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Ora então, boa noite

14 Outubro, 2015

corporacoes-Bloco-entrismo

Será que António Costa vai continuar a excluir das suas reuniões positivas a camarada Marta e o camarada Espartaco?

14 Outubro, 2015

A Derrota Eleitoral do Partido E as Medidas Urgentes a Tomar
O Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) sofreu uma profunda derrota no sufrágio eleitoral do passado domingo, 4 de Outubro, para a Assembleia da República. Não elegeu nenhuma representação parlamentar, obteve uma votação nacional inferior, em quase três mil votos, à votação nacional do sufrágio legislativo de 2011, perdeu mais de três mil votos no círculo de Lisboa, mais de mil e duzentos votos no concelho da capital, cerca de quatrocentos votos na Região Autónoma da Madeira e, com relação ao sufrágio regional de Março passado naquele arquipélago, desapareceram mais de seiscentos votos.

Contudo, o Partido reuniu nestas últimas eleições parlamentares as melhores condições objectivas de sempre para alcançar os seus objectivos políticos imediatos: uma situação política geral de profundo repúdio pela política de austeridade governativa, cerca de 800 000 (oitocentos mil) euros em dinheiro, provenientes da lei de financiamento dos partidos (12 euros por voto obtido nas eleições legislativas de 2011 e durante quatro anos), e um membro do comité permanente do comité central com um programa de televisão semanal na ETV.

Se nestas condições objectivamente favoráveis o Partido não alcançou nenhum dos objectivos políticos imediatos ao seu alcance – aumento substancial da votação nas listas do Partido e eleição de uma representação parlamentar – tal fica unicamente a dever-se à incompetência, oportunismo e anticomunismo primário do secretário-geral do Partido e dos quatro membros do comité permanente do comité central, que tudo fizeram para sabotar a aplicação do comunismo, do marxismo-leninismo, dos métodos de trabalho, do programa político e da linha de massas que sempre caracterizaram a vida e luta do Partido.

A direcção do Partido, começando no secretário-geral e nos quatro membros do comité permanente do comité central, são os principais responsáveis não apenas pela derrota do Partido nas últimas eleições, mas pela situação de desintegração em que o Partido se encontra.

Nestas circunstâncias, devem ser odoptadas imediatamente e sem hesitação as seguintes medidas políticas urgentes:

1. Deve ser imediatamente suspenso o secretário-geral do Partido.

2. Devem ser imediatamente suspensos os membros do comité permanente do comité central.

3. Os restantes membros do comité central devem manter-se em funções, assegurando o cumprimento das tarefas políticas do Partido até à realização do próximo congresso do Partido: O I Congresso Extraordinário do PCTP/MRPP.

4. A parte do comité central em exercício de funções deve efectuar a sua primeira reunião imediatamente – no próximo sábado, dia 10 de Outubro, às 09H00, na sede da Avenida do Brasil-, com a seguinte ordem de trabalhos: nomeação de uma Comissão Política Especial, com o máximo de cinco pessoas, encarregada de proceder à preparação e organização política e à redefinição doutrinária do I Congresso Extraordinário do PCTP/MRPP.

5. Essa reunião deve ser presidida pelo militante mais antigo presente.

6. O I Congresso Extraordinário do PCTP/MRPP deve ser marcado para os dias 29 e 30 de Abril e 1º de Maio de 2016.

7. Deve ser imediatamente destituída toda a redacção do jornal Luta Popular Online, e nomeada pela Comissão Política Especial um novo director do órgão central do PCTP/MRPP.

8. Até ao encerramento do I Congresso Extraordinário do Partido, o Luta Popular Online ficará sob o controle directo da Comissão Política Especial.

9. O comité central em exercício de funções, constituirá uma Comissão Financeira, com três membros (dois do comité-central), que ficará sob o seu controlo, e a quem os actuais responsáveis pelas finanças do Partido devem apresentar o relatório e contas de todo o tempo em que dirigiram financeiramente o Partido, entregando a pasta à nova comissão no prazo de 15 dias, sem prejuízo de entregar imediatamente à respectiva Comissão Financeira as contas bancárias e os dinheiros do Partido.

10. Cada um dos cinco membros agora suspensos deve preparar e apresentar, dentro de oito dias, ao comité central em exercício de funções, o relatório sobre as respectivas actividades políticas e a autocritica quanto aos erros que cometeu na direcção do Partido.

11. A comissão Política Especial deve, como medida preparatória do I Congresso Extraordinário do Partido, proceder ao recenseamento de todos os militantes do Partido, em território nacional e no estrangeiro.

12. Apelo aos militantes do Partido e ao proletariado português para se empenharem denodadamente neste trabalho pela refundação do partido comunista operário português, correndo das nossas fileiras com os social-revisionistas, social-fascistas e demais oportunistas que tomaram conta do seu quartel-general.

Viva o partido comunista operário! Morte aos Traidores!

05.10.2015
Espártaco

Além de querem matar os traidores também matam os apelidos

14 Outubro, 2015

Via Insurgente cheguei aqui

Comunicado n.º1

Comunicado do Comité Central do PCTP/MRPP respeitante à reunião de sábado, dia 10 de Outubro de 2015.

1. A reunião do Comité Central decorreu sob a direcção da camarada Marta.

2. A reunião estudou e discutiu três documentos: “A Derrota Eleitoral do Partido e as Medidas Urgentes a Tomar”, “Aos Candidatos do Partido no Círculo Eleitoral de Braga”, ambos de Espártaco, e o editorial do camarada Arnaldo Matos “O Golpe de Estado de Cavaco”.

3. Os três documentos foram adoptados como documentos do Comité Central e foram imediatamente colocados para a estudo dos militantes, simpatizantes e organismos do Partido, os quais devem pronunciar-se sobre eles.

4. Foi convocado o I Congresso Extraordinário do PCTP/MRPP, para os dias 29 e 30 de Abril e 1.º de Maio de 2016.

5. Foi criada a Comissão Política Especial, para a organização e realização do I Congresso Extraordinário, decidindo o Comité Central convidar Espártaco para dirigir a Comissão.

6. Foi ratificada a suspensão do secretário-geral do Partido e dos membros do comité permanente do Comité Central, suspensão que já está em vigor desde o passado dia 6 de Outubro de 2015.

7. Os camaradas suspensos têm dez dias, a contar de hoje, para apresentar ao Comité Central um relatório político das suas actividades, com a respectiva autocrítica. Os relatórios devem ser entregues à camarada Marta, na sede da Avenida do Brasil, às 19h00 do próximo dia 20 de Outubro.

8. O Comité Central nomeou o camarada Paulo director do jornal Luta Popular Online, sem prejuízo da apresentação do relatório acima referido.

9. O Comité Central nomeou a Comissão de Finanças do Partido, constituída pelos camaradas Sebastião, como secretário responsável, a camarada Marta e o camarada Conceição, este como tesoureiro, sem prejuízo da avaliação a que for submetido o seu relatório político acima referido.

10. As contas e dinheiros do Partido devem ser passados à nova Comissão de Finanças às 20H00 do dia 13 de Outubro de 2015, terça-feira, na Sede da Avenida do Brasil.

11. O Comité Central convoca os militantes, simpatizantes e amigos do Partido para a romagem à campa de Ribeiro Santos no cemitério da Ajuda, em Lisboa, às 11h00 de segunda-feira, dia 12 de Outubro, em honra de Ribeiro Santos, Alexandrino de Sousa e José Maria Martins Soares.

12. O Comité Central recomenda como livro de estudo para o corrente mês de Outubro o Manifesto Comunista, de Marx e Engels.

13. As decisões da reunião do Comité Central foram todas tomadas por unanimidade.

14. O Comité Central voltará a reunir no próximo dia 7 de Novembro de 2015, às 09H00.

Marta

Um bocado alucinado, não?

14 Outubro, 2015

Diz Costa na sua excitação primeiriministeriável que a atitude favorável do PCP  a um acordo de governo «é como se estivessem a derrubar os restos do Muro de Berlim».

Caro Costa, você desconhece totalmente  o que pensam os comunistas portugueses sobre  «a chamada queda do muro de Berlim». Tá tudo explicado,certo?  Veja lá se a ignorância o não leve  a surpreender-se desagradavelmente.

por aqui não se aprende nada

14 Outubro, 2015
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Começo por esclarecer que tenho por inevitável – e mesmo por desejável – um governo da frente de esquerda, e que quanto mais se protelar essa fatalidade, mais difícil e doloroso será vermo-nos livres dela.

Também me parece muito claro que semelhante prodígio que o Dr. Costa realizará, com a conivência manhosa e covarde do Partido Socialista, durará pouco tempo e que os partidos de direita que serão agora afastados do governo acabarão por regressar ao poder em muito melhores condições políticas do que as que teriam se o mantivessem agora.

Posto isto, acrescento que não tenho a mais pequena esperança de que aquilo que nos venha a acontecer com esta syrização momentânea do país, ao contrário do que muita gente pensa, possa servir de lição para futuro. Pelo contrário, não me restam dúvidas de que, recompostas as coisas, na eleição seguinte a esquerda voltará ao poder, pela mão de um qualquer trampolineiro igual ou pior do que os que nos têm saído nos últimos anos, com o apoio entusiástico da maioria da população.

A esse propósito – de que, por aqui, não se aprende nada com o que nos cai em cima – bastará rever um programa de televisão onde ontem o Dr. Teixeira dos Santos – esse mesmo, o que era ministro das finanças na última falência do país e que chamou a troika para pôr mão naquilo que ele não conseguiu segurar – perorou sobre o «fracasso» das políticas económicas do governo ainda em funções. É preciso ter lata!

E, por falar em lata, gostaria de saber por quanto tempo mais é que um economista tido como sério e competente, refiro-me ao Dr. Mário Centeno, vai continuar a legitimar a frente de esquerda do Dr. Costa e as ideias económicas do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista. Não sei se as acha próximas das dele, mas seria bom que nos elucidasse.

O que virá a seguir?

14 Outubro, 2015

Primeiro o PS teve um líder preso.

Agora temos o país preso a um líder do PS.

A evolução do PS pela expressão e pelo guarda-roupa de Mário Centeno

14 Outubro, 2015

Reunião com o PCP: Mário Centeno sem gravata e atento
PCP

Reunião com o BE: Mário Centeno sem gravata e tranquilamente feliz
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Reunião com o PSD+CDS: Mário Centeno com gravata num estado entre a depressão e o desmaio
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governo da frente de esquerda

13 Outubro, 2015
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a1

para desanuviar do lixo dos últimos dias

13 Outubro, 2015
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Margaret Thatcher - faria hoje 90 anos

Margaret Thatcher – faria hoje 90 anos

Já não sai, está manchado

13 Outubro, 2015

lavar-roupaDou como consumada a concubinagem das esquerdas. Claro, um rasgo de rara inteligência pode, por improbabilidade de um Euromilhões, latejar em envergonhada cabeça socialista, daquelas que até hoje se mantêm apagadas de centelha que impeça a auto-carnificina do partido; porém, mesmo que a aliança vermelhusca não se concretize, os lençóis já estão manchados e exibidos em estendal público, para que se prove a virilidade do afoito tresloucado.

Assim, declaro-vos marido e mulher. Que o que o PREC separou não vos volte a desunir.

força, força companheiro costa

13 Outubro, 2015
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011Quarenta anos depois do 25 de Novembro, o Partido Comunista prepara-se para regressar ao governo de Portugal. Numa frente de esquerda, como naquela época, só que, desta vez, por iniciativa do PS e não à revelia do PS, como então aconteceu. Semelhante prodígio – coisa nunca vista num país da União Europeia – ocorrerá pela mão de António Costa, o homem das «pontes», o Edgar Cardoso do PS, o Vasco Gonçalves do nosso tempo. Deixo aqui uma sugestão: deem posse ao novo governo no dia 26 de Novembro. Para memória futura.

Estratégia de Costa – II

13 Outubro, 2015

É mais fuga para a frente. E que se lixe quem vier a seguir.

Sabe António Costa e sabe o PS que há 2 meses estavam com maioria absoluta ou perto dela. Sabem que no início de Setembro a vitória do PS era certa. Sabem que com a campanha eleitoral realizada, António Costa conseguiu perder as eleições mais fáceis de ganhar dos últimos 20 anos.

A forma de deixar tudo isso para trás e disfarçar o desaire, é transformar uma derrota do PS  em vitória de esquerda. E avançar para um governo que agrege as esquerdas. O que foi feito com inteligência política e comunicacional.

E note-se que é legitimo. (não que eu veja como positivo, mas legítimo é). Havendo maioria parlamentar, tanto faz quem seja o pm. Desde que consiga agregar a si uma maioria, então que governe . As críticas de que «não foi isto que votaram» são infantis. Face aos resultados, obviamente há um cenário novo. Pretendido pelo povo. E é nesse cenário que se cozinham as possíveis soluções. Só depois. Nunca antes.

PSD/CDS foram apanhados um pouco em contra-mão, pois não esperavam essa estratégia. Mas é o que há. E neste momento, já perderam todas as hipóteses de conseguirem o namoro do PS. Costa está sem recuo. Ainda que Passos desse tudo ao PS, nem assim Costa poderia neste momento aceitar, pois seria trucidado à sua esquerda. Mas para o PSD/CDS qualquer cenário é-lhe positivo.  Fique a governar em minoria ou na oposição a um governo Costa, Passos Coelho  ficará sempre a ganhar. É apenas questão de aguardar pelas eleições do próximo ano que em qualquer cenário sempre ocorrerão. O eleitorado moderado de centro dar-lhe-á uma esmagadora vitória à custa de um PS, que, aconteça o que acontecer, será trucidado.

Estratégia de Costa

13 Outubro, 2015

António Costa não tem como objectivo formar governo com PCP e BE. Aliás, estes partidos já deram a entender que isso não vai acontecer. BE e PCP estão dispostos a derrubar o governo da PáF e a viabilizar um do PS. A partir daí, Costa está no poder e muda de estratégia. Vai procurar dividir e chantagear a PáF exigindo a aprovação do orçamento.

Melhor opção de governo – Aximage

13 Outubro, 2015

Sondagem da Aximage sobre as várias opções de governo. Note-se que “PS minoritário” tem a preferência de 3,8% dos inquiridos. É essa opção que António Costa está a cozinhar. A segunda opção mais provável para a estratégia de António Costa, PS+BE, é também a 2ª opção menos votada.

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vai ter piada

13 Outubro, 2015
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Ver quem estará disponível para ser ministro do aborto governativo que Costa anda por aí a preparar com o Bloco e a CDU. Isto não contando com os Galambas e Porfírios da vida, naturalmente. Mas é de gente séria e competente que estamos a falar.

o seu a seu dono

13 Outubro, 2015
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Se a direita inviabilizar um governo da frente de esquerda, pressionando o Presidente da República para o não empossar, pagará por isso em próximas eleições, que serão tão próximas quanto a Constituição o permitir, porque não terá descanso para governar.

Em contrapartida, se António Costa e o PS assumirem a responsabilidade pela brincadeira em que, por puro despeito e mesquinhez pessoal, se meteram e nos estão a meter a todos, levando um partido comunista e outro de extrema-esquerda para o governo de um país do euro e da União Europeia, as consequências políticas do que acontecer serão inteiramente suas.

Infelizmente, as consequências não serão somente políticas e não recairão apenas sobre os protagonistas políticos, mas também sobre os portugueses. Pode ser que, assim, estes aprendam de vez e façam ao PS aquilo que ele merecerá depois disto, num espaço de tempo que também será fatalmente muito curto. Mas se não for desta que aprendem, também nunca mais aprenderão. E, nesse caso, nada do que lhes aconteça será de mais.

Isto do bluff é uma grande história

13 Outubro, 2015

Alguém acharia normal que Passos Coelho andasse a sair feliz e contente de umas reuniões com uns radicais de direita? E que andasse nessa peregrinação alegadamente para fazer bluff de modo a pressionar o PS?
E já agora porque não faz Costa bluff ao contrário, reunindo feliz com Passos de modo a que o PCP e o PS cedessem ao seu bluff?
Costa quer governar com o PCP e o BE porque não sabe fazer outra coisa.

Pressionando

13 Outubro, 2015

Mariana Mortágua diz que o tempo do bloco central “terminou”
“O governo de Passos e Portas acabou hoje”, diz Catarina Martins

Pior que o maniqueísmo é a falta de sentido de ridículo

13 Outubro, 2015

José Vítor Malheiros, PÚBLICO: Há, à esquerda, um espaço de aspiração e de sonho que a direita colaboracionista e dos interesses que nos governou nos últimos anos não consegue conceber.

18h

13 Outubro, 2015

Maria de Belém apresenta formalmente a sua candidatura no CCB
António Costa reúne com PSD e CDS
Sampaio da Nóvoa sorri

2015 tem novos emplastros

13 Outubro, 2015

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São fases, não são neutros

13 Outubro, 2015

Tomando em consideração que estamos a viver o luto pela morte da social-democracia em versão saloia da chamada “década perdida”, morte esta precipitada pelo – já julgado em eleições – coveiro parisiense (abençoado seja), é perfeitamente normal oscilarmos pelas diferentes fases do modelo de Kübler-Ross. Andamos 4 anos entre a depressão e a negação. Agora, no novo ciclo parlamentar, com todas as dificuldades e espasmos à indigitação de novo governo, estamos a tentar a fase da negociação. Se tudo correr normalmente, com mais algumas oscilações entre depressão, negação e negociação, atingiremos, relutantemente, a fase da aceitação. Entretanto, deixem lá as pessoas fazerem as maluquices que quiserem: qual o sentido de impedir o gajo com cancro no pulmão de fumar? Se o que ele precisa é de um governo com comunistas e sabe-se-lá-mais-o-quê que garanta tranquilidade ao Salgado e ao Santos Silva para financiar as baronesas com pele de hiena da ética republicana, quem são os eleitores maioritários para impedirem a crise de meia-idade do regime? Convenhamos que até funcionou na Grécia: o governo da esquerda-radical está um verdadeiro neoliberalizinho, todo crescidinho.

Podem avisar a Helena Pinto representante do BE no Prós & Contras

12 Outubro, 2015

pata não revirar os olhos. como se fosse uma adolescente, quando falam as pessoas de que o BE discorda?

Estaline? Apenas um facto embaraçoso que o PCP já classificou como abuso de autoridade. Daqui por 50 anos admitem que o Gulag existiu

12 Outubro, 2015

O PÚBLICO foi verificar se o PCP já se demarcou do estalinismo e do leninismo. O texto revela mais sobre quem o escreveu do que sobre o PCP. A conclusão a que se chegou foi esta: «Cada um fará a sua interpretação, à luz das suas próprias convicções, se a demarcação face a Estaline é proporcional à gravidade dos crimes conhecidos do ex-líder soviético. Mas neste caso, parece indiscutível que houve um repúdio público do PCP e do seu histórico líder Álvaro Cunhal sobre aquele período histórico.»

Com base em quê? Escreve o PÚBLICO: Para o PCP, a “demarcação” bastante faz-se quando o partido afirma que “tem a sua própria concepção de socialismo e o seu próprio projecto para a edificação em Portugal de uma sociedade socialista”. O que significa que não vê em Lenine ou Estaline, ou Castro, ou qualquer outro modelo de sociedade socialista, um exemplo a seguir. Pelo contrário, o PCP afirma ter objectivos que se “diferenciam e distanciam” dessas práticas. No seu programa “Uma Democracia Avançada no Limiar do Século XXI”, o partido demarca-se da experiência da URSS e do antigo “bloco de Leste”. “Nesses países (…) acabou por instaurar-se (…) um “modelo” que violou características essenciais de uma sociedade socialista e se afastou, contrariou e afrontou aspectos essenciais dos ideais comunistas.” Exemplos disso? “Um poder excessivamente centralizado nas mãos de uma burocracia (…) a acentuação do carácter autoritário do Estado (…) uma economia excessivamente estatizada (…) um centralismo burocrático baseado na imposição (…) confusão das funções do Estado e do partido (…); “um distanciamento entre os governantes e as massas, o uso indevido do poder político, o abuso da autoridade, a não correspondência da política e das realidades com os objectivos definidos e proclamados do socialismo, desvios e deformações incompatíveis com a sua natureza.”

Uma das vantagens dos períodos revolucionários é que se fica com um acervo de histórias para contar aos netos

12 Outubro, 2015

O problema é que se levam a anos a pagar aquilo a que chamamos folclore

Referendo, não! Não cedas à reacção!

12 Outubro, 2015

governo-esquerda-referendo-PS-Observador

Acho isto muito mal. Então o proletariado, nas urnas, não decidiu rejeitar liminarmente as políticas de direita, originando um voto de rejeição igual a 62% que permite formar um governo patriótico, de esquerda, unido, viçoso e respeitando a vontade expressa pelos portugueses nas urnas com grande maioria superior a 52% (Livre também conta, responsável por mais de 0,7 pontos percentuais)? Referendar isto seria ignorar a vontade do povo livre, desvirtuando a Constituição e pondo em casa o projecto de solidariedade transiberiano. Referendar os direitos humanos do povo oprimido com coragem para se expressar no voto devia ser proibido pela Constituição.

às vezes, as grandes tragédias começam assim

12 Outubro, 2015
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Uma série impressionante de erros, equívocos e casualidades causou a infeliz morte do exaltado e teimoso arquiduque Francisco Fernando, herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, no dia 28 de Junho de 1914, na cidade de Serajevo. Esse acontecimento seria a alavanca que faria detonar a 1ª Guerra Mundial, depois da crise da anexação da Bósnia pela Áustria-Hungria, em 1908-1909, que deixara a região e as grandes potências da época à beira de um ataque de nervos. Ao tempo eram muito delicados os equilíbrios entre a Rússia, a Alemanha, a França, o Império Austro-Húngaro e a Inglaterra, potências que viviam em paz graças em boa medida ao paciente trabalho de anos de Bismark. Quando Francisco Fernando foi assassinado, a Áustria-Hungria tratou de extremar as suas exigências junto da Sérvia, que praticamente cedeu em todas. Todavia, como o Império se sentia despeitado pela morte do arquiduque e queria infligir uma séria humilhação àquele país, não aceitou a sua capitulação diplomática e provocou uma guerra que julgava que seria de breve duração. Não avaliou as consequências dos seus actos e o mesmo sucedeu com a Rússia e a Alemanha, cujos chefes políticos, Nicolau II e Guilherme II, primos e bons amigos, foram trocando cartas cordiais com apelos e juras eternas à paz, até os seus exércitos entrarem em conflito aberto. A Grande Guerra, que começou por um conjunto de equívocos, e cuja duração, consequências e violência ninguém foi capaz de precaver nem desejou, matou milhões de pessoas e, ironia das ironias, levou ao desmembramento da potência que a desencadeou e à absoluta secundarização dos países que dela sobejaram.

Agora, reduzidas as distâncias e a importância das coisas, aplique-se esta lição ao que está a acontecer em Portugal e provavelmente constataremos que as grandes tragédias começam muitas vezes sem que ninguém as consiga prevenir. Os protagonistas da nossa tragédia comezinha e doméstica também são facilmente decalcáveis daquele acontecimento histórico.

Godwin está ultrapassado

11 Outubro, 2015
https://twitter.com/tbribeiro/status/652920640312373248

Sim, meu simpático tosco. Porém, não terá sido Burke a dizer que – e estou a parafrasear, uma vez que não trouxe o meu Carlos Magno de bolso – quem não sabe História está condenado a repeti-la?

Já sei, já sei: o muro servia para impedir os ocidentais de acederem ao paraíso numa clara violação do princípio constitucional da equidade e da igualdade.

O marciano

11 Outubro, 2015

Quando António Costa repete que só em caso de invasão de marcianos haverá um governo de Bloco Central não está a fazer uma piada cujagraça nos escapa, mas sim a lançar um grito do mais profundo da sua alma: o seu mundo, o mundo em que ele é capaz de agir e viver não é o da negociação ao centro. O mundo de Costa é o da CML. Fora desse universo presidido por si Costa sente-se sem ar. Um marciano.

Seguir a mesma linha

11 Outubro, 2015

Se seguirmos a linha argumentativa de Vital Moreira de seleccionar apenas as declarações de António Costa que nos interessa, podemos ir muito longe. Por exemplo, António Costa em Janeiro de 2015, há 9 meses, portanto, disse que se sentia com forças para seguir a mesma linha que o Syriza. Alguém pode agora, depois das eleições, ficar surpreendido com uma aliança entre Costa e o partido irmão do Syriza em Portugal, o Bloco? E pode ficar surpreendido que Costa siga a política do Syriza de Janeiro?  Só mesmo quem andou muito distraído.

Claro que Costa também disse o contrário, disse que a estratégia do Syriza foi tonta. E quem ouviu essa parte da conversa e concordou deve achar uma coligação com o BE tonta, ou pelo menos surpreendente.

Sabíamos tudo e o seu contrário

10 Outubro, 2015

Vital Moreira argumenta aqui que um governo PS-BE-CDU seria legítimo porque até foram dadas algumas pistas na campanha sobre essa possibilidade. E no entanto há muita gente surpreendida com essa possibilidade, dados os resultados, incluindo alguns socialistas que a acham um disparate. Ora, se esta fosse uma possibilidade real desde o início não haveria tanta gente surpreendida. Mas então como é que Vital Moreira encontra tantas evidências de que um governo PS-BE-CDU foi proposto aos eleitores?

Acho que a resposta está na forma ambígua, para não dizer desesperada, como António Costa fez a campanha e pré-campanha. Desde que foi eleito líder do PS António Costa já defendeu ou sugeriu as seguintes formas de governo:

  1. PS sozinho com maioria absoluta
  2. PS com maioria absoluta mas com outros grupos, partidos ou personalidades
  3. PS + LIVRE
  4. PS + BE
  5. PS vencedor minoritário com acordos à direita e à esquerda
  6. PS minoritário e  à frente do PSD mas perdedor para a PáF
  7. PS perdedor para PSD e PáF mas a governar com apoio dos partidos da PáF
  8. PS + PSD de Rui Rio
  9. PS + CDS depois de vencer à PáF
  10. PS + Rui Rio presidente
  11. Vital Moreira também diz que PS+BE+CDU também estava previsto

Nos últimos dias de campanha Costa chegou a sugerir 2 ou 3 cenários diferentes, ora pedindo maioria absoluta, ora garantindo que ficaria à frente da PáF, ora defendendo que até poderia governar se perdesse. No meio disto tudo, podia não haver eleitores enganados, dada a falta de credibilidade com que António Costa acabou a campanha, mas parece que há alguns. Alguns até são dirigentes socialistas.

E pronto, está aberto o melão

10 Outubro, 2015

António Costa. “Todos sabem que eu não sou um melão que só se conhece depois de abrir”

Isto foi dito a 1 de Agosto de 2015

Estamos nisto

10 Outubro, 2015

Preferimos a versão do ó tempo volta para trás de

ou de

ou de

Resta saber qual a posição que o futuro governo de frente popular português tomará neste conflito

10 Outubro, 2015

entre o capitalismo, o imperialismo e o cheiro do petróleo versus aquele pais que não sofre desses pecados mortais, apenas existe aquele pequena dúvida sobre se será uma democracia: Coreia do Norte diz estar pronta para combater qualquer guerra provocada pelos EUA

Coligações como no Borgen

10 Outubro, 2015

É normal, numa democracia parlamentar que 3 partidos se juntem para fazer uma maioria absoluta para governar, mesmo que nenhum deles seja maioritário. É assim na maior parte dos países europeus.

Mas há algumas pré-condições para isso acontecer. Esse arranjo não pode ser uma completa surpresa para os eleitores. Têm que existir afinidades reais entre os partidos e não uma mera coligação negativa para impedir outros de governar. Tem que existir um compromisso efectivo entre esses partidos e empenho proporcional na solução governativa e não apenas mero tacticismo. Nenhuma destas condições se verificaria num hipotético governo PS com apoio do PCP e Bloco.

50 sombras de Costa: uma história de vampiros

10 Outubro, 2015

Muito boa gente aponta para a possibilidade do despeitado Costa levar o bluff avante numa fuga em frente para salvar o coiro da obsolescência para si criada em 4 de Outubro. Considero que estão errados que seja bluff, é imbecilidade, algo bem mais perigoso.

Em primeiro lugar, a obsolescência de Costa não foi criada em 4 de Outubro de 2015 e sim em 25 de Outubro de 1999, altura em que tomou posse como Ministro da Justiça já em plena falência do modelo social-democrata a que pejorativamente – e justamente – se designa por “centrão”. Um dos responsáveis no executivo pela “década perdida”, dali não sai nada que não sejam fugas para a frente, seja para manter a liderança de um partido delapidado de ideologia, seja para manter a ilusão da rocambolesca farsa de um modelo de sociedade suportado por um número decrescente de activos e crescentemente ressentidos com passivos.

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Em segundo lugar, porque Costa é um produto da trampa partidária existente para alimentar clientelas de oportunistas pendurados nas oportunidades que o Estado permite ao engalfinhar toda e qualquer actividade económica no país, seja pelos grupos periféricos de influência (observatórios, fundações, academia, lixo em geral), seja pelo caciquismo que começa da quelha, vai pela junta, passa pela autarquia e acaba na secretaria de estado.

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Em terceiro lugar, porque Costa é apoiado por calhaus burgueses, afilhados da oligarquia bafienta do caso anterior, putos que oscilam entre a imagética yuppy com laivos metrossexuais, atrasadinha no tempo e deformada no espaço, como tudo neste país, de javardos obcecados com o poder: com o proselitismo marxista da criação da realidade através da mutação de significado lexical, com o acesso tranquilo a drogas recreativas e restantes benesses da maquineta de Estado, isto sem negligenciarem o sex appeal que um chicote causa nos acólitos embevecidos no homoeroticismo directamente descendente da figura do senhor da terra ou, nos tempos modernos, de likes no Facebook da massa informe de desejosos por serem escolhidos para a massagem que será instagramada.

Por tudo isto, Costa é um mero veículo. Porém, não se deve negligenciar o poder destrutivo que emana do azedume de um despeitado.

Portanto segundo a nova lógica política vigente em Portugal

9 Outubro, 2015

Caso Marcelo não seja eleito à primeira volta os candidatos derrotados passam a vencedores sendo automaticamente PR o menos derrotado de todos eles.

Só nunca nos disse qual. Para a próxima coliga-se está bem?

9 Outubro, 2015

ha-outro-caminho

negociar o quê?

9 Outubro, 2015
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Não consigo entender se estas negociações entre Passos e Costa são, da parte de Passos, sérias ou não. Porque, em caso de o serem, de nada valerá «negociar propostas» do PS com o PS. De duas uma: ou Costa senta os costados (ou o fundo deles) num governo de coligação alargada, ou estará sempre sob reserva mental e de má fé, à espera da melhor oportunidade para derrubar o governo e apear-se nele sozinho. Se o PSD quer comprometer o PS na governação, não basta dar-lhe tudo o que esse partido lhe pedir: terá de lhe dar a responsabilidade de também governar. É isso, de resto, que a CDU está a fazer (a empurrar o PS para a responsabilidade de governar) e que o PSD e o CDS deveriam ter feito logo em 2011.

Já há eleitores do PS arrependidos

9 Outubro, 2015

Ferreira Leite. Coligação entre PS, PCP e BE seria uma aberração