A reposição “imediata” dos salários dos funcionários públicos consta das reivindicações da Frente Comum, mas a coordenadora Ana Avoila admite agora que os cortes se possam prolongar pelo ano de 2016.
Este homem merece um pedido de desculpas por parte do PS
cuidado com o que desejas
Assim vai o mundo
O presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe foi o vencedor deste ano do prémio Confúcio da Paz.
José Sócrates em conferência para falar sobre justiça e política.
18 dias
Este é o 18º dia depois das eleições legislativas. É garantido que são necessários – pelo menos – 18 dias para que o apregoado sonho molhado abrilista da união geral das esquerdas aconteça. Quando começarem a discutir específicos sobre a distribuição do dinheiro que não existe, quantos dias serão necessários? Se a coligação PS + BE + PCP + PEV é tão natural, porque necessita de – pelo menos – 18 dias para acontecer? Portugal não está necessitado de um governo patriótico de esquerda que o salve da austeridade e do imperialismo teutónico? Uma pessoa normal, em 18 dias, ingeriu – pelo menos – 54 refeições completas, 9 litros de água, 3,6 kg de carne e peixe; dormiu 144 horas – são 6 dias completos -, teve – pelo menos – 2 relações sexuais, defecou – pelo menos – 18 vezes, urinou – pelo menos – 40 vezes e caminhou – pelo menos – 72 km. 18 dias servem para ir a Fátima a pé de qualquer parte do país e ainda sobra tempo para postar 40 instagrams de pés inchados. Porém, 18 dias não servem para concretizar a união que “toda a gente” deseja, anseia, pela qual daria o primogénito.
18 dias servem para – pelo menos – 216 farsas teatrais ininterruptas.
entreguem-lhes o governo depressa, por favor
Na TVI24 João Oliveira, do PC, Isabel Moreira, do PS, e Joana Mortágua, do BE, anunciam ao país que estão a negociar a estratégia da sua eventual futura aliança pós-eleitoral, que nenhum deles é capaz de explicar se é uma coligação de governo, se é um acordo de incidência parlamentar, se é um programa conjunto de governo, se é um acordo de viabilização de um governo apenas do PS, se é um orçamento, para 2016, negociado a três, a dois ou apenas do PS com apoio dos dois partidos sobejantes, se será um governo apenas do PS, se do PS e do Bloco, se do PS, do Bloco e do PC, e querem com isto convencer o Presidente da República a dar-lhes (a quem?) o governo nos próximos dias. Daqui por, no máximo, um mês, Portugal tem de enviar para Bruxelas o orçamento de 2016, que será escrutinado, à lupa, pelos nossos credores e financiadores. Por favor, entreguem o governo a esta gente e entreguem-no depressa, caramba!
É preciso outra política, deitar abaixo os muros e dar as mãos
Hija de Hugo Chávez aparece como la mujer más rica de Venezuela, según Forbes
O PCP pode perguntar à sra se compra se compra dívida portuguesa?
O fascismo não passou. O fascismo não passará
O facto de Passos tendo perdido as eleições pretender que o PR indigite PM está a causar uma viva indignação na UE. É certo que o PS perdeu a maioria absoluta mas os nossos parceiros europeus não entendem como é possível que Passos seja o novo chefe do Governo, sobretudo porque na sua ânsia de poder os líderes do PSD e do CDS não hesitam em aliar-se com extremistas de direita. Vários intelectuais já manifestaram a sua intenção de deixar o país caso se confirma que os fascistas vão chegar ao poder.
Uma enorme manifestação a contestar a formação deste governo está ser organizada. Cantautores espanhóis, intelectuais franceses e activistas de vários países vêm a Lisboa manifestar o repúdio da Europa por este retrocesso civilizacional.
Nas redes sociais a indignação com este atropelo de Passos-Portas à democracia provocou uma giigantesca onda de indignação.
EM ACTUALIZAÇÃO
Portanto a austeridade vai incidir sobre?
radicalizar à esquerda
A teoria dominante, que por aí anda para fundamentar o governo syrizico de Costa, é a de que os resultados eleitorais indicam uma clara radicalização do país à esquerda. Não é verdade: o PC manteve a mesma percentagem de votos, enquanto que o Bloco não conseguiu muito mais do que o que já tinha obtido em 2009. A diferença destas eleições para todas as antecederam nos quarenta anos da 3ª República é que foi o PS que se radicalizou à esquerda. O PS de Costa, não o eleitorado que votou PS nestas eleições, que poderia ter votado no Bloco ou no PC, se quisesse, e que continua a ver o partido em que votou como sendo de centro-esquerda. O PS de Costa que – espera-se – não seja todo o PS. Mas este último – a existir – terá de aparecer depressa, se não quiser ser levado na enxurrada que naturalmente levará consigo o partido, se continuar por este caminho
glasnost
A que acordos de governo e orçamentais chegaram o Partido Socialista, de António Costa, e o Partido Comunista, de Jerónimo de Sousa? Será possível termos conhecimento do que decidiram sobre as nossas vidas antes de tomarem posse ou será uma surpresa que nos está reservada para depois de Costa ser indigitado chefe de governo, como ontem garantia o preclaro presidente do PS, Carlos César? A democracia representativa é coisa que estes partidos levam a sério ou a brincar?
Costabortismo* explicado
O que promete António Costa?
Um projecto totalitário: uma frente, uma política, um estado, uma ideia, uma comunhão. Comunistas e outros autoritários nunca se entenderam mas agora, Costa, um mero parolo com dificuldades oratórias e desprovido de ideias próprias, pretende ressuscitar a Primeira Internacional chamando-lhe “a queda do Muro de Berlim”, QED automático da qualidade da filosofia do pascácio. A Primeira Internacional, criada em 1864, foi extinta precisamente pela impossibilidade de albergar diferentes formas de autoritarismo sob uma bandeira comum. A única forma de unir as esquerdas é através de um projecto totalitário, sem divergências, sem separação da esfera da vida quotidiana da vida do partido, seu centro e única referência. Actividades mundanas passam a estar subjugadas aos princípios dominantes. Elegantemente colocado por Hannah Arendt, este totalitarismo implica “terminar definitivamente com a neutralidade do xadrez, ou seja, com a existência autónoma de qualquer tipo de actividade”.
Mas é isso que quer o Costa? O que quer mesmo António Costa?
Jogar com as vossas emoções de likes a gatinhos no Facebook. “Now we can” com Muros de Berlim à mistura, numa mixórdia de tretas tão fininhas na formulação como quebradiças caso algum desvariado acreditasse mesmo poder nelas pegar para implementação. Tudo para vos fazer crer que teria um governo viável com comunistas, trotskyistas, nazis do próprio partido, fascistas convictamente avessos à denominação e o degradante pot-pourri de chupistas dependentes da Academia ou de instituições e fundações sob alçada e financiamento público. Na realidade só lá quer chegar, altura em que dá com os pés à Internacional de chanfrados e governa em minoria com o apoio parlamentar da direita responsável perante a inevitabilidade dos números. Portanto, quer ser primeiro-ministro, não quer ser governante.
O que precisa para conseguir o que quer?
Que todos sejam tão estúpidos como aparentam.
Qual a maior dificuldade ao governo de António Costa?
Governar. Essa é a parte que ainda não está pensada no plano, logo se vê.
Quais as consequências de um governo liderado por António Costa?
António Costa nunca será capaz de liderar seja o que for, nem que chegue a primeiro-ministro. Tal acontece porque a confusão entre parasitagem e suporte simbiótico está bastante generalizada.
Vai acontecer mesmo o governo Costa?
Não sei.
E se acontecer?
Nada de especial. Um resgate, mais impostos, mais apertar de cinto, só não lhe chamem “austeridade”. O regresso a 2011, mais ou menos.
Mas assim nunca mais regressam ao poder, pois não?
Regressam. A clientela é demasiado grande para que existam aprendizagens por sucessivas pancadas de cabeças contra paredes de betão.
*Costabortismo: idealismo sem fundação ideológica, filosófica, lógica e retórica consistente que permite desprezar o esforço feito por ajustamentos anteriores numa tentativa de regresso a um passado de prosperidade aparente com encargos futuros incalculáveis.
é o que merecemos
O governo da frente de esquerda está consumado e parece que se transformou numa fatalidade inevitável. A esquerda foi sempre excelente a acelerar processos revolucionários e a ultrapassar a legalidade para impor a sua ordem. Fê-lo sempre ao longo da história e ainda não desaprendeu a fazê-lo. Está na sua herança genética. A esquerda partilha com os fundamentalismos religiosos a convicção de que a ordem natural das coisas é a sua e que tudo o resto são desvios blasfemos à palavra revelada. Quem não lhe pertencer não terá a sua bênção e deverá ser proscrito. A estranheza de ver os outros no que lhes pertence é um sentimento insuportável.
Por isso já quase toda a gente embarcou na inevitabilidade do governo Costa. Catarina Martins, a nova patroa do regime, vaticinou mesmo tratarem-se de futilidades burocráticas, de que o novo processo revolucionário em curso deveria prescindir, tradições constitucionais de décadas. Foi acompanhada por eminências pardacentas e até por soturnos constitucionalistas. A comunicação social rejubilou com a tese e fez diversas primeiras páginas com ela. Mas nada disse sobre a ameaça do presidente do PS de que este partido só anunciaria ao que vem depois da indigitação do ungido. Lá pelo partido, que tem sido um dos pilares do regime, depois de algumas reacções de incómodo com o que se está a passar, todos se calaram. A proximidade do poder fala mais alto do que os princípios e quaisquer eventuais prejuízos decorrentes da aventura serão contabilizados mais tarde.
Por conseguinte, e também porque o povo português, quatro anos depois de ter levado com a terceira falência do estado em quarenta anos, parece conformar-se e até alegrar-se com o que de novo lhe irá acontecer, não há outro remédio senão deixá-los seguir em frente. No fim de contas, é o que merecemos.
A Venezuela aqui tão perto
(Via Insugente)
Carlos César: PS só mostra acordo depois da indigitação. Em entrevista à SIC, Carlos César, presidente do partido, não adiantou qualquer detalhe sobre o acordo entre socialistas e bloquistas , atirando para depois da indigitação do próximo primeiro-ministro a revelação das linhas programáticas que unem PS, BE e, presumivelmente, PCP.
Ó Costa! o muro de Berlim não caiu
Na terça-feira, a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou por maioria, com o voto contra do PCP e a abstenção dos Verdes, um voto exprimindo solidariedade com os ativistas e recomendando a sua “imediata libertação”.
Refere na moção que os detidos “enfrentaram dificuldades, inclusivamente no acesso ao direito de defesa” e que “nenhuma acusação formal para a sua detenção foi apresentada”, assinalando que o atual estado de saúde de Luaty Beirão “é muito grave, a sua vida encontra-se em perigo”. (*)
programa, qual programa?
Conhecemos o programa eleitoral e de governo da PàF. Conhecemos o programa eleitoral e de governo do PS. Conhecemos o programa eleitoral e de governo do Bloco de Esquerda. Conhecemos o programa eleitoral e de governo da CDU. E o programa eleitoral e de governo da coligação PS/Bloco/CDU, alguém conhece?
Cravinho, caril, malagueta e picareta

Pessoa dada como sendo SCUT mas que só causa despesa sem originar qualquer benefício.
Ontem, no Prós e Contras da RTP1, estava este senhor Cravinho da imagem a defender a solução governativa que consiste em António Costa a governar sozinho através do apoio inicial do PCP e do BE, meros trampolins para o “daqui não saio, daqui ninguém me tira” minoritário que se seguiria. Esta solução, além de extremamente parva, acarreta uma dificuldade de aceitação popular precisamente por ser a solução defendida por Cravinho: é sempre má ideia deixarem que Cravinho defenda coisas que querem, efectivamente, que venham a acontecer.
Em 2005, criticando o princípio “primaríssimo, simplista e arbitrário” do utilizador-pagador, o engenheiro-socialista (é uma categoria profissional em si mesma, como é a de “técnico de execução penal”, termo politicamente correcto para carrasco) afirmava que “o investimento realizado na construção das SCUT tem efeito positivo no investimento privado, no emprego, no produto e na arrecadação de receitas fiscais em todo o país”. Ou, de forma excelente para enviar Cravinho para os anais tristes da história recente, qualificando-o como automático afirmador de treta sem sentido, “SCUT pagam-se a si próprias e geram excedente orçamental”.
É sintomático que sejam estes eméritos calhordas a defenderem a parvoíce pacóvia que os média adoram alimentar.
não os esperam dias fáceis
Se o Partido Comunista sufragar um governo do PS e do Bloco, no qual a sua posição será sempre minoritária e concorrente com o partido da extema-esquerda caviar, ficará na dependência de um programa de governo que não controlará e que certamente irá desagradar ao seu eleitorado tradicional. Por outro lado, enquanto o Bloco poderá compensar, por alguns meses, o descontentamento das políticas que serão necessariamente austeritárias (União Europeia oblige…) com o encantamento e o fascínio de quem levou uma pouco mais do que Associação de Estudantes ao governo do país, o Partido Comunista tem uma história e uma tradição de luta que não lhe permitem entrar nessas fantasias. Acresce, ainda, que se as três forças de esquerda entrassem de corpo e alma num mesmo governo, o descontentamento à esquerda ficaria sem dono e legitimaria todas as surpresas que por esses lados viessem a acontecer. Quem sabe, até mesmo Rui Tavares e Daniel Oliveira viessem a ser eleitos deputados. Ora, o Partido Comunista não se pode arriscar a perder mais ainda do seu já muito curto capital eleitoral.
Por isso, o que o Partido Comunista poderá fazer é continuar a engrolar o PS e António Costa, dizendo-lhes que eles só não serão governo se não quiserem, porque eles não impedirão a formação desse governo. Reparem: no limite, o que o PC tem dito é que, a bem do objectivo comum de impedir um governo de direita, não votará contra um governo liderado pelo PS. Mas não se compromete a mais do que isto, menos ainda a fazer parte desse governo.
Deste modo, não se comprometendo integralmente com um governo PS/BE, que estará sempre livre para criticar e condicionar, nem arcando com o ónus de reconduzir um governo da direita, o PC mata dois coelhos com uma única cajadada: faz boa figura junto do povo de esquerda, impedindo a continuação da direita no poder, e monopolarizará o descontentamento à esquerda com as futuras políticas do PS e do Bloco.
Com esta estratégia o PC condenará o Bloco à extinção eleitoral (os revolucionários nunca gostaram de colaboracionistas), manipulará o PS enquanto lhe apetecer e derrubará o governo quando entender que é chegada a hora de ir a votos para aumentar o seu pecúlio político. Não seria a primeira vez que o PC derrubaria um governo do PS. Nem a última.
Costa, o PS, Catarina e o Bloco que se cuidem. Não os esperam dias fáceis.
já podias ter dito, pá
António Costa anunciou, finalmente, o que era já óbvio para toda a gente, mas que ele andou a fazer de conta que não era: que a única maneira de chegar a um acordo de governo com a Coligação é ser ele o primeiro-ministro e o governo assumir integralmente o programa eleitoral do PS. O programa de governo e o candidato a primeiro-ministro que, por sinal, os portugueses rejeitaram nas eleições de há duas semanas. Siga para bingo.
António Costa deve convidar rapidamente estes maqueiros gregos
para a sua equipa negocial
Não chateiem
Costa quis transformar uma derrota sua e do PS em «vitória das esquerdas anti-austeridade». Muito bem. O PC até lhe deu o beijo de Judas ao dizer «conte cá com a gente». Está inaugurado o parlamentarismo nesta 3ª República agonizante: governa quem conseguir maioria na AR. O que até devia a todos parecer algo de normal. Excepto para os achacados do costume: Ferreira Leite, Marques Mendes, Portas tem um chilique só de pensar na ideia de que se podem fazer maiorias no parlamento. Inventam logo uns golpes e umas falsas legitimidades a preceito. O verniz democrata salta à primeira… E voltam uns à carga com a ideia peregrina que «não foi isto que os eleitores votam. Se soubessem..». Ora, batatas! Os eleitores não deram maioria a nenhum partido/coligação, portanto, carta branca para negociarem e fazerem os cozinhados que forem necessários. Ou o parlamento português é diferente de qualquer parlamento na Europa? O Cavaco ainda foi desencatar uns dogmas do «euro, nato , UE, lusofonia». E logo os papagaios fizeram eco. Mas que raio, está escrito em algum lugar que «os compromissos internacionais» se sobrepoem à vontade do eleitorado e dos seus representantes? Algum desses «compromissos» foi sufragado livremente? Ou é por «natureza» eterno? Não? Então, são negociáveis, como é próprio em democracia. Já não há pachorra para tanto disparate dos últimos dias.
Quanto a Costa, na sua fuga para a frente, e face às reticências dos seus parceiros da dita esquerda, tem agora oportunidade soberana de lhes retorquir: «se não aceitam um acordo para 4 anos, é vossa a responsabilidade de Passos voltar a ser PM». Mas duvido que tenha os devidos fructus solani lycopersici para tal.
E o BE não apoia o Sampaio da Nóvoa por ele não ser comentador televisivo ou por não ter aquilo que chamam ideias avançadas?
“É uma irresponsabilidade estender a passadeira vermelha a um comentador televisivo com ideias retrógadas” — Marisa Matias candidata presidencial do BE para forçar uma segunda volta e “quebrar um ciclo bafiento”.
Ps. Se o problema é só o bafio também não vale a pena dar-se ao trabalho de ser candidata. Passe a publicidade este produto faz milagres:
Entretidos que andamos com o resultados das eleições
nem reparamos bem neste tipo de declarações: “Há características mais humanas num chimpanzé ou num cão do que numa pessoa em coma” – André Silva, líder do PAN (Pessoas-Animais-Natureza).
E não vale tentar acreditar que este tipo de coisas nunca terá grande apoio. Lembram-se quando o BE era uma espécie de PAN?
Eu sei que esta é uma Pátria ditosa
Mas pelas almas depois de anos de professor Marcelo não vamos entrar na fase Marques Mendes pois não?
Os impassíveis não fazem puzzles
As duras revelações prometidas do doutor Costa
Via Costa, ExEx-Futuro PM
https://twitter.com/FuturoPMCosta/status/655836187224121344uma dúvida
Depois do Dr. Costa falhar a miraculosa coligação de extrema-esquerda (a tal que estava a correr tão bem), que pretexto lhe vai sobrar para continuar agarrado à liderança do PS?
um homem cheio de qualidades
Espetou uma faca nas costas de António José Seguro, com quem tinha feito um solene acordo de colaboração leal uns meses antes.
Deslumbrado consigo próprio, anunciou ao mundo que daria grandes vitórias ao partido, prometendo a maioria absoluta como se o mundo se esgotasse na sua cativante pessoa.
Tomou conta do PS como se fosse casa própria e, tratando os seus camaradas como lacaios, impôs-lhes um candidato presidencial estranho ao partido, sem consultar os órgãos competentes.
Muito a contragosto, tarde e a más horas, foi visitar José Sócrates, de quem fora número dois e braço direito no governo, e, quando lhe perguntaram se voltaria a visitá-lo, respondeu, contrariado, que não tinha planos para isso.
Incomodado com os jornalistas que o criticavam, enviou mensagens para os atemorizar e coagir.
Perante a candidatura presidencial, que tudo fez para abortar, de uma camarada sua, vitimizou-se, deixando insinuações de deslealdade e traição para justificar o mais do que previsível desastre do seu candidato.
Em campanha eleitoral, sob reserva mental, não se comprometeu com nada, limitando-se a dizer generalidades quanto ao futuro.
Perdeu as eleições que prometera ganhar por muitos votos e não por «poucochinho», como o seu antecessor, mas não se demitiu.
Na noite da derrota anunciou que não criaria «maiorias negativas» contra o futuro governo. Poucos dias depois estava a negociar com o Partido Comunista e o Bloco para impedir a formação de um governo de direita e se fazer primeiro-ministro.
Para atingir os seus objectivos pessoais, prestou-se a fazer uma rábula de supostas negociações bem sucedidas com os partidos de estrema-esquerda, sendo que, até agora, nada disse aos portugueses sobre o teor das negociações.
Alucinado com a situação que ele mesmo criou, anda pelo mundo a dizer disparates sobre as manobras rasteiras que tem feito, comparando-as, ridiculamente, a uma continuação da «queda do muro de Berlim».
Perante as críticas dos seus camaradas à estratégia suicida que tem seguido, deprecia-os e diminui-os, alegando que eles não sabem do que estão a falar.
Desesperado com a possibilidade de não chegar a primeiro-ministro, denigre o seu país afirmando que existem coisas «muito graves» que os portugueses desconhecem, mas que se recusa a elucidar.
Enfim, um homem cheio de qualidades.
A entrevista da desobstrução
Eu disse que o artista popular mais activo nos últimos tempos iria despejar gasolina sobre si próprio. Não só o fez, regando-se com uma intensidade teatral digna da criança que experimenta os primeiros resultados positivos nas sessões de terapia da fala, ainda nos presenteou, enquanto esperávamos pela novela, com o inesperado bónus de uma colonoscopia cerebral em directo, onde pudemos observar as muito severas – mas genericamente desprovidas de factos – acusações sobre a desgraça escondida dos outros. Há uma desgraça escondida nas contas, que Costa já as cheirou, apesar de não conseguir concretizar, já que não quer sobressaltar ninguém, de tão bom que ele é, poupando-nos o sofrimento de discutirmos específicos quando os genéricos fazem bem o papel para o qual foram concebidos.
O problema é que, afinal, as contas mitradas que o governo, de forma vil, andou a adulterar, têm um impacto tão pouco gravoso que é na mesma possível aplicar o programa Centeno, aumentar o salário mínimo, repor as pensões, reduzir horário de trabalho semanal, acabar com a precariedade, acabar com a austeridade e aumentar o número de feriados, entre outras medidas também sem qualquer impacto orçamental.
Após ter sido espremido para o papel de secundário, com prolongamento apenas por cabo, pela magnitude hiperbólica da libertação do deus-sol, o doutor Costa conseguiu sacar de uma só vez o pólipo intestinal que faltava, fazendo brotar a acumulação semanal de material eleitoral como se estivesse a fazer campanha pelo Livre ou outra das agremiações que fazem todo o sentido se sob o efeito de LSD. A grande conclusão da grande entrevista é esta: o governo, mesmo adulterando contas, deixa isto de tal maneira que não só a austeridade acaba como podemos ter como primeiro-ministro um perfeito imbecil sem consequências financeiras relevantes. E isso é muito bom.
Pode haver animação clássica
António Costa estará hoje no jornal da TVI na qualidade de desesperado por se manter na liderança do partido que perdeu as eleições, as mesmas que tinha vencido apoteoticamente na sua própria cabeça há mais de um ano. O que vai dizer? Que só não será primeiro-ministro se for impedido de o ser por coisas fássistas como o bom senso.
Pessoalmente estou muito interessado na entrevista porque, a julgar pelos últimos dias, a hipótese de se regar com gasolina e ameaçar acender o fósforo se não o empossarem primeiro-ministro é muito elevada. E ainda junta esta magnifica colcha se o nomearem na próxima hora.
Das cabriolas
Isto é simplesmente maravilhoso! Queremos um comunicado por dia! Camarada Arnaldo, que não te falte a verbe e a força.
Política de esquerda esta? Isto não é política de esquerda. Isto é tudo um putedo!
(via Tiago Dias)
“Acho que a candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa se fosse num país a sério seria condenável por ter analisado e discutido na TVI durante anos. Acho que não havia uma pessoa na TVI que não sabia que ele se ia candidatar”, afirmou Pacheco Pereira no programa Quadratura do Círculo, na SIC Notícias.
Bem fez o António Costa que analisou e discutiu na SIC Notícias. O que faz toda a diferença. Aliás António Costa já estava a disputar o lugar a Seguro e continuava na Quadratura. Mas era por ser na SIC e com o Pacheco Pereira. Temos de perceber que uma coisa é fazer comentário em Carnaxide, na SIC, e outra coisa é ir a Queluz à TVI.
Obs. O historiador defendeu que Marcelo tem uma “mancha ética” na sua candidatura, tendo sido uma das pessoas que mais influenciou a comunicação social. Deve ser para não ficar com uma mancha ética que Pacheco Pereira tem dois programas na SIC, uma página de opinião na Sábado e outra no PÚBLICO
Não se apoquente. Ainda vai a tempo de dar parte da sua reforma de Dezembro como contributo do Dia de Trabalho para a Nação
“Prescindam de parte das vossas ideias, dos vossos interesses, dos vossos projectos! Sejam capazes de abdicar de algo, para irem ao encontro dos outros e, em conjunto, encontrarem uma solução alternativa estável às que já demostraram não servirem para o bem dos portugueses” — Vasco Lourenço. Outubro de 2015
A líder da coligação de esquerda
Catarina Martins anunciou que o PS aceitou as condições do BE: “O PS mostrou disponibilidade para aceitar as condições do Bloco de Esquerda“,
Ao que o PS chegou!
Expectativas de António Costa
Primeiro ia ganhar com maioria absoluta.
Depois ia ganhar à PáF.
A seguir passou a empate técnico com tudo em aberto.
Como não dava para ganhar à PáF passou a querer ter um grupo parlamentar maior que o PSD. PS seria o partido mais votado.
Em alternativa sonhou com BE + PS > PSD + CDS
Como afinal não tem um grupo parlamentar maior que o PSD nem conseguiu junto com o BE ter mais deputados que a PáF passou a defender uma coligação de esquerda PS+CDU+BE
Como isto é inviável, agora só sonha com um governo minoritário do PS com apoio de CDU e BE.
A esperança parece ser Cavaco dar-lhe o cargo de PM sem que ele tenha que derrubar o governo da PáF no Parlamento.
Ou desmancha ou tem que casar

Nem tudo tem que acabar mal. Pronto, houve sexo desprotegido pré-nupcial entre socialistas e comunistas, temos que aceitar: a excitação era tanta que o doutor Costa já estava pronto para derrubar muros em Berlim, declaração que pretendia mostrar ao mundo a figura masculina da relação. Agora, com a criança a caminho, temos duas opções: ou o criamos como se o amassemos, incutindo-lhe o sentimento de culpa por ter destruído a nossa hipótese de sermos felizes, ou o desmanchamos, originando em nós o sentimento de culpa desfolhado de quem faz um filho fá-lo por gosto.
Resta ao Presidente das uniões civis, o professor Cavaco, se quiser mesmo tentar trazer a criança ao mundo evitando o aborto, exigir um acordo pré-nupcial que garanta que o petiz é governado por todos os progenitores, não um acordo que permita que o menino fique com o pai terasexual à primeira oportunidade. De outra forma, já se está a ver a história: o derrubador de muros arranja outra parede para pichar num ápice, deixando as donzelas comunistas maculadas e sós a carpir um pirralho que nem o pai queria nem da sua guarda pode abdicar.
o professor novais toma-nos por parvos
Mete impressão, senão mesmo repugnância, ver a Universidade invocada para sustentar rasteiras políticas de baixo nível, como o faz aqui o Professor Reis Novais, invocando a sua autoproclamada autoridade de constitucionalista da Faculdade de Direito de Lisboa. Ainda por cima, uma Universidade pública, paga com o dinheiro de todos nós, e que lhe deveria merecer mais respeito.
E o que diz Novais? Diz que, e passo a citar, que «se Cavaco souber que a AR chumba (o governo) nomeá-los é perda de tempo». E como saberá Cavaco dessa feliz notícia? Muito simplesmente, esclarece Novais: «se antes os três partidos lhe disserem “olhe, é escusado estar a nomear PSD-CDS porque nós reprovamos e o governo não vai governar”». Tudo claro e óbvio, não é?
Não, não é. E não é porque, como saberá qualquer aluno do 1º ano de Direito, acreditando-se que o Professor Novais também o não ignore, segundo o artigo 155º, nº 1 da CRP, «os Deputados exercem livremente o seu mandato», pelo que, nem «os partidos», nem mesmo o eminente Professor Novais poderão garantir, seja a quem for, o sentido do voto de 230 deputados. De resto, a história constitucional da 3º república está cheia de exemplos de deputados desalinhados das direcções parlamentares dos respectivos partidos nas votações de assuntos fundamentais, mesmo quando estas procuravam impor a «disciplina de voto» nos seus grupos parlamentares. Está, não está Professor Novais?
Pois está, e o Professor Novais sabe-o bem. Mas acha que nós somos parvos.
a lógica da batata
Se fazer uma coligação de governo com o PCP é «como deitar abaixo o resto do muro de Berlim», fazer uma coligação com o PNR será ocupar o resto da Normandia?
A golpada
francisco assis
Francisco Assis foi absolutamente brilhante na entrevista que acabou de dar à RTP3, muitos furos acima de qualquer protagonista do PS dos últimos anos. Assis deu cara ao que pode ser um PS moderno, aberto, de esquerda liberal e inclusivo das suas diversas correntes ideológicas e históricas. Foi o rosto do futuro de um PS com futuro. Obviamente que, a partir deste momento, Assis passou a ser o «inimigo principal» e vão chover-lhe em cima os patrulheiros do costume, aqueles que viram sempre para onde o vento virar com mais força. Por agora, parece-lhes que a força pesa a favor de Costa. Mas Assis explicou muito bem que Costa se enredou, por livre e espontânea vontade, num sarilho cujo único destino, faça governo à esquerda, faça governo à direita, não faça governo algum, será o seu fim político. Assis foi lapidar quando mandou Costa olhar para os seus putativos partidos de coligação de esquerda e vê-los «como eles efectivamente são» e quando lhe explicou que não se pode governar «de qualquer maneira e a qualquer preço». Um atestado de ingenuidade passado a Costa que, a persistir, só poderá ter outro nome. Francisco Assis iniciou, hoje, um caminho longo para a liderança do PS. Não será um caminho fácil, nem garantidamente bem sucedido. Para que o vasto e numeroso leque de apaniguados de Costa seja desalojado do poder terá de fazer o PS descer ainda mais baixo do que já fez. Não será coisa impossível, nem sequer improvável. E será tanto mais breve, quanto melhor sucedida for a estratégia do actual secretário-geral.



