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Aprendam que ainda vão a tempo

29 Outubro, 2015

Isto não são modos de fazer uma notícia:

Bárbara Vara constituída arguida na Operação Marquês

Não interessa nada que tenha sido constituída arguida. Isto vai levar a um julgamento na praça pública. Mesmo que seja considerada inocente a Bárbara já é culpada. Logo deve escrever-se assim

Bárbara Vara, filha do dinâmico empresário e político progressista Armando Vara, tem mantido conversações com pessoas ligadas à justiça. “Que estratégias  adoptar no combate ao empobrecimento” são alguns dos temas que  a jovem imbuída da tenacidade do seu pai nas questões sociais tem abordado nestes encontros.

Entretanto Jerónimo de Sousa mantém encontros com as personalidades de esquerda do Governo para os sensibilizar para a necessidade de se alterar o quadro legislativo no sentido de se determinar o arresto imediatos dos bens das pessoas envolvidas em manobras reaccionárias.

Portugal 2015

29 Outubro, 2015

Então o grupo Cofina não pode falar do Sócrates, esse grande calhau? Todos os jornais podem publicar o que lhes apetecer do processo do Sócrates excepto jornais e órgãos de informação que pertençam e este grupo em específico? Mas não há direito à informação, liberdade de expressão e o rais’que’parta? Mas estes bichos têm sequer ideia das consequências da limitação da liberdade de imprensa? Andam sempre com a trampa de Abril naquelas bocas e agora tratam isto com a maior das normalidades, como se se tratasse de uma mera questão estética? Censurar Disciplinar o Correio da Manhã pasquim não faz mal porque metem gajas pessoas com identificação de género do tipo feminino nuas desprovidas de vestuário adequado na capa?

É esta trampa realidade que querem para Portugal a República Popular Una, Indivisível e Ultramarina de Portugal?

Desde já me disponibilizo para publicar todo e qualquer texto proibido ao Correio da Manhã coisas devidamente autorizadas pela Comissão de Esquerda Revolucionária que sejam vedadas consideradas relevantes por censura decoro.

 


ADENDA: Este post não faz sentido se visto em leitores de feeds que retirem a tag span do texto formatado. Se leu e não fez sentido, leia o post no site através do link https://blasfemias.net/2015/10/29/portugal-2015/.

De ora avante as notícias serão assim

29 Outubro, 2015

O sr. engenheiro José Sócrates tem continuado a deslocar-se ao tribunal para tratar assuntos do seu interesse.

O sr. dr. António Costa interrompeu a sua agenda intensa para declarar aos jornalistas que  o esperavam à saída de uma cerimónia de inauguração de mais um centro de memória da luta anti-homofobia na I República que espera que rapidamente o sr. engenheiro José Sócrates possa retormar o papel que dele se espera no processo de modernização do país.

Quanto à responsável pela articulação do Governo com as inter-comissões populares, Catarina Martins,  as suas declarações vão no sentido de chamar a atenção para a necessidade da justiça incidir sobre os grupos que entravam a dinâmica de mudança do país e não perder-seem investigações que apenas nos distraem do ciclo do empobrecimento a que a austeriade conduziu o país.

onde anda francisco assis?

29 Outubro, 2015
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Aí há umas duas semanas, Francisco Assis deu uma notável entrevista sobre o PS e a estratégia de Costa de formação de governo à esquerda. Nessa entrevista, Assis disse, preto no branco, que se Costa insistisse num acordo com PCP e Bloco de Esquerda, ver-se-ia obrigado a tomar uma atitude. Agora que a parelha CC (Costa e César) anunciou que o acordo está fechado e o programa do governo das esquerdas será apresentado em breve, onde está Francisco Assis? E que espera ele para se pronunciar?

Nada temas, José. Nada abalará a nossa fé.

28 Outubro, 2015

Sócrates interpõe providência cautelar para impedir notícias sobre Operação Marquês.

Não, José, não! Lembra-te que és inocente! Lembra-te que o país precisa saber o que te fizeram, como te torturam, como te aplicaram a lei dos homens, como vilipendiaram um homem adulto que governou um país mas perdeu – acontece a qualquer um – a conta dos milhões impagáveis que deve a um amigo altruísta. Não podes impedir as falsidades de serem publicadas! Depois que irás contrariar nas sessões públicas de esclarecimento sobre a “política e a justiça”? O segredo de justiça é obra do Demo, já sabemos, para quê privar os teus seguidores das inverdades processuais que só abonam ao teu martírio, o martírio que é o de um povo? Entendo que ainda não estejas preparado para a tua crucificação – nunca ninguém está, sugiro algum jejum no deserto – mas livra-nós do Mal, José. Carrega a tua cruz como carregaste o destino do país, ombros para cima, queixo para o horizonte. Seremos muitos, depois, José, quanto te ergueres, como Lázaro e as tatuagens da prisão. Deixa-os gritar “Barrabás”. Tu és a Luz. Tu és a Salvação! Tu és quem acabou com a idolatria por falsos ídolos. Tu és Charlie e a Fernanda também. Deixa-os falar, publicar, escrever. Só assim será teu o reino das sopeiras.

Pena Vasco Gonçalves já ter morrido

28 Outubro, 2015

Costa pensa em independentes à esquerda do PS para o seu eventual Governo

Ps. No Conselho Mundial da Paz/Conselho português para a Paz e Cooperação têm uma data deles e ainda há a possibilidade de ir buscar o professor Boaventura que até canta.

As inventonas já chegaram. As barricadas estão a caminho. E o outro agora com o apoio do PAN ainda há-de voltar a defender novos usos para o Campo Pequeno

27 Outubro, 2015

O apelo, via redes sociais, para uma manifestação frente ao Parlamento contra as moções de rejeição do programa do governo PSD/CDS levou o presidente da Associação 25 de Abril (A25A) a convocar uma reunião para decidir possíveis tomadas de posição contra o que qualificou como a recriação da “maioria silenciosa” de 1974.

A informação foi dada esta terça-feira ao DN pelo coronel Vasco Lourenço, presidente da A25A, que precisou ter convocado as organizações que integram a comissão promotora das “comemorações populares do 25 de Abril”.

Para Vasco Lourenço, a manifestação a favor da não aprovação das moções de rejeição ao programa de governo de Pedro Passos Coelho aparenta ser “uma tentativa de recriar a maioria silenciosa do 28 de Setembro” – em 1974, quando setores conservadores tentaram organizar uma manifestação de apoio ao então presidente da República, general António de Spínola.

“Penso que as forças que reclamam os valores de Abril, como liberdade e justiça, devem preparar alguma iniciativa”, adiantou Vasco Lourenço, sem referir qual a sua posição. “Vamos ver, não sei se é de fazer ou não, se é no mesmo dia” da referida manifestação convocada pelas redes sociais para 13 de novembro, acrescentou o presidente da A25A.

«não rezará a história»

27 Outubro, 2015
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A jornalista do Público Áurea Sampaio garante-nos que, do governo apresentado hoje por Pedro Passos Coelho, «não rezará a História». Pois não. Mas do próximo rezará, certamente. A História e nós.

mas onde é que eu já vi isto?

27 Outubro, 2015
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«Em vez de falar de um compromisso com as metas definidas, mostra “um compromisso de uma trajetória orçamental” – ou seja, de redução gradual do défice. E juntou na mesma frase isto: “…e de defesa da recuperação dos rendimentos das pessoas e moderação fiscal”», afirmou Carlos César, a nova eminência parda do PS.

Mas não foi isto mesmo que o primeiro Syriza, o de Varoufakis, andou por Bruxelas a tentar negociar, até fecharem os bancos gregos?

Tempos difíceis para a liberdade

27 Outubro, 2015

boycotA liberdade de expressão em França sempre conheceu alguns problemas graves. Mas agora atingiu-se um novo e  intolerável nível de repressão.

Usar um t-shirt dizendo «Long live Palestine, boycott Israel» implica o risco de se ser condenado criminalmente ao pagamento de multa ou mesmo risco de prisão.  Doze militantes que em 2009 usaram tais t-shirts num supermercado na cidade francesa de Mulhouse, viram agora confirmadas pelo Court of Cassation as suas condenações, baseadas em «the French republic’s law on Freedom of the Press, which prescribes imprisonment or a fine of up to $50,000 for parties that “provoke discrimination, hatred or violence toward a person or group of people on grounds of their origin, their belonging or their not belonging to an ethnic group, a nation, a race or a certain religion.» A sério? Um t-shirt a apelar a boicote é sinal de discriminação, ódio ou violência? E um livro seria equivalente a bomba? Um filme seria um missil? A liberdade é cada vez mais atacada onde menos (ou nem por issso…) se espera.  (via Glenn Greenwald) Ler mais…

Crítica de teatro: “Transumância no Ródão”

27 Outubro, 2015

Ainda não tive oportunidade de aqui comentar o bizarro fenómeno de transumância na rota Lisboa-Tribunal ocorrido no passado fim-de-semana em Vila Velha de Ródão. O rebanho socratista, devidamente ampliado por um selecionado grupo de apóstolos locais sem grande pudor, amor próprio e dois dedos de testa, deslocou-se à Casa de Artes e Cultura do Tejo para ouvir o pastor a pregar que Bem-aventurados são os pobres de espírito, porque deles será a servidão ao aparelho do Estado.

Numa patética dissimulação em conferência alegadamente subordinada a “política e justiça”, a eucaristia, integralmente transmitida por pelo menos uma das televisões, a mesma a que Costa deu primazia para questionar aquando da estrondosa derrota do dia 4 e que o virá a consagrar o primeiro-ministro que mais insultos acervará, insultos estes bem tímidos em relação aos que já merece, centrou-se na figura magnânima do espectacularmente chanfrado Sócrates.

A panca de Sócrates não é recente, daí ter sido seleccionado para este papel: enxaguado, penteado, vestido, cútis impermeabilizada, empandeirado para a ribalta televisiva, fabricado com resumos em português do ‘Kant for dummies’, inclusivamente emparelhado – com consistentes esforços da alegada ex– para a reafirmação através de exercícios de negação comovente e dramaticamente bufos – e, em última instância, vítima dele próprio, como uma estrela rock de idade prematura com acesso facilitado a drogas letais. Ninguém espera que a árvore das patacas engula a maior parte das moedas.

Segundo o estrondoso pensador incapaz de citar o nome de um único filósofo – sim, eu vi a monstruosidade, podem criticar o que quiserem, também me aproximo de vítimas estripadas de acidentes de trânsito, se o conhecimento deste facto também vos der prazer para embirrar -, a justiça é de uma injustiça tremenda para pessoas como ele, que devem estar acima da justiça injusta para todos os outros. Sócrates até pode ver-se como Luaty Beirão, Gandhi, Mandela ou, inclusivamente, como o Liberace da estapafúrdia erotização na gestão da causa pública: nós aplaudimos a audácia e a degradação que daí decorre; não pode é fingir que está preocupado com a Justiça, com maiúscula, porque, como péssimo actor, não faz corresponder qualquer narrativa supra-pessoal a algo que não passa de escárnio pela própria Justiça através de ridículas tentativas de obtenção de inocência, como se esta pudesse ser conquistada da mesma forma desonrada como se obtêm votos em eleições.

De qualquer das formas, mesmo sendo um exercício tão fútil como prenhe de vaidade, nós, o público, agradecemos a permanente penitência decorrente desta digressão de auto-comiseração. Não é suficiente como castigo mas vai preenchendo a míngua até que o dia do Juízo Final chegue, com toda a profusão libertadora de socratinagem que nos trará.

E se forem dois problemas?

26 Outubro, 2015

PS jura (ao PCP e BE): 4 anos sem cortar salários nem subir IRS “Se houver um problema, tem que se ajudar a meta do défice”

Dúvidas sobre o destino dos seus investimentos? Ansiedade com o futuro?

26 Outubro, 2015

Leia a deliberação da ERC sobre o canal Hot e descobrirá que o porno em português é cluster.

Interpretação das frases mais polémicas de Cavaco

26 Outubro, 2015

1.

É aos Deputados que compete decidir, em consciência e tendo em conta os superiores interesses de Portugal, se o Governo deve ou não assumir em plenitude as funções que lhe cabem.

Isto quer dizer que é aos deputados que compete decidir, em consciência e tendo em conta os superiores interesses de Portugal, se o Governo deve ou não assumir em plenitude as funções que lhe cabem.

2.

É tanto mais incompreensível que as forças partidárias europeístas não tenham chegado a um entendimento quando, num passado recente, votaram conjuntamente, na Assembleia da República, a aprovação do Tratado de Lisboa, do Tratado Orçamental e do Mecanismo Europeu de Estabilidade, enquanto os demais partidos votaram sempre contra.

Cavaco acha incompreensível que PS e PSD não se tenham entendido apesar de terem tantas coisas em comum.

3.

Aliás, é significativo que não tenham sido apresentadas, por essas forças políticas, garantias de uma solução alternativa estável, duradoura e credível.

Cavaco diz que PS-BE-PCP não apresentaram garantias de uma solução alternativa estável, duradoura e credível e atribui a isso um significado.

4.

Em 40 anos de democracia, nunca os governos de Portugal dependeram do apoio de forças políticas antieuropeístas, isto é, de forças políticas que, nos programas eleitorais com que se apresentaram ao povo português, defendem a revogação do Tratado de Lisboa, do Tratado Orçamental, da União Bancária e do Pacto de Estabilidade e Crescimento, assim como o desmantelamento da União Económica e Monetária e a saída de Portugal do Euro, para além da dissolução da NATO, organização de que Portugal é membro fundador.

Cavaco diz que, em 40 anos, nunca nenhum governo esteve dependente de forças políticas com ideias tão contrárias às ideias desse governo ou ao que esse governo terá que fazer.

5.

Se o Governo formado pela coligação vencedora pode não assegurar inteiramente a estabilidade política de que o País precisa, considero serem muito mais graves as consequências financeiras, económicas e sociais de uma alternativa claramente inconsistente sugerida por outras forças políticas.

Esta parte quer dizer que um governo CDS-PSD não dá estabilidade mas um putativo PS-BE-PCP dá ainda menos por ser inconsistente (e a inconsistência tem consequências).

NATO à portuguesa

26 Outubro, 2015

João Soares: “PCP e BE podem ajudar na reforma que a NATO precisa”

Ao logo da entrevista João Soares também revê o seu passado e a dado momento declara esta coisa espantosa: “Essa de eu ser conotado com a UNITA é uma ideia completamente abstrusa mas que, infelizmente passou para a opinião pública. Pela simples razão de que tive um grande acidente, em território da UNITA, Angola.”

Portanto ia a sobrevoar território da UNITA e o avião caiu? Perdeu-se e passou por ali? Nunca declarou a sua admiração por Jonas Savimbi? Aliás o nome Jonas não lhe diz nada?

tomás taveira, um visionário

25 Outubro, 2015
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A ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social, uma sublime instituição da nossa república, paga com o dinheiro dos nossos impostos e por onde passaram vultos maiores do regime e da pátria, como Carlos Magno (o nosso, não o outro), Azeredo Lopes e Estrela Serrano (os próprios e inimitáveis), acabou de notificar a Hot TV para cumprir as percentagens de filmes de produção nacional que a lei impõe e que estão, no caso daquela emissora, «aquém das previsões legais». Ora, se por um lado é tranquilizador sabermos que, algures num edifício público, pago com os tributos do povo, competentes e zelosos funcionários cuidam de proteger o porno nacional, esmiuçando cada minuto de emissão daquele canal, por outro preocupa-nos a insensibilidade da indústria caseira, que não investe suficientemente neste importante produto cultural. A manter-se o panorama subdesenvolvido do porno português, a Hot TV, coitada!, arrisca mesmo a apanhar multa pesada.

Razão tinha, há uns anos, o arq. Tomás Taveira, um visionário. Infelizmente, poucos lhe seguiram os passos.

Passou-se

25 Outubro, 2015

Cavaco é politicamente tolo. A ultima comunicação é um verdadeiro desastre.

Já no discurso de 6 de Outubro tinha passado das marcas ao alavancar em normas do regime, assuntos que dele não fazem parte.  A UE, a NATO, o Euro e a Lusofonia não constituem nenhum pilar fundador ou essencial à liberdade e vida democrática do país.  Pode-se entender serem relevantes. Pode-se entender ser arriscado colocá-los em causa no actual momento, Mas isso são ponderações e decisões politicas que cabe a quem decide: o povo. Nada impede que qualquer partido defenda a revisão desses tratados, a sua modificação, a sua extinção ou a simples saída. Ainda assim Portugal continuaria a existir, a CRP não seria tocada, nem a democracia nem a liberdade colocada em causa. A pertença a tais organizações e a vigência desses tratados são certamente relevantes. Mas sempre se mantem a liberdade de a eles continuar a pertencer, ou não. O PR pode  também ter a sua opinião sobre os mesmos, mas não pode impedir ou colocar como critério de pertença a um governo quem deles discorde. Tal como não poderia impedir quem, explicitamente contra a forma obrigatória de regime constitucional se diga ou disse-se monárquico e viesse a ser democraticamente membro do governo. Não lhe cabe esse papel, Tal é perrogativa do povo e dos seus representantes. A todo o tempo.

É absoluta mentira e abuso de Cavaco dizer que colocar em questão o Tratado de Lisboa, o Tratado Orçamental, a União Bancária, o Pacto de Estabilidade e Crescimento, a União Económica e Monetária e a pertença ao Euro seja «alterar radicalmente os fundamentos do nosso regime democrático». O regime não se fez nos ultimos anos, nem dele constam tais requisitos. Pelo contrário. Impedir que tais tratados e realidades sejam colocados em causa, como se de dogmas ou realidades auto-evidentes se tratassem é que é, da parte do PR, abalar «os fundamentos do regime democrático».

Aliás a propria assinatura daquelas realidades, ela mesma já deveria ter abalado tal regime, dado que quem os assinou e votou na AR não dispunha de mandato do soberano para tal.

É de uma tristeza e mesmo indigência absoluta ver o PR de Portugal portar-se como um agente comissionista da UE.

Qualquer um pode duvidar da sensatez de colocar em questão aqueles tratados, ou achar que tal seria mesmo um desastre. Mas tambem qualquer um pode, ao invez, defender a sua revogaçao ou a sua renogociação. Mas ao PR, que certamente sempre pode expressar o que pensa, não pode contudo usar do seu poder para a limitar ou mesmo impedir. Não lhe cabe fazer distrinça entre os chamados «europeístas» e «anti-europeístas» (seja isso o que for). Isso é com a AR. Cabe aos partidos e aos deputados eleitos essa ponderação, não cabendo em caso algum ao PR impedi-la ou condicioná-la. Acresce ainda que nem sequer se sabe se tais assuntos estão em cima da mesa de qualquer negociação ou sequer se serão levantados, pelo que a atitude do PR carece de todo o bom senso e passa apenas como pretexto ilegítimo para impor uma solução, intervindo abusivamente num plano que não é o seu mas sim o da AR.

portugueses de segunda

25 Outubro, 2015
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Todos conhecemos os crimes do fascismo e do nazismo, como conhecemos também, muito bem, os do comunismo. Não há, a este respeito, qualquer hipótese de dúvida ou de negação. Mas há algumas diferenças substanciais que não podem ser ignoradas. Primeiro, que os crimes do fascismo e do nazismo, com excepção de alguns – poucos – regimes latino-americanos que duraram mais algum tempo, terminaram – felizmente . com o fim da 2ª Guerra Mundial, em 1945, ao passo que os crimes do comunismo expandiram-se por um enorme número de países europeus, africanos, asiáticos e americanos, cujos regimes, em parte, se extinguiram em 1989, mas outros – infelizmente, muitos ainda – por aí continuam, como Cuba, China, Coreia do Norte, Angola (o MPLA ainda se reclama um partido marxista-leninista, ou já não?).. Mas há outra diferença muito importante, que não convém escamotear: é que enquanto os partidos europeus originários na extrema-direita, como a Frente Nacional, rejeitam a herança fascista e nazi, ao ponto de expulsarem quem a defenda (no caso da FN, o próprio fundador, o que não foi coisa pouca) alguém terá ouvido já o Partido Comunista Português a renegar a União Soviética e os crimes de Lenine, Estaline, Mao, Fidel de Castro, etc.? Não, pelo contrário, quando lhes falam no assunto dizem que a história de URSS não está bem contada, que, como disse uma senhora deputada do PCP, nunca estudara o estalinismo, logo, não podia condená-lo, ou mesmo que a Coreia do Norte era uma democracia, como proclamou esse extraordinário ex-líder parlamentar do PCP, agora autarca em Loures, o senhor Bernardino Soares. Ou seja e em conclusão: ao contrário do novo mantra nacional, imposto por António Costa e ao qual até já o ecletético Professor Marcelo aderiu, em termos políticos há, efectivamente há, portugueses de primeira e de segunda, e quem defende regimes assassinos qualifica-se imediatamente nesse último grupo. E mais: do mesmo modo que a Constituição proíbe as organizações políticas fascistas, também o acesso ao poder de gente que defende os regimes comunistas não deveria ser permitido, a não ser que se considere que os crimes destes foram melhores que os dos outros. Por muito que possa custar aceitar, Cavaco Silva tem razão.

O racista e o desequilibrado

25 Outubro, 2015

Alguém sabe qual o critério que leva a que os judeus sejam atacados por desequilibrados e os demais cidadãos por racistas?

A história dos críticos que estão sempre para fazer uma veemente crítica mas logo desistem

25 Outubro, 2015

O discurso de Cavaco só chocou quem precisa de se mostrar chocado para manter a farsa das dúvidas e dos críticos dentro do PS. Infelizmente o PS tornou-se um partido sem dúvidas muito antes de Costa ter chegado. Os socialistas calaram-se perante a forma inqualificável como os seus dirigentes reagiram ao processo Casa Pia. Depois calaram-se perante os desmandos de Sócrates. E agora vão calar-se perante a estratégia de Costa.

“Ninguém põe em causa a NATO” na Frente de Esquerda

25 Outubro, 2015

Centenas de pessoas manifestam-se em Lisboa contra a NATO. Duarte Alves (JCP) e Ilda Figueiredo explicam.

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Ó camarada Jerónimo está um bocadinho esquecido

25 Outubro, 2015

O líder do PCP acusa Presidente da República de ser “tutor do PSD” e poder vir a ser responsável por “longos meses de instabilidade”.

Então o camarada Jerónimo não se lembra do que disseram aí no partido em 1974 antes de montarem as barricadas da inventona do 28 de Setembro?

O personagem trágico da legislatura

24 Outubro, 2015

Unknown

Mário Centeno será o personagem trágico desta legislatura. Não havendo outro está condenado a ser o próximo ministro das finanças. Nestes meses, e sobretudo neste período de negociações, já se revelou. Tem mostrado que é uma inexistência e fará tudo o que o PS pedir. “Oh Mário, dá aí um jeito no Excel para ver se podemos prometer isto”. Será um Teixeira dos Santos, nunca um Vitor Gaspar. E a partir daqui o seu destino está traçado. Estará entalado entre a Comissão Europeia, o tratado orçamental, as promessas do PS, as exigências do Bloco de Esquerda e a realidade económica. Sem capacidade própria para se impor a nada nem ninguém, não tem graus de liberdade, já tem os orçamentos feitos. Só vai mesmo poder escolher, se chegarmos a esse ponto, a que jornalista manda o email a anunciar a nova vinda do FMI.

Previsão do futuro próximo

24 Outubro, 2015

A minha previsão sobre o que vai acontecer a seguir:

  1. Passos vai constituir um governo de circunstância, com deputados e, eventualmente, alguma figura do PSD já na reforma. É apenas uma formalidade.
  2. Costa já queimou os barcos e só lhe resta mesmo levar o plano até ao fim. PS votará a favor da moção de rejeição e esta terá os 116 votos necessários. O governo de Passos vai cair.
  3. Cavaco, depois de  1 ou 2 semanas de reuniões com a sociedade civil e os partidos, acabará por indigitar Costa. Tentará, nesse período, mostrar os limites dos acordos que o PS tem com BE e PCP.
  4. Governo Costa não terá figuras importantes do BE ou do PCP e estes farão questão de referir que não estão no governo.
  5. Haverá uma moção de rejeição ao governo Costa que não será aprovada. Terá 107 votos da PáF a favor, 1 voto do PAN contra, 86 votos contra do PS. BE e CDU vão abster-se.
  6. Acordo do Costa com o PCP será minimalista e assentará em reivindicações laborais. Coisas que reforçam os sindicatos do PCP. Paralisam a economia mas não custam dinheiro de forma directa ao orçamento. Código laboral, empresas de transportes, professores, função pública.
  7. Acordo de Costa com o BE custará dinheiro ao orçamento. Aumentos de salários à função pública, pensões etc. E impostos aos contribuintes. E colocará pressão sobre o orçamento.
  8. Não se saberá ao certo se os acordos incluem a aprovação do orçamento. Pelo menos no caso do PCP, que se reservará o direito de aprovar ou não quando chegar o momento.
  9. Passos irá à sua vida, não está para aturar malucos. Pode esperar até às presidenciais, para marcar posição e assegurar a eleição do Marcelo, mas no fim vai embora.
  10. O orçamento passará com 86 votos a favor do PS, 107 contra da PáF. O voto do PAN é o mais difícil de prever, mas acho que votarão contra. Para o orçamento passar BE e CDU terão que votar a favor. E acho que vão votar.
  11. Orçamento será um contorcionismo baseado no programa do PS: adiam umas promessas, abandonam outras, sobem uns impostos, fingem que baixam outros mas compensam noutro lado. Tudo para pagar as exigências do BE.
  12. Os impostos que vão aumentar são aqueles que não afectam directamente a maior parte dos eleitores: IRC, escalões mais elevados do IRS, imposto sucessórios, impostos sobre capitais.
  13. Será um orçamento expansionista dentro das limitações impostas por Bruxelas. Haverá derrapagens ao longo do ano e alguns conflitos com Bruxelas. No fim um défice mais elevado será imposto a Bruxelas, com várias desculpas.
  14. Haverá um período de vários meses em que o PS dirá que a situação orçamental é pior que esperavam e isso justificará as várias quebras de promessas.
  15. Numa primeira fase a economia não mostrará grandes sinais de abrandamento, Crescimento em 2016 vai manter-se nos 1,5%. Mas terá alguns aspectos diferentes. Economia vai virar-se mais para o consumo interno. Diversas empresas exportadoras vão abandonar planos de investimento, mas o efeito no curto prazo não será visível.
  16. Medidas no mercado laboral, impostas pelo PCP, vão abrandar a contratação, apesar do crescimento. Desemprego interromperá a queda, ou pelo menos abrandará muito a queda.
  17. Haverá uma revanche em sectores como a administração pública, ensino e cultura. Mais benesses para todos. No ensino, o PS estará de braço dado com o Mário Nogueira.
  18. A situação económica ao longo de 2016 será favorável para o PS ganhar eleições a qualquer momento. Ou em Junho ou em Dezembro. Não haverá condições para uma coligação PSD-CDS e o PS tem hipóteses de ficar à frente do PSD com um discurso “acabamos com a austeridade, a direita quer voltar à austeridade”.
  19. Marcelo ganhará as presidenciais. Mas não será tão fácil como parecia à partida. Esquerda estará em força com um discurso “Marcelo quer dissolver o Parlamento com maioria de esquerda”.
  20. Após as presidenciais e depois de ter o orçamento aprovado, o PS começará a aproximar-se do PSD. Promoverá todos os candidatos à liderança do PSD dispostos a esquecer o golpe contra o vencedor das eleições. Haverá pessoas no PSD interessadas nisso. Ao mesmo tempo, o PS culpará o PSD pela instabilidade e exigirá a aprovação pelo PSD das medidas mais importantes.
  21. Taxas de juro só mostrarão sinais preocupantes daqui a um ano ou dois. Por enquanto investidores vão manter-se cautelosos mas participante.
  22. Haverá imensos avisos das mais diversas instituições internacionais, os quais serão ignorados.
  23. Costa só cairá depois da próxima recessão, que, atendendo à evolução do ciclo económico, pode demorar pelo menos mais 2 anos.
  24. PCP não aprovará o 2º orçamento do PS. 2º orçamento será um momento crítico, se não houver eleições antes. É possível que Costa sobreviva com abstenção do PSD.
  25. Se de facto durar até à próxima recessão haverá 4ª bancarrota.
  26. Caso haja eleições em 2016 o PS ganha com maioria relativa e quererá fazer coligação com o PSD.
  27. No 1º ano o BE vai desgastar o governo com propostas impossíveis que serão apresentadas implicitamente como condição para aprovação do orçamento de 2017.

Cozido a banho socrático com todos

24 Outubro, 2015

José Sócrates falou em Vila Velha de Ródão perante as televisões e amigos que foram encher a sala. Não disse nada de especial.

Lá dentro, um senhor com uma cabeça desproporcional e todo vestido de rosa com chinelos de dedo, confidenciava que o Presidente da República só no fim do mandato pode responder penalmente por actos da vida privada.

um sucesso

24 Outubro, 2015
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Notável artigo de Miguel Sousa Tavares, hoje, no Expresso, onde crucifica António Costa e quase exalta Cavaco Silva. Não há dúvida que, em Portugal, quando toca à rasca e lhe toca no bolso, a nossa burguesia gauche-caviar enfia imediatamente o socialismo na gaveta. Não por acaso, o Partido Comunista nunca quis gente desta nas suas fileiras. Deixou-a pelo Bloco de Esquerda e pela esquerda do PS. A frente de esquerda tem, por isso, todas as condições para ser um sucesso.

que tal um governo monti?

24 Outubro, 2015
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mp

Monty Python, obviamente.

governo de gestão

24 Outubro, 2015
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Não aceitar um governo de gestão é um imperativo político para Pedro Passos Coelho e Paulo Portas. Mau grado o que possa acontecer com o país, será sempre pior que a direita seja vista como a causadora da crise grave que aí vem, fique ou sai do governo, e que não marque uma profunda diferença entre si, o seu governo e os resultados que apresenta ao fim de quatro anos e a «aventura suicídária» (Sousa Pinto dixit) da frente de exterma-esquerda que o PS quer impor ao país. O poder não pode ser exercido a qualquer preço nem conquistado de qualquer jeito, e essa será uma primeira e fundamental diferença entre a direita e a atitude do PS, de António Costa e da extrema-esquerda. Para além do mais, o país não deu, de facto não deu, uma maioria absoluta aos partidos do governo e, pelo contrário, manteve a maioria sociológica de esquerda que há muito o caracteriza. Uma falência iminente não lhe chegou em 2011. Os resultados da «primavera grega» não lhe foram suficientemente elucidativos. Veremos se aprenderá com o que aí vem.

Somos “a direita”, seremos “a oposição”

24 Outubro, 2015

Há um custo real com o rompimento súbito das tradições: abdicando da base histórica para fazermos o que fazíamos, passamos a tomar como certo que faremos num futuro próximo o que no presente se alicerça como canónico. Não se trata de um jogo de palavras e sim de uma fácil constatação histórica. “A nossa liberdade é determinada por nós próprios”, a patacoada de Costa, impressiona, certamente, toda uma geração Facebook, mas é com esta dismorfia conceptual que contaremos doravante.

Como aqui diz o Mr. Brown, acabou o Bloco Central. A nova aliança entre PS e a extrema-esquerda, a que é um embaraço no resto do mundo ocidental e “força de mudança” nos países que cronicamente padecem de síndroma de D. Sebastião, se bem que não concretizada de forma formal, já o é, de facto, por via da assimilação linguística. Diz-se “a esquerda teve mais votos nas eleições”, tornando-a realidade, uma concretização una e indivisível de uma percepção consciente. Se há “a esquerda”, então “a esquerda” ganhou as eleições, como quase sempre ganhou, apesar da ausência dessa percepção pela inexistência prévia do conceito de “a esquerda”. O que há agora e haverá no futuro são dois blocos, “a esquerda” e aquilo que – de forma algo encabulada – se poderá designar como – valha-nos Deus – “a direita”.

O doutor Costa parece percepcionar isto como meramente transitório, algo que só poderá ser atribuído à sua tendencialmente infinita e progressivamente gratuita debilidade intelectual. Não é: PS, apresentando “a esquerda” como solução governativa, contará com esta, solitária e unicamente, para se permitir governar. “A direita” não pode conceder acordos, tentando exumar a sua base histórica centrista em macabros rituais de reescrita de cânones passados. Era, deixou de o ser: a nossa liberdade não é determinada por nós próprios e sim pela percepção que os outros projectam de nós. “A esquerda” decidiu, está decidido: PSD e CDS são “a direita” e como direita deverão agir.

Mais existencialista não poderia ser: a angustia d’“a esquerda” advirá da responsabilidade inerente à decisão pessoal consciente de se ter tornado “a esquerda”.

E cantar também vão?

24 Outubro, 2015

PS promete “muralha de aço” erguida até segunda-feira

A chave para o segredo

23 Outubro, 2015

Tenho uma sugestão que acho que é a melhor para o país: o doutor Costa aprende a falar, deixa de se babar, limpa o suor do queixo e apresenta um acordo de coligação com o Bloco de Esquerda, com o Partido Comunista Português e com o Partido Ecologista “Os Verdes” logo a seguir a derrubar o programa de governo que diz desconhecer. O governo cai e Costa apresenta ao senhor Presidente a sua coligação sólida, unitária, genuína, com um programa interessantíssimo de renovação da economia através de despesa, aumento de salários e o que lhe der na mona. O Presidente nomeia-o Primeiro-Ministro, toda a gente goza o Cavaco e ele, na reforma, tranquilamente, ainda vê o PS a explodir antes do Natal de 2016, isto enquanto o PCP defende os trabalhadores e essas cenas que eles lá fazem.

Esta é a minha solução. Tenho outras, igualmente portuguesas, se quiserem.

O país não está, de facto, em condições de suportar qualquer deriva eleitoralista.

23 Outubro, 2015

Jorge Sampaio, Julho de 2004, tomada de posse de Santana Loes

Nos limites constitucionais da separação e interdependência entre os órgãos de soberania, pode Vossa Excelência,(…) contar com toda a colaboração do Presidente da República. Esta cooperação não pode, todavia, assentar numa distorção ou num apagamento das concepções e visões estratégicas próprias do Presidente da República e do Governo. Só por esta via se respeitará a vontade do eleitorado que sufragou livremente, em momentos distintos, o distinto entendimento que cada um destes órgãos tem sobre a melhor forma de servir o interesse nacional.
(…)
O país não está, de facto, em condições de suportar qualquer deriva eleitoralista.
(…)
não poderá haver agora hesitações ou ambiguidades na defesa do caminho europeu que, num extenso e quase consensual entendimento político, temos percorrido, e que os vários Governos têm sabido proteger.

a culpa é do de gaulle, senhora candidata

23 Outubro, 2015
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A Dra. Maria de Belém, a candidata presidencial do PS que António Costa nunca quis, veio hoje dizer, na sequência da declaração de ontem do Presidente da República, que este «não pode condicionar a actuação do Parlamento» nas suas decisões sobre a formação do governo. Pois não, Dra. Maria de Belém, de facto, não pode. Como, também, o Parlamento não pode condicionar a actuação do Presidente na indigitação do primeiro-ministro, como o tentaram fazer os líderes do PS, do PCP e do Bloco. Caso não saiba e já que se candidata ao exercício de tão elevadas funções, o governo, em Portugal, carece simultaneamente de legitimidade parlamentar e presidencial. Chama-se a isto semipresidencialismo, uma invenção de um senhor chamado De Gaulle, que outro senhor chamado Duverger teorizou. É, provavelmente, o sistema de governo democrático mais propenso à conflitualidade política e institucional, e foi por esse mesmo motivo que os constituintes de 75 e 76 o escolheram como modelo para o governo de Portugal. Na altura, a ideia era deixar o governo ao poder civil e a presidência ao poder militar, para que este nunca perdesse o controlo da revolução. Hoje, quase quarenta anos depois da aprovação da Constituição e de sucessivas revisões que atenuaram a função presidencial, a formação e subsistência do governo continuam a carecer do apoio presidencial. Quem não gostar que apresente queixa aos autores. Muitos deles ainda por aí andam e a maioria na orla do Partido Socialista.

“use essa linguagem quando entrevistar alguém do Bloco de Esquerda”

23 Outubro, 2015

(Via Insurgente)

Conclusão: agora tem outra turma, fez novos amigos e se alguém lhe lembrar que lhes chamou “bando” vai certamente dizer use essa linguagem quando entrevistar alguém da direita

Desde o Cabeçadas que não se via uma tal concentração de poderes numa única pessoa

23 Outubro, 2015

Rui Ramos: Foi ontem, às 8h05 da noite, que terminou a presidência imaginária de Catarina Martins. Durante duas semanas, a porta-voz do BE fez de conta que era um presidente absoluto: demitiu o governo de Passos Coelho, indigitou António Costa como primeiro-ministro, e pôs condições a um governo minoritário do PS. De facto, não estava sozinha na fantasia.

Podia lá ser

23 Outubro, 2015

Eduardo Cintra Torres: Catarina Martins tentou destratar Marcelo candidato chamando-lhe comentador. Acontece que também ela já comentou na TV. Isto para além de ser actriz, como Reagan ou Schwarzenegger. E se alguém a tratar por “a actriz que quer ir para o governo”?

De facto os professores marcam os alunos

23 Outubro, 2015

António Costa acha que “Os socialistas nenhuma lição têm a receber do professor Aníbal Cavaco Silva”. Fica-lhe bem dizer isto. Aquele detalhe de não dizer Presidente da República esse é d efino recorte. Mas ficou-lhe bem falar verdade. António Costa recebe de facto lições doutros professores. A escola onde Costa recebe lições tem como regentes Catarina Martins, Heloísa Apolónia e Jerónimo de Sousa. De facto são outro tipo de professores, outro tipo de conteúdos e outro tipo de aulas. Quando eles o reprovarem cá estaremos para lhe pagar as explicações.

Vamos experimentar agora “arquitecto Sócrates”

23 Outubro, 2015

Eu não faço ideia se foi o Domingos Farinho quem escreveu o livro do Sócrates, se foi outra ou outras pessoas, se foi uma aparição espontânea pela materialização simbiótica dos espaços corpo-corpo ou – e porque coisas verdadeiramente estranhas também acontecem – se foi o próprio Sócrates a gerar a obra do seu próprio… digamos… pensamento.

Farinho diz que não foi ele e, para o caso, tanto faz se foi ou se não foi.

O que é relevante é, sendo o livro é uma versão da tese de Sócrates, saber se esta tese foi apresentada para obtenção de grau académico. Sendo um mero livro para suporte da porta da garagem do Santos Silva será indiferente quem o escreveu; sendo a adaptação para português de uma tese de mestrado – como o próprio afirmou na altura, traduzida do francês, língua original do manuscrito -, estamos perante uma suspeita grave de fraude académica.

Como ninguém parece particularmente incomodado, vamos todos presumir que se trata de uma mera fraude de marketing na apresentação do livro e que tal tese nunca foi apresentada por doutor engenheiro José Sócrates.

implacável

22 Outubro, 2015
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Como aqui já tinha dito, o Partido Comunista jamais entraria num governo liderado pelo PS e com o Bloco de Esquerda. E como hoje se ficou a saber, o dito acordo com o PC será apenas de incidência parlamentar, o mesmo é dizer que o PC vai cheirar, mas não inalar. E compreende-se: o objectivo principal do Partido Comunista é eliminar o Bloco de Esquerda, o seu principal concorrente e adversário, que o ultrapassou nas últimas eleições e, pelo caminho, aproveitar para prejudicar o PS o quanto puder. Viabilizará, embora com reservas declaradas, o programa e o orçamento do governo Costa e não poderá ser acusado de ser responsável por manter a direita no poder, nem pelas medidas impopulares que o governo de Costa vier a tomar. E, quando lhe for mais conveniente, atirará o governo abaixo, alegando que os compromissos foram traídos e que o governo é, afinal, de direita. Por isto, um PS consciente jamais se meteria em semelhante trapalhada. Mas, se não houver por lá ninguém que impeça o disparate, pagará caro o que vier a fazer. Quanto ao Bloco, nem a alma se salvará: o abraço do velho urso soviético será implacável.

Ana Avoila a sentir-se grata pelo governo de esquerda

22 Outubro, 2015