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para pior já basta assim

26 Janeiro, 2015
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Para aqueles que acham que pior do que já está a Grécia não fica, temos novidades: até no inferno a coisa pode piorar.

Quando se toma por verdadeira a tese dos fundamentalistas acaba-se invariavelmente a fazer figura de cobarde e a promover a ignorância

26 Janeiro, 2015

Como se resolveu fazer de conta que é verdade que os muçulmanos não representam Maomé as obras de arte islâmica em que Maomé é representado estão a ser banidas. Agora foi a vez do Victoria & Albert Museum
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Vê-se que a Grécia não é um país sério…

26 Janeiro, 2015

…quando o líder vencedor das eleições toma posse como primeiro-ministro no dia a seguir às eleições. A Grécia junta-se assim ao Reino Unido nos países que levam estas coisas de forma ligeira e pouco cuidada.

Já em Portugal, as coisas piam mais fininho e há uma seriedade impar, que infelizmente os outros países não dão o devido valor. Mas deviam.. Há quem diga que é um cerimonial barroco, uma inutilidade absurda, ou apenas mais uma estupidez permitida pela Assembleia da República e as suas ovelhinhas amestradas. Mas isso são certamente más linguas reaccionárias.
Atente-se bem na bela e distinta sequência:
Há eleições, aguardam-se 15 dias pela «publicação oficial dos resultados», depois o PR leva apenas uma semanita a consultar todos os partidos, convoca para a semana a seguir o Conselho de Estado; finalmente convida o líder mais votado para PM e este uns 10 dias a seguir apresenta finalmente o Governo na qual comparece toda a clintela do Corte a apresentar honrosos cumprimentos e assegurar fidelidade.

É tudo só seriedade. E esta como se sabe leva o seu tempo…

Este homem animou o nosso PREC

26 Janeiro, 2015

Pontes de progresso

26 Janeiro, 2015

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Os Independentes Gregos, nacionalistas, opõem-se à imigração e multiculturalismo, exigem indemnização pela ocupação da Grécia na IIª Guerra Mundial e defendem um sistema de ensino tendo por base uma educação cristã ortodoxa e total rejeição de uniões homossexuais.

Parabéns ao PS, Bloco, Livre e restantes vencedores das eleições de ontem.

Mas isso é para valer?

26 Janeiro, 2015

Alexis Tsipras reclama vitória: “A era da troika acabou” Quando os votos deixavam o Syriza ainda sem maioria absoluta, Tsipras já enviava uma mensagem aos credores onde dizia que a Grécia não se irá curvar perante as exigências dos credores.

É mesmo para acabar não é? Não há mais pedidos de empréstimos? Eu pela parte que me cabe como contribuinte portuguesa logo credora tb acho que é mesmo para acabar. E assim ficamos amigos para sempre. Acho muito bem que acabe com a austeridade, que mande a troika embora… desde que tudo isso não seja pago com os impostos dos parvos do costume.

De regresso ao bucolismo idealizado de outrora

26 Janeiro, 2015

O Cainesianismo, a doutrina económica que consiste em usar dinheiro emprestado para gerar crescimento e que, por nunca o gerar, exige constante aceleração do fluxo desse dinheiro, sofreu ontem um importante revés.

A moeda única é um projecto falhado, criado com a premissa de que os países membros cumpririam regras básicas de sanidade, mas executado com circunstâncias de cobiça que permitiriam a membros a manutenção de um despesismo a crédito, sempre na certeza que o corte deste fluxo implicaria atribuição do ónus da ruptura aos fornecedores do combustível desse Cainesianismo, os verdadeiramente interessados numa Europa de mercado livre.

O que gregos fizeram ontem foi afirmar peremptoriamente que não estão dispostos a manter o elo à moeda única se esta não servir a impossível tarefa da manutenção do Cainesianismo grego. Outros países se seguirão, eventualmente, mostrando que o Cainesianismo não só não é possível como a sua ilusão só é passível de ser mantida num pequeno manicómio unido na causa socialista que vê o mundo a passar ao lado enquanto perde progressivamente a capacidade de adquirir os bens importados que compõem o ramalhete de conforto e que, por terem entrado no cânone das expectativas, trarão a simplicidade bucólica do romantismo idealizado de outrora a uma geração cosmopolita que desconhece o significado de austeridade.

O mundo anda demasiado depressa para a Grécia. Se nunca tivessem saído da agrura de pé descalço também não iriam sentir a falta do que agora, embevecidos com o retro revolucionário, liminarmente repudiam.

Pois é uma grande mudança: os socialistas estão abaixo dos 5%.

25 Janeiro, 2015

António Costa diz que vitória de Syriza é «mais um sinal da mudança» na Europa O secretário-geral do PS fala de uma mudança da orientação política que está em curso na Europa, no sentido de uma maior solidariedade.

Enfim a Europa pode estar a caminhar no sentido de uma maior solidariedade mas deve ser uma solidariedade de novo tipo. Afinal o líder do PS português celebra a vitória do Syriza que foi construída sobre a catástrofe eleitoral dos socialistas gregos. Um líder socialista a celebrar a derrota dos socialistas tem que se lhe diga.

no peito de cada socialista europeu um alexis tsipras palpita ardentemente

25 Janeiro, 2015
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O que o Syriza tem vindo a dizer nos últimos tempos não difere muito do que dizem todos os responsáveis dos partidos socialistas europeus que estão na oposição. A euforia generalizada e consensual que acompanha a vitória de hoje é a de todos quantos acham que a austeridade é uma política e não uma consequência de políticas, e que os governos que a aplicam são serventuários da Sr.ª Merkel e da Alemanha. Não há, assim, diferenças substanciais entre o que diz Alexis Tsipras ou Mário Soares, António José Seguro ou António Costa. Ou François Hollande, antes do fim do seu primeiro ano de mandato presidencial. Tsipras é a «bomba atómica» de Pedro Nuno Santos finalmente deflagrada. Como os ventos da história lhe parecem correr de feição, é natural que a União Europeia ceda perante as exigências mais emblemáticas do novo governo da Grécia. No fim de contas, entre lucros e prejuízos, vale mais perder alguma coisa com a dívida grega, do que pôr em causa o euro e a própria União, cujos destinos se entrelaçaram de forma quase suicida. Draghi já deu sinais de que não está desatento. Evidentemente que o sucesso inevitável de curto prazo do governo chefiado pelo homem cujo filho Ernesto tem o nome próprio do «Che», levará a uma radicalização à esquerda dos partidos socialistas europeus. Rui Tavares pode, assim, vir a realizar o seu sonho ministerial e o Bloco de Esquerda, que estava em vias de extinção, ganhou hoje uma alma nova. Depois de anos de contenção austeritária vem aí a euforia. Quem e como a pagaremos é o que se verá depois.

Adenda:

António Costa: «É mais um sinal da mudança da orientação política que está em curso na Europa, o esgotamento das políticas de austeridade e da necessidade de termos uma outra política que permita fazer com que a moeda única seja efetivamente uma moeda comum».

PCP: «uma rejeição clara da política imposta pelos sucessivos programas de ajustamentos acordados com a ‘troika’».

Bloco de Esquerda: «vitória da dignidade contra a austeridade».

Essa conversa animada e esperançosa da anti-austeridade, da nova era e do bater do pé à Alemanha

25 Janeiro, 2015

são para manter quando a Marine ganhar em França?

syriza

25 Janeiro, 2015
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Já que o Syrtza vai ganhar as eleições na Grécia, que as ganhe com maioria absoluta. Para que não tenha desculpas.

Isso não interessa nada

25 Janeiro, 2015

Nos sucessivos comentários parece que a Grécia reestruturar ou não é uma questão entre Merkel e os gregos. Os contribuintes europeus esses parte-se do princípio não serão afectados ou caso achem que sim isso não interessa nada.

Nobody cares

25 Janeiro, 2015

imagesÉ a minha mensagem à esquerda esperançosa e ao Miguel Esteves Cardoso. Lá na Alemanha ninguém quer saber. Cada um terá que pagar as suas contas.

Eleições gregas

25 Janeiro, 2015

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Sondagem Star TV (sexta-feira):

SYRIZA 31.2%
Nova Democracia 26.0%
To Potami 6.5%
Aurora Dourada 5.5%
Partido Comunista Grego (KKE) 4.5%
PASOK 4%
Gregos Independentes 3.2%
Partido do Papandreou 2.4%

Indecisos 13.2%

E os demais europeus estão dispostos a pagar mais impostos para pagar este futuro da Grécia?

25 Janeiro, 2015

“Futuro da Europa não é o austeridade, mas o da solidariedade”

Grécia quer rasgar a austeridade e deixa Europa em “standby”

Pensamento Positivo School of Economics and Political Science

25 Janeiro, 2015

Estas escola existe e é a mais influente no meio jornalístico, político e cultural. Criou um vocabulário próprio, tem os seus mestres, heróis e discípulos. Aqui fica uma breve introdução aos tópicos Almofadas. Folgas. Bazucas. Empréstimos. Carlos Santos Silva. Energias positivas. A verdadeira questão. Predestinação. Jornalismo  da Pensamento Positivo School of Economics and Political Science

Imagética cinematográfica

24 Janeiro, 2015

E o Oscar de melhores efeitos especiais para declarações políticas vai para… Pedro Filipe Soares.

BE vai confrontar Governo com “plano monstruoso para destruir” transportes públicos:

O plano monstruoso do governo em acção.

O plano monstruoso do governo em acção.

Nota: as pessoas sabem que os filmes não são a sério, é tudo a fingir.

A desmutualização das dívidas

24 Janeiro, 2015

Uma das regras do QE é a atribuição aos bancos nacionais da responsabilidade por 80% das compras de dívida. Isto implica que 80% do valor das compras de dívida alemã será garantida pelo banco central alemão e 80% do valor das compras de dívida portuguesa serão assumidas pelo Banco de Portugal. E, de certa forma, cada país passará a dever uma percentagem da sua dívida ao seu próprio banco central. Outra implicação desta regra é a transferência de dívida que actualmente está no BCE (que o BCE comprou aos vários países em dificuldade durante a crise) para bancos centrais nacionais, à medida que estas linhas de crédito forem sendo substituídas. Isto são eurobonds ao contrário. Em vez de uma progressiva integração da política orçamental e monetária, o que foi feito foi uma separação de responsabilidades pela acção dos bancos centrais. Os investidores privados vão entender isto como um risco acrescido de fraccionamento da zona euro e a médio prazo isso vai notar-se nas taxas de juro, sobretudo nos países que seguirem política orçamentais laxistas pensando que o QE resolve tudo.

Está encontrado um mecanismo pelo qual um país vai saindo da zona euro sem choques. Um dia descobre-se que Portugal só deve ao Banco de Portugal e que os spreads de taxa de juro em relação à Alemanha são tão elevados que na prática os dois países têm moedas diferentes.

O dever de limpar não existe?

24 Janeiro, 2015

Um senhorio na Alemanha pedia uma indemnização por o seu inquilino lhe ter manchado o chão da casa de banho com pingas de urina. O juiz sentenciou que os homens têm direito a urinar de pé.

Para lá da ignorância em que este juiz vive sobre os produtos de higiene e limpeza de wc temos ainda a ignorância do senhorio sobre a nova jurisprudência em matéria de contratos de arrendamento, jurisprudência essa que está a ser criada em Portugal pelo PCP (e não só) a propósito do fim do contrato da base das Lajes.

Um senhorio não pode ficar privado seu rendimento. O inquilino até que se pode ir embora – em verdade não devia mas admita-se-lhe essa liberdade – mas o senhorio que tinha organizado a sua vida a contar com aquele rendimento tem de ser indemnizado. Quem garante ao senhorio que ele vai arranjar outro inquilino? E enquanto não aparece um novo inquilino o senhorio vive de quê? Esta precariedade do estatuto dos senhorios é um traço abominável do neo liberalismo. Há que criar urgentemente um centro nacional de alugueres.

Em 2001 a culpa era do Bush

24 Janeiro, 2015

em 2015 a culpa é de Merkel “Políticas erradas” da Europa contribuem para atrair jovens para o terrorismo
Só não percebi ainda de quem foi a culpa dos milhares de mortos que o fundamentalismo provocou na Argélia nos anos 90.

Kumbaya, Kumbaya (vá lá, todos juntos, agora)

24 Janeiro, 2015

2011 – Centenas de pessoas participam em homenagem a Renato Seabra.

2015 – Covilhanense organiza excursão a Évora para apoiar José Sócrates.

Quantitative easing versus medida da TSU

24 Janeiro, 2015

Há algumas semelhanças entre o QE do BCE e a medida da TSU proposta em Portugal em 2012.

O QE do BCE aumenta o valor dos bens de capital relativamente aos salários. Há uma redefinição dos preços relativos de forma que o poder de compra dos salários diminui (sendo isso evidente na compra de habitação, dado que o QE faz aumentar os preços do imobiliário) e o valor de bens de capital (empresas, casas) aumenta. É por esta razão que o QE permite baixar o desemprego. Note-se que o QE penaliza mais os salários em sectores em contracção na economia, como é o caso do sector público e não transacionável  em Portugal. Estes salários demoram mais a responder em alta a alterações na relação capital/trabalho. E portanto, o QE é um antídoto para a rigidez salarial, e tem o efeito contrário de medidas como o aumento do salário mínimo.

A medida da TSU visava fazer a mesma coisa num país sem moeda própria. Reduzir o valor do trabalho e aumentar o valor do capital, fazendo baixar os salários em sectores em contração, incluindo o sector público e o não transacionável. Sectores em expansão ajustam rapidamente a relação entre o valor do capital e do trabalho ao valor anterior.

As duas medidas são parecidas, quer nos objectivos, quer na razão fundamental porque funcionam, quer nos limites dos seus efeitos.

O Quantitative Easing vai resultar?

23 Janeiro, 2015

É uma pergunta parecida com “a austeridade resultou?”. Depende do que se entenda por “resultar”.

O Quantitative Easing funciona mais ou menos assim:

O Banco Central Europeu compra títulos de dívida pública (e também títulos de dívida privada) no mercado secundário em enormes quantidades. Compra a quem? A quem detém esses títulos neste momento. Bancos, fundos de pensões, fundos de investimento, em suma, os grandes tubarões, a que a esquerda chama os “porcos capitalistas”, “os mercados” ou “os especuladores”. Gajos que ganham dinheiro que tanto pode dar para a reforma da avózinha como tipos com iates  como o Louçã.

A primeira consequência do QE é um aumento dos lucros dos grandes capitalistas, que vendem com lucro ao BCE título que foram comprados a um preço inferior. Portanto, já temos aqui o dinheiro a chegar à economia. De seguida, estes tubarões, cheios de dinheiro, vão comprar outras coisas. Prioritariamente acções, ouro, obrigações de empresas. Os bancos vão pagar as dívidas que têm, reconhecer prejuízos até agora escondidos e, se sobrar algum, começam a emprestar mais barato, prioritariamente aos grandes clientes. O que vai fazer subir o rendimento dos tubarões medianos, aquilo que a esquerda designa como “os ricos”. E dado que estes ricos vão ter juros mais baixos, os seus lucros vão aumentar e/ou o valor do seu património vai aumentar.

E portanto, chegado a este ponto, e tudo isto leva tempo (na orem de  meses) os ricos ficaram mais ricos e os pobres estão na mesma. A esquerda diria que as desigualdades aumentaram. Dado que houve aumento do rendimento do capital e redução do endividamento das empresas, houve uma correspondente desvalorização do trabalho.  É esta desvalorização relativa, o valor do capital sobe e o valor do trabalhado mantém-se, que poderá levar a uma redução do desemprego (sem subida de salários, dado que a oferta de trabalhadores é cerca e 10% superior à oferta e empregos). Isto se chegarmos lá. Mais tarde ou mais cedo o BCE começará a reverter o QE e o processo inverte-se.

Portanto, o QE vai resultar? Claro que sim. Mas não é certo que seja para vocês. Pode no entanto ser para mim. Mantenho uma pequena carteira de acções para que o QE possa chegar à minha economia.

Mexam-se sondagens! Mexam-se!

23 Janeiro, 2015

Regionalização
Suspensão das taxas moderadoras
“Simpatia” por possível vitória do Syriza

O dinheiro não chega à economia real

23 Janeiro, 2015

Hoje, na TSF falava um senhor, com ar de especialista convidado (à hora do fórum). Segundo este especialista o Quantitative Easing do BCE teria um problema. O crédito vai chegar às PMEs competitivas, a maior parte exportadoras. Mas o problema é que muitas PMEs estão sobrendividadas e seria difícil que estas tivessem acesso a crédito gerado por esta medida do BCE. Seria então necessário um outro programa para fazer chegar o crédito às empresas endividadas, porque só assim elas poderiam beneficiar.

E foi isto. Crédito às empresas sobreendividadas.

Em que item da proibição cabe a imagem abaixo?

23 Janeiro, 2015

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Ontem não se podia representar o profeta. Agora não se pode representar a lapidação

23 Janeiro, 2015

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«Lapidada» é uma peça de teatro que conta a história de uma rapariga holandesa que casa com um muçulmano e vai viver para o Iémen. «Lapidada» ia estar três meses em cena. Agora está três dias. Vai ser representada muito discretamente no Festival de Avignon. Como se explica neste site francês que faz “informação por muçulmanos para muçulmanos” (leiam que é muito instrutivo ) «En réalité une telle pièce ne dénonce rien. Elle ne fait qu’endiguer une islamophobie de plus en plus prégnante sous couvert de protection de la femme. Quand l’islamophobie n’est pas véhiculée par l’extrême-droite, ce sont les bobos laïcards de gauche qui répandent leur haine de la religion et des musulmans.»

Pois é. Vamos ser todos muito subversivos. Vamos fazer muitas  caricaturas do Papa e da Merkel que não matam ninguém.

Syriza power

23 Janeiro, 2015

Penso que não conheço pessoa que não deseje a vitória do Syriza. Espero – muito sinceramente – que vença as eleições gregas com maioria absoluta e, desde já, peço desculpa aos gregos por isso.

Força aí, galera.

ainda bem que o merceeiro não estava lá

22 Janeiro, 2015
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Mais uma empresa portuguesa que assegura interesses estratégicos vitais, de que o estado português soube cuidar exemplarmente, como sempre faz. Graças a sensatas opções de gestão tomadas ao longo dos anos, nas quais o accionista estado se fez sempre representar, os interesses nacionais assegurados pela empresa ficaram hoje definitivamente consolidados. Se tivesse sido gerida pelo merceeiro do Porto, o resultado teria sido certamente outro.

um homem para a história

22 Janeiro, 2015
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Depois de anos a baixar artificialmente o preço do euro, sem que nada de essencial se tenha resolvido na moeda única e nas economias dos estados europeus, sobretudo daqueles que estão mais endividados, Mario Draghi e o BCE avançam para o estágio seguinte do disparate: vão fabricar dinheiro e injectá-lo em economias que continuam estruturalmente na mesma, sem terem procedido a reformas estruturais a sério que relançassem a produção e criassem riqueza. O objectivo é evidente: «estimular» a economia com folhas de papel impressas pelo BCE. Com isto, espera-se aumentar o consumo, dinamizar as empresas e fazer subir os preços, para evitar o «monstro» deflacionário, com uma inflação que será baixa e controlada a 2%, segundo afirmam as luminárias. Foi pena Draghi e os génios do BCE não se terem lembrado disto mais cedo. Afinal, o segredo da prosperidade e do bem-estar está em imprimir notas de banco, como sempre disse o Dr. Mário Soares.

Não há dúvida que Draghi ficará na história da Europa. Pelo mais do que provável estoiro que ela irá dar.

Ora aqui esta uma figura presidencial que não se cala perante o modo como funciona a justiça no seu país

22 Janeiro, 2015

Día 20/01/2015 – Cristina Kirchner apunta al suicidio como hipótesis de la muerte de Nisman

Día 22/01/2015 – Cristina Kirchner, convencida ahora de que la muerte Nisman «no fue suicidio

Whatever it takes

22 Janeiro, 2015

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Podemos ao menos evitar as crianças-póster?

22 Janeiro, 2015

É muito duvidoso que crianças a participarem nas marchas dos adultos seja “do supremo interesse da criança”. Devia vir na declaração universal dos direitos das crianças: “não serás usada como escudo”.


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Do crime público

22 Janeiro, 2015

Como é habitual, os jornais publicam detalhes do conflito doméstico entre Bárbara Guimarães e Manuel Maria Carrilho. Há quem diga que é um nojo, uma violação de privacidade. No entanto, há já algum tempo que deixou de haver privacidade nestas questões. Violência doméstica é crime público. Há processos a decorrer, parece que vai haver um julgamento, quer os próprios queiram ou não queiram. Estamos portanto perante um assunto público, com chancela parlamentar. Não era isso que queriam?

Com tanta notícia sobre escutas alguém sabe do paradeiro destas?

22 Janeiro, 2015

Seguro suspeita de escutas ilegais
PS tem “dúvidas fundadas” de que está a ser alvo de escutas

Desconformidades e desarmonias

22 Janeiro, 2015

Há ou não excesso de burocracia em Portugal? Em teoria há. Na prática, sempre que uma actividade começa a mexer e a desenvolver-se, descobre-se logo há caldo de facilitismo e excesso de arbitrariedade decisional. Há desconformidade de procedimentos e desarmonias várias. Falta uma comissão de controlo, um organismo disciplinador, um Manual de Procedimentos (em maiúsculas) e medidas de reforço do acompanhamento e escrutínio da actividade. A Margarida Corrêa de Aguiar consegue aqui explicar-nos porque nunca teremos menos burocracia.

Há aqui qualquer coisa que me escapa

22 Janeiro, 2015

O topless na página 3 do Sun é machismo.

O topless fora da página 3 do Sun é luta contra o machismo.

Foi só um acto de rotina que alguém filmou

21 Janeiro, 2015

A frase é de Paulo Pinto que no Jugular divulgou este video da execução de uma mulher no norte da Síria. De facto tão chocante quanto a execução em si mesma é o ar rotineiro, quase doméstico de tudo aquilo.

Discriminação

21 Janeiro, 2015

É Obama poder dizer isto em 2015 (ou seja sete anos depois de ter ganho uma candidatura presidencial a prometer o fecho de Guantanamo) sem que o mundo se ria: “É tempo de fechar Guantánamo

E pai nenhum?

21 Janeiro, 2015

Eles têm duas mães, mas a lei portuguesa só reconhece uma.