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a superioridade evidente da monarquia

21 Janeiro, 2015
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Está, por exemplo, em poupar-nos às imbecilidades que passam pelas cabeças dos seus protagonistas, visto que estes, uma vez reis, não podem, nas monarquias constitucionais, pronunciar-se sobre política, nem sobre temos onde a sua opinião possa dividir a comunidade. Como é sabido, o rei é, nessas formas de estado, um símbolo vivo, símbolo que representa a nação, a que era, a que é e a que virá, na sua imensa pluralidade e diversidade, pelo que a política está-lhe vedada, porque representa sempre parte e nunca o todo. Essa parcimónia faz muito bem a um país e aos seus nacionais, que se habituam a ver no chefe de estado uma referência de bom senso e moderação, mesmo quando lá está um pateta. Coisa que, infelizmente, sucede cada vez menos nas repúblicas, onde cada chefe de estado diz o que lhe apetece e até mesmo noutras instituições respeitáveis, como a Igreja Católica, que têm vindo a perder a noção do que é um símbolo e daquilo para que serve.

Ana Avoila chamada à cabine de som

21 Janeiro, 2015

Aqui o patrão é o sindicato. Manuela Moreira trabalha no Sindicato dos Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte e pediu para entrar uma hora mais tarde, para conseguir amamentar o filho. A entidade patronal discorda e impede-a de trabalhar durante o período da manhã. –

Doutores em delinquência

21 Janeiro, 2015

O centro de investigação de Boaventura de Sousa Santos e de José Manuel Pureza serve-se da ciência e utiliza o erário público para legitimar, sofisticar e exportar a violência social e política.” – A ler este texto de Gabriel Mitha Ribeiro

o treinador de bancada do vaticano

20 Janeiro, 2015
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Começo a ficar francamente saturado das opiniões do Senhor Jorge Bergoglio, cidadão que exerce, de há uns tempos para cá, a função de Bispo de Roma. Todos os santos dias temos uma diferente sobre os mais variados temas, invariavelmente proclamada em tom de «causa fracturante», como se a Igreja Católica não tivesse existência antes dele e tudo fosse doutrina nova por si estabelecida. E já não se consegue entender se esta profusão opinativa compromete exclusivamente o Senhor Bergoglio, que, aparentemente fascinado consigo mesmo e com a repercussão mediática que está a ter, sobre tudo tem uma opiniãozinha à «treinador de bancada», se as suas constantes declarações comprometem a instituição de que ele é temporariamente o primeiro, mas não o único responsável. De todo o modo, admitindo até que a Igreja Católica precisava de uma refrescadela, ignorar que ela é uma tradição continuada no tempo, da qual cada Papa é um elo de ligação entre o passado e o futuro, é coisa que nem o Francisco Louçã descuraria, se alguma vez o conclave se tivesse lembrado dele, em dia aziago. Por isso, mais do que «inovar», de um Papa espera-se que mantenha viva a tradição, coisa que parece não ser prioritária para o Papa Francisco. Não o Louçã, mas o Bergoglio.

Ler também: Insistindo na asneira, do Bruno Alves.

Efeito colateral da última sondagem

20 Janeiro, 2015

O que teria graça caso o PS tivesse descolado torna-se agora um problema. Soares terá de ser calado a bem do PS. Resta saber se Soares está pelos ajustes.

Soares tem razão

20 Janeiro, 2015

Portugal não é uma democracia. Se Portugal fosse uma democracia há muito que ninguém se sentiria obrigado a publicar-lhe os textos.

Mamas não são Charlie

20 Janeiro, 2015

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Após 44 anos, acabaram as mamas na página 3 do The Sun. O motivo? Caroline Lucas e as restantes malucas sempre à espera de serem ofendidas com alguma coisa, tal como as nossas malucas que encontram nas redes sociais o patético consolo no efémero momento que engana a solidão.

Telegraph: The Sun drops page 3.

Caroline Lucas não só lê o The Sun como se incomoda com a "objectificação da mulher" através de piropos (ou algo assim).

Caroline Lucas não só lê o The Sun como se incomoda com a “objectificação da mulher” através de piropos (ou algo assim).

O Ocidente esse eterno culpado

20 Janeiro, 2015

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O menino da foto é um dos irmãos Kouachi no ano de 1994. Viviam os Kouachi então a cargo da Fundação Pompidou

Esperança

20 Janeiro, 2015

Espero que o Pacheco Pereira já tenha lido o Caderno de Encargos.

Depois de anos a gritarem “americanos fora das Lajes” agora exigem que eles fiquem

20 Janeiro, 2015

Como é que Portugal deve reagir à decisão dos Estados Unidos de reduzirem a presença na base das Lajes? Portugal deve rever o acordo com os Estados Unidos? É possível reduzir as consequências económicas e sociais que esta decisão terá para os Açores? Como avalia a proposta do governo regional açoriano de permitir que a base seja utilizada pela China?

It never gets easier

20 Janeiro, 2015
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George Clooney em South Park, após morte do seu paciente transplantado com batata por indisponibilidade de coração. “It never gets easier“, terá afirmado o clínico antes de se dirigir ao bar.

A mortalidade total registada no acesso às urgências na Andalusia em 2012 foi 0,12% (0,12% adultos, menos de 0,01% em pediatria). Isto significa que morreram 3.048 pessoas nas urgências da Andalusia em 2012 [Salazar et al]. Meu Deus, gente que morreu nas urgências!

De acordo com o INE, em 2012, ocorreram 7.068.480 acessos às urgências portuguesas. Se Portugal registar uma mortalidade como a da Andalusia, isso significa que mais de 8.000 pessoas morreram nas urgências portuguesas. Meu Deus, não há jornal que chegue para registar tamanha indignação, de gente que morre porque se está a sentir mesmo mal ao ponto de ir ao hospital, ora porque foi atropelada, ora porque lhe caiu um piano em cima enquanto caminhava na rua, ora porque foi conduzir bêbado depois de uma tertúlia indignada sobre morte nas urgências.

Um país de parvos merece indignações parvas.

12 anos de escravidão cinematográfica

19 Janeiro, 2015
É por eu ser branco?

É por eu ser branco?

Diz Lucy Hunter Johnston, no The Independent, que a melhor forma de assegurar um Oscar é ser um homem branco. Basicamente parte do pressuposto que Selma devia ter sido nomeado em mais categorias e não só na de melhor filme. Claro, há a hipótese do filme não ser grande espingarda mas isso não parece ocorrer a Lucy Hunter Johnston. Portanto, vamos todos assimilar: a melhor maneira de se ganhar um Oscar é ser um homem branco ou Sidney Poitier, Denzel Washington, Jamie Foxx, Forest Whitaker, Halle Berry, Louis Gossett Jr., Cuba Gooding Jr., Morgan Freeman, Hattie McDaniel, Whoopi Goldberg, Jennifer Hudson, Mo’Nique, Octavia Spencer, Lupita Nyong’o, Prince, Herbie Hancock, Isaac Hayes, Irene Cara, Stevie Wonder, Lionel Richie, John Ridley ou Geoffrey Fletcher.

Ou então, em alternativa a discriminação e essas lérias do politicamente correcto, talvez haja mais actores, realizadores e produtores que simplesmente tiveram o azar de nascerem brancos.

“O que é novo em drogas é a proibição”

19 Janeiro, 2015

A propósito do Relatório Anual sobre a Situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodependências divulgado este mês entrevistei o Filipe Nunes Vicente para o Observador. Aqui ficam alguns excertos dessa conversa:

Quando dava aulas dizia sempre aos meus alunos: o que é novo em drogas é a proibição. O presidente Lincoln (um grande presidente!), abstémio, dizia que a pior coisa que se podia fazer à causa dos abstémios era proibir o álcool. Deixamos de saber quem bebe, quando bebe, quem produz, onde se vende… Ele fartou-se de avisar.”

Basta consultar o relatórios das Nações Unidas sobre as drogas e está lá: a produção de cocaína mantém-se estável ou aumenta. A produção de heroína está viçosa (agora a Birmânia/Myanmar está outra vez a produzir, algo que tinha sido erradicado nos anos 80 está outra vez a voltar.) As produções de anfetaminas estão também verdejantes. Todos os anos aparecem cerca de 300 novas substâncias psicoactivas. Isto é a mesma coisa que o Benfica estar 106 anos para ganhar um jogo!

Não é uma polémica. É ódio ao outro

19 Janeiro, 2015

“Selfie” de misses causa polémica. Uma “selfie” nos bastidores do concurso Miss Universo está a causar polémica entre Israel e o Líbano. As representantes destes dois países inimigos foram fotografadas juntas. A Miss Líbano, alvo de muitas críticas, acusa a Miss Israel de perseguição.

Que bonito é fazer-se de conta que estamos perante uma polémica. Há anos que chamamos polémica a manifestações puras de ódio. Aliás se fossem outras as protagonistas os títulos teriam palavras como racismo e fobia. Em Israel a foto não causou poémica alguma. A sua miss não foi acusada de nada, não tem de pedir desculpas e muito menos arranjar umas explicações esfarrapadas para o facto de estar naquela fotogafia. Não o selfie das misses não causou polémica, causou sim o ódio do costume na gente do costume.

Para mongo ver

19 Janeiro, 2015

O problema das declarações de Rui Moreira, tão ofuscado que está com o seu próprio brilhantismo, é que, ao puxar a si o sucesso do turismo portuense, retira o mérito aos empresários que: 1) são os responsáveis por esse sucesso e 2) são a base de apoio do próprio Rui Moreira, providenciando-lhe os resultados que precisa através do laissez faire e não do chavismo-madurismo de capas com personificação saloia.

Valeu a pena, para picar o CDS, querer declarar-se o verdadeiro “eu é que sou o presidente da junta”? Provavelmente, não; mas, ao menos, dá para fazer amigos de ocasião na mongalhada dos jotas socialistas.

Adenda:

Chavismo-madurismo saloio.

Chavismo-madurismo saloio.

Interessem-se pela Argentina ou acabam a chorar os mortos

19 Janeiro, 2015

Foi encontrado morto Alberto Nisman, o procurador argentino que denunciou o encobrimento por parte do governo argentino da autoria iraniana do atentado cometido naquele país contra uma organização judaica e de que resultaram 85 mortos e mais de 300 feridos.

Fugiu da Argentina o joalheiro que revelou que a presidente gastou dois milhões e meio de euros em jóias. Ameaçado de morte e sem protecção policial Sergio Hovaghimian deixou a Argentina.

Onde nos levaram as agendas fracturantes

18 Janeiro, 2015

As minorias e os ‘prakistamos’ – tema do meu artigo de hoje no Observador

A propósito da interdição da reprodução da figura de Maomé

18 Janeiro, 2015

O El Mundo traz hoje uma reprodução da uma banda desenhada sobre Maomé publicada em Damasco nos anos 60 do século passado. Ninguém se indignou.

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Como chegámos aqui?

18 Janeiro, 2015

Também com muita auto-censura. Veja-se o caso do ataque ontem a um convento em Jerez, Espanha: três homens, de cara tapada, atiraram um cocktail molotov contra o convento. Nas paredes escreveram «Yihadistas». Na fuga feriram um polícia. Quantas notícias lemos sobre isto? E se  em vez de um convento o ataque tivesse como alvo uma mesquita ou uma sinagoga?

Juntar os pontos

17 Janeiro, 2015
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Reparem no que esta notícia conta sobre a forma como Sócrates interveio (mesmo sendo apenas um mero consultor de uma farmacêutica) não só na compra do grupo Controlinveste como escolheu o novo diretor do Jornal de Notícias.

Agora recordem o papel desempenhado por esse mesmo todo-o-terreno na escolha da direção da Lusa em 2006, quando Sócrates era primeiro-ministro. E não se esqueçam do que se passou depois nessa agência noticiosa.

Juntos os pontos, é de ficar à espera de que alguém tenha vergonha. Mas é pouco provável.

já era candidato

17 Janeiro, 2015
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O António Guterres.

É comovente ver como estas almas não só voltam sempre como arranjam sempre bons advogados

17 Janeiro, 2015

Courts release returned jihadist Bhatti

Despite concerns about Islamic extremists returning from fighting abroad, and the threats many pose against their homelands, two courts in Oslo have released Norway’s most high-profile jihadist Arfan Bhatti from the custody sought by police. “Bhatti is a completely free man,” his defense lawyer told Norwegian Broadcasting (NRK).

Bhatti, who had a long criminal record in Norway before he turned to Islamic extremism, had been arrested immediately upon arrival at Oslo’s main airport at Gardermoen earlier this week. He was returning after more than two years in the Middle East, where he reportedly went to fight in the Syrian civil war but wound up in a Pakistani prison, convicted of having contact with the Taliban.

Already warned Norway
He was released from prison in Pakistan last August and quickly started urging others to become jihadists (holy warriors) on his Facebook page. He also warned Norway against taking part in the fight against the notoriously brutal jihadist group IS, known for cutting off the heads of countless victims.

Bhatti was initially prevented from returning to Norway because his presence on international lists of suspected terrorists made him ineligible to fly on commercial airlines. The restriction was recently lifted, however, and Bhatti landed back in Oslo on Wednesday.

His longtime defense attorney John Christian Elden has told reporters that police were waiting for Bhatti at the door of the aircraft and arrested him in connection with charges filed against him in 2012 for allegedly abusing his former wife and several of their children. She still lives at a secret address in Norway as part of a witness protection program, and Bhatti was slapped with restraining orders aimed at preventing him from trying to contact them.

A culpa é dos católicos tradicionalistas, dos evangélicos das Américas, dos judeus ortodoxos, do Breivick, da direita populista europeia… e quiçá de Thatcher

17 Janeiro, 2015

Manuel Loff: “25% dos voluntários do Estado Islâmico são convertidos. Adotaram, aos 25-30 anos, um integrismo islâmico que partilha os mesmos valores da vaga de reacionarismo moral, político e cultural na qual coincidem católicos tradicionalistas, evangélicos das Américas, judeus ortodoxos: o horror à liberdade, o desprezo pela mulher, a homofobia, a xenofobia (de que a islamofobia e o antissemistismo são apenas exemplos). Foi tudo isto que invocou Anders Breivik em 2011 para matar, à bomba e à metralhadora, não 17, mas 77 pessoas na Noruega. 33 eram menores de 18 anos. Outras 329 ficaram feridas. A grande maioria jovens militantes socialistas, partidários, segundo Breivik, de um multiculturalismo que põe em causa o Ocidente. (…)

Por algum motivo, o Partido do Progresso, no qual Breivik fez a sua formação política, entrou pela primeira vez no governo norueguês, pela mão da direita tradicional, dois anos apenas depois do massacre. Reivindica-se do “liberalismo clássico”, de uma certa conceção do “Ocidente” de “tradição cristã”. De resto, ele partilha dessa nova tendência da direita populista europeia, onde, historicamente, nasceu e se desenvolveu o antissemitismo genocida dos sécs. XIX e XX, de apoiar indefetivelmente as guerras de Israel contra os palestinianos. A única explicação para semelhante guinada política só se pode encontrar no preconceito antiárabe e na islamofobia que os une agora a todos. Ah!, é verdade: o PP norueguês proclama-se fã de Thatcher. Não deve, portanto, haver perigo.” PÚBLICO

Ao pé disto a Raquel Varela é duma limpidez de raciocínio assinalável.

A ler urgentemente

17 Janeiro, 2015

Monette Vacquin, descendente de emigrantes russos em França ou emigrante de terceira geração.

Os avós russos: Peu de discours ont été adressés à mes grands-parents à leur arrivée en France, en provenance de Russie au tout début du XXème siècle. Cela n’aurait pas été nécessaire. Ils allaient de soi. Jeunes, pauvres comme Job, ayant laissé derrière eux la ville si riche de culture juive qu’était Vilna, ils trouvèrent refuge dans un deux-pièces insalubre à Pantin dans lequel ils élevèrent leurs trois enfants et qu’ils ne quittèrent qu’à leur mort.

O marido filho de italianos: La jeunesse de mon mari, Italien du Val d’Aoste, se déroula, dans la pauvreté, à Bezons. Il ne fut pas traité de sale juif mais de macaroni. Sa mère lui enseigna que «les autres n’avaient pas deux têtes» et que le seul moyen de se faire un avenir dans la vie était de «piquer les bonnes places à l’école aux Français».

Os portugueses: Les gardiens portugais de mon quartier, arrivés récemment, sont dans une position qui ressemble à celles que je viens d’évoquer. Ils vivent dans une loge minuscule. Ils y ont installé une mezzanine, afin de pouvoir installer aussi, dans cet espace microscopique, leurs deux enfants. Ils travaillent, envoient de l’argent au pays, et économisent afin de pouvoir construire un jour leur maison au Portugal et y passer leurs vieux jours. Je n’ai pas la moindre idée de leur pratique religieuse, je n’en entends jamais parler.

Os muçulmanos vítimas: . Je me désolidarisais de la gauche, ma famille de pensée, ( quel dépit amoureux! ) quand celle-ci égarée se mit à soutenir des ayatollahs comme émanation du Peuple iranien.  Je fus carrément épouvantée, car j’en pressentais les effets, quand se répandirent les discours qui donnaient l’absolution à la délinquance au nom de conditions socio-économiques difficiles. Non pas à l’issue d’un procès, comme circonstances atténuantes, mais comme causalité pure et simple déchargeant les délinquants de la responsabilité de leurs actes. Tout cela n’allait pas tomber dans l’oreille de sourds. Un pas de plus allait se franchir dans la circulation des idées, cette matière si labile et si agissante: «Nos» pères avaient été d’odieux colonisateurs, avaient spolié votre pays, nous étions vos débiteurs, il n’y avait plus de problème politique de déracinement et d’intégration à résoudre, mais la culpabilité des oppresseurs à expier, à réparer. La haine des pères, comme souvent, allait prendre le pas sur les responsabilités à assumer, et à faire assumer. L’Occident donnait le modèle de la haine de l’Occident. Il n’allait pas être déçu.

Os dois terrorismos: Nous avons à résister à deux terrorismes: Celui, visible, qui vient de frapper. Et l’invisible et odieux terrorisme intellectuel, fléau pour la pensée, du politiquement correct. Et nous avons à armer, armer psychiquement, les générations quelques peu égarées qui s’annoncent par de justes paroles.

Portanto se fosse uma revolta social estavam perdoados?

17 Janeiro, 2015
Edifícios públicos, lojas e até um automóvel foram alvos de atos de vandalismo por parte de um gang que percorreu várias ruas de Olhão, na madrugada desta sexta-feira, a partir vidros à pedrada. Causaram milhares de euros em prejuízos. “Partiram os vidros de um automóvel, entraram dentro de um pequeno gabinete e destruíram um monitor de um computador”, descreveu ao CM António Pina, presidente da autarquia, revelando que os prejuízos chegam aos dois mil euros. O alvo seguinte foi uma loja na baixa e depois o grupo seguiu para norte, rumo à rotunda do Cubo, pela avenida Bernardino da Silva. No caminho foram partidos os vidros da cobertura de uma estátua no Museu de Olhão e as montras de uma imobiliária, e ainda dos edifícios das Finanças e Segurança Social da cidade. “Não podemos dizer que foi uma revolta social contra os edifícios públicos porque também atingiram estabelecimentos privados. Foram atos de vandalismo estúpidos”, considerou o autarca. O grupo conseguiu escapar às autoridades, mas a PSP está a investigar o caso.

Portanto numa revolta social

a) Não se atacam estabelecimentos privados
b) Se for uma revolta social pode partir-se à vontade
c) O que distingue os actos de vandalismo estúpido dos de revolta social?

maioria silenciosa?

16 Janeiro, 2015
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maioria silenciosaNão me surpreendem por aí além os últimos resultados das sondagens, com o PS praticamente a par dos partidos da coligação. Nem se pode propriamente dizer que o resultado socialista seja uma quebra provocada pelo recente caso Sócrates, porquanto as intenções de voto se mantêm no patamar médio dos últimos meses, a.C e d.C,, o mesmo é dizer, antes de Costa e depois de Costa. O que me parece é que os portugueses não são parvos, ou não há tantos parvos como alguns julgam, e que existe uma significativa percentagem de eleitores que sabe muito bem o que aconteceu neste país, para os quais não são suficientes dois dedos de conversa para ficarem convencidos de que, afinal, nada de muito grave se passou antes do governo de Passos Coelho. Se esse número de eleitores silenciosos é uma maioria ou uma minoria, logo se verá. Mas desconfio que esta relutância do PS em falar claro aos portugueses sobre o que lhes aconteceu e sobre como lhes poderá assegurar que não voltará a acontecer, lhe irá sair caro.

Correio do leitor: “ser heterossexual tornou-me numa pessoa melhor”

16 Janeiro, 2015

Reproduzo de seguida um texto enviado pelo leitor Zezé Caminha, devidamente identificado e assumindo total responsabilidade pelo conteúdo:

Inspirado na entrevista a António Pedro Simões (a publicar amanhã no Expresso), resolvi contar-vos sobre o papel da heterossexualidade no desenvolvimento da minha inteligência emocional. Graças ao meu gosto por espécimes femininas com contornos saudáveis, consegui tornar-me numa pessoa com melhor empatia e, porque não dizê-lo, numa pessoa mais autêntica. Respeito muito todo o gajedo e tendo a privilegiar esta subespécie quando contrato pessoas, não por discriminação negativa – como esperando partir-lhes a espinha de forma acrobática numa pausa para café – e sim por discriminação positiva, para propagar a inteligência emocional no ambiente de trabalho.

A heterossexualidade ainda é muito mal vista na sociedade. Querem proibir o piropo, mesmo o bonito e de bom gosto, como os proferidos na recente Marcha Charlie de Orgulho Heterossexual; querem impedir entrevistas em que o ênfase do jornal não é nos meus feitos e sim no meu gosto congénito por portadores de vaginas, como se tivesse que me esconder no armário da heterossexualidade; querem dificultar-me a vida, metendo-me num balneário segracionista no ginásio, longe das senhoras heterossexuais, discriminando-me por género e não por aquilo que realmente importa, os afectos, o coração, a sexualidade humana; querem ter bares para gays mas criminalizar o engate mal direccionado num bar hetero, que nem desta forma pode vir classificado no guia de locais heterossexuais, o publicado pela Associação Falo Dourado (clandestina).

Podia contar-vos muitas coisas do foro profissional mas, e como se sabe, os media têm esta agenda heterossexual a preencher e provavelmente optariam por um título sensacionalista como “se não fosse heterossexual, provavelmente não seria CEO deste clube de strip”.

Num mundo perfeito não teria que esconder a minha heterossexualidade numa entrevista de emprego. Mas pronto, é assim, as pessoas julgam-nos como se fôssemos tarados por assuntos íntimos, ao contrário de qualquer homossexual, que pode falar da sua profissão sem considerações de preferências sexuais pela perfeita integração nesta sociedade de maricas.

Zezé

Isto devia ser estudado

16 Janeiro, 2015

A forma como a SICN deu a notícia sobre os resultados da sondagem que mostra não só que o PS não sobe como que o PSD e o CDS sobem é uma espécie de tratado sobre como tratar as notícias de que a redacção não gosta. Ó criaturas façam de conta que António José Seguro se mantém à frente do PS e é só escrever… e claro fazer  a voz off menos enfática!!!

Update

16 Janeiro, 2015

Tudo encaminhado para que ninguém queira comprar a TAP.

[em política por vezes é mais importante criar um desastre periódico para as pessoas perceberem. Tudo se encaminha nesse sentido]

How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb

16 Janeiro, 2015

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Candidata do Syriza, Rachil Makri, afirma que, caso o BCE corte o extravagante fluxo de financiamento à “economia” grega, o futuro governo cometerá um acto de guerra consistindo na impressão de 100 mil milhões de euros à revelia do banco central.

O problema está aqui

16 Janeiro, 2015

«Je te bute à la kalach» Un élève de quatrième à son enseignante

Châteauroux : un lycéen blessé par d’autres élèves après avoir défendu la laïcité

De nombreuses perturbations ont eu lieu dans les 64.000 établissements scolaires français les jours suivants les attentats, notamment lors des minutes de silence pas toujours respectées.

não cuspa no chão… cuspa para o ar

15 Janeiro, 2015
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Uns anos antes do 25 de Abril, o regime, incomodado com o estado de sujidade dos passeios das cidades do país, proibiu que se cuspisse no chão, ficando os infratores sujeitos a multas que lhes seriam aplicadas pelos polícias de turno.

Anos depois, já nos nossos dias, o governo autorizou os motoristas e cobradores dos autocarros a aplicarem multas, que podem ir de 50 a 250 euros, aos passageiros que ponham os pés nos estofos ou que profiram expressões «que perturbem a boa ordem dos serviços ou incomodem os outros passageiros». Para incentivar o sucesso desta lei, o governo dará 10% da multa a quem a cobrar.

A reacção à «lei do cuspe» foi extraordinária: quem queria chatear a polícia cuspia para o ar, em vez de cuspir no chão, frustrando, assim, a eficácia normativa da lei.

No caso da lei hoje aprovada pelo governo de Passos Coelho, é provável que as reacções das peixeiras do Bolhão aos pobres motoristas não seja tão amável. Aguardemos para ver. Nós, é claro, Porque aos motoristas não lhes será fácil abrir os olhos.

Primeiro país a sair do euro

15 Janeiro, 2015

Foi a Suiça, hoje. O Franco suíço chegou a valorizar mais de 25%.

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Tout est pardonné

15 Janeiro, 2015

A revista Hara Kiri foi fechada porque anunciou a morte de Charles De Gaule assim:

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Na sequência, os jornalistas criaram a Charlie Hebdo. 44 anos depois, Charlie vai vingar o Charlie

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Variações

15 Janeiro, 2015

PERGUNTAS DE HOJE DO FORUM TSF

Concorda com a a decisão da câmara de Lisboa que, para reduzir as emissões de gases poluentes, proibiu a circulação dos carros mais antigos numa grande parte da cidade? Faz sentido proibir a circulação das viaturas particulares e permitir que os táxis antigos continuem a circular até 2017? Em nome da defesa do ambiente, estas restrições devem ser alargadas a outras cidades?

PERGUNTAS DO FORUM TSF CASO O PRESIDENTE DA CML FOSSE OUTRO

Concorda com a a decisão da câmara de Lisboa que, segundo diz para reduzir as emissões de gases poluentes, proibiu a circulação dos carros mais antigos numa grande parte da cidade penalizando desse modo os cidadãos que não podem comprar um carro mais moderno? Faz sentido atirar para o desemprego a partr de 2017 os proprietários de táxis antigos? Em nome da defesa do ambiente, pode aplicar-se uma legislação discriminatória do ponto de vista social? Que programas de apoio aos proprietários de véiculos antigos devia a CML implementar?

Há coisas em que é melhor o Estado não se meter

15 Janeiro, 2015
Serve esta introdução para dar a conhecer um confronto de civilizações que ocorre em pleno coração de Lisboa. Refiro-me à zona da Mouraria, onde a Câmara de Lisboa, liderada por António Costa, prepara um plano de requalificação. Até aqui tudo bem. O que parece menos razoável é que a Divisão de Administração do Património queira despejar um conjunto importante de comerciantes chineses que já se encontram ali há alguns anos para construir… uma mesquita. A autarquia está disposta a pagar as indemnizações necessárias, mas, ao que parece, os chineses não estão muito convencidos, e gostam do lugar para fazer negócio. Segundo o Boletim Municipal de fevereiro de 2012, o estudo prévio da praça da Mouraria “tem como objetivo a necessidade de criação de maior acessibilidade, não só física mas também visual, à rua do Benformoso”. A ideia é criar uma praça entre a rua da Palma e a rua do Benformoso com um passeio pedonal. Nesse espaço está prevista a construção de três blocos em que se prevê “a instalação de atividades que permitam a sua fruição pública com funções polivalentes”. Mas, diz o boletim camarário, reserva-se já um espaço dedicado a um templo de culto, que será a construção de uma nova mesquita dedicada à população muçulmana da Mouraria. Trata-se de um verdadeiro choque de civilizações milenares que compartilham, até agora em harmonia, um espaço privilegiado no coração da capital portuguesa.

Manifestação com objectivos por pontos

14 Janeiro, 2015

Leio atentamente várias pessoas que me dizem, com mais ou menos corpo lexical de índole teórica, que a manifestação do passado fim-de-semana em Paris foi em prol da liberdade de expressão. Admito ficar algo fascinado com uma manifestação tão grande em torno de um conceito tão vago e tão incompreendido como a liberdade de expressão. Eu, que vejo pessoas que se queixam porque o seu comentário foi rejeitado num blogue, que evocam a “liberdade de expressão”, que mencionam as “práticas de censura”, que se queixam de critérios editoriais para se autorizar um comentário e rejeitar outro, que mencionam “justiça”, “igualdade” e o “direito de”, fico com a sensação que o uso do termo “liberdade de expressão” é tão vago como outros chavões ilógicos que incluem “espiral recessiva”.

Como tentava dizer, não achava e continuo a não achar que a manifestação em Paris foi realizada pela liberdade expressão. Para mim, que teria ido caso estivesse na cidade, foi uma manifestação de pessoas que apenas partilharam, numa comunhão espontânea, o sentimento de total choque com a ocorrência de um acto incompreensivelmente vil pela violência extrema desprovida de potencial de explicação (e assim sem inevitáveis factores atenuantes) que aconteceu mesmo ali no quintal. Um movimento de pessoas em choque, que partilham a mesma incompreensão perfeitamente lógica de uma ocorrência que não é passível de intelectualização pela dialética relativista que aparece papagueada nos media ocidentais, divididos entre o dever de relatar e o desejo de mudar o mundo.

Pelos vistos, pela opinião consensual, enganei-me. Pelos vistos foi mesmo sobre liberdade de expressão. Assim, a coisa durou mesmo muito pouco tempo.

Só por causa do cheiro das tintas, não vou permitir comentários a este post, alimentando a confusão da dialética progressivo-relativista, mas em nada interferindo com a vossa liberdade de expressão.

marx revisitado

14 Janeiro, 2015
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«A resistência das bactérias» e a «falência do capitalismo» (apesar de as podermos matar com doses de penicilina a 10 cêntimos cada).

Double standard?

14 Janeiro, 2015

A Justiça francesa está usar o seu arsenal legislativo para punir com mão pesada quem, após os ataques da semana passada em Paris, proferiu ameaças, declarações racistas ou palavras entendidas como apologistas do terrorismo. (no Público).

 

Dieudonné

não é só em portugal que é difícil ser liberal

14 Janeiro, 2015
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Num país como o Brasil, com uma despesa pública absurdamente elevada, índices de corrupção grotescos, programas “sociais” populistas, que até financiam a compra de móveis de decoração para habitação, com um sistema fiscal incompreensível, a precisar de urgente reforma, e que permite todas as arbitrariedades e abusos, que está em recessão técnica há mais de um ano, com o investimento estrangeiro em fuga e o nacional em retração acelerada, o que faz um ministro da economia, com fama de liberal, recém indigitado? Aumenta os impostos, é claro! Não há duvida de que não é só em Portugal que é difícil ser liberal…