Protocolo de Manchester

Armando chega ao hospital com fraqueza, dores musculares, dores de cabeça, inflamação na garganta, eventualmente diarreia e vómitos. A enfermeira Florbela atende-o na triagem. Mede-lhe a temperatura, a tensão arterial, um trinta-e-três à garganta; pergunta-lhe o que sente, desde quando, se é diferente do que já sentiu antes, de onde veio… LIBÉRIA???? (a enfermeira Florbela é bastante redundante com a pontuação).
Armando é o próximo caso noticioso de possível ébola no Hospital de São João, que parece estar determinado em ter o primeiro caso da doença em Portugal, nem que para isso tenha que importar trabalhadores para as obras na Serra Leoa.
Os médicos sempre olharam de soslaio para o protocolo de Manchester e a sua triagem feita por enfermeiros. A enfermeira Florbela poderá estar contaminada com ébola. Confirma-se: a enfermeira Florbela está contaminada com ébola. Primeiro passo é matar o cão da enfermeira Florbela.
Bastonário da Ordem dos Médicos escreve artigo de opinião e aparece no Prós e Contras: o protocolo de Manchester e a triagem por enfermeiros é excelente.
em nome da alternância democrática
Marina Silva fez o que lhe competia fazer e da forma mais correcta possível: declarou o seu apoio a Aécio Neves, em nome do princípio da alternância democrática, sem o qual a democracia será sempre uma mera falácia. Na verdade, se alguma coisa provaram os doze anos de poder pêtista, é que, como afirmava Lord Acton, “todo o poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente”. Se, ao contrário do que as sondagens começam a indicar, o PT conseguir somar mais quatro aos doze anos de governo federal que já leva, o Brasil, que é um dos mais admiráveis países do mundo, ficará um sítio difícil de frequentar. É hora de arrumar com a “presidenta”, o “Lulinha-paz-e-amor”, os mensaleiros, os sanguessugas da Petrobras, do BNDES, os apoiantes de Cháves, Maduro e de Fidel, os importadores de mão de obra médica escrava de Cuba, etc.. Em Portugal, gente intelectualmente desonesta como Boaventura Sousa Santos insiste em negar a evidência da corrupção putrefacta do pêtismo, enlameando todos quantos os que querem uma renovação democrática no Brasil. Para o eminente sociólogo-da-trêta, Marina Silva era um “instrumento” que a “direita” estava a usar para “voltar ao poder”. Como se, em democracia, a direita suceder a um governo de esquerda com doze anos fosse coisa preocupante e contra-natura. Um grande democrata, este Boaventura. Esperemos que, daqui por duas semanas, o povo brasileiro lhes dê, a todos, a merecida resposta.
Personificações
Digamos que já não seria mau se estes humanos tivessem conseguido provocar uma onda de simpatia similar à gerada pela cadela de Teresa Romero, a auxiliar de enfermagem espanhola contaminada com ébola. Excalibur, assim se chamava a cadela, foi abatida por ordem das autoridades sanitárias, pois poderia ter contraído ébola. No passado sábado foram convocadas manifestações em 24 localidades de Espanha para mostrar indignação pelo destino de Excalibur. A operação de retirada da cadela da casa onde se encontrava transformou-se num circo, com os manifestantes tentando por vários meios que o animal não fosse levado. – A relação que mantemos com os animais, e sobretudo a relação que o mundo mediático mantém com os animais, é cada vez mais de sofá. Sofá no sentido urbano mas também psicanalítico do termo.
Requalificar a Circunvalação
Como requalificar a Circunvalação?
- Deixar de ser “linha de fronteira” e passar a ser “cordão irradiador de urbanidade”;
- Mais amiga das bicicletas;
- Mais amiga dos peões;
- Mais amiga dos transportes públicos;
- Criação “de um verdadeiro interface intermodal metropolitano”;
- Aproximar a uma “alameda de parque”;
- Reduzir faixas de rodagem -> (são duas, passa a uma);
- Manter as corridas do Circuito da Boavista;
- Medidas de “acalmia de tráfego motorizado”;
- Margens “dedicadas à circulação pedonal e de bicicleta”;
- Rotunda para bicicletas no Freixo -> (inclinação 30% para Campanhã);
- Redução de velocidade de circulação automóvel -> (é 50 km/h);
Afinal, quem realizou a descolonização?
A resposta a esta pergunta é simples: ninguém. No início a descolonização foi vista como a página dourada onde homens como Spínola, Soares e Almeida Santos sonhavam inscrever no topo o seu nome. Depois tornou-se no facto cuja autoria ninguém reivindica e cuja responsabilidade todos enjeitam. E contudo desde os primeiros momentos que estavam reunidos os elementos para que a descolonização fosse uma tragédia mais que anunciada. – Tema de um artigo que publico hoje no Observador.
O que foi feito ao valor da Portugal Telecom?
Como resposta à OPA da Sonae, a administração da Portugal Telecom prometeu remunerar os accionistas em cerca de 6.2 mil milhões de euros entre 2006-2009. O pacote de remuneração proposto pela PT era o seguinte:
- Um programa de aquisição de acções próprias de 16,5% do capital social da PT até ao valor de €11,50 por acção da PT, equivalente a um retorno accionista de €2,1 mil milhões
- Distribuição das acções da PTM aos accionistas da PT, equivalente a €2,0 mil milhões de distribuição de valor
- Compromisso de um dividendo anual por acção até 2009 de 57,50 cêntimos de euro após o término da compra de acções próprias
Este pacote correspondia a €5,6 por acção, cerca de metade do valor oferecido pela Sonae. Esta remuneração extraordinária dos accionistas correspondeu à descapitalização de metade da empresa.
Com a venda da Vivo, a PT voltou a uma política de distribuição extraordinária de dividendos que entre 2010 e 1012 acumularam 3 euros por acção. Da avaliação original feita pela Sonae de 11.5 euros por acção, 8.5 euros foram distribuídos aos accionistas da PT.
Em conclusão, 70% do valor máximo possível da Portugal Telecom em 2006 desapareceu por decisão consciente e deliberada dos accionistas que aprovaram e beneficiaram durante 8 anos de uma política de descapitalização da empresa.
PS-Esta história é muito parecida com a história do porco,
Deixemo-nos de hipocrisias: salvar os habitantes de Kobani não era militatmente difícil. Simplesmente anos de manifestações a “favor da paz”, horas e horas de pregação mediática em que se fez equivaler amor à paz a não intervenção… transformaram-nos em espectadores de massacres. Para salvar Kobani são necessários homens a combater em terra, esses homens necessariamente teriam de matar e morrer. Às vezes fariam o que não deviam. As opiniões públicas ocidentais estariam preparadas para isso? Quantos dias demorariam a estar na rua as primeiras manifestações de alegados pacifistas? Quantos dias seriam necessários para que as mães dos jihadistas andassem por essa Europa fora falando de paz acolitadas por vários activistas? Os homens e mulheres de Kobani vão morrer porque o Ocidente é uma civilização em declínio. E como tal começa a beber-se por aqui o fel de vergonha. Mas daqui a uns meses nem Kobani já impressionará. As pessoas habituam-se a tudo. Ver pela televisão a violência no mundo que nos rodeia vai ser o reality show dos próximos anos.
O delegado de turma
O ângulo é propício, a conjunção da elevação com a distância também; parece que é desta que o petiz consegue a proeza indutora de delírio que consiste na vitória do fugaz sobre a necessidade permanente que daí surgirá: é desta que vê as cuequinhas da menina.
Sondagens fresquinhas, adaptadas ao grau de desenvolvimento emocional do bando de pardais à solta, e parece ser agora, com o Marajá dos Sugos, que se consegue a proeza de derrotar o Arruaceiro, o que tantas grandoladas gerou, apesar de agora nem por isso, que a miudagem não é parva para sempre, só quando estão sozinhos, sem a presença das gajas que, pateticamente e em vão, procuram impressionar.
Não é grande vitória, pois não? Uns pontecos acima da coligação governamental, uma mera satisfação pela eleição do delegado de turma parecer falhar ao Arruaceiro, nem que para isso seja necessário engolir em seco pelo efeito messiânico só se verificar entre crentes, os que juram a pés juntos que nunca se desiludirão, tudo antes de negarem, até ao fim do dia, o nome da rosa por três vezes sem desprimor para o derradeiro distribuidor de cadeiras.
Entretanto, o Gordo e o Pigmeu, cientes que qualquer migalha é necessária ao Marajá dos Sugos, passam a ser tratados como cá dos nossos, mesmo que para isso seja preciso ridicularizar inicialmente o Gordo pela mania de chamar maricas a toda a gente e ceder ao Pigmeu que julga ter organizado um congresso ministerial. Controla-te, Gordo, precisamos de ti quando for necessário, acalma aí a parvoeira de que padeces porque em ti vejo um queijo em potência, meu banhas; mantém a calma, Pigmeu, tinhas razão, não precisas estar agregado à porta de entrada que foi, também ela, o buraco negro por onde se eclipsou o Seminarista.
As expectativas são altas: vencido o mistério das cuecas da menina, algo em ti mudou, queres mais que um “terra à vista” mas não sabes como lá chegar entre os rochedos, não é? Receias os irmãos da moça, sempre prontos para desprezarem a irmã excepto quando chegas tu, o forasteiro, que por muito que sejas repetente, nestas coisas do sexo és mesmo inexperiente. Tens que jogar à bola com eles, com o Capuchinho, com a Nelinha, com o Barbas… Tens que domar o Tripeiro, saber jogar com as percepções de confiança que, de outra forma, tudo se esfuma, até tu, regente de terras distantes.
Controlar os jornais da escola não te garante tudo o que queres. É certo, dá-te alguns votos, mas lembra-te: os dos bairros não lêem essas mariquices porque os dos bairros simplesmente não lêem. Queres apoio dos dos bairros, tens que te esmerar, falar com eles, perder o medo de saíres aí da rua dos totós onde vives confortavelmente e trocar o berlinde pelo malho.
Para já só viste a cuecas da menina, palerma. Tal aconteceu graças à conjunção de vários elementos que não dependeram de ti, incluindo a saia particularmente curta do dia. Vê lá se tens mais olhos que barriga.
preservar valor
“PT vale em bolsa um décimo do que valia em 2007”.
É estranho que perante estas notícias que dão conta de uma perdulária destruição de valor de uma das maiores empresas portuguesas, os justiceiros que sempre aparecem a exigir as cabeças de banqueiros e bancários, ainda não vindo a público exigir também que se dê seguimento a este desafio de Belmiro de Azevedo. Será que é história para não se contar?…
Sonsice
A política portuguesa é frequentemente dominada pela sonsice. Há anos que se debate se o Estado deve ser proprietário de um banco, com o risco inerente a essa propriedade. Desde 2012 que está estabelecido um sistema de resolução bancária que em nada difere do futuro mecanismo europeu de resolução bancária e que se baseia nos mesmos princípios que o sistema de resolução bancária dos Estados Unidos. Portanto, desde 2012 que existe o risco de a CGD participar nos custos de falência de qualquer banco. Quando o BES faliu havia duas alternativas, ou se aplicava a lei ou o governo entrava com dinheiro dos contribuintes para salvar o BES. O governo optou por não intervir no que já estava definido desde 2012. É uma completa sonsice que quem sempre defendeu a existência de um banco público venha agora choramigar porque a CGD corre o risco de pagar os custos da resolução do BES. Esse risco não foi criado em 2014. Existe desde 2012. Mais, que a CGD corre o risco de perdas, nunca foi ocultado, e decorre do que está na lei que determina as regras da resolução bancária. Este debate sobre se a ministra mentiu ou não sobre este assunto, para alem de sonso, é infantil, no sentido em que se anda a perder tempo com interpretações literais de frases que qualquer adulto percebeu.
humanistas part-time
O post que por aqui escrevi, há uns dias, sobre a lista de pedófilos, que o governo em funções quer aprovar, e a dos devedores ao fisco, que o governo anterior aprovou, suscitou uma animada algazarra no facebook, sobretudo na página do Luís Aguiar-Conraria. Como apareceram alguns comentadores a dizer por mim o que eu não dissera, passo a esclarecer melhor o que escrevi. O facto desses mesmos comentadores se terem horrorizado com a comparação, também vale o trabalho de mais algumas linhas.
O direito a amar
A lei não pode impedir o amor. Abaixo as discriminações. Uma nova causa para unir as esquerdas: I married myself
Por Shiva, Portugal dos Pequeninos (mas gordinhos)
Ferro Rodrigues abre o seu primeiro debate com o primeiro-ministro dizendo que precisa de antecipar as eleições legislativas sob risco das pessoas perceberem que os socialistas não têm nada para dizer até Outubro de 2015.
Dúvida premente
Qual a diferença de pensamento entre Catarina Martins e Heloísa Apolónia?
Acidente de trabalho
Já vi muitas gente referir que a PT ter chegado a esta ponto é um resultado da incompetência da gestão. Mas nada indica que assim seja. O núcleo duro de accionistas privados tinha cerca de 20% de acções da PT. Com ajuda das participações do Estado de alguns outros aliados menores, estes 20% eram suficientes para controlar a empresa. O potencial de crescimento da PT atingiu o pico com a venda da VIVO, ao mesmo tempo que o accionista principal tinha necessidade de transferir capital para outros negócios que considerava mais estratégicos. Já desde que a OPA da Sonae que se tinha percebido que o negócio das telecomunicações em Portugal estava sobredimensionado e tanto os accionistas da Zon como os da PT trataram desde 2006 de distribuir dividendos elevados, descapitalizando as empresas. Na PT o processo acelerou-se com a venda da VIVO, porque os accionistas assim o quiseram. Por outro lado, o núcleo duro tratou de usar uma empresa onde só tinha 20% do capital para financiar outros negócios onde tinha 100%, através da concessão de empréstimos de favor. Esta é uma forma de explorar uma posição dominante numa empresa sem ter que partilhar dividendos com os outros accionistas. No fim, o empréstimo à Rioforte correu mal, mas estes empréstimos foram feitos durante anos, e durante anos correram bem para o BES. Portanto, o que se passou na PT não foi incompetência. Eles sabiam bem o que faziam, e fizeram-no de forma competente. O que tiveram foi um acidente de trabalho.
A nossa PT foice
Há grande tristeza no país porque a nossa PT já não vai ficar a mandar na Oi e formar um operador lusófono com mais de 100 milhões de utilizadores, nem vai ser um operador estatal para dar emprego aos filhos dos políticos. É o que dá sonhar os sonhos da Ongoing, do Ricardo Salgado ou do Marcelo Rebelo de Sousa. Sonhem os vossos.
enquanto não cair um avião, a luta da dra. manuela continua!
É nisto que somos muito bons: a tratar de coisas que não aconteceram, deixando em paz as muitas que todos sabemos terem sucedido. Ou será que isto serve apenas para intimidar alguém?
com as ideias baralhadas
A Dra. Manuela Ferreira Leite acha que o que sucedeu na PT resultou do facto do estado já não estar na empresa, e que isso nos deveria fazer reflectir sobre eventuais futuras privatizações da TAP e dos transportes. A Dra. Ferreira Leite comete, porém, um erro de palmatória: se a PT tivesse sido, de facto, privatizada pelas boas regras do mercado, as únicas que privatizam em vez de cartelizar, hoje o seu sócio maioritário seria a SONAE. Como foi entregue pelo pessoal do governo – o tal “estado” de que a Dra. Ferreira Leite tanto sente a falta – aos amigalhaços, a coisa acabou como acabou. A Dra. Manuela Ferreira Leite precisa, urgentemente, de relembrar alguns conceitos económicos elementares.
a luta continua!
Jerónimo de Sousa passou a manhã de hoje a perorar no Fórum TSF sobre o euro e a dívida pública, afirmando que a eles se deve a crise do país, que só poderá ter solução com a saída da moeda única e a renegociação do passivo do estado com os credores. Deste modo, o líder do PCP reconheceu que o governo actual não tem qualquer responsabilidade pela crise, já que nem criou a dívida, nem assinou qualquer tratado da União Europeia. Jerónimo e Passos, a mesma luta!
success fee
Em Portugal, as asneiras pagam-se caro.
O incendiário inimputável
Treze imbecis, claramente transmitindo a ideia de que aceitariam uma vigília à porta das respectivas casas por encarregados de educação insatisfeitos com a classificação dos educandos, serviram de idiotas úteis ao sinistro Mário Nogueira, permitindo-lhe o brilharete moralista pelo distanciamento ao evento.
Nogueira até conseguiu parecer um tipo responsável, criticando a vigília e considerando-a imprópria, quando, e para todos os efeitos, a única coisa que fez foi continuar a beber a cerveja gelada enquanto uma Cheryl Ann Araujo era violada por 4 tipos na mesa de bilhar.
Eu não participei nisso.
Blame the victim: é a vida dos inimputáveis do regime.
Olhó strip tease
o bordel do regime
Existe, de há muitos anos para cá, um verdadeiro bordel do regime, ao qual os nossos políticos, ministros e governantes, recorrem para impudicamente se aliviar. A PT, a TAP, a RTP, a Caixa Geral de Depósitos, a CP, as Estradas de Portugal (curiosamente, tudo nomes femininos…) são, entre algumas outras, as estrelas do lupanário, e aquelas que mais e melhor têm servido os apetites vorazes dos nossos homens públicos.
De tempos a tempos, por falta de condições para as manter, algumas são abandonadas por quem as andou a explorar, quase sempre em péssimo estado de saúde, famintas, anoréxicas, doentes e cheias dos piores vícios. Quando, coitadas!, ainda se vão tentar vender no mercado, convencidas de que mantêm os encantos de outrora, já ninguém as quer, e acabam, quase sempre, por regressar aos mesmos proxenetas que tanto as maltrataram ou por irem parar às mãos de bandidos ainda piores.
Por estes dias, tem sido a vez da PT, que em tempos ainda recentes Belmiro de Azevedo tentou tirar aos proxenetas que a exploravam, para fazer dela uma empresa honrada, mas que foi corrido com um clamor nacional, por estar a pôr em perigo os elevados “interesses estratégicos de Portugal”. Foi pena, sobretudo para a PT e para quem por lá (ainda) trabalha. Num país decente os ditos proxenetas responderiam por aquilo que sucedeu à pobre desgraçada.
o problema da educação
Nuno Crato dizia há uns anos, e dizia muito bem, que a finalidade de qualquer ministro da educação deveria ser a de encerrar o seu ministério. Ora, não obstante os seus esforços involuntários, Crato, agora ministro da dita coisa, não conseguiu cumprir aqueles nobres objectivos, sendo que, a seguir a ele, a nobre fauna de burocratas que não largam a gamela desde que ela foi inventada reporá a ordem natural das coisas. Infelizmente, o problema da educação não se resolve no Ministério da Educação; o problema da educação é o Ministério da Educação.
surprise!!!!
“Maria Luís admite: sim, o Novo Banco pode ter custos para os contribuintes.”
Mas quem diria? Coisa bizarra, esta, que toda a gente já tinha percebido, com excepção da Senhora Ministra das Finanças e dos Senhores Primeiro-Ministro, Presidente da República e Governador do Banco de Portugal. Só é lamentável que os quatro não respondam pelos danos causados aos investidores a quem garantiram publicamente que o antecessor do Novo Banco novo, o solidíssimo BES, gozava de excelesa saúde e era um bom destino para as suas poupanças. Para a próxima será mais aconselhável que falem apenas quando puderem falar.
Onde estavas tu no 28 de Setembro?
Mas quem te pôs fora, camarada Baptista Bastos? Quem permitiu que o Diário de Notícias voltasse ao “cinzento, pusilânime e obediente” de outrora, aniquilando as respostas possíveis à localização geo-política de todo e cada cidadão no 25 de Abril? Quem destruiu a “ração de esperança” e o apelo à “não desistência”? Quem obliterou o “aceno de confiança na força interior de cada um”? Quem são estes “novos poderes”, “transitórios pela natureza das suas mediocridades”? Quem são estes bandidos levados “pelo oportunismo das suas evidências”? Quem abdicou dos teus textos, camarada, agora que tens 80 anos, tu, um jovem, que ainda nada disse a este país e nem mamá e papá sabias dizer quando Mário Soares, outro jovem, já andava de calções a raspar os joelhos em-cada-esquina-igualdade, na luta do jurei-ter-por-companheiro-Grândola-a vontade do povo, quando estes parolos acertam, que isto agora é que não se aguenta, pá?
Tu, cujo dia mais feliz da vida – “juntamente com os nascimentos dos três filhos e o casamento” – foi o 25 de Abril, e sabias onde estavas, e sofreste o revés do maldito 25 de Novembro, porque “a Revolução havia sido travada nessa altura”, tu subsistes. Tu, pertencente à geração que “foi traída por algumas pessoas dessa geração, alguns dos quais estão actualmente no poder”, tu és grande Baptista com P. Tu, que não tens dúvidas que a “revolução ressurgirá”, camarada, tens que começar a olhar para ti como a Emissora Nacional a ser tomada de assalto pela revolução, pá, tu, um velho Velho do Restelo que se recusa a perceber que é o establishment que sempre combateste, pá.
Venha a revolução, camarada, venha! Venha que a receberemos de braços abertos, estendidos, ao vento, como Cristo-Rei, ali, na outra margem, e pronto a acolher o momento em que a tralha revolucionária de outrora desaparece na insignificância de um “deixai vir a mim as criancinhas” dos vultos do esquecimento que são meros saudosistas do que nunca foi nem poderia ter sido.
E agora, que estás de saída, diz-me: onde estavas tu no 28 de Setembro, quando o Costa atirou o cravo?
a lista e as listas
Não deixa de ser interessante constatar que os exaltados antagonistas da disponibilização pública de listas de pedófilos condenados e com pena cumprida, entre eles o excelso humanitarista Jorge Sampaio, não tenham esboçado um esgar de protesto contra a publicação das listas de devedores ao fisco, há anos aprovadas e em vigor entre nós. Ora, bem ponderados os valores em causa, quer os afectados, quer os a proteger, parece não haver dúvidas sobre qual das duas listas poderá ser mais útil. Isto se, obviamente, não considerarmos que molestar os cofres do estado é mais grave do que molestar uma criança. Mas há, certamente, opiniões para tudo.
Política X Factor ou The Voice Kids

James Hacker: All we get from the civil service is delaying tactics.
Sir Humphrey Appleby: Well, I wouldn’t call civil service delays “tactics”, Minister. That would be to mistake lethargy for strategy.
“Yes Minister: The Writing on the Wall” – S01E05 – 1980
“Sim Sr. Ministro” continua indisponível (esgotado) em Portugal, talvez porque é redundante com a existência dos canais SIC Notícias, TVI 24 e RTP Informação.
Neste momento estão os três canais mencionados a transmitir o governador do Banco de Portugal a falar para a Comissão de Orçamento e Finanças. Deve ser um tema interessantíssimo e que acabará, esse sim, por ser editado e reeditado em DVD.
O fascínio das pessoas pelo som da sua própria voz, não sendo exclusivo dos portugueses, transcende e em muito os concursos de talento dos canais generalistas.
Não admira que se obtenha um sentimento de dever cumprido se se conseguir demitir um governante como o Crato. O governante preferido dos portugueses é mesmo o Sir Humphrey Appleby.
Sobre o Crato
E como não podia deixar de ser
O destino do cão da mulher afectada por ébola em Espanha tornou-se um caso mediático.
Uma petição com milhares e milhares de subscritores
Os ingleses claro já estão em campo para salvar el perro Excalibur
Threat to euthanise pet dog of Spanish nurse with Ebola sparks online campaign
Todos os jornais falam de Excalibur. Já agora como se chama a enfermeira?
Boas notícias
Pela união das esquerdas, salve-se a Eurodisney

António Costa no congresso do Livre (5 de Outubro, 2014).
Então a Eurodisney está continua com problemas financeiros? É nestas circunstâncias que a união das esquerdas é fundamental, permitindo um multiplicador que gera o hiper-crescimento reprodutivo e um PIB em espiral expansiva de consumo interno e abaixo-a-Merkel-que-a-austeridade-nunca-resultou, porque é preciso uma mudança de paradigma, daí o Ferro Rodrigues.
Notas de um neo-pessimista
1. “Moderação fiscal” é o novo slogan, mas o défice continua radical;
2. Nas bolhas anteriores, as taxas eram anormalmente baixas, agora chegam a ser negativas. O estouro será de arromba;
3. Insiste-se na confusão entre causa e efeito. Procura interna e austeridade são exemplos preferidos dos “comentadólogos”;
4. O combate ao desemprego e às disparidades regionais são um objectivo universal e intemporal, mas aumenta-se o salário mínimo;
5. Controlo do défice? Todos de acordo. Mas não se toque no Estado Social nem se aumentem impostos. Urge sim, fazer a “reforma do Estado”;
6. A reforma do Estado não se faz com um Guião, precisa de uma agenda mobilizadora para a década;
7. Teima-se que há vida para além do défice, mas é inconcebível que a dívida aumente;
8. Unanimidade na reforma do sistema político e da justiça, mas no Parlamento discute-se a criminalização do piropo e dos maus tratos aos bichinhos;
9. “O País está famélico!”, berram os anafados; “é precisa uma revolução!”, incitam os acomodados;
10. A culpa é do euro, da Europa, da globalização, dos corruptos, da Merkel, do Cavaco, do Soares dos Santos, todos apostados em nos tramarem;
11. “Sobra sempre para os mesmos”, mas são os ricos que estão a pagar a crise;
12. É preciso renegociar a dívida (não pagamos!!!), é preciso inflacionar, voltar ao escudo e aumentar o poder de compra;
13. Nunca o termo “forças de bloqueio” foi tão assertivo;
14. Os novos Messias redentores já estão nomeados: Costa e Rio em Portugal, o Papa Francisco no mundo;
15. No próximo resgate (2016?) estaremos melhor acompanhados. França ou Itália? Ou ambos? Aceitam-se apostas.
A doideira é um problema gravíssimo
A França não consegue cumprir os tratados que assinou. Começa a alastrar o que se por ali se designa como fronde fiscale e que se traduz pelo ataque e incêndio de repartições de finanças
MORLAIX
ALBERTVILLE
mas o que preocupa os governantes franceses é que se diga
Madame le président e não Madame la présidente.
Qual “Em Parte Incerta”? Estão onde sempre estiveram
Este artigo pode conter spoilers para o filme “Em Parte Incerta”
O Guardian tem um artigo muito maricas sobre o filme Gone Girl, com título traduzido para Português por um génio criativo que conseguiu destruir o fundamental do original – girl – por “Em Parte Incerta”, retirando no próprio título a possibilidade de a girl ter deixado de existir, algo que gone deixava em aberto. É um artigo muito maricas porque não é possível escrever um título como Gone Girl revamps gender stereotypes – for the worse sem ter um défice acentuado de testosterona ou um excesso de confiança injustificado no palato dos leitores para a treta do politicamente correcto.
À parte dos spoilers do próprio título em Português, não consigo estragar muito a experiência para quem não viu o filme porque, apesar de ter lido o livro, ainda não vi o trabalho de David Fincher. Consigo, sim, explicar o grau de mariquice do artigo do Guardian: só um perfeito idiota – daqueles que, sendo portugueses, ainda conseguem falar com mágoa da rejeição do PEC IV – encontraria um estereótipo heróico para mulheres por oposição à permanente baba que escorre da boca dos homens. Belle Guness, Dagmar Overbye e Amelia Dyer são alguns exemplos de revamping of gender stereotypes – for the worse. Já sei: são pessoas reais, não personagens de obras de ficção, portanto a crítica não se aplica, dirá o leitor com baba a escorrer pela boca; como se a baba tolhesse a compreensão do papel das Socratettes, todas gajas – incluíndo as que possuem pénis – a pior revamping of gender stereotypes – for the worse da realidade contemporânea portuguesa.
Se a Amy Dunne de Gone Girl rebenta com estereótipos femininos que o politicamente correcto criou ao longo dos anos de lavagem cerebral com a baba que escorre da boca masculina, mal posso esperar pela novella da vida de uma Socratette a publicar num jornal propriedade de uns quaisquer angolanos.
O problema é o conservadorismo dos outros, dizem
Jennifer Cramblett, of Uniontown, Ohio, alleges in the lawsuit filed Monday in Cook County Circuit Court that Midwest Sperm Bank sent her the vials of an African-American donor’s sperm in September 2011 instead of those of a white donor that she and her white partner had ordered.
Declaração para inscrição no governo
Eu, _________________________________________________, em representação do partido ______________ com zero deputados eleitos na presente legislatura, declaro estar disponível para integrar um governo patriótico de esquerda liderado por António Costa.
Para todos os efeitos, declaro também não estar disponível para integrar um governo não-patriótico e de direita ou qualquer outra possibilidade que inclua António José Seguro, Hitler ou Passos Coelho.
Data:_______________________
Assinatura:_________________________________
Strip tease mas só do cachecol
Marinho Pinto vai fazer “strip tease” do seu vencimento enquanto eurodeputado.

Pessoas completamente vestidas.
Ora, assim também eu: o vencimento de eurodeputado é público. Se Marinho Pinto quer mesmo entrar por aí, terá que mostrar os movimentos bancários dos últimos 20 anos, incluindo vencimentos privados, que afinal é disso mesmo que se trata. Vamos lá, então.
O fim do Lulismo?
Aécio Neves consegue um resultado inesperado nas eleições Brasileiras e enfrentará Dilma na segunda volta.
Esse truque tem barbas
Curioso que Rui Tavares admita poder fazer parte de um governo liderado por Costa. Em primeiro lugar, esta admissão precoce parece validar a teoria de que existem uns camones em partidos que nunca estariam dispostos a fazer parte de qualquer governo, algo que os eleva de oposição congénita a oposição voluntariamente crónica; em segundo lugar, porque tal admissão presume que Rui Tavares será cabeça de lista do partido, algo que contraria aquela ceninha patética com primárias para as europeias que viriam a incluir socráticos crónicos, malucos crónicos e crónicos crónicos.

