Saltar para o conteúdo

A vida são dois dias, o Carnaval são três e bora lá fazer de conta que ninguém leva a mal

18 Fevereiro, 2015

Não há Carnaval sem mascarados de freiras. Alguém imagina a Igreja Católica a ameaçar quem quer que fosse por desfilar nestes propósitos?
ng3950890ng3950894

Pois é. Agora digam-me lá quantas pessoas se disfarçaram de religiosos islâmicos ou de Maomé? Em Colónia proibiu-se até uma faixa de apoio ao Charlie Hebdo.

Missiva com manchas de feta

18 Fevereiro, 2015

Querida ex-mulher,

Como sabes, a minha relação contigo terminou de forma irrevogável. Tu és a culpada por tudo o que aconteceu, ao deixares que gastasse dinheiro na mota que acabou por me levar à porta do hotel onde engravidei a babysitter dos nossos filhos, babysitter que tu quiseste contratar à minha revelia já que queria ter usado o dinheiro para aquele fim-de-semana com os meus amigos em Benidorm durante as férias escolares das bifas.

Tu sabias bem o que querias, quando me deste o Porsche, que era originar em mim a inevitável ida para a porta da escola secundária para provares que eu podia desgraçar a vida a uma adolescente impressionável e com isso obteres margem para me extorquir a lavagem da louça na sexta à noite, que querias passar com as pindéricas das tuas amigas a fazer sabe Deus o quê, enquanto eu tinha que ficar com os ranhosos dos teus filhos (que eu adoro, não haja dúvidas) apesar de saberes da minha falta de jeito para ligar o forno para os alimentar com a pizza congelada que compraste de manhã.

E isto não é nada. Fizeste bem pior ao aceitar aquele part-time para me financiares o curso que sabias que queria, o mestrado em antropologia sociológica e história económica, curso que não pude acabar com a tua sistemática falta de consideração para recusares sessões de estudo com a Rita só porque é também a tua cama e os meninos estão logo ali ao lado e sei lá que mais desculpas esfarrapadas para boicotares a minha possibilidade de sucesso.

Sim, acabamos, é irrevogável, não quero mais viver nesta casa nem saber desta vida nojenta com os teus filhos sebosos (que adoro, não tenhas dúvidas). Não esperes é que a tua obrigação sexual para comigo acabe só porque a relação acabou. Ou me dás o sexo todo que eu quiser ou terei que contagiar um monte de desconhecidas com SIDA e tu, pela solidariedade, não irias querer isso. Sê flexível e vamos lá, que isto não é uma brincadeira de crianças.

Logo à noite apareço.

um verdadeiro artista

17 Fevereiro, 2015
by

Depois de intransigentemente ter abandonado as negociações com a troika, aceitando negociar somente com o FMI, o BCE e a Comissão Europeia, Alexis Tsirpas, o novo «ai-jesus» das meninas do Bloco, averbou mais uma incrível vitória política sobre as forças retrógradas e austeritárias, ao obrigar hoje o Eurogrupo a ceder em toda a linha face à vil chantagem com que ontem ameaçou a Grécia. Na verdade, Tsipras acaba de anunciar que o seu governo continua sem aceitar uma «extensão do programa de ajuda», mas que estará disponível para uma «extensão do empréstimo», coisas muito distintas entre si e todas as outras, como qualquer um pode ver. Não restam dúvidas de que Tsipras veio para nos divertir. Que fique por cá muitos e bons anos.

Digam ao Tsipras que o tempo dele esgotou. Agora o problema é outro e bem grande. Chama-se França.

17 Fevereiro, 2015

O governo francês tem tentado liberalizar alguns sectores fortemente regulamentados da economia francesa. É a chamada Lei Macron. Sendo que só o termo liberalizar é susceptível de causar um tumulto naquele país.

Hoje o PM Manuel Valls para evitar ver este projecto chumbado recorreu ao artigo 49.3 da Constituição que permite ao governo francês fazer passar um projecto-lei se que ele seja votado.

Como deve a UE lidar com free riders?

17 Fevereiro, 2015

Mas então que união europeia é esta que não é solidária com os gregos?

O que se pede à União Europeia é que a Eslováquia (salário mínimo de 380€) seja solidária com a Grécia (onde o Syriza prometeu um salário mínimo de 750€).

Por que é que a Eslováquia haveria de ser solidária para com um país como a Grécia que é mais rico e que ao longo dos anos violou gravemente as regras da união? Não se deveria antes exigir aos gregos solidariedade para com a Eslováquia?

Por que é que a Eslováquia emprestou dinheiro à Grécia a taxas inferiores àquelas que a própria Eslováquia pagava?

Tem a Eslováquia alguma obrigação de assegurar aos gregos um nível de vida superior ao seu, mesmo que os gregos não respeitem nenhuma regra e ameacem todos os dias violar os compromissos assumidos com a Eslováquia?

Pode uma união sobreviver sem punir exemplarmente o tipo de free riding que os gregos têm adoptado?

Boa sorte

17 Fevereiro, 2015

A Grécia tem neste momento 2 problemas: 1. como financiar a sua actividade normal; 2. como meter a economia a funcionar. Para qualquer um destes problemas o Syriza constitui neste momento o principal obstáculo. Para se financiar, o Estado grego precisa de um empréstimo da União Europeia, mas não está disposto a dar as contrapartidas que a UE exige. Na verdade, é cada vez mais evidente que o Syriza não pretende cumprir nenhum compromisso que venha a assinar, e os credores já perceberm isso. Para que a economia grega funcione, os gregos precisam de mais capitalismo. Mais capital estrangeiro, mais liberdade no mercado laboral, menos recursos alocados ao Estado, mais financiamento bancário mais confiança nas contas públicas. O programa do Syriza aponta na direcção contrária. Mais restrições laborais, nacionalizações, mais despesa pública, mais funcionários públicos. Um programa que intimida o investimento estrangeiro e seca o crédito. O principal indicador de que as coisas estão a correr muito mal na Grécia é o contraste entre o apoio à estratégia do Syriza (mais de 80% em algumas sondagens) e a fuga dos depósitos bancários (mais de 20 mil milhões em 2 meses). Os gregos acreditam na estratégia do Syriza de sacar dinheiro à União Europeia, mas não apostam o próprio dinheiro no futuro da Grécia.

Pobreza? Tenham decência, nem sabem do que estão a falar

17 Fevereiro, 2015

Gabriel Mithá Ribeiro:Tirando raros familiares e amigos íntimos, nunca levámos ninguém de fora a visitar-nos na barraca. Por mais de meia vida omiti o assunto de mim mesmo e de amigos e colegas de escola ou de trabalho. Os há muito íntimos, a minha mulher e o meu filho, souberam quando falei pela primeira vez publicamente do assunto em 2013. A miséria só não dói na boca dos outros. Por isso escapamos dela em silêncio. Também por isso, e se as pessoas é que contam, a pobreza jamais deveria ser politicamente instrumentalizada, por vezes a roçar o boçal.

A ler. Absolutamente.

Dracma sem dracma

16 Fevereiro, 2015

Não faltam propostas de planos B para a Grécia. Uma das mais curiosas é a emissão, pelo Governo grego, de IOUs transaccionáveis para financiar o fim da austeridade: pagar pensões ou salários da função pública ou a fornecedores do estado em títulos de dívida sem juros e sem data de reembolso, mas que funcionariam como uma espécie de moeda paralela que apenas serviria para pagar impostos futuros, sem prejuízo de poder ser voluntariamente aceite para pagar outras coisas (impor a sua aceitação para outros fins seria contrário às regras comunitárias), mantendo o euro como moeda oficial. A ler, aqui e aqui. Tenho dúvidas que o apoio popular ao Syriza se mantivesse caso este plano viesse a ser adoptado, mas já vi ideias mais estranhas. Afinal, forçar um empréstimos dos gregos sempre seria mais fácil do que convencer os parceiros europeus a um empréstimo voluntário.

e antónio costa?

16 Fevereiro, 2015
by

Solidariza-se e apoia a intransigência do governo grego liderado pelo Syriza, cuja vitória ele assinalou como um importante «sinal de mudança», ao qual «é importante que outros países europeus deem força», ou com a deliberação hoje unanimemente tomada pelos restantes países do Eurogrupo, entre os quais estão a França e a Itália, dois países governados por partidos socialistas homólogos daquele que António Costa lidera? Onde reside, afinal, o coração do socialismo europeu, em Atenas ou em Paris e Roma? António Costa precisa de nos esclarecer. No fim de contas, ele poderá vir a ser primeiro-ministro de Portugal ainda durante este ano.

O Carnaval

16 Fevereiro, 2015

IMG_0287

O Carnaval é a festa da extravagância com elementos circenses de origem pagã que marca o início da Quaresma, época de penitência, arrependimento, oração, jejum e expiação. Na Grécia, o Carnaval é conhecido por Apokriés ou “o adeus à carne”.

Tsipras, Varoufakis e o que restar do Syriza após os festejos desta semana estão apenas a marcar o início do adeus à carne para a longa Quaresma grega do asceticismo austeritário que se avizinha.

Ou, como poderia dizer uma caricatura de Keynes da moda, a vida é curta e depois do Carnaval estamos todos mortos.

um povo feliz

16 Fevereiro, 2015
by

São muitas as vantagens da soberania plena de um povo e de um país, neste mundo globalizado onde infelizmente vivemos. Uma delas, certamente a mais importante, é a da plena responsabilidade pelas suas decisões, nas quais mais ninguém se pode imiscuir. Foi exactamente essa oportunidade que o Eurogrupo acaba de oferecer à Grécia, a de manifestar a sua soberania e de seguir o caminho que lhe for mais conveniente. Povo feliz, aquele a quem os seus dirigentes proporcionam ocasiões de tão exacerbado patriotismo!

Os sacanóides dos alemães

16 Fevereiro, 2015
by

ComIntDENos últimos dias, logo após a divulgação pelo INE dos números do comércio externo de bens relativos a 2014, a nossa imprensa foi debitando um chorrilho de barbaridades, numa mescla de ignorância alarve com o habitual primarismo anti-germânico.

O roubo do crescimento foi a “cereja no bolo” numa variedade de artigos e “análises”, todos imputando à Alemanha a responsabilidade (exclusiva?) pelo agravamento do défice de mercadorias. Que me recorde, ninguém atribuiu o mínimo efeito ao tão desejado, incensado e salvífico aumento da procura interna. Desde que a Alemanha apareça como “parte activa” do negócio, não há vilania que não se lhe impute. Então se for “ganhadora”, é certo e sabido que estamos perante um crime de lesa-humanidade. Ler mais…

Sai, saiu, sairá, sairia, saisse, sair, saira, saindo…

16 Fevereiro, 2015

canvas

Vamos lá a ter juízo

16 Fevereiro, 2015

A UE tem mais que fazer que viver centrada na Grécia. Temos uma guerra na Ucrânia. Um problema sério de terrorismo na UE e nas suas portas. Ninguém tem culpa que o Syriza se tenha apresentado a eleições a contar com o dinheiro dos outros e considerando que também ia mandar nos contribuintes dos outros países. Assim após semanas a servirem de palco para a performance dos novos governentes da Grécia, há que exigir aos governos da UE que deixem de andar a reboque dos humores de Tsipras e seus ministros e tratem dos problemas dos seus países. O governo grego como os meninos mimados sofre de excesso de atenção. Mas esse não é o nosso problema.

Filhos e enteados

15 Fevereiro, 2015

Que o Benfica tenha construído, segundo revela o Público, a partir de 2004 (note-se que foi em 2004, no meio de Lisboa, não foi no Algarve dos anos 80, nem na Brandoa dos anos anos 70 do século passado), sem respeitar o alvará de loteamento, dois espaços comerciais, um equipamento desportivo, um balneário, duas bilheteiras e o edifício que alberga as piscinas, o pavilhão e o museu é por si mesmo espantoso. Tão espantoso que se aguardam esclarecimentos dos presidentes da CML durante esse período: Santana Lopes, Carmona Rodrigues e António Costa deverão explicar como foi isto possível.

Por maus caminhos

15 Fevereiro, 2015

O presidente ucraniano foi bem claro: ou o cessar fogo é efectivo, ou então a Ucrânia assumirá plenamente a condição de uma ditadura militar. O que é bastante provável, dado que ele não tem condições políticas internas para satisfazer uma das condições do cessar-fogo:  a aprovação do retorno de autonomia política às regiões maioritariamente russas. Isso seria intolerável por parte quem sustenta o actual regime, como sejam os tão elogiados (pelo presidente ucraniano) grupos militares do Ukranian Volunteer Corps e do Azov que já manifestaram a sua total rejeição a tal acordo.

Das intervenções socializantes

15 Fevereiro, 2015

portanto, isto das taxas e taxinhas levará a que aumente exponencialmente o consumo de sacos plásticos mais rijos, logo mais poluentes.

Mas isto está tudo integrado, nada é avulso. Também  obrigaram os postos de conbustiveis a ter gasolina low cost, a qual é bastante mais poluente.

Il est Syriza

15 Fevereiro, 2015

IMG_9107

Hoje estou numa atitude de protesto e de solidariedade. Trouxe um chapéu grego para exprimir a minha solidariedade com o Syriza e, por isso, levanto a minha voz: não pagamos, não pagamos!

Até aqui, até António Costa estará disposto a assinar a carta dos notáveis notáveis (não é redundância) que exigem a libertação da Madeira do ónus da dívida impagável (et al).

(…)lembrando ainda que o povo madeirense sofreu «roubos» durante cinco séculos e meio, pelo que a dívida existente «é do Estado central à Madeira e não da Madeira ao Estado central».

De acordo, Varoufakir. O Continente está contigo. Chega de jugo germano-lisboeta sobre o povo soberano da Madeira. Manifestação de apoio ao povo madeirense, já. É preciso devolver à Madeira o que de lá sacamos com a ocupação indevida.

(Link)

Realidade bate piadolas

14 Fevereiro, 2015

Só uma destas é verdadeira. Descubra-a:

  • Adão e Silva propõe Ferreira Leite para a presidência.
  • Garcia Pereira propõe renovação do mandato presidencial de Cavaco Silva por mais 30 anos.
  • Daniel Oliveira propõe Passos Coelho para a presidência.
  • Paulo Portas propõe Carmelinda Pereira como candidata à presidência.
  • Maria Armanda propõe o sapo para a presidência.
  • A TSF é informação pura de grande categoria.

O «Estado Islâmico» já existe há anos….

14 Fevereiro, 2015

Saudi Arabia: Detainees, including children, commonly face systematic violations of due process and fair trial rights, including arbitrary arrest, and torture and ill-treatment in detention. Saudi judges routinely sentence defendants to hundreds of lashes.

Judges can order arrest and detention, including of children, at their discretion. Children can be tried for capital crimes and sentenced as adults if physical signs of puberty exist.

Authorities do not always inform suspects of the crime with which they are charged, nor of supporting evidence. Saudi Arabia has no penal code, so prosecutors and judges largely determine criminal offenses at their discretion. Authorities generally do not allow lawyers to assist suspects during interrogation and often impede them from examining witnesses and presenting evidence at trial. Previous court rulings do not bind judges, and there is little evidence that they seek consistency in sentencing for similar crimes. Ler mais…

Assim se apoiam as ditaduras

14 Fevereiro, 2015

France is to sell 24 Rafale fighter jets to Egypt along with a naval frigate and missiles in a deal worth more than €5 billion, President François Hollande said Thursday (*)

Sobre o benefício do PS ao Benfica

14 Fevereiro, 2015

pondo  de lado  a questão política e do eleitoralismo, aquele perdão/doação de verbas públicas no valor de 1,8 milhões não configurará um crime de gestão danosa?

Triunfo em toda a fila

13 Fevereiro, 2015

Tsipras, da Coligação de Esquerda Radical (agora Coligação de Esquerda), está disposto a negociar com a Troika (agora Troiqa) sobre o resgate (agora plano), como consta no memorando (agora carta de intenções) sobre a austeridade (agora rigor) que permitirá (agora possibilitará) a permanência da Grécia no Euro (agora Dracma).

Uma vitória (agora triunfo) em toda a linha (agora fila).

Escrever não custa. Custa é saber escrever assim

13 Fevereiro, 2015

«Quis o deus das programações que As 50 Sombras de Grey estreasse em milhares de salas pelo mundo fora quando Dominique Strauss-Kahn atua numa sala dum tribunal de Lille, França. Confirma-se, a realidade é quase sempre mais excessiva do que a imaginação. O assunto é aparentemente o mesmo, sexo e na versão dura, mas DS-K, corpanzil sexagenário (é uma idade que nele é todo um programa), parece muito mais verosímil do que o jovem e bonito Jamie Dornan fazendo do tal Grey. Este pode exibir todos os seus 50 tons cinzentos mas nem a paleta inteira vale o olhar glacial e o falar cortante, no tribunal, do ex-patrão do FMI» Ferreira Fernandes:

Sexta-feira 13

13 Fevereiro, 2015

PCP queixa-se à PSP do furto de estruturas de propaganda em Coimbra
Ora, ora trata-se simplesmente de uma apropriação colectiva de infra-estruturas até agora afectadas  a uma utilização particular. As estruturas devem estar ao serviço de todos. Pelo fim dos oligopólios no mundo das estruturas.

O futebol pode muito

13 Fevereiro, 2015

Câmara de Lisboa perdoa 1,8 milhões de euros ao Benfica

Não vou discutir (por agora) a bondade da decisão. Nem sequer as implicações que ela tem nas reivindicações de tratamento identicamente favorável por parte dos outros clubes. Mas a falta de discussão em torno de uma decisão destas revela como se aceita no mundo do futebol o que se questiona nos outros. Vamos lá supor que se tratava de uma igreja ou de uma empresa, e independentemente de ser esta ou não a melhor decisão, acham que tudo era aprovado nesta santa paz mediática?

Desde D. Carlota Joaquina que não nos acontecia nada de tão extraordinário

12 Fevereiro, 2015

“Portugal tem pela primeira vez um governo que nos representa na Europa, é um governo grego, não é um governo português, mas isso já é uma grande notícia para Portugal”,

Estou vivo e sou mesmo giro, vejam

12 Fevereiro, 2015

IMG_0266

António Costa, marajá do ziguezague, o que hoje diz esfola e amanhã acusa quem diz mata, afirma que gostaria de ter assinado a carta, a que não assinou porque não se lembraram dele (oops!) ou, em alternativa, a que não quis assinar para agora dizer que também assinaria o que não chegou a assinar, num ciclo infinito de “olhem para mim” em hiperdimensão pacóvia.

É provável que alguém veja inteligência nesta resposta de Costa. Porém, não os vejo a criar fundo de donativos para enviar à Grécia. O mais provável é que fale para não parecer que está calado, o que permite perpetuar a noção de que será com Costa que se calarão os indignados quando o genial estratega fizer o mesmo que agora criticam.

Escrever ao Passos para quê?

12 Fevereiro, 2015

Os 32 notáveis, personalidades, políticos e tudo o que lhes têm chamado que começaram esta linda missiva nestes tocantes termos enganaram-se no destinatário

As cidadãs e os cidadãos abaixo-assinados manifestam a sua preocupação quanto à posição do Estado Português no Conselho Europeu de hoje. Tem o primeiro-ministro declarado que, mesmo perante a grave crise humana que se vive na Grécia, a política de austeridade prosseguida se deve manter inalterada. Os factos têm evidenciado que este caminho é contraproducente.

Os 32 deviam era escrever a si mesmos. Na carta acrescentavam um parágrafo  em que indicavam o valor mensal que descontariam nos seus rendimentos  a favor do governo grego (coisa mto diferente da Grécia). Por exemplo 100 euros parece-me um montante razoável e que  a avaliar pelos ordenados e pensões que boa parte deles recebe nem lhes faz mossa). Mas e aqui prossegue a originalidade da minha proposta escrevem também hoje mesmo cada um deles a outras 32 personalidades pedindo-lhes que façam o mesmo. Ou seja que também abonem os 100 eurinhos e que cada um escreva a mais 32 personalidades.  E avisam: quem quebrar esta cadeia de solidariedade será amaldiçoado para sempre. Os crentes até podem invocar Sao Judas Tadeu patrono das causas impossíveis.

Na próxima reunião do Eurogrupo Vossas Excelências entregam o chequezinho ao Varoufakis que triunfante grita o fim da austeridade, do capitalismo e da tirania dos mercados.  Só para se acabar com o folclore do casaco do Varoufakis mais da camisa da Lagarde o Blasfémias – a quem note-se ninguem até agora acudiu ao pedido de empréstimo – participará na cadeia de solidariedade com o governo grego.

Agora é a geo-teoria-dos-jogos-Burberry-Gangnam-Style

12 Fevereiro, 2015

O mundo mudou em 15 dias. Agora o perigo é que a Grécia se aproxime à Rússia, que é geo-qualquer-coisa-sacada-do-le-Carré, ou James Bond mais um indivíduo careca de gato branco ao colo e ainda o plano malévolo de Putin em ser embargado – excelente para empobrecimento mútuo -, porque aproximações táticas só ao doutor Chavez e seu sucessor terrestre professor Maduro. Ou qualquer outro palhaço televisivo, que já não aguenta há tanto tempo que, decerto, nem muda a fralda desde 2011.

Vocês – os tolos sempre prontos para justificar o injustificável – continuam a escolher o alvo errado. A Grécia é um pequeno país que optou livremente pela eleição de tresloucados com a auto-importância inchada que as universidades causam nas mentes dos revolucionários-Burberry. E saem à rua, Nuremberga-style, todos imbuídos da percepção olímpica de pertencerem a uma civilização superior, a que gasta e não precisa pagar. Depois zangam-se com Cavaco por dizer o óbvio; depois zangam-se com Passos por dizer o óbvio; depois zangam-se com o eleitorado, que elegeu ambos, a quem querem exigir o sacrifício de mais uns salários para aliviar os gregos da responsabilidade de decidirem por si próprios. Ganhem juízo.

Quero lá saber se a Grécia se aproxima deste ou daquele. E os portugueses também não. Tenham alguma vergonha na cara.

Jarretas contra-atacam

12 Fevereiro, 2015

“A malta do costume…” por Vasco Lobo Xavier no Corta-fitas.

A malta que no ano passado escreveu um manifesto a dizer que era necessário renegociar a dívida, que iríamos necessitar de um segundo resgate, que nunca iríamos cumprir o acordado pelo PS com a Troika, a malta que no ano passado nos atiraria para a situação que a Grécia tem hoje, os Bagão, os Ferro Rodrigues, Cravinhos, Mortáguas, Louçãs, Sampaios da Nóvoa (e quer ele ser Presidente…), Carlos César, Freitas, Roseta, Carvalho da Silva (outro que se imagina presidenciável), Adão e Silva, Octávio Teixeira, Soromenho Marques e, claro, Vítor Ramalho (enfim, os clássicos, só faltando Manuela Ferreira Leite e Mário Soares), e eu sei lá que mais, toda essa gente que se enganou nas previsões, escreve agora outra carta, com mais colegas, ao Primeiro-Ministro, para que aproveite a oportunidade do actual momento de discussão na Europa para encontrar “soluções realistas e mudar a visão das políticas para o país”. Eles, que se enganaram, que andaram enganados, que enganaram os portugueses, voltam à carga. E defendem que Portugal se atrele à Grécia. Que infantilidade, que crianças, que pena, que tristeza! Que malta!

Camarada Tsipras experimente dizer “Não pagamos” em chinês

11 Fevereiro, 2015

Primeiro-ministro da Grécia convidado a visitar a China. Primeiro-ministro chinês, Li Kegiang, telefonou ao homólogo grego para o felicitar pela vitória nas eleições de 25 de janeiro e para o convidar a visitar a China, informou o gabinete de Tsipras

o estrepitoso estado social do dr. bagão félix

11 Fevereiro, 2015
by

O Dr. Bagão Félix, que, por diversas vezes, exerceu responsabilidades governativas em Portugal, escreveu um elogioso artigo sobre o nosso estado social, no qual, a partir da análise de dados recentes publicados pelo INE, concluí que, entre os anos de 2010 e 2013, o risco de pobreza tem vindo a crescer acentuadamente em Portugal. Neste último ano de análise, esse risco terá atingido os 19,5% da população, depois de efectuadas as transferências das prestações sociais (pensões, subsídios e demais abonos sociais), ficando o Dr. Bagão muito satisfeito com o resultado obtido porque, segundo o mesmo INE, se essas transferências não tivessem ocorrido esse risco teria chegado aos 47,8%. Isto é, metade da população portuguesa seria classificada como «pobre», na eventualidade do estado não ter procedido à distribuição de renda. Refira-se, para termos uma ideia daquilo de que estamos a falar, que o INE considerou o patamar de pobreza nuns miseráveis € 411,00 de rendimento mensal, sem actualização da variação do índice de preços no consumidor, sendo que, se esta tivesse sido considerada, o valor de referência teria passado, em 2013, para € 470,00 e a percentagem de pobres para 25,9% da população, mais de 1/4, portanto.

Aqui chegados a estes miseráveis resultados, o Dr. Bagão Félix manifesta uma alegria quase infantil sobre as funções sociais do nosso estado, atacando aqueles que «desdenham» da sua importância. Em momento algum, o Dr. Félix se questiona como é que, com tantos recursos retirados à economia, entre impostos, taxas e taxinhas, que os nossos governos, dos quais ele fez parte, têm vindo a aplicar para «desenvolver» o país e a economia, e para retirar os pobres dessa sua triste condição, os resultados não só são miseravelmente contrários às intenções anunciadas, como são cada vez piores num cenário de crescimento agravado da carga fiscal ocorrido durante esses anos. Para qualquer observador neutro, isto significaria que alguma coisa não está a resultar e que, provavelmente, a medicina utilizada está a condenar o doente em vez de o curar. Todavia, para o Dr. Bagão Félix, os resultados apresentados são um caso de sucesso evidente. É caso para lhe perguntar se não terá sido exactamente este «estado social», que a classe política, da qual ele faz parte, tem vendido aos portugueses, que nos levou a esta situação de miséria? E, já agora, se o Dr. Bagão Félix não consegue conceber nada que não possa ser melhor do que não ser pobre, no ano de 2013, em Portugal, com € 412,00 de rendimento mensal no bolso?

Todos tão de causas

11 Fevereiro, 2015

boxps-9f32
Direção do PS não se mete na guerra das deputadas

A forma como boa parte da comunicação social tem tratado a polémica entre Ana Gomes e Isabel Moreira é uma vergonha. Aquilo que separa a versão de cada uma não é uma guerrinha. Mas os gajos que enchem os noticiários sobre o machismo e a homofobia porque é isso que está a dar lá no fundo continuam os misóginos do costume. E acham o máximo reduzir tudo a uma espécie de discussão para marialva ver.

I’m a Believer

11 Fevereiro, 2015

Grandfather’s body could be exhumed after relatives of Muslim buried alongside complain he was an unbeliever. Local authority in Leicestershire tells the family of Shadrack Smith, 89, he might be moved to another plot after complaints from a Muslim family

Uma bela conversa a fazer ao novo aliado e salvador da Grécia, Putin

10 Fevereiro, 2015

 A Alemanha pagou até aos anos 60 mais 115 milhões de marcos às vítimas dos nazis na Grécia e enviou maquinaria pesada para restituir o setor produtivo do país. No entanto, Tsipras defende, tal como vários economistas gregos apuraram no relatório para Samaras, que a dívida atual se situa em 162 mil milhões de euros – 108 mil milhões devido às infraestruturas destruídas e 54 mil milhões dizem respeito ao ouro e dinheiro retirado dos bancos gregos durante a ocupação.

Tenho  a certeza que no Kremlin vão adorar esta perspectiva. Que o senhor Tsipras não deixe cair este assunto.

Ficou no banco mau

10 Fevereiro, 2015

2014 será um ano de excedente comercial, em que as exportações de bens e serviços superam as importações. O défice comercial era de 10% há uns anos atrás e agora existe um superavit de 1% ou 2%.

Note-se que foi também um ano em que houve crescimento económico.

Foi ainda um ano em que a economia não necessitou de recorrer a endividamento adicional para crescer.

Para isto acontecer não foi necessário que a Alemanha se tornasse deficitária, como sugere Vitor Bento. Pelo contrário, o superavit comercial da Alemanha tem vindo a reforçar-se.

Outro dado: o superavit alemão é graças ao comércio com o exterior da zona euro. Dentro da zona euro as contas da Alemanha estão próximas do equilíbrio.

A tese de que a Alemanha devia ser mais deficitária para Portugal poder exportar mais tem sérios problemas. Primeiro, não foi necessário. Segundo, Alemanha tem muitos parceiros económica, muitos dos quais fora da zona euro. Terceiro, o que é que Portugal iria exportar mais para a Alemanha?

Se o problema é o efeito que a Alemanha tem no valor do euro, reforçando o seu valor por ser muito competitiva, bem, o valor do euro passou em nos últimos anos de 1.6 dólares para 1.12 dólares, com o superavit da Alemanha cada vez mais elevado.

O problema não é dos nossos olhos

10 Fevereiro, 2015

Uma Thurman 2015          Uma Thurman 2014

1423565077_265680_1423576718_noticia_normal

O problema não é dos nossos olhos. A senhora, Uma Thurman no caso, é que se entusiasmou com as operações e em meses ficou assim demudada. Não vejo nada mais parecido com as propostas do  actual governo grego do que a operação de Uma Thurman: o querer fazer de conta que não se é quem realmente se é pode levar a desastres óbvios. Por fim a senhora para seu mal é rica e pagou a disparatada operação com o seu dinheiro.  A Grécia não tem dinheiro e exige-nos que lhe paguemos a operação plástica. Mas como infelizmente se vê é melhor ajudarmos a Grécia a ver-se ao espelho.  Sem operações radicais.

antes que seja tarde

10 Fevereiro, 2015
by

Panos Kammenos, o líder do pequeno partido nazi que o Syriza levou para o governo e a quem entregou a importantíssima pasta da Defesa, ameaçou a Europa que a Grécia se encostará à Rússia ou à China, se a operação de chantagem financeira que está a exercer sobre as instituições da União Europeia não der resultado. Passo a passo a passo, começa a cair a máscara romântica do novo socialismo anti-austeritário syrizaco e se revelam as verdadeiras intenções da trupe, aquilo a que chamam agora o «plano b», mas que provavelmente terá sempre sido o «plano a». A União Europeia, a democracia e os direitos humanos que se lixem; o que interessa é a massa, mais massa e nas condições em que a exigimos. António Costa que ponha bem os olhos nisto e que fuja desta indesejáveis companhias, antes que seja tarde.

josé sócrates school of economics

10 Fevereiro, 2015
by

«Para pequenos países como Portugal e Espanha, pagar a dívida é uma ideia de crianças. As dívidas dos Estados são por definição eternas. As dívidas gerem-se. Foi assim que eu estudei», E que ensinou, porque é isto mesmo que hoje é repetido fielmente pelos dirigentes do Syriza e do governo grego, que querem pagar a dívida pública grega consoante o que julgam ser mais adequado para si e não como acordaram com os seus financiadores. Conforme as suas disponibilidades, conforme o crescimento económico do país, conforme outra coisa qualquer que lhes convenha. É isto, não é? E também é isto que pensa António Costa, ou não? Ele que se defina e nos esclareça.