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ACABOU A AUSTERIDADE!!!

24 Novembro, 2015

A partir deste momento, declaro encerrado o capítulo negro da austeridade, da ignomínia anti-expansionista, da volúpia financeira e da ditadura dos mercados sobre a vontade do povo soberano, povo este que maioritariamente dispersou os votos pela solução governativa pretendida, o 2º, 3º e 4º classificados – com uma pequena ajuda do 5º – em coligação positiva que permite o crescimento expansionista, a reposição dos cortes, o fim do mau-estar nacional, a educação conveniente das crianças, o fim da fome, justiça para os presos políticos e reforma sem sobressaltos para o doutor Salgado. Finalmente, um país a funcionar como é suposto um país latino funcionar.

Costa e mae

Primeiro-ministro e reformada com pensão reposta

NATO 2015

24 Novembro, 2015

Nato-2015

Fascinante

23 Novembro, 2015

É fascinante que, com a Europa a ser obrigada pela força de bomba humana a olhar para si própria, as prioridades do parlamento português sejam os 7,75€ por aborto e a possibilidade de duzentas pessoas acederem à rejeição por motivo hipocritamente inserido no politicamente correcto no processo de adopção de crianças.

Uma dúvida que me assalta

23 Novembro, 2015

O amigo Santos Silva foi ao almoço? Afinal quem se não o amigo Silva pagou o almoço do amigo José que vive com tantas dificuldades?

 

Pensando bem o texto da «Posição Conjunta sobre Solução Política» deve ter sido escrito numa Dymo

23 Novembro, 2015

9. Chamava-se Dymo, fazia etiquetas em relevo e fazia despertar o arquivista que há em nós..jpg
A verde é da Heloísa Apolónia

Apagar incêndios com conta-gotas

23 Novembro, 2015

Casamento-gay-criancas-em-acolhimento

Em Novembro de 2016 falamos

22 Novembro, 2015

O PS mudou de campo mas vai haver um momento algures no futuro em que vai querer voltar ao centro. Não tanto para poder governar mas sobretudo para se salvar a si mesmo.
E é nesse momento que o novo ciclo da política se vai decidir: qual vai ser o novo partido do regime? Qual líder se vai tornar indispensável? Em Novembro de 2016 falamos.

Saiu um memorando: acabou a crispação

22 Novembro, 2015

O candidato presidencial do partido cujas bases programáticas estão definidas desde que Stalin passou a controlar o partido comunista russo, há quase 100 anos, diz que “há uma múmia em Belém”.

Mérito seja dado a quem o tem: a Frente de Esquerda Transitoriamente Aliada (FETA) que quer chegar ao poder em Portugal esforça-se bastante para que os portugueses simpatizem com Cavaco Silva.

Estar no lado inconveniente da história

22 Novembro, 2015

Francisco Seixas da Costa relembra uma historieta, como lhe chama, ocorrida durante o Verão quente, sobre uns fulanos dispostos a vandalizarem o seu automóvel para retirarem um autocolante com o símbolo do MES.

Hoje em dia, 40 anos depois, seria interessante analisar o percurso de todos os envolvidos. Já sabemos que o simpatizante do Movimento Esquerda Socialista com o autocolante no carro chegou a embaixador no Brasil e posteriormente em França. O mais provável é que os reaccionários não tenham tido semelhante fortuna.

Os explosivos do alegado terrorista serão verdadeiros ou também é um caso de alegados explosivos?

21 Novembro, 2015

SIC: Polícia belga procura dois alegados terroristas e teme que um tenha explosivos

Por mim acho que o alegado terrorista transporta smarties. Quer matar-nos com açúcar coisa que de ciência certa mata.

Molenbeek é bué da fixe

21 Novembro, 2015

O Observador tem um artigo interessante sobre a perspectiva que José Luís Costa, 37 anos, tem sobre Molenbeek, Bruxelas.

Bruxelas-Molenbeek.png

Verdadeiro mapa de Bruxelas para um turista.
“Marisa Matias” mostra o Berlaymont (já desprovido de amianto)
e “Montras de gajas” mostra precisamente isso e o serviço de registo de veículos lá do sítio.
“Basílica” é esta e Forest National é
um Coliseu mas para 8000 pessoas que podem incluir – ou não – o Rui Tavares.

José Luís foi viver para o bairro há uns anos porque, como diz, “Gostei, o bairro pareceu-me pacífico e um bom exemplo de convivência cultural”. Um bom exemplo de convivência cultural que José Luís reforça como possuindo “a riqueza da diferença cultural com o ocidente”. José Luís acha que “é uma injustiça que aquela zona fique estigmatizada”, já que foi “muito bem recebido ali”, inclusivamente quando “a minha namorada da altura veio a minha casa sozinha e não se sentiu confortável” porque “as mulheres na rua estão de véu”.

O artigo descreve algumas pequenas desvantagens, como “a cultura árabe” ser “muito forte”, a não existência de quiosques com jornais belgas e a frequência de cafés ser exclusivamente masculina. Tirando esses pequenos detalhes numa capital europeia, onde “é frequente ver cartazes de apoio à Palestina” e colectas na mercearia para ajudar o povo palestiniano de forma “muito discreta”, um local onde não há restaurantes com influências ocidentais – o que só pode merecer o epíteto de “pacífico e um bom exemplo de convivência cultural” -, e apesar do necessário “cuidado para não assimilarmos a totalidade do bairro, coisas que se passam em certos pontos”, pontos esses onde, diz José Luís, tem a “impressão de que os terroristas só se esconderam ali”, é um sítio muito muito muito agradável.

Não existe o direito a ser mãe

20 Novembro, 2015

Está neste momento a ser discutida no parlamento legislação em que se equaciona a possibilidade de existirem aquilo a que num processo de despersonalização chamam “barrigas de aluguer”. Ou seja mães cujo papel é apagado, sendo reduzidas e definidas enquanto barrigas ainda para mais alugadas, para que outras mulheres se possam dizer mães.
Não existem nem o direito nem a obrigação de ser mãe. Há pessoas que nunca o serão por razões médicas. Sofrem certamente com isso. Mas a vida adulta é feita também do aprendermos a viver com a impossibilidade e percebermos que não vale tudo para que nós possamos ter o tudo a que aspiramos. As “barrigas de aluguer” são um dos casos em que a possibilidade de uma mulher poder ter a alegria de ouvir uma criança chamar-lhe mãe não deve suplantar-se ao apagamento da maternidade noutra mulher a que se chama barriga

Os pénis de aluguer e os testículos de substituição

Um filho não é um rim

Os engenheiros sociais

20 Novembro, 2015

O que está a acontecer neste momento no parlamento português é uma loucura mas é a loucura habitual dos processos revolucionários: legisla-se com caracter de urgência sobre a família. INventam-se causas, problemas, discriminações. Repete-se à exaustão a palavra direitos. No fim vão votar com a mesma inconsciência com que no passado votaram em idêntico clima de histeria. Daqui a uns anos vão dizer que não era para ser assim.

Expliquem-me que eu não entendo

20 Novembro, 2015

O que leva a que uma mulher seja automaticamente isenta de pagar taxa moderadora se fizer um aborto mas tenha de pagar uma muito mais elevada taxa moderadora para os exames complementares de diagnóstico nomeradamente aqueles que visam despistar o cancro da mama e do útero?

Não se arranja uma causa fracturante a legitimar essa isenção?

Papoilas loucas

20 Novembro, 2015

Insanity_By_Joseph_Mintpn_ExpressionismO Bloco de Esquerda, esganiçando o seu caminho para a demência regimental, promete “resgatar os direitos das mulheres e a sua dignidade”, posta em risco com o pagamento de 7,75€, correspondentes a 1,53% do salário mínimo, por cada aborto efectuado.

 

Do cherne ao atum

20 Novembro, 2015

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É perfeitamente natural que a esquerda unida não veja motivos para festejar o 25 de Novembro se, após as eleições de Outubro, se mostra muito mais disponível para festejar o 28 de Maio.

Em breve competirá a Cavaco Silva a nomeação de um indivíduo que possa começar a limpar a palha húmida da cavalariça do regime, esperando-se que o alegado Homem Providencial seja capaz de sair quando o penetra regimental, António Costa, o mãos cheias de nada, perceber que o sacrifício pessoal é o único caminho para a redenção.

Agora que tanto se fala de prevenção do terrorismo

20 Novembro, 2015

convém lembrar que em Portugal aquilo em que na prática se traduz a prevenção do terrorismo não é constitucional.

PS e o 25 de Novembro

19 Novembro, 2015

Câmara de Lisboa vai comemorar os 40 anos do 25 de Novembro de 1975

Esquerda falta à reunião sobre 25 de novembro

Das indignações que manifestam a ilusória dor interior

19 Novembro, 2015

Há motivo para certos temas, declarações ou adjectivos causarem grande comoção enquanto outros escapam ao crivo da grande indignação colectiva.

Em primeiro lugar, as redes sociais, grande meio de difusão da indignação (incluo aqui também o sistema de comentários dos jornais), têm a sua génese na propagação e amplificação do “eu”. Quanto mais viral é a indignação de um “eu”, mais “eus” estão dispostos a embarcar no grande colectivo indignado, a grande marcha para o abismo. As pessoas são assim, gostam de pertencer a grupos que parecem estar na mó de cima, independentemente da queda abrupta que se possa avizinhar. Esta indignação do “eu” tem muito menos que ver com uma visão individualista assente em ideias, como se oriunda de uma tradição de pensamento liberal, e sim em sentimentos abstractos, indefiníveis, suficientemente vagos para assumirem a importância de um todo, o segundo factor que determina a fase presente da ditadura do direito vago a um bem estar emocional sem o stress do confronto.

Em segundo lugar, o direito a ofender-se tornou-se um acto de introspecção. Não são apontados motivos comparativos nem aceites premissas lógicas na discussão porque, essencialmente, a ideia da própria discussão é ofensiva. Ninguém discute, por exemplo, o aborto. Hoje em dia, temas controversos não estão na mesa porque podem ofender. Não o acto de abortar e sim o acto de discutir o aborto, sempre caracterizado como um direito e cuja discussão seria equivalente à sua remoção: alegando uma ofensa interior sem substância palpável ou que possa ser instanciada em argumentos concretos, está ofensa materializa-se na dor sofrida pela sugestão de discussão de um tema que, decerto, seria causador de grande transtorno pela mera exposição, assim abafado, para o bem e paz social. Tornando-se garantido que algo é um direito, a sugestão de discussão é, por si só, uma retrocesso civilizacional. Naturalmente, o que isto indica é uma total insegurança sobre a validade dos argumentos que geraram o direito em primeiro lugar, insegurança esta que não pode ser confrontada sob risco de ruir.

Ao definirmos o que pode ser dito pelo potencial de não originar um polémica indutora de “grande sofrimento pessoal”, criamos a geração mais estúpida de todas, a que substituiu definitivamente o saber pelo sentimento difuso da emoção indefinível porque fechada num “eu” tão individualizado que, pela unicidade inerente, nem faz sentido questionar. Não é de surpreender que em vez de rebelião contra o estabelecido, jovens prefiram o controlo e conforto das regras, pela segurança emocional que origina não ser confrontado com sentimentos de insegurança.

Por isso, ideias de igualdade, de correcto e de justo convivem com as suas antíteses na mesma declaração, num doublethink diferente mas igualmente assustador ao de Orwell, porque intocável, não vá causar grande transtorno à redoma de emoções que cada um sente sempre que se considera abordar a hipótese de usar o cérebro para pensar.

Do protectorado ao chalupado

18 Novembro, 2015

Ponderei um pouco sobre a escrita de um artigo dedicado a deputados chalupas e, como de costume, decidi ignorar o instinto de sobrevivência que um jornalista tenderia a contemplar em meio dado a salamaleques, optando, mais uma vez, pela designação correcta das coisas: só há predominância de chalupas no parlamento porque as pessoas votam em partidos para formar governo e não em deputados; ora, isso gera terreno fértil para camiões destravados.

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Os feriados

17 Novembro, 2015

O anterior Governo (ou melhor, o anterior parlamento) eliminou ou suspendeu os feriados do Corpo de Deus, de 5 de Outubro, de 1 de Novembro e de 1 de Dezembro?

Alguns factos para ajudar a clarificar a discussão:

Literalmente, o parlamento eliminou aqueles feriados, através da Lei n.º 23/2012, de 25 de Junho, ao alterar a redacção do artigo 234.º, n.º 1 do Código do Trabalho, retirando aquelas quatro datas da lista de feriados obrigatórios, como o José Ribeiro e Castro aqui explicou.
A proposta de Lei (apresentada pelo Governo) não fazia qualquer referência a suspensão ou a carácter temporário:

“(…) no domínio dos feriados, procede-se à redução do catálogo legal, mediante a eliminação de quatro feriados, correspondentes a dois feriados civis e a dois feriados religiosos. Esta medida, que se pretende que produza efeitos já no ano de 2012, sem prejuízo do cumprimento dos mecanismos decorrentes da Concordata entre o Estado Português e a Santa Sé, permitirá aumentar os níveis de produtividade, contribuindo para o incremento da competitividade e para a aproximação, nesta matéria, de Portugal aos restantes países europeus.”

No entanto, um ano depois da eliminação, foi aprovada uma alteração à Lei, passando a estabelecer-se a obrigatoriedade de revisão da norma sobre os feriados (na parte em que eliminara aqueles quatro) num prazo não superior a 5 anos.

A alteração à Lei foi aprovada na sequência de uma nova iniciativa legislativa do Governo, da qual, porém,  não constava qualquer referência à questão dos feriados. A inclusão da revisão obrigatória foi da iniciativa dos grupos parlamentares do PSD e do CDS, sendo assim da exclusiva responsabilidade do Parlamento.

A inclusão da revisão obrigatória dos feriados foi aprovada pela maioria, com os votos contra do PS, PCP, Bloco e Os Verdes.

A obrigatoriedade de revisão prevista na lei, que se mantém em vigor, tem, porém, carácter programático: nada acontecerá se o Parlamento não proceder a qualquer revisão (isto é, aquelas datas continuarão a não ser feriado).

 

afinal, qual é a pressa?

17 Novembro, 2015
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Pacientemente, aguardou o país que o senhor António Costa, ilustre derrotado das eleições legislativas de 4 de Outubro, negociasse, às escondidas e pela calada da noite, com o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda, uma coisa que ainda ninguém sabe ao certo o que é, porque eles se recusam, por enquanto, a explicar. Aquilo que sabemos sobre os famigerados «acordos» é pouco, ou nada, embora tenhamos alguns indícios do que estes três derrotados partidos se preparam para impor ao país, aproveitando circunstâncias constitucionais verdadeiramente excepcionais: o facto de se terem recusado a assinar um único documento que plasmasse um programa de governo comum e, inclusivamente, terem-se recusado a juntar-se numa mesma sala, ao mesmo tempo, para formalizarem um momento desta excepcional importância, augura o pior possível.

Pois bem, depois de tudo isto, em que ninguém se preocupou por aí além, parece que, agora, o Presidente da República tem que andar a toque-de-caixa desta brincadeira e empossar imediatamente o Dr. Costa, como, aliás, já o deveria ter feito sem ter indigitado Passos, para, segundo as mesmas almas, não se perder tempo com futilidades constitucionais.

Ora, qualquer pessoa sensata dirá exactamente o oposto: que Cavaco, como símbolo constitucional do país, o tem de o ouvir a todo, mas a todo, sem excepção, antes de tomar uma decisão final sobre uma coisa tão esdrúxula quanto a que Costa lhe preparou. A pressão sobre Cavaco tem apenas uma finalidade: preparar a guerra para o caso do Presidente se recusar a dar posse incondicional a Costa, e tentar evitar que ele lhe imponha condições rigorosas para governar, que representem o que grande parte do país pensa sobre tudo isto. No fim de contas, é mais um desrespeito deste PS pela Constituição e pela República. Se o Presidente se limitar a ser uma caixa de ressonância de uma parte do país político, então, vale mais tirá-lo da Constituição e entregar a chefia do estado a uma espécie de «rainha de Inglaterra».

Isto está complicado

17 Novembro, 2015

Pode ver-se a entrevista toda ou ir logo ao minuto 25.20. António Costa  não só não tem ideia alguma do impacto das medidas que anunciou como, o que é mais grave, acha que os resultados das suas medidas têm de ser avaliados segundo os critérios que ele mesmo define.

A ler

17 Novembro, 2015

Pérez-Reverte: «Nos creíamos a salvo en Disneylandia»

Dia 7

17 Novembro, 2015

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3 mapas

16 Novembro, 2015

Composição da população de 3 regiões, por ordem: Paris, Bósnia e Irlanda do Norte.

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Dia 6

16 Novembro, 2015

Cavaco Silva, homem que lida com a pressão do PS da mesma maneira que um camião lida com a formiga – ignorando-a -, chegou à conclusão que ele é que sabe quem nomeará para primeiro-ministro.

A esquerda unida já revira no solitário caixão do amor que tanto deseja para todos nós. Porém, ainda não é oficial, pelo que as verdadeiras manifestações de amor constitucional ficarão para altura oportuna.

Bombing Molenbeek

16 Novembro, 2015

O governo francês decidiu bombardear Raqqa, capital dos territórios controlados pelo  ISIS, como retaliação pelos atentados.  Entretanto sabe-se que a base operacional dos atentados foi Molenbeek, um subúrbio de Bruxelas. 38% da população de Molenbeek é muçulmana e tem sido uma fonte de operacionais para diversos atentados. É também um local que as autoridades belgas têm dificuldade em controlar. Guerra com o ISIS assemelha-se cada vez mais a uma guerra civil europeia de baixa intensidade.

Vale a pena ler:

Why Brussels is a terrorism hotspot

Paris attackers linked to Belgian suburb where the authorities have ‘lost control’

A guerra explicada às criancinhas

16 Novembro, 2015

Este artigo d’O Observador fez com que me encontrasse a reflectir sobre a forma como explico o terrorismo aos filhos. Parece-me que toda a gente disserta sobre o que é, essencialmente, a forma adequada de esconder a verdade às crianças durante o período de tempo necessário para que descubram a verdade sozinhas. Não é de surpreender que o país seja intrinsecamente socialista: uma entidade abstracta que faça o favor de desemprenhar o papel de educador, responsabilidade da qual nos demitimos com pachorrento e até surpreendente abandono.

Imagem de uma criança em Inglaterra, c. 1940, a quem um progressista idiota terá explicado que os alemães não são todos maus, só estes que bombardeiam é que são, porque tiveram uma má acção, provavelmente sem culpa e sim por falta de oportunidades, integração, igualdade, emprego, blá blá…

Imagem de uma criança em Inglaterra, c. 1940, a quem um progressista idiota terá explicado que os alemães não são todos maus, só estes que bombardeiam é que são, porque tiveram uma má acção, provavelmente sem culpa e sim por falta de oportunidades, integração, igualdade, emprego, blá blá…

A forma como sugiro que se explique o terrorismo às crianças, que é a forma adoptada cá em casa, é através da verdade crua, que é sempre dura e incontornável: umas bestas quadradas que inventam desculpas sem pés nem cabeça para poderem matar pessoas. Sim, são maus e nós somos os bons, porque até achamos que são pessoas e não animais roçando a total irracionalidade e porque, com a nossa patine católica que nos leva a dar a outra face (pior ainda nos países protestantes, onde o pecado não desaparece por arrependimento), permitimos que vivam entre nós, absorvam os nossos recursos e decidam os nosso comportamento quotidiano, mudando os nossos hábitos e abdicando da nossa civilização em prol de um multiculturalismo, que mais não é que a absorção dos defeitos de civilizações inferiores.

Chegado a este ponto, o progressista já me acusa de xenofobia, que é o que o progressista sabe fazer, apontar o firme dedinho já consumido pela artrose da acusação permanente, sem perceber que, fazendo-o, considera a sua civilidade superior à minha, QED automático de que igualdade não é, de todo, o que julgam defender.

Portanto o PCP quer ir fazer a reforma agrária no Daesh? Só pode. Não estou a ver outra coisa.

15 Novembro, 2015
O Partido Comunista Português (PCP) descreveu hoje os atentados que Paris viveu, na noite de sexta-feira, como “crimes hediondos”, e expressou solidariedade para com o povo francês. “O PCP condena veementemente os atentados ocorridos em Paris, manifesta às vítimas e seus familiares a sua consternação e sentimentos de pesar, e expressa ao povo francês a solidariedade dos comunistas portugueses”, diz uma nota dos comunistas, enviada às redações. O terrorismo, lembra o partido, “serve sempre os interesses mais reacionários”, e a resposta “passa necessariamente pelo combate às suas mais profundas causas – políticas, económicas e sociais – e pela defesa e afirmação dos valores da liberdade, da democracia, da soberania e independência dos Estados”.

Estão a falar de e para os terroristas, certo?

15 Novembro, 2015

Pedro Filipe Soares do BE contra “agenda do ódio” na capital francesa

Marisa Matias, defendeu hoje que a resposta aos atentados terroristas que vitimaram mais de uma centena de pessoas deve ser de humanidade e não um discurso xenófobo, de medo

Estes refugiados também contam ou não?

15 Novembro, 2015

Costa Rica lança apelo urgente para mil cubanos. A Costa Rica emitiu um apelo urgente aos países da América Central para se facilitar o fluxo de cerca de mil cubanos desesperados que tentam chegar aos Estados Unidos.

Dia 5

15 Novembro, 2015

La segunda garantía de estabilidad es algo que a mí no me gusta, pero que está en el acuerdo: el escenario macroeconómico del PS. Será un Gobierno sin razones para ser atacado desde Europa. No será un Gobierno de ruptura con los compromisos europeos. El Bloco está contra ellos, pero el PS exigió mantenerlos. No va a ser un Gobierno de enfrentamiento inmediato, abierto, con las instituciones europeas.
Catarina Martins, El País, 13 Novembro 2015

(destaques meus)

O Guardian nunca as viu?

15 Novembro, 2015

Alegria e boa disposição

15 Novembro, 2015

“És linda!”, gritava o terrorista social perante o agravo aparentemente condescendente da feminista, indecisa entre disparar a besta da justiça e a triste reposição da verdade…

Guardian-BE-under-shocking-attack

The female-led Left Bloc party is about to form a government, but now faces shockingly sexist attacks, que não traduzirei, limitando-me a explicar que significa algo como estarem as meninas do Bloco sob chocantes e – porque não dizer? – vis e canalhas ataques através de piropos múltiplos.

Para quem quiser ler o resto do romance, cá está, no The Guardian.

O principado de Zouheir

15 Novembro, 2015

Não, não me apetece pela quinquagésima vez o “somos todos” qualquer coisa, mais o facebook às riscas e a Marianne a chorar. Já sabemos como vai ser não é? Se me pedirem um símbolo destes dias eu não escolho a Torre Eiffel, nem as flores, nem as velas mas sim um rosto que não vimos. O de Zouheir. Quem é Zouheir? O segurança que impediu a entrada de um dos terroristas no estádio onde decorria o França-Alemanha. Esperar-se-ia que o rosto deste homem que evitou a catástrofe implícita ao rebentamento das bombas dentro do estádio estivesse na capa dos jornais. Afinal foi um dos heróis dessa sexta-feira. Pois foi e por isso tem medo. Medo que se vinguem nele ou na sua família por te feito que devia fazer.

Refugiados somos nós

15 Novembro, 2015

O senhor que me vende o pão parece carregar o mundo às costas: ombros contraídos, dorso vergado. Olhar perdido, como quem não sabe o que lhe aconteceu. A tabacaria da esquina, essa, a da velha senhora Leonie, nem sequer abriu. Talvez a tenham assaltado durante a noite memórias de criança, que ainda guarda num qualquer lugar escuro, há muito julgado perdido.

As ruas estão vazias, cheias de medo. Os poucos que as cruzam vão a passo acelerado, não com pressa de chegar a lado algum, apenas com urgência em sair dali. Percorro melancólico a paisagem da vila francesa que há anos me acolhe, às portas de Genebra, e tento descortinar o temor que a preenche. Afinal de contas, estive quanto tempo a dormir?

Dia 4

14 Novembro, 2015

Teste o “acordo”: O PS de António Costa está disposto a subscrever isto?PCP-sobre-Paris

 

 

A culpa

14 Novembro, 2015

Não esquecer:

A culpa não é do ocidente, da Europa, da Merkel, da austeridade, do Cavaco, do Sócrates, do Passos Coelho, da Jerónimo Martins, da Sonae, da liberdade de expressão que vos permite – felizmente – dizer asneiras, do Correio da Manhã, da Charlie Hebdo, do Blasfémias, do euro, da União Europeia… Nem sequer é da capacidade imbecil que muitos têm para “perceber as motivações” de terroristas através de mirabolantes teorias de conspiração e sentimentos homéricos perante o passado terrorista de portugueses que escaparam, pela bonomia com que encaramos a revolução em nome das massas oprimidas e as t-shirts do Che, numa distância do esquecimento voluntário e design partidário modernaço.

A culpa é dos assassinos.

o nosso 11 de setembro

14 Novembro, 2015
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O dia de ontem foi o nosso 11 de setembro. Porque finalmente percebemos a vulnerabilidade em que se encontram os europeus ocidentais e o modo de vida generoso, cosmopolita e aberto que criámos e tentamos manter, apesar das muitas adversidades que o têm fustigado e de que a de ontem foi, provavelmente, a mais grave. Permitirá, também, ajudar a perceber – a quem ainda não tinha compreendido – o que aquela data de setembro representou para os norte-americanos e a razão pela qual eles reagiram como reagiram. Como os russos de Putin estão a reagir como estão a reagir. Os EUA garantiram, desde então, a sua paz interna e a Rússia certamente não deixará a sua defesa por mãos alheias. A «Europa» não terá reacção consistente. Desde logo, porque não existe uma «Europa», mas muitas. Felizmente. Mas, depois, porque, infelizmente, as muitas «Europas» que existem continuam sem querer aceitar que o mundo global em que vivemos não é um problema de cada país, mas de todos, que a comunidade internacional não pode viver, como nunca viveu, sem o seu «polícia», e que é do interesse comum europeu perceber onde estão os seus amigos e aliados. Ora, infelizmente, nos últimos anos da administração Obama o mundo voltou a ficar multipolar e os EUA, como reacção pueril à anterior administração, afastaram-se das suas responsabilidades internacionais e embarcaram em fantasias perigosas, a mais grave de todas a «Primavera Árabe», que agora estamos a pagar. Sem uma mudança da administração dos EUA e da sua política externa, o mundo continuará a agravar o perigo em que se encontra. Esperemos que essa mudança não venha tarde de mais.