Saltar para o conteúdo

E no meio da doideira geral

9 Outubro, 2015

Esquecemo-nos da candidata transgénero. Não consegui saber da sua eleição. Como convém o mundo mediático andou com a candidata transgénero ao colo. Não se sabe o que pensa tal pessoa do país e do mundo. Ser transgénero era o seu assunto. Vieram as eleições e nunca mais se ouviu falar da candidata transgénero.

point of no return

9 Outubro, 2015
by

As diligências que António Costa anda a promover junto do Bloco e da CDU, supostamente para encontrar uma alternativa de esquerda a um governo da direita, podem não passar de uma estratégia para obrigar aqueles dois partidos a submeterem-se à autoridade do PS e, simultaneamente, de uma manobra de intimidação da Coligação e do Presidente da República, com resultados políticos que Costa pretenderá alcançar a médio e não a curto prazo.

Nesta linha estratégica, o ideal para o PS seria que os seus putativos parceiros de coligação a inviabilizassem por agora, deixando, contudo, essa possibilidade em aberto, caso o governo do PSD/CDS ultrapassasse os limites do que o PS considerará aceitável. Assim, o Costa manteria em sentido a esquerda, responsabilizando-a por ter inviabilizado um acordo que teria evitado o governo de direita, e o PSD e o CDS, com a ameaça de derrubar o governo, ameaça que concretizaria num prazo razoável em que não fosse acusado de irresponsabilidade, provocando eleições que não teria dificuldades em ganhar.

O problema da estratégia de Costa é que há pontos de não retorno e ele poderá tê-los já involuntariamente ultrapassado. Para isso, bastará que o PC e o Bloco se finjam de mortos e que aceitem todas as condições de Costa e do PS para formar governo. Aí, inverter-se-ia o feitiço contra o feiticeiro, e passaria o governo de Costa a ser um governo de um partido minoritário, dependente de outros dois partidos à sua esquerda que o querem canibalizar, e dois partidos à sua direita que terão espaço aberto para crescerem no centro político abandonado pelo PS. Neste caso, seria o governo de António Costa a cair num prazo breve: não se imagina o PC e o Bloco a levarem-no ao colo por muito tempo. E o líder do PS passaria assim, num ápice, de caçador a presa.

Besuntem-se então uns aos outros

9 Outubro, 2015

A 5 de Outubro de 2015, os derrotados nas eleições legislativas começaram a delinear o perverso golpe subversivo de colocar no poder um despeitado palhaço através de coligação contra-natura. No mesmo dia assinalava-se o 79º aniversário do nascimento de Václav Havel. Em Dezembro de 2011, o Partido Comunista Português votava, no Parlamento português, contra o voto de pesar pelo falecimento do dramaturgo, figura cimeira da Revolução de Veludo e posterior presidente de um país, à data da sua morte, pertencente à União Europeia.

Ou, como diria Rui Tavares, mais uma obsolescência política, ontem, na RTP, o PCP é um “partido consolidado na democracia portuguesa”. Consolidado, sim; democracia é que não. É só lindo que seja com isto que o PS de António Costa se queira besuntar.

O primeiro incidente do governo de frente popular

8 Outubro, 2015

a ILGA – Intervenção Lésbica, Gay, Bisexual e Transgénero, já reagiu, assumindo em comunicado que “é evidente a intenção do apresentador de humilhar Alexandre Quintanilha em função da sua orientação sexual, recorrendo de resto ao género como forma de humilhação.” E por isso espera “não só um pedido de desculpas público e uma reiteração do compromisso da RTP com a não-discriminação, mas sobretudo que existam também as consequências devidas no plano disciplinar”.

O Partido Socialista também já reagiu, tendo transmitido à direção da RTP um protesto formal “pelo comportamento inaceitável do pivot do Telejornal da RTP 1 de ontem e exigindo um pedido de desculpas e uma tomada de posição pública da RTP sobre o assunto.” O assunto será abordado no Telejornal e a RTP espera com isso enterrar a polémica.

a) As redes sociais de representatividade virtual fazem uma interpretação do sucedido, organizações de existência mais mediática que real  apresentam uma versão dos factos que se torna a mediaticamente oficial.

b) Desse mundo virtual chegam pedidos de condenação: não chegam esclarecimentos, não chegam pedidos de desculpa, querem processos disciplinares, conformes com a sua versão dos factos

c) O PS vai a reboque das tricoteuses e dá-lhes cobertura institucional.

Preparem-se: vão ser sempre assim os dias da frente popular. Ainda agora começou.

Agora a sério

8 Outubro, 2015

A coligação PS+PCP+Be é para avançar? E O PAN tb entra? Se for avisem com umas 48 h de antecedência. Porque uma pesssoa tem de se abastecer daqueles bens essenciais que nos vão dizer que são responsáveis pela destruição ambiental do planeta ou que gastamos em excesso porque comemos demais.

Meu caro Rui Tavares

8 Outubro, 2015

Não pague a dívida do Livre. Não se sujeite à tirania dos bancos. Não vergue diante do euro. Chegue ao banco e diga: há uma outra forma de fazer política. O Livre vai crescer e então pagaremos. Não podemos cortar as pernas a esta esquerda, não podemos cercear a alternativa para pagarmos aos banqueiros, para prestarmos tributo à Merkel.

E sobretudo não queira viver da caridadezinha (chamam-lhe crowdfunding mas o que é o crowdfunding senão a esmolazinha?) Que você assalte bancos entende-se. Que lhes peça emprestado dá que pensar ( eu, por exemplo, não confio neles a ponto de lhes hipotecar a minha vida). Mas que lhes queira pagar o que deve é que é uma traição a todo o seu pensamento. Assim não se constroem alternativas à tirania do capital.

Em defesa do medo

8 Outubro, 2015

Por Paulo Tunhas: E o medo em política? Aí, a utilidade é ainda mais indiscutível. É verdade que há, neste capítulo, adeptos da adversa escola do entusiasmo. Mas normalmente a coisa aí dá para o torto. O medo é muito mais sábio em política, até porque, por exemplo, nos ajuda a decidir em quem não votar: naqueles que nos ameaçam com uma tempestade que nos entre pela janela dentro. Por isso, francamente, não percebo o desprezo em que a emoção em questão é tida neste domínio. Parece-me, pelo contrário, uma emoção, pelo menos em certos casos, muito racional.

Não há ninguém que seja prostituta a 32%.

8 Outubro, 2015

Há uma antiga história, erradamente atribuída a pessoas tão díspares como Churchill ou Sartre, que reza que um indivíduo oferece 5 milhões de libras para que uma senhora desconhecida, mas certamente muito atraente, com ele partilhe o leito. Segue que, perante a anuência da senhora, o indivíduo oferece uma quantia ínfima – digamos, 5 libras – desacato que levaria a afrontada senhora a questionar o ultraje: “por que tipo de mulher me toma”, indagaria, levando ao desfecho final da anedota: “isso já esclarecemos, agora só estamos a regatear”.

O impacto desta historieta está na noção de transacção imoral. O impacto negativo na moralidade desta narrativa não se centra no facto de duas pessoas desconhecidas decidirem ter relações sexuais e sim no princípio da transacção monetária associada ao sexo. Se o leitor não percebe a carga moral repudiante de transacções sexuais com troca de dinheiro, imagine que o indivíduo oferece os 5 milhões de libras por um rim ou pelo aluguer de uma barriga para fins de procriação e a história terá o mesmo sentido.

Que o PS negoceie com quem bem entender, isso é lá com eles. Agora, que o PS tenha como estratégia mostrar que negoceia a hipótese de formação de governo com o PCP, mesmo que não passe de bluff com vista a obter um efeito “ou a coligação me dá o que eu quero ou eu pico-me com esta seringa com SIDA”, isso já entra na noção de transacção imoral. O que o PS mostrou com este teatro com o PCP foi o mesmo que a senhora da historieta do primeiro parágrafo: já sabemos o tipo de pessoa que o PS é, agora só estamos a regatear o preço.

coligação de governo nada negativa

8 Outubro, 2015
by

«PCP viabiliza governo PS para impedir novo governo PSD-CDS».

Não tarda nada começam a prometer viabilizar governos

7 Outubro, 2015

timthumb.php

Evolução da votação no PNR
images

Quem tem medo do comunismo?

7 Outubro, 2015

bloco central – as minhas sugestões

7 Outubro, 2015
by

Presidente da Assembleia da República – Ferro Rodrigues, com o compromisso de não pronunciar nunca a palavra «inconseguimento», nem pintar o cabelo de loiro;

Ministro do Trabalho e da Segurança Social – António Costa, que delegaria em Fernando Medina, que é quem gosta mesmo de trabalhar;

Ministro da Educação – Sampaio da Nóvoa, com o compromisso de apoiar a Maria de Belém Roseira a Belém propriamente dita;

Secretário de Estado das Finanças – João Galamba e António Galamba, sendo que exerceriam em dias alternados, tal e qual os Cônsules da República Romana;

Ministro do Ambiente – Jorge Moreira da Silva, em representação da ala mais socialista do PS;

Candidato Presidencial: Jerónimo de Sousa (a bisar);

Presidente da Caixa Geral de Depósitos – Armando António Martins.

Procurador-Geral da República – J. Carvalho de Sousa.

as «asneiras» de cavaco

7 Outubro, 2015
by

Anda meio mundo agastado com Cavaco Silva, mas, muito francamente, não me lembro de o ter visto tão bem na sua longa carreira política de mais de trinta anos. Na verdade, pelo menos desde a crise do «irrevogável», que Cavaco tem alertado o país e os partidos para o óbvio: que o estado lastimável de Portugal não se resolve com duas tretas, nem sem um consenso durável entre os partidos que têm responsabilidades governativas neste regime: PSD, PS e CDS. Como é que isto é feito, não cabe a Cavaco, no contexto actual dos seus poderes constitucionais, dizê-lo, podendo, quando muito, aconselhar os responsáveis políticos. Ainda assim, o homem fez mais do que lhe competia, sugerindo, já nesse distante mês de Julho em que Paulo Portas deitou fogo ao circo, um pacto com o PS, com o qual praticamente garantia a este partido o regresso ao poder no prazo de um ano, assim ele garantisse as condições de governabilidade durante esse período de tempo. Seguro, que não teve coragem para enfrentar a gerontocracia do PS, encolheu-se e acabou assado no espeto por aqueles a quem temeu enfrentar. Hoje, se o PS não está no governo, só poderá queixar-se de si mesmo. E poderá até ver-se afastado do governo por muitos e bons anos. Bastar-lhe-à, para isso, prolongar, por mais umas semanas, os esponsais com o Bloco e a CDU, sem necessidade de contrair matrimónio ou sequer de ir ao castigo, e rebentar novamente com as (frágeis) contas públicas. Dentro do partido haverá quem trate do assunto. E, cá por fora, também.

Para o ano o tema será a “Preservação do património” e o convidado é um alto dignatário do estado islâmico

7 Outubro, 2015

O economista e ex-governante grego, Yanis Varoufakis será o conferencista convidado da aula inaugural dos doutoramentos que o Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra desenvolve em parceria com outras universidades portuguesas e estrangeiras.

Se não for muito pedir alguns dos presentes pode perguntar ao senhor Varoufakis em que parte da “Democratização da zona euro” sob a qual vem falar se incluem a detenção do presidente do banco central grego e a ajuda de Putin que ele mesmo enquanto ministro chegou a ponderar?

a estupidez campeia pelo ps

7 Outubro, 2015
by

A estupidez (lamento, mas qualquer outro adjectivo mais suave para qualificar o comportamento do PS ficará sempre muito aquém da realidade) campeia pelo PS e pela cabeça dos seus estrategas. Se eu estivesse na pele de António Costa, talvez me perguntasse por que razão é que, em apenas um ano, o seu PS passou de um cenário de maioria absoluta quase garantida, para um partido derrotado, que nem sequer com uma maioria simples conseguiu ganhar as eleições. Talvez a resposta a essa pergunta me iluminasse o espírito.

Mas o que por lá se vai vendo indica que Costa está muito longe de estar interessado em resolver os seus próprios problemas. “Lixado” com os resultados eleitorais, que foram, para si, uma humilhação pública, depois de um discurso, na noite da derrota, que parecia sensato e equilibrado, já começou novamente a asnear. Convencido que a unidade interna do partido se conseguirá, até recuperar forças para o próximo congresso, à custa da tosca cabeça de Sampaio da Nóvoa, que ele prontamente ofereceu às feras, ele atira-se, agora, para os braços da extrema-esquerda, como um marido enganado que passa as noites que se seguem à traição num bordel.

A argumentação é simples e pode encontrar-se neste irresponsável naco de prosa: o PS prometeu aos portugueses um caminho alternativo ao da austeridade e não poderá deixar a defesa desse caminho alternativo ao Bloco e à CDU, coligando-se com a direita, porque não é isso que os seus eleitores pretendem. Logo, deverá ser à extrema-esquerda que deverá juntar-se, obrigando esta a assumir as suas responsabilidades num governo de esquerda, anti-austeritário.

O argumento seria inteligível, não fossem algumas pequenas nuances. Primeira, que se os eleitores quisessem o Bloco e a CDU no governo ter-lhes-iam dado boa parte dos votos que confiaram ao PS. Se o não fizeram, é porque distinguem o PS desses partidos e, muito provavelmente, não os querem ver juntos. Segunda, que o estado em que o país se encontra, e no qual este PS tem sérias responsabilidades (uma falência não se resolve em quatro anos) não se compadece com joguinhos florentinos, mas com políticas sérias e urgentes. Há, a esse propósito, um orçamento de estado para aprovar nos próximos dias, em relação ao qual os nossos credores e as agências de rating estão a olhar com muita atenção… Terceira, se este PS embarcar em frentismos de esquerda, será, isso sim, eleitoralmente responsabilizado pelo que possa vir a acontecer ao país e à sua economia (e o exemplo grego do Syriza deveria dizer-lhes alguma coisa), como será também responsável pelo único governo de frente de esquerda radical de um país da União Europeia em toda a história desta organização supranacional.

Se o PS está preocupado com a sua pazokização, que procure perceber por que motivos o seu homólogo grego chegou ao desgraçado estado em que se encontra. Talvez venha a encontrar semelhanças consideráveis em ambos os percursos mais recentes.

quem semeia ventos…

6 Outubro, 2015
by

Cavaco diz o óbvio e di-lo há mais de dois anos: o estado em que o país se encontra exige que os partidos do dito arco governativo, que o governam há quarenta anos, se responsabilizem, agora, pelo conserto e reparação do estado em que ele se encontra. Isto significa que a próxima solução governativa tem de ter o comprometimento do PSD, PS e CDS, e que tudo fora disto terá consequências dramáticas de Portugal e para os portugueses.

Evidentemente que os ventos espalhados por António Costa no último ano, com um discurso demagógico à Syriza antes do referendo grego, não facilitará as coisas. Se Costa fosse coerente com os disparates que por aí andou a dizer, só lhe restaria viabilizar um governo com o Bloco e a CDU, para desgraça do país, do PS e sua. Como Costa não será tolo e, ainda que o seja, pelo PS haverá quem o chame ao juízo, essa solução provavelmente nunca o será. Por conseguinte, resta-lhe um entendimento com os partidos da Coligação, que só poderá ser feito de um modo: indo para o governo com ela (a pasta do Trabalho e da Segurança Social ser-lhe-ia muito bem entregue…). Se Costa não tiver condições para isso, porque andou a dizer disparates no último ano, em vez de ter deixado pontes em aberto, que se demita e deixe o lugar para outro. Francisco Assis certamente que cuidaria dele bem melhor. Até, se calhar, o próprio António José Seguro. Quem sabe, até ele mesmo, se puser a cabeça no sítio.

Bloco Central? Não, obrigado.

6 Outubro, 2015

É fácil concluir que o PS está entalado entre a extrema-esquerda e o ónus de providenciar governabilidade. Porém, tal é uma conclusão errada: na realidade, o PS está entalado entre ter perdido de forma quase impossível as eleições por inabilidade de Costa e a urgência decorrente da estrita necessidade de chegar ao poder a tempo de condicionar e instrumentalizar a justiça. “A César o que é de César”, dir-se-á nos corredores entre pilares jónicos adornados por compasso e esquadro.

O Presidente Cavaco Silva, entre algumas trivialidades (como ser necessário um governo que respeite os compromissos internacionais, algo que exclui os pirómanos da extrema-esquerda), acabou por escancarar a porta a uma possibilidade que deve estar a ser equacionada por Passos Coelho neste preciso momento – o governo do bloco central.

Sendo verdade que mais de 70% dos portugueses optaram pela solução que se desenharia posteriormente como de bloco central (ou, como dizem nos media, “arco da governação”), não me parece que os 38 da coligação PSD e CDS tenham sido obtidos na perspectiva de que o governo deva funcionar em compromisso permanente com o PS. Mais precisamente, esses 38 escolheram decididamente um governo minoritário sem a participação do Partido Socialista.

Deve o Partido Socialista aceder em 2015 aos corredores do poder através de uma pasta ministerial, por exemplo, na área da Justiça, atribuída como que por mero acaso e beleza dos olhos do funcionário dedicado? Não.

PSD e CDS devem governar com apoio parlamentar minoritário sob risco do Bloco Central ser interpretado com um golpe de estado constitucional perante os resultados eleitorais bipolarizados que foram obtidos no passado Domingo.

Já se pode falar de Sócrates?

Um cartaz que resume o psicodrama da frente de esquerda. Estão nisto há anos

6 Outubro, 2015

10087.001.022

a luta não pára

6 Outubro, 2015
by

joanaDiscordo, em absoluto, do que o André Azevedo Alves afirma neste post. E não me parece nada que a coligação Agir esteja defunta e enterrada, mesmo se alguns dos que a integram afirmam que lhe faltou um «grau de coesão (…) superior (…) entre os seus componentes». Pelo contrário, e lembrando que é sempre pelos frutos que se conhece a obra, parece-me que o que por ali não tem faltado é acção. Com um grau bastante elevado de coesão entre os seus componentes, diga-se de passagem.

Cerimonial barroco

6 Outubro, 2015

Qualquer cidadão português estranha quando lê que no Reino Unido, na manhã seguinte ás eleições, a rainha convida o líder do partido mais votado a formar governo e nessa mesma tarde o governo toma posse. Até na mais que suspeita Grécia, Tsipras foi convidado e o governo tomou posse no dia seguinte ás eleições. Na longínqua Austrália o PM em funções foi desafiado por um adversário interno, houve uma votação da direcção partidária e na mesma tarde o desafiante vencedor já era pm. Tudo no mesmo dia.

Portugal é obviamente diferente. Temos politicos formados na cultura do carimbo e do papel selado sem os quais nada é valido.

No dia a seguir às eleições e com um resultado claro, o Presidente efectuou um retiro espiritual/político. Sem pressas, irá anunciar brevemente o seguinte: 1) que irá ouvir os partidos politicos dentro de alguns dias.; que convocará o Conselho de Estado para a proxima semana. No entretanto, apenas dia 14  serão contados os votos da imigração…

Realizadas tais diligências da forma expedita que é habitual em Portugal, anunciará então, pomposo, que tudo ponderado e reflectido, entendeu ser seu dever convidar o líder do partido mais votado a formar governo. De facto será necessário aguardar duas semanas para tal brilhante conclusão.  Superadas essas dificieis e sempre incertass etapas , ( embora previstas explicitamente na CRP….), com um pouco de sorte, o PM e os ministros tomarão posse antes do final do mês. E o programa de governo será apresentado na AR lá para a primeira semana de Novembro. Bem que precisavam de um Simplex para não fazerem tais figurinhas tristes.

 

Co-coligação

6 Outubro, 2015

É possível fazer uma coligação com uma coligação pré-existente? Talvez fizesse mais sentido a coligação PCP+PEV passar a incluir o PS do que começar uma nova coligação PS com a coligação PCP+PEV. Só quero ajudar ao processo de fusão.

A crise humanitária é quando a esquerda quiser

6 Outubro, 2015

Agora que Tsipras está a aplicar uma austeridade redobrada não se pode fazer uma singela e “piquena” notícia sobre a crise humanitária na Grécia? Vá lá…

Por outro lado

6 Outubro, 2015

esta possível nomeação de Ferro Rodrigues como presidente da AR deve ser uma forma da coligação manifestar o seu agradecimento a Ferro Rodrigues por este graças ao seu péssimo desempenho como líder parlamentar muito ter contribuído para a transformação da imagem de Passos Coelho.

E vai chamar outra vez por Sócrates mal se apanhe no púlpito?

6 Outubro, 2015

Ferro Rodrigues pode ser o novo presidente da Assembleia da República?

Que não vos faltem pipocas

6 Outubro, 2015

Um grupo de revanchistas, numa inegável demonstração do lastimoso estado em que o broeiro de Alijó esculpido em diamante de imitação deixou o partido, pretende, pela força para-religiosa que os une e consequente reserva higiénica pelos membros que não padecem de sociopatia na sociedade portuguesa, tomar o poder de assalto e, com isso, aniquilar qualquer réstia de dignidade que pudesse subsistir no partido fundado por pessoas como Sottomayor Cardia, Jaime Gama e Mário Soares.

Visto de fora, o que transparece é que há um partido historicamente central à democracia portuguesa que permite que, de forma demonstrativa da apregoada fuga de cérebros, militantes seus considerem a possibilidade de afastamento do centro social-democrata das soluções governativas em
detrimento da promoção de estalinistas e trotskyistas a lugares cimeiros na estrutura executiva, tudo pelo mero objectivo único de fisgar tachos que escapam por sufrágio universal.

Que não vos faltem pipocas.

António Costa esmaga António Costa

5 Outubro, 2015

Entretanto em França os sindicatos embalados na holandica esperança passaram a negociar assim

5 Outubro, 2015

XVM9d0dea3a-6b4c-11e5-8797-3db51a7a860d-805x453XVMb0f90138-6b4c-11e5-8797-3db51a7a860d-805x453XVM948a65aa-6b4c-11e5-8797-3db51a7a860d-805x453XVMe07f03d0-6b6f-11e5-8478-061d217e26f6-805x453
Chama-se a isto negociações na Air France

o frentismo de esquerda é coisa que não lhes apetece

5 Outubro, 2015
by

A quem? À CDU, obviamente. Se lerem os resultados eleitorais, verificarão que, nos 20 círculos eleitorais nacionais, o Bloco ultrapassou a CDU em 16. Repito: em dezasseis círculos eleitorais dos vinte existentes, o Bloco teve mais votos que a CDU, e, em muitos deles, com o dobro dos votos e percentagens eleitorais. A CDU perdeu, também Lisboa e o Porto para o Bloco, no primeiro caso com 9,83% para 10,89% e, no segundo, com uns míseros 6,83% para 11,14%, o que é grave. A CDU aguentou-se, apenas, nos seus feudos tradicionais, a saber, em Beja, Évora, Portalegre e Setúbal, e, nestes dois últimos casos, com votações muito próximas do Bloco. Assim, duas conclusões evidentes: o discurso de bom rapaz, à Avô Cantigas, de Jerónimo de Sousa («Gente Séria»…) tem os dias contados; segunda, o inimigo principal da CDU deixou de ser a direita e passou a ser o Bloco. Por isso, com a CDU a direita pode dormir sossegada. O frentismo de esquerda é seguramente coisa que não está nos seus horizontes. A não ser que queira ser engolida de vez.

ou não

5 Outubro, 2015
by

Contra todas as evidências, a ala esquerdista do PS “descobriu” que, para além de si mesmo e da direita, só existe voto à esquerda. Ou seja, o PS terá perdido as eleições não por ter abandonado o centro, mas por ter perdido o voto da esquerda radical (BE e CDU). A inevitável consequência deste pressuposto é de que o PS só poderá radicalizar mais ainda o seu discurso político, se quiser ganhar as próximas eleições com os votos que perdeu nestas à sua esquerda. Este é um grave erro, que comportará sérias consequências para o Partido Socialista. Primeiro, porque foi a radicalização do discurso do PS que levou ao crescimento da sua esquerda, mormente do BE. Em vez de ter assumido as suas responsabilidades na crise (que as tinha, e muitas, e que terá que assumir agora, com quatro anos de atraso), o PS entrou em fantasias e vendeu ilusões às pessoas. Quem daí retirou proveito foi, como se viu, o Bloco, para quem todas as ilusões nunca são demais. No dia em que o PS voltar a ser um partido de responsabilidade, que fale para o centro e explicando tudo bem explicadinho às pessoas, o Bloco voltará a ter votações residuais. Se insistir na tónica radical, caminhará a passos largos para a sua pasokização. O Bloco, sem retribuir, agradecerá tamanha devoção à causa. E, já agora, o PS que se vá preparando para uma prova duríssima que lhe estará a rebentar nas mãos, muito mais exigente do que estas eleições ou a votação do próximo orçamento de estado: a acusação de José Sócrates. Este será, verdadeiramente, um momento refundador do Partido Socialista. Ou não…

bloco central

5 Outubro, 2015
by

Até ao final do dia de ontem, o governo do PSD e CDS era o único responsável pelas políticas de austeridade aplicadas no país, em consonância com as exigências comunitárias e dos credores internacionais. Desde os resultados de ontem, o PS passou a ser tão responsável quanto os partidos do governo na manutenção ou na interrupção dessas políticas: se não concordar com elas deita o governo abaixo, se não deitar o governo abaixo terá de as autorizar. Terminou, assim, um longo período de quatro anos de desresponsabilização do PS, em que este partido podia dizer e fazer o que lhe apetecesse, prometendo tudo e o seu contrário a todos, sem que nada lhe sucedesse. A partir de ontem, por acção ou por inacção, o PS passará a ser, também, responsável pelo governo do país. Em suma, o bloco central veio e é para ficar. O povo português é sábio.

Um governo minoritário para quatro anos?

5 Outubro, 2015

O dilema do PS nos próximos tempos – afastada que está, aparentemente, a possibilidade de formação de uma frente de esquerda, abertamente proposta pelo PCP e não rejeitada pelo Bloco – é o de ser uma oposição colaborante (via abstenção), viabilizando um governo do PSD/CDS ou não colaborante, forçando a queda do Governo logo que seja possível agendar novas eleições.
No primeiro cenário, o resultado a curto prazo será, certamente, a perda de popularidade junto do seu eleitorado actual e o intensificar das vozes mais à esquerda dentro do partido. A longo prazo, porém, será provavelmente a solução menos onerosa para o PS: daqui a quatro anos, os socialistas poderão capitalizar os resultados da governação, quer sejam bons (“nós somos uma alternativa responsável, os bons resultados só foram alcançados porque nós o permitimos, impedindo o país de entrar no caos”), quer maus (“não foi por culpa nossa que o Governo não fez o que pretendia, são mesmo uns incompetentes, etc.”).
O segundo cenário, porém, terá consequências catastróficas. Mesmo que Costa se demita (ou seja forçado a demitir-se), a realização de eleições antecipadas implicará seguramente a perda de votos e de mandatos, quer para a esquerda quer para a direita. Com efeito, se a coligação não tiver condições para governar, por causa do PS, é provável que o eleitorado socialista moderado, temendo a possibilidade de a extrema-esquerda anti-europeia vir a governar, acabe por dar nova maioria absoluta à coligação governamental. Em contrapartida, o eleitorado mais à esquerda será tentado a direccionar o seu voto para o Bloco, acreditando ser essa a forma mais eficaz de forçar um governo de esquerda.

Mesmo que os números das sondagens e barómetros venham a ser favoráveis ao PS, a experiência destas eleições forçará qualquer liderança a ser cautelosa e a não confiar neles em demasia. É provável, por isso, que a coligação, mesmo sem maioria, possa aguentar-se toda a legislatura, mesmo sem grandes cedências ao PS. A dúvida será, neste caso, se o PSD (mais do que o CDS) não terá, daqui a algum tempo, interesse em provocar eleições antecipadas…

Uma imagem que fala por si

5 Outubro, 2015

10919053_892113450842836_7531618494621270938_n

Entretanto o mundo prossegue no costume

5 Outubro, 2015

Mais de meia centena de dissidentes cubanos foram detidos no domingo em Havana. Deve estar para chegar um visitante importante a Cuba pois os Castros libertam sempre para lá de meia cenetena de presos políticos nessas ocasiões para mostrarem ao mundo como são democratas.

Os indignados do costume estão muito consternados porque o padre Krzysztof Charamsa que se declarou gay foi suspenso. Ao que parece o padre Krzysztof Charamsa vive com um homem. O padre ou ex padre o padre Krzysztof Charamsa que me perdoe mas nesta matéria a Igreja católica é talvez a única instituição ralmente igualitária no mundo: se o padre Krzysztof Charamsa se declarasse apaixonado por uma mulher  o resultado seria o mesmo.

E portanto

5 Outubro, 2015

O gato comeu o canário da candidata do PAN mas o PAN elegeu um deputado não sabemos se defensor do canário se do gato.

Mulheres nuas conseguem capas mas não votos.

O povo do Altis confrontou-se durante segundos com uns números que lhes dizem não ser representativo da maioria do país. Mas logo o povo do Altis recuperou do sobressalto e gritou vivas a si mesmo.

A CDU ganhou outra vez as eleições e como as está a ganhar desde 1975 e como cada vitória tem sido mais expressiva que a anterior temos de admitir que a CDU tem, pelo menos, 460 deputados.

Isto é tudo muito bonito mas os humoristas na política não têm estado de graça e muito menos têm graça

Tudo o que precisa saber sobre as eleições de ontem

5 Outubro, 2015

Bloco de Esquerda
Há muitos tolinhos em Lisboa e no Porto. A perspectiva destes poderem culpar o mundo, a Europa, a aritmética e os velhos pela sua iliteracia histórica – em muito fomentada por burgueses burgessos que se denominam historiadores na pobre academia – teria que descambar numa selecção natural entre loucos puros e loucos de conveniência pendurados no PS aquando da sua epifania sado-religiosa criada pela abertura a dinâmicos acólitos da homoerótica figurinha socrática.

Livre
Faço, desde já, oferta de 1000€ para comprar esse partido falhado cujo único objectivo – a criação de marca para o Rui Tavares Unipessoal – falhou em toda a linha, como seria suposto, já que os eleitores não são todos imbecis pendurados na academia a afagarem o umbigo com palhinhas/cordões-umbilicais que alimentam o burro votante.

PS
Costa chorou, fingiu não ser um cordeiro para o sacrifício perante o cínico abraço dos aventais que preparam o altar onde esvairá o impuro sangue da miscigenação com os revolucionários que enterraram em definitivo a esperança de Blair para um futuro para a anacrónica expressão “socialismo moderado”. É para assar, acompanhado das batatinhas socráticas, finalmente, que Deus é grande, e fazem tanta falta como uma cárie. Depois desta não se metem tão rapidamente com gajas cujo talento é escorrerem viscosamente por cada provinciano que chega às discotecas da metrópole e cujo mérito é o tamanho das mamas em alegre proporcionalidade da vontade de transcenderem a saloiice de berço.

PSD e CDS
Depois de 4 anos a serem dilacerados e esventrados pela incontinente-de-velha comunicação social, a que pode ser denominada como o resultado do cruzamento entre bastardos da academia e funcionários de partido, só o facto de disputarem taco-a-taco as eleições com o PS na sua versão homoerótica é uma maioria absoluta do senso comum sobre a podridão peçonhenta das redacções.

Outros
Não interessam para nada.

o ps que aprenda depressa

4 Outubro, 2015
by

Em 1977, em pleno ciclo revolucionário, Mário Soares meteu o socialismo na gaveta e explicou que, em Portugal, se ganham eleições ao centro e que é ao centro que se deve governar.

Em 2015, em plena União Europeia, António Costa radicalizou o PS à esquerda, acenou ao eleitorado com coligações com o BE e a CDU, e perdeu as eleições. Perdeu-as para a Coligação, mas sobretudo para o Bloco de Esquerda.

Se, nos próximos tempos, o PS mantiver Costa e alinhar numa frente de esquerda, dentro ou fora do governo, pagará caro as consequências de tamanho disparate. O BE sairá beneficiado disso e a CDU arrisca-se a passar a ser o novo partido do táxi.

Juízo, à esquerda, e, principalmente, no PS, torna-se essencial e urgente. A bem deles, claro está.

o syriza português

4 Outubro, 2015
by

Se o PS não aprender com a derrota de hoje, está encontrado o Syriza português. E o PASOK também. Adivinhem quem é quem.

grande sondagem

4 Outubro, 2015
by

uma cena familiar

4 Outubro, 2015
by

«Não foi uma situação invulgar. Serei um sujeito de sorte, mas nunca me aconteceu ser barrado à porta de um restaurante espanhol por causa da hora (não, não fui barrado por coisa nenhuma). Serei um sujeito azarado, mas em Portugal essa é uma situação recorrente e alheia às “relações de produção”. Há duas ou três semanas, assisti, enquanto almoçava em estabelecimento transmontano de certa fama, à felicidade da proprietária por poder negar a posta na brasa a um casal de turistas (espanhóis, nem de propósito) que sonhavam alimentar-se a umas escandalosas duas e meia da tarde. Já depois disso, aconteceu-me o mesmo no centro do Porto porque faltavam dez minutos para o encerramento e a cozinha, prévia e naturalmente, terminara funções. Por cá, o cliente jamais tem razão. Com frequência, também não tem refeição.

Não digo que seja regra. A verdade é que, por cá, um número excessivo de empresários deste e dos ramos que calha vê no freguês um adversário a derrotar no instante em que, com indisfarçado gozo, se lhe recusa o serviço. A razão? Arrisco sugerir que essa gente encara o carácter privado e volátil do seu negócio como um fardo. A instabilidade do mercado não é para eles, que anseiam por uma existência que possam controlar e prever. No fundo, sentem–se vocacionados para um cargo no Estado, que a desdita lhes negou.».

Do Alberto Gonçalves, brilhante, como sempre.

Eu não sou. Mas o meu cunhado é

4 Outubro, 2015

Um dos melhores momentos desta campanha surgiu quando, na manifestação dos taxistas junto ao comício de encerramento da coligação, um dos ditos manifestantes declara à jornalista que lhe pergunta se é taxista: “Eu não sou. Mas o meu cunhado é.” De facto está foi uma campanha cheia de cunhados e demais parentela. Tivemos os cunhados dos taxistas, as mães dos emigrantes, a família alargada dos lesados do BES… É bonito um país com tanta solidariedade familiar. Que Deus nos abençoe mai lo papa Francisco.