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Já tremem as pernas aos deputados do PS

20 Outubro, 2014

Dívida pública: PS não esclarece, para já só ouve

Homofóbicos e homofóbico-fóbicos

20 Outubro, 2014

A grande maioria dos pais espera que os seus filhos sejam heterossexuais. Não é uma questão de fobia, como os que se refugiam em reductio ad brutus pretendem passar: é uma questão óbvia de descendência e expectativa razoável de que, através de convencional relação heterossexual, os filhos lhes providenciarão a oportunidade de se tornarem avós biológicos. Isto antecede qualquer outra consideração de conflito e aceitação social, por muito chanfrado que seja o argumentador progressista que vos tente contrariar (normalmente insultando a vossa mãe). No entanto, ter filhos homossexuais tem as suas vantagens, como Jenny McCarthy pode atestar: para a radialista, um filho gay permite partilhar o prazer pelas compras ou o pragmatismo de penteados partilhados.

Há aqui um pequeno conflito de pontos de vista. O progressista permanentemente irado – característica excessivamente abundante em activistas para ser mera coincidência – já estaria pronto para disparar, graças à frase dos avós, pelo estereotipo de família dita convencional que, na sua imbecilidade, determinou ser o ponto deste post, não fosse a apresentação imediata de um exemplo de estereotipo ligeiramente mais aceitável, a do gay que gosta de compras e com tiques de cabeleireiro. No fundo, o problema não é o estereotipo e sim a levemente articulada bondade de quem o emite.

Progressivamente, a homofobia – termo cuja utilização disparou em 2011 – passa a dar lugar ao homofóbico-fóbico, a fobia em segundo grau que caracteriza pessoas com fobia a quem diagnosticaram taxativamente e solitariamente como homofóbicos. Qualquer um pode diagnosticar o que quiser, por isso tudo isto é normal: o progressista vive obcecado com o que ele próprio sente, que é tão-tão-tão importante em relação ao que os outros sentem que é mais que óbvio ser obrigação da sociedade aceitar as premissas de candura nas pretensões que pretende impor. É a essência do socialismo, seja moderno, seja o que for.

Tendência de busca de 'homophobic'.

Tendência de busca de ‘homophobic’.

A questão é muito mais simples: a grande maioria das pessoas é banal. Por isso mesmo, a grande maioria das pessoas nem se lembra de comentar o quão interessante seria ter um filho gay ou, cruzes, o quão um prontamente diagnosticado homofóbico devia ter um filho gay, como se a homossexualidade do filho servisse o propósito de punição para o pai.

Roger Ebert disse-o melhor a propósito de uma questão relacionada com o filme Brüno: I didn’t use the word “stereotype” in my review, and Brüno in my opinion is not a stereotype of any human being living or dead. Anyone who thinks he is “an average gay man” is a below-average average idiot.

Seria extremamente interessante que o progressista que se queixa de estereótipos começasse por deixar de estereotipar quem dele discorda. No entanto, a grande maioria dos progressistas é demasiado idiota para o compreender.

Problemas pragmáticos da identidade de género

20 Outubro, 2014

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não falta por onde

20 Outubro, 2014
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“Teremos sucessivamente mais dificuldades em conseguir poupanças adicionais”, Maria Luís Albuquerque, na apresentação do OE-2015.

Experimente começar por aqui.

secessão

19 Outubro, 2014
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A natureza autonómica do estado espanhol parece já não ser suficiente para manter a unidade nacional, se é que ela verdadeiramente existe, ou alguma vez existiu, em Espanha. Sendo que o grau dessa autonomia é muito variável, consoante as regiões pretendam uma maior ou menor ligação ao poder central, a Catalunha, que levou essa distância ao máximo permitido pela Constituição, continua insatisfeita e a manifestar-se esmagadoramente nas ruas, pedindo um referendo à secessão do estado espanhol. Há poucas semanas, a Escócia não se separou do Reino Unido por menos de dez pontos percentuais em relação ao não. Se os estados compostos da União Europeia se começarem a cindir, não há mecanismo previsto nem para os integrar, nem para os excluir. Este é o problema político que a Europa enfrentará nos próximos anos, e que de alguma forma corresponde ao fim do Estado-Nação, onde ele nasceu e provavelmente se esgotou. A insatisfação das pessoas pelo fracasso das políticas que os seus estados conduziram nas últimas décadas, a sensação de que algumas regiões vivem à custa de outras e a insatisfação generalizada com os governos centrais, são sentimentos que estão longe de serem distantes a estes acontecimentos. O modelo de organização política estadual, como o conhecemos nos últimos duzentos anos, poderá não durar muito mais, nos países que não forem capazes de o modificar a tempo.

E agora, Cavaco?

19 Outubro, 2014

Tema do meu artigo de hoje no Observador: Portugal estava viciado em jogadas e pedidos de demissão. A cada demissão parecia que se punha o contador a zeros. Tivemos demissões que nunca entendemos – lembram-se que fomos para eleições porque Sampaio achou que o governo de Santana estava descredibilizado após a saída do ministro do Desporto, Juventude e Reabilitação? Mais tarde houve quem achasse que Cavaco se devia demitir por causa do referendo aborto. Ou que deveria demitir Sócrates apesar de a Assembleia da República não se comprometer votando favoravelmente uma moção de censura. Agora os pedidos de demissão estão reduzidos ao folclore da CGTP que tal como o galo de Barcelos não se sabe ao certo para que serve mas dá interessantes separadores televisivos. Através do seu feroz institucionalismo Cavaco obrigou-nos a viver sob o regular funcionamento das instituições.

Um caso de vida real

19 Outubro, 2014

Este artigo é inspirado no “Our transgender child”, publicado na Salon em Setembro de 2014.

Na Primavera de 2009 acolhemos um lindo menino, o Pedro, o nosso primeiro filho do sexo masculino. Ou assim achávamos, na altura. Em Fevereiro de 2010, o Pedro emitiu, depois das primeiras palavras soltas, a primeira expressão perfeitamente inteligível: “tartaruga ninja”.

Ler mais…

Um galinheiro de 680 mil euros. Vazio.

19 Outubro, 2014

Um dia em Tarna nas Astúrias apareceu um urogalo.
O urogalo ao contrário do habitual nos urogalos era manso. Tornou-se uma mascote.
Um dia o urogalo apareceu morto. As autoridades fizeram três autópsias para descobrir quem matara o urogalo.
Um dia apareceram as máquinas. Derrubaram as antigas escolas e construíram a Casa do Urogalo.
Informavam as autoridades que se ia poder ver a vida dos urogalos mais as crias dos urogalos. Os urogalos a dormir. Os urogalos a comer.
Um dia os técnicos foram-se embora. A Casa do Urogalo estava terminada.
Custou 680 mil euros. Está completamente vazia. Sem luz. Nem urogalos.
Uma capoeira vazia.Em Tarna nunca mais apareceu um urogalo. No Inverno também só ficam quatro habitantes em Tarna.

A história da Casa do Urogallo Mansín está aqui. E para quem quiser usar as instalações aqui ficam fotos desta fantástica capoeira
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O pivot do socialismo

19 Outubro, 2014

Paulo Portas: “Se preferia a redução da sobretaxa em um por cento no próximo ano? Preferia!”

Paulo Portas a repetir o recurso estilístico que usou quando matou a TSU. TSU que foi substituida pela sobretaxa. Sobretaxa que ia ser substituída quando as medidas de reforma do Estado de  Paulo Portas começassem a dar frutos.

Olá, eu sou o João e sou perfeito na minha identidade

19 Outubro, 2014

Olá, eu sou o João.

Os meus pais acham perfeitamente normal que eu diga que sou diferente. Eles também acham que eu sou diferente e isso deixa-os bastante satisfeitos. Algumas pessoas dizem que não é adequado que eu me defina como diferente aos 9 anos mas os meus pais sempre gostaram da ideia de mostrarem o quão especial eu sou, algo que os faz particularmente especiais também, por conseguirem ter um filho tão canonicamente perfeito, algo que demonstra o quão perfeitos eles também são, se não até mais que eu.

Eu falo-vos de transgenderismo aos 9 anos porque eu pretendo desmistificar construções sociais da sociedade, percebem?

Isso e porque a imbecil da minha mãe começa a sentir remorsos por não me ter comprado o fato de princesa na Euro Disney.

Eu sofro muito quando vou ao Continente comprar a revista da Violeta. Quando a minha mãe me perguntou se podia contar a minha história, disse-lhe que sim. Eu, aos 9 anos, tenho uma capacidade de abstracção fantástica que me permite ter perfeita consciência da problemática dos outros miúdos da minha idade que querem ir para o ballet.

Eu sou mesmo perfeito e tenho tanta sorte em ter pais tão compreensivos e sensíveis para esta problemática.

agora queixam-se

18 Outubro, 2014
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Segundo o Expresso desta semana, Pedro Passos Coelho terá dito que “sem o PS, mais não e possível”, querendo com isto dizer que as reformas de que o país precisa só se podem fazer num entendimento de regime entre os seus dois principais partidos.

Nesta altura do campeonato, isso é verdade, e já aqui o tínhamos escrito. No entanto, isso é verdade apenas nesta altura, mas não tinha de o ser. De facto, se o governo tivesse entrado na legislatura a fazer aquilo que tentou iniciar dois anos depois, não havia PS, Tribunal Constitucional ou sindicatos que se lhe opusessem, e hoje boa parte das reformas de que o país carece estariam feitas. Infelizmente, perdeu quase dois anos a resolver problemas de tesouraria, em vez de tapar o rombo do cofre, e quando se preparava para ir ao essencial já era tarde. Foi, de resto, por isso mesmo que Victor Gaspar se demitiu.

Quanto ao PS ir para o governo, também isso deveria ter sucedido nesta legislatura, se não lhe atribuindo ministérios, pelo menos obrigando os seus anteriores responsáveis a prestarem contas do que tinham feito na legislatura anterior. É isso, aliás, que se faz em qualquer empresa em estado falencial iminente, quando uma administração substitui aquela que a arruinou: exige a quem lá esteve que acompanhe a análise das contas, que preste as explicações e justificações que forem necessárias, que ajude a descobrir os buracos que abriu para que sejam reparados o mais depressa possível.

Uma das condições que a troika devia ter imposto antes da assinatura do memorando e de ter começado a mandar para cá massa, era que o primeiro-ministro e o ministro das finanças cessantes, estes pelo menos, ficassem ao dispor da nova administração do país e dos seus credores para lhes explicarem o que fosse necessário. Em vez disso, deixaram-nos ir de férias, fazer mestrados em França e dar aulas na Universidade, e também não fizeram imediatamente o que tinha que ser feito. Agora queixam-se, mas já vai tarde.

Dever ser problema meu mas não percebo o que apurou o PÚBLICO além da evidente vontade da sua redacção de ajudar António Costa a balizar-se

18 Outubro, 2014

«A intenção dos socialistas era marcar o ponto no dia do debate da Petição sobre o Manifesto dos 74, agendando para quarta-feira, que defende a reestruturação da dívida pública.

Ao que o PÚBLICO apurou, o principal partido da oposição pretendia evitar recorrer às expressões “renegociação” ou “reestruturação” no seu documento. A intenção era não deixar sem resposta o apelo de debate feito pelos signatários da petição. E, assim, o grupo parlamentar socialista ponderava avançar com um processo parlamentar de audição pública que levasse à Assembleia personalidades e especialistas na matéria, capazes de apresentar “soluções responsáveis e exequíveis”. Portanto, ao mesmo tempo que rejeitava a política de austeridade do actual Governo, baliza os seus limites.

O novo PS, que resulta da vitória de António Costa nas primárias, não parece disponível para propostas mais radicais, como o a defesa unilateral de um hair-cut aos valores da dívida ou a saída do euro. Ao que o PÚBLICO apurou, o texto em preparação insiste numa resposta à escala europeia, avisando que o PS continua a acreditar no projecto europeu “em todas as suas dimensões”.

Uma posição cautelosa que reflecte a forma como o futuro secretário-geral do PS tem lidado com o tema desde que avançou para as primárias socialistas.»

A regra mutante

18 Outubro, 2014

Anda tudo deliciado a ler as transcrições das gravações do BES. Curiosamente ninguém se interroga sobre a legalidade dessas gravações. Se valem ou não como meio de prova. Se este tipo de transcrições são lícitas deixou de ser discutido. Interessante.

Mas esperava outra coisa?

18 Outubro, 2014

Diz Vital Moreira:

Francamente, não sei que interesse tem o PS, a um ano de voltar ao governo (tudo o indica), em alimentar o debate sobre a chamada reestruturação/renegociação da dívida pública, que não leva a nada e que só pode criar falsas expetativas e as consequentes frustrações.

Professor, não é óbvio que muita conversa sobre o inexequível é a melhor forma de evitar falar sobre o exequível?

A reestruturação da dívida pública não é para ser colocada na agenda política — o que só pode criar nervosismo nos investidores e fazer subir os custos de financiamento — mas sim para se fazer discretamente, quando houver condições para isso, quer pela substituição da dívida com juros elevados por outra com juros mais baixos (como estão agora), quer para renegociar com os credores institucionais (FMI, e BCE) a maturidade e os juros.

Porém, essa saudável opção, que levaria ao reconhecimento de obra feita pelo actual governo, não origina eco na comunicação social e, principalmente, não serve para arregimentar os soldados descartáveis para a campanha eleitoral. O professor parece interessado numa campanha orientada para a governação, como se isso desse votos, essa coisa tão desprovida de mediatismo que é o sentido de responsabilidade.

o bom povo português

17 Outubro, 2014
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Parece que está próximo de dar nova maioria absoluta ao Partido Socialista de António Costa, repetindo a mesma façanha de há uns anos, com José Sócrates, que tão felizes resultados nos trouxe. O fenómeno não seria inteiramente incompreensível, tendo em consideração os últimos anos de sacrifícios impostos pelo governo do PSD/CDS e a reacção natural do eleitorado aos mesmos. Só há uma coisa que não se entende: o que disse, até agora, António Costa, que leve a tamanho entusiasmo pelo personagem? Desde logo, o que garante que ele possa fazer melhor do que aquilo que tivémos nos últimos três anos? Quem souber, responda, porque, até agora e desde que ganhou as primárias do PS, só o ouvi falar sobre as cheias de Lisboa.

be careful what you wish for

17 Outubro, 2014
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Há oito anos, na sequência da OPA lançada pela SONAE à PT, os trabalhadores da empresa, representados pelos sindicatos, manifestavam-se violentamente contra as pretensões de Belmiro de Azevedo, a quem chamavam, com fina ironia e desprezo aristocrático, “o tubarão das mercearias”. Oito anos depois, os trabalhadores e os sindicatos da mesma empresa, entretanto confiada a outro género de peixes de águas mais profundas e a vorazes animais de rapina, estão muto apreensivos com a possibilidade da sua empresa ser “vendida a retalho pela Oi”. É engraçado e muito divertido ver esta gente queixar-se dos resultados daquilo que eles mesmos quiseram há oito anos, sem perceberem sequer que foram eles os principais responsáveis por aquilo que lhes sucedeu. A não ser, claro, que os trabalhadores e os sindicatos dessa altura fossem outros.

o exterminador implacável

17 Outubro, 2014
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Se, a acreditar na sinceridade das palavras do senhor ministro Moreira da Silva, o objectivo da nova taxa lançada sobre os sacos de plástico não é a receita fiscal, mas a redução do número desses perigosos terroristas ambientais até à sua quase extinção (dos actuais 466 sacos anuais per capita até 36 em 2016), então, é de concluir, pelas mesmas razões, que as taxas lançadas na mesma reforma verde sobre os automóveis visam também acabar com estes nocivos meios de transporte?

a ler e a seguir

17 Outubro, 2014
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“O Liberal”: Miguel Angel Belloso, no Diário de Notícias. Parabéns ao jornal e ao seu novo Director.

2014, Outubro; Europa, Portugal

17 Outubro, 2014

obama-portugues

Quando António Costa venceu a corrida à liderança do Partido Socialista, rapidamente se fez referência na imprensa estrangeira à ascensão do ‘Gandhi de Lisboa’, bem como comparações entre Costa e Obama, o líder norte-americano, falando-se na possibilidade de, pela primeira vez, poder haver uma mudança de mentalidades com a eleição de um primeiro-ministro proveniente de uma minoria étnica.

Porém, acredita o psicólogo Jorge Vala que as origens de António Costa tanto o podem beneficiar como podem ser um entrave, isto dependendo dos que o considerem indiano ou dos que o vejam como negro. — Notícias ao minuto

Os pobrólogos

17 Outubro, 2014

Henrique Pinto, ex-presidente da CAIS e actualmente presidente da associação «IMPOSSIBLE – Passionate Happenings» resolveu propror a criminalização da pobreza. As redacções rejubilaram. Há lá coisa mais bonita que criminalizar a pobreza? É que com a criminalização da pobreza a pobreza acabava logo. Está-se mesmo a  ver!

A TVI24 deu grande destaque à proposta de Henrique Pinto e por via disso chegámos à Tânia (nome fictício).
Segundo a TVI a Tânia “carrega o peso de 56 anos de uma vida de pobreza. A maior parte dela passada na rua, na prostituição, «um caminho», como lhe chama, que trouxe consigo o HIV. Vive, ou sobrevive, com o apoio social de uma instituição, com 178 euros do rendimento mínimo e um subsídio de 180 euros da Santa Casa da Misericórdia. Gosta muito do quarto que alugou e para o qual paga de renda 290 euros. Feitas as contas, tem 72 euros por mês e pergunta: «Como é possível viver assim? A resposta, difícil, que obriga a refletir, fica para depois »

Portanto Tânia (nome fictício) recebe em apoios sociais 358 euros. Além do tratamento do HIV que aqui não é referido mas que acrescenta muitos zeros a este valor. Mas na concepção de Henrique Pinto o estado devia dar mais. Não se percebe porquê. Devia, pronto.

Esta sexta-feira, vidas como a de Tânia dão o mote ao Movimento Pobreza Ilegal, que pretende responsabilizar os políticos pelas decisões que tornam os pobres mais pobres e vigiar as instituições que não os estão a ajudar como deviam. «O Estado vai gastando no que não é urgente, mas há uma total indiferença para quem está mal. Se há dinheiro para tapar buracos dos bancos, os Governos têm de dar à população os mínimos de qualidade de vida e, se não dão, devem ser responsabilizados por isso», explicou à TVI24 Henrique Pinto, ex-presidente da CAIS e agora responsável pela associação «IMPOSSIBLE – Passionate Happenings», que organiza esta sexta-feira uma conferência sobre «Pobreza e Desigualdade».

E quem dá o dinheiro aos Governos? Porque terão os contribuintes portugueses de dar ainda mais dinheiro à Tânia? E já agora seria à Tânia ou às associações?

A conferência chegou a ter como convidados vários nomes ligados à sociedade e à política, mas, segundo fonte da organização, houve bastante «resistência» ao tema da criminalização da pobreza. «Os partidos à direita estão naturalmente mais fechados, mas arrepia-me que os partidos à esquerda, defensores da causa, fiquem estranhos quando ouvem falar da pobreza criminalizada. Enquanto ela for legal, seremos tolerantes e indiferentes», lamentou Henrique Pinto.

Aqui o Henrique já está arrepiado. Para desarrepiar gostava de ver nas cadeias sabe-se lá quem que fosse acusado por não acabar com a pobreza. A concepção política do Henrique sobre a  direita e a esquerda são comoventes. Só não percebo que causa defende a esquerda no pensar do Henrique.

Crianças são as mais afetadas pelo aumento da pobreza. Para «obrigar o Parlamento a ter que debater esta ideia», a associação vai pedir uma reunião com todos os partidos e lançar uma petição online. Enquanto isso, Tânia continuará a ir à psicóloga da instituição, onde tenta «aceitar o passado e reduzir o tabaco». É esse o seu vício. Chegou a ir à consulta anti-tabágica, mas não conseguiu seguir em frente. «Deixar de fumar não era bom para mim. Faço cigarros para conseguir aguentar», desabafa.

Portanto a Tânia fuma. Terão os contribuintes de pagar o tabaco da Tânia? Parece-me perfeitamente natural que a Tânia fume. Mas já me custa a aceitar como tão natural que se tente culpabiizar o contribuinte por não pagar mais tabaco à Tânia.

Tânia tem um diagnóstico de osteopenia, precursora da osteoporose. É a mesma instituição que a ajuda com os medicamentos. A família não pode, devido a problemas financeiros e de saúde. Tânia quer, mas não pode trabalhar. Tentou receber uma pensão de invalidez, que não lhe foi atribuída. Com o 8º ano, faz umas formações «que aparecem» e ganha «alguns trocos» que dão para viver: «Não digo bem, mas melhor».

Quem paga/dá os medicamentos à instituição? Já agora o Henrique também quer criminalizar a família da Tânia? É que problemas financeiros e de saúde podem ser invocados pela maioria esmagadora das famílias. Aquelas que tomam conta das suas ‘Tânias’ e as outras. E aqui chegamos a outro ponto da questão: a Tânia quererá trabalhar mas não pode. Não se sabe porquê mas não pode. Mas note-se recebe dinheiro por formações. Já agora as formações são pagas por quem? E são formações em quê? Assim contas por alto a Tânia recebe apoios sociais 358 euros; tratamento do HIV; tratamento da osteopenia; consulta de psicologia e dinheiro por formações. Para um Estado que dá pouco…

O apoio que recebe de uma instituição social não é suficiente para tirar Tânia da pobreza. «Há pessoas que estão 10 anos numa organização e entram pobres e saem pobres. Queremos que as organizações ajudem mais. Há recursos, há dinheiro, que não estão a servir para apoiar as pessoas», denunciou Henrique Pinto.

Mas tirar pessoas da pobreza é dar-lhes dinheiro para que não sejam pobres? Ainda um dia se fará o balanço do papel que ideias como as propaladas por este senhor tiveram na manutenção na pobreza das pessoas que pretenderam ajudar. De tudo isto só me resta uma certeza: em cima da sua desgraçada vida as ‘tânias’ ainda têm de justificar o mundo dos pobrólogos, uma gente que vive de lamentar a pobreza e culpar os outros.

E o que era ser pobre em 1974?

17 Outubro, 2014

Portugal com mais pobres do que em 1974
No dia em que os títulos forem tributados está resolvido o problema do deficit

já desconfiávamos

16 Outubro, 2014
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E a Dra. Ferreira Leite confirmou: “descer impostos é inconstitucional”.

verde

16 Outubro, 2014
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robin-hood

0,1€

16 Outubro, 2014

Matem-nos a todos, Deus escolherá os seus

16 Outubro, 2014

A 4 de Outubro o Público noticiava: Costa já decidiu: PS vai votar contra Orçamento

Portanto, há 2 semanas que a decisão estava tomada, só faltava a justificação. Arranjaram várias, todas contraditórias entre si e com o que o PS defendeu a semana passada sobre impostos.

São os défices e as dívidas, estúpidos!!! (VI)

16 Outubro, 2014
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Merkel deixa aviso: “Todos os países devem respeitar as regras do Tratado Orçamental”

Estamos a assistir a um sell-off nas bolsas europeias, que ameaçam “crashar”; o petróleo desliza de forma acelerada e coloca os países produtores, que já gastaram por conta, a fazerem contas aos défices colossais que se anunciam; as taxas de juro trepam na vertical, para já só na Grécia, muito em breve em Itália, França e… Portugal; novos downgrades não tardarão, seguidos do habitual clamor contra as agências de rating.

Tudo isto após taxas de juro perto de zero (por vezes negativas) e biliões injectados pelo FED e pelo BCE para “estimular” as economias, que se mantêm irritantemente “murchas”.

A Ângela anda há vários anos a pregar no deserto, clamando por uma maior proactividade com vista ao equilíbrio orçamental. Vamos ter de assistir a novas restrições de financiamento, desta vez a atingirem também grandes países, para que Hollande e Renzi se decidam a cortes efectivos na despesa e deixem de esperar cândidamente pela almofada do crescimento, cada vez mais uma ficção. A obesidade do estado social e uma população crescentemente envelhecida explicam-na. Costa será forçosamente um diligente discípulo do novo “rigor” que se anuncia.

Preparem-se pois para uma longa década de estagnação e para cortes a doer e definitivos no estado social. A bem do crescimento, do qual só beneficiarão os nossos netos. Os nossos filhos serão bem menos egoístas que as gerações anteriores, terão sempre presente a solidariedade inter-geracional.

Como criticar o orçamento de Estado

16 Outubro, 2014

O aumento da despesa é insuficiente para gerar crescimento, o qual poderia aumentar a arrecadação de impostos, resolvendo o problema da consolidação das contas públicas. Mas o governo preferiu manter a austeridade, subserviente à troika. Os objectivos no défice não são atingidos, o que pode ser explicado por o governo, devido à proximidade das eleições, ter abdicado de cortar na despesa. Em vez disso optou por aumentar ainda mais os impostos, como prova o aumento da arrecadação fiscal. Os cortes na educação são próprios de um governo que quer destruir o nosso futuro, o que prova que a austeridade mata. A opção por não cumprir o défice é um sinal de eleitoralismo, mas já estamos habituados a que os governos se tornem irresponsáveis em ano de eleições. Os juros da dívida já estão em alta.

As FAQs que importam: OE2015

16 Outubro, 2014
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O que vai mudar no orçamento para 2015?
Você continuará a pagar menos do que os serviços custam.

Não, a sério, o que vai mudar para mim no orçamento de 2015?
Vai ter muitas oportunidades para protestar por pagar demais por ter tantos serviços que custam mais do que o que você paga para eles.

Estão a matar a escola/saúde/televisão/transportes/investigação/ciência/batata/pensões público(a), não estão?
Não parece. Continuam a custar mais do que o que você paga por isso tudo.

Está a gozar? Leu o orçamento?
Estou na média dos comentadores em relação a esse assunto.

A austeridade acabou?
Só quando chegar o doutor Costa e o plantel da época 1995–2002 combinado com o plantel 2005–2011: aí passa a chamar-se “rigor”.

O “rigor” vai doer menos que isto, não vai?
Nem por isso. Mas não pense nisso agora.

A austeridade é ideológica, que eu sei.
A Terra gira à volta do Sol. Aceite isso.

Uma efeméride histórica

16 Outubro, 2014

Estamos a semanas da comemoração da vitória de Obama sobre McCain em 2008. Esperemos que o medo do ébola não impeça os festejos adequados  pelo fecho de Guantanamo.

a subsidiariedade não os intimida

15 Outubro, 2014
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Nos Açores e na Madeira, ao invés do que sucedeu no Continente, as aulas nas escolas públicas começaram sem problemas, com os professores nas salas de aula, logo na primeira semana do calendário escolar. Perante semelhante prodígio, coisa nunca vista e de pasmar, a intelligentsia do Ministério da Educação irá certamente estudar o facto, reunindo as comissões de especialistas e elaborando os estudos que forem necessárias. O fenómeno tem uma explicação todavia muito simples: as escolas dos Açores e da Madeira funcionam bem porque mantêm uma enorme e saudável distância em relação ao dito ministério, O que permite concluir que quanto maior for essa distância, melhor funcionam as escolas. A conclusão poderá chocar as eminências do MEC, mas nada que certamente os faça perder o sono. A subsidiariedade não os intimida.

uma proposta

15 Outubro, 2014
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Dirigida a todos os partidos do regime com hipótese de chegarem ao governo, mas especialmente dedicada ao partido do Dr. Costa.

Nas próximas eleições legislativas de 2015, em vez de apresentarrem ao eleitorado os tradicionais programas de governo e declarações de princípios, papelada com patuá mais do que gasto e a quem já ninguém liga nenhuma, que tal avançarem com propostas orçamentais pormenorizadas para, pelo menos, 2016 e 2017, considerando as contas conhecidas (e auditadas pelos serviços da troika) do estado e as políticas de cada partido? Ficaríamos, assim, a saber, antes de eleições, com o que poderemos contar depois.

Esperamos para ver.

Nacionalização da banca, saída do euro, renegociação da dívida

15 Outubro, 2014

legacies

Neste momento está o PCP a erguer uma estátua na Assembleia da República ao título deste post.

Adenda: Projecto de resolução nº 1120/XII/4a

O que não tem remédio, remediado está

15 Outubro, 2014

Lisboa, 9 Outubro de 2016

António Costa: Não existe solução para a austeridade portuguesa

“O plano de resgate não faz desaparecer estas situações. A solução não existe”, afirmou hoje o primeiro-ministro, à entrada para o debate bi-anual, quando questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade de ocorrência de aumento de impostos e diminuição de salários da função pública.

“Temos de ter consciência de que estamos sempre sujeitos a situações financeiras anómalas e, perante situações governativas anómalas, as consequências são anómalas”, acrescentou o primeiro-ministro.

Por exemplo, no caso de um plano de solidariedade europeu, “os países que têm dinheiro e equilíbrio orçamental com as contas controladas serão sempre mais fortes do que nós”, indicou.

Na sua intervenção no debate bi-anual sobre o estado do país, que decorre esta tarde na assembleia da república, o primeiro-ministro anunciou que vai propor, na próxima reunião do executivo, a “constituição de uma equipa de missão com a incumbência específica de dar execução pelo governo ao plano geral de rigor e preparar a indispensável candidatura do seu financiamento, através do Fundo de Coesão”.

Eurus

15 Outubro, 2014

Belgrado, 14 de Outubro de 2014

Um drone sobre o relvado do Estádio Partizan esvoaçando a bandeira da Grande Albânia causou o choque entre jogadores sérvios e albaneses. Após uma ou outra cadeira e uma ou outra costela partida, o jogo foi interrompido.

O irmão do primeiro-ministro albanês foi detido, acusado de ser responsável pelo drone.

A Sérvia é candidata para adesão à UE desde Março de 2012 e a Albânia é candidata desde Junho de 2014. O jogo estava empatado ao momento da interrupção.

Mais informação: Telegraph, Guardian

Cheias 2 – 0 Ébola

14 Outubro, 2014

Podemos fazer de conta

14 Outubro, 2014

que o presidente da CML é o Santana? O presidente da CML não tem culpa que chova? Isso não é necessariamente verdade mediatica e politicamente falando.

PEC QED

14 Outubro, 2014

Como tinha previsto, o Prós e Contras de ontem serviu um propósito fundamental para o país, demonstrando como cérebros brilhantes como os do Doutor Pedro Lains e do Doutor Viriato Soromenho-Marques não podem sofrer cortes no financiamento à investigação sob risco de se matar a verdadeira ciência holística de Portugal.

Portugal tem impostos a mais?

13 Outubro, 2014

É comum dizer-se que em Portugal existem impostos a mais. No entanto essa alegação é bastante dúbia, uma vez que haver algo a mais requer que se especifique em relação a quê. Vamos por partes:

Portugal tem impostos a mais em relação à despesa do Estado?

Não. A despesa pública é 10% superior às receitas. Para cobrir as actuais despesas, o Estado teria que cobrar mais 6 a 8 mil milhões de euros por ano em impostos.

Portugal tem impostos a mais ao ponto de estes penalizarem o consume interno?

Não. Implícito na pergunta está a ideia de que os impostos penalizam as empresas portuguesas porque penalizam os consumidores dos produtos que elas vendem. Acontece que o consumo interno está empolado pela despesa do Estado, o que gera pressão sobre a balança externa e sobre o endividamento externo. Portanto, o balanço entre o que o Estado tira via impostos e injecta na economia via pagamentos é favorável ao consumo interno. Para o efeito do Estado no consumo interno ser neutro, como devia, os impostos teriam que ser maiores.

Portugal tem impostos a mais em comparação com os que vai ter no futuro?

Não. É evidente que com défices de 5% e dívidas de 130%, os impostos terão que aumentar no futuro.

Portugal tem impostos a mais em comparação com a dívida pública?

Não. Impostos actuais são insuficientes para pagar a dívida pública.

Portugal tem impostos a mais em comparação com o que o Tribunal Constitucional recomenda?

Não. O TC recomenda mais impostos e exige menos cortes.

Portugal tem impostos a mais em comparação com o que os portugueses gostariam que o Estado gastasse?

Não. Os portugueses gostariam que o Estado gastasse muito mais do que gasta agora, logo Portugal precisa de impostos mais altos para satisfazer os portugueses.

Portugal tem impostos a mais em comparação com o que o valor dos serviços prestados pelo Estado?

Sim, tem. Os mesmos serviços comprados ao sector privado sairiam melhores e mais baratos que os impostos que são pagos.

Portugal tem impostos a mais em comparação com as condições que cria para a actividade económica?

Sim, tem.

Portugal tem impostos a mais em comparação com os seus concorrentes directos na UE?

Sim, tem. Polónia, Checa, Hungria, Eslováquia e Bálticos têm todos impostos mais baixos.

Portugal tem impostos a mais em comparação com os que seriam necessários para atrair capital estrangeiro?

Sim, óbvio.

Portugal tem impostos a mais ao ponto de impedirem as empresas portuguesas de acumular capital?

Sim.

Portugal tem impostos a mais para a maioria da população?

Não. A maioria da população não paga IRS.

Portugal tem impostos a mais para os funcionários públicos?

Não. Parte da distorção fiscal em Portugal foi criada para compensar a excessiva massa salarial do Estado. Enquanto não for possível cortar essa massa salarial os impostos sobre esses salários não são a mais.

Portugal tem impostos a mais em relação à Segurança Social que oferece?

Não. Impostos são insuficientes para assegurar os compromissos da Segurança Social.

Portugal tem impostos a mais em relação ao SNS que tem?

Não. Envelhecimento da população garante que serão necessários mais impostos para manter os actuais serviços de SNS.

Portugal tem impostos acima daqueles que maximizam a receita fiscal?

Não. Aumento continuo da receita fiscal mostra que continuamos à esquerda da curva de Laffer.

Portugal tem impostos a mais em comparação com a despesa que o Paulo Portas gostaria que existisse?

Não. Paulo Portas durante estes 3 anos defendeu sempre mais despesa que a actual, logo mais impostos.

Portugal tem impostos a mais em comparação com a despesa pública após eliminação de X (em que X pode ser institutos, PPPs, RTP, fundações etc)?

Não, excepto se X for massa salarial da FP e pensões num valor total de 8 mil milhões de euros.

Prós e Contras (a não perder, evidentemente)

13 Outubro, 2014

Intitulada “o terramoto no Grupo Espírito Santo”, a edição de hoje do maior debate da televisão portuguesa – se por maior se entende a Fátima Campos Ferreira, se por televisão se entende RTP e se por debate se entende a repetição de chavões sobre paradigmas sempre e irremediavelmente novos – tem todos os ingredientes para se tornar numa peça clássica sobre a Lusitânia existencialista. De um lado, de acordo com o formato do programa, estarão os que defendem o terramoto no BES, do outro os que o condenam. Algures na audiência estará o senhor louco, a hippie que fala alto, o empreendedor, a das comparações estapafúrdias, o investigador em desigualdade, o sociólogo que domina micro-crédito e o crescimento da fome com o afastamento do PS no governo, o bardo e o permanentemente indignado. Um destes também é autarca. Em casa estará a grande maioria de eleitores que irão no paradigma do Costa, os incrédulos que não percebem que na realidade nunca perceberam nada de nada. Abençoados sejam.

Mobilizar Portugal

13 Outubro, 2014

Murteira Nabo defende que Estado deve mobilizar empresários para comprar a PT. Sugiro que uma delegação constituída por Murteira Nabo, Zeinal Bava, José Sócrates, Granadeiro, Rui Pedro Soares, Luís Nazaré, Ricardo Salgado e outros notáveis se dirija à casa do Engº Belmiro de Azevedo em Marco de Canavezes e lhe peça, de joelhos e de corda ao pescoço, para comprar a Portugal Telecom.