Vejam enquanto é tempo
A indignação é uma indústria
Liberdade de expressão mas com jeitinho
Frosty, o profeta
Vamos ver se nos entendemos. As pessoas fazem bonecos de neve porque vivem em austeridade e porque as comunidades nada fizeram para as integrar numa cultura de assimilação dos valores do humanismo universalista multicultural. O boneco de neve é uma provocação, nem que involuntária. Este representa um ídolo que, por sua vez, denota uma veneração ao ócio galhofeiro, desumano, procrastinador de actividades de elevação multicultural como a laicidade e regulamentação dos excessos de povos que têm que ser subjugados aos valores da democracia ocidental, pela liberdade.
Agora, se os bonecos de neve ofendem as pessoas, porque continuam com essa provocação gratuita sempre que esse fenómeno metereológico – originado pelo aquecimento global do capitalismo – ocorre?
Como diz a Dra. Ana Gomes, para quê insistir?
#CharlieHebdo – porquê insistir na representação do Profeta, que se sabe ofender os muçulmanos? Não estou de acordo. Não em meu nome.
— Ana Gomes, MEP (@AnaGomesMEP) January 13, 2015
Mas há algum problemas com os alunos das outras religiões?
Portanto mais uam vez vai a França vai criar legislação que fará de conta que as religões não existem. Católicos, protestantes e judeus serão chamados à atenção porque fazem um presépio, porque usam um fio com uma cruz, porque frequentam uma escola judaica… e os muçulmanos radicais continuarão a aproveitar a laicidade para se impor.
Deterministas
Nasceu pobre. Viveu num mundo de exclusão. O pai era uma figura problemática. Foi separado cedo do agregado familiar. Habilitações escolares baixas. Os amigos tinham um perfil semelhante…. Para o sociolês vigente seria natural que se tivesse tornado terrorista. Contudo ele tornou-se o melhor do mundo
Regras básicas de charlienice

- O alvo da sátira deverá ser alguém de quem não gostamos;
- O alvo da sátira tem que passar pela Comissão Charlie que o deverá considerar merecedor, ou, alternativamente, “uma besta”;
- O alvo da sátira terá que ser aprovado pelo sindicato dos humoristas;
- Só é verdadeiramente Charlie quem não atenta contra o seu semelhante através de formas de opressão como religião, história, matemática e monogamia;
- Ser declarado Charlie implica admissão directa na organização Über-Mensa;
- Não há ninguém de direita que possa ser considerado gente, quanto mais Charlie;
- Um homossexual tem sempre maior potencial de Charlie que um heterossexual;
- Um Charlie é tolerante;
- Um Charlie não tolera intolerância;
- É impossível ser católico e Charlie;
- Um Charlie tem que acrescentar algo à Causa.
- Tudo que não é Charlie é indigno, imoral, calunioso e/ou de mau gosto como expectável se oriundo “dessa gente”.
O problema não são os outros. Somos nós
A solidariedade e a mobilidade vertical
Pacheco Pereira está muito melhor nesta situação os Charlies do que tem estado nos últimos 3 anos, no entanto muita da demagogia desse período continua a acompanhá-lo, como se pode ver neste trecho:
À sua frente [da manif dos Charlies] vão os homens e mulheres que estão a construir uma Europa não democrática, de Merkel a Passos Coelho, que abandonaram qualquer ideia de uma Europa assente na solidariedade, que ajudaram a criar e a reforçar sociedades em que não há mobilidade vertical, o único mecanismo que permite assegurar o melting pot, logo a integração de todos, os que cá estão e os que conseguem passar as aguas do Mediterrâneo sem morrer nelas.
Por tópicos:
1. Merkel e Passos Coelho não querem construir Europa nenhuma. Querem apenas, se é que querem alguma coisa, criar uma ordem mínima que impeça que as instituições se degradem ainda mais. Em Portugal e na Europa não é mais possível viver de balas mágicas e são necessárias reformas dolorosas. Pacheco Pereiro andou a combater qualquer tipo de reforma nos últimos 3 anos, mas na anterior reencarnação (quando se dizia liberal) defendia a ideia geral que Passos e Merkel agora defendem. Menos Estado, menos dependência de dívida, menos dependência de esquemas de solidariedade inviáveis.
2. O problema da Europa não é falta de democracia. A Europa não é gerível com a maioria a mandar nos assuntos europeus. Não é gerível com o Euro a ser gerido por voto maioritário. Não é gerível com transferências entre Estados a serem geridas por voto maioritário dos cidadãos europeus. As democracias nacionais do Norte da Europa seriam as primeiras a opor-se a esse tipo de esquemas, por muito que as democracias nacionais do sul da Europa o desejem.
3. A Europa não pode ser assente na solidariedade que os países do sul da Europa desejam porque os países do Norte da Europa dificilmente aceitariam uma solidariedade baseada em transferências Norte-Sul para alem dos limites actuais (e já há muitas transferências desse tipo).
4. Não é a solidariedade que gera mobilidade vertical. É a liberdade. A Europa já tem Estados sociais rígidos e com programas para todo o tipo de pessoas, desde os pobres e os velhos, passando pelos jovens e os emigrantes e acabando no empreendedorismo e nas pequenas e médias empresas. Que mais solidariedade têm em mente? São os custos destas políticas de solidariedade, bem como a rigidez do mercado laboral e do complexo do emprego público para a vida, que tornam impossível qualquer mobilidade vertical.
5. “Melting pot” é uma expressão americana cunhada num período em que os EUA tinham instituições liberais, mercados de trabalho competitivos e sem barreiras à entrada, baixa despesa pública, baixos níveis de solidariedade promovida pelo Estado (e ironicamente elevados níveis de solidariedade privada). Foi também neste período que os Estados Unidos tiveram baixos níveis de democracia federal (com o Estado federal focado em questões essenciais como ordem e segurança e em criar um ambiente competitivo entre os diversos Estados). Apesar de ser um país mais jovem, os EUA respeitaram durante muito tempo a autonomia dos Estados e têm um sistema que limita o poder da maioria ao nível Federal. Note-se que os EUA estão a mudar, e a mobilidade vertical já não é o que era.
6. Em resumo, democracia e solidariedade pública são incompatíveis com mobilidade vertical e melting pot. Por isso é que nos EUA há melting pot e na França há guetos.
É preciso
É preciso coragem. É preciso força. É preciso resistir. É preciso mostrar que somos pela liberdade de expressão. É preciso criminalizar o John Galliano. É preciso integrar. É preciso educar. É preciso mais direitos. É preciso repensar deveres. É preciso controlo. É preciso livre circulação. É preciso mais euros. É preciso mais democracia. É preciso investimento. É preciso participar. É preciso não discriminar. É preciso discriminar positivamente. É preciso compreender. É preciso dialogar. É preciso um novo paradigma. É preciso laicidade. É preciso respeitar. É preciso igualar. É preciso honrar. É preciso preservar. É preciso defender. É preciso comparar. É preciso aceitar. É preciso mudar. É preciso evitar. É preciso federar. É preciso separar. É preciso regular. É preciso ser Charlie. É preciso reconhecer que não somos Charlie. É preciso não ser Charlie. É preciso relativizar. É preciso uma agenda. É preciso esperar. É preciso mudar. É preciso acabar com a austeridade. É preciso investir. É preciso soltar Sócrates. É preciso mudar a lei. É preciso não mudar a lei. É preciso respeitar o tribunal. É preciso não respeitar o tribunal. É preciso tudo. É preciso nada. É preciso falar. É preciso estar calado. É preciso ireis todos para a podre gruta maternal de onde em má hora fostes paridos.
Começou a sinistra contabilidade
Raif Badaw um blogger saudita que criou a Liberal Saudi Network levou as primeiras 50 das mil chicotadas a que foi condenado.
Charlie mais Charlie não há
João Quadros é um fervoroso socialista bafejado pela fortuna de exercer a tempo inteiro. O nome que normalmente se atribui a essa ocupação em Portugal é “humorismo”.
Admito que sou fã do trabalho de João Quadros no Tubo de Ensaio da TSF, um programa que sintetiza com a subtileza de um desastre ferroviário a densidade humorística do Bloco Central (com os humoristas Pedro Adão e Silva e Pedro Marques Lopes) e a dispersão humorística do Fórum TSF (com os humoristas que contavam anedotas aos passageiros que transportavam no táxi antes da reforma) num formato minimalista que permite a compreensão pelo graffitador (graffiti-auteur) que dotou a mesquita de Lisboa de representativo exemplo de típica arte urbana.
João Quadros diz-nos que é mais Charlie que os outros, e eu concordo; é mesmo muito mais Charlie do que um Charlie de ocasião, daqueles que charlieizam o Mário Crespo e a Manuela Moura Guedes, porém, deixando a Isabel Moreira ou a Raquel Varela descharlieizadas, talvez na esperança da união da esquerda em torno da também descharliezada Ana Gomes ou até da gamelar Elisa Ferreira. Quadros vai bem mais longe: charlieiza qualquer militante do PSD e do CDS com o mesmo afinco com que charlieiza o arquitecto Seabra, a Felícia Cabrita ou o Correio da Manhã. É ecléctico e corre riscos sérios de fatwa pelo Papa, pessoa conhecida por originar o afastamento de Manuela Moura Guedes da TVI (não era suficientemente Charlie) ou até o sério risco de extermínio a sangue frio pela austeritária Angela Merkel, conhecida por vingar-se de todo aquele que ousa, por motivos humorísticos, inferir sobre a obesidade da despótica caixa registadora que Quadros charliezará como “esfíncter”.
João Quadros corre sério perigo de ser silenciado pelo Cardeal Cerejeira, ao referir-se daquela forma tão Charlie ao omnipotente Salazar. Corre risco sério de ser colhido pela ira de Deus ou pelos três pastorinhos ao enveredar por uma charliezação tão Charlie sobre o uso sexual de crucifixos, como se alguém tivesse sobrevivido da ira divina à exibição de “O Exorcista” em 1973 – let Jesus fuck you.
Sobretudo, João Quadros corre o sério risco de, após carreira com tamanho fulgor no governo neoliberal das taxas e taxinhas, ser definitivamente silenciado pelo Charlie marajá quando o chamuças Charlie que é o António Costa deixar de necessitar de charliezações. E isso também é Charlie.
Je suis Oprah

Seja Columbine ou seja Charlie Hebdo, há uma miríade de idiotas com capacidade para relacionar Bush, austeridade, falta de emprego e invasões alienígenas para compreender as motivações, que consideram sempre condenáveis – porque “os fins não justificam os meios” – mas que, à luz da minhoca cerebral desta geração Oprah, a que correlaciona violência doméstica com violação em pequenino, são sempre passíveis de explicação através da razão.
E se não houver nada a explicar? E se a explicação for, tão simplesmente, a de que quem mata por uma causa apenas dela se apropria para justificar um desejo selvagem por sangue, seja ele de quem for, seja qual for o grau de instrução do perpetrador, seja qual for o jogo que se usa para racionalizar e compartimentar a bestialidade humana?
Quem diz que não tem medo é imbecil ou sociopata. Certo, mesmo, é que não percebeu nada, diga o que disser; e ainda bem que não percebeu.
cuidado com as vénias
«Uma (nova) vénia ao Libération».
A anterior não foi por causa disto, ou foi?

“The loneliest moment in someone’s life is when they are watching their whole world fall apart, and all they can do is stare blankly” – F. Scott Fitzgerald, The Great Gatsby
o dr. antónio costa quer uma maioria absoluta. para quê?
Deixando um bocadinho de lado o assunto «Charlie Hebdo», que, no fim de contas, parece ser mais importante por configurar um ataque à «liberdade de expressão» (será que os selvagens que cometeram os homicídios sabem do que isso se trata?) dos senhores jornalistas europeus (muitos dos quais se preocuparam menos com o massacre de 3.000 pessoas nas Torres Gémeas, do que em procurar as «culpas» dos EUA nessa barbárie), do que um crime contra a vida de várias pessoas, aterremos na política indígena para falarmos do Dr. António Costa. O Dr. Costa, em resposta a uma das várias homílias do Senhor Chefe de Estado, disse que o país deve dar uma maioria absoluta ao PS «para evitar incertezas». É, então, de se lhe perguntar para que quer ele essa maioria, já que até agora quase nada disse sobre o que fará um eventual governo chefiado por si. É boa altura do Dr. Costa se deixar de emitir simples sound bites e anunciar, de facto, ao que vem. Se é que ele já sabe.
Fásssistas, náaaazis
O que as pessoas comuns pensam mas não podem dizer sob pena de apedrejamento pela brigada das pessoas extremamente tolerantes sem qualquer sentido de ironia auto-crítica e que têm sempre a democracia na boca pronta a ser cuspida:
Se não estão satisfeitos em viver num país liberal, podem emigrar e deixem-nos em paz.
Xeique Munir
tudo se conjuga
Para que a Presidência da República francesa lhe caia no regaço: a estupidez da direita, a falta de carácter da esquerda, a corrupção generalizada, o acúmulo de muitos anos de más políticas de imigração, a cobardia face aos ataques à nossa liberdade e aos princípios da nossa civilização travestida de «tolerância» humanista, a subserviência temerosa a um falso respeito pelas convicções alheias, compensado pelo profundo desrespeito pelas nossas. Hoje, em Portugal, uma senhora que há muitos anos vive do que lhe pagam os contribuintes, bolçou umas alarvidades, atirando as culpas para cima das políticas europeias de austeridade, à falta de um George W. Bush de serviço. Depois, quando a senhora da fotografia lá estiver, não se queixem.
sobre uma desistência
«reorientar as leituras: sobre uma desistência», nomeadamente a do deputado Carlos Abreu Amorim. O início da minha colaboração com o Instituto Mises Portugal.
La vie en rose
Visto aqui. E sem, sempre tudo é aussi le résultat
Quando o terror ganha

Via @telegraph
Cowspiracy – um hino à imbecilidade humana
O humano, a única espécie que se conhece dotada de cognição suficiente para aferir a sua incomensurável estupidez, ao criar condições de bem estar que permitem o ócio cerebral da actividade outrora destinada à defesa de predadores e provimento de alimento para si e para as crias, opta por ocupar-se com a violência necessária para mudar o seu semelhante através da perseguição de conceitos tão ilusivos como parvos tais como “Homem Novo”.
Em Cowspiracy, que agora é exibido em Portugal, um desperdício de bytes a que se convencionou chamar “documentário” – e que obteve a nada surpreendente classificação de 8.8 no IMDb pela proliferação de demasiados proto-Homens-Novos cujo esforço para alimentação consiste em esvaziar o saco plástico que os pais trouxeram do hipermercado -, um indivíduo munido de uma câmara, um MacBook Pro e uma cópia sacada da internet de An Inconvenient Truth (e foto de Al Gore na parede a acompanhar), tenta demonstrar que os problemas ambientais do planeta são consequência da criação de gado para consumo humano. Sim, percebe-se imediatamente que é propaganda vegan tão facilmente como se percebe que a agenda para a década de António Costa foi construída por um gerador de texto aleatório. Ler mais…
Fiscalidade verde salva Portugal da deflação
Poderá haver razões para isso
Violar a lei a crime público

Pessoa que pode bem ser o Pedro Adão e Silva (ou não, quem sabe?).
Sócrates tem direito a violar a lei para se defender, diz Vera Jardim, GCC, ex-Ministro da Justiça, nem que a lei a ser violada tenha a assinatura do próprio recluso.
Se um tipo viola a lei que ele próprio cria, o termo jurídico correcto não deverá ser “masturbar a lei”? E, nesse caso, será que masturbar a lei também é crime público, criando uma espiral recessiva criminosa inaceitável?
O mais provável é que masturbar a lei seja apenas atentado ao pudor.
A fraterna casta
Sócrates tem direito a violar a lei para se defender, diz Vera Jardim
José Sócrates está sobretudo no seu direito de se defender e para se defender pode violar normas e regulamentos – é o que diz José Vera Jardim, antigo ministro da Justiça e habitual comentador da Renascença no programa Falar Claro.
Quanto a Sócrates, Vera Jardim diz que “há estados de emergência, de necessidade de defesa das pessoas” que permitem às pessoas violar alguns deveres legais “porque os deveres legais cessam também perante outros direitos das pessoas: o direito ao bom nome, à reputação e a defender-se”.
O antigo ministro e dirigente socialista considera que Sócrates está nessa situação, a de exercer a sua defesa “com armas aproximadas – nunca serão as mesmas, são aproximadas – daqueles que o atacam”. Vera Jardim explica que são “aproximadas no sentido público, no sentido de se exprimir publicamente sobre os ataques de que tem sido alvo”.
10 anos é uma imensidão
Sorumbático ou não já vai no décimo aniversário
a bondade do estado social
Quem por aí anda sempre a penar pelo estado social, exaltando as suas excelsas virtudes e crucificando quem o põe em causa, parece esquecer-se que o dito cujo é gerido por pessoas concretas, num regime democrático que se suporta pelo voto popular e, consequentemente, por medidas de natureza populista, e que estas decisões são tomadas tendo em consideração mais a racionalidade política e os interesses próprios e de tribo de quem os toma, do que o mítico «interesse público» com que sempre enchem a boca e os discursos, que é uma espécie de fauno das florestas, que muita a gente diz que conhece mas que nunca ninguém viu. Depois, quando o estado social «falha», os seus apóstolos, em vez de se interrogarem porquê, pedem ainda mais estado para reforçarem as asneiras acumuladas. Por último, convém não esquecer, que tanta «generosidade» é sempre paga pelos contribuintes e que, quanto mais se lhes vai buscar, mais difícil se torna sustentar a criatura. Mediante os resultados que o nosso estado social nos trouxe e que todos conhecemos na pele, ainda há quem se espante com isto e quem se indigne com isto. De facto, não há pior cego do que aquele que não quer ver.
Mandem dinheiro senão juro que me atiro da janela
Se o resgate à Grécia foi para “salvar a banca alemã”, se a “dívida pública é impagável e impede o crescimento”, daqui decorre que a Grécia, além do perdão da dívida, quer também não voltar a ter hipótese de se endividar desta forma (para não cair em situação de “dívida impagável”, que impede o crescimento e porque não é sua função salvar a banca alemã). Assim sendo, porque seria a saída da Grécia do euro uma “chantagem”? Na realidade, é exactamente o que eles dizem querer: não mais contribuir para “salvar a banca alemã”. Ou então, talvez não seja bem isso que querem, talvez só queiram mais uma moedinha, que só falta um bocadinho para o bilhete de comboio:
A Grécia pode ter um “Banco Central Europeu” sem “salvar a banca alemã”: basta que o banco central grego não tenha qualquer relação com a banca alemã. Para tal é só abandonarem a ideia de partilhar a moeda com os bancos alemães. Onde está a chantagem? Agarrem-me que eu vou-lhe às trombas?
O meu amigo taxista
Um motorista de táxi foi detido no domingo, “em flagrante delito”, em Lisboa, pela “prática do crime de especulação”, informou a Divisão de Segurança Aeroportuária do Comando Metropolitano da Polícia de Segurança Pública (PSP).
FOI DETIDO ONDE? À FRENTE DE TODA A GENTE? IA FUGIR PARA O ESTRANGEIRO?
Em comunicado, a PSP refere que o detido, um homem de 60 anos, “transportava uma cidadã desde o Aeroporto Internacional de Lisboa” até à “Gare do Oriente, em Lisboa”, a quem cobrou 14,50 euros, quase o dobro da tarifa regular para aquele trajeto.
A SENHORA PODIA SER AMIGA DELE E ACHAR MUITO BEM PAGAR ESTE VALOR. ALIÁS COMO SE PODE GARANTIR QUE 14,50 NÃO É O VALOR ADEQUADO PARA ESTE TRAJECTO? CONHEÇO MUITAS PESSOAS QUE JÁ PAGARAM MAIS. EM QUALQUER CIDADE EUROPEIA SE PAGA MUITO MAIS. LISBOA NÃO PODE CONTINUAR NA CAUDA DA EUROPA.
A viatura foi apreendida e o taxista detido, devendo ser presente nos Juízos de Pequena Instância Criminal de Lisboa na segunda-feira, “para julgamento sob a forma sumária”, adianta a polícia.
ISTO É UM ABUSO. O TÁXI É A FERRAMENTA DE TRABALHO DO TAXISTA. E AGORA ELE TRABALHA COMO? E DETIDO PARA QUÊ? ESTA PRÁTICA DE DETER PARA JULGAR DEPOIS É MEDIEVAL. QUISERAM CALAR O TAXISTA. ATERRORIZÁ-LO.
55 MOTORISTAS DETIDOS? QUE PAÍS É ESTE? QUE JUSTIÇA É ESTA? O PRESIDENTE DA REPÚBLICA NÃO INTERVÉM?
O sistema de justiça perfeito
Quando por erro de alguem um socialista é detido
a) o presidente da República em nome dos portugueses intervém a favor do detido
b) o detido faz a sua defesa por escrito numa televisão e evidentemente posto “tudo em pratos limpos” é de imediato libertado e alvo de vários pedidos de desculpa.
c) os códigos passam a incluir agora na versão escrita o artigo até agora subentendido que dispõe que “um antigo primeiro-ministro, que tantos e tão importantes serviços prestou aos portugueses, à cultura portuguesa e a Portugal”, estar “preso sem que tivesse qualquer julgamento prévio”, “é inaceitável e infamante”.
Cuidado com o que se deseja
Uma sugestão
Tão certo…
…como ter no início do ano os cromos televisivos do «bébé do ano» e «banho na praia de Carcavelos», é ter aumento de impostos como oferta do Governo. E este ano deu mesmo direito a brinde extra de novos e criativos impostos esverdeados. Verde, tom de nojo obviamente.
Só queria lembrar…
…que no momento em que prenderam o Sócrates deixaram de haver crianças em sofrimento por não serem co-adoptadas.
Consultemos a agenda para a década.
Sócrates a presidente
Não há qualquer motivo, mesmo que venha a ser condenado, para que o Prof. Dr. Sócrates não concorra à presidência da república das bananas portuguesa, principalmente se pretender exercer o cargo em exílio. Já tivemos candidatos presidenciais excêntricos como Fernando Rosas, Garcia Pereira, Defensor Moura, José Manuel Coelho e Basílio Horta (este último antes da epifania), não há motivo para agora descermos a parada rejeitando a candidatura do amigo (apesar de um bocado pendura) de Carlos Santos Silva.
Portugal precisa de alguém capaz de exercer uma correcta supervisão do poder executivo e, principalmente, do poder judicial. Da mesma forma que uma escola é melhor gerida por professores e um hospital por médicos, também o exercício de fiscalização do poder judicial será melhor gerido por um presidiário; isto devia ser óbvio para qualquer pessoa preocupada com a imagem externa do país, principalmente se pretendemos continuar a senda recordista de défices sucessivos: alguém tem que ir lá fora ameaçar investidores com incumprimento se não mandarem mais dinheiro – não seria melhor alguém com tatuagens feitas com Bic vermelha na prisão ? Eu acho que sim.
Vou ainda mais longe: a única hipótese que o Prof. Dr. Sócrates tem de ser eleito é mesmo se continuar preso, nem que para isso tenha que estrangular um companheiro de cárcere menos másculo pelos piropos recebidos durante o duche. Eu, pessoalmente, teria todo o orgulho se pudesse dizer aos meus colegas emigrantes que – e finalmente – Portugal tem o presidente que merece.
Pseudo-ciência desmascarada.
Esta série documental feita pelo comediante norueguês Harald Eia expôs de tal forma o carácter não-científico da argumentação de alguns “cientistas sociais”, que os governos na Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia e Islândia decidiram encerrar o Instituto Nórdico para a Igualdade do Género. (via Insurgente)
A não perder. 7 episódios, aqui:
Part 1 – ”The Gender Equality Paradox”
Part 2 – ”The Parental Effect”
Part 3 – ”Gay/straight”
Part 4 – ”Violence”
Part 5 – ”Sex”
Part 6 – ”Race” (password: hjernevask)
Part 7 – ”Nature or Nurture”
Imperdível. Tenham um grande ano de 2015.


