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Portugal declara-se independente de Lisboa

10 Dezembro, 2021

A convite da Oficina da Liberdade, José Rentes de Carvalho descreve no Observador o seu sonho de Portugal se declarar independente de Lisboa.

Por vários sentimentos e razões, as palavras do Presidente e a interpretação do jornalista vieram sacudir uma velha ideia minha: a de que Lisboa é um enclave, povoado de gente com uma nebulosa ideia do país a que pertence, e recordar o sonho que há muito acalento, o de que numa manhã de sol o rádio me acorde com a notícia de Portugal se ter declarado independente de Lisboa.

O texto completo, imperdível, encontra-se aqui com o título “Bolsa larga, barriga cheia

13 comentários leave one →
  1. Weltenbummler permalink
    10 Dezembro, 2021 11:15

    estamos na MERDA e sem vontade de sair dela

    La balanza de nuestra razón, sin embargo, no es del todo imparcial y uno de sus brazos (aquel que porta la inscripción «esperanza de futuro») cuenta con una ventaja mecánica merced a la cual aquellas consideraciones aun livianas, que caen en su platillo, logran alzar en el otro especulaciones de mayor peso específico. Esta es la única inexactitud que no puedo, ni tampoco quiero, eliminar.
    (IMMANUEL KANT, Sueños de un visionario, esclarecidos por los de la metafísica)

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  2. Maria Sousa permalink
    10 Dezembro, 2021 11:46

    Que absurdo! Infeliz este texto!
    Portugal é um país, com Norte, Centro e Sul, e uma capital, Lisboa, como qualquer outro país.
    Confundir Lisboa ou os habitantes de Lisboa, que, eles ou os seus pais e avós, na sua maioria, são oriundos das outras zonas do país, com o Governo é uma lástima, para não utilizar uma palavra mais forte.
    Isto lembra-me a Catalunha…
    Complexos de inferioridade em relação às pessoas de Lisboa?
    Eu nasci em Lisboa, a minha mãe era do Ribatejo, a minha avó da Beira, os meus antepassados de todas as partes do país e até de África. Gosto de todas as zonas e quando viajo por Portugal, sinto-me sempre em casa, apesar das variantes de pronúncia e alguns hábitos diferentes. Mas essa variedade significa riqueza cultural.
    Pode-se reclamar em relação à gestão que é feita no país, mas reclamar a independência revela falta de patriotismo. Voltamos aos “sulistas elitistas” de Luís Filipe Menezes? E o que dizer das pessoas que se advogam “uma mulher/um homem do Norte”?
    Basta de disparates, coutadas e quintinhas! Vamos é, todos juntos, trabalhar para construir um Portugal melhor!

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    • Andre Miguel permalink
      10 Dezembro, 2021 14:00

      Maria, Portugal é Lisboa o resto é paisagem.
      Vivi um ano em Lisboa e nunca mais, cheia de gente tacanha e pindérica até mais não, cuja vista não alcança alem da 25 de Abril. Eça é que os topou.

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      • Maria Sousa permalink
        10 Dezembro, 2021 14:27

        Oh, my God!

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      • Emparedado permalink
        10 Dezembro, 2021 16:06

        Temos um PM (lisboeta) que ostenta cabelos nas orelhas e usa casacos com as mangas até às unhas. Tristes com pretensões estes lisboetas…

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    • Desalinhado permalink
      11 Dezembro, 2021 08:10

      Tem toda a razão, Dona Maria Sousa.
      Este Telmo Azevedo Fernandes é um ressabiado cidadão do Porto que nutre uma inveja de morte contra Lisboa.
      Estes tacanhos provincianos do Porto não se enxergam mesmo, e para quem reclama independência e autonomia em relação à capital do país, não deixa de ser irónico que até se tivessem deixado capturar por um clube de futebol e por um mafioso que o preside.
      Nem com as invasões napoleónicas estes “ferreirinhas” aprenderam nada, quanto mais não fosse a terem uma visão mais alargada de urbanidade e menos tiques de arrogância liberal e preconceitos mesquinhos de uma ideia de pátria.
      Talvez por isso tenham nesta altura um presidente de câmara “incauto” a braços com o caso Selminho, que mais não é o tipo e o exemplo de regionalização que tanto reivindicam e querem lá para cima, habituados que estão a corromper tudo e todos com um cálice de vinho do Porto à mesa.
      Eu, por mim, já vos tinha dado a independência há muito tempo, não só em relação a Lisboa, o vosso alvo preferencial, mas também em relação ao país, pois era um favor que faziam ao Terreiro do Paço, e até se podiam juntar aos da Catalunha, que se identificam melhor convosco, e assim desamparavam a Ibéria de todos os empecilhos e degenerados.

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      • Emparedado permalink
        11 Dezembro, 2021 09:07

        O Tejo, as gaivotas, a Liberdade, tanta pomba assassinada…
        O cuspo não enche as vossas barrigas. Trabalhem malandros!

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      • Tiro ao Alvo permalink
        11 Dezembro, 2021 15:40

        O desalinhado reparou que quem escreveu o artigo não foi o Telmo Fernandes, mas o Rentes de Carvalho. que tem raízes em Estevais, Mogadouro e que, por razões políticas, teve que emigrar e conhecer mundo?

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  3. Anasir permalink
    10 Dezembro, 2021 12:02

    O problema é que esse Portugal nunca será construído, porque as decisões vêm sempre de Lisboa, que não está interessada em perder o seu estatuto de cidade “única” no país…

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    • Maria Sousa permalink
      10 Dezembro, 2021 14:29

      Lisboa não é a cidade “única”, é a capital de Portugal.

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    • 10 Dezembro, 2021 14:30

      Decisões de Lisboa? ah,ah,ah! Decisões de Bruxelas, isso sim. Vai ver que, se em 30 de janeiro se der o reviralho, as decisões ficam absolutamente iguais às que têm sido tomadas nos últimos 15 anos… as moscas é que mudam!

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  4. 10 Dezembro, 2021 16:05

    “(…) vieram sacudir uma velha ideia minha: a de que Lisboa é um enclave, povoado de gente com uma nebulosa ideia do país a que pertence”

    Este complexo de inferioridade ainda persiste?

    Como se grande parte dos habitantes de Lisboa não viesse de outras partes do país ou não fosse descendente pais ou avós de outras regiões.

    Parece, até, que nos últimos anos Lisboa não tem sido governada por não lisboetas ou que na Assembleia da República, sediada em Lisboa, a maioria dos deputados (quem manda no país, portanto) não é de fora da capital.

    Como se alguma vez passasse pela cabeça de um alfacinha que Portugal é Lisboa e o resto paisagem – é possível que haja algum e eu desconheça.

    Que há um claro centralismo ou excessiva inclinação para o litoral (não apenas Lisboa), é inegável. Mas se quem acentua, ano após ano, esta clivagem não é maioritariamente lisboeta, mas sim quem passa pelo poder, como atribuir o mal a Lisboa (logo,os lisboetas) e não aos políticos que provêm de todo o país?

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  5. Jorge permalink
    10 Dezembro, 2021 18:17

    Portugal é o litoral o resto é paisage. Desde que vivemos de mão estendida a pedir subsidios à UE , que 90% do dinheiro dos contribuintes europeus vai direitinho para lisboa e Porto. Por isso quem nasce no interior tem que vir para o litoral para melhorar a sua vida. Quem decide a distribuição deste maná sao os corruptos que governam há 40 anos.

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