não percebia nada de economia, podia ser um ás na política mas na economia era um zero» e dada «a forma displicente com que [tratava] dos números que traduzem a realidade económica, trocando os milhões e os milhares», muitos se perguntavam se «deveria ter sido [ele] o primeiro-ministro do I Governo Constitucional, apesar de o Partido Socialista ter ganho as eleições»

“O embevecimento com que Soares tratava algumas dessas pessoas demonstrava a sua própria ignorância em relação às áreas que ele não dominava. Particularmente acintosos eram os frequentes elogios a Vítor Constâncio que, vindos de um homem que admitia que «na economia era um zero», feririam o orgulho de Salgado Zenha que tinha sido ele próprio ministro das Finanças.”

“Com algumas excepções, as suas escolhas para formar o I Governo seriam verdadeiramente desastrosas e aquele governo, no seu conjunto, nunca chegaria a ter uma esperança de popularidade. Sempre obcecado com o poder, «aquilo que ele, efectivamente, nunca descentralizará», começa então a por à prova a sua própria receita. Assegura o controlo pessoal das finanças do partido através do seu cunhado, que tem ordens absolutas de não permitir o acesso a pessoas estranhas ao serviço. O que equivale a dizer que ninguém na direcção do partido tinha acesso àquele pelouro, dirigido, simbolicamente, no Secretariado Nacional, pelo fundador e fiel amigo Joaquim Catanho de Menezes. E, de um modo geral, divide para reinar, promove poderes paralelos entre dirigentes partidários e ministros. Desconfiado como é, entrincheira-se num bunker de intrigas e de contra-informação na sua residência, que transforma num santuário de bajulação dos seus «fiéis». Despromove e demite todos os que se atrevam a dar muito nas vistas ou que acabem por ser imolados naquelas intermináveis sessões de esconjuração, fazendo depois circular razões de incompetência, ambição desmedida ou, até, megalomania para justificar os seus actos! Zenha seria uma das primeiras vítimas”

“A Manuel Tito de Morais foi dada a pasta de secretário de Estado da População e Emprego. Não porque Tito representasse qualquer ameaça à liderança, mas porque a segunda mulher do Tito de Morais, a Maria Emília, não era bem aceite na «corte» e ambas as famílias, a Barroso-Soares e a Tito de Morais, se gladiavam pela ocupação de lugares no aparelho do partido. Sobre Tito de Morais confidenciar-me-ia uma vez, quando lhe perguntei a razão de nunca o ter promovido além de secretário de Estado, que «o Tito nunca tinha lido um livro na vida»! Mas é sintomático que uma das características que melhor lhe assentariam e pela qual, aliás, ficaria sobejamente conhecido fosse a sua grande incapacidade para escolher colaboradores. Deslumbrava-se frequentemente, por insuficiência própria, com qualidades de pessoas que na realidade não conhecia ou que pareciam dominar áreas que ele próprio desconhecia.”

“Quando a Secretaria de Estado da Comunicação Social, para comemorar um ano de governo, publicou por ordem do primeiro-ministro um inacreditável livro intitulado Vencer a Crise, Preparar o Futuro, já todo o país exigia uma mudança de Governo, tal era a impopularidade em que caíra. É um livro revelador das tendências absolutistas de que Zenha falava e tinha mais semelhanças com as publicações dos regimes despóticos que primam pelos elogios ao chefe, do que com as de governos democráticos ocidentais, lembrando as inúmeras fotos do primeiro-ministro a sua avassaladora e imodesta omnipresença. Dos cinquenta mil exemplares distribuídos, pagos pelo erário público, transparecia um governo fútil e esbanjador. Anunciava, em tons propagandísticos, a obra feita e as tarefas desempenhadas por alguns membros do governo, ao longo de um ano, como as do secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro para os assuntos políticos, Manuel Alegre, que em menos de uma página declarava ter tido como actividades «numerosas representações ou petições de trabalhadores e organismos sócio-profissionais ou simples cidadãos, canalizando os seus problemas para os departamentos a que dizem respeito».

2- Outros factos:

Nesta “pequena” amostra fica claro que o PS é tudo menos um partido. Mas isso não parece preocupar os “Pedros Coelhos” das televisões (in)dependentes, certo?

39 comentários leave one →
  1. Joe Bernard permalink
    1 Julho, 2021 17:45

    Grande Cristina Miranda.
    Muito obrigado pelo seu comentário.
    Vê-se que é uma PORTUGUESA que gosta do seu país!
    Longa vida e contonue, que agrada a quem não tem telhados de vidro!!!

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  2. Joe Bernard permalink
    1 Julho, 2021 17:46

    Grande Cristina Miranda.
    Muito obrigado pelo seu comentário.
    Vê-se que é uma PORTUGUESA que gosta do seu país!
    Longa vida e continue, que agrada a quem não tem telhados de vidro!!!

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  3. Rogério Monteiro permalink
    1 Julho, 2021 17:58

    Excelente trabalho e recolha de elementos, e com a transcrição de partes do livro de Rui Mateus que provam o quanto o PS é um bando de malfeitores, os maiores responsáveis do atraso de Portugal em relação á Europa.
    Como é possivel que uma boa parte dos portugueses ainda não tenham noção do que é esta quadrilha?

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  4. Velho do Restelo permalink
    1 Julho, 2021 18:05

    O país é pequeno, mas as ilusões não ocupam espaço …

    vale sempre a pena recordar essa memória de Rui Mateus, ma há mais :
    “Jorge Coelho, o Todo-Poderoso”, de Fernando Esteves também tem histórias picantes :
    […“Agora só estou a pensar na minha reeleição e você é um elemento tóxico. Portanto ou se demite ou eu demito-o. E era mais digno se fosse você a demitir-se”. E Carlos Melancia acaba por se demitir.]

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  5. Francis permalink
    1 Julho, 2021 18:26

    Encontrei há uns dias este livro em casa dos meus Pais, já tinha o PDF que encontrei na net mas não li grande coisa, agora tenho o livro vou lê-lo nas férias. Promete.

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  6. 1 Julho, 2021 19:05

    Grande CRISTINA que põe a nu alguns (para todos não havia papel) feitos dos xuxialistas, que nos levaram e levam à ruina!
    Com os xuxias ao leme deste País que está feito num Titanic, o desastre é mais que certo!!!
    O milagre da caixa de biscoitos que se transforma em escudos, não será o mesmo da Mãe do Sócrates, onde os escudos se transformaram em euros?
    Os socialistas apesar de não crentes, são pródigos em milagres…especialmente nos dinheiros…

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  7. LTR permalink
    1 Julho, 2021 19:13

    Também não encontraram a estória da “cobertura descoberta”. É natural: a fonte era o Portugal Profundo, a mesma que descobriu que o Sr.Sócrates era um pseudo-engenheiro muito pouco recomendável, quando ainda ninguém tinha coragem de parar de fingir que não sabia do assunto.

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  8. 1 Julho, 2021 19:46

    A maioria das pessoas que vivem em Portugal não tem acesso a esta informação porque lhes é vedada, por estupidez ou desinteresse. A onda da outra direção e voz ainda se está a formar e ainda não deu frutos e certezas do seu futuro (à direita volver). Continuar na luta tornou-se num dever para bem da Nação, trará um dia decerto benefícios para todos nós. Os abstencionistas têm de fazer parte integrante da mudança de regime; a luta é dura e desigual mas tenho esperança.

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    • 1 Julho, 2021 21:45

      Para minha surpresa parece que consta do espólio da fundação bochechas!
      Os eruditos que não gostam de ler coisas na net, sobretudo quando a origem não tem o colorido adequado, podem sempre ir à “capela” do chefe mor!
      Mas é bem possível que quem tenha o atrevimento de requisitar essa obra, sofra consequências, sobretudo se mostrar o cartão xuxa!

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  9. voza0db permalink
    1 Julho, 2021 21:15

    Cara Cristina a ligação para o livro não funciona!!!

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  10. voza0db permalink
    1 Julho, 2021 21:22

    Sobre o tema… A REALIDADE é simples:

    TODO E QUALQUER POLÍTICO É UM SALAFRÁRIO E CORRUPTO. SEM EXCEPÇÕES.

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  11. Maria permalink
    1 Julho, 2021 23:29

    Grande testemunho da brilhante Cristina que merece ser lido por todos os portugueses de bem e verdadeiros patriotas. Mais um texto de antologia a merecer todos os encómios.

    Há uma coisa que não foi abordada por Rui Mateus – nota-se que o livro não tinha o intuito de denunciar crimes de sangue nem os seus autores políticos – como foi o atentado que matou Sá Carneiro. S.C. era um político que fazia muita sombra a Soares. Ele era um rival muito perigoso e Soares temia a sua enorme popularidade e rápida ascensão política, que lhe retiraria por muitos anos o protagonismo e o poder, poder esse que ele queria possuir para poder destruir as Províncias Ultramarinas e neutralizar a Soberania e a Independência do Portugal Continental, tal como aconteceu ponto por ponto ano após ano até aos dias de hoje.

    Cínico, oportunista e ambicionando o poder em Portugal à força, Soares teve sempre a maçonaria a apoiá-lo e a protegê-lo em tudo quanto fez. Ele teve neste crime horrendo a culpa toda e terá sido quem o orquestrou. Um crime jamais investigado com a independência e o rigor que um sistema verdadeiramente democrático exigiria. Soares e o seu bando socorreram-se de criminosos da pior espécie para o atentado ser levado a cabo sem levantar suspeitas. Como ele foi perpetrado já é conhecido de todos desde há muito, foram os seus próprios autores quem o confessou com a maior das descontracções e sem peias. Mas tanto na altura como até hoje jamais foram julgados e punidos, pelo contrário eles têm sido protegidos como santos milagrosos pelo gangue traidor que fez do País a sua Coutada privativa depois de o ter destruído.

    Nunca consegui adquirir o extraordinário livro de Rui Mateus e bem que tinha gostado. Pode ser que um dia.

    Agora um pormenor desconhecido. Será?
    Eu tenho uma amiga que na altura, anos 70 e 80, possuía uma loja de artigos de luxo nas Avenidas Novas. Esta loja era frequentada por políticos e gente da Sociedade e as conversas sobre política e particularidades pessoais de muitos daqueles, dos mais conhecidos, eram frequentes. Uma vez ela confessou-me uma coisa sobre o mais proeminente e poderoso deles todos e que nunca foi falada nem sequer ao de leve pela politicagem de serviço e muito menos pelos jornais e respectivos jornalistas e/ou comentadores televisivos, todos controlados ou comprados pelo sistema, tal como hoje o são, com raras excepções. Soares possuía um defeito de carácter muito grave e desconhecido dos portugueses, só pelos íntimos, que jamais foi denunciado pùblicamente. Por outras palavras, um vício que foi sempre abafado, a fazer lembrar o atribuido a George Bush-pai (outro criminoso de alto coturno) que também o foi durante décadas. Eu fiquei espantada com a denúncia e cheguei a duvidar, mas a minha amiga garantiu-me que era a mais pura das verdades, pois tinha-lhe sido confidenciado por uma sua cliente antiga e de confiança e próxima da entourage de Soares e em quem confiava em absoluto. Imaginam o que era, não é verdade?

    Conclusão: temos sido governados desde o 25 de Abril pelo bando mais indigno, corrupto e traidor que Portugal já conheceu desde a sua Fundação. Por que motivo Rui Mateus não menciona no seu livro o traidor-mor A. Cunhal e a influência psicológica que ele exercia sobre o seu protegido e subjugado Soares (qual escravo obediente perante o seu dono e senhor, pois o seu cérebro há havia sido lavado pelo tutor Cunhal muito antes do 25/4 e simultâneamente pela maçonaria francesa, a que pertencia) e isso aconteceu até à implosão do sistema soviético e mesmo depois disso, até aquele morrer? Todos estes traidores à Pátria, que tanto mal fizeram a Portugal e ao Povo – não esquecer que Soares permitiu e ordenou (palavres suas) que mais de um milhão de portugueses inocentes e indefesos fossem assassinados por terroristas drogados – mereciam ter sido condenados a prisão perpétua sem condicional. Por que não o foram? Ora, ora, porque a própria Justiça (e a Magistratura por arrastamento) também estava sob o seu controlo absoluto e ai de quem divergisse. Tal como continua a estar ainda hoje.
    Maria

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    • Eulália permalink
      2 Julho, 2021 00:51

      Parabéns por mais um excelente texto.

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    • Duarte de Aviz permalink
      2 Julho, 2021 14:16

      “Imaginam o que era, não é verdade?”
      Podia levantar um bocadinho mais do tapete para se ver o que está escondido? Nunca tinha ouvido nada tão picante… 🙂

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    • Zé Manel Tonto permalink
      3 Julho, 2021 17:46

      “Imaginam o que era, não é verdade?”
      Não.

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  12. Expatriado permalink
    1 Julho, 2021 23:45

    Portugal capturado pela máfia socialista

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  13. Eulália permalink
    2 Julho, 2021 00:54

    Excelente serviço público! PARABÉNS, Cristina.

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  14. 2 Julho, 2021 08:06

    Obrigado Cristina
    Informação só possível proveniente de um fonte verdadeiramente independente.
    Era capaz de apostar que o PSD não andará longe deste cenário também. Só um feeling…
    Toma atenção agora com a nova lei da censura…
    Forte abraço

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  15. Prova Indirecta permalink
    2 Julho, 2021 08:14

    E a casa Pia ? E a tentativa de encobrimento e controlo judicial de danos do caso da casa Pia ?!

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  16. FreakOnALeash permalink
    2 Julho, 2021 09:12

    Esse livro já anda a boiar pela net há uns anos e já tinha lido umas tiradas…não que precise de mais informação sobre a podridão daquela quadrilha. Só não entendo como é que ainda atraí pessoas que considero de bem, vem me agora à cabeça o anterior secretário geral do PS, o apunhalado pelo Costas que até volta e meia até escreve uns artigos decentes no Observador…não me lembra agora o nome.
    Quanto ao pseudojornalismo dos mass media, é raro assistir…tanta coisa interessante com que me entreter e ia agora assistir a canais de propaganda!? No thanks! Live long and prosper!

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  17. Prova Indirecta permalink
    2 Julho, 2021 09:37

    Se há coisa que está demonstrada até à sagacidade , é o facto de que o Partido Socialista de Portugal se apossou do poder judicial . A captura é tão evidente e os exemplos são tantos , quantos os que foram trazidos ao conhecimento do público . Mas haverão mais , entretanto , a cada quatro anos , o povo vota …

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  18. Weltenbummler permalink
    2 Julho, 2021 09:57

    Le manuscrit P.A. 28 : étude d’un recueil de textes portant sur l’enfer et la morale, et de son parcours jusqu’à nos jours

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  19. 2 Julho, 2021 10:51

    Já que andamos a revisitar as cusquices das nossas “pérolas” da politica, vale a pena ver pags. 45 e 244 (entre outras) do “Eu e os Políticos” de José António Saraiva.

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  20. Francisco Carvalho permalink
    2 Julho, 2021 11:34

    TODOS DEVIAMOS PARTILHAR ESTA EXCELENTE CRÓNICA DE CRISTINA MIRANDA

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  21. Expatriado permalink
    2 Julho, 2021 13:03

    Jovem Cristina. Este devia ter sido o capítulo II do que publiquei acima

    As minhas desculpas pelo “finger-trouble”…

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  22. Expatriado permalink
    2 Julho, 2021 13:15

    O João Tilly recebeu esta mensagem do Facebook (em português)…

    https://www.foxnews.com/media/facebook-warns-users-have-been-exposed-harmful-extremists

    Orwell…

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  23. Vitor Soares permalink
    2 Julho, 2021 18:49

    É uma verdadeira hecatombe a história verdadeira deste partido,melhor,de algumas das suas personagens mais notáveis, e não só!!!!!…..
    VIGARICES, ROUBOS MENTIRAS ,FRAUDES.IMBECILIDADES,É UM NUNCA MAIS ACABAR!!!!!…

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  24. 2 Julho, 2021 19:06

    oposição muito fraquinha. assim não chegam longe

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  25. Manuel Frazão permalink
    2 Julho, 2021 19:38

    O meu comentário já foi feito na partilha no FB.
    Contudo acrescento que a Cristina Miranda é de leitura obrigatória.

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  26. Francisco da Silva Carvalho Carvalho permalink
    3 Julho, 2021 12:23

    O FACEBOOCK Não me deixou partilhar este post porque há pessoas que consideram um abuso ! TÁ BONITO ! TÁ !!!

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    • 3 Julho, 2021 15:14

      E quem precisa do FB?
      Deixem-se dessas modernices e aproveitem os poucos locais onde há possibilidade de destapar a fossa, leiam a informação útil disponível, tirem conclusões e divulguem !
      Aqui só vejo bocas tolas, negacionismo aparvalhado & coisas iguais ao “outro lado” …
      Quem já leu a acusação da CNPD à CML ? Aquilo é uma bazuca no traseiro do visconde apontada ao traseiro do badocha, e andam aqui a trocar miminhos ?

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  27. Vitor Manuel Fernandes Soares permalink
    4 Julho, 2021 12:11

    JÁ NADA ME ESPANTA,DEPOIS DE IR ASSISTINDO AO LONGO DESTES ÚLTIMOS ANOS, ÀS VERGONHOSAS E IRRESPONSÁVEIS GOVERNAÇÕES(OU MELHOR, DESGOVERNAÇOES) COSTA,PRIMOS,AFILHADOS, PADRINHOS, CORRELIGIONÁRIOS,ETC. ETC ETC, NESTES ÚLTIMOS ANOS,COM INÍCIO NA CM LISBOA!!!!

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  28. 6 Julho, 2021 10:11

    Velhos hábitos que se mantém e refinam

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  29. 13 Julho, 2021 12:11

    Bravo Cristina, mais um belo trabalho devidamente substanciado (como sempre).

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  30. Carlos Trindade Fernandes permalink
    25 Julho, 2021 03:43

    O que dizer de todos estes beltranos que tomaram de assalto PORTUGAL e que a partir desse momento transformaram este país num autêntico território de caça privada para si e para os seus pares…?! Uma solução se impõe: a substituição de todos eles…!!!

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  31. António Rodrigues permalink
    25 Julho, 2021 16:10

    Na minha opinião, grande parte dessa escumalha,, devia estar detrás das grades de uma prisão, mas… O que se passa, com as polícias e os tribunais portugueses? Será que não existe gente séria, nesses organismos do Estado Português?

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